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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Estudos revelam que o impacto da rinossinusite crônica no sono pode causar baixa produtividade no trabalho e tristeza

Em especial, quando associada a pólipos nasais, a doença pode se relacionar a ronco, má respiração, alterações de humor e cansaço9,10,11

 

A rinossinusite crônica é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, presente em 2% a 4% da população adulta, e é classificada em dois grupos: sem pólipos nasais e com pólipos nasais1,2. Apesar de muitas vezes ser conhecida como uma doença pouco grave ou até confundida com sinusite episódica ou gripe, o impacto na qualidade de vida pode ser grande, principalmente nos pacientes que desenvolvem os pólipos nasais. Estudos revelam que os pacientes com rinossinusite crônica podem ter sono ruim, ronco e má respiração, alterações de humor, incluindo tristeza e cansaço, além de baixa produtividade no trabalho e nas atividades de rotina1,2,3.

Caracterizada pela inflamação das vias aéreas superiores, nariz e seios paranasais, os principais sintomas da rinossinusite crônica com pólipo nasal são redução ou perda de olfato e paladar, além de nariz entupido ou congestionado e secreção nasal. Alguns pacientes também relatam dor ou sensação de pressão na face1,2.

A doença é uma das enfermidades causadas pela inflamação tipo 2, uma resposta exagerada do sistema imunológico do paciente – geneticamente predisposto - contra elementos irritantes ou alérgenos, como micróbios poluição e fumaça de cigarro1,2,3. Por isso, muitos pacientes com rinossinusite crônica com pólipo nasal apresentam também outras enfermidades relacionadas a esse mesmo processo inflamatório1,2 Aproximadamente 50% também têm asma, o que pode levar a um risco aumentado de crises da doença7,8.. De 15% a 50% dos pacientes com pólipos nasais apresentam também dermatite atópica7,8.

O tratamento para rinossinusite crônica com pólipos nasais é realizado de acordo com a gravidade da doença. Para os casos mais leves, indicam-se corticoides intranasais, que podem não fornecer o controle adequado da inflamação em quadros mais graves1. Em quadros moderados, há a opção de se utilizar ciclos curtos de corticoides via oral, que não são recomendados para uso a longo prazo em função de seus efeitos colaterais11. Nos casos mais graves, é realizada uma cirurgia de remoção dos pólipos1. No entanto, até 40% de todos os pacientes apresentam recorrência dos pólipos dentro de 6 meses após a intervenção11.

Para os casos graves de adultos que falharam a tratamentos prévios, ou que são intolerantes ou possuem contraindicação a corticosteroides sistêmicos e/ou cirurgia, há uma nova opção de terapia aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o ano passado: o Dupixent® (dupilumabe), medicamento biológico da Sanofi Genzyme.


 

Sanofi

 

Referências:

  1. Langdon C, Mullol J. Nasal polyps in patients with asthma: prevalence, impact, and management challenges. J Asthma Allergy. 2016;9:45-53.
  2. Stull DE, Roberts L, Frank L, HeithoK. Relationship of nasal congestion with sleep, mood, and productivity. Curr Med Res Opin. 2007 Apr;23(4):811-9.
  3. Stewart, M., Ferguson, B., Fromer, L. Epidemiology and burden of nasal congestion. Int J Gen Med. 2010; 3: 37-45.
  4. Nordin S et al. Eects of smell loss on daily life and adopted coping strategies in patients with nasal polyposis with asthma. Acta Otolaryngol. 2011 Aug;131(8):826-32.
  5. N. A. Gandhi, B. L. Bennett and N. M. Graham, “Targeting key proximal drivers of type 2 inflammation in disease,” Nature Reviews Drug Discovery, vol. 15, no. 1, pp. 35-50, 16 October 2016.
  6. S. Carr, E. Chan, and W. Watson, “Eosinophilic esophagitis,” Allergy, Asthma & Clinical Immunology, vol. 14, no. Suppl 1, p. 58, 2018
  7. J. W. Steinke and J. M. Wilson, “Aspirin-exacerbated respiratory disease: pathophysiological insights and clinical advances.,” Journal of Asthma and Allergy, vol. 9, pp. 37-43, 2016.
  8. Khan A, et al. The Global Allergy and Asthma European Network (GALEN) Rhinosinusitis Cohort: A Large European Cross-Sectional Study of Chronic Rhinosinusitis Patients with and Without Nasal Polyps. Rhinology. 2018 Jun 17.
  9. Cahill, K.N., et al. Automated identi­cation of an aspirin-exacerbated respiratory disease cohort. J Allergy Clin Immunol. 2017;139(3): 819-825.
  10. Newton JR, Ah-See KW. A review of nasal polyposis. Ther Clin Risk Manag. 2008;4(2):507-12.
  11. DeConde AS, Mace JC, Levy JM, Rudmik L, Alt JA, Smith TL. Prevalence of polyp recurrence surgery for chronic rhinosinusitis with nasal polyposis. Laryngoscope. 2017;127(3):550-555 b. n=63

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