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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Nenhum cão é só um cão

 

Cão Orelha 
Reprodução internet

O caso do Orelha não expõe um crime isolado, mas o abismo entre negligência e responsabilidade na forma como a sociedade trata os cães 

 

A carta era simples, poucas linhas, escritas à mão, deixadas dentro da casinha onde ele costumava descansar. Falava de saudade, de cuidado, e de um pedido de desculpa. Pedia perdão em nome de pessoas que não souberam proteger. Não descrevia a violência, a ausência já dizia tudo.

O gesto, registrado depois da morte do cão comunitário Orelha, comoveu o país porque não era um manifesto. Era um luto silencioso, um reconhecimento tardio de que aquele animal, tratado como parte da paisagem por tantos, era, na verdade, parte da vida.

O caso do Orelha não é um desvio isolado nem um episódio excepcional. Ele escancara como a responsabilidade humana é o fator decisivo que define se um cão será protegido ou exposto, cuidado ou abandonado à própria sorte. É nesse ponto que a conexão com o trabalho de especialistas como Sebastien Florens se torna legítima. Não para comentar o crime ou explicar o inexplicável. Mas para mostrar que existem dois mundos convivendo ao mesmo tempo, tratando o cão de formas radicalmente opostas.

De um lado, o cão exposto à negligência, à violência gratuita, à ausência absoluta de responsabilidade humana. De outro, o cão visto como vida sob tutela, treinado com método, protegido por protocolos e jamais colocado em risco por descuido. Esse segundo universo é o da segurança preventiva com cães de detecção, onde o princípio básico é claro: o animal nunca paga pelo erro do homem.

Para Sebastien, especialista internacional em detecção de explosivos com cães, essa lógica não é discurso. É regra operacional. “Se o ambiente não é seguro, o cão não entra. Se o treinamento não está validado, a operação é suspensa. Quando há dúvida, o cuidado prevalece. O método existe justamente para eliminar improviso e exposição desnecessária”, relata.

Essa visão lança luz sobre um ponto desconfortável. O que aconteceu com o Orelha não foi um acidente. Foi o resultado extremo de uma cadeia de falhas humanas. Falha de cuidado, falha de limite, falha de responsabilidade. E isso não começa no ato final. Começa muito antes, na naturalização da violência, na ideia de que um cão “aguenta”, de que não sente, de que vale menos.

Tratar a morte do Orelha como um desvio isolado é uma forma de aliviar a consciência coletiva. Mas a repetição de casos de maus-tratos no país mostra que o problema é estrutural. Existe uma cultura que ainda naturaliza a ideia de que animais são descartáveis.

A carta deixada na casinha do Orelha funciona como um contraponto poderoso porque revela o oposto dessa lógica. “Ela mostra vínculo, afeto. E é justamente por isso que emociona”, comenta Sebastien.

No campo da segurança preventiva, há uma ideia que ajuda a compreender esse contraste: O silêncio. Quando um grande evento termina sem incidentes, o silêncio é sinal de sucesso. Significa que o risco foi neutralizado antes de se tornar ameaça, que o planejamento funcionou, que o cuidado foi eficaz e a segurança prevaleceu.

No caso do Orelha, o silêncio teve outro significado. Foi o silêncio da imprudência, da crueldade. Dois silêncios opostos, produzidos por escolhas humanas igualmente opostas. Essa comparação serve para lembrar algo essencial. Cães não falham. Humanos falham, sempre.

Quando um cão é bem tratado, protegido e respeitado, isso não é heroísmo. É o mínimo. Quando um cão é violentado, isso não é impulso juvenil, brincadeira ou erro pontual. É falha ética, é responsabilidade não assumida.

Orelha não era só um cão comunitário. Era um teste cotidiano de humanidade. A vida sob nossa guarda não pode ser relativizada, afinal nenhum cão é só um cão. 

 

Sebastien Florens - especialista internacional em detecção de explosivos com cães, com mais de 25 anos de experiência em segurança preventiva. De origem francesa, atuou em empresas privadas homologadas pelo Estado em ambientes de alta complexidade na Europa. Hoje, dedica-se à formação de cães de trabalho e à transmissão de conhecimento técnico, com foco em precisão, controle e validação contínua.



O combate aos maus-tratos a animais e o cerco jurídico contra agressores no Brasil

Segundo professor da Faculdade Baiana de Direito, endurecimento da lei e repercussão social dificultam a conversão de penas em casos de extrema violência

 

A brutalidade que interrompeu a vida do cão comunitário Orelha, de 10 anos, em Florianópolis, no início de janeiro, transformou o luto de uma comunidade em um pedido nacional por justiça. O crime provocou uma onda de indignação nas redes sociais, culminando em protestos que tomaram as ruas da capital catarinense. O caso do animal, que era um símbolo de carinho, reacendeu o debate sobre os limites da crueldade e a capacidade das instituições em punir agressores. 

O Brasil possui hoje uma das maiores populações de animais domésticos do mundo. De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Abinpet, o país soma 170 milhões de pets em 2025, sendo 66,3 milhões só de cães. No entanto, os números de abandono ainda são expressivos. Em 2023, foram registrados 201.039 animais abandonados. A região Sudeste concentrou a maior parte das ocorrências com 42% (84.424), seguida pelo Sul com 24% (48.368), Nordeste com 16% (32.860), Centro-Oeste com 11% (21.738) e Norte com 7% (13.649). 

Conforme Diogo Guanabara, mestre em Direito e professor de Direito Ambiental da Faculdade Baiana de Direito, “o ordenamento jurídico brasileiro hoje é claro ao definir que os maus-tratos contra animais configuram crime, com sanções que variam conforme a gravidade do ato e o tipo de animal atingido, deixando de ser uma conduta ignorada pelo Estado”, explica. 

A principal ferramenta de punição é a Lei 9.605, de crimes ambientais, criada em 1998 e alterada recentemente em 2020 pela chamada Lei Sansão. Essa atualização endureceu as penas especificamente quando o crime é cometido contra cães e gatos, elevando a punição para dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda. Caso o maltrato resulte em morte, a pena é aumentada de um sexto a um terço. Com isso, a conduta deixou de ser considerada um crime de menor potencial ofensivo, o que antes permitia punições muito mais brandas. 

Sobre a possibilidade de os agressores responderem em liberdade ou terem as penas convertidas em serviços comunitários, o especialista da Faculdade Baiana de Direito pondera: "a grande questão é que a gravidade e a repercussão do caso costumam levar o judiciário a aplicar penas um pouco mais severas e dificultaria a troca dessa sanção penal. Em penas de cinco anos, como a máxima no caso de um maltrato a cães e gatos que leva à morte, a tendência é que o agressor sofra uma sanção penal de reclusão mesmo", destaca Guanabara. 

No caso de Florianópolis, a investigação ganha outros entendimentos por envolver adolescentes. Como são menores de idade, eles não respondem pelo Código Penal, mas sim pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por ato infracional. Por outro lado, os adultos envolvidos podem ser penalizados por favorecimento pessoal, conforme o artigo 348 do Código Penal, caso tenham auxiliado os jovens a se esquivarem da autoridade policial. Além disso, o fato de o crime ter sido praticado em grupo agrava a situação sob a ótica da periculosidade social. 

Como denunciar maus-tratos a animais

A participação civil é fundamental para que a lei seja cumprida. Caso seja presenciado maus-tratos, a população pode utilizar os seguintes canais:

·         Polícia Militar: Ligue 190 em casos de flagrante ou emergência;

·         Disque Denúncia: Ligue 181 para denúncias anônimas;

·         Delegacia Eletrônica: Muitos estados possuem abas específicas para crimes contra animais em seus sites de Polícia Civil;

  • Ministério Público: Denuncie na ouvidoria do Ministério Público estadual;

·         IBAMA (Linha Verde): O número 0800 61 8080 também recebe denúncias de crimes contra a fauna.


Como garantir a eficácia da denúncia

  • Colete Provas: Tire fotos e faça vídeos claros da situação, negligência, agressão, falta de água/comida ou ambiente insalubre, sem colocar sua segurança em risco;
  • Detalhes do Local: Anote o endereço exato, nome do agressor (se souber) e horários das agressões;

·        

Testemunhas: Se houver vizinhos ou outras pessoas que presenciaram, colete o contato delas. 


Pulgas: inimigos minúsculos que causam grandes danos à saúde da pele dos pets

 

Foto: Priscilla Fiedler A dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP)
 é considerada uma das principais causas de doenças dermatológicas em cães e gatos
Comum em cães e gatos, a dermatite alérgica à picada de pulgas pode desencadear doenças secundárias 

 

Considerada uma das principais causas de doenças dermatológicas em cães e gatos,  a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP) é uma reação de hipersensibilidade à saliva da pulga, capaz de desencadear coceira intensa, inflamação da pele, feridas e infecções secundárias, mesmo quando animais previamente sensibilizados são expostos a uma única picada.

A DAPP não deve ser vista como uma reação simples ou passageira. “É uma condição alérgica séria, que compromete a qualidade de vida do pet. A coceira constante causa lesões dolorosas, favorece infecções por fungos e bactérias, interfere no sono, no apetite e até no comportamento do animal, além de agravar quadros pré-existentes, como dermatites atópicas”, explica a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade.

Prurido intenso, vermelhidão, crostas, feridas, lambedura excessiva, inclusive nas patas, e queda de pelos, especialmente na região lombar, base da cauda, abdômen e parte interna das coxas são os principais sinais clínicos da doença em cães e muitas vezes são confundidos com outras doenças dermatológicas. 

Gatos, embora menos diagnosticados por apresentarem sinais clínicos mais discretos, também são bastante afetados. Lesões em pescoço, cabeça e região dorsal, além de falhas no pelo, são indícios importantes para investigação.


Ciclo das pulgas exige controle ambiental

Para entender a gravidade da DAPP, é preciso compreender o ciclo das pulgas. Estima-se que cerca de 5% da população de pulgas esteja no animal adulto, enquanto a maior parte (95%) encontra-se no ambiente na forma de ovos, larvas e pupas. Isso significa que, mesmo tratando o pet, ele pode ser reinfestado, caso o ambiente não seja controlado.

As pulgas adultas iniciam a postura dos ovos poucas horas após se alimentar do sangue do hospedeiro. Um único parasita pode produzir até 50 ovos por dia, e esses ovos se espalham por toda a casa, principalmente em locais como tapetes, sofás, camas e frestas do piso. As larvas se desenvolvem no ambiente e posteriormente se transformam em pupas, que ficam protegidas por casulos resistentes onde podem permanecer por semanas ou meses, até encontrarem condições ideais para eclodir.

“É por isso que tratar só o animal não resolve. É indispensável o controle ambiental com produtos adequados, aspiração frequente e lavagem de tecidos. Do contrário, o ciclo se reinicia e o quadro alérgico persiste”, orienta a veterinária.

Foto Vitor Zanfagnini Falhas no pelo e lesões em pescoço, cabeça e região
 dorsal podem ser sinais clínicos de DAPP em felinos

Tratamento individualizado com apoio da manipulação

O tratamento da DAPP vai além do controle dos parasitas. Embora a eliminação das pulgas seja o primeiro passo fundamental, o plano terapêutico costuma incluir o uso de anti-inflamatórios e antipruriginosos para aliviar o desconforto, como prednisolona, dexametasona, oclacitinib e ciclosporina. Antibióticos e antifúngicos são indicados quando confirmadas infecções secundárias. 

Para fortalecer a barreira cutânea e promover a recuperação da pele, entram em cena os suplementos e nutracêuticos, como os ácidos graxos essenciais, ômega 3 e 6, zinco e biotina, além de antialérgicos e imunomoduladores. Fitoterápicos e compostos naturais também podem ser utilizados como terapia adjuvante, especialmente em apresentações tópicas com ação cicatrizante e calmante, como os que contêm óleo de Neem, Aloe vera, própolis ou calêndula.

A manipulação veterinária oferece uma vantagem importante ao permitir a personalização do tratamento de acordo com as necessidades do paciente. Medicamentos podem ser formulados com a dose exata para o peso do animal, associados em uma única preparação e oferecidos em formas farmacêuticas mais atrativas, como biscoitos saborizados, molhos, xaropes e pastas orais. Para evitar efeitos colaterais gastrointestinais, géis de aplicação transdérmica e cápsulas gastrorresistentes são algumas opções. 

Outras formas de apoio incluem loções e sprays com ação dermatológica específica e o uso de reguladores de crescimento de insetos (IGRs) combinados a antipulgas, em apresentações tópicas, que ajudam a impedir a proliferação das formas imaturas das pulgas no ambiente.

“A manipulação veterinária permite associar ativos em uma mesma formulação, com dosagens ajustadas ao peso, à espécie e ao grau do quadro clínico. Além disso, podemos facilitar a administração com formas palatáveis e agradáveis ao pet, o que melhora a adesão ao tratamento”, destaca Farah.

 

Prevenção é o melhor caminho

Como a DAPP tem caráter recorrente, a prevenção é o caminho mais eficaz para manter a saúde da pele dos pets. A aplicação regular de antipulgas e repelentes, o controle ambiental contínuo e as visitas periódicas ao médico-veterinário são medidas essenciais.

A veterinária reforça ainda a importância da observação cotidiana. “Coçar é comum, mas coceira constante é sinal de alerta. O responsável deve estar atento às mudanças de comportamento, à qualidade da pelagem e ao surgimento de lesões. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor a resposta ao tratamento.”

 


DrogaVET
www.drogavet.com.br


O NOME DAS VÍTIMAS, O ORELHA E A COMOÇÃO NACIONAL

Animais e pessoas. Orelha, Joca, Sansão, Manchinha. Tainara, Daiane, Marias, muitas. Na semana que sabemos que São Paulo encerrou 2025 com recorde histórico no número de feminicídios, 266 mortes, registro de 60 delas na Capital, acompanhamos a saga do Orelha. 

 

Tristezas, comoção geral, protestos, artigos, todo tipo de manifestações, noticiário, imagens e redes sociais mobilizadas, até veladas ameaças de prisão a quem expuser o nome e imagens dos jovens assassinos e suas famílias. A casinha vazia na praia com flores e homenagens, a história da vidinha, do carinho que recebia da comunidade. Como foi a violência que Orelha sofreu, que necessitou de eutanásia tal dimensão. Negão, outro, foi baleado por um PM no Rio Grande do Sul. Arrastada por uma moto, presa a uma corda, Vitória ganhou esse nome depois de ser salva, machucada, e ao ser medicada, diagnosticada com câncer poderoso. Na Praia Grande, em São Paulo, Neguinha, cachorrinha, esfaqueada. Chico morreu no Sergipe, esfaqueado na cabeça com um facão. Caramelo levou dez tiros de um segurança porque latiu ao vê-lo empurrar uma mulher. Todos eram cachorros comunitários, aqueles sem dono, mas que todos cuidam. Assim foram os últimos dias, nos quais Orelha se transformou em símbolo maior.

Mas até agora, este mês, janeiro de 2026, já foram registrados dez feminicídios no Rio Grande do Sul; seis, em Santa Catarina, e um outro tanto que não sabemos e nem certamente saberemos na imensidão do Brasil. Na semana foi marcante o encontro do corpo da corretora desaparecida após mais de um mês; tinha sido assassinada e jogada no mato pelo síndico do prédio. Aqui e ali lembramos da Tainara atropelada e arrastada por um quilômetro em uma das principais vias de São Paulo, pernas amputadas, ainda lutou para viver. Repetindo: São Paulo encerrou 2025 com recorde histórico no número de feminicídios, 266 mortes, registro de 60 delas na Capital.

Precisamos nomear vítima por vítima, também contar suas histórias, prender seus algozes, e também especialmente cuidar da proteção real das outras milhares que poderão vir a ser as próximas. Mulheres comuns confinadas, temerosas, sem saber como fugir da sina, como viver, proteger seus filhos. Que sejam vistas suas situações. Especialmente, que as medidas de proteção, se pediram, sejam eficazes, e não apenas um papel amassado. De muitas delas as comunidades em que vivem se descuidam.

Conheço bem os dois lados dessas histórias, a das mulheres e a dos animais. Já me safei de ser vítima e de não estar mais aqui para contar nenhuma história. De não poder, o que faço há décadas, apontar a inanição das autoridades e leis e projetos de proteção. Sobrevivi com a marca que, assim como eu, tantas levam pela vida inteira.

Há muito também já cuidei de animais livres, minha inesquecível Banzai e seu amigo Capitão: viviam em Ilhabela, sempre sob ameaças e que nos faziam muitas vezes arrumar encrencas e brigas, pegar estrada na madrugada para conferir se estavam bem. Enquanto pude. Um dia eles sumiram, foram sumidos, sem deixar rastros.

Precisamos falar sobre a violência, que tem atingido níveis alarmantes, de todas as formas, sobre pessoas e animais. Não quero mais só ver a imagem das câmeras depois do que aconteceu, assistir como se fosse cinema, e a forma que as autoridades usam para mostrar trabalho, batendo no peito. É preciso, antes de mais nada, educar. Coibir o incentivo à violência que inunda as redes sociais, e em grupos já conhecidos, que só crescem, em desafios, safados nomeados em marcas como os tais “red pills’.

Vamos nos comover, guardar e honrar os nomes dessas vítimas, dos “Orelhas” e também das “Tainaras”. Não podemos deixar que sejam esquecidos, e os casos sejam sobrepujados e repetidos. Precisamos que os seus nomes, de gente ou bicho, bonitinhos ou não, permaneçam vivos, de qualquer forma. Queremos solução completa. Não, como tem parecido: os casos estejam sendo - pior – copiados.

 


MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br
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Teoria do Elo expõe risco social por trás da violência contra animais e reacende alerta após assassinato do cachorro Orelha

Na imagem,Bibi, mascote da campanha
(foi agredida e perdeu os movimentos das patas traseiras).
Crime cometido por adolescentes reforça evidências científicas de que crueldade contra animais está diretamente ligada à violência contra pessoas; Ampara Animal e Fórum Animal cobram respostas das autoridades e leis mais duras

 

A brutal morte do cachorro Orelha, assassinado por adolescentes em um episódio de extrema crueldade que chocou o país, reacendeu o debate sobre a gravidade da violência contra animais e seus impactos diretos na segurança da sociedade. O caso, amplamente noticiado pela imprensa, expôs atos de tortura que vão muito além de um crime isolado, levantando alertas sobre um padrão de comportamento violento que, segundo a Teoria do Elo (The Link), pode evoluir para agressões contra pessoas. 

Diante desse cenário, organizações de proteção animal estão unidas para dar visibilidade ao tema e cobrar das autoridades respostas mais firmes, incluindo investigação aprofundada, responsabilização adequada e o avanço de leis mais duras para crimes de maus-tratos, especialmente quando envolvem requintes de crueldade e menores de idade. .

Entre as entidades mobilizadas estão O Instituto Ampara Animal e a ONG Fórum Animal, que destacam a necessidade de tratar crimes contra animais como uma questão de segurança pública, saúde mental e proteção de grupos vulneráveis.

 

Violência contra animais não é um caso isolado

O assassinato do cachorro Orelha se insere em um contexto alarmante de crescimento e banalização da violência contra animais no Brasil. Especialistas e organizações alertam que esse tipo de crime não surge de forma repentina e tampouco deve ser tratado como um “desvio pontual”.

A Teoria do Elo, amplamente reconhecida por pesquisadores, criminologistas e órgãos de segurança, comprova a conexão direta entre crueldade contra animais e outros tipos de violência, como abuso infantil, violência doméstica e crimes graves contra pessoas. Publicada em 2012 pelos professores Frank Ascione e Phil Arkow, a teoria sistematiza décadas de estudos que demonstram que onde há violência contra animais, há alto risco de violência contra seres humanos.

 

Evidências nacionais e internacionais reforçam o alerta

Dados compilados por diferentes pesquisas e divulgados pela Associação Amigos Defensores dos Animais e do Meio Ambiente (AADAMA) evidenciam a gravidade desse elo:

  • 71% das mulheres vítimas de violência doméstica relataram que seus parceiros ameaçaram, feriram ou mataram os animais da família.
  • 88% das famílias onde houve crueldade contra animais também apresentaram abuso físico contra crianças.
  • 52,5% das mulheres vítimas de abuso relataram ameaças ou violência contra seus animais de companhia (Ascione, 2007).
  • Em 88% dos lares investigados por abuso infantil, também foi identificado abuso contra animais (DeViney, Dickert & Lockwood, 1983).
  • Entre mulheres acolhidas em abrigos, 50% relataram que seus parceiros ameaçaram ou feriram seus animais, e 26,8% afirmaram que o medo pelo bem-estar dos animais influenciou a decisão de permanecer na relação violenta (Faver & Strand, 2003).
  • Um terço dos autuados por violência contra animais já tinha outras passagens pela polícia, sendo que 50% dos registros também envolviam crimes contra pessoas (Cel. Marcelo Robis, 2013). 


Campanha “Quebre o Elo” conecta o caso Orelha a um problema estrutural

É nesse contexto que a Ampara Animal reforça sua campanha “Quebre o Elo” (1), que alerta para o perigoso ciclo da violência e defende que crimes contra animais sejam levados tão a sério quanto crimes contra pessoas. 

A campanha dialoga diretamente com o caso do cachorro Orelha, especialmente pelo fato de o crime ter sido cometido por adolescentes — um elemento que, segundo especialistas, exige atenção redobrada do poder público, da sociedade e do sistema educacional. 

A Ampara destaca que intervenções precoces, investigação adequada e responsabilização efetiva podem evitar que comportamentos violentos se agravem e se perpetuem ao longo da vida adulta. 

As peças da campanha utilizam imagens e mensagens contundentes para chamar a atenção da sociedade para uma realidade ainda negligenciada. O objetivo é claro: romper o ciclo da violência antes que ele avance, protegendo tanto os animais quanto pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres, crianças e idosos. 

Como parte da campanha, além de peças de comunicação com imagens e mensagens contundentes para chamar a atenção da sociedade para uma realidade ainda negligenciada, foi desenvolvido um curso online exclusivo e disponível para todos, com a participação de alguns dos maiores especialistas no assunto. O objetivo é claro: romper o ciclo da violência antes que ele avance, protegendo tanto os animais quanto pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres, crianças e idosos. 

Segundo as organizações, denunciar maus-tratos a animais é também uma forma de prevenir crimes contra pessoas e salvar vidas humanas.

 

ASPAS – AMPARA ANIMAL

Rosângela Gebara, Diretora de Relações Institucionais e Internacionais da Ampara Animal

“Esse caso do cachorro Orelha chama muita atenção pelo requinte da crueldade, pela tortura, pelo sadismo e pelo fato de ter sido cometido por adolescentes. Isso precisa ser analisado com muito cuidado, porque sinaliza uma questão grave.” 

“Toda vez que existe uma violência desse tipo contra animais, há um risco real de que essas pessoas também cometam violência contra outras pessoas. Podem se tornar futuros abusadores de mulheres, crianças e outros grupos vulneráveis.” 

“A Teoria do Elo mostra que onde os animais estão em risco, as pessoas também estão em risco. E onde as pessoas estão em risco, os animais também estão. Isso é uma bandeira vermelha, a ponta de um iceberg que não pode ser ignorada.” 

“É fundamental que a sociedade, a polícia, educadores e o poder público levem esses crimes com muita seriedade, investiguem a fundo e promovam conscientização sobre a gravidade desses atos. Não podemos fechar os olhos.”

 

ASPAS – FÓRUM ANIMAL

Vânia Plaza Nunes, Diretora Técnica do Fórum Animal

“O que está por trás desse caso precisa ser investigado. A violência contra um animal não surge do nada, ela costuma ser precedida por outros sinais que foram ignorados ou normalizados.” 

“É preciso perguntar se esse foi realmente o primeiro sinal de violência desses jovens ou se outros comportamentos já vinham sendo naturalizados.”

 

1. Vídeo da campanha Quebre o Elo: https://www.youtube.com/watch?v=1mkEnxVVtf4

 

Ácido hialurônico na região íntima masculina é seguro? Entenda o procedimento

Especialista explica como funciona, para quem é indicado e quais cuidados são necessários 

 

Assim como as mulheres, os homens também convivem com inseguranças relacionadas ao próprio corpo, inclusive com a área íntima, embora esse ainda seja um tema pouco verbalizado. Essa percepção é confirmada por dados da Pesquisa Butterfly Young KYS 2023, conduzida pela Butterfly Foundation, que identificou que 34,2% dos jovens do sexo masculino relataram algum nível de insatisfação com a própria imagem corporal. Os números indicam que a relação dos homens com o corpo vai além de peso ou musculatura e se conecta diretamente à autoestima, à confiança e à forma como se percebem.

Nesse contexto, cresce a procura por abordagens clínicas que auxiliem a lidar com essas insatisfações de maneira responsável. Entre elas, a aplicação de ácido hialurônico na região íntima masculina vem se consolidando como uma alternativa que prioriza equilíbrio estético, discrição e respeito às características individuais, sem recorrer a cirurgias. Segundo Dr. Lucas Stocco, urologista da Homenz, rede de clínicas especializadas em saúde e estética masculina, “a técnica atende homens que buscam mudanças sutis, com segurança e acompanhamento médico”, afirma. 

A seguir, o médico esclarece como funciona, para quem é indicado e quais cuidados são importantes, confira:


Como a técnica funciona?

A aplicação de ácido hialurônico é indicada para pacientes que desejam aprimorar o contorno da região íntima masculina, corrigir assimetrias leves ou melhorar a percepção estética da área, sempre com foco em resultados harmoniosos e alinhados à anatomia individual. “A intervenção não possui finalidade funcional nem está associada a desempenho, sendo voltada exclusivamente ao bem-estar e à autoestima”, explica o urologista da rede.

Realizada em consultório, com anestesia local, a aplicação tem duração média de 30 a 40 minutos e permite retorno quase imediato às atividades leves. “Nos dias seguintes, recomenda-se evitar relações sexuais, reduzir esforços físicos e respeitar o tempo de recuperação do organismo, pode haver leve edema ou sensibilidade, efeitos esperados e temporários. Essas reações fazem parte do processo e costumam desaparecer em pouco tempo, desde que as orientações médicas sejam seguidas corretamente”, reforça o especialista. “O pós-aplicação costuma ser tranquilo quando as recomendações são respeitadas. Muitos pacientes relatam melhora na autoconfiança ao perceberem um resultado discreto e seguro”, completa.


Avaliação individual é parte do processo

Como em qualquer intervenção estética, a indicação do ácido hialurônico deve ser individualizada. Aspectos como anatomia, expectativas realistas, histórico de saúde e estilo de vida precisam ser considerados antes da aplicação. “Em alguns casos, o planejamento envolve ajustes graduais, garantindo resultados mais equilibrados e previsíveis. O acompanhamento profissional desde a primeira consulta é essencial para alinhar expectativas e conduzir o cuidado com segurança”, recomenda. 

Além da técnica, a experiência do paciente é parte central do cuidado. “Procure sempre espaços em que essas questões podem ser tratadas com naturalidade, respeito e orientação clara. Evoluir é olhar para si, e esse caminho precisa ser conduzido com seriedade e propósito”, conclui o médico.

 

Homenz



Vai continuar com tirzepatida em 2026? Saiba o que fazer para manter o rosto bonito durante o emagrecimento

Medicamento aprovado para controle crônico do peso no Brasil amplia a busca por harmonização facial e exige avaliação individual para preservar naturalidade 

 

A popularização da tirzepatida em 2025 ocorre em um cenário de avanço do sobrepeso no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 68% dos brasileiros adultos vivem com excesso de peso, sendo mais de 30% com obesidade. Estudos clínicos publicados no New England Journal of Medicine mostram que pacientes em uso da medicação podem perder, em média, entre 16% e 22,5% do peso corporal ao longo de até 72 semanas, a depender da dosagem e do perfil clínico, um ritmo considerado elevado do ponto de vista metabólico.

Porém, Angélica Lucena, biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, alerta que  esse emagrecimento acelerado também afeta a face. “O uso da tirzepatida muda a composição de gordura do rosto e do corpo. Em alguns casos, é indicado intercalar ou ajustar o momento dos procedimentos para garantir proporcionalidade. A avaliação precisa é o que define o melhor momento para cada paciente”, afirma.

A perda rápida da gordura subcutânea pode provocar esvaziamento do terço médio do rosto, maior evidência de sulcos e flacidez, sobretudo quando a pele não acompanha o ritmo da redução de volume. Relatos clínicos e publicações internacionais descrevem que esse processo pode gerar, de forma temporária, um aspecto mais envelhecido, o que tem levado pacientes a procurar procedimentos estéticos ainda durante a fase ativa do emagrecimento.

Segundo a especialista, antecipar decisões definitivas costuma ser o principal erro. “Quando a perda de gordura ainda está em curso, procedimentos volumizadores podem ter efeito transitório ou exigir correções em curto prazo”, explica. A professora observa que, nos primeiros meses de uso da medicação, o organismo passa por ajustes intensos, tornando o contorno facial mais instável.

Na prática clínica, o planejamento costuma priorizar intervenções voltadas à qualidade da pele no início e durante o tratamento. Bioestimuladores, tecnologias para estímulo de colágeno e protocolos regenerativos ajudam a preservar firmeza e textura, criando uma base mais segura para etapas futuras. “Deixar a harmonização estrutural para quando o peso estiver mais próximo da estabilização aumenta a previsibilidade do resultado”, afirma a fundadora do método AL de planejamento estético progressivo.

O debate se intensificou após a Anvisa publicar, em junho de 2025, a nova indicação da tirzepatida para controle crônico do peso, ampliando o acesso ao medicamento no país e levando mais pacientes a buscar orientação estética durante o tratamento.

Diante desse cenário, Angélica preparou sete orientações práticas para quem deseja aliar emagrecimento e estética facial com segurança e naturalidade:

  • Avaliação facial antes do início do tratamento
    Registrar imagens padronizadas e analisar proporções antes da primeira dose permite acompanhar a evolução real do rosto e evita decisões baseadas apenas na percepção momentânea.
  • Priorizar a qualidade da pele no começo do uso
    Nos primeiros meses, o foco deve ser hidratação profunda, estímulo de colágeno e melhora da textura cutânea, preparando o tecido para mudanças futuras.
  • Evitar preenchimentos volumizadores durante a fase de maior perda de peso
    Enquanto o rosto ainda passa por transformações rápidas, intervenções estruturais podem se tornar desproporcionais ou exigir ajustes frequentes.
  • Tratar flacidez antes de repor volume
    A perda acelerada de gordura pode comprometer a sustentação da pele, tornando fundamental recuperar firmeza antes de pensar em reposicionamento de volumes.
  • Aguardar a estabilização do peso para harmonizações estruturais
    Quando o emagrecimento entra em platô, o contorno facial se torna mais previsível, reduzindo o risco de sobrecorreção e aumentando a durabilidade do resultado.
  • Integrar acompanhamento estético e médico
    Alinhar o planejamento estético ao profissional que prescreve a medicação ajuda a considerar ajustes de dose, estado nutricional e resposta do organismo.
  • Entender a harmonização como um processo contínuo
    A estética facial após o emagrecimento deve ser construída em etapas, respeitando o tempo biológico do corpo, e não como uma correção imediata das mudanças.

“Harmonização não deve ser uma reação automática à perda de peso. Quando o profissional respeita o tempo do corpo e a nova configuração facial do paciente, o resultado tende a ser mais natural, duradouro e coerente com o novo biotipo”, conclui a especialista.

 

 

Angélica Lucena - biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul. Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto. Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.


Gioventù Boutique
clinicagioventu.com.br



Fontes de pesquisas

New England Journal of Medicine
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2206038

PubMed
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35658024/

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-nova-indicacao

 

Especialista alerta para cuidados com a pele no verão e indica tratamentos estéticos que podem ser feitos sem risco

Para a biomédica esteta Jéssica Magalhães, alguns procedimentos invasivos sem o acompanhamento profissional podem causar danos corporais severos e, consequentemente, problemas de saúde após exposição excessiva de raios ultravioleta.

 

Com a chegada do verão, a procura por tratamentos corporais que preparem a pele e o corpo para os meses de sol voltam à crescer. A temporada, marcada pelo calor e exposição solar intensos, pede atenção especial à proteção da pele, a fim de evitar manchas ou danos dos raios UVA e UVB.

A estação também exige cuidado redobrado na escolha dos procedimentos, já que nem todos os protocolos são indicados para radiação intensa. Para alcançar os melhores resultados, consultórios e profissionais espalhados pelo Brasil optam por técnicas que respeitam a sensibilidade da pele e o fototipo de cada paciente.

Somando mais de dez anos de experiência à frente do mercado, a biomédica esteta, Jéssica Magalhães, explica que esse é um período estratégico para começar tratamentos corporais – desde que não gerem inflamação ou sensibilização. A profissional explica que procedimentos bem planejados ajudam a melhorar o contorno, textura e metabolismo da pele de forma segura e gradual.

“No meu consultório, eu priorizo protocolos que não aumentem o risco de manchas, especialmente em peles negras e em fototipos mais altos, que têm maior tendência à hiperpigmentação pós inflamatória. Um tratamento muito procurado no verão é a drenagem linfática combinada a enzimas não fotossensíveis, que reduz a retenção, auxilia no contorno e no metabolismo sem gerar hematomas. Também é possível iniciar tratamentos não ablativos para flacidez e celulite, escolhendo técnicas que não causem grandes lesões na pele”, afirma.

A especialista detalha os benefícios de outros 3 procedimentos indicados para o verão, como: ‘ultrassom microfocado’, que oferece firmeza imediata e remodelação de colágeno progressiva; a ‘drenagem linfática com enzimas’, que traz a redução de retenção e melhora do edema logo nas primeiras sessões; e a ‘intradermoterapia’, quando adaptada para o calor, melhora textura, reduz medidas e dá sensação de leveza.

Para Jéssicaos tratamentos “não agressivos” para estrias também apresentaram uma preferência maior no período, devido ao ganho de uniformidade e estímulo de colágeno sem inflamação excessiva. Já nos procedimentos de ‘intradermoterapia’ para gordura localizada, emagrecimento ou ganho de massaJéssica afirma que deve-se observar os parâmetros específicos para o verão, reduzindo o risco de hematomas.

“Qualquer marca ‘roxa’ em pele escura pode evoluir para uma mancha, então ajusto a frequência, profundidade e escolha de ativos para garantir total segurança. Esses cuidados fazem toda a diferença para resultados visíveis sem prejudicar a derme, principalmente a pele preta, durante o verão”, explica.

Entre os tratamentos a ser evitados durante a alta estação, a profissional aconselha evitar procedimentos que causam abrasão, descamação ou inflamação intensa, como peelings médios, lasers invasivos, microagulhamentos profundos e combinações que aumentem risco de hematoma ou ruptura vascular. Ácidos e clareadores também devem ser interrompidos nas áreas expostas ao sol, enquanto depilação a laser e remoção de microvasos exigem avaliação cuidadosa do tom de pele, sensibilidade e aparelho ideal.

“Eu sempre reforço que a regra no verão é nítida, escolher procedimentos que entreguem resultado sem agredir a pele. Durante a estação, é necessário atenção especial à hidratação, uso diário de protetor solar, ingestão de água e cuidados comportamentais como evitar atrito ou roupas apertadas nas áreas tratadas. Com esses cuidados simples e consistentes, é possível atravessar o verão com a pele uniforme, protegida e com resultados melhores”, conclui.


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