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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Terapia Comportamental: Quando Fazê-la?


Aumenta o número de atendimentos clínicos em todo o Brasil.


Quem nunca colocou a cabeça no travesseiro e questionou qual o seu propósito de vida? Diante de tantas inquietudes que rondam a cabeça do ser humano, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) registrou em 2018 um aumento de 4,61 % em relação ao ano de 2017 em atendimentos ambulatoriais, como consultas e sessões com psicólogo, totalizando 164,2 milhões de atendimentos.

Desta maneira, o psicólogo Emerson Viana fundou em janeiro deste ano, a Viva Psicologia, um espaço de atendimento para os mais variados assuntos. Tratando questões que envolvem o autoconhecimento, ansiedade, medo, problemas familiares e transtornos, o profissional também tem grande atuação na orientação vocacional e em questões empresariais.

“Estagiei numa grande Faculdade de Medicina do ABC no setor de hebiatria onde estudava tanto os processos clínicos, como psíquicos dos adolescentes e finalizei no atendimento da terceira idade, com isso, consegui conquistar uma bagagem extremamente rica sobre os problemas humanos que geralmente começam na infância, apresentam seus primeiros sinais na adolescência e sucumbem na terceira idade” – resume Viana.

Muitas pessoas acabam procuram terapia devido as dificuldades de aprendizado e problemas de relacionamento em qualquer fase da vida. Com isso, é comum que as crises de ansiedade e pânico se instalem, aumentando a proporção deste conflito interno. “E como os medos e traumas não resolvidos, podem deixar resquícios na vida adulta, reforço que o processo de autoconhecimento é o primeiro passo para o desenvolvimento humano e a conquista de uma vida leve e harmoniosa” – garante Viana.

O processo terapêutico pode durar algumas sessões, conhecida também como Psicoterapia Breve, como também pode durar meses ou até mesmo anos, em casos mais complexos. “Importante ressaltar que na terapia, quanto mais o paciente expõe suas demandas, mais rapidamente ele terá resultados colhidos. Não há uma data limite quando se fala sobre questões internas, muitas vezes enraizadas através de crenças e hábitos de toda uma vida.  Mas uma coisa é certa: se permitir conhecer os seus medos e aprender a enfrenta-lo, é o primeiro e mais importante passo que qualquer pessoa pode fazer por si mesma” - finaliza.






Emerson Viana - Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, o psicólogo Emerson Viana (CRP 06/148754) estagiou em importante centros de atendimento psíquico ampliando o seu conhecimento e adquirindo experiência no desenvolvimento pessoal de adolescentes e terceira idade. Atualmente, além de fundador e diretor clínico da Clínica Viva Psicologia também atua no atendimento de tema relevantes, como crises entre casais homo e heterossexuais, convivência e sucesso com trabalhos em grupo, problemas na adolescência como transformação hormonal e da própria mente, escolha vocacional e organização empresarial. Saiba mais em: www.clinicavivapsicologia.com.br


Vícios: como lidar com a dependência comportamental e química


 
Vício, seja ele químico (provocado por droga, álcool, tabaco ou medicamento) ou comportamental (jogo, compras, sexo ou internet) se caracteriza por uma compulsão, ou seja, um ato sem controle por parte da pessoa, muitas vezes percebido como um ato indesejado.

O vício (ou dependência) apresenta três aspectos: o desejo intenso (“fissura” ou “craving”) pelo elemento do vício; a abstinência, com sintomas como ansiedade; agitação; irritabilidade devido à falta do elemento do vício; e tolerância, quando a pessoa precisa de doses cada vez mais altas (ou atos cada vez mais intensos ou frequentes) para obter a mesma sensação de prazer.

A pessoa pode se viciar em algo quando, ao experimentar o elemento (droga ou jogo), o cérebro ativa um circuito neuronal chamado “sistema de recompensa”. A repetição deste circuito retroalimenta o desejo de estimulá-lo, gerando o vício. Aspectos psicossociais e culturais podem influenciar no comportamento da pessoa viciada (dependente), perpetuando o círculo vicioso da dependência, seja química ou comportamental.

Os princípios gerais do tratamento de vícios são parecidos. A primeira conduta é obter a “abstinência”, o que não é fácil, pois a síndrome de abstinência gera uma sensação de total desconforto pela falta do elemento. A vontade incontrolável de tê-lo novamente pode fazer com que ele o busque a qualquer custo, se não estiver 100% empenhado no tratamento.

Nos primeiros dias da privação, a pessoa pode se sentir ansiosa, inquieta, insone, depressiva e irritável. Se os sintomas de abstinência (química) forem muito intensos, é possível que o médico indique medicações para aliviar o mal-estar ou até mesmo uma internação em uma clínica especializada (que dará segurança ao dependente e apoio 24 horas por dia). O período mais difícil de abstinência dura cerca de semanas, até que a pessoa esteja “desintoxicada”.

Abordagens psicoterápicas são utilizadas para auxiliar o dependente a lidar com a ausência do elemento do vício. A psicoterapia pode ajudá-lo também a entender a origem do vício, como lidar com os fatores que podem ter gerado este problema e quais alternativas adotar para se livrar do vício. É importante que os familiares se envolvam com o tratamento, que participem das orientações e/ou que façam psicoterapia familiar, que ajudará a própria família a entender melhor o problema e a lidar com o dependente da forma mais acolhedora possível.






Alexandre Pedro - psicanalista pela Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo; Master Practitioner de PNL filiado ao NLP Academy; Hipnoterapeuta filiado ao International Board of Hipnosys e ao National Guild of Hipnotists


Os efeitos da internet no cérebro humano


Filósofo e pesquisador das características humanas, Fabiano de Abreu convidou a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner para esse debate


O que era uma mera desconfiança, agora está cada vez mais próximo de se tornar uma certeza: a internet está limitando o potencial humano. No campo da neurociência já existem estudos que o advento da internet, o mundo virtual, havia mudado o cérebro das novas gerações. Agora Especialistas apontam que hoje as crianças e jovens são de fato mais inteligentes devido a evolução natural mas também muito mais inseguros e com muito menos capacidade de lidar com frustrações.

Dentre os especialistas que concordam com essa premissa, está a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner: "a circuitaria neuronal mudou. Hoje as crianças são emocionalmente imaturas e por isso sofrem mais. Também está claro que, quanto mais tempo passamos online, mais alterações a nossa função cognitiva sofre”.

Os motores de busca na internet hoje funcionam como uma espécie de memória externa a que nosso cérebro recorre. Estudos apontam que o enorme impacto dos mecanismos de busca online podem levar-nos a confiar demais na Internet como uma fonte de informação, em detrimento da nossa própria capacidade de memória interna: "A memória da máquina é limitada. Quando acaba o espaço de armazenamento, em gigabytes, temos que ter um HD externo, por exemplo. Já a nossa memória, no nosso cérebro, foi feita pra esquecer, por mais paradoxal que isto possa parecer. Arquivamos de fato do hipocampo as memórias biográficas, afetivas, e as informações são descartadas. Então manipulamos dados e informações utilizando o que a máquina não tem, que é a criatividade. A máquina cumpre um programa e tem uma quantidade limitada de armazenamento, enquanto nós temos a criatividade a gerar novas configurações, novos arranjos com informações velhas, articular o pensamento de forma a multiplicar o saber, as descobertas. A curiosidade e a criatividade são capitais humanos que elevam exponencialmente nossa cognição. A memória de fato foi feita pra esquecer, porque o ser humano não aguenta guardar “todos” os dados. A memória é seletiva, deixando na camada mais densa, inferior e bem guardada (longo prazo) o que de fato é importante, e isso explica porque recorremos tanto a informações na internet”.

O filósofo Fabiano de Abreu também é um dos que atribuem ao advento da internet e em especial das redes sociais a mudança na forma como o nosso cérebro funciona, principalmente em relação a cognição: “Percebo que quanto mais rostos um indivíduo convive em sua vida, menos decoram as faces recentes, decorando-as apenas quando as veem repetitivamente. É como se nosso cérebro fosse seletivo e o armazenamento limitado, apagando assim o que já sabe que é constante, repetitivo e sem aproveitamento. É como se a rede social injetasse tantas informações na nossa mente que fizesse essa parte seletiva agir não só no mundo real como também no virtual. As informações vem tão 'mastigadas' que o cérebro se adapta a não precisar lembrar, a ter de armazenar, tendo assim um sistema de busca externo. Minha hipótese é que seremos menos inteligentes no futuro, ou talvez apenas teremos um tipo de inteligência diferente que ainda não conseguimos entender. O Google mastiga a informação e nosso cérebro entende essa praticidade, logo pode ser que nossa inteligência será diferente da atual, compartilhada com as máquinas”.

Para Fabiano, isto faz parte de um processo evolutivo diferente do natural, desencadeado pela dependência da tecnologia: "Até a idade contemporânea, havíamos evoluímos de forma mais natural, de acordo com o universo. A internet e suas consequências nos obrigaram a armazenar mais informações que podíamos ou que supostamente deveríamos e nosso cérebro, assim como um computador, começou a dar certo ‘delay’, com dificuldade de processar tudo.  Por isso, agora estamos ficando mentalmente preguiçosos. Quando fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, nosso cérebro trava, como uma máquina com pouca capacidade de processamento. Agora com tantas informações, vivemos como um HD lotado de informações, lentos, fragmentados, pois ainda não evoluímos na mesma medida, ainda não somos como um SSD. Estávamos aprendendo a nos adaptar com a realidade de viver mais e dedicar nosso tempo de forma diferente do passado, até que a internet ocupou esse tempo e o reduziu, fazendo com que vivêssemos uma vida útil menor que na era medieval. Vivemos mais tempo mas aproveitamos menos a vida real”.

O tema foi debatido no programa "Mesa Filosófica" com Fabiano de Abreu no Novum Canal em Portugal. A conversa foi com um dos políticos que mais usa a rede social em Portugal. Paulo Teixeira ficou conhecido pois era o prefeito de Castelo de Paiva quando aconteceu a maior tragédia da história do país resultado de uma ponte caiu e matou mais de 50 pessoas. 






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