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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Exposição de crianças e adolescentes na mídia pode afetar saúde mental também na vida adulta, alerta psicóloga

No aniversário do ECA, especialista chama atenção para os riscos da superexposição de menores, dos antigos programas de TV às redes sociais

 

No dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa mais um ano como principal marco legal de proteção à infância e à adolescência no Brasil. A data reacende uma discussão que ganhou novos contornos com a internet, mas que não nasceu com ela: a exposição de crianças e adolescentes na mídia. 

Antes das redes sociais, a imagem de menores já era explorada em programas de televisão, concursos, comerciais, novelas e produções voltadas ao entretenimento. Hoje, com a presença digital cada vez mais forte, esse fenômeno se ampliou para perfis familiares, vídeos de rotina, publicidade infantil, influenciadores mirins e conteúdos compartilhados por pais e responsáveis. 

O problema, segundo especialistas, é que a exposição precoce pode atravessar a infância e deixar marcas na autoestima, na percepção de identidade, na relação com o corpo e até na vida adulta. A criança, muitas vezes, passa a ser vista como personagem, produto ou fonte de engajamento antes mesmo de ter maturidade para compreender o alcance da própria imagem. 

Para a psicóloga clínica Soraya Oliveira, que atende no centro clínico Órion Complex, em Goiânia, proteger crianças e adolescentes também significa cuidar da saúde mental e da privacidade no ambiente digital. “A exposição precoce pode gerar ansiedade, insegurança, necessidade constante de aprovação, medo de críticas e perda da privacidade. Além disso, aumenta o risco de cyberbullying e pode comprometer o desenvolvimento emocional”, explica.

 

Casos que ampliam o debate 

Experiências de artistas que começaram a trabalhar ainda na infância ajudaram a ampliar o debate sobre os efeitos da exposição precoce. Um dos casos mais conhecidos é o da atriz norte-americana Jennette McCurdy que, entre outros papéis, interpretou Sam Puckett nas séries iCarly e Sam & Cat, da Nickelodeon. No livro de memórias “Estou feliz que minha mãe morreu”, ela conta que iniciou a carreira ainda criança por incentivo da mãe e que, mesmo quando demonstrou não querer mais atuar, sentiu-se pressionada a continuar. 

Na obra, Jennette relata uma rotina marcada pelo controle da vida pessoal e profissional, pela preocupação constante com a aparência e por transtornos alimentares. A atriz deixou a atuação em 2017 e passou a se dedicar à escrita e à direção. Sua trajetória mostra como o sucesso e o reconhecimento público podem esconder sofrimento emocional, perda de autonomia e dificuldades para construir uma identidade desvinculada da imagem criada para o entretenimento. 

No Brasil, a atriz Larissa Manoela também ampliou a discussão sobre os limites da gestão familiar na carreira de artistas mirins. A atriz começou a trabalhar aos 4 anos e ganhou projeção nacional ao interpretar a personagem Maria Joaquina no remake da novela "Carrossel”, do SBT. 

Durante anos, sua carreira e seus negócios foram administrados pelos pais. Em 2023, já adulta, Larissa afirmou que decidiu assumir o controle da própria vida financeira e profissional após divergências sobre a gestão das empresas e do patrimônio construído ao longo de 18 anos de trabalho. As declarações foram contestadas pelos pais.  

Sem permitir generalizações sobre outras famílias ou diagnósticos sobre as pessoas envolvidas, o episódio trouxe para o debate questões como autonomia, acesso às informações financeiras e participação de crianças e adolescentes nas decisões relacionadas ao próprio trabalho e à própria imagem. Também mostrou que os efeitos desse tipo de relação podem se prolongar até a vida adulta. 

A preocupação, no entanto, não está apenas na fama. Também envolve crianças anônimas que têm fotos, vídeos, intimidade, rotina escolar, momentos de choro, broncas ou situações constrangedoras compartilhados nas redes sociais. Mesmo quando a intenção da família é afetuosa, esse conteúdo pode permanecer disponível por anos e afetar a forma como a criança será vista por colegas, familiares, escolas e, no futuro, até no ambiente profissional. 

“Fazer registros de momentos especiais pode fazer parte da história da família. O excesso acontece quando a vida da criança é compartilhada de forma constante, inapropriada, sem respeitar sua privacidade, seus limites ou seu direito de não querer aparecer ou mesmo de se expor”, afirma Soraya.

 

Uso da internet começa cada vez mais cedo 

Dados da TIC Kids Online Brasil 2025 mostram que 92% dos brasileiros de 9 a 17 anos são usuários de internet, o que representa cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes. A pesquisa também aponta que o primeiro acesso à rede tem ocorrido cada vez mais cedo: 28% dos entrevistados relataram ter acessado a internet pela primeira vez até os 6 anos de idade. 

Para a psicóloga, esse cenário exige mais atenção dos adultos. A discussão não deve ser apenas sobre proibir o uso de telas, mas sobre proteger a privacidade, respeitar o tempo de desenvolvimento e evitar que a criança seja transformada em conteúdo. “Quando a criança cresce buscando validação por curtidas e comentários, pode desenvolver uma autoestima frágil e dificuldade para construir sua própria identidade. Na vida adulta, isso pode gerar insegurança, dependência da aprovação e dificuldades nos relacionamentos”, explica. 

Segundo Soraya, alguns sinais de alerta podem indicar que a exposição ou o uso das redes está afetando o bem-estar emocional de crianças e adolescentes.

“Mudanças de humor, ansiedade, tristeza, frustração, isolamento, preocupação exagerada com aparência, número de seguidores ou curtidas, além de irritação quando não consegue acessar as redes, merecem atenção”, orienta. 

Para a psicóloga, a proteção da infância começa nas escolhas cotidianas dos adultos, inclusive nas redes sociais. “Priorize a segurança, respeite a privacidade. Nem tudo que é vivido em família precisa ser publicado. Algumas das memórias mais importantes são aquelas que permanecem protegidas no coração. O vínculo afetivo é mais importante do que qualquer postagem. A proteção da infância começa nas pequenas escolhas que fazemos todos os dias, inclusive nas redes sociais”, conclui.


Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente reforça proteção de imagens no ambiente escolar com ECA Digital

No aniversário da legislação, especialista da Milton Campos destaca como o avanço das normas de proteção digital orienta práticas seguras de marketing durante as rematrículas

 

Em 13 de julho, é celebrado o Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), data que marca o 36º aniversário da lei da proteção integral da infância e juventude. Também neste mês, ocorre o fim do primeiro semestre letivo, quando começa o período de rematrículas, momento em que são ampliadas as campanhas de marketing e a presença nas redes sociais, exigindo atenção redobrada à forma como fotos, vídeos e dados de alunos são utilizados na divulgação institucional. 

Isso acontece devido a entrada em vigor do ECA Digital, em 2026 (Lei nº 15.211/2025), que reforçou o entendimento de que a exploração comercial da imagem de crianças e adolescentes no ambiente on-line exige controles mais rigorosos, inclusive com hipóteses de autorização judicial, quando houver finalidade econômica direta. 

Na prática, isso significa que as escolas podem sim continuar divulgando fotografias de eventos, apresentações, atividades pedagógicas e comemorações, desde que exista autorização adequada dos responsáveis e que a publicação atenda ao melhor interesse da criança ou do adolescente. A simples existência de consentimento, porém, não deve ser tratada como autorização irrestrita. “Embora a divulgação de atividades escolares e projetos pedagógicos continue sendo admitida, o uso da imagem de alunos como elemento central de campanhas com finalidade comercial exige atenção redobrada à legislação e ao princípio do melhor interesse da criança e do adolescente”, observa o especialista Paulo Tadeu Righetti Barcelos, vice-diretor acadêmico da Faculdade de Direito Milton Campos e professor de Direito da Criança e do Adolescente. 

O professor destaca que a publicidade institucional não foi proibida, mas passou a exigir avaliação mais criteriosa das escolas. “A utilização da imagem de crianças e adolescentes em campanhas institucionais e publicitárias não foi proibida pelo ECA Digital. Contudo, a nova legislação reforça a necessidade de cautela quando houver finalidade comercial na exploração da imagem de menores de idade”, explica.

 Magnific 

Paulo Tadeu também chama atenção para o fato de que esse debate não ocorre isoladamente. O fortalecimento da proteção digital da infância acontece em um momento em que o Brasil também passou a restringir o uso de celulares nas escolas por meio da Lei nº 15.100/2025. As duas iniciativas convergem para a construção de ambientes mais seguros para crianças e adolescentes, tanto no espaço físico quanto no virtual. 

Diante desse cenário, a orientação é que as instituições de ensino aproveitem justamente o período de matrículas para revisar processos internos e fortalecer a governança digital. “As escolas podem garantir a conformidade com a legislação adotando uma política institucional clara de proteção de dados e de uso da imagem de crianças e adolescentes”, afirma. Segundo o professor, isso passa pela revisão dos formulários de matrícula, termos de consentimento e políticas de privacidade, de modo que os responsáveis sejam devidamente informados sobre quais dados e imagens serão utilizados, para quais finalidades e por quanto tempo. 

Além disso, Paulo Tadeu recomenda a capacitação de professores, colaboradores e equipes de comunicação sobre as regras do ECA, da LGPD e do ECA Digital, especialmente no que se refere à divulgação de imagens e informações em sites, redes sociais e campanhas institucionais. 

 


Milton Campos

Em meio ao excesso de informações, Comunicação se torna ferramenta de cuidado e responsabilidade social nas empresa

Prestação de contas e divulgação de informações que impactam a sociedade despertam confiança e protegem relações com colaboradores, clientes e o público

 

Em um cenário marcado pelo excesso de informações e pela desconfiança crescente em relação às instituições, a comunicação deixou de ser apenas uma ferramenta de divulgação. Atualmente, pode ser compreendida como uma prática de cuidado e responsabilidade social, ao tornar acessíveis as informações que impactam a vida das pessoas, prestar contas, disseminar valores éticos e proteger a relação entre empresas, colaboradores, clientes, imprensa e sociedade.

 

Essa percepção tem levado organizações a repensarem seus posicionamentos públicos, especialmente diante de temas sensíveis, crises e decisões que afetam comunidades ou públicos vulneráveis. Para empresas, entidades e órgãos, comunicar impactos e escolhas de forma aberta não é apenas estratégia, mas também um dever cívico. Relacionado ao accountability, esse princípio fortalece a confiança, amplia a compreensão sobre temas de interesse coletivo e contribui para uma sociedade mais justa, consciente e participativa.

 

Segundo a jornalista especialista em Comunicação Empresarial e fundadora da Expressio Comunicação Humanizada, Francine Ferreira, a informação clara reduz ruídos, combate a desinformação e aproxima as instituições das pessoas. “A comunicação pode ser interpretada como uma forma de cuidado. Quando uma empresa ou órgão público comunica com transparência, demonstra respeito pelos colaboradores, clientes e pela sociedade, além de destacar que se responsabiliza por seus atos”, afirma.


 

Transparência institucional


De acordo com a especialista, a transparência institucional é um dos pilares mais importantes para a construção de reputação, tanto para empresas privadas quanto para órgãos públicos. Isso porque a sociedade não espera apenas que as organizações façam boas entregas, mas que saibam explicar suas escolhas, prestar contas sobre suas ações e manter uma relação honesta com os públicos afetados por suas decisões.

 

“Muitas crises de confiança não nascem apenas de um erro em si, mas da falta de clareza, da demora em se posicionar ou da percepção de que informações importantes foram omitidas. A comunicação responsável ajuda a prevenir esse distanciamento, porque coloca a verdade, o contexto e o interesse público no centro da narrativa”, explica Francine. 

Nesse contexto, comunicar bem é também disseminar valores éticos. Para a fundadora da Expressio, uma mensagem clara, humana e responsável pode orientar comportamentos, mobilizar comunidades, fortalecer vínculos e incentivar a participação cidadã. Por isso, a comunicação não deve ser vista apenas como um recurso para destacar conquistas, mas como uma ponte entre as instituições e a sociedade.


Estudar menos horas e aprender mais? 7 hábitos que podem fazer diferença na preparação para o Enem

Diretor acadêmico do Grupo MoveEdu reúne estratégias diferenciadas que ajudam a melhorar concentração, memória e equilíbrio emocional durante os estudos para o exame

 

À medida que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se aproxima, muitos estudantes aumentam a carga de estudos na tentativa de absorver o máximo possível de conteúdo. No entanto, a preparação vai muito além de passar horas diante dos livros. Aspectos como qualidade do sono, organização da rotina, pausas estratégicas e equilíbrio emocional podem influenciar diretamente o desempenho durante a prova, que será realizada nos dias 08 e 15 de novembro deste ano.

Para Walker Nascimento, diretor acadêmico do Grupo MoveEdu, uma das maiores empresas educacionais do Brasil, detentora das marcas Microlins, Prepara IA, Yázigi e Ensina Mais Turma da Mônica, desenvolver hábitos saudáveis durante o período de preparação é tão importante quanto revisar o conteúdo programático.

"Estudar não significa somente acumular horas de leitura ou resolver centenas de exercícios. O cérebro precisa de estímulos variados, descanso e organização para consolidar o aprendizado. Pequenas mudanças de comportamento ajudam a manter a motivação, reduzem a ansiedade e tornam os estudos muito mais eficientes", explica Walker.

Pensando nisso, a especialista reuniu sete estratégias diferenciadas que podem contribuir para uma preparação mais produtiva e equilibrada para o Enem.

Estude sempre no mesmo horário: criar uma rotina ajuda o cérebro a entender que aquele período será dedicado à aprendizagem. Com o tempo, a concentração acontece de forma mais natural e o estudante perde menos tempo tentando "entrar no ritmo".

Faça pausas antes de sentir cansaço: esperar a exaustão para descansar reduz o rendimento. Interrupções curtas e planejadas ao longo do estudo ajudam a manter a atenção por mais tempo e evitam a sensação de sobrecarga.

Explique a matéria em voz alta: ensinar um conteúdo, mesmo que para si próprio, é uma das formas mais eficientes de identificar dúvidas e fortalecer a memória. Se conseguir explicar um assunto de forma simples, é sinal de que realmente o compreendeu.

Alterne disciplinas ao longo do dia: dedicar muitas horas seguidas ao mesmo tema pode diminuir a capacidade de retenção. Variar entre áreas do conhecimento estimula diferentes regiões do cérebro e torna o estudo mais dinâmico.

Treine o cérebro para lidar com distrações: em vez de estudar apenas em ambientes totalmente silenciosos, vale reservar alguns momentos para resolver exercícios em locais com pequenos ruídos. Isso ajuda a desenvolver foco e preparação para diferentes condições durante a prova.

Cuide da rotina fora dos estudos: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas leves e boas noites de sono favorecem a concentração, a memória e o raciocínio lógico. O desempenho intelectual também depende da saúde física e emocional.

Reserve um tempo para não pensar no Enem: momentos de lazer sem culpa ajudam a controlar a ansiedade e reduzem o desgaste mental. Assistir a um filme, caminhar, ouvir música ou conversar com amigos pode contribuir para que o estudante retorne aos estudos com mais disposição.

Segundo Walker Nascimento, outro ponto importante é evitar comparações com a rotina de outros candidatos. "Cada estudante possui um ritmo de aprendizagem e uma realidade diferente. Comparar a quantidade de horas estudadas ou o desempenho nas redes sociais pode aumentar a ansiedade sem trazer benefícios. O mais importante é manter uma rotina consistente e respeitar o próprio processo de evolução", finaliza.

 

Grupo MoveEdu


Pedidos de reembolso de taxas de serviços do Detran-SP passam a ser digitais a partir desta segunda-feira (18)

Conduzir um veículo sem o licenciamento é uma infração gravíssima; prazo para pagamento depende do final da placa


Quem já pagou o IPVA não está necessariamente em dia quanto a impostos e taxas de seu veículo. É importante conferir ainda o pagamento do licenciamento anual, que também serve como comprovante de que o veículo está com o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) – ou apenas “documento do carro” – atualizado e com todos os débitos quitados.

 

O serviço pode ser concluído em poucos minutos pelo portal do Detran-SP: basta informar o número do Renavam do veículo e fazer o pagamento via Pix

 

O calendário anual teve início neste mês de julho e segue até dezembro. A taxa de licenciamento, fixada em R$ 174,08, deve ser quitada até o último dia do mês, conforme o final da placa (veja abaixo). A partir do dia 1º do mês seguinte, o veículo só poderá circular se o motorista estiver com o novo licenciamento.

 


O que acontece com licenciamento atrasado?


Circular com o licenciamento em atraso é considerado uma infração gravíssima, de acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e risco de remoção do veículo para o pátio. Essa situação pode envolver mais custos como pagamento pelo guincho, taxa diária de estadia do veículo em pátio, taxa de liberação e mais o licenciamento em aberto e eventuais débitos (IPVA, multas etc.).

 

Com o licenciamento quitado, o documento digital do veículo (CRLV-e) pode ser baixado ou impresso em papel comum pelo portal do Detran-SP, do Poupatempo ou da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), além dos aplicativos Detran-SP e Poupatempo Digital. O documento pode ser salvo no celular ou mantido impresso. Neste ano, a atualização do documento é instantânea, tão logo ocorra o pagamento da taxa de licenciamento.

 

Também é possível pagar a taxa em bancos conveniados, por internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico. Caso o licenciamento não esteja disponível para pagamento, o proprietário deve verificar a existência de impedimentos, como multas ou débitos pendentes, ou bloqueios administrativos ou judiciais.

 

Calendário oficial do licenciamento 2026 no estado de São Paulo:


Julho: placas com finais 1 e 2

Agosto: placas com finais 3 e 4

Setembro: placas com finais 5 e 6

Outubro: placas com finais 7 e 8

Novembro: placas com final 9

Dezembro: placas com final 0

 

Calendário para caminhões e caminhões-tratores:


Placas com finais 1 e 2: setembro

Placas com finais 3, 4 e 5: outubro

Placas com finais 6, 7 e 8: novembro 

lacas com finais 9 e 0: dezembro



Cinema acompanha a revolução da longevidade e coloca protagonistas 60+ no centro das histórias

Produções nacionais e internacionais refletem a transformação demográfica ao retratar o envelhecimento com mais autonomia, diversidade e protagonismo, contribuindo para romper estereótipos sobre a velhice

 

Por muito tempo, personagens com mais de 60 anos ocuparam lugares secundários nas telas do cinema sendo retratados em grande parte, como figuras frágeis, dependentes ou apenas coadjuvantes de histórias contadas pelo ponto de vista dos mais jovens. Nos últimos anos, porém, esse cenário começou a mudar. O envelhecimento da população também passou a ser retratado de forma mais diversa pelo cinema, com pessoas maduras ocupando o protagonismo de histórias sobre liberdade, recomeços, relações familiares e propósito. 

Em linha com esse novo posicionamento, o lançamento nacional de Velhos Bandidos (2026), estrelado pela atriz Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, coloca a longevidade no centro da narrativa, além de debater temas como autonomia, reinvenção e o rompimento com estereótipos associados ao envelhecimento, reforçando, com humor e leveza, que a longevidade pode ser vivida de forma ativa e cheia de possibilidades. 

"Quando histórias protagonizadas por pessoas mais velhas passam a ocupar as telas, elas ajudam a romper estereótipos construídos ao longo de décadas. O cinema nos apresenta uma nova forma de enxergar o tempo e o nosso futuro, mostra aos espectadores que a longevidade não representa um encerramento, mas um novo conjunto de possibilidades", afirma Antônio Leitão, gerente institucional do Instituto de Longevidade MAG. 

Esse olhar sobre a longevidade também está presente em outras produções, como Um Senhor Estagiário (2015), Domingo à Noite (2022), Vitória (2024) e O Último Azul (2025). As produções abordam diferentes aspectos do envelhecimento, como etarismo, liberdade, independência financeira, relações intergeracionais, mercado de trabalho, saúde física e emocional e o direito de envelhecer com dignidade, apresentando personagens complexos, ativos e repletos de experiências, desejos e planos para o futuro.

“O envelhecimento não pode mais ser visto como uma fase de perdas; ele precisa ser compreendido como um período onde as pessoas são capazes de produzir, ter autonomia, e se desenvolver livremente. Essa mudança de percepção é fundamental para uma sociedade que vive cada vez mais”, finaliza Leitão. 

Esse movimento vem acompanhando uma transformação demográfica cada vez mais evidente. Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada seis pessoas no mundo terá mais de 60 anos até 2030. No Brasil, a tendência é semelhante: de acordo com o IBGE, até 2050, o número de idosos no país ultrapassará o de crianças e adolescentes até 14 anos. Esse novo cenário reforça a importância de estudos como o Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL), realizado pelo Instituto de Longevidade MAG, que mostra que envelhecer com qualidade depende de um conjunto de fatores que vai além da saúde física, incluindo aspectos econômicos, sociais e urbanos.



CIEE e CAMPREV abrem inscrições para processo seletivo de estágio a estudantes do ensino superior

O processo seletivo aceita inscrições até o dia 16 de julho, quinta-feira


O Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE e o Instituto de Previdência Social do Município de Campinas - CAMPREV anunciam inscrições abertas para o Programa de Estágio aos estudantes do ensino superior nos cursos de Administração, Análise de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Direito, Serviço Social, Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação. As vagas são destinadas à cidade de Campinas/SP.

 

As inscrições e provas online devem ser realizadas até o dia 16 de julho, quinta-feira, pelo site: https://pp.ciee.org.br/vitrine/17019/detalhe.

 

O programa contempla duas cargas horárias de 20 horas ou 30 horas semanais. A bolsa-auxílio varia conforme a jornada, sendo de R$ 1.111,67 por mês para 20h semanais e R$ 1.667,51 por mês para 30h semanais, além de auxílio-transporte no valor de R$ 13,00 por dia estagiado.

 

Para participar do programa, veja alguns dos requisitos abaixo:

●    Estar regularmente matriculado e cursando os cursos superiores previstos no edital (item 1.1) no ano vigente;


●    Ter idade mínima de 16 anos completos na data de início do estágio;


●    Ser brasileiro(a) nato(a), naturalizado(a) ou estrangeiro(a) com visto permanente no país;


●    Não ter sido exonerado(a) a bem do serviço público;


●    Estar em dia com as obrigações eleitorais (quando maior de 18 anos) e militares (para o sexo masculino maior de 18 anos);


●    Estar regularmente matriculado(a) em instituição de ensino que possua convênio vigente com o CIEE;


●    Não ter estagiado anteriormente na CAMPREV, salvo se for referente a outro curso.

 

Verifique demais requisitos e informações no Edital.



Vai comprar ou vender um carro? Veja os principais riscos das negociações entre particulare


A compra ou venda de veículos diretamente entre pessoas físicas pode parecer um caminho mais simples e econômico, mas também exige atenção redobrada. Com o crescimento do mercado de carros usados e das negociações feitas pela internet, os golpes nesse tipo de transação se tornaram cada vez mais comuns no Brasil.

O golpe da falsa venda foi o golpe mais comunicado por clientes aos bancos brasileiros no primeiro semestre de 2025. Segundo a Febraban, foram 174 mil ocorrências registradas, um aumento de 314% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse tipo de fraude, criminosos criam anúncios falsos, perfis em redes sociais ou se passam por vendedores para enganar compradores e vendedores em negociações online.
 

O problema ganha ainda mais relevância diante do tamanho desse mercado. Segundo dados da Fenauto, o Brasil registrou mais de 15 milhões de transferências de veículos usados em 2024, o maior volume dos últimos anos. Com tantas negociações acontecendo diariamente, especialistas alertam que a informalidade ainda abre espaço para práticas fraudulentas.
 

Para Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, a falta de conhecimento sobre as etapas da negociação costuma ser um dos principais fatores que favorecem os golpes. “Quando a negociação acontece diretamente entre pessoas físicas, muitas vezes faltam mecanismos de verificação e etapas de segurança que ajudariam a evitar problemas. Por isso, é fundamental ter atenção redobrada com documentação, pagamentos e histórico do veículo”, afirma.
 

Segundo o especialista, muitos consumidores têm buscado alternativas mais estruturadas para realizar esse tipo de transação, justamente para reduzir riscos. “Hoje existem empresas e plataformas especializadas que ajudam a organizar esse processo, oferecendo checagem de dados, histórico do veículo e intermediação da negociação. Isso não elimina completamente os riscos, mas tende a trazer mais transparência e segurança para ambas as partes”, explica ladeia.
 

Entre os golpes mais comuns estão anúncios falsos, o chamado “golpe do intermediário” e fraudes envolvendo comprovantes falsificados de pagamento. Abaixo, o especialista traz 4 dicas para evitar golpes na compra ou venda de veículos
 

1. Desconfie de preços muito abaixo do mercado: se o valor anunciado estiver muito inferior à média praticada para aquele modelo, ano e condição do veículo, é importante redobrar a atenção. Preços excessivamente atrativos costumam ser usados por golpistas para chamar a atenção das vítimas e acelerar a negociação antes que o comprador faça verificações mais profundas. Em muitos casos, o veículo sequer existe ou pertence a outra pessoa, e o criminoso tenta pressionar a vítima a realizar um pagamento antecipado para “garantir o negócio”. Antes de avançar, o ideal é comparar o valor com outras ofertas semelhantes no mercado, verificar a procedência do anúncio e evitar qualquer tipo de transferência financeira sem ter certeza da autenticidade da negociação.
 

2. Evite negociações apressadas ou apenas virtuais: Sempre que possível, veja o veículo pessoalmente e confirme a identidade da outra parte antes de avançar com qualquer pagamento ou assinatura de documentos. O ideal é marcar encontros em locais públicos, movimentados e durante o dia, evitando endereços isolados ou desconhecidos. Casos de falsos anúncios já foram usados por criminosos para atrair vítimas, expondo compradores e vendedores a situações de risco, como furtos, roubos e até sequestros. Nesse sentido, realizar a negociação por meio de empresas ou plataformas especializadas, que oferecem intermediação, verificação de dados e ambientes mais seguros para encontro entre as partes, pode ajudar a reduzir esse tipo de vulnerabilidade.
 

3. Consulte o histórico do veículo: antes de fechar qualquer negócio, é fundamental verificar o histórico completo do veículo. A consulta permite identificar pendências como multas, débitos de IPVA, restrições administrativas ou judiciais, além de registros de passagem por leilão, histórico de sinistros, perda total ou até indícios de adulteração. Essas informações ajudam o comprador a entender a real condição do carro e evitam prejuízos futuros, já que algumas dessas ocorrências podem reduzir significativamente o valor de revenda ou até dificultar a transferência do veículo. Hoje existem ferramentas e plataformas que reúnem esses dados em relatórios detalhados, permitindo uma análise mais transparente da procedência do automóvel antes da decisão de compra.
 

4. Tenha cuidado com intermediários: o chamado “golpe do intermediário” ocorre quando um terceiro se apresenta como mediador da venda sem o conhecimento do verdadeiro proprietário do veículo. Nesse tipo de fraude, o golpista copia um anúncio legítimo, republica o veículo por um preço mais baixo e passa a intermediar a negociação entre comprador e vendedor, fazendo com que o pagamento seja direcionado para ele. Optar por plataformas reconhecidas e consolidadas no mercado, que contam com processos de verificação de anúncios, checagem de identidade e acompanhamento da negociação, trazem mais segurança, já que essas empresas costumam adotar mecanismos para reduzir fraudes e dar mais transparência às transações.

 

60% das habilidades exigidas na hora da contratação são comportamentais, aponta pesquisa da PUCPR

divulgação
 PUCPR
Levantamento mostra que empresas valorizam cada vez mais profissionais com capacidade de adaptação e aprendizagem contínua

 

As competências comportamentais passaram a liderar as exigências das empresas nos processos de contratação, é o que aponta a 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Conduzida pelo PUCPR Carreiras, a pesquisa contou com mais de 7 mil respondentes, incluindo estudantes, alumni (egressos) e empresas parceiras, o estudo revelou que 60% dos atributos mais valorizados pelas organizações estão relacionados ao comportamental.

 

O cenário compara com os dados levantados em 2021 e 2022, durante o período pandêmico. Na época, as competências técnicas predominavam entre as exigências do mercado, representando 56% e 68% das demandas das empresas, respectivamente. Já as competências comportamentais correspondiam a percentuais entre 31% e 44%.

 

De acordo com a coordenadora do PUCPR Carreiras, Luciana Mariano, os resultados refletem uma transformação nas expectativas do mercado de trabalho. "Hoje, as empresas buscam profissionais capazes de aprender continuamente e atuar de forma colaborativa em contextos cada vez mais dinâmicos. Nesse cenário, o desenvolvimento profissional exige atualização constante, seja por meio de cursos, especializações, experiências práticas ou novas formas de aprendizagem ao longo da carreira", afirma.

 

Aprendizado contínuo como diferencial

Os dados do Observatório mostram que o desenvolvimento contínuo e o potencial de evolução profissional estão entre os atributos mais valorizados pelas organizações. Os resultados indicam que o mercado busca profissionais capazes de se adaptar a novos contextos, acompanhar as transformações do mundo do trabalho e ampliar continuamente suas competências ao longo da carreira.

 

Nesse cenário, o aprendizado contínuo fortalece tanto as competências técnicas quanto as comportamentais, favorecendo a atualização constante, a capacidade de responder às demandas do mercado e o desenvolvimento profissional ao longo da trajetória de carreira.

 

Estagiabilidade e desenvolvimento de competências


A crescente valorização das competências comportamentais reforça a importância das experiências práticas durante a formação acadêmica. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de estagiabilidade, desenvolvido por pesquisadores da PUCPR, que compreende a capacidade de vivenciar experiências práticas capazes de promover o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, ampliando a preparação para a inserção e o desenvolvimento no mundo do trabalho. 

Os dados do Observatório evidenciam essa relação ao indicar que as vivências práticas contribuem para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, capacidade de adaptação, autonomia e visão profissional, além de possibilitarem a aplicação dos conhecimentos técnicos em contextos reais de trabalho.

 

Atualmente, mais de 70% dos estudantes da PUCPR já estão inseridos no mercado de trabalho. Entre os alunos dos períodos finais da graduação, aproximadamente 90% exercem atividades alinhadas à área de formação, demonstrando que a aproximação com o mercado se fortalece ao longo da trajetória universitária e favorece a construção de competências essenciais para o desenvolvimento da carreira.


O estudo completo da 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho da PUCPR está disponível para consulta pública: https://heyzine.com/flip-book/observatoriopucpr7.html#page/44

 


Reforma Tributária pode tornar milhares de contratos obsoletos e expor empresas a disputas judiciais

Especialista alerta para riscos fiscais, perdas financeiras e disputas jurídicas em contratos firmados antes das novas regras; tecnologia pode acelerar adequação e garantir compliance  

 

A Reforma Tributária já começou a impactar a rotina das empresas brasileiras muito antes da entrada plena do novo sistema de tributação sobre o consumo. Enquanto grande parte das discussões se concentra nas mudanças fiscais e operacionais, especialistas chamam atenção para um desafio menos visível, mas igualmente relevante: a necessidade de revisar contratos firmados sob as regras do modelo tributário que será gradualmente substituído nos próximos anos.

Com a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins serão extintos ao longo do período de transição. A mudança afeta diretamente contratos de fornecimento, prestação de serviços, obras, locações e acordos comerciais de longo prazo, que muitas vezes não contemplam mecanismos para absorver ou redistribuir os impactos da nova carga tributária.

Segundo Andreia Naim, Diretora Comercial da Invent Software, o principal risco está na falta de previsões contratuais para cenários de mudança legislativa. 

"Grande parte dos contratos em vigor foram elaborados considerando um sistema tributário que deixará de existir. Quando não há cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro ou definições claras sobre responsabilidade tributária, abre-se espaço para disputas entre contratantes e fornecedores, além de impactos financeiros que podem comprometer a rentabilidade dos negócios", afirma Andreia. 

A preocupação não se limita ao aumento ou redução de tributos. A Reforma também altera a lógica de formação de preços e do aproveitamento de créditos fiscais, exigindo revisões em cláusulas relacionadas à precificação, reajustes, responsabilidades tributárias e obrigações entre as partes.

Empresas que não iniciarem esse processo de adequação podem enfrentar problemas como absorção de custos não previstos, perda de créditos tributários, geração de passivos fiscais e questionamentos judiciais sobre a interpretação dos contratos.

Outro fator de atenção envolve a relação com fornecedores. No novo modelo, a regularidade fiscal dos parceiros comerciais ganha ainda mais relevância, já que falhas na apuração ou recolhimento dos tributos podem impactar o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia produtiva.

"A gestão tributária passa a depender cada vez mais da qualidade das informações e do nível de controle que as empresas possuem sobre seus contratos. O desafio não é apenas jurídico ou fiscal; ele envolve toda a governança corporativa", destaca a executiva.

Construção civil, serviços e tecnologia estão entre os setores mais expostos

Embora os impactos atinjam praticamente todos os segmentos econômicos, setores que trabalham com contratos de longa duração tendem a enfrentar desafios maiores durante a transição.

Construção civil, engenharia, tecnologia, facilities, saúde e hotelaria aparecem entre os mais expostos, principalmente devido à complexidade contratual e ao volume de operações que precisarão ser reavaliadas nos próximos anos.

Operações interestaduais também exigirão atenção especial, já que a nova tributação será baseada majoritariamente no destino do consumo, alterando dinâmicas que por décadas influenciaram negociações comerciais e estruturas de preços.

Nesse cenário, especialistas defendem que a revisão contratual deixe de ser tratada como uma atividade pontual para assumir papel estratégico dentro das organizações.

Tecnologia ganha papel estratégico na adaptação

O volume de contratos existente em médias e grandes empresas torna inviável a condução desse processo de forma exclusivamente manual. Por isso, ferramentas de gestão contratual vêm ganhando espaço como aliadas das áreas jurídica, fiscal, financeira e de compliance.

Uma das soluções utilizadas por empresas que operam com ERPs robustos   é o ContractPlus, desenvolvido pela Invent Software. A plataforma centraliza contratos em um único ambiente, permite acompanhar prazos, status e históricos de alterações, além de facilitar a gestão de aditivos e fluxos de aprovação.

O objetivo não é substituir a análise jurídica ou tributária, mas oferecer visibilidade e controle para que as equipes consigam identificar contratos mais expostos aos efeitos da Reforma e conduzir as adequações com maior agilidade e rastreabilidade.

"A maior dificuldade das organizações hoje não é entender a necessidade de revisão, mas localizar rapidamente os contratos afetados, priorizar riscos e garantir que todas as alterações sejam formalizadas e auditáveis. A tecnologia passa a desempenhar um papel fundamental nesse processo", explica Andreia Naim.

Além disso, recursos baseados em inteligência artificial começam a ser incorporados à gestão contratual para acelerar atividades como identificação de cláusulas sensíveis, classificação de riscos e geração de minutas de aditivos, reduzindo o tempo dedicado a tarefas operacionais.

Adequação pode se tornar vantagem competitiva

Embora a revisão contratual seja frequentemente vista apenas como uma obrigação decorrente da Reforma Tributária, especialistas apontam que empresas mais preparadas podem transformar esse movimento em uma oportunidade estratégica.

Organizações que conseguirem mapear sua base contratual, preservar créditos tributários, renegociar cláusulas com antecedência e manter processos de governança mais robustos terão melhores condições de proteger margens, reduzir riscos e responder com rapidez às mudanças regulatórias.

"A Reforma Tributária não altera apenas a forma de recolher impostos. Ela impacta negociações, modelos de precificação, relacionamento com fornecedores e gestão de riscos. As empresas que começarem essa adaptação agora tendem a atravessar o período de transição com mais segurança e competitividade", conclui.

 

Invent Software
inventsoftware.com.br


A “Bolsa Família Tributária”: O MEI poderia se encaixar nessa classificação?


A discussão sobre o impacto dos programas sociais e dos regimes tributários especiais no comportamento econômico dos brasileiros tem ganhado relevância nos últimos anos. Dois fenômenos merecem destaque: a relutância de parte dos beneficiários do Bolsa Família em buscar emprego formal e a tendência de microempreendedores individuais (MEI) em não crescer acima do limite de faturamento do regime simplificado


Ambos revelam um problema estrutural: a criação de “armadilhas de pobreza” tanto na assistência social quanto na tributação. O Bolsa Família, embora essencial para reduzir a pobreza extrema, gera um efeito conhecido como “poverty trap” (armadilha da pobreza). 

 

Muitas famílias de baixa renda evitam aumentar sua renda formal, especialmente por meio de emprego com carteira assinada, para não perder o benefício. Estudos do Banco Mundial e do IPEA mostram que, próximo ao limite de elegibilidade, o ganho marginal de renda formal é parcialmente anulado pela perda do auxílio, desestimulando a formalização e o crescimento da renda.

 

De forma análoga, o Microempreendedor Individual (MEI) — criado com o nobre objetivo de formalizar milhões de informais — acabou se transformando, na prática, em uma espécie de “Bolsa Família tributária”. O regime oferece tributação extremamente reduzida (em torno de 6% do faturamento), mas impõe um teto anual de R$ 81 mil (em 2026). 

 

Ao ultrapassar esse limite, o contribuinte cai no Simples Nacional ou no Lucro Presumido, com alíquotas e encargos muito mais elevados, incluindo a contribuição patronal de 20% sobre a folha.

 

As consequências

 

Diante desse “degrau tributário”, é racional que muitos MEIs adotem estratégias para permanecer no regime: dividem faturamento com familiares, emitem menos notas fiscais ou simplesmente limitam o crescimento do negócio. Pesquisas do Sebrae e do IBPT revelam que uma parcela significativa dos MEIs declara faturamento próximo do teto, mas evita ultrapassá-lo. O resultado é a criação de um teto de vidro para milhões de pequenos empreendedores.

 

Tanto o Bolsa Família quanto o MEI produzem, portanto, um efeito comportamental similar: desincentivam o aumento de renda ou de faturamento. No primeiro caso, o desestímulo é social-assistencial; no segundo, tributário-regulatório. Em ambos, o Estado cria uma racionalidade econômica que premia a estagnação em vez do progresso.

 

Essa dinâmica tem consequências graves para o país. Ela contribui para a baixa produtividade, a informalidade persistente, a dificuldade de ascensão social e a redução da base de contribuintes que poderiam pagar mais impostos no futuro. Em última análise, programas bem-intencionados acabam gerando dependência e limitando o potencial de crescimento econômico.

 

Para mitigar esses problemas, seria necessário reformular tanto o Bolsa Família quanto o MEI. No caso do programa social, é fundamental criar mecanismos de transição suaves, com redução gradual do benefício conforme a renda familiar aumenta. No MEI, seria recomendável elevar o limite de faturamento (para algo entre R$ 150 mil e R$ 200 mil) e criar faixas intermediárias de tributação, evitando o salto abrupto de carga tributária.

 

Sem essas correções, o Brasil continuará reproduzindo um modelo que, embora reduza a pobreza imediata, dificulta a criação de riqueza e a mobilidade social de longo prazo. A discussão sobre “armadilhas de pobreza”, tanto sociais quanto tributárias, precisa deixar de ser tabu e tornar-se central na agenda de desenvolvimento do país.

 

João Eloi Olenike – Presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)

 

Férias de Julho: como aumentar as vendas com o WhatsApp?


Julho é um dos períodos em que a rotina das famílias muda de forma mais perceptível. As férias escolares alteram horários, prioridades e hábitos de consumo, aumentando a procura por lazer, viagens ou, até mesmo, realizar compras que vinham sendo adiadas. Essa maior disponibilidade faz com que o consumidor pesquise e interaja mais com as marcas, estando mais aberto a ofertas relacionadas à conveniência, entretenimento e experiências - o que representa uma oportunidade de captar uma demanda aquecida e aumentar o ticket médio por meio de campanhas sazonais e comunicações mais personalizadas.

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a receita nominal do varejo brasileiro em julho de 2025 foi 6,1% superior à registrada no mesmo período do ano anterior. Não há dúvidas do quão estratégico este período pode ser para o comércio, desde que entendam como captar a atenção e fidelização dos consumidores, diante de tanta competitividade.

Hoje, por mais que o preço continue sendo um fator importante, não é mais o único decisor. A experiência de compra tem um peso cada vez maior nesse sentido, de forma que, quando duas empresas oferecem produtos/ofertas semelhantes, tende a vencer aquela que responde mais rápido, facilita a jornada de compra, oferece atendimento personalizado e reduz atritos durante o processo.

O consumidor valoriza praticidade, agilidade e conveniência. Ele não quer apenas encontrar uma promoção, mas também concluir sua compra da forma mais simples possível - sendo este um dos pontos mais importantes a ser levado em consideração pelas empresas que quiserem aumentar suas vendas nas férias de julho. Organizações que focam, exclusivamente, em oferecer descontos e em desenvolver campanhas para atrair consumidores, sem se preparar para absorver o aumento da demanda, acabam correndo o risco de demorarem a responder seus clientes, a exceder no envio de mensagens genéricas, enfrentar dificuldades no atendimento e descuidar do acompanhamento após a compra.

Outro comportamento que deve ser evitado é o envio excessivo de comunicações sem relevância. Em períodos promocionais, o consumidor recebe dezenas de ofertas por dia, e empresas que não trabalham segmentação acabam contribuindo para a saturação do público e gerando rejeição à marca. Dentre as estratégias que melhor podem auxiliar as organizações a evitarem esses riscos, orquestrar essas campanhas no WhatsApp pode contribuir, significativamente, para a atração e fidelização de cada vez mais consumidores.

Presente no dia a dia dos brasileiros, o canal se consolidou como um dos preferidos para interação com empresas. Isso acontece porque ele reúne comunicação, atendimento e venda em um único ambiente, sem exigir que o consumidor mude de aplicativo ou interrompa sua rotina. Durante as férias de julho, quando há um aumento natural de buscas, dúvidas e pedidos, o WhatsApp permite que as empresas mantenham um relacionamento mais próximo e consigam responder com rapidez às demandas, seja por meio de equipes de atendimento, automação ou inteligência artificial.

Além disso, o canal oferece uma experiência conversacional excelente, aproximando a marca do cliente e acelerando a tomada de decisão. Seu uso estratégico vai além de um atendimento tradicional, exigindo das empresas a construção de jornadas inteligentes que acompanhem toda a experiência do consumidor – o que começa pela personalização das mensagens, considerando o histórico de compras, interesses e comportamento do cliente.

Com a elaboração dessas campanhas, devem usufruir das automações disponíveis para responder, rapidamente, às demandas mais frequentes, sem perder o tom humano da conversa. Crie fluxos específicos para a sazonalidade das férias, como sugestões de produtos relacionadas a viagens, lazer, entretenimento ou atividades para crianças. Quanto mais contextualizada for a interação, maiores são as chances de engajamento e conversão.

O consumidor atual espera que a empresa entenda sua necessidade sem que ele precise repetir informações ou enfrentar processos complexos. Nesse sentido, uma boa jornada conversacional elimina barreiras e o conduz, naturalmente, até a compra – aproveitando, ainda, o relacionamento construído nessa época para consolidar sua fidelização à longo prazo.

No WhatsApp, a empresa pode continuar mantendo contato com o consumidor por meio de comunicações relevantes, como acompanhamento do pedido, pesquisas de satisfação, programas de fidelidade, ofertas personalizadas e recomendações baseadas em compras anteriores – transformando uma interação pontual em uma relação contínua. Quando a marca mantém uma presença útil e relevante no dia a dia do cliente, aumenta significativamente as chances de recompra e retenção.

Este se tornou um ativo estratégico capaz de impactar, diretamente, uma série de indicadores de negócio, como geração de receita, conversão, retenção e fidelização. Empresas que queiram se tornar cada vez mais maduras digitalmente devem utilizá-lo ao longo de toda a jornada do consumidor: da atração, à qualificação de leads, atendimento, fechamento de vendas, pós-venda e relacionamento. Com isso, conseguem centralizar interações, gerar inteligência sobre o comportamento dos clientes e criar experiências mais personalizadas.

Em períodos sazonais como as férias de julho, o WhatsApp ajuda a capturar a demanda imediata. Mas, seu valor real está na capacidade de transformar cada conversa em uma oportunidade de relacionamento de longo prazo. As marcas que entendem essa evolução deixam de enxergar o aplicativo apenas como um canal de mensagens, e passam a utilizá-lo como uma plataforma de crescimento sustentável para o negócio.



Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.

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