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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Calor extremo e saúde: especialista alerta para riscos e explica como se proteger

A desidratação é um dos efeitos mais comuns do calor intenso, devido à dificuldade do corpo em regular a temperatura e à maior perda de líquidos pela sudorese
 

As ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes e representam um risco significativo à saúde da população. Os impactos podem variar de desconfortos leves a condições graves e potencialmente fatais, exigindo atenção redobrada, especialmente de idosos e crianças, que são mais vulneráveis a variações extremas de temperatura, como calor e frio.  

A desidratação é um dos efeitos mais comuns do calor intenso, sobretudo em regiões de clima úmido. “No calor úmido, o corpo tem mais dificuldade de reduzir a temperatura corporal, o que aumenta a perda de líquidos por meio da sudorese”, explica a nefrologista do Hospital Moinhos de Vento, Gisele Lobato. 

A falta de reposição adequada de água pode provocar sintomas como tontura, mal-estar, fadiga, náusea, cansaço e até comprometimento cognitivo. “Grande parte do nosso sangue é composta por água. Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, o sangue fica mais concentrado e menos disponível para as funções fisiológicas”, alerta a médica. 

Outro risco associado às altas temperaturas é a insolação e o golpe de calor, condição considerada uma emergência médica. Esse quadro ocorre quando o organismo perde a capacidade de regular a temperatura interna, podendo causar confusão mental, convulsões e perda de consciência. 

As ondas de calor também podem agravar doenças crônicas, especialmente problemas cardíacos e respiratórios. O esforço adicional do organismo para manter o equilíbrio térmico sobrecarrega o coração e os pulmões. Além disso, o calor intenso pode afetar a saúde mental, intensificando quadros de ansiedade e depressão, além de estar associado ao aumento de comportamentos agressivos. 

Segundo Lobato, durante períodos de temperaturas elevadas, o corpo ativa mecanismos naturais para tentar se resfriar, como a dilatação dos vasos sanguíneos e a sudorese. “Esse processo pode levar à queda da pressão arterial, causando sensação de fraqueza e tontura, enquanto a transpiração excessiva contribui para a desidratação. Por isso, é tão importante a ingestão adequada de líquidos”.
 

Como se proteger do calor extremo 

Alguns cuidados pessoais são essenciais para reduzir os riscos, como:

  • Evitar exposição ao sol nos períodos mais quentes do dia, especialmente para a prática de atividades físicas.
  • Usar roupas leves, de cores claras e tecidos que facilitem a transpiração.
  • Manter hidratação constante, bebendo água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
  • Evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, que podem aumentar a desidratação.
  • Manter uma alimentação equilibrada, dando preferência a refeições leves, frutas e saladas, sempre acompanhadas de líquidos.
  • Evitar o consumo de refeições pesadas, pois exigem mais energia do organismo para digestão.

Caso os sintomas de mal-estar persistam, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação médica. “Reconhecer os sinais precocemente e adotar medidas simples pode evitar complicações graves”, reforça a nefrologista.

 

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