A cirurgia plástica da
intimidade, praticamente desconhecida até o início dos anos 2000, atualmente é
uma realidade estabelecida e um procedimento bastante utilizado para a redução
dos lábios vaginais. Existe, porém, outro problema estético relacionado à
genitália feminina, que ainda é pouco conhecido e comentado: a hipertrofia
clitoriana, quando a mulher apresenta o clitóris maior do que o
normal.
Segundo
trabalho muito bem conduzido por Sayer 1 , houve a constatação de que 25%
das mulheres apresentam algum grau de hipertrofia do clitóris,
que pode ter causa congênita (maioria dos casos) ou adquirida.
Nos últimos anos
houve um aumento significativo nos casos de hipertorfia clitoriana adquirida em
mulheres que usam anabolizantes, principalmente nas que os usam regularmente.
Apesar de não ser
um sério problema de saúde, algumas mulheres se incomodam em ter um clitóris
maior que o normal, seja por desconforto durante o sexo ou por fatores
estéticos que a desagradam. A semelhança de um clitóris hipertrofiado com um
pênis leva algumas mulheres a se sentirem menos femininas e algumas temem que
seus parceiros não achem atraente a hipertrofia.
A solução do
problema é uma cirurgia plástica que reduz o clitóris sem comprometimento
estético ou de sensibilidade.
A cirurgia leva em
média 1 hora, é realizada com anestesia local e sedação e o
pós-operatório é relativamente tranquilo, estando a paciente liberada para suas
atividades normais após 15 dias e para relações sexuais em 30 dias .
Dr. Alexandre
Kataoka - cirurgião plástico: Médico perito concursado pelo Instituto de
Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC), Membro Titular
da sociedade brasileira de cirurgia plástica e Preceptor dos residentes do
Serviço Prof. Dr. Oswaldo de Castro.
1. Sayer RA, Deutsch
A, Hoffman MS. Clitoroplasty. Obstet Gynecol. 2007;110(2 Pt 2):523-5.
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