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sexta-feira, 13 de março de 2026

FAAP e MAM São Paulo apresentam exposição em parceria inédita


Felipe Cama, Gobbis x Elaine, 2008. Doação artista por intermédio do
 Clube de Colecionadores de Fotografia MAM São Paulo, 2009.
Coleção MAM São Paulo
 

Mostra reúne obras de artistas da coleção do MAM que estudaram ou lecionaram na FAAP, e propõe discutir o percurso formativo em arte como processo em movimento entre escola, ateliê e museu

 

De 26 de março a 28 de junho de 2026, a Fundação Armando Alvares Penteado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentam a exposição FAAP na coleção do MAM: a formação do artista. Com curadoria de Cauê Alves e Marcos Moraes, a mostra acontece no Salão Cultural do MAB FAAP - Museu de Arte Brasileira e reúne cerca de 160 obras do acervo do MAM São Paulo de 80 artistas que passaram pela FAAP como estudantes ou professores, revelando percursos formativos que atravessam gerações e instituições. 

FAAP na coleção do MAM: a formação do artista aborda o modo como museu e escola irradiam saberes, acolhem rupturas e acompanham os movimentos da arte brasileira. Mais do que compreender a formação como aprendizado técnico e teórico, a exposição propõe pensá-la como uma travessia permanente, que se reinventa por meio do diálogo com o mundo contemporâneo e do contato direto com a arte. 

Articulada em três núcleos – alunos, professores e artistas residentes – a exposição propõe um percurso que acompanha seis décadas de existência do curso de artes visuais da FAAP – mas também com artistas que estudaram cinema, publicidade e comunicação visual na Instituição. Para os curadores, “mais do que compreender a formação como aprendizado teórico, técnico e de linguagens artísticas, trata-se de estimular o diálogo com o mundo contemporâneo e o contato direto com a arte”. 

“A exposição propõe uma reflexão sobre os vínculos entre ensino, prática e reconhecimento institucional na arte brasileira, apontando para o fato de que a formação do artista nunca está concluída: ela está sempre em expansão e se reinventando, tanto na sala de aula, no ateliê, quanto no museu ou em programas de residência artística. Ao realizar este projeto em parceria com a FAAP - a primeira entre as duas instituições - o MAM reafirma seu compromisso histórico com colaborações institucionais que ampliam o debate público e fazem o acervo circular, ativando novas leituras e contextos”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo. 

“O recorte curatorial evidencia como a formação do artista se constrói de modo contínuo e expandido. Cada obra presente na exposição testemunha o entrelaçamento entre os percursos individuais dos artistas, o ambiente pedagógico da FAAP e o papel do museu como espaço de legitimação, mediação e circulação. É possível reconhecer, no conjunto das obras, o diálogo entre as diferentes gerações que passaram pelos cursos vinculados à Fundação e que estão presentes tanto na história da arte contemporânea como na coleção do Museu. É uma excelente oportunidade para vermos também os resultados em manter dois programas de residência artística, em São Paulo e Paris, voltados para o desenvolvimento de projetos, ativos nos últimos 30 anos”, reflete Marcos Moraes, diretor do MAB FAAP, do curso de Artes Visuais e das Residências Artísticas da FAAP – São Paulo/ Paris. 

A lista de artistas é composta por Alex Cerveny, Alex Vallauri, Ana Maria Tavares, Anna Mantovani, André Komatsu, Caetano de Almeida, Caio Reisewitz, Carla Chaim, Carla Zaccagnini, Carmela Gross, Celina Yamauchi, Celso Orsini, Claudio Mubarac, Dora Longo Bahia, Edgar de Souza, Edith Derdyk, Edouard Fraipont, Elisa Bracher, Evandro Carlos Jardim, Fabiano Marques, Fabio Morais, Fabricio Lopez, Felipe Cama, Felipe Cohen, Flávia Junqueira, Gilberto Mariotti, Gisele Motta & Leandro Lima, Guilherme Petters, Gustavo Rezende, Herman Tacasey, Hudinilson Júnior, Iran do Espírito Santo, Jac Leirner, João Loureiro, José Leonilson, José Moraes, José Spaniol, Julio Plaza, Karola Braga, Keila Alaver, Laurita Salles, Leda Catunda, Letícia Ramos, Leya Mira Brander, Lia Chaia, Lina Kim, Lucas Bambozzi, Lucia Koch, Luiz Solha, Luiz Zerbini, Lydia Okumura, Marcelo Arruda, Marcello Nitsche, Marcelo Cidade, Márcia Xavier, Maria Teresa Louro, Mário Ishikawa, Mauro Restiffe, Mauro Piva, Marcius Galan, Marina Rheingantz, Marina Saleme, Mônica Barth, Mônica Nador, Mônica Schoenacker, Nelson Leirner, Nicolas Vlavianos, Norberto Nicola, Paulo Pasta, Pazé, Regina Johas, Regina Silveira, Ricardo Carioba, Rogério Canella, Rosângela Dorazio, Sandra Cinto, Santídio Pereira, Sérgio Romagnolo, Sidney Amaral, Tiago Judas, Thiago Honório & Thiago Bortolozzo, Ulysses Bôscolo, Vik Muniz e Wagner Malta Tavares. 

Criada em 1947, a FAAP consolidou-se como um espaço dedicado à formação artística, à pesquisa e à reflexão crítica. Já o MAM São Paulo, fundado em 1948, nasceu como um lugar de experimentação, aberto à arte moderna e contemporânea. A aproximação entre essas duas histórias encontra eco na atuação de figuras centrais do cenário cultural brasileiro, como Yolanda Penteado, protagonista do mecenato cultural no país, e seu primo Armando Alvares Penteado, cujo projeto institucional visava fomentar o estudo da arte e profissionalizar o circuito artístico. 

Hoje, com 60 anos de história, o curso de artes visuais da instituição tem, além da formação, exposições como a Anual de Artes, já em sua 55ª edição, que já revelou nomes em início de carreira para o circuito das artes. Os programas de residência artística, tanto em São Paulo, como em Paris, têm 30 anos de existência e já receberam mais de 450 artistas do mundo todo para o desenvolvimento de projetos. 

A exposição FAAP na coleção do MAM: a formação do artista integra o programa MAM em Movimento, iniciativa que leva a coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo a outras instituições durante o fechamento temporário de sua sede para reforma, ampliando diálogos, expandindo seus territórios de atuação e reafirmando seu compromisso com a circulação do acervo e com a construção de parcerias institucionais.

 

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM tem uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

O MAM está temporariamente fora de sua sede no Ibirapuera desde agosto de 2024 devido à reforma da marquise, realizada pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, e o retorno do museu ao Parque está previsto para o segundo semestre de 2026. A programação de exposições está sendo apresentada em instituições parceiras. Acompanhe as atividades do MAM através do site (www.mam.org.br) e pelas redes sociais (@mamsaopaulo).

 

Sobre a FAAP

Desde 1947, a FAAP se destaca como um marco na cultura, nos negócios e na educação. É uma instituição de ensino superior de referência. É uma instituição tripartite – educacional, cultural e artística. Investe em cultura e ensino por meio do Museu de Arte Brasileira, do Teatro FAAP, do Colégio FAAP, da biblioteca (criada em 1959) e das faculdades. O curso de artes visuais da instituição é um dos mais tradicionais do país, com 60 anos de existência e reconhecido como referência na formação de artistas, curadores e profissionais ligados às artes. 

Um dos diferenciais do curso é a organização da Anual de Arte, exposição que reúne os trabalhos de alunos. Realizada desde 1964, a exposição tem revelado artistas e estimulado a reflexão sobre a arte contemporânea. Participam também desta exposição os artistas que integram o programa de Residência Artística, gerando uma rica troca de conhecimento.

 

Residência Artística FAAP – Paris

A FAAP é atualmente a única instituição educacional da América Latina a manter uma residência artística universitária na Cité Internationale des Arts, reafirmando seu compromisso com a formação, a pesquisa e a projeção internacional de artistas no cenário contemporâneo. 

O programa de residência da FAAP em Paris já se aproxima dos seus 30 anos de existência, e é um dos mais prestigiados da Fundação Armando Alvares Penteado. Oferece a artistas ligados à FAAP — estudantes, ex-alunos e professores — a oportunidade de viver e criar em Paris, sem custos e com subsídio. Instalada na Cité Internationale des Arts, às margens do Rio Sena, a residência proporciona um ambiente dinâmico, multicultural e inserido em um dos principais epicentros da arte contemporânea. Já fizeram o programa de residência em Paris artistas como Dora Longo Bahia, Daniel de Paula, Graziela Kunsch, Flavia Junqueira, Marcius Gallan, Maurício Ianês, Rodolpho Parigi, Sandra Cinto, Thiago Honório, Caetano de Almeida, Lia Chaia, Fábio Morais, Fernanda Galvão e Pepi Lemes. 

Atualmente, a artista escolhida para o programa é Regina Parra, ex-aluna do curso de Artes Visuais da FAAP e ex-professora da instituição, ocupando o estúdio 1422 na capital francesa para desenvolver um projeto inédito.

 

Residência Artística FAAP – São Paulo

A Residência Artística FAAP tem como objetivo oferecer um espaço privilegiado para troca de experiências na área de artes visuais. O espaço – localizado no centro de São Paulo - possui dez estúdios para acomodar os artistas que participam do programa a partir de processo seletivo realizado a cada início de semestre. O Programa foi criado em 2005 e, desde então, recebe artistas nacionais e internacionais todos os semestres. Mais de 450 artistas de todos os continentes já passaram Edifício Lutetia, localizado na Praça do Patriarca, no centro de São Paulo, e projetado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo.


 

Sobre o MAB FAAP

Instalado no edifício projetado por Auguste Perret, desde que abriu suas portas pela primeira vez em agosto de 1961, com a mostra “Barroco no Brasil”, o MAB FAAP se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Nestes 65 anos de existência, compôs um acervo que conta com mais de 4.000 obras de arte criadas a partir do final do século 19. No decorrer dos últimos anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do país, como “Proposta 65”, “O Objeto na Arte: Brasil anos 60”, entre outras. Em 2024, apresentou a exposição “Desafio Salvador Dalí: Uma Exposição Surreal na FAAP, “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil”. Em 2025, recebeu a exposição “Andy Warhol: Pop Art!”, e sediou a Conferência Res Artis 2025 – São Paulo, o maior evento dedicado às residências artísticas do mundo, realizado pela primeira vez na América Latina.


 

Serviço:

FAAP na coleção do MAM São Paulo: a formação do artista

Abertura: 26 de março de 2026

Encerramento: 28 de junho


MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento:

De terça a domingo, das 10h às 18h - última entrada às 17h30
 

Entrada gratuita

Fechado às segundas-feiras

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes

Classificação etária: livre para todas as idades



Que seja casa, o amor ainda que amar desabrigue

 

Eduardo Berliner, Espelho, 2026, Óleo sobre tela 250 x 190 cm


Curadoria de Ana Carolina Ralston

Abertura 21 de março, às 10h30

   

O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba abre no dia 21 de março, sábado, às 10h30, a exposição coletiva “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”, com curadoria de Ana Carolina Ralston. A mostra reúne mais de 50 obras, de 33 artistas, entre produções que fazem parte do acervo do museu e outras de artistas convidados, articulando diferentes gerações e procedimentos em torno de uma questão central: como pensar o amor como forma de habitar.
 

O título parte de um verso da escritora Mar Becker e desloca a ideia de casa do campo arquitetônico para o campo das relações. Casa deixa de ser apenas estrutura física e passa a ser entendida como construção afetiva e política. Amar, nesse contexto é criação de um espaço comum que implica risco e responsabilidade.

A exposição reúne pinturas, gravuras, esculturas e instalações que investigam o sentimento como território compartilhado. O gesto curatorial aproxima obras do acervo de produções recentes, estabelecendo um diálogo entre diferentes momentos da arte brasileira. Ao fazê-lo, também atualiza a coleção do museu e amplia sua inserção no debate contemporâneo.
 

“Pensar a casa como metáfora do amor é reconhecer que habitar nunca foi apenas ocupar um espaço, mas sustentar vínculos. Esta exposição parte da ideia de que a casa é construída na relação, no cuidado e na partilha da vulnerabilidade. Amar não nos protege do desabrigo; ao contrário, nos expõe a ele. Ainda assim, é nesse risco que se funda a possibilidade de um lugar comum.” Ana Carolina Ralston, curadora 

Artistas do acervo: Arthur Piza, Claudia Andujar, Estela Sokol, Fabíola Chiminazzo, Ferreira Gullar, Francisco Klinger, J. Borges, Katia Canton, Laura M. Mattos, Luiz Zerbini, Maria Bonomi, Siron Franco, Túlio Pinto, Vânia Mignone e Vania Toledo. 

Artistas convidados: Antonio Henrique Amaral, Barrão, Brisa Noronha, Claudio Duarte ISE, Eduardo Berliner, Felipe Rezende, Gabriela Giroletti, Guerreiro do Divino Amor, Heloisa Hariadne, Ivan Grilo, José Carlos Martinat, João Cazzaniga, José Spaniol, Julia Gallo, Nino Cais, Paulo Bruscky, Regina Parra, Selva de Carvalho e Thix.

  

Serviço

Exposição: “Que seja casa, o amor. ainda que amar desabrigue”
Curadoria: Ana Carolina Ralston

Abertura: 21 de março, sábado, às 10h30
Período: 22 de março a 15 de maio de 2026
Local: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – MACS
Endereço: Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro, Sorocaba
Visitação: terça a sexta, 10h às 17h | sábados, domingos e feriados, 10h às 15h

Realização: Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba
Apoio: Secretaria de Cultura de Sorocaba, Dan Galeria
Patrocínio: Laranjinha Itaú, Itaú, White Martins, Sorocaba Refrescos, Ibram, Ministério da Cultura


O Ninho, um recado da raiz, escrito e dirigido pelo premiado autor Newton Moreno, ganha nova temporada gratuita de circulação por teatros municipais a partir de março

Crédito: Ronaldo Gutierrez

Com trilha sonora original de Zeca Baleiro (indicado ao Prêmio Shell 2024 pelo trabalho),  espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no  canavial nordestino 

 

Depois de duas temporadas de sucesso, O Ninho, um recado da raiz, com direção e dramaturgia do celebrado autor Newton Moreno ganha uma nova temporada gratuita  de circulação, passando pelos Teatros Paulo Eiró (de 20 a 29 de março), Arthur de Azevedo (de 3 a 12 de abril) e Alfredo Mesquita (de 16 de abril a 3 de maio).

O projeto, que estreou no Sesc Bom Retiro, em março de 2024, marcou o  reencontro de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019). A partir de 2025, quem assume a produção da montagem é Alexandre Brazil e seu Escritório das Artes.

O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a  direção musical ao lado de André Bedurê, indicados ao Prêmio Shell 2024. Já o  elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Gabi Britto, Rebeca  Jamir e Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Nanda Guedes e Zeca Loureiro.  

Escrita em 2009, O Ninho, um recado da raiz surgiu quando a Cia. Os Fofos  Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado  feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a  criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor  um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi  encenado na sequência.  

“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma  cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa  chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou  alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de  Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas  com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de  pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos  nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton  Moreno.  

E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma  resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos  fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Tive acesso aos trabalhos da saudosa  pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o  momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas,  e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.  

O Ninho, um recado da raiz é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em  terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem  parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família.  Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que  a descoberta de si é sempre dolorosa.  

“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas  ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter  sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando  ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava.  Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a  busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.  

Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa cerimônia de busca pela verdade, essa busca desse rapaz. Uma história de auto-descoberta que flerta com o trágico”, comenta Moreno.


Ficha Técnica

Elenco: Paulo de Pontes @paulo.pontes.56, Tay Lopez @taylopez, Kátia Daher @katiadaher77, Gabi Britto @gabi_britto, Rebeca Jamir e Jorge de Paula @jorgedepaula

Músicos: Nanda Guedes @nandaguedesoficial e Zeca Loureiro @zeca_loureiro

Texto Letras e Direção: Newton Moreno @newtonmoreno9

Assistente de Direção: Almir Martines @almir.martines

Dramaturgista: Bernardo Bibancos

Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro @zbaleiro

As músicas “Vento no canavial”e “Recado da Raiz” foram escritas por Zeca Baleiro e Newton Moreno

A música “Corifeia” foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno 

A música “Ladainha”foi escrita por Rebeca Jamir

Direção Musical: Zeca Baleiro e André Badurê @andre.bedure

Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir @rebecajamir

Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues

Cenografia: André Cortez 

Assistente de Cenografia: Camila Refinetti 

Cenotécnico: Wanderley Wagner 

Serralheria: Fernando Zimolo

Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design

Desenho de Luz: Wagner Pinto

Produção de Luz: Carina Tavares

Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi

Operação de Luz: Gabriela Cezário

Visagismo: Dhiego Durso e Allan Ferc

Confecção de Adereços: Zé Valdir

Figurinos: Fábio Namatame 

Assistente: Lari Andrade 

Modelagem: Juliano Lopes 

Modelagem e Costura: Lenilda Moura 

Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo 

Adereços: Antônio Ocelio de Sá

Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel

Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman

Palestrante e Historiadora: Susan Lewis

Diretor de Palco: Duane Bin Nogueira 

Contrarregra: Murilo Goes

Montagem e Desmontagem de Cenografia: Mateus Fiorentino Nanci e equipe

Camareira: Luciana Galvão

Operador de Som: Anderson Moura e Nayara Konno

Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota e Mateus Okata

Fotos: Ronaldo Gutierrez

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes 

Produção Original: Rodrigo Velloni – Velloni Produções

Consultoria Jurídica: Equipe Escritório das Artes

Contabilidade: Confasp Contabilidade

Prestação de Contas: Escritório das Artes

Produtora Executiva: Katia Brito

Produtora Administrativa: Jeane Souza

Consultoria de Produção: SD8 Entretenimento Ltda

Diretor e Coordenador Geral de Produção: Alexandre Brazil

Gestão de Produção: Escritório das Artes

Instagram: https://www.instagram.com/o.ninho.teatro/ 


Sinopse  

O NINHO, UM RECADO DA RAIZ é uma novela cênica sobre a intolerância e o  ódio em terras brasileiras, no canavial nordestino. Um jovem em busca de sua  origem, obstinado e incansável, enfrenta a jornada até sua verdade, sua primeira  família. Raízes sangrando, tradições perdidas. Ele é alertado dos perigos que se  anunciam, mas ele persevera até entender que a descoberta de si é sempre  dolorosa. A busca pela sua identidade reflete nossa busca do DNA de um país, que  se sabe pouco. Que não teve acesso a todos os ‘álbuns de família’, de uma  formação torta e esquecida.  

 

Serviço

O Ninho, um Recado da Raiz, de Newton Moreno

Classificação: 14 anos  

Duração: 90 minutos  

Gênero: Drama 

 

Retire o seu ingresso pelo Sympla ou na bilheteria do teatro uma hora antes do espetáculo. Sujeito à lotação.

 

Zona Sul – Teatro Paulo Eiró

Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, São Paulo

Apresentações: 20/3 a 29/3, às sextas e aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h

 

Zona Leste - Teatro Arthur Azevedo 

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo

Apresentações: 3/4 a 12/4, às sextas e aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h

 

Zona Norte - Teatro Alfredo Mesquita

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 - Santana, São Paulo

Apresentações: 16/4 a 19/4, de quinta a sábado, às 20h; e no domingo, às 19h.

Apresentações: 30/4 a 3/5, de quinta a sábado, às 20h; e no domingo, às 19h.

 

“Este projeto foi contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro — Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa”

 

Depois de temporada carioca de sucesso, o monólogo Tráfico estreia em São Paulo, no Teatro Estúdio dia 13 de março, para curta temporada

Crédito: @callanga - Agência @amarelourca

Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin
 

 

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo Tráfico comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

“Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”. 


FICHA TÉCNICA

Texto: Sergio Blanco  

Atuação: Robson Torinni  

Direção: Victor Garcia Peralta  

Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  

Direção de Arte: Gilberto Gawronski  

Iluminação: Bernardo Lorga  

Direção de Movimento: Toni Rodrigues  

Direção Musical: Marcello H.  

Operador de Luz: Rodrigo Lopes  

Operador de Som: Rodrigo Pinho  

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Design Gráfico: Alexandre de Castro  

Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais) 

Produção executiva: Gustavo Valezzi

Realização: REG'S Produções Artísticas  

Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  

Sinopse

Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. 


Serviço 

Tráfico, de Sérgio Blanco

Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo 

Ingressos: R$ 100 (inteira)  e R$ 50 (meia-entrada), com vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283


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