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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Após registro do ano mais quente da história no país, previsão de verão intenso no Rio de Janeiro reforça alerta para a necessidade de cuidados voltados à prevenção do câncer de pele

 

Média das temperaturas em 2024 ficou em 25,02°C, segundo o Inmet; oncologista recomenda incluir na rotina consultas com dermatologista

 

No inverno passado, no Rio de Janeiro, os cariocas já tinham enfrentado calor intenso, com termômetros marcando acima dos 30 graus. Esse cenário refletia um alerta, confirmado nos primeiros dias de 2025: o ano de 2024 foi o mais quente da história do país, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que considera os registros de temperatura no Brasil desde 1961. A média das temperaturas no ano passado ficou em 25,02°C, sendo 0,79°C acima da média histórica de 1991/2020. Em 2023, a média anual ficou 0,69°C acima da média histórica. Com a chegada do verão, especialistas reforçam que é fundamental redobrar a proteção contra os raios ultravioleta (UV) para evitar o câncer de pele, especialmente o melanoma, tipo mais grave da doença e que pode levar à morte. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no estado do Rio, são esperados 23.590 novos casos de tumor de pele não melanoma anualmente, entre 2023 e 2025, sendo 12.270 em homens e 11.320 em mulheres. Em relação ao melanoma, são previstos 470 diagnósticos ao ano, 300 em homens e 170 em mulheres. 

Médica da Oncoclínicas Rio de Janeiro, a oncologista Andreia Melo explica que é necessário evitar a exposição ao sol das 10h às 16h, período em que ocorre a maior incidência dos raios UV, e usar protetor solar corretamente, em todas as partes do corpo que ficam à mostra, reaplicando o produto a cada duas horas. É indicado ainda vestir blusa de manga comprida, boné ou chapéu e óculos escuros, que servem de barreira física.

Além disso, examinar a pele regularmente e fazer consultas de rotina com um dermatologista podem ajudar no diagnóstico precoce da doença. 

“O exame deve ser periódico. É preciso olhar as costas, a sola dos pés e entre os dedos. Os danos da radiação ultravioleta, em relação ao câncer de pele, não são imediatos, não aparecem após uma exposição ao sol. Os tumores surgem após anos. E o diagnóstico precoce faz diferença, principalmente em casos de melanoma, devido à alta taxa de mortalidade da doença”, reforça Andreia Melo.
 

O tumor maligno com maior incidência no país
 

O câncer de pele não melanoma é o tipo de tumor maligno com maior ocorrência no país (31,3% do total de casos), seguido por mama feminina (10,5%) e próstata (10,2%), segundo dados mais recentes do INCA.

Em relação ao melanoma, a médica destaca que esse tipo de tumor apresenta um comportamento biológico mais agressivo, se espalha rapidamente e pode levar à morte. 

“No entanto, há outros tumores de pele que merecem atenção, devido à gravidade, como o carcinoma de células de Merkel. A recomendação é para se proteger, seja qual for a época do ano”, reforça Andreia.

 

Medidas de proteção: 

- Evite a exposição desprotegida das 10h às 16h, quando a incidência de raios UV é mais intensa. 

- Mesmo antes e depois desses horários, é recomendado se proteger com sombra (natural ou de guarda-sol, sombrinha e barraca), roupas, bonés, chapéus e óculos escuros com proteção UV nas lentes. 

- Na pele, deve ser aplicado filtro ou protetor solar com FPS 30, no mínimo. Reaplicar a cada duas horas, em atividades de lazer e ao ar livre.

 

- Observar todo o corpo e verificar a existência de pintas ou manchas suspeitas.

 

- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para exame completo.

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