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segunda-feira, 17 de março de 2025

Operator da OpenAI: O Fim do Trabalho Como Conhecemos?

Nova tecnologia de inteligência artificial da OpenAI pode substituir funções inteiras no mercado de trabalho e redefinir a maneira como empresas operam.


A inteligência artificial acaba de dar um salto significativo com o lançamento do Operator, um agente autônomo da OpenAI que vai além da simples resposta a perguntas. Ele pode tomar decisões, executar tarefas e operar de forma independente, sem necessidade de supervisão humana constante. Essa inovação promete transformar diversas áreas profissionais, reduzindo a demanda por cargos administrativos, suporte ao cliente e gestão operacional.

No canal IA na Vida Real, Wilson Silva analisa os impactos dessa nova tecnologia, explicando o que o Operator pode fazer, quais profissões estão em risco e como profissionais e empresas podem se preparar para essa revolução.

O que é o Operator e como ele muda o mercado de trabalho

Diferente dos assistentes de IA tradicionais, o Operator atua de maneira proativa e autônoma. Ele é capaz de:

  • Automatizar fluxos de trabalho completos, como responder e-mails, organizar tarefas e criar documentos.
  • Interagir com diferentes softwares, incluindo Slack, Notion, Zapier e ERPs, otimizando processos empresariais.
  • Tomar decisões estratégicas, analisando dados e implementando ações sem necessidade de um operador humano.

Essa capacidade coloca diversas funções em risco de extinção, pois muitas empresas poderão reduzir significativamente a necessidade de cargos administrativos e operacionais.

Profissões ameaçadas pela IA

Com a adoção do Operator, algumas funções podem ser eliminadas ou sofrer grandes transformações. Entre as mais impactadas estão:

  • Atendentes de suporte e call centers, já que a IA pode interpretar emoções e resolver problemas autonomamente.
  • Assistentes administrativos, pois a automação de reuniões, e-mails e documentos reduz a necessidade desse profissional.
  • Analistas de dados júnior, uma vez que a IA pode processar informações com mais velocidade e precisão.
  • Gerentes operacionais, já que a coordenação de equipes e a delegação de tarefas podem ser feitas por inteligência artificial.

As mudanças acontecerão rapidamente, e empresas que investirem nessas tecnologias poderão reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

Como se preparar para essa transformação

Apesar dos desafios, a IA também cria novas oportunidades para aqueles que souberem se adaptar. Profissões que devem crescer incluem:

  • Especialistas em IA e automação, responsáveis por configurar e supervisionar essas tecnologias.
  • Criadores de estratégias e inovação, que definirão a visão e as direções de negócios impulsionadas pela IA.
  • Supervisores de IA, profissionais encarregados de monitorar e ajustar o desempenho desses sistemas.

"A IA não deve ser vista apenas como uma ameaça, mas sim como uma ferramenta estratégica. Quem aprender a usá-la terá um diferencial competitivo no mercado", explica Wilson Silva.

Quando o Operator estará disponível no Brasil?

Atualmente, o Operator só está acessível para usuários do plano ChatGPT Pro nos Estados Unidos, com um custo mensal de 200 dólares. A OpenAI já anunciou a intenção de expandir a disponibilidade para outros países, mas ainda não há uma data confirmada para o Brasil.

Enquanto isso, profissionais e empresas devem começar a se capacitar para essa nova realidade.

Treinamentos e mentoria para adaptação ao futuro da IA

Para auxiliar empresas e profissionais na transição para um mercado mais automatizado, Wilson Silva oferece:

  • Workshops e treinamentos corporativos, focados no uso estratégico da IA para otimização de processos e aumento da eficiência operacional.
  • Mentorias individuais e empresariais, ajudando executivos e empreendedores a integrar inteligência artificial em suas atividades diárias.
  • Projetos personalizados, desenvolvendo soluções sob medida para automação e inovação.

"As empresas que dominarem a IA terão uma vantagem competitiva enorme. Quem não se adaptar, ficará para trás", destaca Wilson.

Assista ao vídeo completo no YouTube

No canal IA na Vida Real, Wilson Silva explica em detalhes como o Operator pode impactar o mercado de trabalho e como se preparar para essa revolução.

O futuro da IA já começou. Quem estiver preparado terá as melhores oportunidades nessa nova era.

 

Violência contra a mulher atinge nível histórico e expõe a falência do sistema de proteç

Agressões disparam, denúncias não avançam e vítimas continuam desamparadas diante da impunidade

 

O Brasil bate recorde de agressões contra mulheres. O Fórum de Segurança Pública revela que 37,5% das brasileiras sofreram violência nos últimos 12 meses, totalizando mais de 21 milhões de vítimas. Esse é o pior índice desde 2017 e representa uma realidade assustadora: uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência. 

“O que mais precisa acontecer para que isso seja tratado como prioridade? Esses dados, mais uma vez, trazem uma realidade triste, preocupante e alarmante”, afirma Melissa Terron, superintendente da ONG Ficar de Bem.

O caso de Vitória Regina de Sousa, 17 anos, assassinada após relatar a presença de dois homens suspeitos em um ônibus, sintetiza a tragédia nacional. Dias depois, seu corpo foi encontrado com sinais de tortura, deixando claro que pedir ajuda nem sempre é suficiente. O medo paralisa, o silêncio protege os agressores e a impunidade perpetua um ciclo que se repete há gerações.

“Estamos falando de uma geração inteira de meninas e mulheres que vivem acuadas, reféns da própria existência e muitas das vezes, buscam o silêncio como refúgio”, reforça Melissa. 

A pesquisa ainda revela que, após uma agressão, 47,4% das mulheres sequer buscaram ajuda. Algumas tentaram recorrer ao Estado, mas só 25,7% conseguiram ser ouvidas por órgãos oficiais. Outras pediram apoio a amigos ou familiares, enquanto o restante desistiu antes mesmo de tentar. 

“Quando uma mulher denuncia, começa uma batalha sem fim. Muitas são desacreditadas, expostas, revitimizadas. Outras voltam para casa sem nenhuma proteção e seguem convivendo com seus agressores. Sem políticas públicas eficazes, as vítimas continuam desamparadas”, pontua Melissa.

A ONG Ficar de Bem atua para romper essa barreira e garantir suporte real para mulheres em situação de risco. A Casa da Mulher Paulista, fruto da parceria entre a Prefeitura de São Bernardo e o Governo do Estado de São Paulo, é administrada pela Ficar de Bem, oferece apoio jurídico, psicológico e social para vítimas que buscam uma nova chance de recomeço. Em parceria com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Juizados Especiais, Ministério Público e Defensoria Pública, a iniciativa assegura acolhimento e proteção para quem já não tem mais para onde correr.

“Casas como a nossa não deveriam ser exceção, deveriam existir em cada bairro, em cada cidade. Muitas mulheres não denunciam porque não têm para onde ir. É preciso expandir essa rede de acolhimento e garantir que nenhuma vítima fique sem assistência”, destaca Melissa.

Segundo a superintendente da ONG Ficar de Bem, cada dia sem resposta significa mais casos fatais. “A banalização da violência alimenta estatísticas que crescem sem controle e o Brasil precisa encarar esse cenário com a seriedade que ele exige, antes que outra vida seja brutalmente interrompida”, finaliza.


Ficar de Bem
A ONG Ficar de Bem é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos, que há 36 anos defende os direitos e oferece apoio integral a crianças, adolescentes e suas famílias, além de idosos, mulheres e pessoas em situação de rua, vítimas de violência física, psicológica, sexual e negligência. Fundada em 1988 como CRAMI – Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância do ABCD – pelo pediatra Emílio Jaldin Calderon, a instituição atualmente é presidida pelo empresário Evenson Robles Dotto e conta com núcleos de atuação em Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema. Com 18 serviços voltados para prevenção, acolhimento e suporte social, além de coordenar o Bom Prato na região do ABC, a ONG mantém parcerias com o poder público - Prefeitura de Santo André, de São Bernardo e Diadema - que possibilitam a ampliação e sistematização do atendimento, rompendo ciclos de violência e promovendo relações de cuidado e respeito. Reconhecida por sua transparência e eficiência, a Ficar de Bem possui certificações e prêmios e é declarada Utilidade Pública em níveis municipal, estadual e federal, atuando conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), reafirmando seu compromisso com uma sociedade justa e igualitária. Além disso, a instituição está pelo terceiro ano consecutivo na lista das 100 melhores ONGs do Brasil.


Indústria 4.0: 69% das indústrias brasileiras usam tecnologia digital, mas... qual o próximo passo?

Um estudo da CNI revelou que 69% das indústrias brasileiras já utilizam alguma tecnologia digital. Mas a grande questão é: estamos realmente aproveitando todo o potencial da Indústria 4.0? A resposta, infelizmente, é que a maioria ainda está em estágios iniciais, com baixa integração de tecnologias.

A pesquisa da CNI, somada ao estudo da UFOP, pinta um quadro claro: o alto custo de implementação e a falta de mão de obra qualificada são os principais obstáculos. Mas não é só isso. Nós, especialistas, entendemos que a falta de investimento contínuo, a pressão da personalização na produção em massa e os impactos das mudanças climáticas também são desafios importantes nesse processo, mas apesar dos inúmeros desafios, a Indústria 4.0 oferece um diferencial inegável: decisões rápidas e precisas. Sensores, armazenamento e análise de dados permitem otimizar a gestão e impulsionar a competitividade.


A jornada da transformação é uma evolução contínua

A jornada para a Indústria 4.0 é uma evolução gradual, com seis estágios de maturidade, segundo o índice Acatech:

  • Informatização: Uso de computadores em operações isolada
  • Conectividade: Integração de dados entre sistemas.
  •  Visibilidade: Monitoramento de dados em tempo real com IoT. 
  • Transparência: Análise colaborativa de dados.
  •  Capacidade Preditiva: Previsão de problemas com simulações 
  • Adaptabilidade: Ajuste automático de processos com dados em tempo real.

O caminho não é único, mas os desafios são comuns. Cada empresa tem sua jornada, mas os desafios são semelhantes: controle de matéria-prima, rastreabilidade, performance de equipamentos, manutenção, qualidade e sustentabilidade.

Mas afinal, como a tecnologia industrial agrega valor? Pessoas e processos, aliados à tecnologia, geram valor na cadeia de produção. A Mouts TI, por exemplo, oferece soluções personalizadas para cada etapa da jornada, desde a automação industrial até a excelência operacional. E para resolver problemas de implementação da Indústria 4.0. Vale lembrar que a Indústria 4.0 é o futuro! 

 

Caio Senatore - Diretor de Tecnologia da Mouts TI.



Incerteza fiscal, inflação e juros elevados reduzem ainda mais as expectativas do empresariado em São Paulo

Confiança dos comerciantes em relação à economia atingem menor nível desde maio de 2021

 
O empresariado paulistano está ressabiado. É o que captura, agora, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em fevereiro. Refletindo a piora do ambiente macroeconômico devido à alta do dólar, à inflação elevada, aos juros cada vez maiores e à incerteza fiscal, o indicador caiu 4,4% em relação a janeiro — a terceira retração seguida , atingindo 103,2 pontos. Na comparação anual, a redução foi ainda maior: -6,4%.
 
Entre as variáveis que compõem o ICEC, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) puxou o resultado negativo, especialmente pelo item que mede as expectativas em relação à economia (-6,6%). Com isso, o IEEC atingiu o menor nível de confiança desde maio de 2021, caindo para 129,2 pontos.
 

[GRÁFICO 1]
Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)

Série histórica (13 meses)
Fonte: FecomercioSP.


 
Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) registrou o menor nível de confiança desde abril de 2024, com uma queda de 4,4%, permanecendo em 100,2 pontos. A intenção de efetivar novas contratações foi o item que mais influenciou na queda (-7,5%). O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), por sua vez, registrou uma queda de 4%, passando para 80,2 pontos. O subíndice relacionado à economia foi o principal responsável, com uma variação negativa de 6,7%.
 
Em relação a janeiro de 2024, o IEEC caiu 6,7%, o IIEC teve queda de 0,4% e o ICAEC recuou 13,1%.

 
[GRÁFICO 2]
ICAEC, IEEC e IIEC

Série histórica (13 meses)
Fonte: FecomercioSP.



Índice de Expansão do Comércio


Outro índice que apresentou retração pelo terceiro mês seguido foi o Índice de Expansão do Comércio (IEC). O aumento do endividamento entre os consumidores, somado aos juros e à inflação elevados, tem reduzido a intenção de compra das famílias, encarecendo as operações das empresas e tornando os comerciantes mais cautelosos quanto a novos investimentos e contratações.
 
O IEC caiu 5,7% em fevereiro, recuando para 103,2 pontos. Contudo, na comparação anual, o indicador registrou alta de 4%.
 
O Índice de Expectativa para Contratações de Funcionários (ECF), uma das variáveis que compõem o IEC, registrou queda de 7,5%, passando para 111,7 pontos. Já o Índice de Nível de Investimentos das Empresas (NIE), que mede a propensão dos empresários para realizar novos investimentos, recuou 3,5%, caindo para 94,8 pontos. Na comparação interanual, o primeiro registrou uma regressão de 1,4%, enquanto o segundo avançou 0,5%.
 
 

[GRÁFICO 4]
Índice de Expansão do Comércio (IEC)

Série histórica (13 meses)
Fonte: FecomercioSP.


 
Cautela


Para a FecomercioSP, os empresários devem seguir com cautela e prudência diante das incertezas da economia. Para tomar decisões assertivas, é importante basear-se em números e resultados, ajustando as estratégias de acordo com o caixa da empresa. Realizar liquidações de produtos com boa margem de contribuição é uma estratégia recomendada para melhorar o fluxo de caixa e abrir espaço para novos investimentos.
 
Com o aumento das incertezas econômicas, o momento é de reavaliar cenários, evitar o excesso de endividamento e realizar investimentos estratégicos, que tenham retorno rápido e exijam menor capital investido.


 
Notas metodológicas


ICEC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla a percepção do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa refere-se ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.


 
IEC

O Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo mês pela FecomercioSP, desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos na expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos, e abertura de novas lojas. Apesar de esta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana.
 

FecomercioSP
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Inteligência Emocional: Prioridade em 50% dos Processos Seletivo

Especialista em comportamento humano, Gisele Hedler, explica por que empresas estão priorizando a inteligência emocional e como profissionais podem desenvolvê-la para se destacar 


Com o avanço da digitalização e da automação no ambiente corporativo, as empresas estão buscando profissionais que vão além das competências técnicas. A inteligência emocional tem se tornado um fator decisivo nos processos seletivos, impactando diretamente a contratação e retenção de talentos. De acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, 50% dos trabalhadores precisarão desenvolver novas habilidades para acompanhar as mudanças do mercado, sendo a inteligência emocional uma das mais demandadas. 

A especialista em comportamento humano Gisele Hedler explica que essa tendência reflete uma necessidade crescente de profissionais que saibam lidar com desafios de forma equilibrada e eficaz. "Habilidades como autoconsciência, controle emocional e empatia são essenciais para o sucesso em qualquer área. Empresas valorizam candidatos que demonstram resiliência e capacidade de gestão emocional, pois isso impacta diretamente a produtividade e o clima organizacional", ressalta. 

Além da contratação, a inteligência emocional tem influenciado também o crescimento dentro das organizações. Líderes com alta inteligência emocional tendem a ser mais eficazes na gestão de equipes, na resolução de conflitos e na tomada de decisões. Gisele Hedler enfatiza que, em um cenário de constantes transformações, profissionais emocionalmente inteligentes conseguem se adaptar melhor e manter a estabilidade mesmo diante de desafios inesperados. 

Para desenvolver a inteligência emocional e se destacar no mercado de trabalho, Gisele sugere estratégias como a prática da escuta ativa, o autoconhecimento e o controle do estresse. "O primeiro passo é reconhecer as próprias emoções e compreender como elas impactam suas decisões e relações. Além disso, exercitar a empatia e a comunicação assertiva pode melhorar significativamente a interação com colegas e superiores", orienta a especialista. 

Outra forma eficaz de aprimorar a inteligência emocional é investir no desenvolvimento da resiliência e do pensamento positivo. A especialista recomenda que profissionais pratiquem a autorreflexão e busquem feedbacks construtivos para entender como suas emoções afetam suas atitudes no ambiente corporativo. Estabelecer metas realistas e manter uma mentalidade de aprendizado contínuo também são formas de fortalecer o controle emocional e a capacidade de lidar com desafios de maneira produtiva. 

Ademais, o gerenciamento do estresse e a adoção de hábitos saudáveis, como práticas de mindfulness e atividades físicas, ajudam a manter um equilíbrio emocional essencial para o desempenho profissional. "Ao cultivar a inteligência emocional, os profissionais não apenas aumentam suas chances de sucesso, mas também contribuem para um ambiente de trabalho mais harmonioso e colaborativo", conclui Gisele. 

Com a crescente valorização da inteligência emocional, os profissionais que buscarem aprimorar essa habilidade terão uma vantagem competitiva no mercado de trabalho. Hedler reforça que investir no desenvolvimento emocional não só amplia as oportunidades de carreira, mas também contribui para um ambiente corporativo mais saudável e produtivo. "O futuro do trabalho não depende apenas de conhecimento técnico, mas da capacidade de interagir, colaborar e liderar com inteligência emocional", finaliza. 



Gisele Hedler - empresária e uma entusiasta em Nutrição Funcional. Especialista em saúde emocional, física e espiritual, Gisele está à frente da Faculdade de Saúde Avançada, que conta com mais de 30 mil alunos pelo mundo. A instituição se destaca por desenvolver e acompanhar profissionais de saúde com formações em Nutrição Funcional. Além disso, ela conta com um colágeno de desenvolvimento próprio com uma fórmula premium que oferece saúde em estética.
Siga: @giselehedler


Os vilões do desperdício de água no dia a dia

No dia 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água, data instituída pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de conscientizar a população a respeito deste recurso, que é essencial para a vida no planeta. Segundo a ONU, embora 70% da superfície da Terra seja coberta por água, 97,5% é salgada e não pode ser usada para consumo humano. Aliado a isso, 4,5 bilhões de pessoas não dispõem de saneamento seguro no mundo e cerca de 2,1 bilhões de habitantes não têm acesso à água potável em casa. Crianças com idade inferior a cinco anos são 20 vezes mais propensas a morrer de doenças relacionadas à água imprópria para beber e à falta de saneamento do que devido a conflitos. Ainda de acordo com a Organização, em 2030, a população mundial necessitará de 40% a mais de água para suprir suas necessidades diárias.

O Instituto Trata Brasil (ITB) afirma que o país não controla de maneira eficiente o uso do recurso hídrico. Com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o estudo demonstra que a água potável perdida em diversas operações abasteceria toda população do Rio Grande do Sul, 10,6 milhões de pessoas, por no mínimo 5 anos. A região Norte lidera o desperdício com 46,94%, seguido do Nordeste com 46,67%. O Sudeste tem a menor taxa de falha nas operações, com 33,90%.

Entre os principais vilões da perda de água do sistema de abastecimento até chegar às empresas e residências destacam-se os pequenos vazamentos em tubulações internas. Para se ter uma ideia, um buraco de apenas dois milímetros em um cano pode desperdiçar até 96 mil litros de água por mês. Torneiras pingando parecem inofensivas, mas geram uma perda de até 40 litros de água por dia. Por isso, é preciso ficar atento a esse desperdício. O primeiro ponto para perceber o vazamento, começa no bolso. Caso haja aumento na conta de água sem motivo aparente é preciso ficar em alerta e observar se há manchas de umidade em paredes e pisos, nesse caso, é preciso agilizar o reparo para que não se tenha um prejuízo muito grande.

Um outro ponto são as  atitudes. A população precisa ter o hábito do consumo consciente, adotando boas práticas como fechar as torneiras sempre após o uso. É um processo simples, que no final faz a diferença. E a tecnologia, por meio da Inteligência Artificial, se torna uma aliada nesse processo. O sistema de controle hídrico, por exemplo, usa IA que ajuda a monitorar o consumo com mais precisão. Já as inspeções periódicas com a instalação de monitoramento remoto detectam vazamentos antes que eles gerem prejuízo. Torneiras temporizadas, chuveiros inteligentes, sistema em descargas de caixas acopladas e bloqueadores de ar, são dispositivos que ajustam automaticamente o fluxo de água para evitar desperdícios e diminuir significativamente as contas de água.  

Repensar o consumo da água em nossa rotina e reutilizar o que seria desperdiçado é o diferencial para garantir a durabilidade deste recurso. Precisamos ficar alertas e proteger os recursos naturais, além de aproveitar as tecnologias disponíveis para cuidar do futuro do nosso planeta e garantir a nossa própria sobrevivência.





Yuri Verçosa - CEO e fundador da Foz Sustentável

 

Etecs e Fatecs oferecem consultoria para declaração do IRPF

Atendimentos são realizados por alunos de diversos cursos, sempre sob supervisão de coordenadores e professores

Prazo para prestar contas à Receita Federal começa nesta segunda-feira (17) e segue até 30 de maio; estudantes do CPS orientam contribuintes em diversas regiões

 

Começa na próxima segunda-feira (17) o prazo para declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 2025. Como ocorre todos os anos, diversas Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais, administradas pelo Centro Paula Souza (CPS), prestam consultoria gratuita a quem encontra dificuldades no procedimento. A data final para entrega da declaração é 30 de maio.

Os atendimentos são realizados por alunos de diferentes cursos, sempre sob supervisão de coordenadores e professores. Algumas unidades solicitam contrapartidas, como doação de alimentos, para instituições beneficentes. Em outras, é necessário agendar o serviço em razão do número limitado de vagas. Confira abaixo relação de locais, datas e horários.

As atividades começam nesta sexta-feira (14), a partir das 19 horas, com palestra e plantão de dúvidas oferecidos pela classe descentralizada administrada pela Etec São Paulo, no Centro Educacional Unificado do Butantã (CEU). O evento é gratuito e aberto ao público. A unidade está localizada na Avenida Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, 1870, Jardim Esmeralda, na Capital.

Documentos

Os interessados na consultoria devem apresentar comprovantes de rendimentos do ano-calendário 2024, declaração anterior com recibo de entrega (se houver), número de RG, CPF e título de eleitor, endereço residencial, dados da conta bancária para restituição e comprovantes de despesas que possam ser abatidas (consultas médicas, exames clínicos, mensalidades escolares, contribuição para previdência privada, entre outros). Mais informações sobre a declaração podem ser obtidas no site da Receita Federal.

Confira no site do CPS as Etecs e Fatecs que oferecem o serviço.

 

Centro Paula Souza


Varejo registra queda de 0,9% em fevereiro, aponta o Índice do Varejo Stone (IVS)

     Apenas dois dos segmentos analisados registraram alta mensal

O comércio físico registrou queda de 1,6% enquanto o digital apresentou alta de 0,4%

No recorte regional, quatro estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual

 

Após sinais iniciais de recuperação em janeiro, as vendas do comércio brasileiro apresentaram resultados negativos em fevereiro, com uma retração de 0,9%, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Em relação ao mesmo período do ano anterior, o cenário seguiu na mesma linha, com queda de 1%. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. 

"O mercado de trabalho ainda está aquecido, mas os sinais de desaceleração ficaram ainda mais evidentes em fevereiro. A taxa de desemprego subiu para 6,5% em janeiro (PNAD), e a criação de novos empregos formais perdeu força (CAGED). Além disso, a alta no preço dos alimentos continua pesando no bolso das famílias, que já enfrentam um alto nível de endividamento. Tudo isso tem um impacto direto no consumo. Portanto, a queda registrada no varejo reflete um enfraquecimento mais amplo da economia brasileira", comenta Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone.
 

Índice de Comércio Digital

O comércio digital registrou alta mensal de 0,4%, enquanto o físico apresentou queda de 1,6%. Já no comparativo anual, o comércio digital cresceu 10,8% e o físico recuou 3,7%.
 

Segmentos

Na análise mensal, apenas dois dos oito segmentos analisados registraram alta em fevereiro: Material de Construção (0,7%), Móveis e Eletrodomésticos (0,2%). Outros cinco segmentos apresentaram queda: Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,9%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,6%), Combustíveis e Lubrificantes (1,9%), Artigos Farmacêuticos (1,5%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,7%). Já o setor de Tecidos, Vestuário e Calçados, apresentou estabilidade, com variação de 0,0%. 

No comparativo anual, o segmento de Combustíveis e Lubrificantes teve o melhor desempenho, com alta de 4,1%, seguido por Material de Construção, que cresceu 2,5%. Os demais setores registraram queda: Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (7,7%), Móveis e Eletrodomésticos (6,4%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (3,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2,8%), Artigos Farmacêuticos (2,6%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,6%).
 

Destaques regionais 

No recorte regional, apenas quatro estados apresentaram crescimento no comparativo anual, liderados por Pernambuco, com alta de 1,8%, seguido por Roraima (1,6%), Amazonas (1,1%) e Goiás (0,1%). Já o estado do Espírito Santo permaneceu estável, com variação de 0,0%. 

Já entre os estados com resultados negativos, Mato Grosso do Sul apresentou a maior queda, com retração de 8,4%, seguido por Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (6,4%), Rondônia (5,9%), Paraná (5,7%), Rio Grande do Sul (5,6%), Acre (4,9%), Bahia (3,4%), Tocantins (3,1%), São Paulo (2,8%), Pará (2,6%), Maranhão (2,5%), Ceará (1,9%), Piauí (1,9%), Sergipe (1,9%), Rio de Janeiro(1,7%), Paraíba (1,7%), Amapá (1,6%), Rio Grande do Norte (1,5%), Minas Gerais (1,1%) e Alagoas (0,8%). O Distrito Federal, por sua vez, apresentou queda de 3,3%. 

O relatório completo pode ser encontrado na nova plataforma de conteúdo da Stone



Estresse financeiro: como as dívidas afetam sua saúde mental?

A qualidade de vida é afetada para 64% das pessoas, enquanto 60% relatam altos níveis de ansiedade, 57% sofrem com baixa autoestima e 55% enfrentam dificuldades para dormir


 

As dificuldades financeiras têm um impacto direto na saúde mental, gerando estresse, ansiedade e até problemas físicos. Segundo dados recentes do Serasa, 72 milhões de brasileiros estão inadimplentes, e as consequências das dívidas vão muito além do bolso. A qualidade de vida é afetada para 64% das pessoas, enquanto 60% relatam altos níveis de ansiedade, 57% sofrem com baixa autoestima e 55% enfrentam dificuldades para dormir.

 

O mentor de empresários e business coaching André Minucci, explica que o estresse financeiro pode criar um ciclo vicioso: "Quando as contas saem do controle, a pessoa entra em um estado constante de preocupação. Isso pode levar a sintomas como insônia, fadiga e até problemas de saúde mais graves, como hipertensão e depressão. A boa notícia é que existem formas de lidar com isso."

 

Como as dívidas afetam sua saúde mental

 

O impacto do estresse financeiro vai muito além da pressão de pagar contas. Ele pode desencadear sintomas físicos e emocionais como:

 

Insônia e fadiga: a preocupação constante dificulta o relaxamento e afeta a qualidade do sono.


Ansiedade e depressão: a sensação de incapacidade de resolver os problemas financeiros pode desencadear crises de ansiedade e desmotivação.


Baixa autoestima: a inadimplência pode fazer a pessoa sentir vergonha e se isolar socialmente.


Problemas de relacionamento: brigas e tensões familiares aumentam quando há dificuldades financeiras.

 

Diante desse cenário, é fundamental encontrar estratégias para reduzir o impacto emocional das dívidas. Minucci reforça que o primeiro passo é mudar a mentalidade sobre o dinheiro: "O descontrole financeiro muitas vezes está ligado a hábitos e crenças que precisam ser ajustados. Mais do que cortar gastos, é preciso desenvolver inteligência emocional para lidar com as finanças de forma estratégica."

 

5 dicas para reduzir o estresse financeiro

 

Encare a realidade sem medo - evitar olhar para as contas só aumenta o problema. Faça um levantamento detalhado de sua situação financeira, anotando todas as dívidas, prazos e juros. Isso traz clareza e permite traçar um plano de ação.


Crie um plano de pagamento realista - renegocie as dívidas e priorize aquelas com juros mais altos. Evite promessas que não poderá cumprir e estabeleça metas possíveis dentro do seu orçamento.


Tenha um fundo de emergência - se ainda não tem, comece a construir uma reserva financeira, mesmo que seja com pequenos valores. Isso reduz a sensação de insegurança e previne novos endividamentos.


Pratique inteligência emocional - a ansiedade causada pelo dinheiro pode levar a decisões impulsivas. Técnicas de controle emocional, como respiração profunda, e exercícios físicos, ajudam a manter a calma e a tomar melhores decisões financeiras.


Busque conhecimento e apoio - educação financeira é fundamental para evitar novas crises. Além disso, conversar com especialistas ou grupos de apoio pode ajudar a encontrar soluções e diminuir o peso emocional das dívidas.

 

Aprender a lidar com o dinheiro de forma saudável é um processo contínuo, quando a pessoa começa a controlar suas finanças, sente um alívio imediato. O mais importante é manter esse equilíbrio a longo prazo, ajustando hábitos e planejando melhor o futuro.

Cuidar da saúde mental também significa cuidar das finanças. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida.

 

O preocupante recorde de afastamentos de trabalhadores por ansiedade e depressão no Brasil

Os números são alarmantes: milhares de trabalhadores brasileiros estão sendo afastados por transtornos mentais como ansiedade e depressão. Empresas e profissionais enfrentam uma realidade preocupante, principalmente no pós pandemia da Covid-19, que impacta não apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a economia. 

Somente em 2024, o INSS concedeu quase 500 mil benefícios por incapacidade temporária, seja por acidentes de trabalho ou pelo auxílio-doença comum. Esse número representa um aumento de 68% em relação a 2023. Cada afastamento durou, em média, três meses, com os trabalhadores recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês, o que gerou um impacto financeiro estimado em mais de R$ 3 bilhões. 

Além de afetar diretamente a vida dos trabalhadores, esse cenário levanta debates sobre direitos previdenciários, legislação trabalhista e a responsabilidade das empresas na promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. 

Os estados com maior número absoluto de afastamentos foram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, quando considerada a proporção em relação à população, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul lideram os índices. No caso do Rio Grande do Sul, as tragédias climáticas de 2024, como as enchentes que desalojaram milhares de pessoas, podem ter contribuído para o aumento dos afastamentos por transtornos mentais. 

Nesse contexto, é essencial que os trabalhadores reconheçam os sinais de um ambiente de trabalho abusivo, um dos grandes responsáveis pelo adoecimento mental. Pressão excessiva, falta de apoio, sobrecarga de tarefas e desvalorização constante podem levar ao esgotamento físico e emocional, aumentando os casos de ansiedade e depressão. 

Ambientes abusivos também podem se manifestar por meio de assédio moral, metas inalcançáveis e cobranças desproporcionais, criando um clima de medo e instabilidade. Empresas que negligenciam a saúde mental de seus funcionários não apenas comprometem o bem-estar individual, mas também enfrentam consequências como queda na produtividade e aumento nos afastamentos. 

Diante desse cenário, é fundamental que os trabalhadores estejam cientes de seus direitos previdenciários e trabalhistas. Benefícios como o auxílio-doença são soluções paliativas, garantindo suporte financeiro temporário durante a recuperação, mas não substituem a necessidade de melhores condições de trabalho para evitar novos afastamentos. Em alguns casos de depressão e doenças mentais os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem garantir a aposentadoria por invalidez, caso estejam permanentemente incapacitadas para o trabalho. Para ter direito aos benefícios previdenciários, é necessário apresentar um laudo médico que comprove a existência da doença mental e a incapacidade para o trabalho.

 A crise de saúde mental no Brasil exige atenção urgente, com foco na prevenção, suporte aos trabalhadores e responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade. A dignidade profissional importa. Além disso, direitos como jornada de trabalho adequada, pausas obrigatórias, medidas de segurança e proteção contra assédio são fundamentais para um ambiente profissional saudável. A promoção da saúde mental deve ser um compromisso de toda a sociedade.



Simone Lopes - advogada especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Lopes Maldonado Advogados


Documentos e objetos esquecidos no Carnaval nas estações da ViaQuatro e da ViaMobilidade permanecem no aguardo de seus donos

 Central de Achados e Perdidos das linhas metroferroviárias guardam produtos curiosos, que vão desde chuveiro até mandala, e os tradicionais cartões de banco, RGs e celulares 

 

Quase uma semana depois do término do pós-Carnaval na cidade de São Paulo, centenas de documentos e objetos perdidos pelos clientes nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e 8-Diamante e 9-Esmeralda, de trens metropolitanos, continuam à espera dos foliões esquecidos nas centrais de Achados e Perdidos. Durante os três fins de semana de Carnaval de Rua, ao todo 7.530.496 milhões de passageiros utilizaram as quatro linhas administradas pelas concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade e muita coisa foi encontrada tanto nos trens quanto nas estações. 

Entre os objetos esquecidos estão cartões de bancos, bilhetes de recarga de transporte, documentos de identidade, celulares e óculos. Porém, o que mais chama a atenção são produtos curiosos, que se destacam pelo tamanho e peso, como uma bolsa com ferramentas, capacete, violão, chuveiro, mandala, liquidificador, jogo de pebolim, entre outros. 

Os clientes da Linha 5-Lilás devem ir até a Central de Achados e Perdidos, na Estação Adolfo Pinheiro, localizada na avenida Adolfo Pinheiro, 301. Os passageiros das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda podem retirar os pertences na Estação Osasco, pelo aceso da praça Antônio Menck, s/nº (Centro) ou pela rua Erasmo Braga, s/nº (bairro Bonfim). O horário de atendimento de ambas é das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone 0800-770-7106. 

Já os usuários da Linha 4-Amarela precisam se deslocar até o posto Central de Achados e Perdidos do Metrô, na Estação Sé. O funcionamento é de segunda a sexta, no horário das 7h às 20h, exceto feriados. 

Os objetos ficam até 90 dias nas centrais de Achados e Perdidos e, caso não sejam recuperados, os itens em bom estado são doados para Organizações Não Governamentais (ONGs), enquanto documentos e cartões são desfragmentados. 


Trabalho presencial ainda pesa na carreira, mas empresas que ignoram o desempenho podem perder talentos

Profissionais remotos têm menos chances de promoção, mesmo com melhor desempenho; especialista explica como evitar esse viés


Com a consolidação do home office e do trabalho híbrido, um desafio silencioso tem impactado a carreira de muitos profissionais: o viés da proximidade. Um estudo conduzido por economistas das universidades britânicas de Nottingham, Sheffield e King's College aponta que trabalhadores remotos têm menos chances de receber promoções e aumentos salariais, mesmo quando apresentam melhor desempenho do que seus colegas presenciais. O motivo? A tendência inconsciente de líderes valorizarem mais aqueles que estão fisicamente próximos no dia a dia. 

Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, gestor de carreiras e PhD pela Unicamp, alerta que essa distorção pode prejudicar tanto os profissionais quanto as próprias empresas. "O viés da proximidade faz com que gestões ineficazes acabem promovendo quem está visível no escritório, e não quem gera melhores resultados. Isso prejudica a valorização justa do trabalho e diminui a retenção de talentos", afirma. 

O problema se intensificou após a pandemia, quando muitas lideranças, acostumadas ao modelo presencial, passaram a associar produtividade à presença física. No entanto, empresas inovadoras já entenderam que o mais importante é medir resultados, não o tempo de permanência no escritório. Gigantes da tecnologia, como Google e Microsoft, têm adotado modelos mais flexíveis, focando na entrega e na qualidade do trabalho, independentemente da localização do colaborador.

 

Como evitar o viés da proximidade?

Para garantir uma avaliação justa, Santos recomenda algumas práticas: 

- Avaliação por desempenho: em vez de focar na presença física, empresas devem estabelecer métricas claras de desempenho para avaliar seus funcionários; 

- Reuniões regulares com todos do time: funcionários remotos podem ser esquecidos nas interações diárias. Reuniões estruturadas garantem equilíbrio nas comunicações; 

- Uso de ferramentas de produtividade: softwares de gestão permitem monitorar a performance de maneira objetiva, reduzindo a dependência da observação presencial; 

- Cultura organizacional inclusiva: líderes devem ser treinados para reconhecer e evitar o viés da proximidade, garantindo que as decisões sejam baseadas em mérito real. 

Para o especialista, o futuro do trabalho não está na supervisão constante, mas sim na relação de confiança e na valorização dos resultados. "Empresas que entenderem isso sairão na frente, atraindo e retendo os melhores profissionais, independentemente de onde estejam", conclui.



Virgilio Marques dos Santo -, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria. Autor do livro "Partiu Carreira", TEDx Speaker, foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.


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