Crianças com síndrome de down precisam de um acompanhamento multidisciplinar mesmo no isolamento social. Foto:Ben Mullins on Unsplash
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Dia 21 é evidenciado o dia da
síndrome, psicólogo educacional da Minds Idiomas dá dicas para os pais.
Desde 1961, a OMS reconhece como
síndrome de down a combinação genética que faz uma pessoa ter 47 cromossomos,
ou seja, não é uma doença. É uma condição permanente que não pode ser
modificada. No Brasil, segundo dados do IBGE, censo 2010, estima-se que ocorra
um caso em cada 700 nascimentos, o que significa que nascem 8 mil bebês com
Síndrome de Down por ano. A estimativa é de que vivem no país 300 mil pessoas
que nasceram com a síndrome.
Em meio à pandemia trazida pelo
Covid-19, as famílias e as rotinas foram drasticamente modificadas trazendo
prejuízos cognitivos principalmente às crianças. No quesito sócio emocional e
educacional. Segundo a cartilha "Crianças na Pandemia Covid-19",
publicada pela Fiocruz de Brasília, o isolamento pode causar reações emocionais
e alterações comportamentais. A cartilha ainda destaca que para as crianças
com necessidades especiais, como autistas ou crianças com síndrome de Down, a
repercussão pode ser física: desde a desorganização sensorial e psicológica,
até perdas motoras.
"As crianças com síndrome de
down apresentam um desenvolvimento mais lento, principalmente no aprendizado e
na capacidade de reter memórias de curto prazo. Elas ainda têm dificuldades
motoras e de fala. O aprendizado neste momento deve buscar na criança algo que
ela se identifique. Seja aprender uma língua, tocar um instrumento, pintar,
principalmente por meios lúdicos", destaca o psicólogo educacional e
diretor nacional do Centro de Formação Minds Idiomas , Augusto Jimenez.
Em entrevista ao portal R7, a
psicopedagoga especialista em Síndrome de Down, Ivone Scatolin destaca que para
qualquer recurso pedagógico que seja aplicado a estas crianças é fundamental,
neste momento, a participação da escola, família e a tecnologia. “Essas
novas tecnologias favorecem e contribuem no desenvolvimento das pessoas com
necessidades especiais por permitirem o acesso ao conhecimento, ampliarem as
habilidades funcionais e promoverem autonomia e inclusão", explica.
Augusto Jimenez, diretor nacional do Centro de Formação Minds Idiomas, destaca que a rede de idiomas já possuía em sua metodologia a preocupação de incluir as crianças com algum tipo de dificuldade de aprendizagem. "Mesmo agora com o isolamento social e as aulas on-line, nós buscamos junto aos professores do kids and teens, metodologias mais atentas e queiram saber mais sobre a vida dessas crianças e adolescentes. Que além da aprendizagem de um novo idioma, seja um trabalho em conjunto com as particularidades de cada criança ou adolescente para o auxilio do desenvolvimento"
Neste sentido, o psicólogo
educacional Augusto Jimenez e diretor nacional da Minds Idiomas deu algumas dicas para pais e
professores, de crianças! Sejam elas com Down ou não. Afinal todas elas estão
passando por um processo muito intenso em suas vivências.
Como ajudar as crianças?
- Explique de forma sincera e clara o
que está acontecendo;
- Mantenha o diálogo aberto e a
acolhida aos sentimentos das crianças;
- Planeje o dia a dia tentando ao
máximo manter a rotina familiar;
- Aproveite o tempo com seu
filho/aluno para estreitar vínculos e tente proporcionar experiências
positivas;
- Busque sempre auxiliar o trabalho
dos profissionais de educação e saúde que acompanham as crianças. Temos que
montar uma força tarefa.
- Paciência! É estressante para nós o
isolamento, imagine para as crianças!
- Busque entender que seu filho/filha
precisa do tempo dele para absorver as informações. A cobrança tem que ser
dosada e de uma forma leve.
- Utilize ferramentas para que a
criança consiga se desenvolver mesmo no isolamento. Aprender um instrumento,
uma nova língua, cantar, pintar, qualquer coisa que seja diferente e desperte o
interesse da criança
Minds Idiomas
https://mindsidiomas.com.br/

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