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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Mitos e verdades da amamentação no Agosto Dourado

Sabemos que amamentar é um gesto de amor que nutre, protege e fortalece o vínculo entre mãe e bebê - mas nem sempre é fácil. No começo, surgem inseguranças: será que a mamadeira pode atrapalhar; interromper aos 6 meses faz mal? Depois, vêm as curiosidades: amamentar pode mesmo ajudar a prevenir o câncer de mama; o que a amamentação e a sustentabilidade têm em comum?

No Agosto Dourado, mês de campanha que incentiva o aleitamento materno, a enfermeira Cristiane Griffin, especialista em amamentação do Hospital e Maternidade Sepaco, referência em atendimento materno-infantil de alta complexidade, esclarece mitos e verdades para apoiar quem está vivendo esse momento tão especial.

- Quando uma mãe amamenta, ela não está apenas nutrindo seu bebê. Ela está entregando amor, protegendo a saúde e, sem perceber, cuidando do planeta onde essa criança vai crescer - comenta Cristiane Griffin.

 

Confira, logo abaixo:

 

- Existe leite fraco? E o que fazer quando a mulher não produz leite suficiente?

Não existe “leite fraco”. Caso o bebê não esteja ganhando peso, se orienta a ajustes na pega/posição durante a amamentação, oferecer o seio livre demanda. Sempre procure apoio de um neonatologista ou pediatra e consultoria em amamentação, ao invés de iniciar fórmula sem indicação.

 

- Mamadeira atrapalha a amamentação?

O uso de mamadeira e bicos está associado à “confusão de bicos”, menor sucção ao peito e menor duração do aleitamento.  Cada caso deve ser avaliado com critérios.

 

- Amamentar emagrece?

Amamentar aumenta o gasto energético – uma média de 340–500 kcal/dia, o que pode ajudar na perda gradual de peso. Mas o efeito varia de acordo- com a dieta, sono, atividade e hormônios. Aposte em uma alimentação equilibrada e evite dietas restritivas que podem reduzir a produção de leite.

 

- Bebê que não mama no peito adoece mais?

O leite materno reduz infecções (diarreia, respiratórias), hospitalizações e até alguns riscos de longo prazo. Os benefícios aparecem com amamentação exclusiva por 6 meses e continuidade após essa idade.

 

- Desmamar aos 6 meses é prejudicial?

A recomendação é o aleitamento materno exclusivo até 6 meses e continuar amamentando com alimentos complementares até 2 anos ou mais. A família pode optar por desmamar aos 6 meses, porém, há perda dos benefícios adicionais de se continuar mamando.

 

- Amamentar é um ato sustentável?

O leite materno é o alimento mais completo e natural que existe. Vem pronto, é seguro, fresco e na medida certa para cada bebê, nada mais sustentável. E o melhor: não precisa de fábrica, transporte ou embalagens. Isso significa menos lixo, menos poluição e mais cuidado com os recursos do planeta. Cada mamada é um ato de amor que nutre no presente e protege o futuro.

 

- A criança deve ser desmamada aos 2 anos?

A recomendação é continuar até 2 anos ou mais, enquanto mãe e criança desejarem. É uma decisão pessoal; não há idade “obrigatória” para parar.

 

- Amamentar protege contra o câncer de mama?

Amamentar reduz o risco de câncer de mama na mulher. Isso porque durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. E alguns processos que ocorrem na amamentação também promovem a eliminação e renovação de células que poderiam ter lesões no material genético. Quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção para a mãe e o bebê.


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