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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Analfabetismo funcional atinge 29% dos brasileiros e limita avanço da produtividade no país

Déficit de aprendizagem avança entre jovens e evidencia entraves à qualificação da força de trabalho

 

O Brasil convive com um entrave estrutural que vai além da escolarização formal e impacta diretamente sua capacidade de crescimento: o analfabetismo funcional. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2024 mostram que 29% da população entre 15 e 64 anos - quase três em cada 10 brasileiros - não domina plenamente habilidades básicas de leitura, escrita e matemática. O índice permanece inalterado desde 2018, evidenciando um quadro de estagnação.

 

Embora alfabetizados do ponto de vista formal, esses indivíduos apresentam dificuldade para interpretar textos de média complexidade, organizar informações e aplicar conhecimentos em situações cotidianas. O fenômeno revela uma dissociação entre acesso à educação e efetiva aprendizagem, com implicações diretas sobre o desempenho econômico do país.

 

A situação se agrava entre os mais jovens. Na faixa de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo funcional subiu de 14% para 16% no período, indicando perda de qualidade na formação recente. Mesmo entre aqueles que avançaram no sistema educacional, persistem lacunas: 17% dos egressos do ensino médio e 12% dos que chegaram ao ensino superior não atingem níveis adequados de proficiência.

 

Segundo Antonio Esteca, especialista em avaliação e regulação da educação superior, avaliador do Inep/MEC e CEO da Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, o dado reflete uma falha estrutural na formação educacional. “O país ampliou o acesso à escola, mas não garantiu aprendizagem consistente. O analfabetismo funcional expõe justamente essa fragilidade: a incapacidade de transformar escolaridade em competência”, afirma.


 

Pressão sobre a economia


A limitação na formação básica tem reflexos diretos na produtividade do trabalho, um dos principais vetores de crescimento econômico. Hoje, o trabalhador brasileiro gera, em média, US$ 22 por hora, patamar inferior ao observado em países latino-americanos como Chile e Argentina, onde a produtividade gira em torno de US$ 33. Em economias mais desenvolvidas, como a italiana, o indicador supera US$ 70 por hora.

 

Para Esteca, a defasagem educacional compromete a competitividade do país. “Sem domínio de leitura, interpretação e raciocínio lógico, há uma limitação objetiva na capacidade de execução, tomada de decisão e inovação dentro das empresas. Isso se traduz em menor eficiência econômica”, diz.

 

O impacto se torna ainda mais evidente em setores intensivos em conhecimento. Na área de tecnologia, por exemplo, o país enfrenta um déficit estimado em 1,5 milhão de profissionais. O problema tem origem na base educacional: segundo o PISA 2022, apenas 15% dos estudantes brasileiros do ensino médio são proficientes em leitura e 12% em matemática.


 

Exclusão digital e desigualdade


Em um ambiente cada vez mais digitalizado, o analfabetismo funcional amplia desigualdades. Mais de 90% dos indivíduos nessa condição apresentam baixo desempenho em habilidades digitais, o que dificulta o acesso a serviços, informações e oportunidades de trabalho. “A economia digital exige autonomia intelectual e capacidade de interpretação. Sem essas competências, o indivíduo não apenas perde oportunidades, mas também se torna mais vulnerável à desinformação e à exclusão”, avalia Esteca.

 

Desafio de longo prazo


Especialistas apontam que a reversão desse quadro depende de políticas públicas consistentes e de uma abordagem integrada entre educação básica, formação docente e qualificação continuada. O foco, segundo eles, precisa migrar do acesso para a aprendizagem efetiva. “O Brasil precisa alinhar sua estratégia educacional às demandas do século XXI. Isso passa por garantir que o aluno aprenda de fato, e não apenas avance nas etapas formais. Sem essa mudança, o país continuará enfrentando limitações estruturais ao seu desenvolvimento”, conclui Esteca.

 

Estudo aponta que 1 em cada 3 consumidores já considera que as empresas brasileiras de tecnologia estão no mesmo nível que as big techs internacionais

iStock
Avanço e evolução do mercado de tech nacional são reconhecidos por 9 em cada 10 entrevistados pela Locaweb, especialista em soluções de internet e infraestrutura digital

 

Se, há algum tempo, a inovação digital era frequentemente associada às grandes empresas globais, hoje, as marcas brasileiras de tecnologia vêm conquistando cada vez mais espaço e credibilidade junto ao público.

 

É o que mostra a pesquisa mais recente da Locaweb, especialista em soluções de internet e infraestrutura digital: atualmente, 9 em cada 10 consumidores reconhecem que as companhias nacionais do setor apresentaram evolução consistente nos últimos anos, e um terço acredita que elas competem em igualdade com as principais referências internacionais

 

O levantamento acaba de ser divulgado pela marca, que, às vésperas do maior evento de futebol do planeta, período que tradicionalmente mobiliza a atenção e transforma o consumo no país. O objetivo, inspirado pela competição internacional, foi compreender o peso da nacionalidade na decisão de compra, identificando os segmentos em que os negócios brasileiros (em especial os de tecnologia) mais se destacam aos olhos da população. Confira: 

 

Principais descobertas do estudo: 

·  6 em cada 10 consumidores consideram a origem nacional de uma marca na hora da compra;

·  Cerca de 90% dos entrevistados reconhecem a evolução das empresas nacionais de tech nos últimos anos;

·  Suporte em português e atendimento local são os fatores que mais pesam a favor das empresas brasileiras de tecnologia; 

·  82% dos brasileiros afirmam sentir orgulho, confiança ou segurança ao ver marcas de tech do país competindo com players internacionais.

 

Como as marcas brasileiras mais se destacam hoje? 

 

Para além do segmento de tech, a pesquisa da Locaweb indica que o fato de uma empresa ser brasileira permanece como um critério relevante para parte significativa dos consumidores

 

Ao serem questionados sobre o peso do fator em suas experiências de compra, 57,8% dos entrevistados compartilharam considerar a nacionalidade da marca um critério relevante na decisão de compra, seja de forma condicionada ao segmento de atuação (32,6%) ou à reputação da empresa (25,2%). outros 8,8% foram enfáticos: priorizam negócios brasileiros independentemente do contexto de consumo.


Quando o tema é o tipo de produto ou serviço que mais desperta essa preferência, produtos e serviços de tecnologia brasileiros, como softwares e plataformas digitais, são destaques nas respostas de 31,8%, percentual significativo para um setor historicamente dominado por gigantes estrangeiras

 

"Até poucos anos, havia uma percepção de que as referências em inovação digital estavam apenas em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia”, comenta Patrice Ramos, Diretor de Produtos e Engenharia da Locaweb. “O que os dados mostram é um reconhecimento crescente da nossa própria capacidade de desenvolver soluções competitivas, adaptadas à realidade local e capazes de disputar espaço em setores estratégicos para a economia."

 

Afinal, quais são os diferenciais das empresas de tech brasileiras? 


Entre os consumidores ouvidos pela Locaweb, quando se trata especificamente do universo da tecnologia, os atributos a favor das empresas brasileiras vão muito além do preço. Antes de mais nada, por exemplo, 67% dos respondentes destacam a praticidade do suporte em português e o atendimento no fuso horário local como seus principais diferenciais, demanda que as grandes plataformas globais, muitas vezes, não conseguem suprir com a mesma agilidade.

Os demais fatores citados seguem a mesma lógica de proximidade. A integração com meios de pagamento locais, como o Pix, foi apontada por 5 em cada 10 entrevistados, seguida pelos valores acessíveis (46,2%) e pela segurança no armazenamento de dados, associada à LGPD (39,4%). São atributos que, somados ao entendimento das necessidades do mercado local (39,2%), ajudam a desenhar o perfil de uma empresa de tecnologia genuinamente brasileira: acessível, integrada ao ecossistema financeiro do país e atenta às particularidades dos usuários.


Além dos pontos que fortalecem a preferência pelas marcas nacionais, ao longo da pesquisa, os consumidores também tiveram a oportunidade de apontar os segmentos em que percebem maior excelência e competitividade das empresas brasileiras de tecnologia. 

As soluções de segurança digital e proteção de dados lideraram as menções (40,6%), numa lista que englobou a engenharia de software e desenvolvimento de sistemas (29,2%), plataformas para criação e gerenciamento de sites (28,4%) e serviços de nuvem (25,2%), evidenciando a capacidade do Brasil de atender demandas complexas e de alto valor agregado. 


“Para muitos consumidores, reconhecer o avanço da área de tecnologia vai além de uma avaliação técnica: é algo que desperta emoção”, reflete Patrice. “Ao ver companhias brasileiras, como a Locaweb, competindo diretamente com as internacionais, 82% das pessoas que ouvimos relataram sentir orgulho, confiança ou segurança, enxergando o nosso país como capaz de construir soluções tecnológicas robustas e sustentáveis. Essa percepção e abertura é o que nos motiva a evoluir cada vez mais enquanto setor”, conclui. 

 

Metodologia  

 

Para entender a relação dos brasileiros com marcas nacionais, a Locaweb ouviu, nas últimas semanas, 500 consumidores de diferentes regiões. A pesquisa, que possui índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais, explorou o peso da nacionalidade de uma empresa durante a jornada de compra, experiências com produtos e serviços de tech e a forma como a população enxerga o setor de tecnologia do país.

 

Estudo indica que voto nasce fora da campanha política…, mas a comunicação ainda não entendeu isso

Eleitor decide com base na experiência cotidiana, não apenas em narrativa ou ideologia, aponta o recém-lançado livro ‘A Vida Antes do Voto’, do sociólogo Fábio Gomes
 


Mesmo com mais dados, mais tecnologia e mais canais, campanhas – políticas e de marca – seguem cometendo um erro básico: falar antes de entender. É o que indica o livro A Vida Antes do Voto - Reputação, bem-estar e a decisão eleitoral no Brasil real, do sociólogo Fábio Gomes, presidente do Instituto Informa, que analisa como a experiência cotidiana molda decisões eleitorais no Brasil. O principal achado da obra, com lançamento previsto para junho deste ano, tem implicações que vão além da política: o processo de decisão começa fora da comunicação. 

Segundo a pesquisa, 55,6% dos eleitores priorizam candidatos com boas propostas, independentemente de ideologia, enquanto apenas 14,5% escolhem com base em alinhamento político. O dado, por si só, já desloca o foco da disputa narrativa para a percepção de entrega. Mas o ponto mais relevante está na origem dessa decisão.
 

A experiência vem antes da narrativa 

O estudo mostra que o eleitor não parte da campanha para formar opinião. Ele chega à campanha com critérios já estabelecidos, construídos no dia a dia – na relação com segurança, renda, acesso a serviços e custo de vida. Na prática, isso significa que a comunicação não cria a demanda: ela tenta se encaixar nela. 

Esse deslocamento ajuda a explicar um fenômeno comum: campanhas bem executadas do ponto de vista criativo que não conseguem gerar conexão real. A mensagem pode ser esteticamente bem construída, mas não conversa com a experiência concreta do público.
 

O erro não é de execução, e sim de diagnóstico 

Para o autor, o principal problema não está na criatividade, mas na leitura de contexto. Em um ambiente pressionado por tempo e performance, estratégias muitas vezes partem de respostas prontas e passam a buscar dados que as confirmem. O resultado é uma comunicação que parece sofisticada, mas responde a perguntas que o público não está fazendo. 

“A maior parte das campanhas ainda parte da mensagem e tenta encontrar um público depois. O processo deveria ser o inverso: entender primeiro a experiência das pessoas e só então construir a comunicação”, destaca Gomes. 

Esse padrão não é exclusivo da política. Ele aparece também em campanhas de marca que apostam em narrativas aspiracionais sem considerar o contexto real do consumidor – especialmente em cenários de pressão econômica.
 

Baixo bem-estar muda a lógica da comunicação 

Outro dado relevante do estudo é que o Brasil apresenta o menor nível de bem-estar da América do Sul. Esse cenário altera a forma como as mensagens são recebidas: quando a experiência cotidiana é marcada por instabilidade, cansaço e pressão financeira, o consumidor – ou eleitor – tende a valorizar menos discurso e mais evidência de entrega.

Isso não significa que a narrativa perde importância, mas que ela precisa estar ancorada em algo verificável na realidade.
 

Menos sobre convencer, mais sobre corresponder 

O principal aprendizado é que a comunicação deixou de ser o ponto de partida da decisão e passou a ser um ponto de validação. Isso muda a lógica estratégica: mais do que persuadir, marcas e campanhas precisam demonstrar que entendem e respondem às condições reais do público. 

Em um ambiente em que a experiência pesa mais do que o discurso, comunicar bem continua sendo importante. Mas entender bem passou a ser indispensável. 

“Hoje, comunicar bem não é suficiente. Se a mensagem não estiver ancorada na realidade do público, ela não gera conexão e, muitas vezes, nem atenção”, conclui o autor.

 

Fábio Gomes - doutor em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), mestre pela FGV (Ebape/RJ), especialista em Comunicação Política (ECA- -USP) e sociólogo (UFJF). Diretor-presidente do Instituto Informa e membro da Esomar, atua há décadas em pesquisas no Brasil e no exterior. Também ministra aulas e palestras sobre comunicação, comportamento e decisão.


Renda elevada impulsiona crédito imobiliário entre jovens: afinidade chega a 89% na Gen Z, revela Serasa Experian

• Casa própria entre jovens está mais ligada a fatores como renda, digitalização e maturidade financeira do que à idade isoladamente; 

• Entre os jovens com maior propensão ao crédito, 33,6% apresentam presença digital média ou alta;

 

A afinidade com crédito imobiliário entre jovens da Gen Z com renda superior a 10 salários-mínimos chega a 89%, segundo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. O dado faz parte de um estudo da área de Marketing Solutions da companhia, na plataforma proprietária Insights Hub, que ajuda empresas a identificar os consumidores mais aderentes ao perfil de cada oferta. 

O estudo mostra que o interesse pela casa própria está menos ligado à idade isoladamente e mais à combinação entre renda, inserção digital e maturidade financeira. 


Essa dinâmica fica ainda mais clara quando se observa o comportamento da própria Gen Z em diferentes faixas de renda. Entre os jovens de até 29 anos com renda de 1 salário-mínimo, a afinidade com crédito imobiliário é de apenas 1,9%. O percentual sobe para 31,4% entre aqueles que recebem de 1 a 2 salários-mínimos, e avança significativamente nas faixas seguintes. No grupo com renda acima de 10 salários-mínimos, a afinidade atinge 89%, reforçando que o acesso à casa própria está diretamente relacionado à capacidade financeira e à segurança para o planejamento de longo prazo. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:

 

 

A digitalização também se destaca como fator relevante. Entre os jovens em geral, 11% apresentam presença e consumo média ou alta. Já entre os jovens com propensão ao crédito imobiliário, a parcela com presença digital média ou alta chega a 33,6%, índice três vezes superior ao observado no universo jovem total.

 

O levantamento reforça que, para o setor imobiliário, entender as diferenças dentro das próprias gerações é essencial para construir estratégias mais eficazes. Segundo a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto, o desafio está em reconhecer quais consumidores reúnem as condições necessárias para avançar em uma decisão financeira de longo prazo, com ofertas e comunicações mais aderentes à realidade de cada perfil.

 

"A compreensão do comportamento das novas gerações exige análises mais profundas e menos generalizações, especialmente quando falamos de decisões financeiras de longo prazo. Com o apoio das soluções de Marketing da Serasa Experian, como o Insights Hub, conseguimos desenvolver estudos e cruzar variáveis como renda, inserção digital e maturidade financeira para ofereceruma visão mais completa dos diferentes perfis da população brasileira. Isso permite que as empresas aprimorem suas análises, segmentem melhor seus públicos e construam estratégias mais aderentes ao momento de vida de cada consumidor", afirma a executiva da datatech.

 

Millennials lideram interesse por crédito imobiliário

 

Na comparação geracional, a maior afinidade com crédito imobiliário aparece nos Millennials, de 30 a 45 anos, com 24,1%. O recorte mostra que o interesse por esse tipo de produto financeiro não acompanha apenas a faixa etária, mas também o estágio de vida, a estabilidade financeira e a capacidade de assumir compromissos de longo prazo. 

 


Sobre o Insights Hub 

A área de Marketing Solutions da Serasa Experian dispõe de soluções proprietárias que ajudam empresas a compreender perfis de consumo e tomar decisões estratégicas de forma segura e assertiva. O Insights Hub reúne dados demográficos, comportamentais e financeiros de mais de 188,7 milhões de CPFs, permitindo análises profundas sobre tendências de mercado com foco em ética e segurança da informação.  



Experian
experianplc.com


Instituto Butantan busca idosos com 60 anos ou mais na capital e no ABC para ensaio clínico da vacina adjuvada contra gripe; meta é atingir 7.200 voluntários

 Para fechar a meta de 7.200 idosos em diferentes regiões do país, ainda são precisos 990 voluntários com 60 anos ou mais para participar do ensaio clínico da vacina adjuvada contra a gripe

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, ainda busca 990 voluntários para o recrutamento de ensaio clínico da vacina adjuvada contra a gripe em pessoas de 60 anos ou mais. Dois centros de pesquisa da capital e um de São Caetano do Sul, no ABC paulista, seguem recrutando voluntários (veja lista abaixo). Para a análise deste ensaio clínico, são necessários 7.200 voluntários. 

Homens e mulheres de 60 anos ou mais que desejarem participar do recrutamento, precisam estar saudáveis ou, caso tenham alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão, é necessário que estejam clinicamente estáveis. Não serão incluídos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas ou que tenham tomado a vacina contra a gripe nos últimos 180 dias. 

A nova vacina possui um adjuvante em sua composição, com o objetivo de ampliar a proteção contra a gripe em idosos que, naturalmente, possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações, hospitalizações e mortes pelo vírus. 

Como não há um limite exato de voluntários por centro, os esforços agora são para recrutar 990 pessoas com 60 anos ou mais, elegíveis, nos municípios onde estão sendo conduzidos os estudos. 

“Para quem ainda não se vacinou contra a gripe e tem doença controlada, o recrutamento é uma oportunidade de ter uma vacina aprimorada, além de passar por acompanhamento médico ao longo de pelo menos seis meses”, afirma a gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan, Carolina Barbieri. 

Além da capital e da região do ABC, o estudo está sendo conduzido em outros sete centros de pesquisas de outros cinco municípios paulistas: Campinas, Valinhos, Ribeirão Preto, Serrana e São José do Rio Preto. Metade dos participantes receberá a vacina adjuvada do Butantan e outra metade receberá uma vacina da gripe de alta dose, atualmente disponível na rede privada e indicada para o público 60+, permitindo a comparação entre os imunizantes. Os participantes serão acompanhados durante seis meses. 

“Para o desenvolvimento de todo e qualquer imunizante, os voluntários são de extrema importância para garantir a avaliação de segurança e eficácia imunológica (proteção desencadeada pela vacina)”, explica Barbieri. 

Além dos dez centros de pesquisa em municípios paulista, há outros dez centros, em sete municípios de sete estados brasileiros, recrutando voluntários: Vitória (ES); Porto Alegre (RS); Belo Horizonte (MG); Salvador (BA); Recife (PE); Laranjeiras (SE) e Natal (RN). O estudo deve envolver 7.200 voluntários.
 

Mortes por influenza se concentram em idosos

Este ano, até 23 de junho, segundo o painel da Secretaria de Estado da Saúde, foram notificados no estado de São Paulo 24.938 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 1.307 óbitos. 5% das mortes por SRAG ocorreram em pessoas infectadas pelo vírus influenza. Em 2025, foram notificados 67.633 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 6.298 óbitos. 14,03% das mortes por SRAG ocorreram em pessoas infectadas pelo vírus influenza. 

Os idosos são mais propensos a contrair gripe e a sofrer com suas complicações devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico, conhecido como imunossenescência. Esse processo reduz a capacidade do corpo de identificar vírus, produzir anticorpos eficazes e responder rapidamente a novas infecções. A presença de comorbidades, como diabetes e pressão alta também são fatores que podem agravar os efeitos da infecção viral. Por isso, a vacinação previne o desenvolvimento de sintomas mais graves, complicações e hospitalizações , evitando também a sobrecarga do sistema de saúde.

 

Tradição na prevenção da gripe

Desde 2013, o Instituto Butantan fornece a vacina Influenza trivalente sazonal para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), produzindo cerca de 80 milhões de doses por ano. 

O imunizante está disponível nas unidades básicas de saúde do país para todos acima dos 6 meses de idade. Além dos idosos, são grupos prioritários na campanha crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; puérperas e pessoas em situação de rua, entre outros públicos.

 

Confira os locais de atendimento a voluntários: 

São Paulo (capital)

  • CPQuali Pesquisa Clínica
    Endereço: Av. Angélica, 916 - Santa Cecília
  • Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS
    Endereço: Rua Santa Cruz, 81 - Vila Mariana

 

São Caetano do Sul (SP)

  • Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)
    Endereço: Rua Santo Antonio, 117 - Bairro Centro
     
Portal do Butantan: butantan.gov.br
Facebook: Butantan Oficial
Instagram: @butantanoficial
YouTube: @CanalButantan
X: @butantanoficial
LinkedIn: Instituto Butantan
TikTok: @institutobutantan

 

CULTSP PRO abre inscrições para 13 cursos gratuitos na região de Presidente Prudente

 

Curso do CULTSP PRO

São 15 vagas para 1 curso presencial e 230 vagas para 12 cursos online. Inscrições vão até o dia 02 de julho pelo site do Programa 


A Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de SP, por meio do CULTSP PRO - Escolas de Profissionais da Cultura, acaba de lançar 13 cursos gratuitos para a Região de Presidente Prudente. São 15 vagas para um curso presencial na cidade de Rosana e 230 vagas para 12 cursos online. As inscrições vão até o dia 02 de julho, pelo site do CULTSP PRO. As formações são inclusivas. Para garantir os recursos de acessibilidade necessários ao perfil do participante, é preciso sinalizar essa demanda no formulário de inscrição. 

O CULTSP PRO é um programa gerido pelo idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. 

O curso de Elaboração e Articulação de Projetos Culturais capacita os participantes a transformar ideias em propostas estruturadas para editais e programas de fomento. A formação aborda planejamento, definição de objetivos, estratégias de comunicação, construção de parcerias e identificação de oportunidades de financiamento, além de promover a troca de experiências e boas práticas voltadas ao desenvolvimento e à viabilização de iniciativas culturais. 

Em todo o Estado, são oferecidos 110 cursos gratuitos, com 2.005 vagas distribuídas em 12 regiões, além da capital, contemplando diferentes setores da cadeia produtiva da cultura. As atividades serão realizadas em 43 cidades, além das ofertas online.
 

Serviço:

Inscrições: até 2/07
Onde: Site do CULTSP PRO
Para participar: a partir de 16 anos
Fale conosco: atendimento@cultsppro.org.br


PRESENCIAL

Rosana

Elaboração e Articulação de Projetos Culturais

Resumo: O curso apresenta técnicas de elaboração de projetos culturais com foco em editais e programas de fomento estaduais e federais. Os participantes desenvolverão ideias de projetos de forma criativa, estruturando objetivos, ações e estratégias de comunicação, além de explorar possibilidades de articulação com parceiros e financiadores. A formação também incentiva a troca de experiências e boas práticas para fortalecer redes de colaboração e ampliar as oportunidades de realização de iniciativas culturais.

Carga horária: 16 horas

Período: 01/08 a 22/08

Dia(s) e horário(s): Sábados, das 8h às 12h

Local: Centro de Lazer, Esporte e Cultura
Endereço: Rua do Comércio, s/n – Quadra 70 – Distrito de Primavera
Docente: Marcelo Manzatti

Vagas: 15


 

ONLINE

Personal Shopper: do método à prática
Resumo: Curso online de Personal Shopping voltado à formação técnica e estratégica do profissional que atua na mediação entre cliente, consumo e imagem. O curso apresenta as bases do personal shopping, suas etapas, métodos de trabalho e aplicações práticas, considerando diferentes nichos. A proposta é capacitar o participante a estruturar um serviço profissional de personal shopping, com leitura de perfil, curadoria de peças, organização de processos de compra e adaptação do método ao contexto econômico, cultural e simbólico de cada cliente ou empresa.
Carga horária: 18 horas
Período: 21/07 a 06/08
Dia(s) e horário(s): Terças e quintas, das 18h às 21h
Docente: Aline Massa
Vagas: 15


Design como negócio: gestão, marketing e direito aplicados à criação visual
Resumo: O curso aborda o design como atividade econômica, explorando modelos de atuação que vão do freelancer à agência. A formação une planejamento estratégico e marketing a noções práticas de empreendedorismo, gestão financeira e formação de preço. O conteúdo detalha ainda aspectos jurídicos fundamentais, como direito autoral, contratos e propriedade intelectual, preparando o profissional para uma atuação ética, segura e sustentável no mercado criativo.
Carga horária: 68 horas
Período: 05/08 a 25/11
Dia(s) e horário(s): Quartas, das 18h às 22h
Docente: Altair Scheneider
Vagas: 20


Fundamentos de Ilustração Digital
Resumo: Introdução ao universo da criação visual por meios digitais. O curso desenvolve habilidades fundamentais para a produção de ilustrações em softwares gráficos, abordando composição, cor, luz, volume, traço e estilo. Também apresenta técnicas de pintura e acabamento digital, formatos de produção visual e práticas de mercado, culminando na criação de um projeto pessoal.
Carga horária: 66 horas
Período: 03/08 a 21/10
Dia(s) e horário(s): Segundas e quartas, das 19h às 21h
Docente: Bia Bock
Vagas: 20


Projeto de Estúdios Caseiros de Música: Como Montar um Home Studio
Resumo: Introdução aos fundamentos de acústica, áudio e tecnologia com foco em espaços não profissionais. O curso apresenta soluções práticas para montagem de estúdios independentes, abordando conceitos de som, acústica, equipamentos de áudio e softwares de gravação, além do fluxo de trabalho de uma produção musical.
Carga horária: 24 horas
Período: 04/08 a 22/09
Dia(s) e horário(s): Terças, das 19h às 22h
Docente: Nicholas Rabinovitch
Vagas: 20


Sustentabilidade e Equipamentos Culturais: da estratégia à prática
Resumo: Formação introdutória e aplicada sobre sustentabilidade em museus e equipamentos culturais. O curso aborda dimensões ambientais, sociais, culturais e de governança, discutindo gestão institucional, impacto, programação, engajamento de públicos e transformação organizacional. Os participantes conhecerão ferramentas e metodologias para elaborar estratégias e planos de ação voltados à sustentabilidade.
Carga horária: 16 horas
Período: 03/08 a 26/08
Dia(s) e horário(s): Segundas e quartas, das 17h às 19h
Docente: Giovanna Gray Nassralla
Vagas: 20


Dados para Tomada de Decisão em Museus
Resumo: O curso apresenta fundamentos teóricos e práticos sobre o uso estratégico de dados na gestão museológica. Aborda coleta, análise e interpretação de informações relacionadas a públicos, acervos, ações educativas, comunicação e indicadores institucionais, além de discutir cultura orientada a dados, ética, transparência e proteção de informações.
Carga horária: 20 horas
Período: 04/08 a 03/09
Dia(s) e horário(s): Terças e quintas, das 19h às 21h
Docentes: Juliana Pons e Lourdes Silva
Vagas: 20


Da peça ao like
Resumo: Curso voltado para artesãos e criadores que desejam aprimorar a apresentação de seus produtos por meio da fotografia e do vídeo com celular. Aborda composição, iluminação, enquadramento e edição, além de estratégias visuais para redes sociais que ampliem o alcance e o engajamento das publicações.
Carga horária: 36 horas
Período: 21/07 a 26/08
Dia(s) e horário(s): Terças e quartas, das 18h às 21h
Docente: Theo Grahl
Vagas: 15


Produção de podcasts com ferramentas gratuitas
Resumo: Curso prático que aborda todas as etapas de produção de podcasts, desde a definição de pauta e roteiro até gravação, edição e publicação. Os participantes aprenderão sobre formatos, linguagem, identidade sonora e estratégias de distribuição, desenvolvendo um episódio piloto ao longo da formação.
Carga horária: 28 horas
Período: 03/08 a 26/08
Dia(s) e horário(s): Segundas e quartas, das 18h30 às 22h
Docente: Thiago Kaczuroski
Vagas: 20


Feito à mão: cerâmica no Brasil
Resumo: O curso propõe uma reflexão sobre artistas e comunidades artesãs que produzem cerâmica no Brasil, considerando seus territórios e aspectos materiais, culturais e ecológicos. Ao longo das aulas, serão discutidos processos de produção, trajetórias de artistas e formas de circulação e valorização da cerâmica contemporânea e tradicional.
Carga horária: 18 horas
Período: 17/08 a 28/09
Dia(s) e horário(s): Segundas, das 19h às 22h
Docente: Mariana Silva
Vagas: 20


Gastronomia empreendedora: Conceitos e Práticas para Negócios de Alimentação
Resumo: Formação voltada ao desenvolvimento de competências empreendedoras aplicadas à gastronomia. O curso aborda planejamento estratégico, definição de conceito e público-alvo, elaboração de cardápios, precificação, controle de custos, gestão financeira, marketing, identidade de marca, canais de venda e experiência do cliente.
Carga horária: 40 horas
Período: 28/07 a 27/08
Dia(s) e horário(s): Terças e quintas, das 18h às 22h
Docente: Marilene Santos
Vagas: 20


Educação Patrimonial: Caminhos, conceitos e práticas
Resumo: Formação que apresenta os principais conceitos do patrimônio cultural e os fundamentos da educação patrimonial, articulando teoria e prática. Busca fortalecer a sensibilização para a memória, o pertencimento e a valorização do patrimônio cultural material e imaterial por meio de experiências e reflexões aplicadas.
Carga horária: 24 horas
Período: 04/08 a 27/08
Dia(s) e horário(s): Terças e quintas, das 19h às 22h
Docente: Ana Gléria
Vagas: 20


Inventário do Patrimônio Imaterial: Métodos e práticas
Resumo: O curso apresenta métodos de identificação e registro do patrimônio imaterial, com foco em práticas de inventário e na relação com comunidades detentoras desses saberes. Aborda técnicas de entrevista, história oral, registro, sistematização de informações e construção de instrumentos de pesquisa aplicados.
Carga horária: 24 horas
Período: 11/08 a 03/09
Dia(s) e horário(s): Terças e quintas, das 19h às 22h
Docente: Brenda Leite
Vagas: 20


quarta-feira, 24 de junho de 2026

São João e jogo do Brasil acendem alerta para acidentes graves com fogos de artifício

 Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) chama atenção para os riscos do manuseio inadequado durante os festejos


 A combinação entre as comemorações de São João e os jogos da Seleção Brasileira aumenta significativamente o uso de fogos de artifício em todo o país. O que muitos veem como uma tradição festiva, porém, pode resultar em acidentes graves, especialmente envolvendo mãos e dedos.  

Especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) alertam que queimaduras, lacerações e até amputações estão entre as lesões mais frequentes causadas por rojões, bombas e outros artefatos explosivos. As mãos costumam ser as partes do corpo mais atingidas, já que estão diretamente envolvidas no manuseio dos fogos.

Bastam poucos segundos para que uma comemoração termine em uma lesão permanente. Em meio às festividades juninas e à empolgação dos torcedores nos jogos do Brasil na Copa do Mundo, a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) chama a atenção para os perigos do uso inadequado de fogos de artifício, uma das principais causas de traumas graves nas mãos. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que muitas ocorrências acontecem por descuido, excesso de confiança no manuseio e, quando envolvem crianças, por falta de supervisão durante as comemorações. 

Os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam”, explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas durante explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer pele, músculos, tendões, nervos e até os ossos. 

“Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar”, destaca o médico. 

O presidente da SBCM destaca que muitas das lesões atendidas nesse período poderiam ser evitadas com mais conscientização sobre os riscos envolvidos nas brincadeiras juninas. 

"Muitas vezes, por fazerem parte das tradições juninas, fogos de artifício e fogueiras acabam sendo tratados sem a devida percepção de risco, mas estamos falando de situações que podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade”, conclui. 



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
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