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sexta-feira, 14 de março de 2025

Dia Mundial do Sono: Academia Brasileira de Neurologia alerta sobre o impacto do sono na qualidade de vida

Nesta sexta-feira, 14 de março, é celebrado o Dia Mundial do Sono, que visa conscientizar sobre a importância do sono saudável 

 

De acordo com estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros têm pelo menos alguma queixa relacionadas ao sono. São cerca de 73 milhões de pessoas com dificuldade para dormir ou sono de má qualidade, o que pode acarretar problemas de memória, concentração, humor e nas atividades diárias. 

A Academia Brasileira de Neurologia tem um papel fundamental na promoção do conhecimento sobre o sono. O Departamento Científico de Sono se dedica ao estudo do ciclo sono-vigília e dos transtornos que afetam a qualidade do descanso. 

O sono é um estado comportamental natural e obrigatório para o equilíbrio e bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas. Os distúrbios do sono são aquelas condições que interferem nesse equilíbrio e, consequentemente, na saúde e qualidade de vida. 

A medicina reconhece seis grandes grupos de distúrbios do sono: insônias, distúrbios de hipersonia (sonolência excessiva, como na narcolepsia), distúrbios respiratórios (apneia do sono), transtornos de movimento, transtornos de ritmo circadiano (como jet lag e desajustes dos trabalhadores de turno) e parassonias (comportamentos anormais durante o sono, como sonambulismo e terror noturno). 

Cada vez mais surgem evidências científicas do impacto negativo dos transtornos do sono em doenças cardiovasculares (casos da doença arterial coronariana, das arritmias e da hipertensão arterial), doenças metabólicas e endocrinológicas (como obesidade e alterações do crescimento), doenças neurológicas (dores, alterações cognitivas, epilepsia, déficit de atenção e AVC), doenças gastrointestinais (como refluxo gastroesofágico), psiquiátricas (transtorno afetivo bipolar, depressão e ansiedade, entre outros), urológicas, entre outras. 

O neurologista com atuação em medicina do sono é o profissional adequado a lidar com os distúrbios do sono, pois é ele quem recebe treinamento clínico específico e aprende as bases do funcionamento cerebral e suas consequências no comportamento humano. Esse treinamento permite ao neurologista cuidar das repercussões sistêmicas das doenças do sono e as bases neurológicas permitem que faça diagnósticos diferenciais e investigue outras possíveis causas para as manifestações do paciente. 

O Dia Mundial do Sono foi criado pela World Sleep Society para conscientizar sobre o impacto do sono na qualidade de vida. No Brasil, a data é celebrada desde 2008 e reforça a necessidade de diagnosticar e tratar distúrbios do sono.

 

Exames

Embora uma boa parcela dos transtornos de sono possa ser diagnosticada através da anamnese, por vezes exames complementares são necessários no diagnóstico dos transtornos de sono. 

Um dos principais exames usados para o diagnóstico dos transtornos do sono é a polissonografia, realizado durante uma noite inteira de sono. O paciente é encaminhado ao laboratório de sono, onde vários fios são conectados ao paciente em um computador que registra todos os fenômenos importantes relacionados ao sono. 

O exame fornece dados claros sobre as fases de sono pelas quais o indivíduo passou naquela noite, sobre o padrão respiratório, evidenciando a presença de ronco e/ou apneia, sobre quantas vezes o indivíduo despertou, sobre como variou a oxigenação do sangue durante toda a noite, sobre a presença e tipo de arritmias cardíacas, sobre movimentos das pernas, etc. Permite fazer, por exemplo, o diagnóstico diferencial entre a síndrome da apneia obstrutiva do sono e outros distúrbios do sono com quadros clínicos semelhantes, como apneia central, síndrome dos movimentos periódicos dos membros e narcolepsia. 

Infelizmente a polissonografia ainda não é uma realidade amplamente acessível à população, pois tem custo elevado, requer pessoal altamente treinado e equipamentos sofisticados, portanto é importante a conscientização de gestores, especialmente da saúde pública, para a expansão da oferta dessa ferramenta diagnóstica.

 

Hábitos saudáveis 

Os tratamentos atuais para os Distúrbios do Sono incluem: procedimentos cirúrgicos; técnicas pouco invasivas como os aparelhos intraorais e CPAP (Contínuos Positive Airway Pressure ou Pressão Aérea Positiva Contínua), algumas opções medicamentosas, modificações do estilo de vida como controle do peso e atividade física regular e mudanças comportamentais, dentre elas a Higiene do Sono. 

A higiene do sono consiste em propor algumas mudanças de hábitos simples que podem ajudar a dormir melhor, como estabelecer horários regulares para dormir e acordar, evitar cafeína e estimulantes antes de dormir ou em excesso durante o dia, reduzir o uso de telas à noite, manter o quarto confortável, silencioso e escuro e reservar a cama para dormir (e não para trabalhar ou ficar no celular).

 

 Estágios do Sono 

Durante o sono alternamos diferentes estágios, que se alternam e ciclam cerca de quatro a cinco vezes numa noite de sono adequada. São eles:

 

Estágio Não-REM 1

Fechar os olhos é o primeiro passo para o estágio ou fase 1 do sono se iniciar. Este estágio representa a transição da vigília para o sono e pode durar de alguns segundos até três minutos. O primeiro estágio é caracterizado por relaxamento muscular, respiração uniforme, movimentos oculares lentos e intermitentes. Uma parte das pessoas diz ter consciência nesta fase e podem registrar os sons que ocorrem no ambiente e lembrar-se deles depois, por isso é considerado um estágio de quase sono ou mesmo de transição.

 

Estágio Não-REM 2

A partir deste estágio temos o sono bem caracterizado, isto é, já é necessário um estímulo mais forte para que o indivíduo desperte. Essa fase ocorre ao longo da noite, somando de 45% a 55% do tempo total do sono.

 

Estágio Não-REM 3

O estágio 3 também é chamado de estágio delta, constituindo de 15% a 25% do tempo de sono e. É considerado o estágio mais profundo, no qual há uma diminuição dos débitos cardíacos, frequência cardíaca e a pressão arterial média e as ondas cerebrais estão mais lentas que nos outros estágios.

 

Estágio REM

O sono REM tem seu primeiro período na noite cerca de 60 a 90 minutos após ter-se iniciado o sono e perfaz cerca de 25% de todo o sono. Este estágio é caracterizado pelos movimentos rápidos dos olhos e maior variabilidade dos parâmetros fisiológicos como frequência cardíaca e frequência respiratória.  Os ciclos de sono REM são mais concentrados na no final da noite. Assim, no caso de privação de sono, é o estágio mais penalizado. Como o sono REM é um componente essencial na consolidação de nossa memória, sua supressão nesse caso ajuda a explicar os déficits a curto e longo prazo da privação sustentada de sono (dormir menos do que o corpo precisa). 

É no estado de sono REM que habitualmente acontece a maior parte dos sonhos, podendo ser definido como uma fase em que todos os músculos do organismo, exceto o diafragma e músculos oculares, encontram-se em extremo relaxamento (hipotônicos).

 

Encontro do DC do Sono da ABN

Entre os dias 22 e 23 de agosto de 2025, em Brasília, será realizado o primeiro encontro do Departamento Científico do Sono, da Academia Brasileira de Neurologia, no qual profissionais poderão trocar conhecimento e experiências sobre essa área tão importante da neurologia.


Menopausa: entenda como equilibrar os hormônios e manter a saúde durante essa fase da vida

A endocrinologista Dra. Nathalia Ferreira aproveita o mês da mulher para fornecer orientações importantes

 

Marco natural na vida das mulheres, a menopausa se caracteriza por trazer desafios únicos que afetam tanto a saúde física quanto o bem-estar emocional. Diante desse cenário, a endocrinologista Dra. Nathalia Ferreira aproveita o mês da mulher para ressaltar a importância da informação e do cuidado para que todas possam atravessar essa fase com mais bem-estar e qualidade de vida.

“Primeiramente, precisamos entender que a menopausa ocorre quando os ovários reduzem a produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona, encerrando o ciclo reprodutivo feminino. Esse processo pode desencadear sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor, ganho de peso e aumento do risco de doenças cardiovasculares e osteoporose”, explica Dra. Nathalia.

No Brasil, aproximadamente 30 milhões de mulheres estão na faixa etária do climatério e da menopausa, o que equivale a 7,9% da população feminina, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, apenas cerca de 238 mil receberam diagnóstico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deixando uma grande parcela sem acompanhamento adequado.

“Embora se trate de uma transição inevitável, ela pode ser enfrentada com mais equilíbrio, especialmente quando há o apoio de profissionais experientes e especializados, além de um auto conhecimento sobre o que acontece no organismo”, comenta Dra. Nathalia.


 

Estratégias eficazes


Embora cada mulher vivencie essa fase de maneira única, há estratégias eficazes para minimizar os impactos hormonais, com a adoção de um estilo de vida saudável sendo um dos pilares mais importantes. “Assim, manter uma alimentação rica em nutrientes como cálcio, vitamina D e antioxidantes ajuda a preservar a saúde óssea e aliviar os sintomas”, destaca a endocrinologista.

Além da nutrição, a prática regular de exercícios físicos é fundamental para a manutenção da massa muscular e o bom funcionamento do metabolismo. Atividades como caminhadas, musculação e ioga também podem contribuir para a redução de sintomas como insônia e ansiedade. "O movimento é um grande aliado para a saúde hormonal e mental", reforça Dra. Nathalia.


Lembrando que o controle do estresse e a qualidade do sono desempenham um papel crucial nessa fase. Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração consciente apresentam resultados consistentes em muitas pessoas. “O mais importante é dormir bem e encontrar formas de aliviar a tensão diária, fatores que fazem toda a diferença no bem-estar da mulher”, acrescenta a endocrinologista.


 

Reposição pode ser alternativa


Para algumas mulheres, a reposição hormonal também pode ser uma alternativa eficaz, desde que indicada por um profissional de saúde após avaliação detalhada. No entanto, Dra. Nathalia enfatiza que a decisão deve ser sempre individualizada. “Nem todas as mulheres precisam ou mesmo podem fazer uso de hormônios. Por isso, é essencial uma abordagem personalizada e segura”, alerta.


Dessa forma, o mês da mulher se apresenta como uma oportunidade para ampliar o debate sobre a menopausa e incentivar mais mulheres a buscarem suporte adequado. “Cuidar da saúde endócrina é um investimento na qualidade de vida. Quanto mais informação e acompanhamento médico houver, melhor será essa fase”, conclui Dra. Nathalia.

 

Dra. Nathalia Ferreira - Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Dra. Nathalia Ferreira possui Mestrado em Endocrinologia na USP de São Paulo e o título de Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Além disso, a médica possui ainda um curso de Especialização em Ultrassonografia de Tireoide e se apresenta como a autora de dois Ebooks: “Mãe, estou virando mocinha?” e “Receitas saudáveis e práticas”.


Dentadura é realidade diária de mais de 39 milhões de brasileiros

41,5% das pessoas com mais de 60 anos no
 Brasil já perderam todos os dentes
 
Dados do IBGE e do Ministério da Saúde apontam ainda que 41,5% das pessoas acima de 60 anos já perderam todos os dentes 

As próteses dentárias, popularmente conhecidas como dentaduras, fazem parte do cotidiano de 39 milhões de brasileiros, ou seja, quase 20% da população. Os dados, coletados e divulgados pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde demonstram ainda que 41,5% das pessoas no país, acima dos 60 anos, já perderam todos os dentes.

 

“O impacto que a perda de dentes causa na vida das pessoas causa graves sequelas físicas, emocionais e psicológicas. Se de um lado, a prótese possibilita o retorno da mastigação, o que é fundamental para a digestão dos alimentos, de outro, promove a melhora da autoestima e traz de volta o convívio social”, afirma o cirurgião dentista Breno William Atanasio Barboza.

Além da questão estética, a perda de dentes é o segundo fator que mais traz prejuízos à qualidade de vida das pessoas entre 45 e 70 anos, conforme o estudo “Percepções latino-americanas sobre perda de dentes e autoconfiança”, feito pela Edelman Insights. A pesquisa destaca ainda que a perda da dentição impede um estilo de vida saudável e ativo, para 32% dos entrevistados.

Fundamental para a saúde geral do corpo humano, a dentição tem como uma de suas funções proteger o tecido periodontal e a gengiva. “Por isso, na falta dos dentes, a gengiva se expõe, ficando vulnerável durante a mastigação de alimentos duros ou mesmo na escovação. A perda óssea também é uma situação preocupante que pode ocorrer, pois a estrutura fica sem suporte, causando desgaste dos ossos na região da boca. Por tudo isso, as próteses dentárias são tão importantes para milhões de brasileiros”, explica o cirurgião-dentista.

A digestão, que se inicia na boca, também é prejudicada quando não há dentes, pois a comida ingerida chega em pedaços maiores ao estômago, pelo fato de a mastigação estar prejudicada. Isso compromete a absorção adequada dos nutrientes e dificulta o processo digestivo de maneira acentuada.


Como utilizar a prótese?

Parciais ou completas, e com custo mais acessível do que os implantes, as próteses dentárias precisam de um complemento especial para se tornarem 100% funcionais. Trata-se do fixador, produto que é utilizado para manter a dentadura no lugar, evitando que fique mal encaixada e, consequentemente, prejudique a mastigação, a fala e a autoestima das pessoas.

Embora o mercado apresente várias opções de fixadores, contar com um produto de qualidade é essencial para evitar acidentes e problemas de saúde. “Um fixador de baixa qualidade pode afetar, diretamente, a mastigação e até mesmo a dicção. Escolher um bom fixador é questão de qualidade de vida, é a garantia de que a prótese ficará firme, evitando acidentes, irritações na gengiva ou incidentes ainda maiores”, finaliza o especialista.

Fabricado pela P&G nos EUA e importado para o Brasil, um creme adesivo vem se destacando no mercado nacional nos últimos anos, é o que explica Carlos Alberto Dimarzio Filho, Gerente Geral da Euroart Import. “Opção segura e confiável para os consumidores brasileiros, o Fixodent veda completa e uniformemente a superfície da prótese dentária, o que ajuda a bloquear a entrada de alimentos entre a dentadura e a gengiva. Além disso, o produto ajuda a combater o mau hálito”, afirma o executivo da Euroart, importadora oficial do produto.   

Ainda segundo Dimarzio Filho, o produto conta com fixação prolongada, de até 13 horas, e promove mais confiança para comer, sorrir e falar.

 


Euroart Import


Endocrinologista responde às principais dúvidas sobre terapia de reposição hormonal


A reposição hormonal (TRH) é uma terapia amplamente utilizada para minimizar os efeitos incômodos da menopausa como insônia, fogachos, cansaço e perda de libido. Apesar dos benefícios reconhecidos, a TRH não está isenta de riscos, que podem variar dependendo do tipo de reposição utilizada.

 

Nem todas as mulheres que chegam à menopausa precisarão fazer reposição hormonal. A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato responde a seguir às principais dúvidas sobre o assunto. “Terapia de reposição hormonal não funciona como anticoncepcional”, alerta a especialista. 

 

Existem riscos associados à reposição hormonal?

Dra. Lorena Amato - Embora os benefícios sejam maiores, sim, existem riscos, dependendo do tipo de reposição, principalmente se for feita, por exemplo, o uso de estrogênios orais, que podem desencadear trombose venosa, embolia, aumentar o risco de câncer de mama, este último mais associado à progesterona.

 

A reposição hormonal engorda?

Dra. Lorena Amato - Não, a terapia de reposição hormonal não engorda. Eventualmente, em algumas mulheres, a progesterona pode causar retenção de líquido.

 

É possível engravidar na menopausa, fazendo reposição hormonal?

Dra. Lorena Amato - Sim, é possível se a mulher ainda ovular. Tem mulheres que começam a terapia de reposição hormonal no que a gente chama de perimenopausa, período que antecede a menopausa. Por isso é importante alertar que a terapia de reposição hormonal não funciona como anticoncepcional. Então, se foi iniciada a terapia na perimenopausa, quando ainda não estava diagnosticada a menopausa, há alguma chance, por mais que muito remoto, de engravidar.

 

A reposição hormonal é feita por comprimidos?

Dra. Lorena Amato - Pode ser feita por comprimidos, via oral, ou através de géis e adesivos transdérmicos. Outros meios, como o implante subcutâneo, não são bem-vistos no Brasil por diversos fatores associados.

 

Qual a diferença entre a reposição hormonal bioidêntica e a tradicional?

Dra. Lorena Amato - A diferença é que a tradicional, na verdade a antiga TRH era feita com hormônios sintéticos, considerados piores. A terapia de reposição hormonal bioidêntica já é considerada tradicional e a mais utilizada, feita com hormônios que contêm o estradiol ou progesterona natural.

 

Por quanto tempo devo fazer reposição hormonal?

Dra. Lorena Amato - O tempo não é bem definido, você faz até haver uma contraindicação ou quando a paciente resolver suspender.

 

A reposição hormonal é recomendada para todas as mulheres na menopausa?

Dra. Lorena Amato - Não, a reposição hormonal é recomendada para mulheres que têm sintomas relacionados à menopausa, como insônia, fogachos, cansaço e perda de libido. Para este último sintoma, pode-se lanças mão da reposição de testosterona. Algumas mulheres não têm nenhum desconforto na menopausa, sentem-se bem, e com bom estilo de vida poderão vão ficar bem sem a necessidade de TRH.

 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/


Mulheres idosas têm mais chance de desenvolver incontinência urinária

Os principais motivos para a causa do problema são obesidade e desgaste dos músculos da bexiga 

 

A incontinência urinária é um problema que atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde (MS). Porém, idosos apresentam ainda mais chance de ter algum grau de incontinência urinária, o que impacta na qualidade de vida e bem-estar físico e emocional do indíviduo.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária (IU) em idosos é mais prevalente em pessoas com mais de 60 anos. Porém, mulheres idosas apresentam risco elevado dos escapes de xixi quando comparado aos homens. Isso porque cerca de 23% das mulheres entre 60 e 79 anos manifestaram incontinência urinária, contra 5% de casos na mesma faixa etária em homens. O índice aumenta ainda mais em pessoas com mais de 80 anos: 32% em mulheres e 7% em homens.

Um dos principais problemas, além do desgaste dos músculos, é a obesidade. O excesso de peso pressiona a bexiga e os músculos da pelve, o que pode levar à incontinência urinária, especialmente a de esforço.

“A incontinência urinária é uma condição que pode ser tratada de forma eficaz, especialmente com o diagnóstico precoce. Para as mulheres idosas, o controle do peso, exercícios para o fortalecimento da pelve e, em alguns casos, tratamentos médicos adequados, são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir os sintomas. Mas é possível ainda apostar na redução da ingestão de líquidos, evitar consumo de cafeína, além de ter rotina e horários pré determinados para ir ao banheiro”, orienta Mauricio Ventura, geriatra do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Alterações hormonais (principalmente em mulheres) também podem propiciar aumento de quadros de incontinência urinária. Isso ocorre em virtude da diminuição dos níveis de estrogênio após a menopausa e pode enfraquecer os músculos da pelve e uretra. Doenças como diabetes, AVC, Parkinson, doenças cardíacas e esclerose múltipla também podem afetar o controle da bexiga, devido a danos nos nervos ou nos músculos envolvidos na micção.

O Dia Mundial da Incontinência Urinária é lembrado no dia 14 de março. A data foi escolhida para promover a conscientização sobre a doença, a prevenção e o tratamento.

  

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe



Dia Mundial do Sono: como a cannabis está transformando o tratamento da insônia

pexels
Medicamentos à base de cannabis medicinal são opções que trazem resultados positivos a quem sofre de insônia, distúrbio do sono que afeta cerca de 30% da população mundial

 

Dia 15 de março é a data que marca o Dia Mundial do Sono, uma iniciativa global criada para conscientizar a população sobre a importância do sono para a saúde e o bem-estar. Promovido pela Associação Mundial do Sono, o dia destaca os benefícios de uma boa noite de sono, alertar sobre os distúrbios do sono e incentivar práticas que melhorem a qualidade do descanso.

Um dos distúrbios do sono mais comuns em todo o mundo é a insônia, que afeta uma parcela significativa da população global e brasileira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% da população mundial sofre de insônia, sendo que 10% desses casos são classificados como insônia crônica. No Brasil, os números também são alarmantes. Um estudo epidemiológico publicado em 2021 na Sleep Epidemiology revelou que cerca de 73 milhões de brasileiros, o equivalente a 35% da população, relatam dificuldades recorrentes para dormir, com 15% desses casos atingindo níveis crônicos (Andrade et al., 2021).

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A condição não apenas compromete a qualidade de vida, mas também está associada a um aumento no risco de doenças físicas e mentais, como hipertensão, diabetes, depressão e ansiedade. Além disso, a insônia tem um impacto econômico significativo, reduzindo a produtividade no trabalho e aumentando os custos com saúde.

Para a Carla Fontana, de 61 anos, de Brasília, a jornada de insônia é longa: há mais de décadas ela luta com o problema. Após passar por tratamentos pesados, Carla encontrou na cannabis medicinal uma nova esperança e renovou a qualidade de vida com as gotas à base da planta.

Veja aqui o depoimento em vídeo da Carla

“Meu diagnóstico é de insônia primária, aquela que não adormecemos, e secundária, onde temos vários despertares noturnos. Já cheguei a ficar cinco noites sem dormir e entrei em pânico. Iniciei um tratamento com medicação pesada para dormir, porém, com a chegada aos 60 fiquei com receio dos efeitos colaterais e de problemas como demências, por isso busquei uma alternativa na cannabis medicinal”, conta Carla.

Ela ainda completa: “No início estava com muito medo de usar cannabis, mas foi uma grata surpresa e, além do meu sono ter melhorado muito, já estou fazendo o desmame dos remédios tradicionais”.

“É essencial pensarmos em estratégias de prevenção e tratamento com abordagens inovadoras, como o uso de cannabis medicinal. Os medicamentos à base da planta tem se mostrado promissores no manejo de distúrbios do sono. No entanto, a conscientização sobre a gravidade da insônia e o acesso a tratamentos eficazes ainda são desafios que precisam ser enfrentados globalmente”, alerta a Dra. Mariana Maciel, diretora médica da Thronus Medical (@thronus.brasil).

De acordo com a médica, a cannabis medicinal tem sido estudada e utilizada para ajudar no tratamento da insônia, principalmente devido aos seus efeitos relaxantes, sedativos e ansiolíticos. Os dois principais compostos da cannabis que atuam no sistema nervoso são o tetraidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), que interagem com o sistema endocanabinoide do corpo, responsável por regular funções como sono, humor, apetite e dor.

CBD e THC: elimine as dúvidas

A ação do CBD contribui também com funções neuroprotetoras, antidepressivas e ansiolíticas. Estudos mostram suas ações benéficas em tratamentos de ansiedade, estresse, humor, psicose e sono. O CBD, por exemplo, se mostrou útil na diminuição de ansiedade durante teste de simulado de fala pública. Outro estudo demonstrou que doses mais baixas de CBD tem melhor ação ansiolítica em ratos. Uma última pesquisa ligou o CBD com aumento da duração do sono. É importante lembrar que, mesmo em estudos que aplicaram uma dosagem considerada “absurda”, o canabinoide não apresentou toxicidade.

Os produtos à base de THC também são uma opção positiva no tratamento de depressão e ansiedade. “Isso acontece porque esse canabinoide possui propriedades relaxantes e ansiolíticas, que podem induzir o sono, melhorando os quadros de insônia. Ocorre uma importante redução da ansiedade. A molécula se liga aos receptores endocanabinoides, afetando a liberação de neurotransmissores que desempenham um papel importante na regulação do humor e da ansiedade”, explica a médica.


Aumento do uso da cannabis medicinal no Brasil

Este ano, o Brasil atingiu a marca de 672 mil pacientes que se tratam com cannabis medicinal, número recorde e 56% superior ao do ano passado. O dado é do anuário produzido pela consultoria Kaya Mind.

O relatório também mostra que os pacientes estão espalhados por aproximadamente 80% dos municípios brasileiros e o segmento movimentou R$ 853 milhões durante 2024.

Medicamentos que utilizam a nanotecnologia em sua formulação, como o Bisaliv do laboratório Thronus Medical, são solúveis em água, o que facilita a absorção do medicamento pelo organismo. Assim, agem mais rápido, têm melhor custo-benefício e menos efeitos colaterais. Além disso, as nanopartículas são facilmente absorvidas pelas células intestinais.

 “A cannabis medicinal pode ser uma opção eficaz para o tratamento da insônia, especialmente quando associada a outras terapias e mudanças no estilo de vida, como higiene do sono e redução do estresse. Lembrando que é essencial buscar orientação profissional para garantir um uso seguro e adequado”, finaliza Dra. Mariana.

  

Thronus Medical - biofarmacêutica precursora da produção e do desenvolvimento de nanofármacos à base de cannabis medicinal.

 

Dia mundial do sono: se o bebê mama bem, a família toda dorme bem

Amamentação eficiente melhora a qualidade do sono do bebê e proporciona mais descanso para toda a família. Entenda como encontrar o equilíbrio entre livre demanda e livre oferta e garantir mamadas mais eficazes


A privação de sono é um dos maiores desafios enfrentados pelos pais nos primeiros meses de vida do bebê. O choro frequente e as mamadas constantes podem gerar insegurança e exaustão, mas entender a relação entre amamentação e sono pode tornar essa fase mais leve para toda a família. No Dia Mundial do Sono, a Dra. Alessandra Paula, fisioterapeuta especialista em pós-parto e aleitamento humano, destaca a importância de uma amamentação eficiente para garantir noites mais tranquilas.

"A amamentação é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento saudável do bebê, e sua influência vai muito além da nutrição. Quando bem-sucedida, ela melhora a qualidade do sono do recém-nascido, trazendo benefícios para toda a família", explica Dra. Alessandra.

Muitos pais confundem os conceitos de amamentação em livre demanda e livre oferta. Embora pareçam semelhantes, suas diferenças podem impactar diretamente a experiência da amamentação e o descanso da mãe e do bebê.

  • Livre demanda: O bebê mama sempre que demonstra sinais de fome, sem horários rígidos. Esse método respeita as necessidades naturais da criança e favorece um padrão de amamentação mais equilibrado.
  • Livre oferta: A mãe oferece o peito com alta frequência, independentemente da fome do bebê. Apesar de bem-intencionado, esse modelo pode levar à exaustão materna e a dificuldades na amamentação.

"Muitas mães sentem uma grande pressão social para amamentar sem pausas, acreditando que o choro do bebê sempre significa fome. Mas, chorar é a principal forma de comunicação do recém-nascido e pode indicar muitas outras necessidades, como sono, desconforto ou necessidade de aconchego", esclarece a especialista.

A chave para um sono mais tranquilo é garantir que a amamentação seja eficiente. Para isso, é importante observar alguns sinais de que o bebê está se alimentando corretamente:

  1. Pega correta e sucção eficaz – A boca do bebê cobre boa parte da aréola, os lábios estão virados para fora e a sucção é profunda e ritmada.
  2. Deglutição visível e audível – Durante a mamada, é possível perceber o bebê engolindo leite.
  3. Sinais de saciedade – O bebê solta o peito sozinho, fica relaxado e não demonstra mais interesse pelo seio.
  4. Fraldas cheias – Pelo menos seis fraldas de xixi por dia e evacuações frequentes são sinais de boa nutrição.
  5. Ganho de peso regular – O acompanhamento com pediatra ou especialista em amamentação ajuda a monitorar o desenvolvimento do bebê.

Uma das grandes dúvidas das mães é a relação entre o tempo que o bebê passa mamando e sua satisfação. "Mamar bem não está associado à quantidade de horas que o bebê passa no seio, mas sim à efetividade da mamada. Quando o bebê suga de forma correta e recebe leite de maneira adequada, ele fica satisfeito por mais tempo, dorme melhor e permite que a mãe também descanse", explica Dra. Alessandra.

Segundo a especialista, quando a amamentação não está sendo efetiva, o bebê pode demonstrar sinais de insatisfação, como choro frequente após a mamada e dificuldades para ganhar peso. Nesses casos, buscar a orientação de um profissional pode fazer toda a diferença para garantir um aleitamento bem-sucedido.

"Mãe cansada desiste, e bebê que não mama bem, não dorme bem. Mas com bom senso, ciência e paciência, é possível tornar essa fase mais leve para todos", finaliza a Dra. Alessandra Paula. 




Alessandra Paula Santos Fisioterapeuta - CREFITO 392075-F. Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santo Amaro. Especialista em Amamentação pelo Hospital Albert Einstein. Especialista em aleitamento humano e seus obstáculos pela escola Bianca Balassiano Cursos extras em aleitamento materno nível avançado: Cirurgias mamárias, Hiperlactação, Desmame, Uso de Fitoterápicos, Síndrome de Down, Fissura Palatina. Pelo Instituto Mame Bem. Especialista em Fotobiomulação (laser e led). Terapias combinadas/Eletrotermoterapia (ultrassom e correntes elétricas) para manejo de dor e regeneração celular em pós-operatório. Especialista em Taping pós-parto e recuperação cirúrgica. Criadora do método Descomplicando a Amamentação, com mais de 500 alunos. Fundadora da Clínica Cria, única clínica do país dedicada ao aleitamento humano e cuidados com recém-nascidos.


Vilões para quem tem rinite? Produtos perfumados podem irritar as vias respiratórias

Descubra os mitos e verdades sobre os odores e as alergias respiratórias 

 

Você já sentiu coceira no nariz ou começou a espirrar após entrar em um ambiente perfumado? Para muitas pessoas que sofrem com rinite alérgica, fragrâncias fortes podem ser um gatilho para crises. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças alérgicas afetam cerca de 35% da população mundial, e a rinite está entre as mais comuns. Mas será que os cheiros são realmente os culpados?

 

O Dr. Fabrizio Ricci Romano, otorrinolaringologista e consultor da Glenmark, explica que os odores em si não causam alergia, mas as substâncias químicas presentes nos perfumes e produtos perfumados podem irritar as vias respiratórias, especialmente em pessoas predispostas. Para esclarecer o que é fato e o que é mito, o médico detalha algumas informações importantes sobre os odores e sua relação com as alergias respiratórias.


 

1. Perfumes podem causar alergia?


Mito. Embora o cheiro em si não cause alergia, as substâncias químicas presentes nos perfumes e produtos perfumados podem desencadear reações irritativas em pessoas sensíveis. Essas reações podem provocar crises de espirros, coriza e coceira no nariz, muito semelhantes a uma reação alérgica.


 

2. Produtos de limpeza com fragrâncias fortes agravam a rinite?


Verdade. Muitos produtos de limpeza contêm compostos voláteis que podem irritar as mucosas nasais e desencadear sintomas irritativos. Optar por versões sem perfume ou hipoalergênicas pode ser uma alternativa para minimizar os desconfortos.


 

3. Odores fortes podem desencadear uma crise alérgica?


Mito. Os odores em si não causam alergia, mas algumas substâncias químicas liberadas no ar por produtos perfumados podem irritar as vias respiratórias e levar a sintomas semelhantes aos da rinite alérgica. Isso ocorre devido a uma hipersensibilidade do nariz a essas substâncias.


 

4. Velas aromáticas e difusores podem ser prejudiciais para quem tem rinite?


Verdade. Muitos desses produtos liberam partículas no ar que podem irritar as vias respiratórias, especialmente se contiverem óleos essenciais ou fragrâncias sintéticas. Quem sofre com rinite deve evitar o uso frequente ou optar por versões naturais e hipoalergênicas.

 


5. É possível evitar a alergia a perfumes e fragrâncias?


Verdade. Algumas medidas podem ajudar a reduzir o impacto das fragrâncias no dia a dia. Evitar o uso excessivo de perfumes e produtos perfumados, manter os ambientes bem ventilados e utilizar produtos hipoalergênicos são algumas opções. Além disso, o tratamento com antialérgicos, indicado por um alergologista, otorrinolaringologista ou clínico geral, pode aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

 

Embora os odores não sejam, por si só, agentes causadores de alergia, muitas substâncias químicas presentes em perfumes, produtos de limpeza e aromatizantes podem desencadear crises respiratórias em pessoas sensíveis. Identificar os gatilhos individuais e buscar orientação médica são passos essenciais para controlar a rinite alérgica e evitar desconfortos desnecessários.

 

Glenmark Pharmaceuticals


Dia Mundial do Sono: Nutricionista explica como a alimentação pode favorecer um descanso de qualidade

Head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, Gisele Pavin, explica a importância dos alimentos para uma boa noite de sono 

 

O sono desempenha um papel fundamental na regulação do ritmo biológico do corpo, impacta desde a memória e o humor até a imunidade e a produção hormonal. E para ter um descanso de qualidade, a alimentação equilibrada é essencial. No Dia Mundial do Sono, Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, destaca a importância da nutrição na relação com as noites de qualidade.

“Uma alimentação balanceada é fundamental para a produção adequada de neurotransmissores e hormônios que regulam o sono, como a melatonina. Incluir alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como grãos integrais, legumes e verduras de folhas verdes escuras, pode auxiliar na síntese de melatonina e serotonina, promovendo um sono de qualidade”, afirma Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

Além de promover o descanso, a melatonina também exerce funções antioxidantes, de imunidade e na produção de outros hormônios importantes. É também um hormônio produzido pela glândula pineal a partir da serotonina e tem sua liberação influenciada pela exposição à luz. À medida que a noite cai, sua produção aumenta, ajudando a garantir um sono reparador. 

Para potencializar a saúde do sono, a adoção de hábitos saudáveis também é necessária.  Entre as principais recomendações da profissional, estão:

  • Faça higiene do sono: criar uma rotina relaxante antes de dormir, evitando telas e luzes intensas no período noturno;
  • Evite alimentos estimulantes antes de dormir: substâncias como cafeína, encontradas no café, chá preto, chá verde, chá mate, refrigerantes, chocolate e guaraná em pó, podem prejudicar o sono;
  • Pratique ações relaxantes: tomar um banho quente, diminuir as luzes do ambiente e evitar estímulos sonoros intensos ajudam a preparar o corpo para o descanso.
  • Tenha uma rotina de exercícios físicos: a atividade física constante contribui para um sono mais profundo, desde que realizada em horários que não impactem a hora de dormir.
  • Evite álcool e cigarro: o consumo dessas substâncias pode comprometer a qualidade do sono e afetar a recuperação noturna do organismo.
  • Suplementos podem auxiliar: alguns nutrientes podem estimular a produção natural de melatonina. A suplementação é uma opção para aqueles que necessitam de suporte adicional, auxiliando na regulação dos ciclos circadianos e proporcionando um descanso reparador. 

“Ter uma boa noite de sono não depende apenas do tempo que passamos na cama, mas também da qualidade do descanso. Pequenas mudanças na rotina alimentar e no estilo de vida podem fazer toda a diferença na disposição e na saúde ao longo do dia. É sempre importante buscar o direcionamento de profissionais para tomadas de decisão e uso de suplementações”, conclui Gisele Pavin.

Para quem procura receitas que apoiem a boa alimentação, o site Receitas Nestlé possui  milhares de opções de receitas, livros e cursos gratuitos. E o  Chat Nutri torna possível tirar dúvidas diretamente com nutricionistas, de forma gratuita.

 

“Faça da saúde do sono uma prioridade" é o tema da Semana do Sono 2025


A campanha educativa da Academia Brasileira do Sono acontecerá de 14 a 20 de março

 

Uma das práticas mais importantes para manter a saúde em dia é dormir bem. O sono de qualidade é, sem dúvida nenhuma, a base para uma vida livre de doenças físicas e mentais. Por isso, a Academia Brasileira do Sono (ex-Associação Brasileira do Sono), que engloba a Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS), irá realizar, entre os dias 14 e 20 de março, a Semana do Sono 2025, com o tema "Faça da saúde do sono uma prioridade". 

A campanha educativa da Academia é premiada internacionalmente e acontece anualmente em todo o Brasil para conscientizar a população sobre a importância do sono. São centenas de ações promovidas por profissionais de diferentes áreas da saúde para orientar os brasileiros com informações qualificadas e com novidades em pesquisas. A Semana do Sono contará, de forma on-line, com dicas em vídeos chamadas "Gotas de Sono", lives e webinars. Já as atividades públicas acontecerão em dezenas de cidades com alertas e esclarecimentos para o sono se tornar o centro dos cuidados com a saúde. 

A coordenadora da campanha, Dra. Luciana Studart, fonoaudióloga e professora da UFPE, explica que: "Todas as recomendações de saúde hoje abordam o sono. No tripé para uma vida saudável estão a alimentação, a atividade física e o sono. Precisa existir um compromisso com a questão comportamental, não esperar que as doenças cheguem e priorizar no intuito da prevenção. Que isso seja realmente um cuidado, dormir bem deve ser uma prioridade na vida das pessoas". 

A 2ª Vice-Coordenadora do Conselho de Administração da Academia, Dra. Danielle Clímaco, pneumologista acrescenta: “Durante a Semana do Sono, as ações são concentradas para trazer maior visibilidade sobre as questões relacionadas à saúde do sono. Muitos ainda desconhecem que há profissionais especializados para a devida condução diagnóstica e tratamento dos distúrbios do sono. Muitos procuram assistência após essas campanhas de maior divulgação, pois reconhecem que algum sintoma ou condição clínica pode ter origem no sono. As publicações em mídias e ações presenciais, alcançam tanto o público leigo quanto profissionais da saúde”. 

A Semana do Sono acontece no mesmo período do World Sleep Day (Dia Mundial do Sono), este ano comemorado no dia 14 de março, para a valorização do sono como um elemento crucial para o bem-estar geral. O evento conta com apoio do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO).

 

Academia Brasileira do Sono- ABS


Março amarelo: tempo para falar sobre endometriose

Março é o mês escolhido para falar sobre endometriose. Embora a doença seja benigna, compromete a qualidade de vida de mais de 7 milhões de brasileiras, seja por causa das dores muitas vezes intensas, da infertilidade e da longa e difícil jornada até o diagnóstico e tratamentos muitas vezes ineficazes e inadequados.

Infelizmente, as mulheres com endometriose podem levar de 5 a 12 anos e passar por cinco ou mais médicos até obter o diagnóstico e/ou tratamento adequado. A demora pode ser explicada pela “normalização da dor” em mulheres, falta de profissionais de saúde com expertise na abordagem da doença, preferência pela automedicação, falta de conhecimento das opções de tratamento, experiências anteriores negativas com cuidados de saúde, vergonha e constrangimento.

Afetando até 10% das mulheres em idade reprodutiva, a endometriose se manifesta principalmente por dor pélvica e dificuldade para engravidar. A doença caracteriza-se pela presença do tecido que reveste o útero (endométrio) na pelve feminina e em outras localizações incluindo intestino e pulmões. Acredita-se que a doença surja da interação de múltiplos elementos incluindo fatores genéticos, imunológicos, inflamatórios, hormonais e ambientais.

A dor pélvica é um sintoma muito comum e suas características podem variar. Cólicas menstruais são frequentes, mas outros tipos de dor pélvica não relacionada ao ciclo menstrual podem ocorrer, inclusive durante o ato sexual, ao evacuar ou urinar. A piora da dor durante o período menstrual também sugere a possibilidade de endometriose.

É importante salientar que em até 25% das mulheres, a doença pode ser silenciosa e o diagnóstico às vezes é feito durante a investigação de infertilidade. A infertilidade também é uma condição associada à endometriose, embora nem toda mulher com endometriose seja infértil. Entre as inférteis, entretanto, até 50% tem endometriose.

O alerta para a presença de endometriose pode surgir durante a consulta médica com o relato dos sintomas e realização do exame clínico ginecológico. A ultrassonografia pélvica e transvaginal (USTV) com preparo intestinal e a ressonância magnética (RM) com protocolos especializados são os principais métodos por imagem para detecção e estadiamento da doença. Tais exames, entretanto devem ser realizados por profissionais com treinamento e experiência nesse diagnóstico. A videolaparoscopia com biópsia das lesões endometrióticas fica reservada para casos específicos após avaliação especializada.

A decisão sobre a realização de tratamento clínico (medicamentoso) ou cirúrgico depende dos sintomas apresentados, assim como do desejo reprodutivo, da idade da mulher e das características das lesões (localização e gravidade da doença). Em casos onde a endometriose pode levar a obstrução intestinal ou das vias urinárias por exemplo, a cirurgia é a única opção. O objetivo da cirurgia, quando indicada, é remover todos os focos visíveis e/ou palpáveis de endometriose em uma única cirurgia com foco na melhora a dor e da qualidade de vida. Estudos revelam que os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é realizado por equipe multidisciplinar.

Nos casos de infertilidade, é preciso avaliar a idade da mulher, a reserva ovariana (quantidade de óvulos nos ovários que pode ser feita por dosagens hormonais e ultrassonografia), a permeabilidade das trompas e o espermograma. Nesses casos o tratamento com medicamentos não deve ser usado e o uso de técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro é a melhor opção.

Vale ressaltar que a doença é crônica e a cura definitiva não ocorre. Dessa forma, os tratamentos não-cirúrgicos devem ser maximizados para evitar cirurgias repetidas que não necessariamente produzem alívio da dor. Educar e falar sobre endometriose é vital pois a doença pode impactar negativamente o curso de vida das mulheres, visto que o início dos sintomas geralmente ocorre na juventude, um período da vida quando várias decisões cruciais precisam ser tomadas. O acesso ao diagnóstico e tratamento precoce com que leve em consideração características individuais e objetivos de vida de cada mulher pode aliviar os efeitos negativos da endometriose e permitir a estas mulheres uma vida plena e digna.

  

Márcia Mendonça Carneiro - Ginecologista do Biocor /Rede D’Or, Professora Titular- Departamento de Ginecologia e Obstetrícia – Faculdade de Medicina da UFMG



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