Concebida pela Fundação Brasil Meu Amor, a montagem traz como solista Glaucia Nasser que, acompanhada de orquestra popular, cantará a brasilidade, dia 17 de abril, através de clássicos como “Lamento Sertanejo”, “Um Índio” e “Wave”. Programação é gratuita, dentro do projeto Municipal Circula
Reeditando o feito modernista de um
país orgulhoso de sua identidade, o espetáculo musical “Um Reencontro com o
Brasil” será apresentado dia 17 de abril, às 19h, no Theatro Municipal de São
Paulo. No mesmo palco que emoldurou a revolucionária Semana de Arte Moderna, em
1922, o evento evoca esse que é um dos maiores sonhos de emancipação, liberdade
e brasilidade que o país já ousou realizar.
A obra, que já circulou por 25 cidades, é protagonizada pela
cantora mineira Glaucia Nasser, que estará acompanhada de uma orquestra popular
na condução do espectador por uma viagem emocionante pela alma musical
brasileira. Dentro do projeto Muncipal Circula, de democratização da
programação do teatro, a apresentação oferecerá entrada gratuita - os ingressos
devem ser retirados no site do Theatro Municipal. Haverá tradução para Libras.
Com concepção e direção geral do
filósofo e escritor Jean Obry (in memoriam), fundador da Fundação Brasil Meu
Amor, realizadora do projeto, “Um Reencontro com o Brasil” convida o público a
revisitar momentos em que o país acreditou em si mesmo, venceu o improvável e
inspirou o mundo, com avanço cultural e ousadia transformadora, como nos anos
marcados pelo Movimento Modernista e pelo nascimento da Capital Federal.
“Brasília é o ponto de convergência - e
a expressão visível - de um processo modernista que atravessou a arte, a
cultura e a construção de um projeto de país. E sempre que um povo se reconecta
com quem ele é, volta a ter força para construir seu futuro. É a arte que ajuda
as pessoas a enxergarem isso. Sonhar com um Brasil próspero, humano e sustentável
nunca foi tão urgente, tão possível”, diz Glaucia, conclamando todos a serem plateia e agentes
transformadores no Theatro Municipal.
REPERTÓRIO - Acompanhada de orquestra popular,
Glaucia Nasser, intérprete solista da obra, dá voz a clássicos de diferentes
estilos e momentos do cancioneiro brasileiro, como “Lamento Sertanejo”
(Dominguinhos e Gilberto Gil), “Um Índio” (Caetano Veloso), “Bola de Meia, Bola
de Gude” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Peixe Vivo” (domínio público),
“Tempo Perdido” (Renato Russo/Legião Urbana), “Brasil Pandeiro” (Assis
Valente), “E o Mundo Não se Acabou” (Assis Valente), “Wave” (Tom Jobim) e “Pra
Não Dizer que Não Falei das Flores” (Geraldo Vandré), além de canções autorais,
guiando o público por uma jornada que integra passado e futuro, memória e
identidade coletiva.
O maestro e violonista Paulo Dáfilin
assina a direção musical e os arranjos. Integram a orquestra popular Chrys
Galante (percussão), Fernando Nunes (baixo), Guiza Ribeiro (guitarra/violão),
Jonas Moncaio (violoncelo), Leandro Vieira (percussão), Pedro Cunha
(teclado/acordeom) e Thiago Gomes (bateria). A direção artística é de Júlio
Cesarini.
As músicas contam a história do Brasil revisitando um dos momentos
em que o país e seu povo mais acreditaram em si mesmos: um espetáculo inspirado
na trajetória do brasileiro Juscelino Kubitschek, figura histórica emblemática,
apontado por Guimarães Rosa como o “poeta da obra pública” e, segundo Nelson
Rodrigues, o homem que “criou o novo brasileiro”. Um Dom Quixote à moda
nacional: ousado, irreverente e apaixonado por um país que ainda não existia,
mas que ele acreditou ser possível.
Uma injeção de brasilidade, o espetáculo aponta caminhos para o futuro
que passam pela arte, pela cultura e por uma memória que não quer ser saudade,
mas impulso para que o brasileiro volte a apostar no Brasil como uma obra
coletiva: viva, vibrante e possível. “O Brasil nunca precisou tanto disso”,
afirma Glaucia Nasser.
Sobre a Fundação Brasil Meu Amor - Organização apartidária e sem fins
lucrativos, dedicada ao desenvolvimento humano e coletivo por meio da arte,
educação e cultura, a Fundação é dedicada a projetos que propõem novos olhares
para o país, valorizando a memória, o pertencimento e a possibilidade de
transformação social. Mais informações em www.brasilmeuamor.org.br.
Sobre Jean Obry – Filósofo, autor e pesquisador, Jean
Obry especializou-se em estudos de memória e patrimônio cultural brasileiro.
Com uma abordagem crítica e reflexiva, explorou a história, a arte e a cultura
do Brasil. Seu trabalho foi marcado pelo compromisso de valorizar a identidade
nacional, resgatando aspectos fundamentais da trajetória do país. Obry foi
reconhecido por suas contribuições no campo da educação e por sua atuação em
projetos culturais, sempre com o objetivo de promover uma compreensão mais
profunda e consciente do Brasil, suas raízes e seu futuro. É autor do livro “O
Silêncio que Grita”, em que narra a história de Juscelino Kubitschek.
Sobre Glaucia Nasser – Com 20 anos de carreira, a artista tem
se dedicado a obras que resgatam e celebram o cancioneiro do Brasil, com mais
de 15 projetos lançados, entre álbuns e singles. É considerada uma narradora da
música nacional. Em sua pesquisa, já visitou obras de Chiquinha Gonzaga e João
Pernambuco, a quem rendeu tributo com o aclamado projeto “João Pernambuco -
Coração do Violão”. Sempre transitando entre releituras e canções autorais, foi
destaque na revista americana “The Absolute Sound”, que a incluiu entre as
grandes vozes da atualidade. Mais em www.instagram.com/glaucianasser.
Sobre o Complexo Theatro Municipal de São Paulo - O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento
da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e
à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
O edifício do Theatro Municipal de São Paulo,
assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos
Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911.
Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado
ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro
Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos
artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e
coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o
mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música
popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).
Oferece diversidade de programação e busca atrair
um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal
também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos
Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São
Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o
antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que
constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na
área. Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto
vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto
Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da
Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e
Marcelo Ferraz.
Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via
Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores
Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas
físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas.
Sobre a Sustenidos - A Sustenidos é uma organização referência na
concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área cultural que já
impactou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em 25 anos de atuação.
Atualmente, é gestora do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, do
Conservatório de Tatuí e do Musicou, além do projeto especial MOVE e o festival
Big Bang. De 2004 a 2021, também foi gestora do Projeto Guri, maior programa
sociocultural brasileiro. Eleita pelo prêmio Melhores ONGs a Melhor ONG de
Cultura em 2018 e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, a Sustenidos
conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de
São Paulo e outras, de empresas e pessoas físicas. As instituições interessadas
em investir na Sustenidos podem contribuir por verba livre ou através das Leis
de Incentivo à Cultura (Federal e Estadual). Pessoas físicas também podem
ajudar de diferentes maneiras. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.
FICHA TÉCNICA
Realização: Versa Cultural
Coprodução: Fundação Brasil Meu Amor
Apoio: Terrena
Direção
geral e concepção original (in memoriam): Jean Obry
Direção musical e arranjos: Paulo Dáfilin
Intérprete solista: Glaucia Nasser
Orquestra popular:
Chrys Galante (percussão)
Fernando Nunes (baixo)
Guiza Ribeiro (guitarra/violão)
Jonas Moncaio (violoncelo)
Leandro Vieira (percussão)
Paulo Dáfilin (violões e arranjos)
Pedro Cunha (teclado/acordeom)
Thiago Gomes (bateria)
Direção artística: Júlio Cesarini
Direção de conteúdo: Elis Nasser
Direção de imagens: Rodrigo Gava
Direção de produção: Amanda Leones
Assistente de produção: Jô Cesarini
Assistente de produção: Matheus Ruzzante
Rafael Herdeiro (roadie), Randal
Juliano (técnico de som PA), André Goulart (técnico de som monitor), Aldrey
Hibbeln (técnica de luz), Rodrigo Gava (VJ), Fernando Zimolo (cenotécnico),
Wanderley Wagner (cenotécnico), Maria Alvin (preparadora vocal)
SERVIÇO
[MÚSICA] Espetáculo “Um Reencontro com o Brasil”
Com Glaucia Nasser e orquestra popular
Data: 17 de abril de 2026 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Theatro Municipal de São Paulo - Praça Ramos de Azevedo, s/n, Sé,
São Paulo
Informações: (11) 3367-7257
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita
Os ingressos devem ser retirados no site www.theatromunicipal.org.br
1º lote: dia 10 de abril; 2º lote: dia 15 de abril

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