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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Conhecimento é chave para diagnóstico correto e acolhimento de pacientes com TDAH

Apesar da crescente popularidade do tema nas redes sociais, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno

 

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um dos temas mais comentados atualmente quando se fala em saúde mental. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 5% e 8% da população mundial tem TDAH. Além disso, estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentam outra condição associada, como ansiedade e dificuldades de aprendizagem, e pelo menos 10% convivem com três ou mais dessas comorbidades1. 

O aumento das discussões sobre o tema na internet ajudou a ampliar a visibilidade do transtorno nos últimos anos. O TDAH tem sido destaque em milhares de vídeos curtos nas redes sociais, como Instagram e TikTok, que detalham sintomas e situações cotidianas que podem estar relacionadas à condição2. 

“Hoje, há uma maior visibilidade para o transtorno, mas, quando consideramos que muitos dos sintomas podem ser causados por outros motivos, como ansiedade, insônia e stress, esse destaque pode trazer mais preocupações do que respostas, especialmente em crianças e adolescentes”, explicou o psiquiatra Daniel Vasques, médico consultor da Libbs. 

O crescente interesse pelo TDAH também fez com que queixas e suspeitas aumentassem dentro dos consultórios3. Mas Vasques ressalta que isso não significa que os casos estejam aumentando, e sim que o diagnóstico está sendo feito com mais frequência e precisão. “Estamos avançando na desconstrução de rótulos que antes impediam muitas pessoas com TDAH de receber diagnóstico e tratamento adequado. Hoje, esse público encontra mais acolhimento e visibilidade tanto nos serviços de saúde quanto nos ambientes educacionais.” 

Apesar da popularidade, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno. O TDAH é um distúrbio do neurodesenvolvimento1, o que significa que está ligado a alterações no funcionamento e na maturação do cérebro. Essas alterações interferem na capacidade de atenção, no controle dos impulsos e na regulação emocional, podendo impactar a vida escolar, social e familiar4. 

“Muitos pais chegam ao consultório atentos à ideia de que o TDAH é sinônimo de inquietação e impulsividade, mas o transtorno é muito mais complexo que isso. Existem aspectos menos comentados, como fatores biológicos, genéticos e até ambientais que interferem na forma como ele se manifesta. Conhecer essas nuances ajuda a identificar o problema com mais precisão e evita rótulos equivocados”, afirma o especialista. 

O primeiro desafio para o diagnóstico do TDAH é a identificação dos sintomas, que se dividem de acordo com os três tipos de manifestação do transtorno: predominantemente desatento (exemplo: falta de atenção a detalhes, cometer erros por descuido e não terminar tarefas), predominantemente hiperativo-impulsivo (exemplo: agitar pés e mãos, remexer-se constantemente e não conseguir esperar sua vez), e combinado, quando há sintomas simultâneos de desatenção e hiperatividade-impulsividade4. 

No entanto, para chegar ao diagnóstico, os sintomas precisam estar presentes por tempo prolongado e em mais de um ambiente, como em casa e no trabalho ou na escola4. “Todo mundo pode se distrair ou ficar agitado em situações de estresse. O que preocupa é quando a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade são intensas, persistentes e trazem prejuízo nas atividades diárias”, acrescenta Vasques. 

Por isso, entender o TDAH em suas diferentes dimensões, explica Vasques, é essencial para oferecer o suporte adequado a quem convive com o transtorno: “O cuidado com o TDAH não é sobre corrigir comportamentos, mas sobre criar um ambiente acolhedor e estruturado, que favoreça o bem-estar do paciente”.

 

Referências

1. Ministério da Saúde. Entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade [Internet]. 2022. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link  

2. Yeung A, Ng E, Abi-Jaoude E. TikTok and Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: A Cross-Sectional Study of Social Media Content Quality. Can J Psychiatry. 2022;67(12):899-906. 

3. Abdelnour E, Jansen MO, Gold JA. ADHD Diagnostic Trends: Increased Recognition or Overdiagnosis? Mo Med. 2022;119(5):467-473. 

4. Magnus W, Anilkumar AC, Shaban K. Attention Deficit Hyperactivity Disorder. In: StatPearls [Internet]. 2023. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link 

 

Retrospectiva 2025: as fake news sobre canetas de emagrecimento, de “redução da libído” à “Ozempic face”

Crédito: CO - Assessoria  
Foto: Freepick 

O médico Gabriel Almeida afirma que “as canetas não são milagrosas nem perigosas” e analisa por que essas desinformações viralizaram 

 

As canetas de emagrecimento dominaram as discussões digitais em 2025, gerando uma onda de desinformação que se espalhou por TikTok, Instagram e grupos de WhatsApp. Entre os boatos mais compartilhados estava a afirmação de que “a caneta encolhe o pênis”, mito impulsionado por vídeos que exploravam o medo masculino. Segundo o médico Gabriel Almeida, CRM 180956, especialista em cirurgia geral que também atende pacientes na área de emagrecimento, não existe qualquer alteração anatômica causada pelos medicamentos. O que acontece é a redução da gordura na região pubiana, o que faz o órgão parecer maior. “Nenhuma caneta muda o tamanho do pênis. A impressão de diferença vem da perda de gordura ao redor, não do remédio”, explica. 

Também circularam fake news envolvendo a vida sexual feminina, como a alegação de que as canetas “acabam com o orgasmo” ou “zeram a libido”. O médico esclarece que essas afirmações não têm base científica e misturam situações isoladas com interpretações exageradas. Ele afirma que algumas mulheres podem experimentar secura vaginal ou variações hormonais temporárias em processos de emagrecimento acelerado, mas isso não elimina a capacidade de prazer. “Não existe evidência de que as canetas eliminem o orgasmo ou o desejo sexual. Esses efeitos são individuais e, quando ocorrem, são manejáveis”, afirma. 

Outro mito popular foi o de que o uso das canetas faria o paciente “engordar tudo de novo” de forma inevitável após parar o tratamento. Essa narrativa ganhou força em vídeos virais que simplificavam a obesidade e ignoravam sua natureza crônica. Dr. Gabriel reforça que o reganho ocorre quando o paciente interrompe a medicação ou abandona hábitos que sustentam o peso perdido. “A caneta não faz ninguém recuperar peso sozinha. O que determina o resultado a longo prazo é a continuidade do cuidado clínico”, destaca. 

A chamada “Ozempic face” também esteve entre os temas mais mal interpretados do ano, levando muitos a acreditarem que o medicamento “derruba o rosto”. O médico explica que a flacidez ou aparência abatida não é causada pela ação da droga e sim pela perda rápida de gordura facial, fenômeno observado em qualquer processo acelerado de emagrecimento. “O rosto não cai por causa do remédio. O que muda é o volume facial após uma perda de peso brusca e isso pode ser amenizado ou tratado caso o paciente deseje”, afirma. 

A retrospectiva de 2025 mostra que as canetas de emagrecimento foram acompanhadas por mitos que se espalharam mais rápido do que a informação correta. Para o médico Gabriel Almeida, o fenômeno revela como a combinação de medo, curiosidade e viralização em massa cria terreno para distorções. “As canetas não são milagrosas nem perigosas como muitos imaginaram. A verdade está no meio, funcionam bem quando usadas com acompanhamento médico e informação clara”, conclui.

 

Prematuridade: riscos e cuidados para mães e bebês

Especialista da Inspirali orienta sobre a condição

 

Segundo o relatório Born Too Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, no mundo, a cada 10 nascimentos um ocorre prematuramente, representando 13 milhões de bebês prematuros por ano. Já no Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, representando mais de 12% dos nascimentos e colocando o país entre os dez com maiores índices no mundo, segundo o Ministério da Saúde. 

Os dados são alarmantes, ainda mais quando se sabe que a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no país e no mundo, especialmente entre os bebês que nascem antes das 34 semanas de gestação. Para orientar famílias sobre os riscos e cuidados, a Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, convida a Dra. Regina Melo Brandão, pediatra e professora da UnP, para responder algumas perguntas. Confira:

 

1. Com quanto tempo o bebê é considerado prematuro?

R: São considerados prematuros todos os recém-nascidos que nasceram antes de 37 semanas de idade gestacional.

 

2. Quais as explicações para um possível nascimento prematuro?

R: Os motivos para o nascimento de um prematuro são multifatoriais, associados a causas maternas, como infecções urinárias ou cervicais, insuficiência istmocervical, hipertensão, diabetes, descolamento prematuro de placenta, ou gestações múltiplas, baixo volume de líquido amniótico e também uso de álcool ou drogas. Causas fetais incluem malformações.

 

3. Há como evitar que isso ocorra?

R: Um pré-natal de qualidade com tratamento de infecções, suplementação adequada, alimentação saudável e evitar álcool e drogas ajudam na prevenção.

 

4. Há maneiras de saber, durante a gestação, que um bebê nascerá prematuro?

R: Algumas gestantes necessitam vigilância aumentada pelo risco de prematuridade. Chamamos de gestantes de risco e são as que possuem condições como hipertensão, diabetes, infecções, gestação múltipla, adolescentes ou idade materna avançada.

 

5. Quais os principais riscos da prematuridade para o bebê?

R: Bebês prematuros apresentam risco de doenças pulmonares (SDR, BCP), doenças cardíacas (PCA), enterocolite necrosante, retinopatia da prematuridade e hemorragia intraventricular.

 

6. E quais os riscos para a mãe?

R: A mãe de um prematuro pode apresentar impactos emocionais, psicológicos e financeiros, principalmente devido à internação prolongada do recém-nascido.

 

7. Quais os principais cuidados com o bebê prematuro?

R: Precisamos aumentar os cuidados como prevenção de infecções, evitar aglomerações, aleitamento materno, vacinação, suplementação de vitaminas e acompanhamento pediátrico regular.

 

8. Os prematuros podem apresentar atrasos ou doenças no futuro?

R: Sim. Podem ocorrer atraso neuropsicomotor, doenças respiratórias crônicas e alterações visuais.

 

9. Existe algum cuidado específico para o resto da vida?

R: Depende das sequelas da prematuridade. O acompanhamento pediátrico contínuo é essencial para monitorar crescimento, desenvolvimento e possíveis complicações crônicas.


Dezembro Laranja acende debate sobre aumento de casos de câncer de pele no Brasil

Especialista do A.C.Camargo indica envelhecimento populacional, acúmulo de exposição solar e a baixa adesão das medidas de prevenção como reflexo dessa tendência global de diagnósticos

 

Mesmo fazendo parte da lista de tumores facilmente evitáveis, o câncer de pele representa cerca de 33% de todos os diagnósticos da doença, alcançando a marca de mais de 180 mil novos casos por ano no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Segundo o Observatório do Câncer, publicação exclusiva desenvolvida pelo A.C.Camargo Cancer Center, os tumores cutâneos correspondem a mais de 30% dos casos tratados na instituição ao longo dos últimos 20 anos. 

Dados publicados no ano passado pelo Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences revelaram um aumento de 57% nos casos notificados desde 2020 no país. Usando uma base de dados do Sistema de Notificação de Agravos (SINAN), disponibilizados pelo DATASUS entre 2018 a 2023, os pesquisadores descobriram uma maior concentração de atendimentos pela doença nas regiões Sudeste e Sul, sendo predominante entre pessoas brancas e idosos na faixa etária de 70 a 79 anos, com maior incidência entre homens (52%). 

Os achados brasileiros vão de encontro com uma tendência de aumento de casos pelo mundo, reiterada no estudo recém-publicado no periódico Jama Dermatology, que analisou dados globais entre 1990 e 2020 e mostrou essa crescente de diagnósticos de tumores do tipo carcinoma basocelular de 61,3%, enquanto os carcinomas espinocelulares, saltaram em 42,5% na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia. 

Para o líder do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo, Dr. João Duprat, o envelhecimento populacional, o acúmulo de exposição solar inadequada ao longo dos anos e fatores genéticos, assim como a baixa adesão às medidas de prevenção por parte da população masculina, podem justificar esse aumento de casos. 

“Especialmente em um país tropical como o Brasil, com temperaturas que batem recorde a cada verão, é importante reforçarmos o Fator de Proteção Solar (FPS) como principal defesa contra os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB. Além de ficar na sombra na praia, se exercitar ao ar livre com roupas de proteção, usar bonés e chapéus é importante investir no uso do protetor solar diariamente e da forma correta”, acrescenta. Ele ainda ressalta que, a exposição em excesso aos raios solares pode não parecer um problema imediato, mas os anos de acúmulo vão cobrar um preço no futuro, por isso a prevenção é sempre a melhor alternativa. 

O especialista reforça que para uma proteção adequada é preciso aplicar e reaplicar o protetor a cada 4/6 horas em uma rotina de uso diário e a cada 2 horas ao suar na prática de atividades ao ar livre ou logo após nadar. Na dúvida sobre qual fator de proteção solar usar, vale entender que um FPS 5 significa que você está cinco vezes mais protegido em comparação à pele sem protetor, enquanto um FPS 70 oferece uma proteção 70 vezes maior. Aumentar o FPS nos dias de altas temperaturas e maior exposição é uma boa estratégia. 

Consultar um dermatologista ao notar qualquer mudança é fundamental para a detecção precoce de possíveis tumores. “A regra que conhecemos como ABCDE pode ajudar na identificação de sinais preocupantes. No que diz respeito a pintas e manchas, vale ter atenção à Assimetria, Bordas irregulares, Cores variadas, Diâmetro superior a 6mm e Evolução dessas mudanças. Outro sinal são feridinhas que aparecem no corpo e não cicatrizam totalmente por mais de um mês, tendo sangramento ou não podem ser um alerta para procurar um médico. A detecção do câncer em estágios iniciais amplia significativamente as chances de cura”, indica.

 

GSK lança campanha de prevenção ao HIV e mobiliza influenciadores e especialistas



Neste Dezembro Vermelho, mês de Conscientização e Luta contra o HIV/Aids, iniciativa visa gerar conscientização sobre a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), fortalecendo este direito e cuidado, com formato leve, bem-humorado e sem tabus

 

A GSK, em parceria com a agência InPress Porter Novelli, anuncia o lançamento de sua campanha com foco na prevenção ao HIV. A ação tem como objetivo manter e fomentar uma conversa educativa e engajada sobre as formas atuais e inovadoras de prevenir o HIV, como a PrEP. De uma forma informativa e leve, reforça a autonomia no cuidado com a saúde sexual e promove a informação como ferramenta de liberdade. 

A campanha mostra a importância da busca por conhecimento sobre o assunto, além de estimular o comportamento seguro da população. Com o conceito "Informação é poder. Proteção é atitude”, o objetivo é espalhar informação clara e consistente, visando romper com o imaginário da prevenção como vigilância ou limitação, posicionando a PrEP como uma escolha ativa. As peças estão nas redes sociais e nos aplicativos de relacionamento Happn e Grindr, criando conexões reais com o público. 

E para dar voz a essa estratégia, participam os especialistas Dr. Ricardo Kores, Rico Vasconcelos, Casal Infecto (Tassiana Rodrigues dos Santos Galvão e Danilo Galvão) e Dr. Alvaro Costa, com endosso técnico ajudando a traduzir a ciência para uma linguagem acessível; e os criadores de conteúdo Bielo Pereira e Samuel Gomes, que ampliam o alcance, conectam-se com novas audiências e trazem autenticidade à conversa. “Campanhas de conscientização como essa são cruciais para reforçar com o público a importância da prevenção ao HIV. Os criadores de conteúdo e especialistas escolhidos trazem uma linguagem clara, sem tabus, com credibilidade e a sensibilidade necessárias para posicionar a PrEP como um direito e uma estratégia importante de saúde”, afirma Marcelo Cia, Diretor de Marketing de Influência na InPress Porter Novelli. 

A PrEP oral é uma forma de prevenção que tem se mostrado eficaz e segura, e consiste no uso de antirretrovirais (ARV) antes da exposição para reduzir o risco de infecção pelo HIV.1 É indicada para pessoas a partir de 15 anos de idade, com pelo menos 35 quilos, sexualmente ativas e em maior risco para o HIV, e está disponível no SUS.1 Já a PrEP injetável acabou de chegar ao mercado privado brasileiro.2 Registrado pela Anvisa em 2023, o medicamento é uma profilaxia pré-exposição de longa ação, administrado a cada dois meses, oferecendo uma alternativa.3 

De acordo com o Ministério da Saúde, até setembro de 2025 foram notificados mais de 29 mil novos casos de HIV no Brasil.4 Além disso, na comparação entre 2023 e 2024, observou-se um aumento de 2,6% no número de casos.4 “Combater o preconceito e o estigma relacionados ao HIV é fundamental para criar uma sociedade mais justa, acolhedora e saudável. Sabemos que o conhecimento de forma simples, acessível e sem julgamentos é essencial, e o foco deve ser o empoderamento do indivíduo, reforçando que a informação é o primeiro passo e uma ferramenta de liberdade para autonomia na saúde sexual”, destaca Roberta Corrêa, Diretora da Unidade de Negócios de HIV da GSK/ViiV Healthcare. 

A campanha busca levar a população para o site Tudo sobre PrEP, que contém informações sobre as diferentes formas de prevenção ao HIV e dados sobre o cenário da epidemia no Brasil. A plataforma complementa o novo chatbot, com uma linguagem acessível e abordagem personalizada, esclarecendo dúvidas sobre HIV e PrEP, ajudando a identificar os métodos de prevenção indicados para cada perfil de pessoa e fornecendo informações sobre serviços de saúde próximos. A ferramenta pode ser acessada gratuitamente pelo WhatsApp, por meio do número (21) 2018-1028. Acesse por aqui: Link.
 

FICHA TÉCNICA

Agência: InPress Porter Novelli

Anunciante: GSK/ViiV Healthcare

Diretora de Atendimento: Patrícia Odenbreit

PR: Camila Coimbra e Vanessa Serafim

Líder Multidisciplinar: Thiago Yaguti

Influência e Gestão de Talentos: Marcelo Cia, Aislan Frasão, Jaqueline Lima, Ana Pernambuco, Breno Delgado, Mariana Moro e Douglas Layme

Mídia: Yuri Cesarotto, João Paulo De Bona, Mayara Rodrigues e Dhara Matos

Criação e Planejamento: Ana Luiza Vilela, Alexander Lopes, Pedro Henrique, Nadja Tuca, Arlindo Rodrigues, Mateus Machado e Rodrigo Mendes

Cliente: Ingrid Santos, Vanessa Melchiades, Tony Silva e Roberta Corrêa.

 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 


GSK

ViiV Healthcare

  

REFERÊNCIAS:

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV, 2025. Disponível em: <link>. Acesso em: 04 dez. 2025.

2. FOLHA DE SÃO PAULO. PrEP injetável de longa duração contra HIV começa a ser vendido no Brasil. Disponível em: Link. Acesso em: 04 dez. 2025.

3. BRASIL. Ministério da Saúde. Apretude (cabotegravir): novo registro. Disponível em: <link>. Acessado em: outubro de 2025.

4. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico: HIV e Aids 2025. Disponível em:  Link. Acesso em: 30 nov. 2025.


Brasil avança no cuidado do sono com diretrizes inéditas para o desmame das drogas Z

Novo consenso da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) orienta manejo do abuso, dependência e retirada de zolpidem, trazodona é opção auxiliar em casos selecionados


O Brasil passa a contar com o primeiro consenso nacional que reúne evidências sobre o uso, riscos e estratégias de descontinuação das chamadas “drogas Z”, classe de hipnóticos prescritos principalmente para o tratamento da insônia. A motivação desta publicação, deve-se especialmente a um decreto, publicado em agosto de 2024, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que implementou um controle mais rígido sobre a prescrição dos medicamentos Z, dado o uso irregular e abusivo desta classe, especialmente do zolpidem. Elaborado por especialistas da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com base em revisão sistemática da literatura e método Delphi, o documento tem apoio exclusivo da indústria farmacêutica 100% nacional, Apsen.

O material responde à crescente preocupação clínica com quadros de abuso, dependência e eventos adversos relacionados a esses medicamentos, tema que será um dos destaques do XXI Congresso Brasileiro do Sono, de 3 a 5 de dezembro, em Salvador (BA).

Dados indicam uma mudança significativa no padrão de sono da população brasileira desde a COVID-19. Os números apontam um aumento de até 113% na procura de tratamento para insônia, ansiedade e depressão, em comparação aos seis meses anteriores à pandemia, sendo o zolpidem um dos principais responsáveis por elevar esse índice1.

O novo consenso destaca que, embora as drogas Z sejam indicadas para o manejo da insônia, elas apresentam risco de dependência, podendo induzir comportamentos complexos durante o sono e causar sintomas graves na retirada, como agitação, delírio e, em casos mais graves, convulsões. Por isso, a interrupção abrupta não é recomendada, especialmente entre pessoas que fazem uso de zolpidem e apresentam maior probabilidade de reações intensas durante o processo de descontinuação.

Conforme os especialistas, o manejo adequado exige uma avaliação clínica completa, incluindo histórico psiquiátrico, comorbidades, uso de outras substâncias e padrões de consumo. A diretriz recomenda que a descontinuação seja realizada de forma gradual, com ajuste individualizado das doses e acompanhamento contínuo.

“Com a publicação, a ABN busca oferecer um norte científico para profissionais de diferentes especialidades, padronizar práticas, reduzir riscos e qualificar o cuidado em torno do uso dessas medicações no país. O consenso se estabelece como referência nacional para um tema que, cada vez mais, exige atenção técnica, protocolos claros e acompanhamento estruturado por parte da comunidade médica, com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar dos pacientes”, explica Andrea Bacelar, neurologista, médica do sono e uma das coordenadoras do novo consenso da ABN.

O documento também reconhece que, mesmo com um plano estruturado de descontinuação, parte dos pacientes pode apresentar sintomas que dificultam o processo. Para esses casos, o uso de trazodona é apontada como adjuvante possível — no papel de terapia auxiliar de suporte — aplicado de forma criteriosa em situações específicas. A alternativa pode ser considerada quando o desmame desencadeia insônia rebote, ansiedade, irritabilidade ou outros desconfortos que comprometem a continuidade do tratamento.

Por não atuar por meio da potencialização do GABA — neurotransmissor que reduz a atividade cerebral e facilita o sono—, a trazodona pode contribuir para maior estabilidade em fases mais sensíveis da retirada. Porém, o uso deve ser entendido como apoio complementar e não como substituto da estratégia principal, baseada na redução gradual das doses e em intervenções comportamentais.

O consenso indica que para casos mais complexos, como presença de comorbidades de grande impacto, histórico de sintomas intensos na retirada ou uso em doses muito elevadas, a publicação orienta que a descontinuação seja conduzida com supervisão especializada mais próxima, podendo incluir ambientes assistenciais com monitoramento contínuo.

“A Apsen é uma empresa 100% nacional e tem orgulho de contribuir para iniciativas que fortalecem o cuidado em saúde no país. Participar deste consenso é uma forma de reforçar nosso compromisso com práticas responsáveis e sustentáveis. O sono é um pilar para o equilíbrio físico e emocional, e apoiar um material que orienta o uso mais seguro dessas terapias reflete nossa dedicação a uma jornada de cuidado mais humana e contínua”, afirma Márcio Castanha, Vice-Presidente Comercial da Apsen.

 

O cenário da insônia no Brasil

A rotina acelerada, o estresse e a dificuldade em desacelerar têm feito do sono um dos grandes termômetros da saúde. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 70% da população apresenta algum tipo de alteração no sono2. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, só em 2020, ano marcado pelo início da pandemia, os casos de depressão e ansiedade aumentaram 25%, evidenciando o vínculo entre o sono e o equilíbrio emocional3.


Apsen
Saiba mais em: Link


Referências:

  1. DOS SANTOS JUNIOR, C. M.; DE SOUZA, J. I.; VIANA MACHADO, K.; DAVID FERRAZ, L.; PEREIRA ROCHA, M. ZOLPIDEM: AUMENTO DO SEU USO ASSOCIADO AO CENÁRIO PANDÊMICO DA COVID-19. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , [S. l.], v. 5, n. 3, p. 955–982, 2023. DOI: 10.36557/2674-8169.2023v5n3p955-982. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/333. Acesso em: 2 dez. 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Sono. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/marco/voce-ja-teve-insonia-saiba-que-72-dos-brasileiros-sofrem-com-alteracoes-no-sono. Acesso em: dez. 2025.
  3. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Pandemia de COVID-19 desencadeia aumento de 25% na prevalência de ansiedade e depressão. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/2-3-2022-pandemia-covid-19-desencadeia-aumento-25-na-prevalencia-ansiedade-e-depressao-em. Acesso em: dez. 2025.

O que fazer em caso de picada de aranha em crianças?

O público infantil é mais vulnerável ao veneno, por isso a atenção aos sintomas deve ser redobrada

 

A picada de aranha em crianças exige atenção imediata. Embora a maioria das espécies não ofereça risco grave, algumas são consideradas de importância médica, pois têm venenos que podem prejudicar a saúde. Atualmente, o Ministério da Saúde alerta que as aranhas respondem como o segundo maior causador de envenenamento por animais peçonhentos no Brasil, atrás apenas dos escorpiões. Por isso, o Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, alerta para a importância de pais e responsáveis estarem atentos aos sinais que podem indicar uma picada. 

De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital, as crianças são mais vulneráveis devido ao menor peso corporal, o que aumenta a concentração do veneno no organismo. “Dependendo da espécie envolvida e quantidade de veneno introduzido, elas podem ter sintomas sistêmicos. Por isso, qualquer suspeita deve ser avaliada em pronto-atendimento com urgência.”
 

Quais são as aranhas mais perigosas no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, três grupos de aranhas causam acidentes graves no Brasil: aranha-armadeira (Phoneutria), aranha-marrom (Loxosceles) e viúva-negra (Latrodectus). 

A aranha-armadeira é considerada a mais agressiva e tem a picada dolorosa, bem como a viúva-negra. Já a aranha-marrom não é agressiva e pica quando é pressionada — frequentemente dentro de roupas, toalhas, sapatos ou roupas de cama.
 

As aranhas Phoneutria e Loxosceles, antes restritas às matas, passaram a ocupar ambientes urbanos e residências, enquanto as Latrodectus vivem em áreas abertas nas cidades, permanecendo em suas teias e caindo ao solo quando perturbadas.
 

Como identificar picada de aranha em crianças?

A intensidade das reações está diretamente ligada à dose de veneno introduzida, podendo causar:

  • dor no local (intensa nas picadas de armadeira e viúva-negra);
  • lesão arroxeada que piora em 24h–72h, com risco de necrose (característica da aranha-marrom);
  • vermelhidão e inchaço;
  • vômitos e sudorese;
  • tremores ou espasmos musculares;
  • agitação, mal-estar ou sonolência.


ATENÇÃO! Em caso de emergência, entre em contato com o SAMU (192) ou com o Corpo de Bombeiros (193). Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dispõe de médicos e enfermeiros que prestam orientações, em casos de acidentes com animais peçonhentos e outras intoxicações, por meio do telefone 0800 644 6774.
 

O que fazer em caso de picada de aranha em crianças?

Ao perceber-se uma picada de aranha em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:

  • lave o local com água e sabão;
  • coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
  • procure imediatamente uma unidade de pronto-atendimento;
  • fotografe ou informe ao profissional de saúde o máximo possível de características, como tipo, cor e tamanho.

Além disso, a especialista pontua que o soro antiaracnídico é indicado sempre que houver manifestações sistêmicas. Já a atualização da vacina antitetânica deve ser feita conforme orientação médica.
 

Como evitar picadas de aranha?

As aranhas costumam abrigar-se em locais escuros e pouco movimentados, como frestas, entulhos, pilhas de madeira, folhas acumuladas, roupas e calçados guardados. Para reduzir o risco de acidentes, siga as recomendações da especialista:

  • mantenha quintais e ambientes limpos e sem entulhos;
  • vede frestas, buracos e ralos;
  • verifique roupas e calçados antes de usar;
  • afaste berços e camas das paredes;
  • não deixe roupas de cama encostando no chão;
  • em áreas externas, use calçados fechados e roupas que protejam a pele.

 

Férias seguras: cuidados simples podem evitar até 90% dos acidentes com crianças, diz médica do Hospital Sepaco

 

As férias escolares estão chegando. O período, marcado por mais tempo livre das crianças e mudanças na rotina familiar, exige atenção redobrada dos responsáveis. De acordo com a médica Talita Lodi Holtel, coordenadora da unidade de internação pediátrica e pronto socorro infantil do Hospital e Maternidade Sepaco, 90% dos acidentes que levam à morte de crianças e adolescentes, de 1 a 14 anos, podem ser evitados com medidas simples de prevenção. 

Segundo a especialista, quedas, queimaduras, afogamentos, intoxicações e objetos engolidos continuam liderando as ocorrências entre crianças, especialmente entre bebês e menores de 12 anos.

“As quedas são sem dúvida o tipo de acidente mais comum. Mas também observamos muitos ferimentos causados por objetos cortantes, mordeduras de animais e ingestão acidental de produtos de limpeza ou medicamentos, que devem sempre ser mantidos fora do alcance. Se a criança ingerir algo acidentalmente e tiver uma intoxicação, não se deve provocar vômito, pois isso pode agravar queimaduras internas quando o produto é corrosivo", alerta Talita.” 

Os números reforçam a gravidade dos acidentes envolvendo crianças. No Brasil, os acidentes, incluindo os automobilísticos, são hoje a principal causa de morte entre 1 a 14 anos de idade, resultando em aproximadamente 13 óbitos diários e mais de 120 mil hospitalizações por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Apenas os acidentes domésticos foram responsáveis por 1.616 mortes de crianças de 0 a 14 anos entre 2020 e 2021 (792 em 2020 e 824 em 2021). 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, um estudo realizado na cidade de São Paulo com 1.036 crianças reforça esse panorama: 54,1% dos acidentes registrados foram quedas, seguidas por ferimentos com objetos cortantes (13,1%) e mordidas de animais (9,8%).


 

Como prevenir acidentes em casa

A médica listou medidas simples que ajudam a reduzir os riscos dentro e fora de casa. 

Deve-se instalar telas e grades em janelas e escadas. Não se deve esquecer sequer as basculantes de banheiro, que, por serem altas, muitas vezes ficam desprotegidas. Recentemente, uma criança em São Paulo caiu acidentalmente após colocar uma mesa embaixo de uma basculante.

Na hora do banho, a criança deve estar acompanhada por conta do ambiente escorregadio.

Na cozinha, panelas devem estar sempre com os cabos virados para dentro/

Produtos de limpeza e remédios devem ser sempre armazenados em locais elevados e trancados.

Não se deve reaproveitar embalagens de refrigerante para guardar produtos diferentes, as crianças podem achar que se trata da bebida e ingerir.

Bebês não devem dormir em sofás ou camas sem proteção.

No caso de bebês e crianças pequenas, os objetos pequenos, que passam pelo interior de um rolo de papel higiênico, devem sempre ficar fora de alcance.

Não deixar baldes ou bacias com água dentro de casa, uma pequena quantidade de líquido pode levar ao afogamento.


 

Cuidados fora de casa 

Nas férias, é comum que as crianças e adolescentes aproveitem o tempo fora de casa. Algumas medidas devem ser tomada para que a diversão não se transforme em aborrecimento.

– Jamais deixe as crianças sozinhas em piscinas, que devem ter sempre portões e redes de proteção. Na hora de cuidar das crianças perto da água, fique atento. Qualquer descuido pode acarretar consequências graves. 

– Nada de deixar as crianças sem proteção solar. A recomendação é utilizar filtros adequados à faixa etária, sempre com FPS acima de 30, e redobrar os cuidados em ambientes como praia e neve, onde a incidência de radiação é maior. Chapéus, roupas com proteção UV, protetor labial e óculos escuros completam a lista de precauções.

– Fique atento aos mosquitos. É fundamental o uso de repelentes apropriados para cada idade e atenção especial ao entardecer, quando as picadas são mais frequentes.


 

Na Estrada

Além de todos esses cuidados, a pediatra lembra que, antes de botar o pé na estrada com as crianças, é preciso pensar em cuidados específicos. Para a médica do Sepaco, a vacinação deve ser a primeira medida a ser tomada assim que o destino for definido. Ela reforça também a importância da higiene durante deslocamentos, especialmente em locais onde a água pode não ser potável. 

“O ideal é consumir sempre água mineral lacrada e ter um antisséptico como álcool gel à mão. Em destinos mais inóspitos, o pediatra pode orientar o uso de hipoclorito ou permanganato para tornar a água segura para lavar alimentos e utensílios infantis”, explica. 

A especialista orienta ainda que as famílias preparem um kit de medicamentos para a viagem, sempre com orientação do pediatra que acompanha a criança, e mantenham o uso de cadeirinhas e assentos adequados no transporte, independentemente da distância percorrida. 

Com todos esses cuidados, férias vão ser apenas sinônimo de diversão.



Hospital e Maternidade Sepaco


Infecções íntimas de repetição: entenda por que elas voltam e como tratar com segurança

Especialista alerta para as causas das infecções ginecológicas recorrentes e reforça a importância do diagnóstico e tratamento adequados


 

Corrimento, coceira, ardência e desconforto íntimo são sintomas que muitas mulheres conhecem bem. O problema é que, para algumas, eles se tornam frequentes, um sinal de alerta que pode indicar infecções ginecológicas de repetição, como vaginose bacteriana, candidíase ou tricomoníase.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a prevalência global de vaginose bacteriana entre mulheres em idade reprodutiva varia de 23% a 29%. Estudos também mostram que aproximadamente 15% a 30% das mulheres com vaginose enfrentam episódios de recidiva dentro de 12 meses, e até 70% podem ter nova infecção em até nove meses após o tratamento inicial.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, é fundamental compreender que nem toda infecção tem a mesma origem, e tratar sem orientação pode agravar o quadro. “Infecções íntimas recorrentes geralmente estão associadas a desequilíbrios na microbiota vaginal, uso inadequado de medicamentos, alterações hormonais ou hábitos de higiene que comprometem a flora natural”, explica o médico.

Segundo ele, um dos erros mais comuns é a automedicação. “Muitas mulheres acreditam que todos os sintomas de corrimento e coceira são causados por fungos, e acabam usando antifúngicos sem necessidade. Em casos de infecções bacterianas, por exemplo, o tratamento é completamente diferente. Isso não só não resolve o problema, como pode piorar o desequilíbrio da flora vaginal e favorecer novas infecções”, alerta o Dr. Carlos.

Além de bactérias e fungos, fatores como uso contínuo de antibióticos, roupas muito apertadas, absorventes diários e duchas vaginais também podem contribuir para a reincidência das infecções. O especialista explica que o canal vaginal possui um sistema de defesa natural, composto por bactérias benéficas (como os lactobacilos), que ajudam a manter o pH equilibrado. “Quando esse equilíbrio é rompido, o ambiente se torna propício para o crescimento de microrganismos patogênicos”, complementa.

O diagnóstico correto, feito por meio de exame clínico e laboratorial, é essencial para definir o tratamento adequado. “A abordagem médica considera não só o agente causador da infecção, mas também o histórico da paciente, hábitos de higiene e eventuais condições associadas, como alterações hormonais ou imunológicas”, explica o Dr. Carlos.

Ele reforça que o tratamento precisa ser completo e supervisionado, mesmo que os sintomas melhorem rapidamente. “Interromper o tratamento antes do tempo pode permitir que a infecção volte ainda mais resistente. É importante seguir todas as orientações médicas, inclusive em relação ao parceiro, quando necessário”, ressalta.

Por fim, o especialista lembra que a prevenção é sempre o melhor caminho. “Evitar o uso excessivo de produtos íntimos com fragrâncias, optar por roupas leves e de algodão, manter a região sempre seca e priorizar o acompanhamento ginecológico regular são medidas simples, mas eficazes”, orienta o Dr. Carlos.

“Quando falamos em saúde íntima, informação e cuidado são aliados indispensáveis. Tratar com segurança significa entender a origem do problema e buscar o acompanhamento certo para restaurar o equilíbrio e a qualidade de vida”, conclui.

 

Carnot® Laboratórios


4 passos para aumentar as vendas na internet

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Metolodogia ajuda a transformar desconhecidos em clientes fiéis e escalar resultados online 

 

Trabalhar com vendas online pode ser uma grande oportunidade, mas também um enorme desafio, seja para quem acabou de começar, ou para aqueles que sentem certa estagnação. No entanto, existe um caminho prático não apenas para atrair clientes, como ainda gerar confiança, converter vendas e manter o faturamento crescendo com consistência.

Essa é a essência da metodologia “Internet que Vende”, criada pelo mestre e doutor em Administração e especialista em aceleração de negócios, Felipe Pereira, que auxilia empreendedores e empresas a destravarem no digital.

A fórmula é baseada em quatro processos essenciais que acompanham a jornada do cliente desde o primeiro contato com a marca, até o momento em que ele se torna um fã e divulgador orgânico do negócio.

Ao aplicar cada etapa desta estratégia, a internet deixa de ser um ambiente de tentativa e erro para se transformar em um motor propulsor de crescimento. Confira!


1 - Atrair visitantes

Ninguém compra algo que não conhece, por isso, o primeiro passo é atrair os visitantes certos - seja por meio de anúncios em plataformas como Google, Instagram, TikTok e YouTube, ou com a produção de conteúdos relevantes que aumentam a visibilidade e geram conexão. Técnicas de SEO ajudam a aparecer de forma orgânica quando alguém pesquisa no Google, enquanto parcerias, eventos digitais e influenciadores também ampliam o alcance da marca. O ponto essencial é que não se trata de trazer qualquer pessoa, e sim quem já demonstra interesse no que você oferece e tem potencial real de se tornar cliente. Quanto mais qualificado o tráfego, maiores serão as chances de conversão nas próximas etapas.


2 - Capturar leads

Depois de atrair visitantes, é importante não deixá-los ir embora sem criar um vínculo. A maioria das pessoas não compra na primeira interação, então o objetivo desta etapa é capturar suas informações de contato (como e-mail, WhatsApp ou dados obtidos via direct no Instagram) transformando visitantes em leads. Para isso, a empresa pode oferecer algo de valor imediato, como um e-book, um cupom de desconto, um teste grátis ou um material exclusivo, que convide a pessoa a continuar a conversa. Essa troca estabelece o início de um relacionamento que poderá evoluir para uma venda.


3 - Converter em vendas

Com o lead em mãos, é hora de nutrir a relação e guiá-lo até a decisão de compra. Isso significa enviar conteúdos que eduquem, respondam dúvidas, reduzam objeções e reforcem benefícios, seja por e-mails, mensagens automatizadas ou interações diretas. À medida que o interesse aumenta, a oferta deve ser apresentada com clareza e no momento mais adequado para cada pessoa. A conversão é resultado de confiança: quanto mais a marca demonstra autoridade e compreensão das necessidades do cliente, maior a probabilidade de gerar a venda e de fazer isso de maneira lucrativa.


4 - Encantar e fidelizar

A jornada não termina quando a compra acontece! O pós-venda é determinante para que um cliente satisfeito se transforme em um comprador recorrente, ou até mesmo em um defensor da marca. Encantar significa entregar mais do que o prometido, oferecer suporte de qualidade, criar experiências positivas e manter o relacionamento vivo com mensagens úteis e personalizadas. Quando um cliente fica realmente impressionado, ele volta a comprar, indica amigos e se torna um dos maiores aliados do crescimento do negócio, elevando métricas essenciais, como o LTV (valor de tempo de vida do cliente).

 

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