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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

"O que significa?": ranking dos termos digitais mais pesquisados pelos brasileiros em 2025 tem "TBT", "spam" e "dropshipping"

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 Retrospectiva anual acaba de ser divulgada pela Locaweb, que explica o sentido de palavras comuns nas redes sociais, e-commerces e no universo da programação

 

Dump, thread, tbt, spam… Se, em 2025, foram muitas as vezes em que você se perguntou o significado de termos como esses, saiba que não é o único — e a prova disso foram as buscas no Google por palavras do universo digital ao longo do ano.  

Segundo o novo levantamento da Locaweb, referência em serviços de internet, não faltaram dúvidas entre a população: em meio a perguntas envolvendo a linguagem típica das redes sociais, do comércio eletrônico e da programação, desde janeiro, os mecanismos de busca registraram mais de 1,5 milhão de pesquisas do tipo “o que significa?” e “qual o sentido?”, revelando uma dificuldade comum ao compreender certas expressões que marcam a comunicação na Web.  

Em um contexto de amplo uso das Inteligências Artificiais, por exemplo, um questionamento geral se manteve constante entre os usuários: “o que significa IA”, que gerou cerca de 67 mil buscas em 2025 — ao lado da definição de siglas como  "NFC" e "URL".   

Mas, afinal, além delas, quais outras nomenclaturas, abreviações e jargões online estiveram por trás das buscas dos brasileiros neste ano? Aliás, o que de fato significam essas palavras, que seguem causando confusão em diversos internautas de Norte a Sul? Respostas para tais perguntas podem ser encontradas no conteúdo a seguir, que traz, além de uma retrospectiva das principais buscas neste ano, explicações acessíveis da empresa líder em soluções digitais. Confira! 

 

 

"Tbt", "low profile", "dump": termos comuns no Instagram e TikTok são os mais buscados do ano

Ao longo de 2025, alguns termos usados no dia a dia das redes despertaram tanta curiosidade que acabaram entre os mais buscados do ano, como mostra o ranking da Locaweb. A sigla “TBT”, por exemplo, lidera o ranking das pesquisas anuais dos brasileiros com mais de 399 mil buscas. Versão reduzida da expressão “Throwback Thursday” (algo como “quinta-feira das lembranças”), a palavra é usada em plataformas como o Instagram, TikTok e Facebook para marcar publicações que relembram momentos antigos, tradicionalmente às quintas-feiras. 

Algo similar aconteceu com “low profile” (que pode ser traduzido como “discreto”), jargão por trás de 227 mil pesquisas e cujo significado descreve o estilo de usuários que preferem discrição e pouca exposição online, algo que muitas pessoas ainda buscam entender. Trata-se de uma expressão comum das mídias sociais — e que não deve causar surpresa em quem também já está familiarizado com o famoso “dump” (ou photo dump), formato de postagem que consiste, basicamente, em reunir fotos aleatórias em um único carrossel no Instagram. 

E quanto ao termo “threads”? Nesse caso, estamos falando da tradução da palavra em inglês para “fio” e “linha”, mas que, no contexto da internet, ganha um sentido específico: uma sequência de mensagens conectadas, como em fóruns e plataformas de discussão. 

Em 2025, porém, o termo apareceu nas buscas por causa da rede social da Meta, lançada como alternativa ao X (antigo Twitter), que adotou o nome para sua plataforma focada em conversas em texto. As dúvidas foram tantas que a expressão gerou mais de 175 mil pesquisas no ano, movidas pela curiosidade dos usuários em entender não apenas seu sentido, mas o funcionamento, proposta e diferenças em relação a outras redes sociais.

 

Afinal, o que significa IA?  

Se, de um lado, palavras do cotidiano nas redes sociais dominaram as buscas, no campo geral da tecnologia, o cenário não foi diferente… E nenhum termo gerou tanta curiosidade quanto o significado de “IA”. 

Em 2025, a definição da expressão esteve por trás de cerca de 67 mil pesquisas, impulsionada pela popularização das Inteligências Artificiais generativas no trabalho, nos estudos e no entretenimento. A sigla se refere a sistemas capazes de aprender, raciocinar e executar tarefas de maneira autônoma, simulando habilidades humanas como interpretação de linguagem, análise de dados e tomada de decisão.  

Outra dúvida que se destacou em 2025 foi sobre o sentido de “dropshipping” (algo como “envio direto”, em tradução livre), modelo de comércio eletrônico responsável por mais de 81 mil buscas de Norte a Sul. Nele, o lojista vende produtos sem manter estoque próprio: quem envia o item ao consumidor é o fornecedor, o que torna a operação mais barata e atrativa para quem deseja empreender online. 

 

Da "URL" ao "upload": descomplicando recursos de internet

Se, no bloco acima, as dúvidas giravam em torno de expressões populares do mundo dos negócios e das redes sociais, aqui surgem termos também presentes no cotidiano digital — mas ligados ao funcionamento da internet e dos dispositivos. 

É o caso de “NFC”, que significa “near field communication” (“comunicação por campo de proximidade”) e descreve a tecnologia que permite conexões rápidas entre dispositivos próximos um do outro (pense nos pagamentos por aproximação, por exemplo), conforme explica Shirley Rios, no canal da Locaweb. Na mesma linha aparece “URL”, que vem de “uniform resource locator” (“localizador uniforme de recursos”) e corresponde, literalmente, ao endereço que identifica qualquer página na web. 

Outro termo que figurou entre as buscas foi “upload”, com cerca de 36 mil pesquisas. A palavra em inglês significa “enviar” ou “transferir para cima”, no sentido de subir um arquivo para a internet, processo comum em apps, plataformas de armazenamento e redes sociais. Já “software” se refere aos programas que executam tarefas em computadores e dispositivos móveis — e aparece lado a lado com “spam”, usada para se referir a mensagens indesejadas ou repetitivas enviadas sem solicitação, especialmente por e-mail. 

Por fim, nem a própria definição de “Web” escapou do olhar dos brasileiros em 2025. O termo, 12° mais pesquisado no ano, vem de World Wide Web (“rede mundial de computadores”) e nomeia o conjunto de páginas, sites e conteúdos acessados pelos navegadores… Aquilo que, no uso cotidiano, muitos tratam simplesmente como “internet”. 

 

Metodologia 

Para desvendar os termos do universo digital mais procurados no país, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros desde janeiro de 2025. A investigação foi pautada pelas expressões "o que significa", "significado de", “definição de” e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais. Em seguida, os termos mais pesquisados foram dispostos em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano. 


Voto distrital misto: fortalecimento democrático, proximidade com o cidadão e maior legitimidade política

A discussão sobre o voto distrital misto ganhou relevância no cenário brasileiro contemporâneo diante da evidente crise de representatividade que permeia o sistema político. O distanciamento entre eleitores e parlamentares, frequentemente percebido nas pesquisas de opinião e no cotidiano das instituições, decorre, em grande parte, de um modelo que, embora plural, dificulta a identificação direta do cidadão com aqueles que o representam. Neste contexto, o voto distrital misto surge como alternativa institucional capaz de aproximar o Parlamento da realidade concreta das cidades e das regiões, sem eliminar o espaço necessário para a defesa das grandes causas sociais e das agendas nacionais. 

Por meio do voto distrital, cada região elege diretamente um representante. Isso favorece a responsabilização política, fortalece o vínculo com o território e amplia a capacidade do eleitor de reconhecer quem trabalha efetivamente por sua cidade. 

Ao mesmo tempo, a manutenção da proporcionalidade garante que temas estruturantes, como direitos sociais, proteção ambiental, inovação, políticas de igualdade e reformas de Estado, continuem a ter expressão institucional. Assim, o modelo não exclui agendas macro. Ao contrário - preserva e qualifica a pluralidade política que caracteriza democracias complexas. 

A experiência recente do Grande ABC ilustra, de maneira concreta, o potencial do modelo em tela. Santo André-SP e os municípios vizinhos enfrentam desafios típicos de grandes conglomerados metropolitanos, o que exige políticas públicas integradas e parlamentares profundamente comprometidos com o território. Mobilidade Urbana, redes de saúde regionalizadas, Desenvolvimento Econômico, requalificação de áreas degradadas e políticas sociais duradouras dependem, em grande medida, de representantes que conheçam de perto a dinâmica socioeconômica da região. 

Testemunho todos os dias, dentro de casa, este contexto materializado, por meio da atuação de minha esposa, a deputada estadual Ana Carolina Serra (Cidadania-SP) - exemplo relevante no que tange o debate sobre o voto distrital misto. O trabalho dela, assim como o de outros parlamentares do ABC, demonstra como o vínculo direto com o município e com a região potencializa resultados. 

A destinação de recursos para a Infraestrutura e a Saúde, o apoio a programas de proteção social, a defesa de políticas públicas regionais integradas e a presença constante junto às administrações municipais locais revelam uma atuação orientada pelo território, pela escuta ativa, pela proximidade e pela continuidade das ações que deram e continuam dando certo. 

A experiência do Grande ABC, somada ao trabalho de deputados estaduais, como a Ana Carolina, prova que é possível construir um Parlamento mais próximo, mais eficiente e mais responsável. 

Em suma, o voto distrital misto, ao integrar o local e o nacional, aponta para um caminho institucional de fortalecimento democrático e de maior legitimidade na representação política. É vanguarda. É o futuro. É sinônimo de melhores resultados para a nossa gente!

 

Paulo Serra - especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas, pela Escola Paulista de Direito; e em Financiamento de Infraestrutura, Regulação e Gestão de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pela Universidade de Harvard (Estados Unidos); cursou Economia, na Universidade de São Paulo (USP); é graduado em Direito, pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo-SP; professor universitário no curso de Direito, também é 1º vice-presidente da Executiva Nacional do PSDB e presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo; foi prefeito de Santo André-SP, de 2017 a 2024

 

Dia Internacional dos Direitos dos Animais reforça a importância do respeito e da responsabilidade com os pets

Empresas e a indústria pet podem atuar como agentes transformadores
 ao promover educação sobre os direitos dos animais
Freepik
Data convida à reflexão sobre os desafios na proteção dos animais e destaca a importância da conscientização para a construção de uma sociedade mais ética e empática


Celebrado em 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos dos Animais convida a sociedade a refletir sobre a forma como cães e gatos são tratados e sobre a responsabilidade coletiva na garantia de bem-estar, dignidade e proteção contra maus-tratos. Mais do que marcar o calendário, a data tem papel essencial na conscientização e na construção de uma cultura mais empática e ética em relação aos animais.


Segundo Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, o principal objetivo da data é ampliar o conhecimento da população sobre a importância dos cuidados básicos e do respeito à vida animal. “O Dia Internacional dos Direitos dos Animais é uma oportunidade para estimular mudanças de comportamento e reforçar valores como cuidado, responsabilidade e respeito”, afirma. A especialista destaca que ações simples, como uma alimentação adequada, acompanhamento veterinário e atenção diária, fazem diferença significativa na qualidade de vida dos pets.

Atualmente, entre os principais desafios para assegurar esses direitos estão a baixa conscientização da população, o abandono e a dificuldade de acesso a atendimento veterinário em regiões mais vulneráveis. Essas barreiras impactam diretamente a saúde dos animais e contribuem para situações de sofrimento que poderiam ser evitadas por meio de informação e políticas de proteção mais eficazes.

A data também chama atenção para o papel das empresas e da indústria pet, que podem atuar como agentes transformadores ao promover educação, oferecer produtos desenvolvidos com responsabilidade técnica e apoiar projetos sociais voltados à causa animal. “O envolvimento do setor privado é fundamental para ampliar o alcance das ações de conscientização e fortalecer a rede de proteção aos animais”, ressalta Kelly.

Nesse contexto, a Special Dog Company desenvolve iniciativas contínuas alinhadas a esse propósito, como programas de doação de alimentos para organizações que acolhem animais e o incentivo à doação de sangue pet, fortalecendo o cuidado integral e contribuindo para salvar vidas por meio de ações solidárias.

O Dia Internacional dos Direitos dos Animais reforça que proteger, respeitar e cuidar não são gestos opcionais, mas compromissos essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e consciente. Ao reconhecer os animais como seres que merecem atenção e dignidade, todos contribuem para um futuro onde o bem-estar seja prioridade.

 

Special Dog Company



Provas digitais obtidas no exterior não são automaticamente válidas

 

A decisão do Tribunal Superior de Zurique de anular provas extraídas da plataforma criptografada SKY ECC, por violação de territorialidade, ausência de suspeita individualizada e inobservância das regras suíças de vigilância, marca um momento decisivo no debate global sobre admissibilidade e validade de evidências digitais. Trata-se de um precedente que reforça limites jurídicos em um contexto de investigações transnacionais cada vez mais dependentes de dados e cooperação policial internacional. 

Proferida em 15 de agosto de 2025, a decisão examinou a admissibilidade de dados obtidos por autoridades francesas no âmbito de operações contra a SkyECC, amplamente utilizada por grupos criminosos em diferentes países. A corte acolheu integralmente a argumentação da defesa e declarou as provas inadmissíveis, afirmando que houve violação direta da soberania suíça.  

Isso ocorreu porque as autoridades francesas desencadearam uma manipulação da rede que levou dispositivos SkyECC localizados em território suíço a transmitir suas chaves criptográficas para um servidor sob controle francês, sem qualquer pedido de cooperação ou autorização judicial da Suíça. O tribunal classificou o procedimento como uma medida coercitiva estrangeira ilegal, determinando a exclusão absoluta das provas e rejeitando qualquer possibilidade de ponderação com base na gravidade dos fatos ou na utilidade investigativa. 

O tribunal também destacou que, no momento das medidas francesas, não havia suspeita concreta contra o réu, o que torna ilegítima qualquer forma de vigilância sob a legislação suíça, que exige suspeita individualizada para autorizar medidas secretas. As ordens emitidas na França eram tão abrangentes que geraram interpretações divergentes em toda a Europa: alguns tribunais entenderam que miravam operadores da plataforma, outros concluíram que o alvo eram todos os usuários, ou até mesmo “pessoas desconhecidas”. Em nenhum desses casos, argumentou o Tribunal Superior de Zurique, o limiar mínimo de suspeita exigido pelo direito suíço teria sido atingido. 

Em situações em que medidas recaem sobre pessoas indeterminadas, eventuais achados envolvendo terceiros configurariam meras descobertas incidentais, insuficientes para legitimar a vigilância. O tribunal anotou ainda que algumas das condutas investigadas nem sequer constituiriam crimes aptos a justificar medidas de interceptação no país. 

A decisão também enfrentou o debate sobre o direito da defesa de acessar dados brutos das comunicações interceptadas, tema que tem ganhado relevo nos tribunais europeus. Embora não tenha fixado uma tese, a corte observou que o material fornecido no caso não corresponde ao conceito de “dados brutos” definido pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos, apontando para futuras discussões sobre transparência, cadeia de custódia e integridade da prova digital.  

O julgamento desencadeou uma forte reação pública e política na Suíça, acompanhada por esforços de comunicação destinados a sugerir que a decisão representaria ameaça à segurança nacional. Apesar dessa pressão, o tribunal manteve o foco na legalidade estrita e na proteção das garantias processuais, afastando o argumento utilitarista de que a eficácia da investigação justificaria atropelos a limites territoriais e legais. 

A decisão de Zurique projeta efeitos para além da Europa. Em um contexto no qual investigações criminais dependem cada vez mais da circulação de dados entre países, a corte reforçou que cada Estado deve aferir, de forma autônoma, a validade da prova à luz de sua legislação interna, em consonância com orientação do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Provas digitais obtidas no exterior, portanto, não são automaticamente válidas: sua admissibilidade exige respeito às regras nacionais sobre interceptação, cadeia de custódia e limites territoriais. 

Num cenário em que infraestruturas tecnológicas e plataformas criptografadas operam acima das fronteiras, a decisão evidencia o papel essencial da advocacia criminal internacional. A atuação técnica e coordenada entre defesa, peritos e especialistas em diferentes países torna-se decisiva para expor violações, garantir acesso a material íntegro e assegurar que a prova digital cumpra os requisitos legais necessários. O caso suíço demonstra que a prova digital não está imune ao devido processo legal e que, quando nasce de violações à soberania, ao direito interno ou à falta de suspeita individualizada, sua exclusão é não apenas possível, mas obrigatória.

 

 

Eduardo Maurício - advogado no Brasil, em Portugal, na Hungria e na Espanha. Doutorando em Direito – Estado de Derecho y Governanza Global (Justiça, sistema penal y criminologia), pela Universidad D Salamanca – Espanha. Mestre em direito – ciências jurídico criminais, pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela Católica – Faculdade de Direito – Escola de Lisboa em Ciências Jurídicas. Pós-graduado em Direito penal econômico europeu; em Direito das Contraordenações e; em Direito Penal e Compliance, todas pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela PUC-RS em Direito Penal e Criminologia. Pós-graduando pela EBRADI em Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Academy Brasil –em formação para intermediários de futebol. Mentor em Habeas Corpus. Presidente da Comissão Estadual de Direito Penal Internacional da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim).

 

Nada de Bolha: Nova onda de Valorização de Imóveis é a aposta do Mercado Imobiliário para 2026



A MBRAS, Imobiliária que atua no Mercado há mais de 10 anos, realizou uma análise e uma apuração em relação ms previsões para o Mercado Imobiliário em 2026, confirmando que o cenário macroeconômico está se reconfigurando para inaugurar um potencial ciclo de expansão imobiliária da década.
 

A premissa fundamental desta análise é que a queda sustentada da Taxa Selic, a taxa básica de juros do país, já sinalizada e projetada pelo mercado financeiro, atuará como o principal catalisador para destravar o mercado. Para Lucas Melo, CEO da MBRAS: “Este movimento macroeconômico aumenta a capacidade de compra do consumidor, impulsionando a demanda reprimida e, por consequência direta, catalisando a valorização dos preços dos imóveis.”

O mercado imobiliário, que é caracterizado por ciclos longos e depende da previsibilidade das taxas de juros, para que os investidores e incorporadores possam planejar e executar novos lançamentos (Valor Geral de Vendas - VGV). O sinal mais robusto para a retomada setorial a partir de 2026 é a mudança no panorama da Política Monetária. Atualmente, o Comitê de Política Monetária (COPOM), tem mantido a Taxa Selic em um patamar significativamente contracionista de 15,00%.

Esta postura é justificada pela necessidade de manter os juros altos durante um período maior, a fim de controlar a inflação. No entanto, o mercado financeiro, por meio do Boletim Focus, realizado pelo Banco Central, já contratou o Ciclo de Flexibilização Monetária. A expectativa mediana para a Selic ao final de 2026 recuou para 12,00%. Este corte projetado de 300 pontos-base em relação ao pico atual é o fator que sustenta o otimismo para a retomada do setor. Os cortes de juros são fundamentados na estabilização das expectativas de inflação. As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 caíram para 4,18%. 

Além disso, a desaceleração gradual da atividade econômica, com o Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 projetado em 1,78%, abre espaço para que o Banco Central inicie a flexibilização monetária no primeiro trimestre de 2026, conforme análises internas. O fato de o mercado ter uma data e um patamar (12,00% em 2026) para a redução da taxa de desconto é crucial. Essa previsibilidade de custo de capital e de demanda é o que permite que incorporadoras aumentem seus lançamentos. 

O mercado está, portanto, antecipando a melhora das condições de crédito e o aumento subsequente da demanda. O gráfico a seguir apresenta um panorama anual em relação m Taxa Selic:

 

 

Fonte: Arquivo MBRAS.

 

Apesar da importância da Selic, é fundamental entender como ela se traduz em taxas de financiamento imobiliário. Economistas estimam que a diminuição de cada ponto percentual nos juros pode gerar um desconto de 7% a 8% na parcela mensal do financiamento. Atualmente, clientes optam por criar investimentos com um lastro fixo, devido m alta taxa de juros, mas com a queda prevista o financiamento passa a ser visto, para o cliente de alto padrão, como algo vantajoso.

Veja a tabela a seguir com um comparativo de custo em relação ao poder de compra: 

Fonte: Arquivo MBRAS.

Em ciclos de queda, a redução do spread para o consumidor tende a ser significativamente mais lenta, uma vez que os bancos reagem m sua percepção de risco futuro e aos custos de captação. A queda da Selic pode funcionar como um catalisador que transforma a intenção de compra em concretização do negócio. Além disso, o cliente que deseja comprar e vender algum imóvel busca resolver isso neste próximo ano devido m Reforma Tributária, que passará a vigorar em 2027. 

O patamar de imóveis novos vendidos anualmente em grandes centros urbanos, como São Paulo, poderia saltar de 25-30 mil para 55 mil unidades, impactando diretamente no volume de negócios. Apesar do ambiente macroeconômico restritivo, o mercado imobiliário demonstrou resiliência em 2025, o que indica uma base sólida para a expansão em 2026. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que é a principal fonte de recursos para financiamentos de médio e alto padrão, sofreu contração. A Selic alta tornou a poupança menos atrativa como fonte de captação, resultando em uma projeção de queda de 20% no volume de contratações em 2025, totalizando R$150 bilhões em financiamentos via poupança. 

A queda projetada da Selic permitirá que o mercado passe de uma estrutura de crédito dependente majoritariamente do FGTS para um modelo de “motor duplo”. O SBPE (que atende o Médio e Alto Padrão) retomará sua força, alavancando a demanda em segmentos de maior valor e promovendo uma expansão mais generalizada e robusta. 

A principal correlação macroeconômica a ser estabelecida é que a queda da Selic, ao baratear o financiamento, resulta em um aumento imediato e significativo da demanda, o que, por sua vez, leva ao aumento do preço dos imóveis. Especialistas do setor financeiro confirmam que a demanda aquecida, combinada com a valorização dos insumos da construção civil, exerce uma pressão inflacionária direta sobre o preço final do ativo. 

A queda contratada da Taxa Selic para 12,00% em 2026 não é, portanto, apenas uma previsão macroeconômica, mas sim o elemento central que define o timing estratégico para o setor imobiliário e para os consumidores.

 

2025 consagra avanços e reforça a urgência de uma agenda produtiva permanente no setor de máquinas e equipamentos

Vivemos um momento estratégico para a indústria brasileira, e 2025 foi um ano importante de reflexão e de reafirmação do protagonismo que o setor produtivo precisa recuperar na economia brasileira.   

Depois de anos enfrentando volatilidade, incertezas e gargalos estruturais, vimos surgir, com clareza renovada, a percepção de que o Brasil só será competitivo quando devolver à indústria o papel que historicamente desempenhou no desenvolvimento econômico e tecnológico. 

Representamos um setor formado por cerca de 8 mil empresas, responsável por 400 mil empregos diretos, com salários 36% acima da média nacional. Somos a indústria que permite que todas as demais existam. É por meio das máquinas que o agronegócio se moderniza, que a infraestrutura avança, que os serviços se conectam, que a construção civil evolui e que a inovação se dissemina. 

E esse protagonismo não é obra do acaso. 

É fruto da força de milhares de empresas que investem, empregam, inovam e acreditam no Brasil, mas que também precisam de políticas públicas consistentes, que garantam previsibilidade e segurança para produzir, crescer e competir. 

Ao longo de 2025, a ABIMAQ atuou de forma contínua e técnica em todas as instâncias decisórias do país. A celebração dos 10 anos da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) consolidou um legado de diálogo qualificado e abriu espaço para o avanço de agendas estruturantes. 

Entre as conquistas mais relevantes, destaca-se a aprovação da Reforma Tributária, considerada a mais estratégica para o setor, pois reduzirá a cumulatividade de impostos, desonerando investimentos e exportações e aumentando nossa eficiência e competitividade. Outro avanço importante foi a Depreciação Acelerada, indispensável para incentivar a renovação do parque industrial brasileiro, que tem idade média de 14 anos. 

No financiamento, conquistamos acesso aos recursos do FNDCT e ampliamos o financiamento e a redução de juros do Fundo Clima, medidas fundamentais para projetos de modernização, transição energética e eficiência ambiental. Em paralelo, a Nova Indústria Brasil (NIB), ao priorizar a reindustrialização sustentável, permitiu à ABIMAQ intensificar sua atuação em programas como o Plano Mais Produção, o BNDES Mais Inovação e iniciativas estratégicas, como o Programa Brasil Semicondutores. 

Apesar desses avanços, enfrentamos desafios que comprometem nossa competitividade global. Precisamos reduzir fatores que compõem o Custo Brasil, como a elevada carga tributária, os custos logísticos e a burocracia excessiva. Some-se a isso a dificuldade histórica de oferecer crédito competitivo e uma política monetária frequentemente contracionista, que reforça a urgência de uma redução estrutural da taxa básica de juros. 

Outro ponto crítico é a baixa automação. O Brasil possui apenas 10 robôs para cada 10 mil trabalhadores, contra 160 na Europa e 1000 na Coreia do Sul. O cenário se agrava com o apagão de mão de obra qualificada, o que exige ampliar políticas de formação profissional em parceria com SENAI e outras instituições, já que a sofisticação tecnológica das máquinas não permite mais um aprendizado apenas prático. 

Enfrentar esses desafios é essencial para transformar conquistas pontuais em avanços estruturais. 

Nesse contexto, a ABIMAQ segue defendendo a modernização industrial como prioridade nacional; a integração entre indústria, academia e centros tecnológicos; a formação contínua de trabalhadores para a nova economia; e políticas industriais que sejam projetos de Estado. Também reforçamos a importância de aprofundar a cooperação entre setor produtivo e Parlamento, com o fortalecimento permanente da FPMAQ. 

O Brasil tem potencial para ser mais que um celeiro de alimentos. Tem capacidade para ser referência global em tecnologia, engenharia, bens de capital e soluções sustentáveis. Mas isso exige foco, visão e perseverança. 

O ano que termina mostrou que, quando governo, Congresso e setor produtivo caminham juntos, o ambiente melhora, a indústria avança e o país ganha competitividade. 

A ABIMAQ finaliza 2025 reafirmando seu compromisso com uma indústria mais forte, moderna e competitiva, capaz de gerar empregos qualificados, promover inovação, elevar a produtividade e assegurar a soberania econômica do Brasil. Seguiremos defendendo com firmeza os interesses do setor, construindo pontes entre empresas, governo e Parlamento, e ampliando a voz de quem move o Brasil: a indústria de máquinas e equipamentos.

  

Gino Paulucci Jr - engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

 

O mercado de trabalho em 2026: quais habilidades estarão em alta

Inteligência emocional e domínio de ferramentas tecnológicas
estarão em alta durante o próximo ano
 Envato
CEBRAC destaca as competências que devem impulsionar contratações e promoções no próximo ano 

 

A velocidade das transformações no mercado de trabalho atingiu um novo patamar. A inteligência artificial, a digitalização contínua e a reestruturação de modelos organizacionais estão redefinindo o que significa ser um profissional competitivo. Nesse cenário, dominar as habilidades certas virou prioridade para quem busca um novo emprego ou deseja crescer dentro da empresa em 2026. 

“Estamos em um momento de mudanças aceleradas, no qual novas tecnologias e novas formas de atuação surgem constantemente. Quem desenvolve as competências mais valorizadas consegue responder às demandas com mais agilidade e aproveitar melhor as oportunidades”, afirma Jéssica Giustino, da área de Gestão de Pessoas do CEBRAC (Centro Brasileiro de Cursos), instituição de ensino com 30 anos de mercado e mais de dois milhões de alunos formados.

Com base nas tendências globais de trabalho, o CEBRAC reuniu as seis habilidades que devem estar no centro das decisões de contratação e promoção em 2026. Confira:


1. Domínio das novas tecnologias e da inteligência artificial

O uso de ferramentas digitais e soluções de IA tornou-se rotina nas empresas. Profissionais que aplicam essas tecnologias para ganhar produtividade, analisar dados, automatizar tarefas e melhorar processos estão em alta em todas as áreas


2. Adaptabilidade e velocidade de aprendizagem

Com mudanças frequentes e ciclos de inovação mais curtos, as empresas valorizam pessoas capazes de aprender rápido e de atuar com flexibilidade diante de novos cenários. Adaptar-se com fluidez será determinante para a sustentabilidade das carreiras


3. Inteligência emocional e equilíbrio comportamental

Organizações buscam profissionais preparados para lidar com pressão, comunicar-se com clareza, resolver conflitos e manter estabilidade mesmo em ambientes desafiadores. A inteligência emocional se consolidou como habilidade central para a performance


4. Técnicas modernas de vendas e persuasão

A capacidade de defender ideias, estruturar propostas, negociar interesses e influenciar decisões é cada vez mais necessária e não apenas no comércio, mas em apresentações internas, projetos, liderança e relações com clientes


5. Comunicação avançada e objetiva

Transparência, organização e precisão na comunicação são essenciais em equipes híbridas e em processos corporativos que dependem de agilidade. Saber apresentar dados, sintetizar informações e conduzir conversas claras fortalece a atuação profissional


6. Criatividade e solução estratégica de problemas

Empresas valorizam quem olha para desafios complexos com visão ampla e pensamento inovador. Criatividade aplicada, sustentada por análise e estratégia, será determinante na busca por soluções eficientes e competitivas 

Segundo Jéssica, investir nessas habilidades é um movimento decisivo para quem deseja crescer em um mercado mais exigente. “Profissionais que se qualificam com foco no que o mercado realmente valoriza ampliam suas possibilidades e aumentam a chance de conquistar posições melhores. A evolução é constante, e preparar-se é o passo mais seguro para acompanhar esse ritmo”, pontua. 

Além de possuir cursos gratuitos em diversas áreas, o CEBRAC se destaca pela oferta de capacitação nas nas áreas Administrativa & Financeira, Atendente de Farmácia, Cuidador, Inglês, Informática, Logística, Manutenção de Computadores e Celulares, Mecânica Industrial, Profissional de Beleza e Bem-estar e Vendas, todos desenvolvidos com o propósito de ampliar oportunidades e fortalecer habilidades que ajudam alunos a lidar melhor com recursos ao longo da vida.

 

CEBRAC
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13º salário pode ser o início da independência financeira


Fim de ano chegando e, com ele, o 13º salário. Para muita gente, isso significa uma única coisa: pagar dívidas, acertar boletos atrasados e tentar fechar o ano no zero. 

E isso é importante — aliás, é fundamental para quem quer passar por uma transformação profissional, seja mudar de cargo, de empresa, de mercado ou até viver um sabático. 

Mas existe um gesto complementar que transforma profundamente a nossa relação com dinheiro, trabalho e futuro: guardar um pequeno pedaço dos nossos ganhos. 

Pode ser pouco. Pode parecer simbólico. E é justamente por isso que funciona — porque é um hábito que fica para sempre. 

Quando você separa uma parte do que ganha, mesmo que pareça irrelevante, você começa silenciosamente a ocupar outro lugar na própria vida. É o momento em que você deixa de apenas reagir ao que acontece e passa a construir espaço para escolher. 

Escolher o trabalho que faz sentido. Escolher quando mudar de carreira. Escolher quando pausar. Escolher formar uma família. Escolher como viver — e não só como pagar contas. 

Independência financeira não começa quando sobra muito. Começa quando você decide guardar pouco. 

E esse pequeno movimento, repetido, é o ponto de partida para uma vida em que mudar de caminho não dá medo — porque você não está mais preso ao pavor de não conseguir pagar um boleto no fim do mês. 

Se der, este ano faça as duas coisas: organize o que precisa ser pago, mapeie e negocie suas dívidas. E guarde um pouco para a sua versão que quer escolher a própria vida. 


Renata Seldin - doutora em Gestão da Inovação, com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão. Também autora de “As perdas no caminho”, ministra palestra sobre carreira e compartilha informações sobre o assunto nas redes sociais (Instagram: @renata_seldin).


Inquilino pode? As dúvidas mais comuns dos inquilinos segundo buscas no Google

Crédito: Volkan ISIK / iStock

 Estudo revela as principais buscas por termos relacionados a “inquilino pode…” após mudanças na Lei do Inquilinato em 2025

 

O inquilino está mais atento às próprias responsabilidades e direitos, especialmente após a atualização da Lei do Inquilinato, em 2025, que ampliou garantias e trouxe novas regras para contratos de locação. 

A mudança gerou um aumento expressivo nas pesquisas sobre o tema. Um estudo da Universal Software, empresa especializada em soluções para gestão de imobiliárias, analisou os termos mais pesquisados iniciados com “inquilino pode” com base nas buscas realizadas no Google Brasil em outubro de 2025, um retrato claro das inseguranças de quem mora de aluguel.

Segundo reportagens recentes da imprensa especializada em habitação, a nova lei introduziu flexibilizações, ampliou a segurança jurídica e, em alguns casos, permitiu prazos indeterminados de permanência no imóvel. 


O que mais foi buscado em outubro de 2025

A Universal Software identificou os termos com “inquilino pode…” mais pesquisados pelos brasileiros. Entre os principais, estão:


Crédito: Volkan ISIK / iStock

A lista revela dois grandes focos de preocupação: participação em decisões do condomínio e limites de uso do imóvel.

O que diz a lei e o que o estudo revela

A legislação atualizada em 2025 manteve a base da Lei nº 8.245/1991, mas trouxe ajustes que ampliaram a previsibilidade dos contratos.

Inquilinos têm uma série de dúvidas recorrentes sobre o que podem ou não fazer durante a locação, especialmente após as mudanças recentes na Lei do Inquilinato. Entre os questionamentos mais comuns, está a participação na vida condominial: o inquilino pode ser síndico ou subsíndico, já que nenhuma norma condominial impede, e sua eleição depende apenas de aprovação em assembleia. 

Ele também pode participar de todas as assembleias, mas só tem direito a voto quando autorizado pelo proprietário, com exceção das pautas sobre despesas ordinárias, que são de sua responsabilidade. 

Outras dúvidas recorrentes envolvem obrigações financeiras: o inquilino pode pagar o IPTU, desde que isso esteja previsto em contrato; pode vender o ponto comercial se houver autorização do dono do imóvel e ausência de restrições contratuais, mas não pode pedir usucapião, já que essa modalidade exige posse com intenção de dono, o que não existe em contratos de aluguel.

Há também questões sobre a rotina da locação. O inquilino pode atrasar o aluguel, embora isso gere multa e possa resultar em ação de despejo – processos que ficaram mais céleres após ajustes na legislação. O recebimento de visitas é permitido sem limite expresso na lei, desde que sejam respeitadas as regras de convivência. 

O inquilino, porém, não pode impedir a visita de um comprador, pois o proprietário mantém esse direito mediante aviso prévio. Já a troca de fechadura é permitida, desde que o locatário entregue a chave ao proprietário ao final do contrato e não impeça vistorias necessárias. 

Com a popularização dessas dúvidas em buscas online, especialistas reforçam que entender limites e responsabilidades evita conflitos e garante uma relação mais transparente entre locador e locatário.


Por que tantas dúvidas?

O país vive um aumento consistente na demanda por moradias urbanas alugadas, especialmente por jovens profissionais e famílias menores. Ao mesmo tempo, mudanças legislativas, como as novas regras válidas desde novembro de 2025, criaram dúvidas sobre direitos e limitações.

A combinação de contratos mais longos, novos modelos de garantia e maior participação dos inquilinos na vida condominial explica o volume de pesquisas registradas no estudo.

O levantamento da Universal Software mostra que o brasileiro quer entender melhor o que o inquilino pode fazer e busca essa informação no Google em momentos de dúvida prática. Em um mercado de locação cada vez mais forte e amparado por uma legislação renovada, a clareza sobre direitos e deveres é essencial para relações mais equilibradas entre inquilinos, proprietários e condomínios.


77 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos reforçam urgência da inclusão social das pessoas com deficiência

Segundo o defensor público André Naves, o Brasil ainda enfrenta grandes barreiras no acesso a trabalho, renda e educação para PCDs 

 

Nesta quarta-feira (10/12), o mundo celebra o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento histórico adotado em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e que se tornou um marco civilizatório na proteção da dignidade humana. No Brasil, a data também marca o Dia da Inclusão Social (Lei nº 12.073/2009), reforçando a urgência de políticas que garantam participação plena e igualdade de oportunidades - especialmente das Pessoas com Deficiência (PCDs), que ainda enfrentam barreiras profundas no acesso a direitos fundamentais. 

O Censo 2022, divulgado pelo IBGE em 2025, registrou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais. O levantamento considera pessoas que relataram “grande dificuldade” ou “impossibilidade” em pelo menos uma das funções investigadas - visão, audição, mobilidade ou cognição. 

Já a PNAD Contínua 2022, com metodologia mais abrangente, identificou 18,6 milhões de pessoas com deficiência, representando 8,9% da população. A diferença entre os números ocorre justamente pela distinção metodológica entre os levantamentos, ponto relevante no debate público sobre desenho de políticas inclusivas.

 

Desigualdades persistentes

Mesmo com avanços legais - como a Constituição de 1988, a Convenção da ONU (com status constitucional) e a Lei Brasileira de Inclusão - as desigualdades continuam expressivas: 

  • A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é de 19,5%, contra 4,1% entre pessoas sem deficiência (PNAD 2022).
  • No mercado de trabalho, a participação de PCDs é menor e a informalidade é mais alta em comparação ao restante da população.
  • Entre a população com deficiência, a taxa de pobreza é superior, refletindo as barreiras de acesso à renda e oportunidades.
  • No contexto educacional, as taxas de conclusão do ensino superior são significativamente mais baixas, segundo dados complementares da PNAD e estudos de inclusão educacional.


Cenário global

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 17% da população mundial vive com alguma deficiência significativa - o que equivale a mais de 1,3 bilhão de pessoas. Trata-se do maior grupo minorizado do mundo. 

Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em direitos humanos, economia política e inclusão social, a data revela não apenas um compromisso histórico, mas um desafio contemporâneo: 

“A Declaração Universal define um horizonte civilizatório. Mas, para milhões de pessoas com deficiência, esse horizonte ainda não é realidade. A inclusão não pode ser tratada como agenda periférica: ela precisa estruturar a formulação de políticas públicas, o planejamento econômico e o uso das novas tecnologias.” 

Naves destaca ainda que, em tempos de transformação tecnológica e econômica, a pauta da inclusão se torna ainda mais estratégica: 

“O futuro do trabalho, a digitalização dos serviços e as novas dinâmicas econômicas só serão democráticos se a acessibilidade for estruturante. Do contrário, corremos o risco de ampliar ainda mais o abismo social.” 

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

 

Conectando pessoas, direitos humanos e futuro


Atuar com Direitos Humanos e com Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) é mais do que uma prática institucional, é uma postura diante do mundo. É ouvir com atenção, guiar com propósito e acolher com coragem. É construir espaços seguros e saudáveis, provocar reflexões, despertar lideranças e inspirar empresas a enfrentar os desafios sociais, ambientais, culturais e econômicos que marcam o nosso tempo.

Como nos ensina o Mestre Bispo, a verdadeira liderança nasce da escuta, da valorização da ancestralidade e da responsabilidade com as comunidades. Direitos humanos e diversidade têm raízes profundas na história, na cultura e na memória de cada território. Por isso, responsabilidade social, diversidade, equidade e inclusão, ESG e direitos humanos não são agendas isoladas, mas fios de uma mesma teia, que conectam pessoas, valores, culturas e futuro.

De acordo com a pesquisa “A diversidade importa cada vez mais: o valor do impacto holístico”, da McKinsey & Company (2023), empresas com equipes mais diversas não apenas apresentam melhor desempenho financeiro, mas também maior impacto social, engajamento de equipes e ambição de crescimento sustentável. Esses dados reforçam que diversidade, equidade e inclusão são fatores estruturantes de competitividade e inovação, e não apenas compromissos reputacionais.

Foi com essa visão que o Pacto Global da ONU – Rede Brasil, a representação local da maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, realizou, ao longo deste ano, os Diálogos de Direitos Humanos e Diversidade, Equidade e Inclusão. Mais do que encontros, esses diálogos foram movimentos de escuta, aprendizado e ação. Pontes entre o presente e o futuro, com o objetivo de impulsionar iniciativas concretas que promovam os direitos humanos no setor privado.

Percorremos cinco regiões do país, ouvindo atentamente empresas, suas trajetórias e iniciativas com foco em DEI. Observamos e analisamos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, mas, acima de tudo, olhamos para as pessoas. Buscamos ações replicáveis, escaláveis e compartilháveis, capazes de gerar impacto coletivo e transformar o tecido empresarial do Brasil, respeitando territórios, histórias e saberes ancestrais.

Como resultado dessa jornada, construímos o “Guia Orientador para Estratégias de Direitos Humanos e DEI para Empresas”. Mais do que um documento, ele é um mapa de transformação, essencial para o avanço e consolidação dessa agenda.

O Guia é farol, bússola e ponte: é farol porque ilumina caminhos; é bússola porque orienta decisões; e é ponte porque conecta pessoas, práticas, culturas e políticas. De modo geral, ele fortalece uma cultura de diversidade, respeito, equidade e inclusão, mostrando que os direitos humanos se manifestam no cotidiano, isto é, nas relações humanas, nas escolhas e nas formas de fazer negócio.

Dessa forma, o Guia transforma valores em ações. As ações, por sua vez, geram impacto. E o impacto se torna vida real, tangível e presente, conectando intenção à transformação e sonhos à realidade.

Este é o nosso convite: agir, escutar e transformar - juntos. Porque DEI não é apenas uma agenda; é a teia em expansão que conecta pessoas, direitos humanos, cultura, empresas e futuro. E essa teia depende do esforço coletivo e proativo de todos os agentes envolvidos em seu tecimento para assegurar sua tenacidade e resiliência em um ambiente desafiador.   

  

Verônica Vassalo - Gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Pacto Global da ONU – Rede Brasil


Moove apresenta nova oferta para Reforma Tributária

Acelerador Moove Tax é exclusivo para usuários TOTVS Protheus 

 

O mês tão aguardado se aproxima, marcando o início do período de transição da Reforma Tributária. Com o intuito de apoiar os clientes neste momento de adaptação, a Moove, consultoria estratégica e independente especializada em simplificação da gestão empresarial, lança o Acelerador Moove Tax. A solução visa garantir a segurança e a padronização das novas regras tributárias.

O Acelerador Moove Tax pode ser integrado ao Configurador de Tributos do TOTVS Protheus. Essa integração assegura que as operações da empresa permaneçam em total conformidade com a legislação vigente. A nova ferramenta atua de forma automática no mapeamento, identificação das regras atuais e resultados do livro fiscal, realizando o correto cadastramento dos tributos dentro do configurador.

Ideal para organizações com alta complexidade de gestão devido ao grande volume de operações, o Moove Tax oferece benefícios claros: redução de erros inerentes ao cadastramento manual de informações, eliminação do risco de deixar informações importantes fora do mapeamento e otimização de tempo para que o usuário foque em atividades de maior valor para a companhia.

Atendendo ao cronograma do Fisco, neste primeiro momento, a ferramenta contemplará os novos impostos IBS e CBS, referentes ao PIS e COFINS. No entanto, é importante enfatizar que o Acelerador já suporta os demais tributos, permitindo que as organizações que desejarem incluí-los possam fazê-lo a partir de janeiro.

A criação desta nova oferta é celebrada por Jaime Araújo, CRO da Moove. “Temos tratado este período de transição da Reforma Tributária, desde o início, de forma profissional. Utilizamos todo o nosso know-how no desenvolvimento desta solução, buscando promover a realização de projetos que tragam segurança para essas empresas nos próximos 10 anos”, pontua.

Além da nova oferta, os clientes contarão com o respaldo do Moove Tax Squad, um time técnico multidisciplinar de 15 pessoas, especializado em todo o processo de transição da Reforma Tributária. A equipe é composta por profissionais com expertise nos mais diversos segmentos, que acompanham de perto as atualizações governamentais para atender às regras específicas de cada setor.

“Nos últimos três meses, foram anunciadas mais de 20 alterações técnicas no sistema tributário. Cada uma dessas mudanças foi acompanhada de perto pelo nosso time, que está totalmente capacitado para entender as complexidades e normas, e repassá-las aos nossos consultores, garantindo o mesmo nível de atendimento em toda a nossa equipe”, explica Araújo.

Em toda a prestação de serviço, a Moove garante seu selo de qualidade através da aplicação de sua metodologia própria, baseada em seus mais de 23 anos de atuação. “A Reforma Tributária é um caminho sem volta, e aqueles que não estiverem preparados poderão sofrer impactos severos no faturamento. A Moove, como empresa de tecnologia, entende que é um meio para garantir o compliance e, por isso, vem aprimorando sua atuação, a fim de dar o apoio técnico essencial aos clientes e garantir um bom desempenho frente ao que está por vir”, finaliza o CRO.

  

 Moove 

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