CUIDADO
NÃO CAIA NESSA ARMADILHA!
Mais
de 6 milhões de usuários de planos de saúde antigos ficam de fora das
novas coberturas definidas pela ANS
Eles
somam 6,2 milhões de usuários de planos de saúde. E estão excluídos do novo rol
de coberturas, em vigor desde o último dia 2. Muitos pagam o convênio médico há
mais de 20 anos e não têm direito de usufruir dos avanços da medicina. Entre os
procedimentos estão os exames mais sofisticados para o tratamento de câncer,
como o PET Scan (ou PET/CT), cirurgias menos invasivas e testes de DNA para
identificar e prevenir doenças genéticas. A lei de planos de saúde só garante
as novas coberturas para planos adquiridos a partir de janeiro de 1999 ou
contratos antigos adaptados à Lei 9656.
Adriana
Leocadio – fundadora da ONG PORTAL SAÚDE, de acordo com a mesma Lei 9656/98, não
há limitação acerca das modalidades de tratamentos, tipos de doença e
exames clínicos ou de imagem e que devem ser cobertas pelas empresas de plano e
de seguro-saúde. Portanto, claro é que as empresas atuantes no comércio de
assistência à saúde devem custear tratamento independentemente da modalidade.
O
novo rol é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como a
lista mínima de procedimentos que devem ser oferecidos pelas operadoras. O
gerente geral de regulação assistencial da agência, Teófilo Rodrigues, é
taxativo: Quem tem um plano antigo e quer as novas coberturas da lei deve
migrar para um novo contrato. Segundo ele, a Resolução Normativa 254, em vigor
desde maio de 2011, prevê as regras para a adaptação dos contratos. ANS
não tem como obrigar que o contrato antigo garanta as coberturas da nova, diz.
Os
órgãos de defesa do consumidor consideram que os usuários devem ser tratados de
forma igualitária. O argumento é que a Constituição Federal garante a isonomia
e o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê a nulidade das cláusulas
contratuais que deixam o consumidor em desvantagem. Os planos de saúde são
contratos de trato sucessivo, que se renovam ao longo do tempo. A lei tem que
ser aplicada a todos os contratos, defende a advogada do Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Joana Cruz.
Além
disso, as negativas dos planos e seguros-saúde contrariam as normas previstas
no Código de Defesa do Consumidor, uma vez que impede que o contrato firmado
atinja o fim a que se destina. A recusa das operadoras coloca o consumidor em
situação de exagerada desvantagem, hipótese prevista no artigo 39 da Lei
8078/90.
Maria
Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, tem a mesma
compreensão. Mesmo que o contrato exclua as novas coberturas, o consumidor deve
buscar esse direito. Ela destaca que existem contratos antigos com boas
coberturas, mas, de forma geral, os planos devem ser adaptados para ter os
novos procedimentos.
O
voto exarado pelo Saudoso Ministro Carlos Alberto Menezes Direito no Recurso
Especial acima mencionado afirma que “é preciso ficar bem claro que o
médico, e não o plano de saúde é responsável pela orientação terapêutica.
Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidor”.
Portanto,
é importante destacar que a verdade é que o rol de procedimentos básicos da ANS
é EXEMPLIFICATIVO, não tendo como objetivo impor que tais
procedimentos que ali constam são os únicos que as operadoras de saúde devem
cumprir, sendo utilizado apenas como referência, relata Adriana Leocadio.
O
Importante é a informação e o acesso à mesma, além disso, que o Brasileiro faça
valer seus direitos! Para aqueles que desconhecem, em 24 horas, de maneira
liminar é possível obter o tratamento necessário. Não esqueçam a importância de
contar com auxilio de um especialista em direito e saúde.
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