Alguns temas merecem reforço periódico e aqui está um deles: o
perigo do chocolate para os animais de estimação
Não é raro ouvir relatos sobre animais
intoxicados após o consumo – acidental ou não – da guloseima. Com a
chegada da Páscoa é oportuno tratar do assunto para manter os tutores alertas,
pois o chocolate é um dos maiores vilões dentre os alimentos tóxicos para cães
e gatos. Quem explica é a médica veterinária da PremieRpet®, Keila Regina de Godoy:
Substância tóxica - O fígado dos cães e gatos não metaboliza direito uma
substância presente no chocolate, chamada teobromina, que está relacionada com
a quantidade de cacau. Quanto mais cacau, mais teobromina o produto contém e
mais tóxico ele é.
Intensidade - Isso significa que os chocolates mais escuros e amargos, que
contém maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais. No
entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem
ser oferecidos aos pets.
Efeitos - Como a teobromina age intensamente no organismo, pode ocorrer
aumento de contrações musculares, excitação nervosa, micção em excesso,
elevação da temperatura corporal, respiração acelerada, taquicardia, vômitos e
diarreia. A gravidade do quadro varia de acordo com a quantidade ingerida.
Riscos - Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de
indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens,
devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet. Além do risco de
intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode acarretar em outros males ao organismo
do animal, como a obesidade e suas complicações.
Prevenção - É importante
ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos.
Eles podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os
donos percebam. Também é fundamental não ceder aos olhares de súplica dos pets
e orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima. Em caso de ingestão
acidental, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário.
Em caso de ingestão acidental, o animal deve ser avaliado por um
médico veterinário.
Imagens: Shutterstock


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