A desidratação é um dos efeitos
mais comuns do calor intenso, devido à dificuldade do corpo em regular a
temperatura e à maior perda de líquidos pela sudorese
As ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes e representam um risco significativo à saúde da população. Os impactos podem variar de desconfortos leves a condições graves e potencialmente fatais, exigindo atenção redobrada, especialmente de idosos e crianças, que são mais vulneráveis a variações extremas de temperatura, como calor e frio.
A desidratação é um dos efeitos mais comuns do calor intenso, sobretudo em regiões de clima úmido. “No calor úmido, o corpo tem mais dificuldade de reduzir a temperatura corporal, o que aumenta a perda de líquidos por meio da sudorese”, explica a nefrologista do Hospital Moinhos de Vento, Gisele Lobato.
A falta de reposição adequada de água pode
provocar sintomas como tontura, mal-estar, fadiga, náusea, cansaço e até
comprometimento cognitivo. “Grande parte do nosso sangue é composta por água.
Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, o sangue fica mais concentrado e
menos disponível para as funções fisiológicas”, alerta a médica.
Outro risco associado às altas temperaturas é a
insolação e o golpe de calor, condição considerada uma emergência médica. Esse
quadro ocorre quando o organismo perde a capacidade de regular a temperatura
interna, podendo causar confusão mental, convulsões e perda de consciência.
As ondas de calor também podem agravar doenças
crônicas, especialmente problemas cardíacos e respiratórios. O esforço
adicional do organismo para manter o equilíbrio térmico sobrecarrega o coração
e os pulmões. Além disso, o calor intenso pode afetar a saúde mental,
intensificando quadros de ansiedade e depressão, além de estar associado ao
aumento de comportamentos agressivos.
Segundo Lobato, durante períodos de temperaturas
elevadas, o corpo ativa mecanismos naturais para tentar se resfriar, como a
dilatação dos vasos sanguíneos e a sudorese. “Esse processo pode levar à queda
da pressão arterial, causando sensação de fraqueza e tontura, enquanto a
transpiração excessiva contribui para a desidratação. Por isso, é tão
importante a ingestão adequada de líquidos”.
Como se proteger do calor extremo
Alguns cuidados pessoais são essenciais para
reduzir os riscos, como:
- Evitar exposição ao sol nos períodos mais
quentes do dia, especialmente para a prática de atividades físicas.
- Usar roupas leves, de cores claras e tecidos
que facilitem a transpiração.
- Manter hidratação constante, bebendo água ao
longo do dia, mesmo sem sentir sede.
- Evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, que
podem aumentar a desidratação.
- Manter uma alimentação equilibrada, dando
preferência a refeições leves, frutas e saladas, sempre acompanhadas de
líquidos.
- Evitar o consumo de refeições pesadas, pois exigem mais energia do organismo para digestão.
Caso os sintomas de mal-estar
persistam, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação médica.
“Reconhecer os sinais precocemente e adotar medidas simples pode evitar
complicações graves”, reforça a nefrologista.
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