Os tons que escolhemos para pintar as
paredes realmente são capazes de afetar o humor das pessoas e estimular
sensações. Quem nunca passou pela experiência de entrar em um ambiente e se
sentir relaxado ou o contrário, entrou no local e se sentiu mais desperto e
energizado? Por isso é tão importante prestarmos atenção na hora de escolher a
tinta das paredes da nossa casa, pois elas influenciam no astral dos cômodos.
Apesar de não existir uma regra, o importante na hora de definir a
cor ideal para um ambiente é ter alguns pontos de partida. O primeiro passo é
se perguntar: qual sensação quero transmitir naquele local? Tranquilidade,
aconchego ou vivacidade? Depois disso, qual é a funcionalidade do cômodo? Por
exemplo, se o ambiente for um quarto, é preciso levar em consideração as
atividades que serão realizadas por ali, como ler e até mesmo trabalhar, além
do descanso. Já uma sala mais ampla pode ser utilizada para reunir os amigos,
fazer refeições, assistir TV e outras situações em que as pessoas interagem
bastante entre si.
Em quartos, por exemplo, as pessoas costumam buscar cores que
inspirem o aconchego e o relaxamento, enquanto ambientes usados para o lazer
costumam estar relacionados à ideia de descontração e sociabilidade. Algo para
ser levado em consideração também é o estilo de quem vive ali ou tons que
tenham um significado emocional para aquele determinado morador. Após atribuir
funcionalidade ao cômodo e pensar sobre essas sensações, chega a hora de
definir a cor, e as opções para cada sensação são infinitas:
Tranquilidade e relaxamento : as cores mais indicadas para
quem quer transmitir calma em um ambiente são as mais claras, como tons de
branco, pastel e azuis, mas há uma cor que se destaca: o verde. Na simbologia,
o verde é considerado uma cor equilibrada. Entre o quente do vermelho e o frio
do azul, o verde é fresco e agradável. Entre o seco do vermelho e o molhado do
azul, o verde é úmido. Ele acalma e traz segurança.
Elegância e sofisticação: se a intenção é fazer com que o cômodo
passe essa ideia – seja em uma biblioteca ou no quarto de uma pessoa mais
séria, por exemplo – é indicado usar tons escuros, principalmente os azuis e
violetas.
Aconchego: os tons neutros e ligeiramente pigmentados, como marrons clarinhos e
puxados para o rosa ou o laranja são uma ótima pedida para tornar um cômodo
mais acolhedor. Esses tons transmitem uma busca pelo natural e exprimem o
desejo comum de levar a natureza para dentro de casa, além de estabelecerem
conexões mais profundas com a nossa essência e ancestralidade.
Descontração e alegria: Para os locais da casa que são
destinados a receber os amigos e familiares para confraternizações, uma boa
ideia é optar por tons vibrantes como vermelhos, rosas, azuis vibrantes,
laranjas e amarelos. Essas cores estimulam a criatividade e a comunicação. Uma
dica é que elas podem ser aplicadas em apenas uma das paredes do cômodo ou em
móveis, como cadeiras e portas de armários em contraste com o restante do
ambiente composto por tons mais neutros, como areia, bege claro ou cinza.
Depois de definir as cores a partir das
sensações e da funcionalidade do ambiente, para o toque final basta
personalizar a decoração da casa com sua cara, seja colocando fotos suas e da
família e escolhendo objetos que conversem com o cômodo.
Ana Kreutzer - consultora
de cores para a Suvinil
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