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terça-feira, 7 de março de 2017

Cuidados com a saúde ajudam a preservar a fertilidade feminina e evitam riscos à gestação



Realizar exames de rotina, usar preservativo, manter uma alimentação saudável, evitar o contato com metais pesados e não consumir álcool e drogas são as principais orientações do ginecologista e especialista em Reprodução Assistida, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, diretor clínico da Fertivitro, para evitar a infertilidade e problemas na gestação


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e com o intuito de mobilizar a sociedade sobre os cuidados com a saúde feminina, a Fertivitro orienta como se prevenir das principais doenças e destaca os problemas que afetam a realização do sonho da maternidade. 

O ginecologista e especialista em Reprodução Assistida, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, diretor da Fertivitro, explica quais são os métodos de prevenção do câncer do colo do útero, de que forma o desequilíbrio alimentar prejudica a fertilidade e fala dos malefícios do álcool, tabaco e drogas para a tentativa de engravidar e na gestação. O médico orienta, ainda, como as mulheres devem proceder ao optar por uma gravidez tardia e quais medidas adotar no caso de contato com metais pesados, antes e enquanto estiverem grávidas. 


Previna-se contra o câncer do colo do útero - faça exames de rotina e use preservativos 

De acordo com as estatísticas do INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), no ano de 2016, foram identificados mais de 16 mil novos casos de câncer do colo do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer, segundo o INCA. Estas alterações das células são diagnosticadas pelo exame preventivo conhecido como Papanicolaou, e são curáveis em quase todos os casos.

“Existem duas formas de evitar a doença, uma é sempre usar preservativo durante a relação sexual, o que impede a contração do vírus HPV, e também pela realização periódica do exame Papanicolau”, alerta Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, da Fertivitro. 


Obesidade e anorexia afetam a fertilidade e a gravidez – tenha uma alimentação saudável 

O desequilíbrio na alimentação pode causar a obesidade ou anorexia, doenças que afetam diretamente a fertilidade feminina, a gestação e o feto.  


Obesidade
A obesidade é um dos principais fatores de risco para a fertilidade, porque está associada a ciclos menstruais irregulares, problemas na ovulação e anovulação (falha da ovulação) e níveis elevados de hormônios masculinos, diminuindo, dessa forma, as chances de gestação.
O excesso de gordura corporal influencia, ainda, a produção do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH), essencial para regular a ovulação nas mulheres. Especificamente, o GnRH provoca a liberação dos hormônios Folículo Estimulante (FSH) e Luteinizante (LH), ambos responsáveis pela produção dos óvulos.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a obesidade e o excesso de peso (IMC maior ou igual a 25 kg/m²) atingem 30% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva (16 a 45 anos). “Estar acima do peso gera problemas hormonais anormais que afetam o processo reprodutivo. Existe uma relação entre a obesidade e a ação da insulina liberada pelo pâncreas, que pode levar a uma condição de infertilidade, conhecida como Síndrome do Ovário Policístico (SOP)”, explica Dr. Luiz.
A dica do especialista é adotar uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, carnes brancas, grãos e cereais e praticar exercícios físicos regularmente. “Evite comidas gordurosas, industrializadas, frituras e excesso de açúcar”, acrescenta. 


Anorexia

No caso da anorexia, um transtorno alimentar mais frequente em mulheres entre 13 e 20 anos, a característica da doença é a restrição rígida a ingestão de alimentos e a prática excessiva de exercícios físicos. É uma disfunção que envolve componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.
A relação da anorexia com a infertilidade se deve ao fato da desnutrição prejudicar o ciclo ovulatório, reduzindo os níveis de hormônios como FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e o LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis pelo processo da ovulação, portanto, nesses casos, a infertilidade é causada pela falta de ovulação. Além de causar amenorreia, ausência de fluxo menstrual por um período maior que noventa dias.
As gestantes com anorexia têm maior incidência de hiperemese gravídica (vômitos durante a gestação que não melhoram com tratamento ambulatorial), resultando num menor ganho ponderal, retardo de crescimento fetal intrauterino, prematuridade, recém-nascido de baixo peso e desnutrição do bebê pós-parto. Como se trata de um distúrbio psiquiátrico é possível se deparar, frequentemente, com um aumento da incidência de depressão pós-parto. “Lembrando que a paciente anoréxica necessita de um estreito acompanhamento durante o pré-natal e o pós-parto”, alerta o ginecologista, especialista em Reprodução Assistida.


Tabaco, drogas e álcool causam infertilidade – mantenha bons hábitos de vida
O consumo de tabaco, álcool e drogas prejudica a saúde da mulher sob diversos aspectos, principalmente, no que se refere à sua fertilidade e à gestação.
Álcool
O álcool, além de estimular o uso de outras substâncias químicas como o cigarro e as drogas, pode causar uma alteração no funcionamento normal do sistema regulador cerebral responsável pela produção dos hormônios femininos. Com isso, é possível haver falha da menstruação, aumento do hormônio prolactina (responsável, entre outras, pela produção de leite), diminuição da libido (desejo sexual), falha na ovulação e defeito de fase lútea (pós-ovulação) e, com isso, resultar em infertilidade. Segundo estudos realizados por Hakim RB, divulgados na publicação científica Fertility and Sterility, o consumo de álcool está relacionado com até 50% à redução da fertilidade feminina.
Não é recomendado o consumo de álcool também na gestação. A substância talvez seja a mais perigosa, já que pode levar a várias complicações, entre elas a mais séria: a Síndrome Alcóolico Fetal. A doença, que pode ocorrer em 30% a 40% dos filhos de mulheres alcoólatras, é caracterizada por deficiência de crescimento, retardo mental, distúrbios de comportamento, além do aumento da incidência de problemas cardíacos e cerebrais após o nascimento. “O álcool também é responsável pelo aumento no risco de aborto espontâneo em 2 a 3 vezes, pode aumentar o risco de parto prematuro e morte fetal”, explica Dr. Luiz.

Cigarro
O tabaco também é responsável por alterações hormonais, aumento da incidência de câncer e diminuição nas taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. O cigarro pode causar alterações menstruais, devido a disfunções hormonais e lesões tubárias, o que aumenta a incidência de gestação ectópica (nas trompas). Pode reduzir a quantidade de estrogênio circulante e alterar a circulação sanguínea ovariana, o que contribui para a diminuição da qualidade e quantidade de óvulos e aumenta o risco de problemas genéticos nos embriões. Devido aos seus efeitos nos vasos sanguíneos, além de diminuir o aporte de sangue aos órgãos genitais está relacionado a uma menor taxa de implantação embrionária. O pesquisador Hakim RB divulgou na revista científica Fertility and Sterility que mulheres que nunca fumaram tiveram o dobro de sucesso na taxa de gestação comparadas às que fumaram.
A maconha, a droga atualmente mais consumida, pode originar alterações hormonais e, consequentemente, diminuir a fertilidade e as taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. A droga está associada à diminuição da qualidade dos óvulos. O uso da maconha durante a gravidez pode ter efeitos extremamente variáveis sobre o feto, dependendo da quantidade e frequência do consumo. Menor duração da gestação e crianças com baixo peso ao nascer são algumas de suas complicações.

Cocaína, crack e heroína
Já a cocaína e o crack podem levar a diminuição da libido, diminuição na produção hormonal com alteração no número e qualidade dos óvulos. Quando consumidos durante a gestação, estão associados aos recém-nascidos de baixo peso, malformações ou problemas neurológicos. A cocaína diminui o fluxo de sangue para o feto, que poderá ter restrição de crescimento no útero ou baixo peso ao nascer. Também é responsável pelo aumento da pressão na mãe ou nascimento prematuro por insuficiência placentária ou descolamento da placenta e ainda contrações uterinas precoces. Devido a sua ação direta no sistema vascular fetal pode causar malformações urogenitais, cardiovasculares e do sistema nervoso central.
A heroína na mulher está associada a distúrbios no ciclo menstrual, aumenta o risco de aborto, parto prematuro, baixo peso fetal e morte do feto ao nascimento. Os filhos de mãe dependente desta droga poderão sofrer a síndrome da morte súbita, sintomas de abstinência logo após o nascimento e problemas durante seu desenvolvimento.
O especialista da Fertivitro, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque, alerta que “é de suma importância interromper o consumo de drogas aos casais que pretendem engravidar, pois estas substâncias demoram em média de três a seis meses para serem depuradas pelo organismo, portanto, podem resultar em infertilidade temporária ou permanente”.

Profissionais em contato com metais pesados – diminua o tempo de exposição
A exposição a metais pesados, como o cobre, chumbo, mercúrio, cádmio, arsênico, níquel, ouro, entre outros, afetam a fertilidade. Essas substâncias químicas são nocivas ao organismo porque podem causar aborto, malformações fetais e parto prematuro; danificam a placenta, os óvulos e afetam os ovários.
No ovário, o acúmulo de metais pesados altera a produção de estradiol e progesterona. Isto pode interferir no desenvolvimento normal do óvulo e causar alterações cromossômicas embrionárias.
A gravidez que ocorre na presença de altas concentrações de metais pesados cursam com alto risco de perdas, malformações fetais, insuficiência placentária e nascimento prematuro. “A exposição ao chumbo, por exemplo, aumenta os riscos de aborto, parto prematuro (nascimento antes das 37 semanas), baixo peso ao nascer, atrasos do desenvolvimento, do comportamento e da aprendizagem na criança, devido a danos no sistema nervoso. Além disso, o chumbo é teratogênico, causa malformações congênitas no feto. Tal substância pode estar presente na água potável, pela corrosão de encanamentos, em pilhas, cerâmicas, joias e tintas”, explica Dr. Luiz, da Fertivitro.
Mercúrio, ácido arsênico e cádmio também aumentam os riscos de aborto e de bebês nascidos mortos. Alguns estudos mostram que o cádmio induz a formação de miomas uterinos, causa aborto e danos à placenta e reduz o peso do bebê ao nascer, além de ser teratogênico, especialmente ao sistema nervoso central.
O indicado para profissionais que estão em contato com essas substâncias é adotar níveis mínimos de exposição, utilizar equipamentos de proteção e reduzir a jornada de trabalho diário, se possível. “Algumas pesquisas relatam que antioxidantes, como a vitamina C, E, A e zinco, protegem o organismo contra os efeitos maléficos destes metais. Também como prevenção, é indicado adotar uma alimentação orgânica (cultivada sem agrotóxicos). É importante lavar exaustivamente e descascar os alimentos antes de comê-los para remover os produtos químicos agrícolas que porventura estejam presentes”, orienta o ginecologista, especialista em Reprodução Humana, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque.


Gestação tardia – congele seus óvulos 

Tentar engravidar após os 35 anos reduz as chances de uma gestação, porque a qualidade e quantidade de óvulos começam a declinar. Além da dificuldade de uma gravidez, as taxas de aborto são maiores nessa idade, em decorrência de alterações cromossômicas no embrião formado.

Nesses casos, para preservar a fertilidade, é possível congelar os óvulos e realizar a fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação dos gametas (óvulos e espermatozoides) é feita em laboratório, no momento em que a paciente considerar oportuno tentar engravidar.  


Em casos de infertilidade – tratamentos de reprodução humana
Existem três tipos de tratamentos para a infertilidade: coito programado, cuja relação sexual é programada no período fértil; Inseminação Intrauterina (IIU), que consiste em selecionar os melhores espermatozoides e colocá-los dentro do útero, para facilitar o encontro do óvulo com os espermatozoides; e a fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação dos gametas (óvulos e espermatozoides) é feita em laboratório.



Dr. Luiz Eduardo Albuquerque - diretor clínico da Fertivitro, é ginecologista especialista em Reprodução Humana. Mestre em Ginecologia pela Unifesp e pós-graduado em Ginecologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (RJ), possui o TEGO - Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, certificado pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).Em seu currículo internacional destacam-se: título de especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Dexeus, certificado em Barcelona, na Espanha; membro da American Society for Reproductive Medicine (ASRM), nos Estados Unidos; e membro da European Society of Human Reproductive and Embriology (ESHRE), na Bélgica. O profissional atuou como diretor do Núcleo de Esterilidade Conjugal do Centro de Referência da Saúde da Mulher, no Hospital Pérola Byington, em São Paulo (SP), durante os anos de 2001 a 2003. Atualmente, faz parte do corpo clínico da instituição, no setor de Reprodução Humana.Foi médico do setor de Reprodução Humana da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entre 2004 e 2014.


Fertivitro — Centro de Reprodução Humana



Centro Cultural Banco do Brasil apresenta programação especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher



  Programa Educativo realiza cortejos musicais gratuitos que percorrem o prédio com apresentações de poemas sobre o universo feminino;


  Ações do CCBB envolvem ainda cinema e teatro e ocorrem de 8 a 13 de março.
O Centro Cultural Banco do Brasil vai realizar, de 8 a 13 de março, uma série de atividades especiais em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A Semana da Mulher é uma iniciativa do CCBB de São Paulo que tem o objetivo de promover a reflexão e a conscientização do público sobre questões ligadas à vida das mulheres.

Confira abaixo as atividades previstas para o período.


    Cortejo Musical especial

As atividades multidisciplinares começam em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com apresentações temáticas do Cortejo Musical. Realizado pelo Programa Educativo, o Cortejo vai apresentar ao público, gratuitamente, versões musicadas e declamações de poemas das escritoras, ativistas e produtoras culturais Elizandra Souza, Jéssica Policastri, Maria Giulia Pinheiro, Mel Duarte, Raquel Almeida e Ryane Leão.

O cortejo vai percorrer as dependências do CCBB, além da área externa do prédio. No dia 8 de março haverá duas apresentações: às 11h e 16h30; de 9 a 13 de março as apresentações acontecerão às 11h. A duração é de aproximadamente 30 minutos.


    Práticas e Reflexões: Mulheres que Inspiram

As escritoras que terão seus poemas apresentados no Cortejo Musical estarão no auditório do CCBB às 19h30 do dia 8 de março para o debate “Mulheres que Inspiram”, que integra a série “Práticas e Reflexões”, realizada pelo Educativo por meio de diversos encontros ao longo do ano.

Elizandra Souza, Jéssica Policastri, Maria Giulia Pinheiro, Raquel Almeida e Ryane Leão vão discutir, com a participação do público, a poesia escrita por mulheres na contemporaneidade. A mediação será da coordenadora pedagógica do Educativo, Karen Montija. O público poderá acompanhar o debate gratuitamente, devendo retirar o ingresso com até uma hora de antecedência, na bilheteria do CCBB.

Conheça um pouco sobre as escritoras que participarão do evento:


Elizandra Souza – Poeta, jornalista, editora da Agenda Cultural da Periferia na Ação Educativa, locutora da Rádio Comunitária Heliópolis FM, e integrante do Sarau das Pretas - SP. Ativista cultural com um trabalho consolidado há 16 anos na Cultura de Periferia e na Literatura Negra.


Jéssica Policastri – Atriz, formada em Letras e educadora há 5 anos, trabalha atualmente no CCBB SP, compondo a equipe do Programa Educativo.


Maria Giulia Pinheiro – Poeta, escritora, dramaturga, atriz e jornalista. Autora dos livros "Da poeta ao inevitável" (Patuá, 2013) e "Alteridade" (Selo do Burro, 2016). É fundadora do grupo Companhia e Fúria, em que atua, dirige e escreve.


Ryane Leão – Poeta, escritora, professora e autora do perfil de Instagram Onde jazz meu coração - o prazer é todo meu, que publica fotos de lambe-lambes com seus poemas espalhados por São Paulo.


  Raquel Almeida – Poeta, escritora, arte-educadora e produtora cultural, co-fundadora do Coletivo Literário Elo da Corrente, que atua no bairro de Pirituba, zona oeste de São Paulo, incentivando a leitura.
    

 Cinema e teatro também são opções

Ainda como parte da programação especial Semana das Mulheres, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo vai oferecer entrada gratuita para mulheres em todos as sessões de 8 de março da Mostra Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta. A mostra traz filmes do cineasta francês Jean Cocteau, diretor da “Trilogia de Orfeu”, que influenciou diretores como François Truffaut, Orson Welles, Alain Resnais e Robert Bresson, entre outros.

Já em 11 e 12 de março as mulheres terão direito a meia-entrada nas apresentações do espetáculo teatral Gritos, da companhia franco-brasileira Dos à Deux. Com estreia em 10 de março, a montagem traz três poemas gestuais metafóricos criados a partir de um tema: o amor. Os poemas são permeados pelas pessoas invisíveis na sociedade, pelo preconceito, o desprezo e os refugiados da guerra, e são revelados por meio de uma partitura gestual sutil e minuciosa. A peça é interpretada e dirigida por André Curti e Artur Ribeiro, fundadores da Dos à Deux.



SERVIÇO
Semana da Mulher
Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo.
(11) 3113-3651/3652 | Quarta a segunda, das 9h às 21 horas
   
   Cortejo Musical
Datas e horários: 8 de março às 11h e 16h30 e de 9 a 13 de março às 11h
Duração: aproximadamente 30 minutos
Gratuito

   Debate: Mulheres que Inspiram
Data e horário: 8 de março, às 19h30
Gratuito, mediante retirada de senha até uma hora antes do início do evento

  Mostra Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta
Sessões gratuitas para mulheres
Data: 8 de março
Horários: 18h e 19h30
  Gritos (peça teatral)
Meia-entrada para mulheres
Datas: 11 e 12 de março
Horários: 20h (sábado) e 19h (domingo)
  ·      Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | ar-condicionado | cafeteria Cafezal
  ·      Estacionamento conveniado: Estapar
Rua Santo Amaro, 272.
Informações pelo telefone (11) 3113-3651
Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
  ·      Traslado gratuito até as proximidades do CCBB. Embarque e desembarque na Rua Santo Amaro, 272, e na Rua da Quitanda, próximo ao CCBB.  No trajeto de volta, a van também para no Metrô República.



Presença feminina aumenta em cargos de gerência mas estaciona em postos mais elevados e estratégicos das empresas

Para o Instituto Ethos, investir na diversidade de gênero é estratégia para diferencial competitivo no mercado.


A ocupação feminina em cargos de gerência no Brasil saltou de 22,1% em 2010 para 31,3% em 2015, o que significa uma elevação de quase 2 pontos percentuais por ano, aponta o último levantamento do Instituto Ethos -  “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas” – que reúne dados sobre a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro. O estudo conta com a cooperação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da Fundação Getúlio Vargas.  Apesar do salto, a pesquisa revela que a presença feminina nas empresas sofre um afunilamento na medida em que a hierarquia sobe e atinge postos mais estratégicos - apenas 11% das cadeiras dos conselhos administrativos, por exemplo, são hoje ocupadas por executivas.  

Sob a perspectiva de raça, o estudo mostra uma exclusão ainda maior das mulheres negras dos cargos executivos estratégicos e de gerência.  As mulheres negras são apenas 1,6% da gerência e 0,4% do quadro executivo. Para se ter uma ideia desse recuo, a pesquisa encontrou apenas duas mulheres negras (pretas e pardas) entre 548 executivos analisados.

Quando questionados sobre a causa da restrita participação feminina em ao menos um dos níveis hierárquicos estratégicos das empresas, 36,9% dos gestores disseram faltar conhecimento ou experiência de sua empresa para lidar com o assunto. Outros 34,2% disseram “não haver interesse das mulheres”.

“O interesse feminino pela qualificação e por galgar postos no campo profissional pode, no entanto, ser percebido quando olhamos os dados da pesquisa sobre capacitação. Segundo o estudo, o nível de instrução das mulheres é superior ao dos homens - 7,5 anos de estudo contra 7 deles, na média”, salienta Caio Magri, presidente do Instituto Ethos.

Segundo ele, a ausência de políticas afirmativas para a igualdade de gêneros é um dos fatores que acaba limitando o espaço feminino nas empresas. 

Atualmente, apenas 28,2% das empresas afirmam ter alguma política para promoção de igualdade de oportunidade entre homens e mulheres no quadro de funcionários. Outro ponto levantado pela pesquisa é a dificuldade de as empresas formularem mecanismos de monitoramento e avaliação do impacto que a diversidade pode trazer aos negócios.  “Incentivar a diversidade de gênero e raça, porém, é uma estratégia eficaz para a conquista de um diferencial competitivo no mercado. Atualmente as empresas precisam ser parecidas com o Brasil, desenvolver um olhar local, voltado às necessidades da nossa população e isso traz diálogo e inovação”, diz Magri.   

O estudo do Ethos foi realizado com 500 grandes empresas brasileiras entre dezembro de 2014 e maio de 2015. Para conhecer o material na íntegra, acesse https://issuu.com/institutoethos/docs/perfil_social_tacial_genero_500empr






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