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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Será que os eleitores vão doar para os seus candidatos?



A nova lei, que proíbe a doação de empresas para campanha eleitoral permitindo apenas as contribuições de pessoas físicas, gerou uma pergunta que não sai da cabeça dos candidatos, marketeiros, advogados e contadores nestas eleições: Será que os eleitores vão fazer doações em dinheiro para seus candidatos? Apesar do Brasil ainda não possuir uma tradição em doações de pessoas fisicas para políticos, em outros países essa é uma realidade que já está dando certo.

Segundo levantamento da Organização Intergovernamental que atua hoje como observadora da ONU (IDEA), o valor por cada voto brasileiro é de cerca de US$ 19,90. No México é de US$ 4,20 e na Costa Rica US$ 9,60. Nos dois países citados, a doação feita por empresas também é proibida. O cientista político Carlos Melo explica que o fundo partidário não cobre nem 15% dos gastos totais de uma campanha.

Ainda de acordo com os dados do IDEA, 39 proíbem as doações de empresas para candidatos eleitorais, entre eles: Estados Unidos, Canadá, Peru, Paraguai, México, Portugal, Polônia, França e Egito. Os Estados Unidos, aliás, é o principal exemplo de campanhas bem-sucedidas financiadas por eleitores. O presidente Barack Obama, em 2008, arrecadou como candidato cerca de meio bilhão de dólares.

Nas eleições presidenciáveis deste ano nos EUA, a candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton anunciou que arrecadou US$ 45 milhões nos três primeiros meses de sua campanha, um montante considerado recorde. 

No Brasil ainda existe espaço para o inesperado. O consultor de marketing político e professor da Universidade São Paulo (USP) e assessor do presidente interino Michel Temer, Gaudêncio Torquato, afirma que as pessoas ainda não têm o costume de realizar doações para candidatos via internet. Além disso, ele explica que as novas regras vão diminuir o tempo de campanha, fazendo com que o eleitor não tenha a chance de conhecer novos candidatos. Isso faria com que as pessoas acabassem votando e fazendo suas doações em pessoas que já apresentem uma trajetória política ou que são conhecidos do grande público.

Outra forte tendência são os candidatos, que mantêm relacionamento direto com seu público, que representam uma causa e conseguem transformar suas ideias e projetos em objetivos comuns com seus eleitores. Neste caso, o ato de fazer uma doação acaba se tornando uma ação política, uma maneira de participar ainda mais efetivamente da campanha eleitoral do candidato.

A boa noticia é que os brasileiros estão doando. A pesquisa realizada pelo Instituto pelo Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) mostra que em 2015, 77% dos pesquisados fizeram algum tipo de doação. Desses, 52% doaram dinheiro. As doações individuais dos brasileiros totalizaram cerca de R$ 13,7 bilhões, valor que corresponde a 0,23% do PIB brasileiro.

Com o crescimento de plataformas de crowdfunding como Catarse e Kickante fazer uma doação on-line já é uma realidade. Milhares de projetos no Brasil e no mundo se viabilizaram desta forma. Vale lembrar a “vaquinha” utilizada pela presidenta Dilma conseguiu arrecadar mais de R$ 750 mil em poucos dias. Apesar do crowdfunding ser um sistema diferente de arrecadação, daquele que os candidatos podem utilizar em suas campanhas, demonstra a potência da obtenção de recursos quando relacionados a uma causa específica.

Para receberem recursos eleitorais legais, os candidatos precisam seguir as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e utilizarem uma ferramenta própria de doação eleitoral legal, que esteja disponivel em seu site ou redes sociais, que transfira as receitas obtidas para a conta corrente de campanha, sem intermediários e que gere recibo eleitoral para o doador.

Uma das formas mais seguras e eficazes são as doações por cartão de crédito. Normalmente a emissão de boletos bancários, além de custarem mais caro por transação, frustam os candidatos, pois muitos eleitores imprimem os boletos, mas deixam de pagar.
E importante lembrar: cada doação, mesmo que seja de 1 real, significa um voto a mais para o candidato. Afinal ninguém vai deixar de votar no candidato depois de realizar uma doação. A doação é um comprometimento, um contrato entre o eleitor e o candidato.

Neste sentido, mesmo com poucos recursos arrecadados, uma campanha com muitos doadores pode levar o candidato a vitória nestas eleições. Talvez melhor do que se estressar em batalhas infindáveis nas redes sociais, a forma mais simples e útil para garantir a vitória de seu escolhido (a) nestas eleições seja fazer uma simples doação eleitoral e depois cobrar de seu candidato. Neste novo e desafiador cenário está impossível apontar o que vai acontecer. Mas, definitivamente, as Eleições 2016 ficarão marcadas para sempre como um momento especial em nossa recente história política.



Felipe Leite - especialista em doação eleitoral pela internet e diretor da Guest Sistemas, empresa que criou o Doação Eleitoral Legal – www.doacaoeleitoralegal.com.br


Cães e gatos podem ser doadores de sangue





 
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Os animais podem ser heróis por um dia realizando doação de sangue para os outros que precisam




Assim como o ser humano, os cachorros e gatos podem ser doadores de sangue. Hoje essa prática vem se tornando muito comum e salvando diversas vidas. Porém, essa ação ainda não se tornou uma prática entre os tutores dos animais e quando um pet chega ao veterinário necessitando da doação, não há bolsas de sangue suficiente para salvá-lo.

A fim de evitar essa cena trágica para o mascote e sua família, os passos para ser um doador são fáceis, de acordo com a Dra Bianca Pechinin, médica veterinária da Chanelle Pet Boutique, os pets precisam preencher os seguintes requisitos: No caso dos cães, precisam ter o peso maior ou igual a 25 quilos, estar saudável, ser dócil, pois não se recomenda a sedação. Não podem ser obesos. Quanto as fêmeas, não podem estar no cio ou prenhe. Ter entre 1 a 8 anos de idade, com vacinação e vermifugação em dia e não ter realizado transfusão anteriormente. Para os gatos, os requisitos são: ter o peso maior ou igual a 4 quilos e meio e estar saudável. Eles são sempre sedados durante os procedimentos, pois dificilmente eles ficam quietos. Não podem ser obesos. E no caso das fêmeas, não podem estar no cio ou prenhe. É necessário ter entre 1 a 8 anos de idade, estar vacinado e vermifugado. Um detalhe importante é que o gato não pode ter realizado transfusão anteriormente.

Para a realização do procedimento da doação, a Dra. Bianca explica que é coletada uma amostra de sangue do doador, onde serão realizados os exames: com hemograma, teste para erliquiose, dirofilariose, doença de Lyme, anaplasmose, brucelose e leishmaniose, no caso dos cães.  Os exames para os gatos são: hemograma e sorologia para o vírus da leucemia felina (FELV) e para o vírus da imunodeficiência felina (FIV). Em alguns casos, se o receptor já recebeu alguma doação antes será realizado também o teste de compatibilidade sanguínea. Após a confirmação do estado de saúde do doador, o mesmo é acomodado em um ambiente calmo e tranquilo onde será realizada a tricotomia que é a raspagem dos pelos na região do pescoço. Com o auxilio de uma agulha será feita a coleta pela veia jugular do sangue. É um procedimento rápido e pouco indolor. Após a doação, os cães são liberados para casa e já podem se alimentar normalmente, porém, os gatos precisam esperar passar o efeito da sedação e assim serão liberados.

Com uma quantidade grande de sangue estocado mais animais poderão ser salvos. Os tutores dos cães e gatos que realizarem a doação precisam ir à busca de um veterinário de confiança e que já conheça a sua clínica, pois assim é garantido que os pets não adoecerão desde que o procedimento seja feito de forma correta. A tecnologia é uma grande aliada nesse benefício para salvar vidas, pois ela permite transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de plaquetas, outra com concentrado de hemácias e a com plasma. O tempo de conservação e estocagem desse material aumentou e pode variar de 21 dias a um ano.

Um terço dos homens não acompanha o estado de saúde



Na semana do Dia dos Pais, Ministério da Saúde reforça importância da prevenção à saúde masculina e lança Pré-Natal do parceiro como forma de sensibilizar os brasileiros

Quase um terço (31%) dos homens brasileiros não tem o hábito de ir aos serviços de saúde para acompanhar seu estado de saúde e buscar auxílio na prevenção de doenças e na qualidade de vida. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde aponta que barreiras socioculturais interferem na prevenção à saúde. Em muitos casos, os homens pensam que não ficam doentes ou têm medo de descobrir doença, além de sentirem que esse cuidado pode interferir na sua imagem de cuidado com a família.

“Saúde é importante para que os homens participem ativamente das atividades familiares. Nossa chamada é para que os pais procurem os serviços e recebam orientações para cuidar de sua saúde e prevenir doenças, como manter as vacinas em dia. Filhos, lembrem seus pais de cuidar regularmente da saúde. Esse será o melhor presente para toda a família”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Uma das respostas mais comuns entre os homens (55%) é dizer que não buscaram os serviços de saúde, pois nunca precisaram. Essa falta de cuidado, no entanto, esconde uma crescente consequência para a maioria dos brasileiros: eles morrem mais cedo do que as mulheres e de doenças que poderiam ser prevenidas, como acidentes vasculares, infartos, cânceres e doenças do aparelho digestivo.

A partir deste diagnóstico e aproveitando a semana em que se comemora o Dia dos Pais, o Ministério da Saúde lança o Guia do Pré-Natal do parceiro e o Guia da Saúde do Homem para agente comunitário de saúde. O objetivo é aproveitar o momento em que o homem está mais próximo do serviço de saúde, acompanhando sua parceira no Pré-Natal, para que ele adote hábitos saudáveis e realize exames preventivos. Como a chegada de um filho traz mudanças à família, a ideia é despertar nos futuros pais a necessidade de adoção de medidas preventivas que lhe garantam um futuro ao lado dos filhos.

“Alguns pilotos de capacitação com profissionais de saúde já foram feitos na Bahia, São Paulo e Paraná. Nossa ideia é mostrar a forma triangular da família e sair daquele binômio mãe e filho. Algumas unidades de saúde já atendem em horário ampliado para atrair os homens”, informa Francisco Norberto, coordenador da saúde do homem.

A pesquisa mostrou ainda que, apesar do Pré-natal da parceira ser o momento em que o homem está mais próximo do serviço de saúde, ele ainda é pouco aproveitado pelos profissionais. A maioria dos homens (80%) disse que acompanhou a parceira nas consultas de pré-natal, mas 56% disseram que o atendimento teve foco apenas nas orientações para a gestante.

Sobre a realização de exames, 84,6% dos pais não realizaram nenhum durante o pré-natal. Os exames mais pedidos para os que realizaram foram tipagem sanguínea (70,4%), seguido da sorologia para HIV e hemograma. Também foi alto o percentual de homens que informaram que não atualizaram o seu cartão de vacinas – 64%. Quanto às orientações sobre planejamento familiar, 61% relataram ter recebido atendimento nos serviços de saúde.

O inquérito telefônico foi realizado em 2015, com mais de seis mil homens cujas parceiras fizeram parto no SUS. Dentre os participantes, 80% tinham entre 20 e 39 anos e 67,3% afirmaram ter renda entre 1 e 2 salários mínimos. Quase metade (49%) relataram que são casados e apenas 36,9% possuíam nível médio completo.

O Ministério da Saúde também lançou com a Avasus um curso a distância chamado Pai Presente – Cuidado e Compromisso. O curso é voltado para todos os pais que querem viver uma paternidade ativa e consciente. Quem tiver interesse, o endereço é https://avasus.ufrn.br/

SAÚDE DO HOMEM – O resultado da busca tardia pelo serviço de saúde é que, em média, os homens vivem sete anos a menos que as mulheres. Segundo a última pesquisa do IBGE, enquanto a expectativa de vida dos homens alcançou 71 anos, entre as mulheres, a expectativa é de 78 anos. As causas que mais matam os homens são as externas, (acidentes de trânsito, violências), seguido de doenças do aparelho circulatório, neoplasias e aparelho digestivo. Ou seja, males que, se conhecidos no estágio inicial, podem ser prevenidos ou controlados.

Dados do Vigitel 2015 mostraram ainda outros problemas de saúde. No quesito da nutrição, 57% dos homens têm sobrepeso e 18% estão obesos, 25% deles consomem bebidas alcóolicas, 13% deles fumam e apenas 31% consomem regularmente frutas e verduras.
O governo brasileiro foi o primeiro das Américas a desenvolver e executar uma política exclusiva para homens. Atualmente, além do Brasil, apenas a Austrália e Irlanda apresentam uma política com a mesma finalidade.

Agora, com o Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde e o Guia da Saúde do Homem para o Agente Comunitário de Saúde (ACS), o Ministério da Saúde quer estimular os homens a assumirem cuidados preventivos – no mês que é marcado, no Brasil, pelo Dia dos Pais e que, por isso, foi adotado como mês de valorização da paternidade. “Gravidez também é assunto de homem. Estimular a participação do parceiro é fundamental para o bem estar da mãe, do bebê e do próprio homem”, afirma o coordenador da saúde do homem, Francisco Norberto.

Já o Guia da Saúde do Homem do Agente Comunitário de Saúde tem o propósito desensibilizar os ACS’s no sentido de levar o homem às unidades básicas de saúde para trabalhar a prevenção. “Nossa intenção é educar o homem para que ele entenda as unidades de saúde como um espaço de cuidado”, completa o coordenador.

As publicações serão apresentadas em capacitações que acontecerão em todo o país de agosto a novembro deste ano. Serão distribuídos 242.500 exemplares do Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde, voltado para inserção dos homens no pré-natal de suas parceiras. Ele orienta e incentiva o homem a exercer a paternidade desde o planejamento reprodutivo do casal, passando pela fase do pré-natal, parto e atenção às crianças.


Carolina Valadares
Agência Saúde

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