Para 79% dos paulistanos, os vereadores
deveriam derrubar o veto do prefeito Haddad e anular a decisão de manter a
cobrança das embalagens, aponta pesquisa Datafolha. 82% dizem que a
gratuidade das sacolas deveria ser um direito do consumidor adquirido por lei.
A Câmara dos Vereadores de
São Paulo aprovou recentemente uma lei que obrigava supermercados,
hipermercados, atacadistas e estabelecimentos varejistas congêneres a fornecer
gratuitamente aos clientes as sacolas plásticas para carregar suas
compras. Porém, no ultimo dia 21 de julho, o prefeito Fernando Haddad
vetou a lei, permitindo com que esses estabelecimentos continuassem cobrando
por essas embalagens na capital paulista. Segundo o prefeito, a adoção da nova
lei seria um retrocesso ambiental. A Câmara de Vereadores ainda pode derrubar o
veto do prefeito Haddad e anular a decisão, fazendo com que a lei que obriga a
entrega gratuita das sacolas plásticas entre em vigor.
No último dia 5 de agosto o
Datafolha foi às ruas da capital paulista para saber o que a população achou da
medida do prefeito. Para 79% dos entrevistados, os vereadores devem derrubar o
veto do prefeito e garantir a gratuidade das sacolinhas. A pesquisa verificou
que 81% dos entrevistados acham que as embalagens deveriam ser distribuídas gratuitamente.
O Datafolha verificou que 87% dos paulistanos pagam pelas sacolas plásticas,
mesmo que vez em quando.
Cerca de nove em cada dez
entrevistados se mostraram a favor da lei dos vereadores que obriga a
distribuição gratuita das sacolas. Oito em cada dez pessoas ouvidas se
mostraram contra a cobrança das sacolas. A cobrança está mantida em São Paulo
porque o prefeito Fernando Haddad vetou a lei dos vereadores. Para 61% dos
entrevistados, quem deveria pagar pelas sacolas plásticas seriam os supermercados,
seguido de 29%, que acham que a prefeitura deveria pagar a conta.
O Datafolha perguntou aos
paulistanos quem seria o maior beneficiado com a cobrança das sacolas
plásticas. Para 54% dos entrevistados, os supermercados são os mais
beneficiados. Em seguida, aparece a prefeitura 25% e o meio ambiente aparece
apenas para 19% das opiniões dos entrevistados. Estas foram as três opções de
respostas apresentadas aos entrevistados.
Apesar de a prefeitura
afirmar que as sacolas seriam um instrumento de coleta seletiva, muitos
paulistanos não usam as embalagens para esse fim e outros se mostram confusos
sobre o correto uso das sacolas plásticas de cores verde e cinza. “Entendemos
que a venda das sacolas plásticas pelos supermercados é uma das principais razões
para o insucesso da coleta seletiva na cidade. A população não aceita pagar
pelas sacolas e deixa, portanto, de utilizá-las conforme a prefeitura e nós
desejamos: instrumento de fomento à reciclagem e descarte de resíduos
sólidos", comenta Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. Dos
entrevistados pelo Datafolha, 68% responderam que a população não está usando
as sacolas verde e cinza para separar lixo para coleta seletiva. Apenas 27%
disseram que a população usa as sacolas plásticas para descartar lixo doméstico
para a coleta seletiva.
Objetivo e metodologia
Realizada no último dia 5 de
agosto, a pesquisa Datafolha teve como objetivo Investigar a opinião da
população sobre a cobrança das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais
da cidade de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa quantitativa com abordagem
pessoal em pontos de fluxo populacional. O público-alvo foram homens e
mulheres, com 16 anos ou mais, que costumam fazer compras de alimentos ou
produtos para casa, mesmo que de vez em quando. As entrevistas foram realizadas
na cidade de São Paulo com 637 pessoas, distribuídas geograficamente na capital
paulista. A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais, para mais ou
para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomenda
pela Plastivida.
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