Em especial, quando associada a pólipos nasais, a doença
pode se relacionar a ronco, má respiração, alterações de humor e cansaço9,10,11
A
rinossinusite crônica é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns,
presente em 2% a 4% da população adulta, e é classificada em dois grupos: sem
pólipos nasais e com pólipos nasais1,2. Apesar de muitas vezes ser
conhecida como uma doença pouco grave ou até confundida com sinusite episódica
ou gripe, o impacto na qualidade de vida pode ser grande, principalmente nos
pacientes que desenvolvem os pólipos nasais. Estudos revelam que os pacientes
com rinossinusite crônica podem ter sono ruim, ronco e má respiração,
alterações de humor, incluindo tristeza e cansaço, além de baixa produtividade
no trabalho e nas atividades de rotina1,2,3.
Caracterizada
pela inflamação das vias aéreas superiores, nariz e seios paranasais, os
principais sintomas da rinossinusite crônica com pólipo nasal são redução ou
perda de olfato e paladar, além de nariz entupido ou congestionado e secreção
nasal. Alguns pacientes também relatam dor ou sensação de pressão na face1,2.
A
doença é uma das enfermidades causadas pela inflamação tipo 2, uma resposta
exagerada do sistema imunológico do paciente – geneticamente predisposto -
contra elementos irritantes ou alérgenos, como micróbios poluição e fumaça de
cigarro1,2,3. Por isso, muitos pacientes com rinossinusite crônica
com pólipo nasal apresentam também outras enfermidades relacionadas a esse
mesmo processo inflamatório1,2 Aproximadamente 50% também têm asma,
o que pode levar a um risco aumentado de crises da doença7,8.. De 15% a 50% dos pacientes com
pólipos nasais apresentam também dermatite atópica7,8.
O
tratamento para rinossinusite crônica com pólipos nasais é realizado de acordo
com a gravidade da doença. Para os casos mais leves, indicam-se corticoides
intranasais, que podem não fornecer o controle adequado da inflamação em
quadros mais graves1. Em quadros moderados, há a opção de se
utilizar ciclos curtos de corticoides via oral, que não são recomendados para
uso a longo prazo em função de seus efeitos colaterais11. Nos casos
mais graves, é realizada uma cirurgia de remoção dos pólipos1. No
entanto, até 40% de todos os pacientes apresentam recorrência dos pólipos
dentro de 6 meses após a intervenção11.
Para
os casos graves de adultos que falharam a tratamentos prévios, ou que são
intolerantes ou possuem contraindicação a corticosteroides sistêmicos e/ou
cirurgia, há uma nova opção de terapia aprovada pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o ano passado: o Dupixent®
(dupilumabe), medicamento biológico da Sanofi Genzyme.
Sanofi
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