Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o tutor solicite orientação de um veterinário.
As celebrações de fim de ano estão chegando e, com elas, o
pânico dos cães devido aos barulhentos fogos de artifício. Nesta época do ano,
a atenção aos animais de estimação deve ser redobrada. A maioria dos animais
tem medo de fogos e rojões. Isso ocorre porque o barulho dos fogos de
artifícios amedronta o animal, em situação de desespero, acabam fugindo de suas
residências em busca de abrigo. "Nos meses de dezembro e janeiro, o índice
de cães perdidos aumentam", informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.
Muitos animais tentam fugir e acabam se ferindo em portões,
lanças ou mesmo se enforcando nas cordas e correntes. Os animais precisam se
sentir seguros, assim é necessário mantê-los abrigados em locais aonde eles
possam se esconder, muitos gostam de ficar embaixo de móveis ou escadas, mas
tente não deixá-los sozinhos.
"O ouvido humano pode captar sons que estão numa faixa
de vibração entre 20 e 20.000 ciclos por segundo, enquanto que os cães alcançam
sons entre 18 e 40.000 ciclos por segundo, portanto para eles os fogos geram um
barulho realmente insuportável, deixando muitos apavorados", ressalta
Vininha F. Carvalho.
É importante condicionar o cão ao som alto dos fogos
diariamente, assim o estresse do animal com o ruído será cada vez menor. Além
disso, o treinamento deve ser diário e durar cerca de 20 minutos. Uma boa
estratégia é fazer com que o cão se alimente ouvindo o som de fogos. Assim, irá
associar à alimentação, a uma coisa positiva. O tutor deve ligar o som e em
seguida oferece alimentação para o animal.
Atenção, durante os fogos:
- Evite deixar seu animal sozinho;
- Se ele precisar ficar sozinho, deixe-o em um local seguro;
- Evite fugas mantendo portões e portas fechados.
- Evite enforcamento não o deixando preso por coleiras e
guias.
- Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois
há risco à saúde dos bichinhos.
- Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca
devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o tutor
solicite orientação de um veterinário.
- Alguns animais toleram bem a colocação de algodões nos
ouvidos para abafamento dos sons. O algodão deve ser colocado com cuidado e
retirado imediatamente após o término dos ruídos.
- Portas e janelas de vidro devem ser bem fechadas na hora
da queima de fogos de artifício. Fazer uso de outros sons para abafar o barulho
intenso vindo de fora ajuda para que o animal fique menos conectado ao som
principal. Depois, coloque uma música tranquila, que ajudará a proporcionar um
ambiente mais calmo. O tutor deve agir como numa comemoração, para que ele
associe o momento a coisas positivas.
- Evite posições curvadas. Esse também é visto pelo animal
como um sinal de insegurança;
- Tente mostrar a ele que a situação está controlada,
assegurando que ele está protegido, conclui Vininha F. Carvalho.
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