Agência
reguladora aprovou o pedido de autorização excepcional para importação,
distribuição e uso do imunizante no Brasil
A
Anvisa aprovou nesta
sexta-feira (4/6) o pedido de autorização excepcional feito pelo Ministério da
Saúde para importação, distribuição e uso da vacina Covaxin, produzida pelo
laboratório Bharat Biotech.
A Precisa
Medicamentos e a Bharat Biotech estão prontas para iniciar os trâmites junto à
Anvisa e aos demais órgãos para início da importação. O cronograma de entrega
será apresentado e discutido de imediato com o Ministério da Saúde, atendidas
todas as determinações da Anvisa.
Durante a
sessão, a Anvisa destacou a colaboração da Bharat Biotech e da Precisa
Medicamentos no fornecimento das informações solicitadas, bem como a prontidão
para participar de reuniões e apresentar as documentações disponíveis. A
agência informou ainda que as questões que necessitavam de ajustes, referentes
ao Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), foram 100% sanadas e
estão totalmente em conformidade com as normas e pedidos da Anvisa, indicando a
qualidade, a eficiência e a confiança em seus processos.
Os diretores
da Anvisa também destacaram que todas as vacinas já aprovadas no Brasil e no
mundo possuem condicionantes e pontos a serem esclarecidos por terem sido
desenvolvidas em tempo recorde. Na aprovação de todas elas, esses pontos
condicionantes foram destacados, e todas foram aprovadas com condições de uso e
acompanhamento. Condicionantes estas que são constantemente reanalisadas
conforme a imunização ocorre. Além disso, foi ressaltado que a Índia é
especialista e a principal produtora de vacinas do mundo.
O adjuvante
presente na Covaxin, que tem como principal objetivo aumentar a eficácia da vacina,
já possui inúmeros testes realizados e publicados em revistas científicas, como
a The
Lancet, incluindo os testes de fases 1 e 2 da vacina.
É de
conhecimento público também a declaração do Dr. Anthony Fauci, principal
conselheiro médico da Casa Branca, especialista em pandemia dos EUA e diretor
do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, demonstrando a
importância das vacinas e da Covaxin, que apresentou efeitos neutralizantes
contra variantes da Covid-19.
A Covaxin é
uma vacina para o combate à SARS-CoV-2 administrada em duas doses, altamente
purificada, a partir de vírus inativado. A vacina está sendo desenvolvida e
fabricada pela Bharat Biotech, na Índia, em colaboração com o Conselho Indiano
de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV) e o apoio
da Fundação Bill & Melinda Gates, nas instalações de biossegurança BSL-3
(Bio-Safety Level 3) da empresa, uma das mais avançadas desse modelo no mundo.
A capacidade instalada desta planta de produção é de 560 milhões de doses
anuais.
No Brasil, a
Anvisa aprovou, em 13 de maio, o ensaio clínico da vacina Covaxin, e os testes
são coordenados pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein
(IIEP) e contemplarão as cidades de São Paulo, São José do Rio Preto e Campinas
(ambas no interior paulista), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). O estudo
possui a aplicação de duas doses, com 28 dias de intervalo. Serão testados
5.000 voluntários no estudo brasileiro.
Mais de 12
países já utilizam a Covaxin e outros 40 já receberem toda a documentação para
análise, incluindo o FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, e a OMS.
Hoje já
foram aplicadas mais de 24 milhões de doses da Covaxin no mundo, sem nenhum
efeito adverso grave apresentado, demonstrando a segurança do imunizante.
Os estudos
de fase 3 publicados na The Lancet apresentaram eficácia de 78%
contra casos leves e moderados e 100% de eficácia contra casos graves do novo
coronavírus, impactando assim na redução de hospitalizações. Os dados foram
coletados após testes em 25.800 participantes. Além da alta eficácia clínica
interina, a Covaxin também demonstrou resposta imunológica significativa contra
as variantes do novo coronavírus.
A Covaxin é
apresentada em frascos multidoses e pode ser armazenada em temperaturas que
variam de 2ºC a 8ºC. O imunizante foi avaliado em ensaios clínicos nas fases 1
e 2, com resultados de sucesso e reconhecimento em publicações cientificas
internacionais.
Sobre a Bharat Biotech
Fundada em
1996 no Genome Valley, distrito industrial de alta tecnologia e inovação em
Hyderabad, na Índia, a Bharat Biotech estabeleceu um excelente histórico de
inovação com mais de 140 patentes globais, um amplo portfólio de produtos com
mais de 16 vacinas e 4 medicamentos biológicos inovadores, com registros em
mais de 123 países e pré-qualificações da Organização Mundial da Saúde para
seus produtos.
Tendo
distribuído mais de 4 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo, a Bharat
Biotech continua a liderar a inovação e desenvolveu vacinas para hepatite-B,
influenza H1N1, poliomielite, rotavírus, encefalite japonesa, raiva,
chikungunya, zika e a primeira vacina conjugada de tétano-toxoide do mundo para
febre tifoide.
A empresa
provou proficiência na condução de extensos ensaios clínicos multicêntricos,
tendo concluído mais de 75 ensaios envolvendo mais de 700 mil participantes. Os
compromissos com programas globais de inovação social e parcerias
público-privadas resultaram na introdução das vacinas pré-qualificadas pela OMS
como a BIOPOLIO®, ROTAVAC® e Typbar TCV®, no combate à poliomielite, rotavírus
e febre tifoide, respectivamente. A Bharat Biotech fez parceria de sucesso com
o NIV-ICMR para desenvolver o JENVAC®, uma vacina licenciada contra a encefalite
japonesa. Além disso, a aquisição da Chiron Behring (CHIRORAB®) em 2019
posicionou a Bharat Biotech como a maior fabricante de vacinas antirrábicas do
mundo.
A India é
considerada a farmácia do mundo, além da Bharat Biotech diversas indústrias do
setor farmacêutico possuem plantas, produção e/ou fornecimento de insumos em
Hyderabad, tais como Sanofi, GSK, Teva, Novartis entre outras.
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