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terça-feira, 7 de março de 2017

8 de março | Dia Internacional da Mulher



Amanhã, 08 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, por isso a UNIFESP, em parceria com a Bayer, irá oferecer a “9ª Semana Bayer da Mulher”, onde exames de mamografia serão realizados gratuitamente no Ambulatório de Mastologia da Escola Paulista de Medicina (Rua Marselhesa, 249 – Vila Clementino) e devem ser agendados previamente.

As inscrições são limitadas e podem ser realizadas até dia 09 de março, das 10h às 18h, pelos telefones 5186-8458, 5186-8461, 5186-8462 ou 5186-8460.
Para participar, a mulher deve:

  • Ter o número do cartão do SUS
  • Ter acima de 40 anos 
  • Ter realizado a última mamografia há mais de 1 ano
  • Levar os exames anteriores, se houver 
  • Não estar grávida 



SERVIÇO | Mutirão Saúde da Mulher na UNIFESP

Agendamento de exames: de 06 a 09 de março. 
Horário para agendamento: Das 10h ás 18 horas
Telefones para agendamento: 5186-8458, 5186-8461, 5186-8462 ou 5186-8460.
Data para realização dos exames: 8, 9 e 10 de março (quarta, quinta e sexta-feira)
Local: Rua Marselhesa, 249 – Vila Clementino - Ambulatório de Mastologia da Escola Paulista de Medicina




Gestações indesejadas entre mulheres com menor acesso à educação é 20% maior do que entre as que têm ensino superior, indica IBGE



 
Educação sexual e orientação em ambiente escolar são fundamentais para reverter situação


Apesar de ser um direito das mulheres conquistado após anos de luta, e fortemente recomendado por diversas sociedades médicas ao redor do mundo, o planejamento familiar e o conhecimento sobre métodos contraceptivos parecem não atingir os 68% dos brasileiros que constituem as classes C, D e E, de acordo com estudo Critério Brasil, realizado pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisas. Isso é o que indicam também dados encontrados no estudo Nascer no Brasil (Fiocruz) e na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS-IBGE).

A PNS afirma ainda que 87% de mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto já tiveram uma gravidez. Essa porcentagem, quando comparada aos 56,4% de mulheres com ensino superior completo que ainda não engravidaram, evidencia a influência do nível de escolaridade na taxa de fecundidade, além da importância da educação sexual no ambiente escolar.

“Diferentemente do que se pensava há alguns anos, a presença da educação sexual no ambiente escolar não incentiva a prática de relações precocemente, muito pelo contrário. Ao discutir o assunto em sala de aula, os alunos muitas vezes esclarecem pontos que não se sentem à vontade para abordar com a família e passam a compreender melhor seus corpos, a fase em que se encontram e suas vontades individuais, evitando sucumbir às pressões impostas pelos colegas e cometer erros como se esquecer da camisinha, por exemplo”, destaca Dr. Afonso Nazário, ginecologista e Professor Livre-Docente do Departamento de Ginecologia da UNIFESP.

Evidenciando a relevância do conhecimento na promoção de escolhas conscientes relacionadas ao planejamento familiar, o estudo apontou ainda que apenas 46,4% de mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto utilizam algum método contraceptivo, enquanto que a porcentagem de mulheres com ensino superior completo que utilizam algum método chega a 69,7%.

“Mesmo na idade adulta as mulheres precisam receber informações e conhecimento sobre os métodos disponíveis e qual a melhor escolha para cada uma. Com os adolescentes a educação previne uma gravidez precoce e abandono da escola, enquanto que para as mulheres adultas, após os 20 anos, esse conhecimento possibilita o planejamento tanto familiar quanto econômico”, ressalta Nazário.

Diferentes objetivos da educação sexual
Em contrapartida ao cenário brasileiro, países com alto desenvolvimento econômico e social têm uma forte cultura em se tratando de educação sexual. Na Suécia, por exemplo, as aulas são obrigatórias no sistema público desde 1956, e consequentemente, o número de gestações indesejadas, principalmente entre adolescentes, é baixa.

Para se ter uma ideia do quão eficaz a educação sexual pode ser, na Dinamarca, a ONG Sexo e Sociedade decidiu reestruturar o plano de ensino, com isso passou a abordar a prática sexual e a gestação de forma positiva, focando no uso do conhecimento para a tomada de decisões.

“Levando em consideração o perfil populacional brasileiro e suas necessidades, o principal papel desse tipo de orientação é mostrar à mulher que há inúmeras maneiras de planejar seu futuro. Neste Dia Internacional da Mulher, a mensagem principal para todas as brasileiras é que saibam a importância da conscientização sobre os cuidados com a saúde, os diferentes métodos contraceptivos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e que têm liberdade de escolha. ”, lembra o ginecologista.

Gestações não planejadas
O estudo Nascer no Brasil, realizado pela Fiocruz abordou as principais características das mães e bebês brasileiras. Entre os dados mais relevantes constatou-se que 30% das mulheres entrevistadas não desejaram suas gestações, sendo que 9% ficaram insatisfeitas com a gravidez e 2,3% tentaram interrompê-la.

“Quando a mulher vivencia uma gestação indesejada é normal que ela conduza o pré-natal de maneira errada, isso quer dizer que ela procura um sistema de saúde mais tarde e consequentemente frequentam um número menor de consultas, colocando em risco a avaliação adequada dela e do bebê”, conclui Nazário.

Entre o total de entrevistadas, 19% eram adolescentes, das quais mais de dois terços estavam em atraso ou fora da escola, pertenciam às classes sociais mais baixas e receberam um número menor de consultas ao longo do pré-natal.



Bayer | Burson-Marsteller





Equidade de gênero ainda é um desafio para 76% das empresas brasileiras, aponta estudo da Amcham



A Câmara Americana entrevistou 350 gestores de empresas sobre os desafios no tratamento igualitário de homens e mulheres nas organizações 


A maioria das empresas brasileiras ainda enfrenta desafios significativos de equidade de gênero. A conclusão é de estudo inédito da Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 350 diretores e executivos de empresas, aplicada em outubro de 2016.

Para 76% dos entrevistados e entrevistadas, na sua maioria gestores de recursos humanos de empresas dos mais variados portes e segmentos, as empresas ainda não tratam homens e mulheres de forma igualitária na estrutura organizacional e de gestão. Só 24% deles avaliam de forma satisfatória a temática e tratamento de gênero na sua companhia.

Na avaliação de 80%, a diferença de tratamento é percebida em maior escala na promoção de novas lideranças, com maior número de homens em nível gerencial. Outros 12% consideram a seleção o momento de maior diferenciação, com maior preferência por gênero e não por competência. E 8% apontam o estágio do desenvolvimento, com investimentos em treinamento desigual entre sexo na companhia.

Para promover em maior nível a equidade de gênero, existem três aspectos prioritários a serem trabalhados:  (47%) financeiro, igualando salários e benefícios entre gêneros do mesmo cargo; (30%) recursos humanos, aumentando o número de mulheres no quadro de funcionários ; e (23%) jurídico, igualando diretos e benefícios independente de gêneros.

“Quando, para 47% dos empresários, igualar salários entre gêneros ainda é o maior obstáculo, percebemos o quanto falta avançar”, comenta Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, e primeira mulher a comandar, em 98 anos, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos Estados Unidos.

Maternidade e carreira
A maioria dos entrevistados pela Amcham (86%) avalia que o papel cultural das mulheres nas estruturas familiares ainda são fatores de interrupção de carreira. Para esta maioria, as mulheres arcarem com uma parte desproporcionalmente maior das tarefas domésticas e, especialmente, na maternidade, inibe e reduz promoções e também as ambições femininas por cargos mais elevados. Para 78% , o fator maternidade ainda gera interrupções ou pausas em plano de carreira para mulheres executivas.

Equidade como pilar de gestão
Na sondagem da Amcham, 52% declararam  NÃO ter um programa formal ou ação de incentivo à equidade de gênero. Das 48% das empresas que já possuem um programa estruturado, 63% avaliam os resultados gerados a partir da ação ainda como “regulares”, com mudanças pontuais na cultura da empresa. Só 19% estão satisfeitos com as ações e estágio atual do seu programa de equidade. 




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