Falta de documentos é uma das principais causas de retificação e malha fina.
Com a aproximação do fim de 2025, a preparação para a Declaração do Imposto de Renda do próximo ano já deve começar. Especialistas alertam que o sucesso do processo depende de uma ação antecipada. Enquanto o prazo oficial da Receita Federal só abre em março de 2026, a janela de preparação estratégica se inicia agora.
De acordo com Ubiratãn Dias, advogado especialista em Direito Previdenciário, adiar essa organização é o erro mais comum. "A mentalidade de esperar o programa ser liberado para procurar os papéis transforma uma obrigação administrativa em uma fonte de estresse e risco", afirma. Ele destaca que a declaração é uma ferramenta valiosa de diagnóstico financeiro anual.
O processo exige a reunião meticulosa de todos os comprovantes de renda e despesas de 2025. Isso inclui a sequência completa de holerites, mesmo de empregos anteriores, e todos os informes de rendimento. Extratos detalhados de investimentos, como fundos e ações, também são documentos obrigatórios para uma declaração fiel.
Para as despesas dedutíveis, a atenção deve ser redobrada. Notas fiscais de saúde e educação exigem organização criteriosa. "Cada medicamento requer a prescrição médica correspondente arquivada. Esse é um detalhe onde muitos contribuintes falham", explica Dias. Comprovantes de previdência privada PGBL e contribuições ao INSS completam este grupo fundamental.
A declaração do patrimônio também precisa de documentos atualizados. Extratos bancários de 31 de dezembro e comprovantes do valor de mercado de imóveis e veículos são essenciais. "Uma simples pesquisa de preços de imóveis similares já serve de base e previne futuros questionamentos pela Receita", orienta o advogado.
A estratégia final, segundo Ubiratãn Dias, é criar um ciclo virtuoso.
"A organização para a declaração de 2026 não termina em abril. Ela deve
inspirar um novo hábito: guardar os comprovantes de 2026 à medida que eles
forem surgindo", conclui. Dessa forma, o que era uma tarefa anual
burocrática se transforma em uma prática contínua de gestão financeira pessoal.
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