Levantamento da anacouto com 1.185 brasileiros revela que a relação com a Copa muda de geração para geração, do desejo de vitória entre os jovens ao apreço pela conduta entre os mais experientes
A forma como o brasileiro torce muda conforme a idade. Segundo a
pesquisa Branding Brasil, do Valometry, ferramenta de gestão contínua de
branding da agência anacouto, realizada entre abril e maio de 2026 com 1.185
entrevistados, entre os jovens de 18 a 29 anos, 59% apontam o desejo de ver a
seleção campeã como a principal motivação para acompanhar o torneio. Entre os
brasileiros com 61 anos ou mais, esse percentual cai para 39%.
Os mais velhos se movem por comportamento. Nessa faixa, 25%
valorizam atitudes corretas dentro e fora de campo, contra 18% entre os jovens,
e 34% destacam ver o Brasil bem representado, ante 31% entre os mais novos. Ver
a união da torcida aparece para 32% dos jovens e 29% dos mais velhos, num
retrato de duas formas de viver a mesma paixão.
A confiança também varia. A desconfiança em relação à seleção
cresce com a idade, citada por apenas 4% dos mais jovens e por 13% dos mais
velhos, um sinal de que a memória de quem viveu mais Copas pesa. O envolvimento
geral com o torneio, por sua vez, é mais intenso entre os jovens, no Norte do
país e nas classes populares, os mesmos públicos em que a presença das marcas
costuma ser menor.
“A Copa do Mundo é um calendário afetivo para os brasileiros. Por
um mês, ela reorganiza casa, mesa, agenda e conversa do brasileiro. Deixa de
ser um evento que acontece e passa a ser um sistema que estrutura o cotidiano
coletivo. E toda marca que entra nesse território é lida sob essa régua, de
presença ritual e não de exposição comercial”, afirma Ana Couto, CEO da anacouto,
LAJE, Valometry e É,Faz&Fala.

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