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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Plano de saúde mental nas empresas: como se adaptar às regras da NR-1?


Quanto sua empresa, genuinamente, se preocupa com a saúde mental dos profissionais? A partir do dia 26 de maio, deste ano, o estabelecimento de um plano voltado para essa questão passará a ser obrigatório no país, devido a uma exigência da atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1). Até lá, caberá às empresas fazerem sua lição de casa e reajustarem sua política interna para atender as novas regras – se preocupando não apenas em atender a uma conformidade regulatória, como em, acima de tudo, prezar pela saúde mental de seus times.

Equilibrar a saúde mental com o trabalho tem se tornado cada vez mais relevante para os profissionais e, ao mesmo tempo, algo desafiador de ser conquistado. Em 2023, como exemplo, dados divulgados em um estudo da Conexa, mostraram que 87% das empresas registram afastamento por saúde mental, sendo a ansiedade o transtorno que mais gerou esse afastamento, em 51% dos respondentes.

De fato, são inúmeros os desafios emocionais que todos nós enfrentamos no dia a dia, o que vem elevando a importância deste tema no mercado, motivando e justificando a exigência na busca garantir um ambiente de trabalho mais justo e humano – como é o caso dessa NR-1, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024.

Em suas regras, a norma exige que as empresas identifiquem e gerenciem os riscos psicossociais que podem afetar a rotina de trabalho dos funcionários, os quais, segundo uma definição da própria Organização Internacional do Trabalho (OIT), são reconhecidos como um dos principais desafios para a segurança e saúde ocupacional, capazes de afetar a saúde mental, o bem-estar dos trabalhadores e até a produtividade das empresas.

Dentre os principais fatores psicossociais que podem desencadear esses problemas, estão a carga de trabalho excessiva ou insuficiente; pressão por produtividade e prazos curtos; falta de autonomia e controle sobre as tarefas; ambiente de trabalho tóxico e relações interpessoais difíceis; assédio moral e sexual; turnos longos e trabalho noturno; e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Com a NR-1, as empresas precisarão ter um olhar bastante direcionado ao bem-estar emocional de seus times. Na prática, isso significa criar ações para acompanhar o estresse excessivo, o acúmulo de tarefas e até situações de assédio moral. Além disso, essas medidas precisarão ser incluídas no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). O prazo para adaptação será até 26 de maio de 2025 e, até lá, as empresas precisarão revisar seus processos e implementar novas práticas de gestão. A fiscalização será mais rigorosa, e quem não seguir as regras pode sofrer as consequências como multas e outros.

Para ajudá-las a se adequar frente a essa norma, existem algumas estratégias altamente eficazes capazes de contribuir com este objetivo, incluindo o desenvolvimento de programas de bem-estar que contemplem políticas referentes ao cuidado com a saúde mental, ações periódicas que promovam a inclusão de atividades físicas na vida dos colaboradores, workshops que tragam a importância de uma alimentação saudável, controles para gerenciamento do estresse, além de oferecer suporte psicológico, palestras relacionadas à saúde mental e fomentar uma cultura com boas relações interpessoais.

Investir no bem-estar dos funcionários vai além de uma obrigação, mas também é uma forma de aumentar a produtividade e reduzir possíveis afastamentos. Afinal, ambientes saudáveis fazem com que as equipes fiquem mais engajadas e satisfeitas. Ao adotar essas estratégias, as empresas não apenas cumprem as exigências legais, mas também promovem um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, beneficiando tanto os funcionários quanto o próprio negócio como um todo.

 


Amanda Alves - coordenadora de Recursos Humanos da Ecovis® BSP.


BSP
https://ecovisbsp.com.br/


Crimes sexuais contra mulheres aumentam no Carnaval

ONG Ficar de Bem atua no combate a qualquer forma de violência e outras violações de direito de gênero e oferece suporte a vítimas 

 

O período de carnaval registra um crescimento significativo nos crimes contra mulheres e adolescentes impulsionado pela combinação de grandes aglomerações, consumo excessivo de álcool e a sensação de impunidade. Assédios, importunações sexuais, violência doméstica e feminicídios são algumas das ocorrências mais comuns neste período. 

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, em 2024, o Brasil registrou mais de 78 mil casos de estupro, uma média de nove por hora. Do total, 67.820 vítimas são mulheres. O levantamento também aponta que, no mesmo período, 1.400 casos de feminicídio foram registrados em todo o país.

Diante dessa realidade, a ONG Ficar de Bem, organização que atua no combate à violência e na assistência a mulheres violadas em seus direitos, reforça a importância de medidas preventivas e de apoio às vítimas. “O aumento desses crimes, em especial no carnaval, reflete a cultura da impunidade e a naturalização da violência contra a mulher. É imprescindível que haja conscientização, fiscalização e punição rigorosa para os agressores”, afirma Melissa Terron, superintendente da Ficar de Bem.

O assédio e a importunação sexual também são práticas recorrentes durante o carnaval e podem ser denunciadas, apoiadas na Lei de Importunação Sexual n° 13.718/2018, que prevê prisão para quem comete atos libidinosos sem o consentimento, ou seja, beijos forçados, apalpadelas, puxões de roupa, exposição de genitália em público e “encoxadas” são considerados crimes e passíveis de punição. 

“Muitas pessoas ainda vêem essas atitudes como normais ou esperadas em meio à folia, mas elas representam uma violação do direito das mulheres à segurança e à liberdade”, ressalta Melissa.

Para apoiar mulheres que sofreram qualquer tipo de violência, a Casa da Mulher Paulista, projeto da ONG Ficar de Bem na região do ABC, oferece assistência integral, em parceria com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Juizados Especiais, Ministério Público e a Defensoria Pública. O espaço funciona como um centro de apoio para vítimas de agressões físicas, psicológicas e sexuais, garantindo atendimento sigiloso e acompanhamento jurídico e psicossocial.

“O medo e a vergonha impedem muitas mulheres de buscar ajuda. Na Casa da Mulher, elas encontram um ambiente seguro, onde podem relatar suas experiências sem julgamento e receber o suporte necessário para reconstruir suas vidas”, comenta Terron.

A Ficar de Bem reforça a importância da denúncia como forma de enfrentar a violência. “O silêncio protege os agressores e perpetua o ciclo de violência. Denunciar é um ato de coragem e um passo fundamental para que a justiça seja feita”, reforça a superintendente.

Vale destacar que a denúncia pode ser realizada pelos canais Disque 100, 180 ou 190, que direcionam as informações aos órgãos competentes, como a polícia ou o Ministério Público. Também é possível registrar a denúncia diretamente em uma delegacia ou em uma Promotoria de Justiça local. 

Após o registro da ocorrência, as vítimas podem ter acesso a medidas protetivas, acompanhamento psicológico, assistência jurídica e atendimento médico para profilaxia contra doenças sexualmente transmissíveis e, se necessário, interrupção da gravidez nos casos previstos em lei.

“A segurança é direitos sociais das mulheres precisam de políticas públicas efetivas, fiscalização rigorosa e uma sociedade que se comprometa a não tolerar nenhuma forma de violência de gênero”, conclui Melissa Terron.


Ataques de ransomware contra o setor da saúde cresceram 146% no Brasil no último ano

Segundo a Kaspersky, o país registrou 16 mil tentativas de violação ao longo de 2024 ante 6,5 mil em 2023


De acordo com levantamento da Kaspersky, embora o número total de ataques tenha se mantido estável em relação a 2023, quando foram registradas 483 mil detecções de ransomware, o setor de saúde sofreu um aumento significativo no número de tentativas de ataque, que passaram de 6,5 mil em 2023 para 16 mil em 2024 – um crescimento de 146%. Com isso, o setor saltou do 7º para o 3º lugar no ranking dos mais atacados no país.
 

Segundo a empresa de cibersegurança, os grupos de ransomware – tipo de vírus que tem como objetivo sequestrar dados sensíveis de empresas para pedir resgates em dinheiro – demonstraram um alto nível de sofisticação na exploração de vulnerabilidades de rede, empregando uma série de técnicas para alcançar seus objetivos. Foram utilizadas ferramentas de segurança amplamente conhecidas, capazes de explorar falhas expostas ao público a fim de se se infiltrar em seus alvos, ressaltando a importância de medidas robustas de cibersegurança na defesa contra esse tipo de ataque. 

O setor da saúde há tempos figura entre os principais alvos de ataques de ransomware, mas em 2024 houve um crescimento exponencial, com aumento vertiginoso de 146%. Embora seja uma área altamente regulamentada no mundo todo, muitas pequenas e médias empresas do setor carecem de uma equipe dedicada à cibersegurança e seguem operando com hardware legado e software desatualizados, por falta de alternativas viáveis”, avalia Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina. 

Para proteger as empresas contra ataques de ransomware, a Kaspersky recomenda as seguintes medidas de segurança:

  • Mantenha todos os programas atualizados, tanto nos dispositivos quanto nos servidores, para impedir que os atacantes consigam explorar vulnerabilidades e consigam se infiltrar na rede corporativa.
  • Concentre sua estratégia de defesa na detecção de movimentação lateral e no bloqueio de atividades de transferência fraudulentas de dados confidenciais para a Internet (vazamento). Preste atenção especial ao tráfego de saída para detectar conexões de cibercriminosos com a sua rede.
  • Configure backups off-line que invasores não serão capazes de adulterar. Garanta que a empresa possa acessá-los rapidamente quando necessário ou em caso de emergência.
  • Ative a proteção contra ransomware em todos os endpoints.
  • Instale soluções anti-APTs e EDR, como as da Kaspersky, ativando as funcionalidades de descoberta e detecção de ameaças avançadas, investigação e rápida neutralização de incidentes.
  • Possibilite o acesso da equipe de seu SOC à inteligência de ameaças mais recente. O Kaspersky Threat Intelligence Portal é um ponto único de acesso a dados de ataques coletados por nossa equipe ao longo dos últimos 20 anos e ele é atualizado frequentemente com novas descobertas.

Os perigos do bed rotting para a vida profissional

Você já ouviu falar de ‘bed rotting’? Caso a sua resposta seja ‘não’ e você atue como gestor em alguma empresa - não importa o tamanho ou o segmento - aconselho a prestar atenção neste termo, especialmente se possui colaboradores mais jovens no seu time. Fazendo a tradução do inglês, o termo ‘bed rotting’ quer dizer ‘apodrecimento na cama’, e está relacionado a ficar um bom tempo enrolando na cama depois de acordar.

O termo ganhou força entre os mais jovens nas redes sociais, a partir de uma trend do TikTok. O público que vem aderindo essa prática, além de ajudar a difundir o seu conceito, é justamente a Geração Z, nascidos de 1996 a 2010, e que são criticados com frequências por grande parte das organizações diante de seus comportamentos e condutas, muitas vezes inadequados para o ambiente corporativo.

Apesar do ‘bed rotting’ estar sendo classificado como uma prática de autocuidado, ainda não existe nenhuma comprovação científica de que realmente funcione e muito menos que faça bem para a saúde das pessoas. Pelo contrário, passar tempo demais na cama sem fazer nada e “apodrecer”, como sugere o termo, só tende a trazer malefícios para as pessoas de forma geral, em suas vidas pessoais e profissionais.

A verdade é que, a partir do momento em que passamos a estar inseridos no mercado de trabalho, estamos sujeitos a ter demandas excessivas e que às vezes podem nos causar estresse e cansaço. Porém, quando nos encontramos nesse impasse, o ideal é procurar apoio da liderança para relatar o problema e alinhar o que pode ser feito para aliviar a sobrecarga, que pode acontecer sem que o líder perceba.

No entanto, vale salientar que para que isso aconteça, o gestor também precisa estar muito bem preparado para lidar com a situação, tanto para amparar o colaborador quanto para não julgá-lo, a fim de não prejudicar ainda mais seu bem-estar e eventualmente sua saúde mental. É fundamental que o líder tenha bastante jogo de cintura para entender o que está acontecendo para depois tomar as respectivas decisões.

Além de um descanso ou uma diminuição de atividades, a depender do caso, a liderança também pode pensar em maneiras de ajudar o time a se organizar melhor. Muitas vezes, as pessoas não necessariamente possuem tantas tarefas, mas não sabem como dividir o tempo e acabam levando tudo com a barriga, ou demorando para fazer, ou começando uma atividade e parando para começar outra, e assim por diante em um ciclo vicioso.

Considero essencial que o gestor consiga que os colaboradores percebam que o tempo de qualidade para descansar e até mesmo não fazer nada é muito importante, mas que deve ser limitado e compartilhado com as outras responsabilidades - seja na vida pessoal e especialmente no ambiente de trabalho, onde outros indivíduos dependem de você. O equilíbrio é um caminho para que funcione.

Neste aspecto, é preciso saber dar importância para a disciplina de acompanhamento das metas e dos objetivos do time, mas também aproveitar, enquanto líder, o momento olho no olho para tentar perceber aquilo que não está sendo dito em palavras, mas que o corpo está falando.

 

Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Os desafios da energia solar: gargalos que travam seu crescimento no Brasil

A evolução da energia solar no Brasil tem mostrado um crescimento acelerado nos últimos anos, mas ainda enfrenta vários obstáculos que limitam seu verdadeiro potencial. Apesar de o país possuir uma das maiores taxas de irradiação solar do mundo, existem entraves econômicos, regulatórios e de infraestrutura que dificultam a expansão dessa fonte de energia renovável. “O Brasil necessita de uma política competitiva e justa para o setor, que inclua a redução das taxas de impostos sobre alguns componentes e equipamentos", ressalta o diretor-geral da Fox ESS, Robson Meira.

O Brasil é o sexto país a atingir a marca de 50 gigawatts de capacidade instalada. Apenas China, EUA, Japão, Alemanha e Índia já haviam conquistado esse feito. Desde 2012, o setor já gerou mais de 1,5 milhão de empregos, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, nesses 13 anos, o setor trouxe ao Brasil cerca de R$ 239 bilhões em novos investimentos, motivados principalmente pelo segmento de geração distribuída — quando a fonte está instalada próxima ao local de consumo, como em residências. Isso corresponde a 49,06 GW do total de 35.004,5 MW. O sistema já reduziu mais de 63,5 milhões de toneladas de CO₂.

Obstáculos que impedem o crescimento do setor: Outro fator agravante é que, em vários estados, integradores têm enfrentado dificuldades, pois os projetos fotovoltaicos de seus clientes estão sendo suspensos por tempo indeterminado. Em alguns estados brasileiros há impedimentos sob a alegação de “saturação da rede”. Algumas concessionárias de energia no País alegam problemas como a inversão de fluxo de potência, especialmente no caso da geração distribuída. “Essas negativas de conexão por parte das distribuidoras têm impedido milhares de consumidores de aderirem à geração própria de energia solar, o que compromete o crescimento do setor”, complementa o executivo.

A infraestrutura de transmissão e distribuição de energia no Brasil também representa um grande desafio. No Norte e no Nordeste, regiões com enorme potencial de geração de energia solar, há dificuldades para conectar essa energia aos principais centros consumidores, principalmente devido à sobrecarga nas linhas de transmissão.

A energia solar no Brasil tem potencial para ser uma das principais fontes de energia renovável do país, aproveitando suas condições geográficas favoráveis. “No entanto, para que esse crescimento seja ainda mais expressivo, é necessário resolver os gargalos relacionados ao financiamento, à regulação e à infraestrutura. Além disso, é essencial uma política pública mais clara e consistente em termos de incentivos, tanto para importação de componentes quanto para a geração e armazenamento de energia solar, para que o Brasil se consolide como uma potência no setor”, alerta Robson.

Recentemente, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou, durante a Energyear 2025, em SP, que a regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia, incluindo baterias e usinas reversíveis, deve ser publicada até maio deste ano. Segundo a agência, o sistema de armazenamento agregará características que permitirão a continuidade da expansão das energias renováveis no Brasil.

"Este será um marco histórico na expansão da energia solar no Brasil. As pessoas terão a oportunidade de armazenar sua própria energia, garantindo mais autonomia e segurança no fornecimento. Dessa forma, poderão evitar transtornos decorrentes de cortes de energia, seja devido a condições meteorológicas, como tempestades, ou por falhas de manutenção das concessionárias."


Direitos de pacientes com câncer ainda são bastante desconhecidos

A Constituição e outras leis garantem uma série de direitos às pessoas que fazem tratamento oncológico, incluindo benefícios e isenções de impostos; muitas pessoas e até instituições ainda não sabem destes direitos  

 

As pessoas que enfrentam o câncer têm uma série de direitos e benefícios garantidos em lei, como forma de assegurar tanto o acesso à saúde quanto à subsistência social e econômica, por meio de benefícios financeiros, acesso ao trabalho e isenção de impostos. Estes direitos, no entanto, ainda são desconhecidos até nas próprias instituições públicas e empresas privadas que deveriam assegurar seu cumprimento, o que acaba se desdobrando em uma série de ações judiciais. Por outro lado, os direitos do paciente oncológico ainda são igualmente desconhecidos pela maioria da população em geral, que muitas vezes não se atenta a reivindicá-los junto às instituições, empresas e órgãos públicos - que também desconhecem estes direitos.   

“Isso pode ocorrer por vários motivos, a exemplo da falta de informação adequada e complexidade das leis e benefícios envolvidos. As instituições de saúde, como o SUS (Sistema Único de Saúde) ou os planos de saúde, muitas vezes não fornecem essas informações de forma clara ou acessível, além do fato de a burocracia também ser, possivelmente, um empecilho para o acesso a esses direitos”, avalia a advogada e professora Gabriela de Menezes, do curso de Direito da Universidade Tiradentes (Unit).  

Ela defende a adoção de medidas para ampliar o conhecimento da população e efetivar o respeito aos direitos desses pacientes com câncer. Elas incluem a divulgação de cartilhas e vídeos explicativos sobre os direitos e como acessá-los, além da realização de parcerias entre órgãos públicos, planos de saúde e instituições financeiras. “Deve haver ainda a simplificação de processos burocráticos, permitindo a esses pacientes o acesso aos benefícios e tratamentos por meio de plataformas online ou centros de atendimento especializados para pacientes com câncer, por exemplo, cujas informações sejam centralizadas”, orienta. 

 

Os principais direitos  

Entre os principais direitos garantidos aos pacientes oncológicos, está o do acesso rápido ao tratamento completo e adequado. A chamada “Lei dos 60 Dias” (12.732/2012) estabelece que, após o recebimento do diagnóstico, o tratamento de câncer deve ser iniciado em até 60 dias no SUS. Já o Estatuto da Pessoa com Câncer (Lei 14.238/2021), aprovado e sancionado em 2021, promove condições de igualdade e torna obrigatório o atendimento integral à saúde da pessoa com câncer.   

“Esse tratamento inclui diagnóstico, medicamentos, quimioterapia, e outros tratamentos. O SUS também é responsável pela cobertura de consultas médicas e exames necessários. A pessoa com câncer tem o direito de obter certos medicamentos gratuitos para o tratamento da doença, fornecidos pelo SUS. Em muitos casos, o paciente oncológico tem direito a acompanhante durante o tratamento, seja no hospital ou durante consultas, para que receba todo o suporte emocional e físico necessários e imprescindíveis”, cita Gabriela.   

A Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/1991) garante o recebimento do benefício do auxílio-doença pelo período em que o paciente com câncer estiver impossibilitado de trabalhar, desde que por mais de 15 dias consecutivos. Ele também tem o direito à licença médica ou afastamento do trabalho para o tratamento da doença, período pelo qual esse paciente pode receber o auxílio-doença da Previdência Social. A doença deve ser comprovada mediante exames médicos e laudos que atestem a incapacidade para o exercício das atividades laborais. E se não houver incapacidade para o trabalho, a lei garante que o paciente oncológico tem o direito de continuar em seu emprego.   

Quanto aos impostos, o paciente oncológico pode ser isento de pagar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre a compra de medicamentos e produtos relacionados ao tratamento, como quimioterápicos, além do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) em alguns estados. Ele também têm direito à isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos recebidos em algumas situações específicas, conforme a Lei nº 7.713/1988, que trata da isenção para pessoas com doenças graves, incluindo o câncer.   

Segundo a professora, existem outras normas específicas que tratam do acesso à licença para tratamento de saúde, à isenção de impostos em alguns casos e a facilidades em financiamentos, entre outros benefícios. “Esses direitos buscam diminuir o impacto da doença, que pode afetar não apenas a saúde, mas também a vida financeira e profissional do paciente”, diz Gabriela, acrescentando que todas estas leis se fundamentam nos artigos 5, 6 e 196 da Constituição Federal de 1988, os quais garantem o direito ao trabalho e à saúde para todos.  

 

E se for negado?   

Cada paciente oncológico e seus familiares podem tentar assegurar esses direitos pela via administrativa, em contatos diretos com as gestões dos órgãos responsáveis. Mas caso haja alguma negativa ou dificuldade, ele pode recorrer à Justiça, por meio de um advogado especialista ou da Defensoria Pública. Nesse caso, ele precisa apresentar documentos que comprovem a necessidade do direito pleiteado.   

O principal deles é um laudo médico que comprova o diagnóstico, especificando o tipo de câncer e a fase da doença. De acordo com a professora, o laudo é fundamental para qualquer ação relacionada ao tratamento, benefícios ou isenção de impostos. Também devem ser juntados relatórios e exames médicos, documentos pessoais (comprovante de residência, RG, CPF); comprovantes de negativa de direitos (cartas, e-mails ou protocolos); e carteirinha do plano de saúde, além de comprovantes de renda e declaração de pobreza, (se houver a necessidade da assistência jurídica gratuita).   

 

Universidade Tiradentes - Unit

 

Justiça proíbe iFood de exigir valor mínimo para pedidos em todo o Brasil

Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou que o iFood não pode mais exigir um valor mínimo para pedidos. A medida atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que considerou a prática abusiva e caracterizada como venda casada, o que é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A decisão possui abrangência nacional, ou seja, vale para todo o Brasil, e estabelece que o iFood elimine gradualmente a exigência de valor mínimo ao longo de 18 meses. Inicialmente, o limite será reduzido para R$ 30, com diminuições de R$ 10 a cada seis meses, até a completa eliminação da prática. Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser multada em até R$ 1 milhão por etapa não cumprida. Além disso, o iFood foi condenado a pagar R$ 5,4 milhões por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

Em resposta, o iFood informou que recorrerá da decisão e que a possibilidade de os restaurantes estabelecerem um pedido mínimo permanece válida. A empresa argumenta que o pedido mínimo é uma estratégia legítima que antecede o surgimento das plataformas de delivery e que existe em todo o setor para viabilizar a operação dos estabelecimentos parceiros. Segundo o iFood, sem essa prática, os restaurantes seriam obrigados a interromper suas operações para realizar pedidos de pequenos itens do cardápio, como, por exemplo, um refrigerante.

A Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) também se manifestou, afirmando que pedidos com valores baixos não compensam os custos atrelados. Fernando Blower, diretor-executivo da ANR, destacou que “o pedido mínimo no delivery existe desde que existem entregas de comida, em pedidos feitos diretamente aos restaurantes ou via plataformas”. Ele acrescenta que uma mudança desse tipo gera um impacto direto no orçamento dos restaurantes e no preço final de seus produtos, podendo prejudicar os clientes.

O advogado especialista em direito do consumidor, Dr. Yuri Simões, esclarece que a decisão mencionada ainda não é definitiva, podendo ser objeto de reforma na hipótese de interposição de recurso por parte do IFood.

Se de um lado o entendimento de que a prática de impor um valor mínimo para pedidos pode ser considerada abusiva - pois obriga o consumidor a adquirir mais produtos do que realmente necessita -, de outro há de se observar as diretrizes que permitem o bom funcionamento dos estabelecimentos alimentícios que se utilizam da plataforma: “A imposição de eliminação do preço mínimo em um primeiro momento pode significar um favorecimento ao consumidor, contudo, na prática, pode, na verdade, prejudica-lo, na medida que os restaurantes, para viabilizar a entrega de pequenos itens do cardápio, passem a praticar um preço acima de mercado ou, ainda pior, deixem de utilizar a plataforma, por uma questão exclusiva de inviabilidade econômica.”. Complementa: “É uma linha tênue entre o exercício de defesa do direito individual, e a defesa da ordem econômica coletiva, que prima pelo bom exercício da atividade empresarial.”

Dr. Yuri ressalta a importância da defesa do direito dos consumidores para evitar condutas temerárias das empresas, mas, de outro lado, destaca que não se pode perder de vista que toda e qualquer decisão deve ser proferida com uma visão ampla sobre o assunto debatido: “É fundamental que os consumidores estejam atentos aos seus direitos e denunciem práticas que considerem abusivas aos órgãos de defesa do consumidor, sendo que esse órgão tem que adotar uma ótica não apenas voltada para um dos lados da relação, mas sim do melhor atendimento para o interesse da coletividade”, orienta o advogado.

A decisão marca um importante precedente, que pode ter impacto direto na relação entre clientes e plataformas de delivery, devendo-se aguardar as próximas fases do processo para avaliar de uma forma mais precisa as alterações que serão provocadas no dia a dia.


Impactos do uso de álcool e drogas nas relações de trabalho


O alcoolismo e a dependência química são considerados doenças pela Organização Mundial de Saúde, e por isso devem ser tratadas da mesma maneira do que qualquer outra doença.

O uso excessivo de álcool e drogas é um problema que afeta a saúde dos trabalhadores das mais variadas formas, porém, no ambiente de trabalho, a questão se torna ainda mais grave, pois o empregado dependente de álcool ou drogas, pode sofrer ou causar acidentes de trabalho, especialmente em atividades que envolvam operação de máquinas pesadas ou trabalho em altura, aumentando significativamente o risco de acidentes de trabalho.

O Ministério da Previdência destaca que trabalhadores sob o efeito de substâncias psicoativas têm a capacidade de reação e percepção prejudicada, o que eleva as chances de falhas operacionais e incidentes.

Além disso, referidas doenças causam a redução da produtividade do empregado, prejudicando a atenção, a concentração e a tomada de decisões, podendo resultar em uma queda significativa da produtividade, aumento dos afastamentos e licenças médicas e, consequentemente, afetar a interação social no ambiente de trabalho. Funcionários que enfrentam dependência química muitas vezes têm dificuldades de comunicação, gerenciam mal o estresse e podem causar conflitos com colegas, o que gera um ambiente de trabalho tóxico e desmotivador.

Para conscientizar os empregados e os líderes, é importante que as empresas desenvolvam e implementem políticas claras e eficazes contra o uso de substâncias no ambiente de trabalho e expliquem os danos que o álcool e as drogas podem causar, ainda que utilizadas fora do ambiente de trabalho.

A empresa pode promover programas de conscientização como palestras sobre os efeitos do álcool e das drogas e campanhas para promover hábitos saudáveis, incentivando práticas que melhorem o bem-estar dos funcionários, como alimentação saudável e atividades físicas. O apoio psicossocial no ambiente de trabalho também é muito importante e pode ajudar a reduzir o consumo dessas substâncias.

Importante salientar que a empresa tem o dever de cuidar da saúde de seus empregados, de modo que não pode demiti-los sem justa causa, caso comprovada referidas doenças, salvo se comprovarem alguma reestruturação na empresa ou cortes financeiros, por exemplo, tendo em vista que muitos Tribunais consideram a dispensa como discriminatória, pois causa estigma, e nos termos da Súmula 443 do C. Tribunal Superior do Trabalho, presume-se discriminatória a dispensa de trabalhadores com doença grave e estigmatizante.

Em recente julgamento realizado este ano (Processo 0000257-59.2024.5.09.0567), o Desembargador Valdecir Edson Fossatti do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná julgou procedente o pedido de um trabalhador que foi dispensado por ser portador de alcoolismo, por considerar a dispensa discriminatória, fundamentando que “restou demonstrado nos autos que o autor era portador de doença grave e estigmatizante, pois dependente de álcool. Nos termos da Súmula 443 do TST, presume-se que a dispensa foi discriminatória, motivo pelo qual cabia à reclamada comprovar o contrário, ou seja, que a dispensa se baseou em motivo de ordem técnica, organizacional ou financeira, ônus do qual não se desincumbiu.”

Nesse mesmo sentido, a jurisprudência do C. Tribunal Superior do Trabalho também “é firme no sentido de que, nos casos em que configurada a dependência química do empregado, presume-se discriminatória a sua dispensa, nos termos da Súmula nº 443 do TST”. (Processo 01001084720205010078). Por isso, é importante que o empregado que possui referidas doenças tenha o correto tratamento médico para se manter no mercado de trabalho, bem como que o empregador faça sua parte para conscientizar os empregados, bem como dê todo o auxílio para que o empregado se cure e mantenha-se em suas atividades.

As ações preventivas, alinhadas com as melhores práticas e políticas públicas, podem resultar em um ambiente de trabalho mais produtivo, seguro e saudável para todos os envolvidos, por isso, é importante que empresas e governos trabalhem juntos para implementar estratégias de prevenção e tratamento, promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros. A conscientização, a educação, o apoio psicossocial e a implementação de políticas eficazes são passos fundamentais para diminuir o uso de substâncias no trabalho e melhorar a qualidade de vida dos empregados.



Giovanna Tawada - advogada trabalhista e sócia no Feltrin Brasil Tawada Advogados

Transformando o "não": como vendedores podem lidar com rejeições de forma estratégica

A rejeição é um elemento constante na vida de qualquer vendedor. Ouvir "não" pode ser desanimador, mas também pode se tornar uma oportunidade poderosa de aprendizado e crescimento. O que diferencia um vendedor de sucesso não é a ausência de rejeições, mas como ele as transforma em trampolins para conquistas maiores.

Eu Paula Olaf atuo na área comercial há 15 anos e já faz parte da minha rotina recebe não!

Se você quer saber como transformar cada "não" em um degrau para o sucesso, continue lendo e veja estratégias práticas que podem mudar sua abordagem.

1. Descubra a raiz do "não"

Nem toda rejeição é definitiva. Muitas vezes, ela reflete dúvidas, falta de entendimento sobre o produto ou simplesmente um momento inadequado. Por isso, é essencial explorar o contexto da negativa.

Pergunta estratégica: "Entendo sua posição, mas poderia me explicar melhor o que não atendeu às suas expectativas?" Essa postura demonstra interesse genuíno e pode revelar insights valiosos sobre como ajustar sua abordagem.

Transforme a rejeição em aprendizado

2. Transforme a rejeição em aprendizado

Cada "não" é uma chance de revisar e melhorar seu processo de vendas. Reflita sobre cada interação:

Você captou corretamente as necessidades do cliente?

Sua proposta foi personalizada e relevante?

O momento era propício para o cliente?

Dica prática: Mantenha um registro das objeções mais comuns. Isso ajudará a criar respostas mais precisas e a se preparar para futuras negociações.

 

3. Ajuste, mas mantenha a essência

Receber um "não" pode ser um sinal de que é necessário ajustar a estratégia. Teste formas diferentes de apresentar o mesmo valor, sem perder o foco principal.

Técnica da validação: "Entendo que o orçamento pode ser um desafio agora. Muitos clientes sentiram o mesmo antes de perceber os benefícios que...”

Alternativa de escolha: "Talvez possamos revisitar essa conversa no próximo trimestre? Ou, quem sabe, explorar uma solução mais ajustada agora?"

O segredo é insistir com inteligência, sem ser invasivo.

 

4. Aproveite seu CRM como um aliado

Um "não" hoje pode se transformar em um "sim" amanhã. Use o CRM para documentar todas as interações, objeções e insights, criando um histórico útil para abordagens futuras.

Dica de ouro: Estabeleça lembretes para follow-ups baseados em eventos relevantes, como o lançamento de novos produtos ou mudanças no mercado.

 

5. Adote a mentalidade do crescimento

Rejeições não definem seu valor como vendedor. Encare cada "não" como parte natural do processo de vendas e concentre-se no que pode ser aprendido e melhorado.

Transforme "não" em oportunidades

Muitos dos melhores negócios começam com um "não". A maneira como você responde à rejeição pode impressionar e abrir portas no futuro. Cultive empatia, escuta ativa e resiliência para transformar desafios em conexões duradouras.

💬 E você, qual dessas estratégias vai adotar hoje mesmo? Vamos juntos transformar cada "não" em uma oportunidade de aprendizado e crescimento! 🚀

  

Paula Olaf - fundadora e Diretora na Fábrica de SDR I Pink Sua Vida I Telemarketing Automotivo I Agendamentos I Treinei mais de 4.000 SDRs I Palestrante no RD Summit SP I Ajudo Mulheres em Situação de Vulnerabilidade 


Empreendedorismo jovem no Brasil cresceu nos últimos anos

74,9% dos jovens empreendedores possuem ensino médio ou superior completo, o que demonstra um perfil mais qualificado e preparado para os desafios do mercado




O empreendedorismo jovem no Brasil tem ganhado destaque nos últimos anos, com um número crescente decididos a iniciar seus próprios negócios. Dados de um estudo internacional, com apoio do Sebrae, revelam que houve um crescimento de 25,6% entre 2012 e 2023. Além disso, 74,9% dos jovens empreendedores possuem ensino médio ou superior completo, o que demonstra um perfil mais qualificado e preparado para os desafios do mercado.

Esse fenômeno não é apenas uma tendência, mas uma mudança significativa no comportamento das novas gerações, que buscam, além da independência financeira, a inovação e a transformação de suas ideias em negócios reais.

Em setores como tecnologia, estética, alimentação e serviços digitais, esse novo perfil de empreendedor tem se mostrado mais inovador e disposto a enfrentar os desafios da gestão.

No entanto, apesar do aumento no número de jovens que decidem abrir sua própria empresa, o caminho do empreendedorismo não é fácil, ainda enfrenta barreiras significativas, como a falta de recursos financeiros, dificuldades no acesso a crédito, que são essenciais para o sucesso de qualquer novo negócio.

Embora o Brasil tenha se tornado um polo de inovação e novas ideias, o êxito no empreendedorismo exige muito mais do que criatividade. "Ele é impulsionado por uma combinação de inovação e desejo de transformar realidades. Porém, para ter sucesso, é essencial que eles invistam em capacitação e planejamento estratégico, com a ajuda de uma empresa de treinamentos", afirma André Minucci, mentor de empresários.

Os jovens precisam, cada vez mais, se capacitar para lidar com as dificuldades do mercado, o que envolve o desenvolvimento de habilidades como planejamento estratégico, gestão financeira, marketing e vendas.

"Embora a criatividade seja fundamental, os jovens empreendedores precisam desenvolver habilidades de gestão para garantir a sustentabilidade de seus negócios e enfrentar os desafios do mercado de forma eficaz", complementa Minucci.

Além disso, o papel das redes de apoio tem se mostrado fundamental. Muitas vezes, os jovens empreendedores não sabem por onde começar ou como estruturar seu negócio de forma sólida.

A falta de mentoria e de contatos qualificados no setor pode ser um dos maiores obstáculos, o que acaba atrasando o desenvolvimento do empreendimento. Isso destaca a importância de se investir em programas de capacitação e em espaços de troca de experiências que ajudem a superar desafios e a crescer profissionalmente.

Para que o Brasil continue a fortalecer sua base de empreendedores jovens, é essencial que o governo, empresas e instituições de ensino se unam para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo. Isso inclui, por exemplo, a oferta de cursos de capacitação, incentivos fiscais para pequenas empresas e um maior acesso ao crédito, especialmente para quem está começando.

Se bem apoiados e qualificados, eles têm o potencial de contribuir significativamente para a economia brasileira e, ao mesmo tempo, promover um impacto positivo na sociedade.


Riscos no Discord expõem crianças e adolescentes ao abuso virtual

Predadores se aproveitam da falta de moderação na plataforma para aliciar menores, enquanto especialistas alertam sobre a importância de medidas preventivas e corretivas 

 

O Discord, plataforma amplamente utilizada por jovens para jogos e interação social, se tornou um terreno fértil para predadores e abusadores. Casos recentes de aliciamento e exploração sexual de menores, revelados em investigações da mídia e denúncias públicas, acenderam um alerta entre pais e autoridades. O ambiente digital, que é marcado pelo anonimato e pela falta de moderação eficaz, facilita a ação de criminosos e pode desencadear traumas profundos nas vítimas.

Paulo Akiyama, advogado e especialista em direito empresarial e direito de família, explica que o anonimato nas plataformas digitais é uma das principais brechas exploradas pelos agressores. “O criminoso cria um vínculo de confiança, muitas vezes fingindo ser um amigo ou mentor. Esse contato inicial, que parece inofensivo, pode rapidamente evoluir para chantagens e situações de abuso grave”, afirma Akiyama.

Casos emblemáticos foram expostos em reportagens como a do Fantástico, que revelou práticas de tortura psicológica e exploração sexual no Discord. Criminosos conhecidos por codinomes como “Dexter” e “DPE” agiam em servidores privados, onde aliciavam adolescentes e as submetiam a situações degradantes. Uma investigação recente da SaferNet também apontou o aumento no número de denúncias relacionadas à exploração sexual infantil em plataformas como o Discord, impulsionado pelo isolamento social e pelo aumento do uso de ambientes virtuais.

  

Falta de moderação e a escalada do problema 

A facilidade de criar servidores privados e a ausência de uma supervisão eficaz fazem do Discord um espaço propício para a disseminação de conteúdo impróprio e o contato com predadores. Um estudo do MediaLab UFRJ mostrou que, embora a maioria dos usuários tenha entre 18 e 24 anos, meninas e adolescentes são os principais alvos de assédio e cyberbullying. “As empresas de tecnologia precisam assumir um papel mais ativo na proteção dos jovens. A falta de mecanismos de moderação coloca em risco milhares de usuários vulneráveis”, alerta Akiyama.

O impacto psicológico nas vítimas pode ser devastador. Mudanças de comportamento, isolamento social, queda no desempenho escolar e sinais de depressão são frequentemente observados em jovens expostos a situações de abuso online. A psiquiatra infantil Carla Torres destaca que, em muitos casos, o trauma pode se manifestar em forma de transtornos de ansiedade e fobia social. “Esses jovens, ao serem expostos a ambientes hostis, muitas vezes se fecham e têm dificuldades de estabelecer vínculos de confiança no mundo real. O apoio psicológico imediato é fundamental”, diz Torres. 

 

Como proteger os jovens 

Akiyama reforça que o papel dos pais é essencial para a prevenção. “O diálogo aberto é a chave para detectar situações de risco. Os jovens precisam saber que não serão julgados ao buscar ajuda”, afirma. Ele recomenda ainda o uso de ferramentas de controle parental, além da supervisão ativa sobre o tempo e os ambientes digitais frequentados pelos filhos. Configurar corretamente as opções de privacidade no Discord, limitando quem pode enviar mensagens ou adicionar amigos, também é uma medida importante.

No entanto, medidas preventivas não são suficientes quando o dano já foi causado. Em situações de abuso, é necessário agir rapidamente para proteger a vítima e punir o agressor. Akiyama orienta que os pais salvem todas as evidências, como conversas e prints de tela, antes de denunciar às autoridades. “A Polícia Federal e a SaferNet são as principais entidades de apoio nesse tipo de ocorrência. Denunciar o perfil diretamente na plataforma também ajuda a evitar que outros jovens sejam vítimas”, explica. 

 

Pressão por políticas mais rígidas 

A falta de moderação ativa por parte das plataformas digitais é alvo de críticas recorrentes. Embora o Discord tenha implementado algumas medidas de segurança, especialistas argumentam que essas ações são insuficientes para lidar com a escala do problema. Organizações de proteção aos direitos infantis, como a SaferNet Brasil, defendem políticas mais rígidas de verificação de idade e monitoramento proativo de conteúdos potencialmente nocivos.

O advogado acredita que uma solução duradoura passa por uma combinação de medidas preventivas, conscientização familiar e regulação do setor. “Não podemos esperar que a mudança venha apenas das empresas. Os pais, a sociedade e as autoridades precisam trabalhar juntos para garantir um ambiente online seguro para os jovens. A legislação brasileira já tem mecanismos para punir crimes digitais, mas é preciso aplicá-los de forma eficaz”, conclui Akiyama.

  

Onde buscar ajuda:

Disque 100: Canal gratuito para denúncias de abuso infantil e violação de direitos humanos.

Polícia Federal: Delegacias especializadas em crimes cibernéticos.

SaferNet Brasil: ONG dedicada à segurança digital e ao combate ao abuso infantil online.

Plataforma Discord: Possui ferramentas de denúncia interna para remoção de conteúdos e perfis.

A segurança digital exige vigilância constante, especialmente em plataformas de acesso massivo como o Discord. Com diálogo aberto, supervisão ativa e colaboração entre sociedade e governo, é possível reduzir os riscos e garantir um ambiente virtual mais seguro para as futuras gerações. 

 


Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.


Akiyama Advogados
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Brasileiros priorizaram dívidas negativadas com bancos e cartões, revela Serasa Experian

• Na visão geral, 60,6% dos débitos foram sanados em até 60 dias da negativação em agosto; 

• Consumidores da região Sul foram os que mais quitaram suas contas (64,8%). 

 

Segundo o Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, do total de débitos negativados em agosto de 2024, 60,6% foram regularizados em até 60 dias da negativação, ou seja, até outubro. Na abertura por setores, “Bancos e Cartões” recebeu o maior percentual de pagamentos (71,7%), seguido por “Utilities” (68,3%), que contempla contas de água, gás e energia. Confira os dados nos gráficos abaixo:

 



Para a economista da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, “a população costuma dar priorização para linhas de crédito, que funcionam como uma sustentação para fechar as contas no final do mês e para aquilo que não pode faltar, como os serviços básicos do dia a dia para não terem a interrupção da prestação do fornecimento”.  


Compromissos financeiros com valor acima de R$ 10 mil impulsionaram pagamentos 


 Os dados do Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores mostraram, ainda, que os compromissos financeiros com valor acima de R$ 10 mil foram os mais elegidos na hora de colocar as contas em dia (77,7%). Por outro lado, dívidas de até R$ 500 foram as menos contempladas (58,9%). Veja, na tabela a seguir, o detalhamento completo nesta visão:



Na análise pela idade das dívidas, aquelas com até 30 dias de vencimento foram as mais liquidadas (75,1%). Em seguida, ficaram as de até 60 dias (59,2%), 90 dias (46,5%), as que venceram há mais de 1 ano (45,5%), 180 dias (38,3%), e contas com 1 ano (32,0%%). 

Ainda segundo o levantamento, os consumidores da região Sul foram os que mais quitaram suas contas (64,8%), seguido pelo Nordeste (62,9%), Sudeste (59,9%), Norte (56,4%) e Centro-Oeste (55,6%). Veja, a seguir, a visão com todas as Unidades Federativas (UFs): 

 

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, acesse.

 


Metodologia

 

O Indicador de Recuperação de Crédito da Serasa Experian considera o número de dívidas incluídas no sistema de inadimplência em cada mês específico. A medida de até 60 dias para quitação dos compromissos financeiros deste indicador foi selecionada por refletir a régua comum utilizada pelas soluções de cobrança, mas esse tempo pode variar de acordo com cada credor. Além disso, a série histórica do índice ainda é curta, com dados retroativos desde 2017, dessa forma, não é possível afirmar períodos de sazonalidade, uma vez que seria necessário contar com no mínimo 05 anos de observação para fazer essa análise.

 

Experian
www.experianplc.com


BOLETIM DAS RODOVIAS

Via Anhanguera tem tráfego carregado nos dois sentidos

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta quinta-feira (13). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, há lentidão do km 13 ao km 10 e congestionamento do km 20 ao km 17. No sentido litoral, o tráfego é lento do km 63 ao km 65. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfegoé lento entre o km 19 ao km 14, sentido litoral o tráfego é normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra, no sentido interior, lentidão do km 96 ao km 98, tráfego intenso do km 60 ao km 61 e congestionamento do km 24 ao km 32, no sentido capital há lentidão do km 106 ao km 104 e do km 62 ao km 60, há tráfego intenso entre o km24 ao km 21 e congestionamento do km 14 ao km 11+360 por excesso de veículos. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há congestionamento do km 18 ao km 13+360 e tráfego intenso do km 61 ao km 60, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego intenso no sentido capital do km 36 ao km 34, sentido interior, tráfego normal. Já a Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, registra tráfego lentidão do km 31 ao km 24, do km 19 ao km 16 e do km 14+500 ao km 13+700, no sentido interior a lentidão segue do km 22 ao km 24.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão do km 24 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Guaianases recebe ações de empregabilidade da Prefeitura de São Paulo nesta quinta (13)

 

O processo seletivo realizado pelo Cate ocorre a partir das 10h para vagas no setor de teleatendimento. 

 

A unidade Guaianases do Cate - Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo  fará nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, sua primeira seleção de emprego com a presença de empresas. Os candidatos da zona leste da cidade de São Paulo, que procuram uma oportunidade no mercado de trabalho, podem se dirigir ao local no período das 10h às 12h. São 20 vagas de call center, com escala de segunda a sexta. É necessário apresentar RG, carteira de trabalho (digital ou física) e CPF. 

O processo seletivo, que ocorre nas instalações do Cate, dentro do Descomplica SP, contará com aprovação do candidato apto na hora. Os selecionados serão orientados para entrega de documentos e exame médico.  

Estudantes que estejam cursando o ensino médio também poderão conseguir sua primeira oportunidade de trabalho. A bolsa auxílio para o estágio é de R$ 800, com vale transporte no valor de R$ 360, além de comissão. 

Já para pessoas com ensino médio completo, experiência ou boa desenvoltura para a área de vendas, o salário chega a R$ 1.552. Para essa vaga é oferecido vale-transporte de R$ 360, vale-refeição de R$ 482, além da comissão. A contratação para todas essas oportunidades é imediata.

 

Descomplica SP 

Essa unidade da zona leste, inaugurada em maio de 2024, tem a capacidade de realizar até 300 atendimentos diariamente. O espaço visa desburocratizar e facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos, contando ainda ainda com serviços de Assistência Social, Subprefeitura e Junta Militar. Na unidade, também estão instalados totens da SPTRANS e do Poupatempo, assim como um posto bancário do Banco do Brasil, entre outros.

 

Outras oportunidades 

Para quem não é da região de Guaianases, o Cate disponibiliza mais de 1.800 vagas de emprego. Os salários dessas oportunidades variam de R$ 759 (aprendizes) a R$ 5.000 (analista financeiro), abrangendo setores como comércio, serviços, construção civil, saúde, entre outros. 

Para se candidatar, é necessário fazer o cadastro no Portal Cate ou visitar uma das 44 unidades da rede, que incluem tanto postos fixos quanto móveis, até o dia 12 de fevereiro (quarta). Durante o atendimento presencial, é preciso apresentar o RG, CPF e a carteira de trabalho, que pode ser na versão física ou digital.


Serviço:

Dia: 13 de fevereiro

Horário: 10h às 12h

Cate Guaianases

Endereço: Rua Copenhague, 112

 

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