Pesquisar no Blog

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Notificação de violência contra pessoas com deficiência exige atenção

Profissionais da segurança pública, assistência social, saúde e educação se reúnem em evento para reforçar que a prevenção social e a segurança cidadã são caminhos indispensáveis para romper a invisibilização de pessoas com deficiência

 

A violência contra pessoas com deficiência permanece como uma realidade oculta do país, marcada por subnotificação, ausência de protocolos integrados e barreiras que impedem o acesso a serviços de proteção. Especialistas apontam que o combate a esse cenário exige uma mudança estrutural na forma como diferentes setores públicos atuam, da polícia à assistência social, da saúde à educação, colocando a segurança cidadã e a prevenção social no centro das políticas de defesa de direitos das pessoas com deficiência. 

A falta de registro é um dos principais desafios. Casos de violência, seja ela física, psicológica, institucional, sexual ou patrimonial, ou violação de direitos, muitas vezes não chegam ao conhecimento do Estado. Fatores como estigma, dependência de cuidadores, desconhecimento sobre canais de denúncia e a falta de acessibilidade nos serviços de atendimento dificultam a formulação de políticas efetivas. 

“Quando o Estado não registra casos de violência ou violação de direitos contra pessoas com deficiência, reforça a invisibilidade e impede que elas tenham acesso à justiça. Notificar é reconhecer, é dizer que essa vida importa e merece proteção”, afirma Marcos da Costa, Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Além do encobrimento estatístico, a ocorrência é influenciada por fatores culturais e institucionais. Modelos ultrapassados sobre deficiência ainda moldam práticas que dificultam a escuta qualificada e o atendimento adequado com recursos de acessibilidade, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais. A abordagem territorial, que considera contextos, vulnerabilidades e redes locais, é apontada como essencial para compreender e prevenir violações. 

Nesse cenário, o avanço da segurança cidadã surge como alternativa para fortalecer a prevenção de violência contra pessoas com deficiência. O conceito, que orienta políticas públicas de proteção centradas na dignidade humana, prevê a atuação integrada de diferentes áreas do Estado, combinando investigação, cuidado, acolhimento e acompanhamento de vítimas e famílias. 

É nesse contexto que atuam os Centros de Apoio Técnico (CATs) — unidades implementadas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e geridas pelo Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras. Esses centros funcionam dentro de delegacias e contam com equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais e intérpretes de Libras, garantindo acessibilidade, escuta humanizada e respeito à diversidade em todos os atendimentos. 

“Não há possibilidade de haver segurança sem a garantia de direitos. Para que isso ocorra, é fundamental que a segurança, instituições educacionais, serviços de saúde e equipamentos de assistência social operem de forma articulada, compartilhando referenciais e construindo respostas integradas. A violência contra pessoas com deficiência apresenta naturezas múltiplas e interligadas, o que demanda uma abordagem intersetorial e coordenada”, destaca Juliana d’Avila Delfino, Pesquisadora do Centro de Apoio Técnico de São Paulo do Instituto Jô Clemente (IJC).

 

Fórum Multissetorial de Prevenção 

Essas questões estarão em debate no dia 9 de dezembro, durante o 1º Fórum Multissetorial de Prevenção Social à Violência contra Pessoas com Deficiência, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), com apoio do Instituto Jô Clemente (IJC). O encontro reunirá profissionais da Polícia Judiciária da capital e representantes da rede municipal e estadual de serviços, em um espaço de diálogo e construção coletiva. 

O Fórum também discutirá a atuação dos Centros de Apoio Técnico (CAT) nas unidades policiais, iniciativa que busca qualificar o atendimento a pessoas com deficiência em situações de violência, ampliar a precisão das informações registradas e fortalecer práticas baseadas em evidências. O Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, as diretrizes da Portaria nº 26 da Delegacia Geral de Polícia e experiências que já operam na capital também estarão na pauta. 

“A construção de uma rede de proteção forte passa pela escuta, pelo diálogo e qualificação de todos os profissionais envolvidos. A violência não pode ser tratada como um problema isolado, mas como um fenômeno social que exige respostas articuladas e humanas”, finaliza João Victor.

 

Instituto Jô Clemente (IJC)
Aproveite para seguir o IJC nas redes sociais

 

Férias escolares ampliam uso das áreas comuns e acendem alerta para acidentes infantis em condomínios

 

Freepik

Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) destaca medidas para reduzir riscos e garantir um período de descanso e diversão seguros 

 

Com as férias escolares, os condomínios registram um aumento significativo na circulação de crianças em áreas comuns como piscinas, playgrounds, quadras e salões de jogos. O movimento, que costuma trazer mais vida aos espaços, também exige atenção redobrada para evitar acidentes, especialmente aqueles que envolvem quedas, afogamentos e uso inadequado de brinquedos e estruturas. 

O presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), Omar Anauate, destaca que o momento pede planejamento e comunicação clara entre gestão condominial e moradores. “As férias intensificam a ocupação das áreas comuns, e isso naturalmente eleva o risco de acidentes. A prevenção passa por regras bem estabelecidas, manutenção em dia e, principalmente, supervisão constante dos responsáveis”, afirma. 

Nas piscinas, a atenção deve ser máxima. “É essencial reforçar as normas de uso, como presença obrigatória de um adulto responsável e proibição de brincadeiras de risco. Condomínios devem verificar grades, pisos antiderrapantes e equipamentos de segurança”, fala. 

Outros pontos a se atentar são a realização de revisão de bombas, filtros e ralos; treinamento básico para funcionários para agir em situações de risco e acidente; fixação de placas visíveis com regras de uso; instalação de travas de acesso para impedir que crianças entrem desacompanhadas. 

Ainda nesse contexto, o cuidado com a parte elétrica é mais um ponto sensível. Neste ano, uma criança morreu após encostar em um conjunto de fios desencapados perto da casa de máquinas da piscina, quando brincava em um condomínio em São Paulo. “O caso reforça a importância de manter casas de máquinas sempre trancadas, impedir o acesso de crianças a áreas técnicas e garantir que toda a instalação elétrica seja inspecionada periodicamente por profissionais habilitados”, salienta. 

No playground, com o uso mais intenso nesse período, a checagem estrutural é indispensável, uma vez que os desgastes ficam mais evidentes. “Estruturas soltas, parafusos expostos e pisos inadequados são causas recorrentes de quedas e machucados. O condomínio deve fazer inspeções mais frequentes neste período”, orienta Anauate. O cuidado também deve se estender ao uso de bicicletas, patinetes e brinquedos sobre rodas, que podem gerar colisões em garagens e corredores. “O condomínio deve reforçar em comunicados os locais permitidos e a necessidade de supervisão quando crianças estiverem circulando”, diz. 

Nos elevadores, também um dos pontos mais sensíveis desta época, a recomendação é que crianças nunca utilizem o equipamento desacompanhadas. Brincadeiras dentro da cabine, correr para entrar antes do fechamento da porta ou tentar segurá-la manualmente são atitudes que podem causar acidentes graves. “O condomínio pode reforçar orientações por meio de comunicados e avisos, lembrando que o elevador é um equipamento que exige uso responsável e vigilância constante”, frisa. 

A portaria, que enfrenta movimento ampliado com o aumento de visitantes e prestadores de serviços, exige rigor nos protocolos de identificação para evitar liberações indevidas e garantir que crianças não circulem desacompanhadas nas áreas de acesso. “E, como o período tende a elevar o nível de ruído nas áreas internas e externas, vale reforçar regras de convivência e horários de silêncio”, lembra. 

Dentro das unidades, a manutenção das telas de proteção em janelas e sacadas é essencial, principalmente em apartamentos altos. Além disso, o condomínio pode reforçar campanhas contra o arremesso de objetos pelas janelas, prática que costuma aumentar com mais crianças em casa e representa grave risco aos moradores.

 

Papel do síndico e dos moradores 

Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que prevê multa de cinco a 20 salários mínimos para quem deixar criança menor de 12 anos sem supervisão em veículos, coberturas ou espaços de uso comum em condomínios, como piscinas e elevadores. A regra é inserida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Pela proposta, também poderá ser multado o síndico que não afixar em local visível as informações sobre as faixas etárias e condições de uso dos bens e espaços de uso comum (multa de três a 10 salários). 

Enquanto o PL segue em tramitação, o presidente da AABIC pontua que o sucesso das medidas preventivas depende da corresponsabilidade: “Não existe segurança plena sem a participação das famílias. A supervisão de um adulto é sempre o fator mais decisivo para evitar acidentes”. 

O síndico, por sua vez, pode reforçar boas práticas por meio de comunicados, cartazes e campanhas internas. “Uma comunicação simples, direta e contínua faz toda a diferença. Férias são período de alegria e cabe ao condomínio garantir que também sejam seguras”, finaliza.

  

Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo - AABIC


Transparência salarial: ajuda ou atrapalha?


Em um ambiente de trabalho onde a confiança e o engajamento são moedas de alto valor, a transparência salarial vem sendo um tema amplamente discutido como algo capaz de favorecer – pelo menos, na teoria – essa motivação internamente. Mas, e se a divulgação desses números gerar mais conflitos entre os times do que um incentivo ao crescimento e produtividade?

Ambos os cenários são possíveis de serem vistos em qualquer empresa, o que exige, daquelas que considerarem seguir essa política, um planejamento e gestão muito bem estruturados que criem uma cultura colaborativa de incentivo ao desenvolvimento dos profissionais visando, justamente, essa ascensão e conquista de maiores remunerações.

Tocar nesse assunto costuma ser bastante polêmico no mercado, encontrando visões bem diferentes. Isso porque, por um lado, organizações que adotam uma política transparente a respeito desses números visam engajar seus times a crescerem e irem além – mostrando as remunerações médias dos cargos internos como forma de motivá-los a se desenvolverem e entenderem o que devem fazer para conquistar essas perspectivas.

Contudo, é natural do ser humano não ter uma visão 100% positiva de muitos assuntos em nossas vidas, o que também traz a possibilidade de profissionais que não encarem a transparência salarial como um incentivo a seu desenvolvimento. Ao invés disso, podem se comprar com os seus colegas, gerar questionamentos como “por que o outro ganha um salário maior do que eu”, e confusões derivadas de percepções negativas acerca dessas diferenças de remunerações.

A mesma informação que pode ser extremamente positiva e engajadora para uma pessoa, também pode ter um viés bem negativo para outra. Esses receios fazem com que, segundo dados do “Estudo Global de Transparência Salarial para América Latina 2025”, apenas 18% das organizações dessa região se considerem preparadas para implementar a transparência salarial, além de 40% que afirmam não estarem prontas, e 42% que estão em processo de preparação.

Optar por adotar ou não essa política internamente não deve ser uma decisão baseada apenas em um hype do mercado, ou por benefícios sentidos por outras empresas. Afinal, cada negócio possui suas particularidades e pessoas que, se não forem conscientizadas sobre o objetivo dessa transparência e como encará-la como fonte de motivação de crescimento de carreira, apenas elevará as chances de lidarem com conflitos internos e desentendimentos capazes de desencadear a fuga dos talentos e uma enorme desmotivação interna.

Parta de um claro entendimento sobre a estratégia que a empresa busca seguir ao esclarecer essa referência de quanto cada cargo interno costuma receber. Ao divulgar essas faixas, tenha um plano de comunicação que conscientize os times de que um salário maior não significa que um profissional é melhor do que o outro, destacando as responsabilidades associadas a cada posição e como podem progredir para conquistar os mesmos retornos.

Essa é uma faca de dois gumes nas mãos dos executivos, que demanda um manuseio extremamente cuidadoso a fim de não causar feridas graves. Afinal, a mera divulgação de números, sem o contexto e um plano de comunicação estratégico, inevitavelmente levará a conflitos e desmotivação. Por isso, ao invés de seguir uma moda do mercado, se preocupe com o porquê sua empresa deveria implementar essa política e, acima de tudo, em como fará isso.

A eficácia da transparência salarial dependerá do quanto a cultura corporativa conseguir incorporar esse mindset em suas estratégias, de forma que se torne uma ferramenta poderosa de gestão interna que oriente as empresas nas melhores formas de construir um time cada vez mais engajado em crescer e se desenvolver neste ambiente de trabalho.




Ricardo Haag - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


Cinco tendências para o setor de telecomunicação

 

Se antes a briga entre as empresas era pelo preço, hoje a disputa é sobre como se diferenciar. Afinal, vivemos em um mercado cada vez mais competitivo. E, no caso do setor de telecomunicações, que sofre influências tanto internas quanto externas, é necessário ser pragmático.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE, o segmento cresceu 2,4% no acumulado de 12 meses até julho de 2025. Ainda segundo dados divulgados pela Conexis Brasil Digital, as próprias empresas do setor afirmam que os investimentos no primeiro semestre deste ano totalizaram R$ 16,5 bilhões, um aumento de 4,8% em comparação ao mesmo período de 2024.

Os indicadores ajudam a corroborar o momento de expansão do setor de telecom. Entretanto, diante do mercado pulverizado que temos, o desafio das organizações é acelerar os negócios ao mesmo tempo que precisam se diferenciar da concorrência e colocar o cliente no centro.

Quanto a isso, a tecnologia, sem dúvidas, se mostra uma forte aliada. No entanto, mais do que apenas entender sua importância, é crucial utilizá-la em conjunto com estratégias que ajudem a alavancar a gestão. Entre as ações que apoiam essa jornada, estão:

#1 Data Driven & IA: extrair, analisar e explorar. É a partir da junção desses passos que as empresas adquirem insumos para tomar decisões efetivas para o negócio. Ou seja, com o apoio da Inteligência Artificial, torna-se possível criar uma estrutura que permite identificar padrões e tendências, localizar pontos de atenção e estabelecer melhorias com base em informações seguras.

#2 Hipersonalização: complementando o tópico anterior, a organização de dados possibilita entender melhor não apenas as ações internas que devem ser realizadas, mas também as estratégias externas. Por meio de análises que mostram desde o comportamento do público por região até a frequência de atendimento, é possível viabilizar ações de regulação e adaptação dos produtos e/ou serviços conforme as demandas dos clientes, promovendo uma atuação estratégica alinhada às necessidades dos usuários.

#3 Letramento: a tecnologia é feita por e para pessoas. De nada adianta ter informações em tempo real e guiar a estratégia de acordo com as necessidades do cliente se o time não estiver capacitado e treinado para identificar e atender às demandas do público. Dessa forma, é essencial preparar a equipe – desde o atendimento inicial até a solução da demanda.

#4 Envolvimento da área de TI: essa área deixou, há muito tempo, de fazer parte apenas do orçamento de despesas e passou a ser um pilar do negócio. Para aplicar melhorias tanto tecnológicas quanto sistêmicas, é fundamental envolver a vertical não apenas para atender chamados, mas para acompanhar de perto cada etapa do processo, executando um trabalho estratégico.

 #5 OSS e BSS: nomenclatura refere-se a sistemas essenciais na área de telecomunicações que trabalham em conjunto para gerir as operações de uma rede e os serviços ao cliente. Nesse sentido, para que a empresa aprimore seus processos, é crucial adotar soluções especializadas e aderentes às demandas do segmento, a fim de garantir sustentação e escalabilidade para a organização.

Essas tendências listadas têm em comum o fato de reforçarem a importância de o setor deixar de ser apenas “uma empresa de telecomunicação” e investir em valor agregado. Estamos falando de um segmento com altas projeções de crescimento e, para atingir esse resultado, é essencial investir em seu desenvolvimento.

Certamente, quando falamos sobre os benefícios da tecnologia, é comum que os olhos brilhem. Porém, aplicar seu uso sem um direcionamento correto transforma o investimento em custo. Nesse sentido, contar com o apoio de uma consultoria especializada nas demandas do setor e que também possua parcerias com organizações que já colocaram essas ações em prática é, sem dúvidas, o caminho ideal.

Como citado anteriormente, o telco precisa ser pragmático. Ou seja, considerando as diversas mudanças previstas para acontecerem ainda em 2025, como a alteração da NFCOM e, no início de 2026, com o avanço da Reforma Tributária, as ações precisam ser tomadas o quanto antes. Afinal, para sair na frente, é preciso começar a agir desde já.

 

Glaucia Vieira - Co-CEO da G2.

Eduardo Vale - CIO da Vero.

G2


Como o SAP Business Data Cloud está redefinindo a análise e governança de dados?

 

Não é novidade, mas é sempre bom destacar: o contexto da importância dos dados no mundo corporativo mudou. Se antes, ferramentas como o data warehouse, um repositório que coleta dados de diversas fontes, eram consideradas a “bola da vez”, hoje, já não é mais assim. Afinal, estamos falando de uma era em que a agilidade, a eficiência e a segurança, bem como a obtenção da informação em tempo real, são pressões que fazem parte do dia a dia dos C-levels. Nesse sentido, utilizar ferramentas eficazes que apoiem essa jornada é fundamental.

De acordo com o estudo “Transformações digitais no Brasil: insights sobre o nível de maturidade digital das empresas no país”, realizado pela McKinsey com 124 empresas de grande e médio porte em diversos setores, apenas 12% executam bem a prática de dados e analytics, além de 13% que já possuem uma mentalidade baseada em dados.

Ou seja, ainda enfrentamos um paradoxo. Muitas organizações mantêm, até hoje, um fluxo no qual cada área cria seus próprios indicadores, geram diversas fontes de dados e, na maioria das vezes, os armazenam em planilhas. É aquela velha história: além de gerar informações que acabam ficando desconexas, isso também contribui para a tomada de decisões baseadas em dados incorretos.

Diante desse cenário, que marcou o fim da era do data warehouse, surgiu uma evolução desse recurso, o data lake, repositório que armazena grandes volumes de dados, sejam eles estruturados, semiestruturados ou não estruturados. Mas, quais seriam os ganhos de unir essa tecnologia a um sistema altamente eficaz?

Foi pensando nisso que a SAP, multinacional alemã, vem apostando na estratégia de gestão de dados e lançou, recentemente, o SAP Business Data Cloud (SAP BDC), uma solução SaaS que gerencia e unifica dados SAP e conecta-se, perfeitamente, a dados de terceiros, fornecendo aos líderes todo o contexto que precisam para tomar decisões assertivas.

A solução, que possui o conceito de data lake embarcado, também apoia a melhor governança, possibilitando análises e acesso a dados concretos dentro do Business Intelligence (BI), promovendo a criação de um “self service BI. Isso acontece porque os dados, além de serem enriquecidos, também refletem corretamente o DNA da empresa. Cabe enfatizar que a ferramenta ainda conta com a Joule, IA da multinacional alemã, que já possui linguagem natural, permitindo maior transparência e fluidez durante o acesso do usuário.

No entanto, falar sobre o leque de melhores práticas que a solução agrega para a organização brilha os olhos, mas é preciso lembrar que nenhuma ferramenta consegue sanar todos os desafios sozinha. Isso é, de nada adianta ter um recurso altamente moderno que centraliza, unifica, fornece análises e previsões, entre tantos outros benefícios, sem que a base de dados esteja estruturada.

Atualmente, com a velocidade das coisas, detalhes importantes acerca da real compreensão do funcionamento da tecnologia são deixados de lado. O maior exemplo disso é a ascensão da Inteligência Artificial. Embora o seu hype tenha se dado, principalmente, com a sua versão em chatbot, essa ferramenta vai muito além. Por sua vez, como qualquer outro recurso, sua operação se dá por associação. Logo, se as informações estiverem incorretas, serão fornecidas análises imprecisas, levando a resultados insatisfatórios para a organização.

Diante disso, ter o apoio de uma consultoria especializada é sempre o melhor caminho. A equipe, além de atuar como apoio consultivo para o cliente, traz para a empresa o conceito do negócio com valor agregado, bem como estrutura o data fabric, apoia no preparo para o uso da IA e, ainda, reduz a complexidade e os custos, visto que o trabalho será executado de acordo com as especificações da empresa.

Conforme a transformação digital segue avançando, torna-se essencial que as empresas acompanhem esse movimento, principalmente no que concerne à união da gestão de dados junto à área de negócios. Isso é, já se foi o tempo em que o setor de TI era apenas responsável por atender chamados. A área se tornou uma peça fundamental. Afinal, para garantir resultados no futuro, é preciso conhecer as informações hoje. 



Andrey Menegassi - Partner da SolvePlan.

SolvePlan


4 Dicas de manutenção na bicicleta para quem vai pedalar nas férias

Motul Brasil

As férias de fim de ano são uma oportunidade para as pessoas descansarem e se divertirem em família ou com amigos. Entre as opções de lazer está o uso da bicicleta, seja em um passeio no parque ou para quem gosta de pedalar nas ciclovias. 

Para quem vai usar a bicicleta para se divertir neste final de ano, é importante fazer uma manutenção completa para evitar qualquer imprevisto. A Motul, multinacional francesa especializada em lubrificantes e fluidos de alta tecnologia, apresenta quatro dicas de manutenção na bike para que as pessoas tenham um passeio seguro.  

 

Desengraxe 

A manutenção da bike pode começar pelo desengraxe, eliminando a sujeira pesada e os resíduos de lubrificante antigo. A limpeza deve ser realizada nos discos de freio, corrente e cassete. Essas ações ajudam a restaurar a performance da frenagem e uma melhor troca de marchas na hora que estiver pedalando.  

 

Limpeza 

Após desengraxar, é hora de limpar o quadro da bike por completo. A Motul conta com produtos de limpeza a seco que são ideais para limpar quadros e rodas. É compatível com superfícies foscas, brilhantes e materiais sensíveis como carbono e plásticos, com pintura ou cromo. Para limpezas mais pesadas a Motul conta também com outro produto para lavagem da bicicleta, igualmente compatível com diversos materiais e acabamentos.  

 

Lubrificação 

Com a bike limpa e seca, é hora de lubrificar e proteger contra oxidação e desgaste. “A Motul conta com produtos voltados para a lubrificação e que são ideias para serem utilizados em correntes, cassetes, coroas, câmbios, tensionadores, cabos, pedais, alavancas, parafusos e componentes elétricos. Uma proteção completa em todos os componentes da bicicleta”, destaca Caio Freitas, Especialista de Produtos da Motul.  

 

Prevenção 

Para prevenir e evitar vazamentos em pneus sem câmara, o ciclista pode utilizar um selante. “Esse tipo de produto proporciona segurança e facilidade para os cliclistas, além de tornar o passeio mais seguro”, finaliza Caio. 

 

Motul
Mercado Livre e na Shopee.



Gratidão no trabalho: a liderança que engaja e transforma equipes

Liderar deixou de ser apenas delegar tarefas ou bater metas. A liderança moderna é humana, e a gratidão se tornou sua ferramenta mais poderosa. Líderes que reconhecem e agradecem o esforço das equipes fortalecem a confiança, aumentam o engajamento e impulsionam a produtividade. 

Pesquisas do Greater Good Science Center (GGSC) mostram que ouvir um “obrigado” eleva o bem-estar de quem recebe e pode aumentar a produtividade em até 50%. Além disso, 93% dos profissionais afirmam que líderes gratos têm mais chances de alcançar sucesso, enquanto apenas 18% acreditam que demonstrar gratidão seja sinal de fraqueza. Mesmo assim, 60% dos colaboradores raramente expressam agradecimento no trabalho. 

Práticas simples já fazem grande diferença: feedbacks consistentes, celebração de conquistas, abertura de reuniões com reconhecimentos e canais digitais de elogios tornam equipes mais confiantes, resilientes e motivadas. Quando os colaboradores se sentem valorizados, surge um ciclo virtuoso: o engajamento cresce, a colaboração se fortalece e os resultados melhoram. Como bem afirma Koji Sakamoto em seu livro Poder da Gratidão: “O que nós precisamos é de caminhos práticos para colocarmos esse sentimento em ações. Gratidão em atos!” 

O reconhecimento vai além da liderança individual: o pertencimento é essencial para que a gratidão floresça. Empresas que promovem reconhecimento genuíno conectam colaboradores a um propósito maior, transformando o ambiente de trabalho em espaço de motivação e crescimento coletivo. Rituais de valorização, rodas de conversa e celebração de conquistas fortalecem vínculos e consolidam uma cultura humana e produtiva. 

Mas a gratidão depende de bases sólidas. Salários justos, condições de trabalho adequadas e bem-estar emocional são pré-requisitos para que colaboradores se sintam valorizados e possam expressar gratidão genuína. Sem isso, qualquer iniciativa se torna superficial e pouco sustentável. 

Mais do que palavras, a gratidão se traduz em ações concretas que conectam liderança, pertencimento e resultados. Empresas que a cultivam inspiram, engajam e retêm talentos, ao mesmo tempo em que criam ambientes humanos e produtivos — lugares onde as pessoas querem permanecer, aprender e contribuir. 

No fim, gratidão no trabalho é liderança, cultura e propósito em ação, capaz de transformar pessoas, equipes e organizações. 

 


Juliana Dimário - Diretora de Pessoas e Cultura da CBYK



Perícias trabalhistas: modelo atual prejudica empresas e pode gerar custos altos mesmo para quem cumpre a lei


As perícias trabalhistas foram criadas como instrumentos técnicos para esclarecer questões complexas que fogem ao conhecimento do juiz, especialmente em áreas como saúde, segurança do trabalho e insalubridade. Na teoria, deveriam garantir justiça e equilíbrio entre empregador e trabalhador. Na prática, muitas empresas relatam que o sistema atual funciona de forma desigual: mesmo aquelas que seguem rigorosamente todas as normas legais acabam vulneráveis a decisões que geram custos elevados e riscos de condenações injustas. 

O problema central está na forma como os peritos são remunerados e nomeados. Mourival Boaventura Ribeiro, advogado especializado em Direito Trabalhista, aponta um efeito perverso do modelo atual: “Em muitos casos, laudos que reconhecem insalubridade ou periculosidade resultam em honorários significativamente mais altos do que aqueles que concluem pela inexistência de risco. Isso cria um incentivo perverso que pode levar a condenações injustas”. 

A vulnerabilidade das empresas se intensifica porque o perito é nomeado pelo juiz, deixando o empregador praticamente sem controle sobre o processo. “Mesmo empresas que cumprem todas as normas de segurança acabam responsabilizadas por situações banais, como o uso de produtos de limpeza comuns ou pequenas falhas documentais. E, muitas vezes, a decisão do juiz segue o laudo quase que automaticamente”, completa Boaventura Ribeiro. 

Casos concretos ilustram a dimensão do problema. Em um exemplo recente, um perito concluiu que o simples abastecimento de veículos em postos de combustível conferiria ao motorista direito ao adicional de periculosidade. “A conclusão foi totalmente equivocada. A legislação prevê que a exposição ocorre apenas em atividades contínuas com inflamáveis, o que não se aplica à rotina de motoristas que abastecem veículos eventualmente”, explica o advogado. 

Mesmo com instrumentos legais para contestar perícias, muitas empresas continuam em desvantagem. “É possível nomear assistentes técnicos, apresentar quesitos e até solicitar nova perícia. Na prática, porém, os honorários elevados e o peso do laudo inicial criam vulnerabilidades. Muitas empresas acabam arcando com custos altos sem ter o devido espaço para contestar tecnicamente”, afirma Boaventura Ribeiro.
 

O custo para as empresas

O impacto financeiro é expressivo. Enquanto o honorário de peritos que concluem pela inexistência de risco gira em torno de R$ 800, laudos que reconhecem insalubridade ou periculosidade podem chegar a cerca de R$ 3 mil, pagos pela empresa. “Quando somamos os custos com assistentes técnicos, o valor final do processo torna-se muito alto, mesmo em situações que poderiam ser facilmente contestadas”, alerta Boaventura Ribeiro. 

Mais do que custos, há risco real de decisões injustas. “A perícia, na essência, deve garantir justiça. Mas no cenário atual, ela muitas vezes funciona mais como um custo inevitável para as empresas”, completa.
 

Prevenção é a melhor defesa

A saída para reduzir passivos trabalhistas, segundo especialistas, é investir pesado em prevenção. “É fundamental que as ações de segurança recomendadas por profissionais ou consultorias sejam implementadas no dia a dia da empresa. Sem isso, qualquer passivo futuro pode se tornar muito mais difícil de contestar”, alerta Tatiana Gonçalves, sócia da Moema Medicina do Trabalho. 

A documentação estratégica é crucial: PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) e PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). “Laudos de insalubridade e periculosidade são importantes, mas funcionam como complementares. O que faz diferença, muitas vezes, é a robustez do PGR e do LTCAT”, explica Tatiana. 

Além disso, o acompanhamento diário das operações é essencial. “Muitas empresas possuem PGR, LTCAT e PCMSO bem elaborados, mas não acompanham corretamente fichas de EPIs, treinamentos e registros do dia a dia. Isso fragiliza a defesa e pode gerar condenações injustas”, alerta.
 

Integração entre segurança, jurídico e RH

A prevenção não se limita à documentação. “O primeiro passo é ter profissionais de segurança com conhecimento jurídico, capazes de entender os riscos legais do negócio, não apenas os técnicos. Depois, segurança e jurídico devem alinhar políticas, documentação e ações, garantindo consistência e aplicabilidade no dia a dia”, explica Tatiana. 

O resultado é duplo: prevenção de acidentes e passivos trabalhistas, além da construção de provas sólidas que fortalecem a defesa da empresa. “Implementar as orientações de forma rigorosa, registrar tudo corretamente e envolver líderes e RH no processo é essencial para proteger tanto a saúde do trabalhador quanto a saúde financeira da empresa”, conclui.
 

Tecnologias e práticas internacionais

A digitalização surge como aliada importante. “Registros eletrônicos auditáveis e softwares homologados podem padronizar metodologias de avaliação e reduzir interpretações subjetivas. A digitalização garante rastreabilidade e confiabilidade, tornando a atuação do perito mais objetiva e verificável”, destaca Boaventura Ribeiro. 

Práticas internacionais oferecem caminhos para mais equilíbrio. Nos Estados Unidos, as partes contratam seus próprios especialistas, e os juízes avaliam a credibilidade de cada laudo. Na Europa, peritos passam por critérios rigorosos de habilitação e seguem tabelas fixas de honorários, minimizando incentivos econômicos vinculados ao resultado da perícia. 

Os especialistas defendem revisão da remuneração dos peritos, fortalecimento do contraditório técnico, criação de protocolos nacionais de perícia e valorização das práticas preventivas. “A perícia trabalhista deve cumprir seu papel de proteger quem realmente está exposto a riscos, mas também oferecer previsibilidade para empresas que atuam em conformidade com a lei”, conclui Boaventura.


Qual a importância de investir na cultura organizacional no setor de tecnologia?

 

Atualmente, o mercado de trabalho, no geral, vem enfrentando a chamada epidemia do desengajamento. Vivemos uma era em que os índices de Burnout seguem crescendo, sendo que o Brasil, de acordo com o levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos. Diante desse cenário, garantir um ambiente de trabalho saudável e colaboradores motivados é algo de extrema importância, o que pode ser obtido através da cultura organizacional.

Mais do que um simples conceito, investir na cultura promove a legitimidade na relação entre empregado e empregador. Isso porque é criado o senso de pertencimento e a escuta ativa. Na prática, quando o colaborador se sente parte de algo, todos os lados ganham.

Ou seja, a empresa ganha por potencializar sua cultura com um bom entendimento, constrói uma relação verdadeira e imprime sua marca em seus serviços e produtos. O profissional ganha, pois, se empodera no sentido de agir como parte (dono) e, com isso, passa a ser identificado como peça-chave em oportunidades de crescimento. O cliente também se beneficia, porque consegue sentir e perceber na entrega algo diferente e a essência da verdade no relacionamento que mantém com a organização.

Na prática, quando a cultura compreende o incentivo como um “convite” ao experimento, é o momento em que o profissional entende que sua voz terá valor. Esse é um estímulo fundamental que se retroalimenta, gerando novas ideias e resultando em um senso de importância. No entanto, é fundamental deixar claro que errar faz parte desse processo e gera ganhos com as lições aprendidas, as quais devem ser compartilhadas para promover o desenvolvimento de todos e a maturidade.

Em se tratando do setor de tecnologia, essa abordagem é algo amplamente necessário. Afinal, se a área de TI já foi vista durante muito tempo como a responsável por atender chamados, hoje, já não é mais assim. Esse segmento está, todos os dias, diante de novas tendências e tem a árdua missão de traduzi-las e trazê-las para a empresa.

Nesse sentido, a cultura organizacional, ao trazer o propósito de verdade, equidade, valorização da diversidade, convite ao experimento, senso de pertencimento e desejo de contribuição com um bem comum, ajuda a criar uma geração de profissionais de tecnologia com senso de importância e valores que passam a fazer sentido, e que vão além das empresas serem apenas polos geradores de desenvolvimento, riqueza e prosperidade.

É a partir dessa transformação que a organização se torna inovadora e humana, acolhendo e elevando a todos como pessoa, se preocupando com a saúde mental dos seus colaboradores, e resultando em um coletivo de contribuição e colaboração. Dessa forma, passa a prevalecer uma potência organizacional que opera no sentido mais profundo de sua essência: mudar vidas e contribuir com nossa sociedade, tornando-se referência e exemplo para outras empresas, e deixando um verdadeiro legado em sua trajetória.

Em suma, quando a gestão empresarial traz como alicerce uma cultura que prevalece a combinação entre a liberdade e a legitimidade da relação com o outro, a partir da qual as coisas fluem e resultados expressivos são conquistados, mantendo um time engajado e satisfeito com o ambiente de trabalho.

 


Viviam Posterli - CEO do Grupo Skill.

Grupo Skill


Você sabia que é possível dirigir na Espanha com a CNH brasileira?

Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, explica os processos necessários para dirigir legalmente no país 

 

Viajar ou mudar-se para a Espanha é o projeto de muitos brasileiros, seja para turismo, estudos, trabalho ou residência. Para quem deseja aproveitar a mobilidade e autonomia de dirigir no país, surge a dúvida: é possível conduzir veículos na Espanha com a CNH brasileira? A resposta é sim, porém Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, empresa especializada em consultoria de imigração para brasileiros, reforça que há regras específicas que precisam ser observadas. 

“Quem vai para a Espanha como turista pode dirigir legalmente com a CNH brasileira, sendo válida no país por até seis meses, conforme as normas da Direção-Geral de Trânsito (DGT) da Espanha e a Convenção de Viena, tratado internacional que uniformiza as regras de trânsito e a sinalização rodoviária entre os países signatários, com o objetivo de facilitar a circulação internacional de veículos e aumentar a segurança viária. A Permissão Internacional para Dirigir (PID) não é obrigatória, mas pode ser útil como documento complementar caso alguma autoridade solicite a tradução oficial da CNH. Para quem passa a residir no país, o documento é aceito apenas por seis meses após a obtenção da residência legal. Depois deste período, torna-se obrigatório realizar a troca pela habilitação espanhola, um processo que costuma levar de 30 a 45 dias”, explica Barbalho. 


Como dirigir na Espanha usando a CNH do Brasil?

Para realizar uma viagem de curta duração e alugar um carro, os documentos exigidos são a CNH brasileira válida e em bom estado, com todas as informações legíveis, passaporte com carimbo de entrada no Espaço Schengen (zona de livre circulação de 29 países europeus), comprovante de que está dentro do prazo de até 90 dias de estadia como turista e em alguns casos, a locadora de veículos pode exigir a Permissão Internacional para Dirigir (PID), sendo necessário a consulta prévia na loja. 


Como converter a CNH brasileira para a espanhola?

Para os residentes, é possível substituir a CNH brasileira por uma habilitação espanhola das categorias A (moto) e B (automóveis) sem necessidade de provas teóricas ou práticas. Já para as categorias C e D (caminhões e ônibus), o processo inclui prova prática e, em alguns casos, teórica.

Para solicitar a conversão do documento é necessário cumprir uma série de requisitos que garantem a validade e a regularidade do processo, que são: ter residência legal na Espanha (NIE ou DNI), possuir CNH brasileira válida, emitida antes da obtenção da residência, estar com o documento dentro do prazo de validade e ter mais de 18 anos. A habilitação espanhola é válida por 10 anos. 

Segundo Barbalho, a carteira de motorista espanhola além de garantir conformidade legal no país, também oferece vantagens em toda a Europa. “É possível realizar viagens por diversos países da União Europeia, agilizar o processo de aluguel de veículos, além de eliminar a necessidade de solicitar a PID. Para obter a CNH espanhola de forma mais rápida e segura, o ideal é recorrer a uma consultoria especializada”, destaca a CEO. 

 

O Futuro da Segurança é Inteligente: Um Novo Paradigma de Prevenção

 

É inegável que a IA – Inteligência Artificial representa a próxima fronteira na segurança. Ao transformar o vídeo de um registro passivo em uma ferramenta de inteligência ativa, ela permite uma previsão mais acertada para a tomada de decisão no campo da segurança, que deixa de ser apenas uma despesa para se tornar um investimento estratégico na prevenção e na eficiência da resposta, provando que a luta contra o crime será cada vez mais travada, e vencida, no campo dos dados e da inteligência artificial. Esse raciocínio resume a mudança de paradigma que a Inteligência Artificial (IA) está impondo no combate ao crime. Não se trata apenas de uma atualização tecnológica, mas de uma transformação fundamental na filosofia da segurança, movendo-a da reação para a prevenção estratégica. 

Historicamente, os custos com segurança – desde vigilantes a sistemas de CFTV – eram vistos como uma despesa operacional necessária. A IA subverte essa percepção ao transformar o sistema de vigilância em um ativo de inteligência. Ao aplicar algoritmos sofisticados a grandes volumes de dados de vídeo, a IA consegue prever o Risco (e não apenas registrá-lo), uma vez que a IA processa milhares de horas de filmagens por segundo, identificando anomalias e padrões comportamentais que um olho humano simplesmente ignoraria ou não conseguiria processar em tempo hábil. 

Na realidade, assistimos ainda a um processo de otimização de recursos, onde a inteligência artificial permite uma alocação mais eficiente de patrulhas e equipes de segurança. Em vez de vigiar áreas aleatoriamente, as forças de segurança podem ser direcionadas para os locais de maior risco iminente, conforme calculado pelo sistema. Isso transforma a segurança em um investimento estratégico que maximiza a proteção com a mesma ou menor quantidade de recursos. 

No entanto, à medida que a IA se torna onipresente, a discussão se desloca para a ética e a privacidade. A capacidade de "compreender e decifrar contextos" levanta questões cruciais sobre o uso de tecnologias como o reconhecimento facial e a análise preditiva de comportamento. Assim, concluímos que para que o futuro da segurança inteligente seja sustentável e justo, ele deve se basear em dois pilares: Transparência e Governança: É imperativo que as diretrizes sobre o uso de dados e algoritmos de IA sejam claras, públicas e legalmente fiscalizadas. A confiança da sociedade na tecnologia depende da garantia de que ela está sendo usada para o bem-estar coletivo, e não para a vigilância indiscriminada. 

Os algoritmos são tão imparciais quanto os dados com os quais são treinados. A segurança inteligente só será justa se houver um esforço contínuo para auditar e corrigir os vieses nos conjuntos de dados, garantindo que as previsões não penalizem injustamente grupos demográficos específicos, já que a vanguarda da prevenção e o futuro da segurança são indiscutivelmente inteligentes. Estamos presenciando o nascimento de um sistema onde a luta contra o crime será cada vez mais travada no campo dos dados e da antecipação. 

Ao transformar o monitoramento de vídeo de uma mera testemunha passiva em um agente ativo de inteligência, a IA capacita as forças de segurança a irem além da reação, entrando na era da prevenção em tempo real. A chave para o sucesso é garantir que essa poderosa ferramenta seja implementada com responsabilidade, ética e foco na proteção da sociedade como um todo.  



Emerson Douglas Ferreira - administrador e especialista em inteligência de negócios e inovação com inteligência artificial, auxiliando empresas e executivos na tomada de decisão e transformação digital, atuando na área de TI desde 1989; É CEO e fundador da Meeting Soluções Estratégicas.
Mais informações eferreira@meeting.com.br


Como tornar o ambiente digital mais seguro para crianças?

Com a elevação da idade mínima para uso de redes sociais e sistemas de inteligência artificial, é hora de refletir sobre responsabilidades, riscos e estratégias para proteger menores na era digital

 

A tecnologia está redefinindo a infância. Redes sociais, jogos online e sistemas de inteligência artificial fazem parte da rotina das novas gerações, oferecendo oportunidades de aprendizado e interação inéditas, mas também riscos sem precedentes. O anúncio de que, a partir de março de 2026, o Brasil elevará a idade mínima recomendada para uso de redes sociais para 16 anos, e para interação com chatbots de IA para 14 anos, é um passo importante nessa direção, mas ainda insuficiente. 

Essa mudança será implementada por meio do ECA Digital, sancionado em setembro de 2025, que obriga plataformas digitais a verificarem a idade dos usuários e a bloquearem o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos e serviços inadequados, salvo se houver autorização dos responsáveis via mecanismos de monitoramento parental. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública atualizará o Guia da Classificação Indicativa, incluindo o critério de “interatividade” para avaliar apps, redes sociais e serviços digitais de acordo com a faixa etária recomendada.

Como especialista em direito digital, acredito que tornar o ambiente online mais seguro para crianças exige uma abordagem integrada que une legislação, educação digital, design de plataformas e responsabilidade parental. 

A inteligência artificial já influencia o que as crianças veem, consomem e acreditam. Plataformas digitais operam com algoritmos que personalizam recomendações e moldam comportamentos, muitas vezes sem a devida transparência. Chatbots e assistentes virtuais, por exemplo, podem expor menores a conteúdos inadequados, reforçar estereótipos e coletar dados sensíveis. Nesse cenário, a transparência algorítmica e a moderação ativa de conteúdo devem ser prioridade absoluta das empresas. 

A educação digital também é indispensável. Ensinar crianças e adolescentes a compreenderem os mecanismos das redes, identificar conteúdos manipulativos e proteger seus dados pessoais é tão essencial quanto aprender matemática ou português. A alfabetização digital deve começar cedo, com o envolvimento de escolas, famílias e poder público, para que os jovens saibam usar a tecnologia de forma crítica, criativa e segura. 

Outro ponto é o controle parental responsável, aliado a mecanismos de verificação de idade eficazes e consentimento informado. O equilíbrio está em proteger sem restringir excessivamente: permitir que crianças explorem o digital, mas com camadas de segurança compatíveis com sua maturidade e contexto.


O desafio ético e jurídico da era da IA 

Dados da consultoria Statista indicam que o mercado global de geração de conteúdo por IA movimentou cerca de US$ 350 milhões em 2023, com projeções de ultrapassar US$ 1 bilhão até 2030. Esse crescimento exponencial reforça a urgência de criar padrões de proteção e responsabilidade, antes que o acesso precoce e desregulado amplie desigualdades e vulnerabilidades.

A legislação brasileira já oferece bases relevantes, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o ECA Digital, que obrigará plataformas a adotarem medidas de segurança específicas para menores e a verificarem a idade de todos os usuários. Ainda assim, faltam normas detalhadas sobre o uso de IA generativa, especialmente quando envolve coleta de dados, criação de conteúdo e interação com crianças. 

Proteger a infância digital não significa conter o avanço tecnológico, mas orientá-lo com responsabilidade. O desenvolvimento seguro das novas gerações depende de uma combinação de ética, inovação e compromisso coletivo — entre Estado, empresas, famílias e sociedade civil. 

A segurança digital infantil é, acima de tudo, uma questão de futuro. Garantir que crianças cresçam críticas, criativas e confiantes em um mundo conectado é o maior desafio — e a maior responsabilidade — da era da inteligência artificial.

 

Thomas Law - advogado, doutor em Direito Comercial pela PUC-SP, pós-doutor em Direito pela USP, professor convidado do PROLAM (Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP) e vice-presidente do CEDES (Centro de Estudos de Direito Econômico e Social). É também presidente do IBCJ (Instituto Brasileiro de Ciências Jurídicas), do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) e fundador do Ibrawork, um hub de open innovation.


Copa do Mundo de 2026 promete impulsionar o turismo de brasileiros nos EUA

Brasil joga já no início do torneio em Miami e na região de Nova York, destinos tradicionalmente muito procurados

 

Entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, Estados Unidos, Canadá e México vão sediar a Copa do Mundo da Fifa 2026, a primeira edição do torneio com 48 seleções e 16 cidades-sede espalhadas por três países. Para os torcedores brasileiros, o evento abre espaço para uma combinação muito desejada, unindo futebol e turismo nos Estados Unidos.

Cidades como Miami e Nova York, já muito procuradas por brasileiros, estão entre as sedes do Mundial e terão papel importante no torneio. Miami, por exemplo, receberá sete partidas, incluindo a disputa do terceiro lugar, no Hard Rock Stadium, que será oficialmente chamado de Miami Stadium durante o evento. E a grande final já tem palco definido: será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região de Nova York, com capacidade para 82.500 espectadores. O Brasil está no Grupo C do torneio e, na primeira fase, vai enfrentar Marrocos, Haiti e Escócia, em New Jersey, na Filadélfia, e em Miami, respectivamente. 

De acordo com Orlando David Theodoro, o Tio Orlando, CEO da Tio Orlando Viagens, a expectativa é de forte movimento de turistas brasileiros durante o período do campeonato. “A Copa do Mundo é, por si só, um evento que mexe com a paixão do brasileiro. Quando ela acontece em um destino que já é sonho de viagem, como os Estados Unidos, o interesse cresce ainda mais”, comenta. “Muitos já estão planejando roteiros que combinam jogos em cidades-sede como Miami e Nova Jersey com alguns dias em Orlando para curtir parques, compras e outras atrações.”

Tio Orlando reforça, porém, a importância do planejamento antecipado. “Não é só o ingresso que conta. Em períodos como esse, falamos de alta demanda por voos, hotéis, seguro viagem, deslocamentos entre cidades-sede e até atrações locais. Quem se organiza com antecedência consegue melhores opções de preço, localização e logística”, afirma. “A final em Nova Jersey e os jogos em Miami devem atrair muitos brasileiros, e nossa missão é fazer com que essa experiência seja tranquila do começo ao fim”.

No site oficial da Tio Orlando Viagens já é possível solicitar ingressos para todos os jogos da Copa do Mundo Fifa 2026, inclusive para a final no MetLife Stadium, mediante consulta, com opções que vão desde categorias mais acessíveis até assentos mais exclusivos e pacotes de hospitalidade premium e experiências VIP. “Nosso papel é orientar o cliente com transparência, desde o entendimento das categorias de ingressos e regras de venda da Fifa até a montagem do roteiro completo, com passagens, hospedagem, traslados e aluguel de carro, tudo em português”, explica Tio Orlando.

Para além dos estádios, a Tio Orlando Viagens lembra que a Copa do Mundo de 2026 será uma chance única de conhecer pela primeira vez ou revisitar grandes destinos norte-americanos. “Muita gente já está pensando em um roteiro que inclua, por exemplo, alguns jogos em Miami, uma passada por Orlando para visitar parques como os da Disney e o novo Epic, da Universal, e depois seguir para Nova York para curtir a atmosfera da cidade e, quem sabe, a final da Copa”, comenta Tio Orlando. “É a união perfeita entre algumas das maiores paixões do brasileiro: futebol, lazer e turismo.”

 

Conectando pessoas, direitos humanos e futuro

 

Atuar com Direitos Humanos e com Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) é mais do que uma prática institucional, é uma postura diante do mundo. É ouvir com atenção, guiar com propósito e acolher com coragem. É construir espaços seguros e saudáveis, provocar reflexões, despertar lideranças e inspirar empresas a enfrentar os desafios sociais, ambientais, culturais e econômicos que marcam o nosso tempo.

Como nos ensina o Mestre Bispo, a verdadeira liderança nasce da escuta, da valorização da ancestralidade e da responsabilidade com as comunidades. Direitos humanos e diversidade têm raízes profundas na história, na cultura e na memória de cada território. Por isso, responsabilidade social, diversidade, equidade e inclusão, ESG e direitos humanos não são agendas isoladas, mas fios de uma mesma teia, que conectam pessoas, valores, culturas e futuro.

De acordo com a pesquisa “A diversidade importa cada vez mais: o valor do impacto holístico”, da McKinsey & Company (2023), empresas com equipes mais diversas não apenas apresentam melhor desempenho financeiro, mas também maior impacto social, engajamento de equipes e ambição de crescimento sustentável. Esses dados reforçam que diversidade, equidade e inclusão são fatores estruturantes de competitividade e inovação, e não apenas compromissos reputacionais.

Foi com essa visão que o Pacto Global da ONU – Rede Brasil, a representação local da maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, realizou, ao longo deste ano, os Diálogos de Direitos Humanos e Diversidade, Equidade e Inclusão. Mais do que encontros, esses diálogos foram movimentos de escuta, aprendizado e ação. Pontes entre o presente e o futuro, com o objetivo de impulsionar iniciativas concretas que promovam os direitos humanos no setor privado.

Percorremos cinco regiões do país, ouvindo atentamente empresas, suas trajetórias e iniciativas com foco em DEI. Observamos e analisamos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, mas, acima de tudo, olhamos para as pessoas. Buscamos ações replicáveis, escaláveis e compartilháveis, capazes de gerar impacto coletivo e transformar o tecido empresarial do Brasil, respeitando territórios, histórias e saberes ancestrais.

Como resultado dessa jornada, construímos o “Guia Orientador para Estratégias de Direitos Humanos e DEI para Empresas”. Mais do que um documento, ele é um mapa de transformação, essencial para o avanço e consolidação dessa agenda.

O Guia é farol, bússola e ponte: é farol porque ilumina caminhos; é bússola porque orienta decisões; e é ponte porque conecta pessoas, práticas, culturas e políticas. De modo geral, ele fortalece uma cultura de diversidade, respeito, equidade e inclusão, mostrando que os direitos humanos se manifestam no cotidiano, isto é, nas relações humanas, nas escolhas e nas formas de fazer negócio.

Dessa forma, o Guia transforma valores em ações. As ações, por sua vez, geram impacto. E o impacto se torna vida real, tangível e presente, conectando intenção à transformação e sonhos à realidade.

Este é o nosso convite: agir, escutar e transformar - juntos. Porque DEI não é apenas uma agenda; é a teia em expansão que conecta pessoas, direitos humanos, cultura, empresas e futuro. E essa teia depende do esforço coletivo e proativo de todos os agentes envolvidos em seu tecimento para assegurar sua tenacidade e resiliência em um ambiente desafiador.   

 

 

Verônica Vassalo - Gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Pacto Global da ONU – Rede Brasil


Posts mais acessados