Sabemos que amamentar é um gesto de amor que nutre, protege e fortalece o vínculo entre mãe e bebê - mas nem sempre é fácil. No começo, surgem inseguranças: será que a mamadeira pode atrapalhar; interromper aos 6 meses faz mal? Depois, vêm as curiosidades: amamentar pode mesmo ajudar a prevenir o câncer de mama; o que a amamentação e a sustentabilidade têm em comum?
No Agosto Dourado, mês de campanha que incentiva o
aleitamento materno, a enfermeira Cristiane Griffin, especialista em
amamentação do Hospital e Maternidade Sepaco, referência em atendimento
materno-infantil de alta complexidade, esclarece mitos e verdades para apoiar
quem está vivendo esse momento tão especial.
- Quando uma mãe amamenta, ela não está apenas nutrindo seu
bebê. Ela está entregando amor, protegendo a saúde e, sem perceber, cuidando do
planeta onde essa criança vai crescer - comenta Cristiane Griffin.
Confira, logo abaixo:
- Existe leite fraco? E o que fazer
quando a mulher não produz leite suficiente?
Não existe “leite fraco”. Caso o bebê não esteja ganhando
peso, se orienta a ajustes na pega/posição durante a amamentação, oferecer o
seio livre demanda. Sempre procure apoio de um neonatologista ou pediatra e
consultoria em amamentação, ao invés de iniciar fórmula sem indicação.
- Mamadeira atrapalha a amamentação?
O uso de mamadeira e bicos está associado à “confusão de
bicos”, menor sucção ao peito e menor duração do aleitamento. Cada caso
deve ser avaliado com critérios.
- Amamentar emagrece?
Amamentar aumenta o gasto energético – uma média de 340–500
kcal/dia, o que pode ajudar na perda gradual de peso. Mas o efeito varia de
acordo- com a dieta, sono, atividade e hormônios. Aposte em uma alimentação
equilibrada e evite dietas restritivas que podem reduzir a produção de leite.
- Bebê que não mama no peito adoece
mais?
O leite materno reduz infecções (diarreia, respiratórias),
hospitalizações e até alguns riscos de longo prazo. Os benefícios aparecem com
amamentação exclusiva por 6 meses e continuidade após essa idade.
- Desmamar aos 6 meses é prejudicial?
A recomendação é o aleitamento materno exclusivo até 6 meses
e continuar amamentando com alimentos complementares até 2 anos ou mais. A
família pode optar por desmamar aos 6 meses, porém, há perda dos benefícios
adicionais de se continuar mamando.
- Amamentar é um ato sustentável?
O leite materno é o alimento mais completo e natural que
existe. Vem pronto, é seguro, fresco e na medida certa para cada bebê, nada
mais sustentável. E o melhor: não precisa de fábrica, transporte ou embalagens.
Isso significa menos lixo, menos poluição e mais cuidado com os recursos do
planeta. Cada mamada é um ato de amor que nutre no presente e protege o futuro.
- A criança deve ser desmamada aos 2
anos?
A recomendação é continuar até 2 anos ou mais, enquanto mãe
e criança desejarem. É uma decisão pessoal; não há idade “obrigatória” para parar.
- Amamentar protege contra o câncer de
mama?
Amamentar reduz o risco de câncer de mama na mulher. Isso
porque durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que
favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. E alguns
processos que ocorrem na amamentação também promovem a eliminação e renovação
de células que poderiam ter lesões no material genético. Quanto mais prolongada
for a amamentação, maior a proteção para a mãe e o bebê.
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