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quarta-feira, 4 de março de 2026

Novo Nordisk e Governo da Dinamarca lançam iniciativa inédita para tratamento da obesidade em três centros do SUS

 

  • Programa global de Acesso Equitativo, idealizado pela Novo Nordisk, terá Brasil, Ilhas do Pacífico e Dinamarca como os primeiros a realizar o piloto, levando inovação para sistemas públicos de saúde.
  • Com base nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a iniciativa produzirá dados relevantes sobre o impacto do uso de medicamentos e abordagem multidisciplinar no tratamento de obesidade grave no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.
  • Programa irá gerar evidências de como a prevenção e o cuidado integral às pessoas com obesidade com semaglutida pode melhorar a vida dos pacientes e reduzir custos de longo prazo do sistema de saúde nos três níveis da administração pública nos três níveis: municipal, estadual e federal.

 

No Dia Mundial da Obesidade, a Novo Nordisk, líder global em saúde, em parceria com o Governo da Dinamarca, anuncia o lançamento do Programa global de Acesso Equitativo. Com base nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e alinhada a políticas estratégicas do governo brasileiro como o Viva Mais Brasil e o Agora Tem Especialistas, a iniciativa será implementada em centros selecionados do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo produzir dados e evidências sobre o impacto do uso da semaglutida injetável no tratamento da obesidade grave. A proposta busca contribuir com evidências clínicas, econômicas e sociais que possam apoiar futuras decisões em saúde pública, a partir de uma abordagem multidisciplinar e sustentável.

O objetivo é expandir o programa para populações em situação de vulnerabilidade social em todo o mundo, começando pelo Brasil, Ilhas do Pacífico e Dinamarca. Em nosso país, o programa será implementado em parceria com os três níveis da esfera pública (federal, estadual e municipal). Na rede pública federal de Porto Alegre (RS) via Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no estado do Rio de Janeiro, via Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) e em município a ser selecionado. Os pacientes participantes serão aqueles já acompanhados por esses três centros do SUS, e cada instituição será responsável por definir seus próprios critérios técnicos de elegibilidade, de acordo com seus protocolos assistenciais e a realidade local.

A ação foi apresentada hoje (04/03), em Brasília, ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e contará com o acompanhamento do Ministério da Saúde, especialmente no que se refere à análise dos resultados da implementação do projeto nesses três centros. Juntos, os locais representam regiões e populações de pacientes variadas, permitindo avaliara implementação em diferentes contextos de saúde.


Ciência à serviço da sustentabilidade do SUS

Mais do que acesso a medicamentos, o programa desenvolve um ecossistema de dados. Durante 2 anos, a iniciativa irá apoiar a implementação, a capacitação técnica, além de monitorar e avaliar os impactos na saúde, sociais e econômicos, do tratamento da obesidade de forma estruturada. O objetivo é gerar evidências e dados essenciais que podem contribuir para mudanças nos protocolos de atendimento no Brasil e no mundo. Como resultado de cuidado multidisciplinar às pessoas com obesidade, a companhia tem a expectativa de reduzir complicações graves e onerosas, como cirurgias do coração, diálise e internações.

“Como podemos ampliar o acesso a tratamentos inovadores e de qualidade para quem mais precisa? Essa foi a pergunta que buscamos responder com a criação do programa. Nosso objetivo é demonstrar como o tratamento multidisciplinar adequado pode ser expandido para populações com menores condições de acesso, garantindo que inovação não seja um privilégio, mas uma ferramenta de equidade em saúde”, afirma Leonardo Bia, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk Brasil. “Ao tratar a obesidade como uma doença crônica, estamos buscando mudar o paradigma de tratar as consequências para tratar a causa”, completa.


Detalhes do programa Acesso Equitativo:

  • Capacitação e suporte: treinamento para gestores, equipe e profissionais de saúde, assim como suporte técnico especializado para gestão do cuidado e implementação de protocolos de saúde.
  • Monitoramento independente: parceiros técnicos e acadêmicos analisarão os dados de vida real para garantir total transparência e rigor científico. O objetivo é melhorar a qualidade, abrangência e uso de dados relacionados à obesidade, tanto para o planejamento de cenários epidemiológicos e triagem territorial quanto para a avaliação e o monitoramento dos resultados de políticas públicas e fluxos de atendimento.
  • Modelo de sustentabilidade: serão avaliados os impactos fiscais e econômicos do cuidado integral às pessoas com obesidade atendidas pelo SUS no contexto do programa.
  • Foco na redução das comorbidades: medição da redução de riscos de doenças do coração e a melhoria na qualidade de vida dos pacientes, avaliando o impacto e eficácia do programa.


A urgência do cenário brasileiro

De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, cerca de 31% da população brasileira vive com obesidade. O impacto financeiro dessa condição sobre o SUS é crescente. Por isso, ao realizar o programa, a Novo Nordisk reafirma seu papel como a principal aliada do governo brasileiro na construção de um sistema de saúde mais resiliente e focado em tratar a obesidade como causa de outras comorbidades. A semaglutida injetável, primeiro medicamento de sua classe aprovado para o controle de peso a longo prazo com resultados de alta eficácia, poderá apoiar mais brasileiros em sua busca por saúde e bem-estar, assim como reduzir impactos sociais, econômicos e fiscais da obesidade no Brasil.

 

Novo Nordisk
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