Professor FGV
elenca razões e usos de novas tecnologias que ajudaram os processos complexos
na pandemia
Há um ano, os primeiros casos de Covid-19 apareciam
no Brasil. Desde então, a rotina da maioria dos brasileiros se modificou
drasticamente, das máscaras faciais às reuniões online, das escolas fechadas ao
ifood. “O primeiro ponto de adaptação foi com o trabalho remoto. O setor de
vendas sentiu bem essa mudança”, diz o professor da IBE Conveniada FGV, Joeval
Martins.
“A tecnologia tem um papel importantíssimo na
quebra de barreiras, com a adaptação ao trabalho remoto. Reuniões via Zoom ou
Meet se tornaram o padrão”, avalia o professor.
A plataforma Zoom avalia que, no segundo semestre
de 2020, contabilizava cerca de 300 milhões de usuários por dia. Na métrica
utilizada pela companhia, cada acesso a uma reunião contabiliza como um
usuário, então, se a mesma pessoa acessa duas reuniões no mesmo dia, em links
diferentes, são contados dois usuários.
Já o Google Meet, que utiliza do mesmo modelo
métrico do Zoom, contabilizou no primeiro trimestre de 2020, um “pico de 235
milhões” de usuários. Já o Microsoft Teams, que contabiliza apenas uma pessoa,
independente de quantas reuniões ela participe no dia, afirmou que, em outubro,
seu número de usuários diários era de cerca de 115 milhões.
“Existe um processo de aproximação através dessas
plataformas online. De qualquer lugar do mundo, conseguimos promover uma
reunião entre diferentes pessoas e debater negócios. Outra ferramenta
fundamental no período foi o DocuSign, que permite a assinatura e comprovação
de contratos através de uma plataforma online”, ressalta Martins.
No mundo, a DocuSign possui cerca de 660 mil
clientes, que realizam 1,2 milhão de transações por dia dentro da plataforma,
sendo 83% delas efetuadas em menos de 24 horas e 50% em 15 minutos. Todas essas
transações possuem certificações e elementos comprobatórios, como avaliação de
IP e token, além de ser possível criptografar os arquivos e carimbar data e
hora, online.
“Em muitos momentos, antes era necessária uma
reunião presencial para preencher contratos e firmar negócios. Agora, a reunião
é online e o contrato também migrou para o digital, com a mesma segurança”,
afirma o professor, que também fala sobre o impacto ambiental de não utilizar
papel nas transações. “No período de pandemia, a quantidade de papel utilizada
nas empresas foi muito menor. Além da praticidade do digital, também temos o
fator ecológico”, avalia.
O desenvolvimento digital foi um dos pilares da FGV
durante o período de pandemia. Por esse motivo, foi eleita o terceiro mais
importante think tank do mundo, após subir duas posições no Global Go To Think
Tank Index Report da Universidade da Pensilvânia, que foi recentemente
divulgado. A instituição concorreu com mais de 11 mil pares, em um processo de
votação que reuniu quase 4 mil especialistas dos cinco continentes, entre
acadêmicos, empresários e autoridades públicas. Pelo 11º ano consecutivo, a FGV
se manteve como a instituição mais influente na América Latina e, pelo quinto
ano consecutivo, como o think tank mais bem administrado do mundo. Há 12 anos,
quando estreou no ranking, que existe há 13, a FGV ocupava a 27ª posição
global.
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