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segunda-feira, 22 de junho de 2026

59% dos jovens torcem para ver a seleção campeã, enquanto os mais velhos valorizam a postura em campo, mostra pesquisa do Valometry

Levantamento da anacouto com 1.185 brasileiros revela que a relação com a Copa muda de geração para geração, do desejo de vitória entre os jovens ao apreço pela conduta entre os mais experientes 


A forma como o brasileiro torce muda conforme a idade. Segundo a pesquisa Branding Brasil, do Valometry, ferramenta de gestão contínua de branding da agência anacouto, realizada entre abril e maio de 2026 com 1.185 entrevistados, entre os jovens de 18 a 29 anos, 59% apontam o desejo de ver a seleção campeã como a principal motivação para acompanhar o torneio. Entre os brasileiros com 61 anos ou mais, esse percentual cai para 39%. 

Os mais velhos se movem por comportamento. Nessa faixa, 25% valorizam atitudes corretas dentro e fora de campo, contra 18% entre os jovens, e 34% destacam ver o Brasil bem representado, ante 31% entre os mais novos. Ver a união da torcida aparece para 32% dos jovens e 29% dos mais velhos, num retrato de duas formas de viver a mesma paixão. 

A confiança também varia. A desconfiança em relação à seleção cresce com a idade, citada por apenas 4% dos mais jovens e por 13% dos mais velhos, um sinal de que a memória de quem viveu mais Copas pesa. O envolvimento geral com o torneio, por sua vez, é mais intenso entre os jovens, no Norte do país e nas classes populares, os mesmos públicos em que a presença das marcas costuma ser menor. 

“A Copa do Mundo é um calendário afetivo para os brasileiros. Por um mês, ela reorganiza casa, mesa, agenda e conversa do brasileiro. Deixa de ser um evento que acontece e passa a ser um sistema que estrutura o cotidiano coletivo. E toda marca que entra nesse território é lida sob essa régua, de presença ritual e não de exposição comercial”, afirma Ana Couto, CEO da anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala.


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