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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Drogaria São Paulo disponibiliza vacinas da gripe gratuitas para crianças

O imunizante estará disponível para crianças até 15 anos em 11 unidades da rede


A Drogaria São Paulo, do Grupo DPSP, reforça a importância da imunização contra a gripe e disponibiliza a vacina contra a doença de forma gratuita para crianças até 15 anos entre os dias 13 e 18 de outubro.

Serão 11 unidades da rede com o imunizante disponível de forma gratuita, sem a necessidade de agendamento para realizar a aplicação.


“Nossa ação visa conscientizar as pessoas da importância da vacinação infantil contra a gripe, doença que pode levar a complicações sérias. Cuidar da saúde faz parte da identidade do Grupo DPSP e estamos frequentemente levando acesso a serviços gratuitos à comunidade de diferentes partes do país”, alerta Kefren Capuano, Executivo de Negócios do Grupo DPSP.

Segundo o Ministério da Saúde, alguns casos de gripe podem evoluir com complicações, especialmente em indivíduos com doença crônica, idosos e crianças menores de 2 anos, com elevados níveis de mortalidade e complicações como pneumonia bacteriana e por outros vírus, sinusite, otite, desidratação, piora das doenças crônicas, entre outras.¹

O desenvolvimento de imunizantes é uma das principais conquistas da medicina, responsável por salvar, em média, 3 milhões de pessoas a cada ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).²

“Como um Hub de saúde, estamos constantemente buscando facilitar o acesso à vacinação e outros serviços de saúde, permitindo que um maior número de pessoas sejam protegidas contra doenças infecciosas e possam cuidar melhor da saúde”, reforça Capuano. 

Além da vacinação, as unidades da Drogaria São Paulo também realizam uma série de exames laboratoriais rápidos e podem auxiliar na detecção precoce de doenças, permitindo uma triagem ágil e precisa.


 

SERVIÇO
 

Vacinação infantil gratuita


Quem pode receber a vacina: crianças até 15 anos

Quando: 12/10 à 18/10

Unidades disponíveis:

Praça Panamericana, 301 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP

Av. Gen. Edgar Facó, 1438 - Freguesia do Ó, São Paulo - SP

Av. República do Líbano, 251 - Pina, Recife - PE

Av. Jandira, 480 - Indianópolis, São Paulo - SP

Av. Pres. Getúlio Vargas, 1245 - Centro Norte, Cuiabá - MT

Rua 35 S/N, Águas Claras, Brasília - DF

Av. Moema, 321 - Moema, São Paulo - SP

Av. Pedro Friggi, 3304 - Jardim Rodolfo, São José dos Campos - SP

Praça Pascoal Martins, 138 - Barra Funda, São Paulo - SP

Alameda Barão de Limeira, 668 - Campos Elíseos, São Paulo - SP

Av. Santo Antônio, 1190 - Vila Osasco, Osasco - SP


 

Referências

  1. Ministério da Saúde, disponível no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza acesso em 10/10/2025.
  2. Ministério da Saúde, disponível no link: Link . Acesso em 10/10/2025.


Grupo DPSP
Grupo DPSP
Drogarias Pacheco
Drogaria São Paulo

 

Energéticos em excesso trazem riscos cardíacos aos mais jovens, alerta especialist

“Síndrome de Holiday” é quadro de arritmia que aparece após consumo de estimulantes e álcool


Consumir bebidas energéticas tem se tornado comum para muitos brasileiros, especialmente jovens e adultos que buscam mais disposição para estudar, trabalhar e dar conta de rotinas cada vez mais aceleradas. Apesar de ser considerado seguro por muitas pessoas, alguns riscos, associados principalmente ao consumo em excesso, precisam ser levados em consideração.
 

É o que alerta o Dr. Ricardo Ferreira, cardiologista e especialista em arritmias cardíacas. “Temos que lembrar que esses produtos contêm substâncias estimulantes como cafeína, taurina, guaraná e açúcar em altas concentrações. E, embora promovam sensação de alerta e redução do cansaço momentâneo, seu uso excessivo pode trazer sérios riscos à saúde cardiovascular”, explica. 

Alguns dos sintomas são o aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial e maior demanda de oxigênio pelo coração. No caso de pessoas predispostas à determinadas doenças, isso pode até desencadear arritmias cardíacas, palpitações e, em situações mais graves, contribuir para eventos como infarto e morte súbita. 

Dados da consultoria Kantar mostram que, entre setembro de 2023 e o mesmo mês de 2024, as bebidas energéticas ganharam 22 milhões de novos consumidores, alcançando 38% dos lares brasileiros. “Com a popularização, é importante que as pessoas tenham consciência dos riscos e aprendam que estas são bebidas que precisam ser consumidas com moderação. Já presenciei casos de pacientes que praticamente substituem a água pelo energético. Isso representa um alto risco para o coração”, afirma o cardiologista.

“A fibrilação atrial, por exemplo, que é um tipo de arritmia mais comum em pacientes idosos tem acometido pessoas mais jovens. Normalmente, isso ocorre por excesso de estimulantes, que podem ser remédios ou bebidas energéticas. Essa estimulação desproporcional tem antecipado quadros cardíacos em pessoas de menos idade”, conta o cardiologista.

 

Energético e álcool

Outro ponto que merece atenção é a mistura de energéticos com álcool. Segundo o Dr. Ricardo Ferreira, essa combinação pode mascarar a sensação de embriaguez, incentivando o consumo excessivo e sobrecarregando ainda mais o sistema cardiovascular. 

“É bastante comum casos de pacientes que passaram o fim de semana em festas, consumindo energéticos e bebidas alcóolicas, e que precisam de atendimento médico para arritmias. Uma condição conhecida como ‘Síndrome de Holiday’. Como os corações dos mais jovens tendem a ser estruturalmente normais, esses pacientes acabam tolerando melhor a arritmia e, muitas vezes, só chegam ao médico quando o quadro já avançou, evoluindo para desmaios e até morte súbita”. 

A recomendação do especialista para a saúde do coração é sempre a moderação, além da adoção de hábitos de alimentação saudável e rotina de exercícios. 

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.


Câncer de mama exige olhar individual: cada caso é único

Segundo especialistas do Hospital Santa Catarina – Paulista, 40% dos diagnósticos estão

concentrados em mulheres com menos de 50 anos; na outra ponta, cresce o número de diagnósticos em pessoas idosas, o que reforça a importância do olhar individualizado

 

Tipo que mais acomete as mulheres no Brasil, o câncer de mama requer estratégias cada vez mais específicas. A avaliação individualizada permite rastrear de forma precisa, personalizar o tratamento e equilibrar eficácia e qualidade de vida ao considerar o contexto da paciente de forma ampla, para além do tipo biológico do tumor e o histórico genético. 

“Na prática, trata-se de um olhar integral sobre a mulher e não apenas sobre o tumor”, explica o Dr. Isaac Fermann, mastologista do Hospital Santa Catarina - Paulista. Para ele, seja na fase de rastreio ou de tratamento do câncer de mama, é preciso considerar as características da mulher: “Há casos em que o rastreio deve ser feito antes mesmo da idade indicada, por exemplo”. 

O corpo clínico do Hospital Santa Catarina - Paulista segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), e das entidades médicas internacionais, que recomendam o rastreamento anual do câncer de mama por mamografia a partir dos 40 anos, defendendo essa posição devido à alta incidência da doença nesta faixa etária. 

“Há um grande potencial de redução da mortalidade com a detecção precoce. Por isso, a partir dos 40 anos, é preciso discutir individualmente essa possibilidade com o médico. Uma mulher que tem risco elevado, com histórico familiar, no entanto, deve ter sua situação avaliada de forma diferente de quem está fora da zona de perigo”, afirma o especialista. 

Além da observação atenta aos fatores de risco, qualquer alteração suspeita na mama deve ser investigada de forma rápida, garantindo diagnóstico e tratamento adequados. A detecção precoce é a principal arma contra a doença. “A mamografia pode identificar tumores até 10 anos antes de serem palpáveis. Quanto mais cedo temos o diagnóstico, maior a chance de cura”, reforça Dr. Isaac Fermann.
 

Estratégia para além da idade 

Dr. Aumilto Augusto da Silva Júnior, oncologista do Hospital Santa Catarina - Paulista, reforça que o câncer de mama não tem idade e requer estratégias para além da faixa etária. “Hoje, 40% dos diagnósticos estão concentrados em mulheres com menos de 50 anos, mais do que se vê nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo”, afirma. 

Ao passo em que o câncer de mama aparece cada vez mais cedo, cresce também o número de diagnósticos em pessoas idosas, uma tendência que acompanha a curva de envelhecimento da população brasileira. Neste aspecto, a lógica do tratamento é diferente: a idade cronológica tem menos peso do que a funcionalidade da paciente. 

“Com apoio da oncogeriatria, que tem por foco as pessoas 60+, cabe avaliar não apenas a expectativa, mas a qualidade e o estilo de vida dessa idosa. O rastreio em idade superior aos 60 anos é essencial, mas o principal é o olhar individualizado para a paciente e seu histórico”, afirma o profissional do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

Tratamentos personalizados e menos agressivos 

Medicina personalizada e novos marcadores moleculares permitem decisões mais precisas e terapias sob medida para cada perfil de paciente. Hoje, é possível preservar mais a integridade física e emocional da paciente sem perder eficácia no tratamento. Para mulheres acima dos 70 anos, por exemplo, alternativas como a hormonioterapia podem ser eficazes e menos agressivas. 

“Os avanços da oncologia e a abordagem inclusiva oferecem mais chances de cura e tratamentos menos invasivos. Há pacientes que respondem melhor a terapias-alvo; outras, a hormonioterapia; e em alguns casos, podemos até evitar tratamentos mais intensos sem comprometer o resultado clínico”, avalia o Dr. Aumilto Augusto. 

Essas mudanças caminham junto ao conceito de medicina de precisão, que combina dados clínicos, genéticos e ambientais para que o cuidado seja planejado de forma individual. A incorporação de testes genômicos, como os de expressão gênica, permite ajustar a indicação de quimioterapia, especialmente em tumores iniciais, e assim reduzir efeitos adversos.

 

Prevenção primária 

A prevenção consiste em reduzir os fatores de risco modificáveis e ter hábitos que aumentem a proteção. Prática de atividade física, manutenção do peso corporal adequado, alimentação saudável e redução do consumo de bebidas alcoólicas estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 73,6 mil novos casos de câncer de mama em 2025, o que mantém a doença como a mais incidente entre as mulheres e a primeira causa de morte por câncer feminino no país.

 

Sinais e sintomas

  • Caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Diabetes e doenças vasculares elevam riscos de amputação de pernas e pé


Últimos levantamentos do Ministério da Saúde, analisados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP), apontam um quadro alarmante: as amputações de membros inferiores provocadas pelo diabetes seguem em patamar elevado no país. Em 2023, o SUS registrou 11.326 procedimentos. Somente no primeiro semestre de 2024, outros 5.710 casos já foram contabilizados. 

Essas amputações são, em grande parte, resultado de uma complicação conhecida como "pé diabético" – condição que causa úlceras e infecções nos pés devido a problemas de circulação e danos nos nervos. Se não tratada a tempo, pode levar à perda de parte do membro. 

Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil tem hoje 16 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos com diabetes, ficando atrás apenas de países como China (148 milhões de registros), Índia (89,8 milhões), Estados Unidos (38,5 milhões), Paquistão (34,5 milhões) e Indonésia (20,4 milhões). No mundo, são 589 milhões de casos, o que equivale a 1 em cada 9 pessoas. Em 2024, o Brasil já registrou 111 mil mortes relacionadas ao diabetes. 

Complicações graves-neuropatia e má circulação: Uma das complicações mais graves do diabetes é a neuropatia diabética, condição que causa danos nos nervos, principalmente nas pernas e nos pés. Esse problema pode comprometer diversas funções do corpo e, em casos mais avançados, levar a quadros graves como úlceras, infecções e até amputações.

 

Os sintomas são variados e muitas vezes difíceis de identificar no início. Entre os mais comuns estão:

·         Perda de sensibilidade nos pés, mãos e pernas;

·         Dores intensas e formigamento, com sensação de queimação, especialmente à noite;

·         Fraqueza muscular e dificuldade de coordenação;

·         Desconforto extremo ao toque, como dor ao sentir o peso de um lençol;

·         Problemas digestivos, como azia, inchaço, indigestão, diarreia ou prisão de ventre;

·         Tonturas ao se levantar, causadas pela queda de pressão arterial;

·         Alterações na sudorese, como suor em excesso ou pele extremamente seca;

·         Disfunções urinárias e sexuais;

·         Dificuldade em perceber sinais de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue);

·         Complicações cardiovasculares, com impactos nos vasos sanguíneos e no coração.

A neuropatia diabética é progressiva e precisa de diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar que evolua para quadros irreversíveis.

 

Doença vascular periférica 

 

Outro agravante é a Doença Vascular Periférica (DVP), que dificulta a circulação do sangue nos membros inferiores. Essa condição é provocada pelo acúmulo de gordura nas artérias, que leva ao estreitamento do vaso sanguíneo, impedindo sua circulação, o que pode resultar em possíveis derrames, infartos e amputações. Diabetes, pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados, tabagismo e histórico familiar de doença cardiovascular são alguns dos fatores de risco.

 

Sintomas comuns e sinais de alerta - Tanto a neuropatia quanto a DVP podem apresentar sintomas como:

·         Sensação de queimação nos pés (frequentemente confundida com calor do ambiente);

·         Feridas que não cicatrizam;

·         Formigamento ou dor intensa;

·         Pele seca ou com rachaduras;

·         Frieza nas pernas e pés;

·         Tonturas, especialmente ao se levantar.


Como se prevenir?


O controle rigoroso da glicemia é a principal forma de prevenir essas complicações. Especialistas recomendam:

·         Monitorar a glicose regularmente;

·         Manter uma alimentação saudável;

·         Controle de peso;

·         Examinar os pés todos os dias;

·         Muito cuidado ao cortar as unhas e ao retirar cutículas. Estes atos podem resultar em inflamações importantes. 

·         Usar hidratantes para evitar rachaduras;

·         Cuidar das unhas e evitar andar descalço;

·         Beber bastante água;

·         Praticar fisioterapia, com foco em equilíbrio, força e estímulos sensoriais. 

“O avanço do diabetes e de suas complicações, como o pé diabético e a doença vascular periférica, exige atenção imediata do sistema de saúde. A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) alerta para o impacto dessas condições na segurança do paciente, especialmente devido ao alto número de amputações evitáveis”, ressalta a mestre vascular membro da SOBRASP, Ana Terezinha Guillaumon.

 

A entidade destaca que ações preventivas, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo são essenciais para preservar a integridade física dos pacientes, reduzir riscos e evitar desfechos graves. 

 

Para médica, promover um cuidado seguro e humanizado é mais do que importante — é urgente. “É preciso que os profissionais de saúde tenham um diálogo claro com os pacientes, explicando a doença, seus sintomas e riscos com palavras simples, de fácil entendimento. Por exemplo: alertar para cuidados alimentares, utilizar sapatos macios e confortáveis e a importância da higiene dos pés e na região interdigital. Essa é a chave para garantir qualidade de vida e evitar complicações graves associadas ao diabetes”. E complementa: “Estamos diante de um cenário crítico, e é fundamental que tanto a população quanto os órgãos públicos de saúde estejam atentos a essa doença, que avança de forma silenciosa e rápida. Hoje, o diabetes não afeta apenas idosos. Cada vez mais, vemos crianças e jovens entrando nessas estatísticas alarmantes. Por isso, as famílias precisam redobrar a atenção com a alimentação e os hábitos dos seus filhos, para que eles não façam parte desses números no futuro”.

 

Para a médica, o Brasil necessita de políticas públicas e eficazes. “Precisamos de uma agenda positiva que enfrente o diabetes com a seriedade — porque, infelizmente, ainda há muito desconhecimento e descaso em torno de uma condição que pode ser muito preocupante quando negligenciada", ressalta a médica. 


AVC é a segunda principal causa de morte no Brasil

Freepik
No Dia Mundial de Prevenção do AVC, neurologista do Hospital Japonês da Santa Cruz alerta para crescimento dos casos
 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. De acordo com dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, a doença causou 75.699 mortes em 2019, número que subiu para 87.856 em 2022, caiu para 85.112 em 2023 e voltou a crescer em 2024, com 85.442 óbitos. Esses índices colocam o AVC como a segunda principal causa de morte no país, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

No primeiro semestre de 2025, foram registradas 42.884 mortes por AVC, sendo 6.737 em janeiro, 6.232 em fevereiro, 6.818 em março, 6.938 em abril, 7.991 em maio e 8.168 em junho.

O mês de outubro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção do AVC, celebrado em 29 de outubro. A data tem como objetivo ampliar a conscientização da população sobre os fatores de risco, sinais de alerta e medidas de prevenção. 

O neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Dr. Flávio Sallem, destaca que a informação e a rapidez no atendimento são determinantes para reduzir sequelas. “O AVC pode acontecer de forma súbita e exige intervenção imediata. Quanto mais rápido o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de recuperação sem sequelas graves. Reconhecer os sinais e agir rápido faz toda a diferença”, alerta o especialista.
 

Sinais de alerta 

Para identificar os sinais, existe um método simples que pode salvar vidas, o acrônimo SAMU. O “S” lembra o sorriso, que pode ficar torto; o “A” representa o braço, que pode perder força repentinamente; o “M” é a mensagem, já que a fala pode ficar enrolada ou confusa; e o “U” reforça a urgência, indicando a necessidade de acionar imediatamente o serviço de emergência pelo número 192.

Segundo o especialista, até 90% dos casos poderiam ser evitados com hábitos de vida saudáveis, como controlar a pressão arterial, praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e não fumar. “Informação salva vidas e a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir os impactos do AVC na sociedade”, conclui Dr. Sallem. 

 

Hospital Japonês Santa Cruz

 

Outubro Rosa — Mamas densas complicam diagnóstico precoce e aumentam risco de cânce

Foto de banco de imagem online
Estima-se de 40% das mulheres acima dos 40 tenham mamas densas; introdução da tomossíntese têm revolucionado a detecção precoce nessas condições  

 

A adoção da tomossíntese mamária nos protocolos clínicos tem transformado a detecção precoce de tumores em mamas densas, melhorando a precisão diagnóstica e permitindo identificar lesões em estágios iniciais. 

Mamas densas têm mais tecido fibroglandular e menos gordura, o que dificulta a detecção por mamografia porque tecido e tumores apresentam densidade semelhante. Isso pode mascarar lesões e estar associado a um risco ligeiramente maior de câncer de mama. A condição é mais frequente em mulheres jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, especialmente em quem não teve filhos, não amamentou, está acima do peso ou faz terapia hormonal. Estima-se que cerca de 40% das mulheres acima de 40 anos tenham mamas densas. 

O Outubro Rosa reúne ações globais de conscientização sobre o câncer de mama, com foco em informação e incentivo ao diagnóstico precoce. Quando detectado em estágios iniciais, o câncer de mama tem taxa de cura superior a 95%, por isso o rastreamento e o acesso a exames adequados são fundamentais.
 

Tomossíntese mamária — vantagens e indicações: 

  • Como funciona: a tomossíntese captura múltiplas projeções da mama a partir de diferentes ângulos e reconstrói cortes finos, permitindo visualizar sucessivos planos da glândula mamária;
     
  • Benefícios: facilita a identificação de pequenas lesões, distorções arquiteturais, assimetrias e nódulos que podem passar despercebidos na mamografia 2D;
     
  • Indicações: especialmente indicada para pacientes com mamas densas; também é recomendada quando a mamografia 2D mostra alterações ou quando há histórico familiar de câncer de mama;
     
  • Impacto combinado: a associação da tomossíntese com a mamografia digital aumenta a detecção de certos tumores e reduz a necessidade de exames complementares, diminuindo ansiedade e custos. 

A tomossíntese não elimina totalmente a necessidade de outros exames. “Os exames adicionais ajudam a garantir que nenhum detalhe seja negligenciado e que o tratamento seja o mais eficaz possível”, afirma a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde Nara Fabiana Cunha. Ultrassom ou ressonância magnética podem ser necessários para avaliar nódulos, lesões complexas ou suspeita de extensão da doença. Esses exames garantem uma avaliação mais completa e orientam o tratamento.


Como fazer o autoexame da mama: 

 

Importante: o autoexame deve ser feito todos os meses, mas não substitui o exame clínico feito por profissional de saúde. Mulheres que menstruam devem escolher um dia após o ciclo para fazê-lo. Mulheres na menopausa devem definir uma data fixa todo mês. Ao identificar qualquer alteração ou nódulo, procure um médico o quanto antes.

 

No espelho: 

  • Fique em frente ao espelho com os braços relaxados e, depois, com as mãos na cintura, faça força para ver se há alguma alteração;
  • Levante as mãos acima da cabeça para observar se há algum enrugamento, achatamento, saliência, vermelhidão ou assimetria;
  • Verifique a posição, tamanho e forma dos mamilos e pressione levemente para ver se sai alguma secreção.

 

Palpação (em pé ou deitada): 

  • Em pé: levante um braço e apoie-o sobre a cabeça, então, com a mão oposta, use a polpa dos dedos para apalpar toda a mama em movimentos circulares, de cima para baixo e em movimentos de massagem, estendendo a análise até a axila.
  • Deitada: pode-se colocar uma toalha dobrada sob o ombro da mama que vai ser examinada. Essa posição pode facilitar a palpação;

 

O que observar e palpar: 

  • Mamas e mamilos: Verifique se há mudanças na forma ou aparência das mamas ou mamilos, como caroços, saliências, enrugamento da pele, vermelhidão ou secreções;
  • Textura: sinta a mama buscando alterações na textura, como endurecimento, que pode indicar um nódulo.
  • Secreções: observe se há saída de líquido dos mamilos, especialmente se for sangue ou transparente. 

"O autoexame não substitui os exames de imagem. Embora seja um gesto de autocuidado importante, ele detecta apenas alterações que já são palpáveis. Por isso, a mamografia anual segue como a principal aliada da detecção precoce porque detecta sinais iniciais”, conclui a dra. Nara.  


Grupo Sabin
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Sedentarismo no trabalho é comparado ao hábito de fumar

A rotina de ficar horas no escritório podem aumentar os riscos à saúde, mas pequenas pausas ao longo do dia ajudam a prevenir danos e manter a disposição.

 

Durante décadas, fumar foi considerado um hábito socialmente aceito, até que a ciência comprovou seus efeitos devastadores sobre a saúde. Atualmente, os danos à saúde por permanecer longas horas sentado vem sendo comparado ao cigarro. O chamado “novo fumar” já preocupa especialistas em saúde ocupacional, que alertam para os riscos físicos e mentais do sedentarismo, cada vez mais presente após a consolidação do home office. 

Segundo um estudo publicado no Journal of Lifestyle Medicine, com a participação de mais de 400 trabalhadores de escritório que passavam, em média, 6,2 horas sentados por turno, as condições provocaram dores frequentes no pescoço, ombros e lombar, além de sinais de cansaço e redução do desempenho ao longo do dia. 

De acordo com Daniel Sandy, especialista em Ciência da Motricidade Humana e em Atividade Física Ocupacional, fundador da Pausa Ativa Ocupacional, o sedentarismo ocupacional, muitas vezes, é confundido apenas com a ausência de prática esportiva, mas também se manifesta nos longos períodos de inatividade diante do computador. Assim, ele afirma que a comparação com o cigarro não é exagero. 

“Nos anos 80, fumar era amplamente aceito, e só depois de muita conscientização os riscos foram reconhecidos. Atualmente, ocorre o mesmo com o comportamento sedentário. Não percebemos o quanto ele é prejudicial. Além dos danos físicos, ficar sentado por longos períodos gera impactos sociais e culturais, perpetuando ambientes de trabalho pouco saudáveis”, explica Sandy. 

Nesse cenário, as pausas ativas surgem como uma alternativa prática e acessível para combater os efeitos do sedentarismo. Por meio de intervalos curtos, de 5 a 10 minutos, dedicados a alongamentos, exercícios de respiração e movimentos simples é possível estimular a circulação sanguínea, reduzir tensões e aumentar o foco. 

De acordo com Sandy, os benefícios vão além da saúde física e podem, por exemplo, contribuir com a prevenção de doenças crônicas, estresse e auxiliar no aumento da produtividade. 

“As pausas ativas quebram o ciclo do sedentarismo, ativando músculos, oxigenando o cérebro e prevenindo doenças crônicas. Além disso, ajudam a aliviar o estresse, promovem disposição e podem reduzir o risco de burnout. É um recurso simples e eficaz, que pode ser incorporado à rotina corporativa sem comprometer a produtividade”, comenta Sandy. 

Para estimular essa prática saudável no ambiente de trabalho, a Pausa Ativa Ocupacional, desenvolveu um aplicativo e software, que envia notificações em horários estratégicos ao longo da jornada de trabalho, incentivando os colaboradores a realizarem pausas rápidas com alongamentos e movimentos guiados que reduzem o estresse, previnem dores musculoesqueléticas e contribuem para o aumento da produtividade. 

“Somos referência nacional com nosso software e gestão de pausas ativas in company, oferecemos soluções personalizadas para diferentes segmentos do mercado e transformamos a qualidade de vida no ambiente profissional”, diz Sandy.

 

Você sabe o que significa o autoconhecimento das mamas

Saiba mais sobre isso e outros métodos preventivos no e-book educativo da Pró-Saúde sobre o câncer de mama

 

O câncer de mama é o tipo que mais incidente entre as mulheres no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), são esperados cerca de 73.610 novos casos por ano no país. Para reduzir essa incidência, é recomendado o diagnóstico precoce. 

A detecção precoce busca saber, o quanto antes, se a doença já existe, aumentando as chances de cura. Diante desse contexto, a Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de gestão hospitalar do país, trouxe o foco da campanha Outubro Rosa.  

Para Sandra Miziara, Gerente Corporativa Assistencial da entidade, o autoconhecimento das mamas abre espaço para se observar sem rigidez, alinhando a prática ao autoexame e potencializando o diagnóstico precoce.  

“Mais do que uma rotina técnica, o autoconhecimento das mamas é um exercício de escuta e atenção ao próprio corpo. Observar-se com naturalidade e buscar orientação médica diante de qualquer mudança é um gesto de autocuidado que complementa, e não substitui, o rastreamento mamográfico. Quanto mais cedo conhecermos nossos sinais, maiores são as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido”, explica a profissional.

 

Como praticar o autoconhecimento 

A observação das mamas é a principal forma de identificar mudanças, sejam em relação ao formato, tamanho, cor ou consistência. No material elaborado pela entidade filantrópica, há explicação sobre a forma de abordagem e orientações em relação às mudanças nas mamas, sinais de alerta e outras formas de prevenção.   

Para acessar o e-book educativo sobre o câncer de mama completo, clique aqui!  

Sandra ainda deixa uma mensagem importante às mulheres. “Cuidar de si é também cuidar de quem caminha ao nosso lado. No Outubro Rosa, reforçamos que cada olhar atento, cada consulta e cada gesto de prevenção têm o poder de preservar vidas e histórias. Nenhuma mudança é pequena demais para ser observada, e toda atenção pode fazer a diferença entre o medo e a cura.”


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