Resoluções
do Conselho Federal de Medicina estabelecem restrições aos médicos em relação
ao uso de redes sociais Créditos: divulgação
“Podemos usar a facilidade de acesso à informação
que temos hoje em nosso benefício”, comenta a presidente da Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Paraná (SBEM-PR), Dra.
Silmara Leite. Segundo a médica, antes de consultar com um médico, é importante
se certificar de que o mesmo possui Registro de Qualificação de Especialista
(RQE). O RQE é um número obtido pelo profissional ao registrar seu Título de
Especialista no Conselho Regional de Medicina, que atesta que o médico tem sua
especialidade certificada. No Brasil, mais de 50 especializações são
reconhecidas pela Associação Médica Brasileira (AMB).
“Muitos médicos dispensam a residência médica, que
permite que o profissional seja especialista em determinada área, mas atuam
como se tivessem alguma especialidade. Consultar o CRM do médico, bem como o
site do Conselho Federal de Medicina (CFM), pode ajudar as pessoas a se
certificarem de que estão realmente sendo atendidas por um especialista,
evitando fraudes e profissionais despreparados”, alerta a presidente.
De acordo com resoluções do CFM em relação ao uso
de redes sociais, a orientação é que é vedado ao médico anunciar especialidade
não reconhecida ou da qual ele não esteja qualificado e registrado junto ao
Conselho de Medicina. Outra restrição é quanto à divulgação de imagens do tipo
“antes” e ”depois”, além da impossibilidade de realizar consultas, diagnósticos
e prescrições por meio de comunicação de massa ou à distância. Sobre o assunto,
Dra. Silmara comenta: “Nós, médicos, podemos sim utilizar redes sociais, mas
acima de tudo temos um código de ética a ser respeitado”.
Sobre a SBEM-PR
Fundada em setembro de 1957, a Sociedade Brasileira
de Endocrinologia e Metabologia - Regional Paraná tem como objetivo promover a
expansão da endocrinologia no Estado, valorizar a especialidade médica e
esclarecer à população sobre as diversas doenças endócrinas e metabólicas. Com
unidades em Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina, a instituição conta hoje
com cerca de 200 sócios. Mais informações: www.sbempr.org.br.
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