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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Mudança de carreira, da água para o vinho



A mudança de carreira muitas vezes se faz necessária e a orientação de um profissional é indicada para a busca das melhores opções

No passado se formar em uma profissão e depois permanecer numa mesma empresa por toda sua vida era o sonho da grande maioria das pessoas. No entanto, isso vem mudando com o passar dos anos. As pessoas cada vez mais pensam no que é melhor para si e muitas vezes isso implica numa mudança de empresa. Em outros casos a mudança é mais radical e significa uma mudança em toda sua carreira.

Muitas vezes a pessoa pode se ver infeliz naquela profissão que exerce e esse é o exato momento em que a carreira deve ser analisada, para que a mudança de profissão seja feita com planejamento e foco, visando a melhor opção para o indivíduo.

A gestão de carreira deve ser feita com muito cuidado: cada passo significa muito nesse tipo de situação. Para isso existem profissionais especializados em coach de carreira, exatamente para auxiliar as tomadas de decisões, nesse momento tão difícil.

Este é o caso da coach de carreira e holística, Larriane Lopes que auxilia as pessoas com dificuldades de encontrarem seu caminho profissional, propondo uma análise interior, buscando dentro de si uma resposta para as atitudes a serem tomadas.

Larriane, antes de ser coach, passou pelo mesmo processo de autoconhecimento e análise de sua carreira. Formada em Engenharia, se viu infeliz e buscou novos ares, enfrentou todos os julgamentos que sofreu e hoje ajuda pessoas que passam pelo mesmo problema. Dentre as muitas dificuldades da uma mudança radical de profissão ela comenta a adaptação à sociedade, como as pessoas vão julgar sua escolha.

“Dá um desespero, do nada, tudo aquilo que você tomava como verdade, na realidade não é bem assim. Eu tinha feito tudo o que as outras pessoas tinham falado que era certo, eu havia me formado em Engenharia com 21 anos, trabalhava e estava noiva, mas eu não estava feliz. Eu estava sempre pensando no meu currículo e em como as pessoas iam me avaliar, mas, nunca tinha parado para pensar no que eu estava fazendo e se eu estava feliz com quem eu era. Hoje, depois da minha mudança, sinto que foi a melhor opção, porque me sinto feliz com o que eu sou e não com o que as pessoas esperam de mim.”

Por fim Larriane afirma que é possível uma mudança de carreira e que deve ser feita caso a infelicidade faça parte de sua rotina de trabalho.  Buscar um profissional como ela é indicado nesses casos, pois o coach tem uma visão mais apurada do mercado e pode te orientar da melhor forma, mas, por outro lado, o processo de autoconhecimento é pessoal e só você mesmo pode fazer.






Larriane Lopes - Coach Holística
Instagram: @larrianelopes




Life Coaching aos 20 anos? Os jovens precisam de um propósito



É de certa forma normal o trabalho de  life coaching para mudanças de vida após uma certa idade (geralmente aos quarenta), mas a maioria das pessoas nem desconfia que este desejo de mudança não tem idade para acontecer - e pode surgir nos mais jovens.

Para a Master Coach, Bianca Caselato, esta é a grande sacada da nova geração que já entra com um ideal. Estes jovens não passarão pelo que as gerações anteriores passaram para saber qual é  o seu propósito:

"Não existe a etapa do 'eu sei o que eu não quero' e essa juventude vai direto para o 'eu já sei para onde ir'. Essa galera de 20/25 anos é revolucionária e não fica muitos anos em uma mesma organização. É bem comum estes talentos pularem de  empresa em empresa se aquilo não faz sentido para eles."

Vida fácil ou vida dura?
Caselato afirma que esta é a geração recebeu muita coisa de seus pais e não tiveram que conquistar praticamente nada. Agora, se este detalhe é bom ou ruim, a especialista afirma que vai depender dos valores ensinados:

“É bom no sentido de que estes jovens trabalharão  por propósito e não pelo dinheiro ou pelos bens materiais. Os valores que são passados pelos seus familiares pesam neste momento.  Se uma família ensinou que para ter valores é preciso ter um propósito, muito trabalho para sustentar a família, no momento em que este jovem tiver uma a carreira destes jovens não terão maiores problemas. Deixa de ser uma questão de sobrevivência  e passa a ser uma questão de satisfação pessoal."

Por outro lado, Caselato explica que se este jovem não possuir valores sólidos e estiver acostumados a receber tudo de mão beijada, possivelmente as crises acontecerão pela frustração pessoal:    

"A palavra adequada é comodismo. Ainda moram na casa dos pais, não assumem grandes responsabilidades, não precisam pagar contas altas e na primeira dificuldade podem desmoronar. Aí é prejudicial, sim!  Por isso tem que haver um trabalho de autoconhecimento,  valores e missão para chegar no propósito. E quando eu cito valores, eu vou além  do recurso financeiro que os pais deram. O pai pode dar tudo para o filho, não tem problema se ele tem condições para isso, desde que os valores sejam repassados também."

De quem é a culpa?
Para Bianca, o problema não é quando o pai dá tudo para o filho, mas sim em como este "tudo" é dado e, em como este o filho vai reagir com todas essas facilidades.
"A pessoa pode dar tudo para seu filho que pode aprender a valorizar o que recebeu. O jovem aprende a valorizar que veio com o suor de seus pais. Então, aquela pessoa vai buscar um propósito para retribuir de alguma maneira. Já na contramão  -  algo que tenho visto muito atualmente -  é o pai e mãe que dão tudo e não impõe limites. Desta maneira não há essência para aquele aquele jovem para se criar sozinho." completa a especialista.






Bianca Caselato - Master Coach formada em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior pela Faculdade de Estudos Sociais do Paraná- FESP. É especialista em SELF coaching, Executive Coaching e Master Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching, com certificação internacional, pela ECA - European Coaching Association, GCC- Global Coaching Community, BCI- Behavioral Coaching Institute e IAC – International Association of Coaching.
Após uma bem sucedida carreira dentro de instituições bancárias, Bianca Caselato começou a atuar há dois anos em seu escritório Bianca Caselato Coaching com palestras motivacionais, coaching individual e empresarial com acompanhamento e diagnóstico de empresas de todos os portes.

Bianca Caselato Master Coach Trainer
Rua Padre Anchieta, 2540 - Sala 1115, Champagnat - Curitiba, Paraná




Meu filho repetiu de ano. E agora?



O ano letivo acabou e agora chegou o momento em que alguns pais irão se deparar com uma notícia não muito boa: a reprovação do filho na escola. Como agir em uma situação dessa? Os pais devem castigar ou consolar a criança? Como superar este momento difícil?

Uma reprovação nunca é uma notícia que pega a família desprevenida. Hoje, graças à tecnologia, a comunicação entre a família e a escola acontece em tempo real. Muitas escolas usam aplicativos, e-mail, mensagens e reuniões para se comunicar com os pais.

Portanto, ao longo do ano letivo, é perfeitamente possível ter um cenário do que vai acontecer no final das aulas. Mas, de qualquer maneira, quando a notícia vem, muitos pais podem ter dificuldade em gerenciar a situação. 


O lado cheio do copo
 
Segundo a neuropsicopedagoga, Viviani Zumpano, parceira da NeuroKinder, a reprovação pode ser negativa ou positiva, depende da maneira como é vista, tanto pelos pais como pelos educadores.

“Eu, como educadora, vejo a reprovação como uma oportunidade de resgatar conteúdos não aprendidos de anos anteriores, é uma chance de amadurecimento e fortalecimento da autoestima, já que este aluno será o mais forte entre os que estão chegando. Então, tudo depende do significado que se dá, tanto da parte da escola como da família”.

Quanto ao castigo, Viviani comenta que a reprovação é o castigo suficiente para o aprendizado do aluno sobre as consequências de não ter se dedicado aos estudos. “Reprovar significa que a criança ou o adolescente não tem os requisitos básicos para passar para o ano seguinte, portanto, o aspecto negativo a criança já tem. Brigar, ofender e agredir, seja verbalmente ou fisicamente, não tem nenhuma valia neste momento”.

É preciso entender que a reprovação é o resultado final de um processo e não está ligada apenas às notas, nem ao último mês de aulas, está ligada à jornada deste aluno e aos seus comportamentos também”, comenta Viviani.  Segundo a especialista, os pais devem procurar trazer o que é positivo desta experiência reforçando que será uma nova chance de fazer tudo melhor, com mais dedicação e empenho. O novo ano será útil para a reafirmação e a sistematização do conhecimento. Os pais devem acolher o filho e empoderá-lo para enfrentar o ano seguinte.


Reter pode ser inevitável
 
Mas, é possível evitar a reprovação? Para a especialista, o mais importante é que tanto a escola quanto os pais percebam a tempo os problemas na aprendizagem. “Se o aluno tem dificuldade em algumas matérias, por exemplo, o ideal é estabelecer estratégias para resgatar ou reforçar os conteúdos não aprendidos em sala de aula. Os pais podem procurar tutores, neuropsicopedagogos ou ainda professores particulares para isso”.

Por outro lado, a reprovação muitas vezes é inevitável. “A partir do segundo ano, o aluno é reprovado por notas. O reforço escolar para melhorar seu desempenho pode evitar retê-lo. Porém, na educação infantil e no primeiro ano, reprovar o aluno é algo discutido com a família. Isso porque é nestas séries que o aluno faz a consolidação do processo de alfabetização. Algumas crianças, por imaturidade, não conseguem alcançar a prontidão para a leitura e para a escrita. Portanto, avançar para a série seguinte só causará sofrimento”, explica Viviani.


Anos difíceis
 
A probabilidade de reprovação é maior nas viradas de ciclo. “Quando o aluno vai para o sexto ano passará por uma adaptação. Além de ter mais professores, o conteúdo será novo, é uma nova rotina e um novo ritmo de estudo. O mesmo acontece na entrada para o ensino médio. Então, estes são anos em que percebemos um maior número de alunos retidos, devido à dificuldade de adaptação. Assim, a recomendação é que os pais fiquem ainda mais atentos nessas séries para evitar a reprovação”, comenta a neuropsicopedagoga.


Perfil do aluno x Perfil da escola
 
Outro ponto é que uma das primeiras ideias dos pais é trocar a criança de escola depois de uma reprovação. Viviani comenta que os pais devem fazer uma avaliação com calma. “Muitas crianças pedem para mudar de escola, mas antes de tomar essa decisão os pais precisam avaliar se o pedido não está por trás do medo de enfrentar situações desafiadoras, por exemplo. A criança precisa aprender a lidar com a frustração e a se esforçar para ter um bom desempenho, não podemos ceder apenas por conta da criança querer as coisas de modo mais fácil”.

“Agora, claro que é importante que a escola se enquadre no perfil da criança. Cada pessoa tem um perfil e isto impacta diretamente no aprendizado. Se a criança é mais criativa e mais agitada, por exemplo, e estuda numa escola tradicional, pode enfrentar mais dificuldade no aprendizado. Uma investigação junto a um neuropediatra e a um neuropsicólogo pode ser útil para descartar transtornos do neurodesenvovimento ou de aprendizagem ou ainda para ajudar os pais na escolha da escola”, reflete Viviani.

“Os anos escolares são fundamentais na formação do ser humano. É essencial encontrar uma escola que seja adequada ao perfil do aluno e também aos valores da família. A parceria com os professores e coordenadores pedagógicos, a presença dos pais nas reuniões e o acompanhamento do desempenho ao longo do ano são estratégias preciosas para evitar a reprovação. Mas, se ela aconteceu, o que se pode fazer é incentivar a criança a ter bom ano por meio de dedicação e mudança de comportamento”, finaliza a especialista.







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