Especialista reforça cuidados simples e contínuos para prevenir doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya
Com o início do período de chuvas em
grande parte do país, o risco de transmissão de doenças causadas pelo mosquito Aedes
aegypti volta a crescer. A combinação de calor e umidade favorece a
reprodução do inseto, vetor da dengue, zika e chikungunya, o que exige atenção
redobrada da população e das autoridades de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já ultrapassou a marca de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue em 2025, número que, embora menor que o recorde histórico de 2024, ainda é considerado alto. As regiões Sudeste e Centro-Oeste concentram a maior parte das notificações.
Para a especialista médica da Afya Dra. Dayanna Palmer, o comportamento preventivo é a principal arma contra todas essas arboviroses. “O mosquito precisa de muito pouco para se multiplicar. Um tampo de garrafa, um pratinho de planta ou uma calha entupida já são suficientes para formar um criadouro. Fazer inspeções semanais em casa e eliminar qualquer ponto com água parada é uma atitude simples, mas que salva vidas”, orienta.
A médica lembra que a prevenção vai além do ambiente doméstico. “É importante que condomínios, escolas e locais de trabalho também adotem rotinas de vistoria. A mobilização coletiva tem efeito direto na redução de casos. Quando cada um faz a sua parte, o ciclo de transmissão se interrompe antes de se tornar um surto”, afirma.
Além de eliminar criadouros, outras
medidas ajudam a reduzir o risco de picadas: usar repelente diariamente,
instalar telas em janelas e portas, manter lixeiras tampadas e usar roupas que
cubram braços e pernas em locais com maior presença de mosquitos. A
especialista reforça ainda a importância de buscar atendimento médico ao
surgirem sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas avermelhadas na pele
e dor atrás dos olhos, sinais comuns da dengue, mas que também podem indicar
zika ou chikungunya.
Vacina amplia as
estratégias de prevenção, mas não substitui os cuidados diários
Uma novidade importante no combate à dengue é a aprovação da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e liberada pela Anvisa em novembro de 2025. Produzida no Brasil e aplicada em dose única, a vacina demonstrou eficácia de 74,7% contra dengue sintomática e mais de 90% contra as formas graves, sendo indicada para pessoas de 12 a 59 anos.
Para a Dra. Dayanna Palmer, a chegada do imunizante representa um avanço significativo, mas não dispensa as ações de prevenção. “A vacina é uma aliada poderosa no enfrentamento da dengue, mas não substitui o controle do mosquito. Continuar eliminando água parada e protegendo-se das picadas é fundamental para conter também a zika e a chikungunya”, explica.
Enquanto o país amplia o acesso à
imunização, o foco deve permanecer na vigilância e no engajamento coletivo. A
médica destaca que, com a chegada das chuvas, cada gesto preventivo conta. “O
combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade de todos. Com
informação, conscientização e pequenas mudanças de hábito, conseguimos reduzir
o número de casos e proteger nossas comunidades.”
Afya
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Fontes:
· Ministério da Saúde – Painel de Monitoramento das Arboviroses (novembro de 2025):. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue· Agência Brasil (novembro de 2025): “Brasil registra mais de 1 milhão de casos prováveis de dengue em 2025”. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-11/ministerio-da-saude-intensificara-mobilizacao-contra-dengue-no-brasil
· Instituto Butantan – Dados técnicos da vacina Butantan-DV e aprovação pela Anvisa (novembro de 2025). https://butantan.gov.br/noticias/vacina-da-dengue-do-instituto-butantan-primeira-do-mundo-em-dose-unica-e-aprovada-pela-anvisa

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