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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência alerta para a saúde emocional e física das jovens

 

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca estratégias de prevenção e apoio psicológico para adolescentes 

 

A gravidez na adolescência continua a ser um desafio para a saúde pública no Brasil, e a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que começa em 1º de fevereiro, representa uma oportunidade para reflexão sobre esse tema. De acordo com o médico pediatra, psiquiatra infantil e psicanalista Dr. Victor Mardini, adolescentes enfrentam diversas questões emocionais e sociais ao engravidar, o que pode impactar profundamente seu desenvolvimento físico e psicológico.

“O período da adolescência é uma fase delicada de transição. A gravidez precoce interrompe esse processo de forma drástica, trazendo consequências não apenas para a jovem, mas também para a saúde do bebê. Além dos riscos biológicos, muitas adolescentes vivenciam desafios emocionais significativos, como ansiedade, depressão e, frequentemente, isolamento social”, explica Dr. Victor Mardini. 

Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em 2020, cerca de 380 mil gestações ocorreram entre meninas de 10 a 19 anos no Brasil. Entre elas, 17,5 mil mães tinham entre 10 e 14 anos. A gravidez nessa faixa etária está associada a riscos elevados para a saúde materna e infantil, além de consequências de longo prazo no desenvolvimento educacional e socioeconômico dessas jovens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que bebês de mães adolescentes apresentam uma taxa de mortalidade infantil significativamente maior e maior propensão a nascerem com baixo peso. 

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) enfatiza a importância de estratégias de prevenção e suporte à saúde mental. A educação sexual nas escolas, o apoio familiar e o acesso facilitado a métodos contraceptivos são fundamentais para evitar a gravidez precoce. O incentivo ao diálogo aberto entre pais e filhos sobre sexualidade e consentimento também é essencial, segundo especialistas. 

“A prevenção deve ser uma responsabilidade compartilhada entre escolas, famílias e profissionais de saúde. Precisamos desmistificar o tabu em torno da educação sexual e garantir que nossos adolescentes tenham informações adequadas para tomar decisões conscientes sobre suas vidas reprodutivas”, ressalta Dr. Victor Mardini.

 A SPRS reforça que, para reduzir os índices de gravidez na adolescência, é necessário um esforço conjunto, que envolva conscientização, orientação e suporte contínuo aos jovens.

 

Marcelo Matusiak

 

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