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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Gestação Gemelar: fatores determinantes, riscos e cuidados


 A gestação gemelar é um fenômeno fascinante e desafiador dentro da obstetrícia e reprodução humana. Caracteriza-se pelo desenvolvimento simultâneo de dois ou mais fetos no útero materno e pode ocorrer tanto de forma natural quanto por meio de técnicas de reprodução assistida. Com o aumento da idade materna e o avanço das tecnologias de fertilização, a incidência de gestações gemelares tem crescido nos últimos anos. 

Embora seja um evento desejado por muitas famílias, a gestação gemelar apresenta particularidades que demandam um acompanhamento médico diferenciado. O risco materno-fetal é superior ao de gestações únicas, exigindo monitoramento rigoroso para garantir um desfecho seguro para a mãe e os bebês. Este artigo aborda os tipos de gestações gemelares, seus fatores determinantes, riscos e os principais cuidados pré-natais necessários para um bom prognóstico.
 

As gestações gemelares podem ser classificadas em dois grandes grupos:

1) Dizigótica (fraterna): resulta da fecundação de dois óvulos diferentes por dois espermatozoides distintos, gerando gêmeos geneticamente únicos, como irmãos comuns. Esses gêmeos podem ser do mesmo sexo ou de sexos diferentes e possuem placentas e sacos amnióticos independentes (dicoriônicos e diamnióticos).

2) Monozigótica (idêntica): ocorre quando um único óvulo é fertilizado e, posteriormente, sofre divisão em dois embriões geneticamente idênticos. Dependendo do momento da divisão, os gêmeos podem compartilhar placenta (monocoriônicos) e/ou bolsa amniótica (monoamnióticos). Esse tipo de gestação têm um risco maior de complicações, como a síndrome da transfusão feto-fetal.

A distinção entre gestação dicoriônica e monocoriônica é essencial, pois influencia diretamente o manejo obstétrico e o prognóstico fetal.
 

Diversos fatores aumentam a probabilidade de uma gestação gemelar, incluindo:

1) Idade materna avançada: mulheres acima de 35 anos apresentam maior liberação de FSH, o que pode levar à ovulação de múltiplos óvulos.

2) Histórico familiar: a herança genética tem um papel importante, especialmente nas gestações dizigóticas, sendo mais comum em algumas famílias.

3) Etnia: estudos indicam que mulheres de ascendência africana têm maior probabilidade de gestações gemelares, enquanto as asiáticas apresentam menor incidência.

4) Técnicas de reprodução assistida: a indução da ovulação e a fertilização in vitro (FIV) aumentam significativamente a taxa de gêmeos, principalmente com a transferência de múltiplos embriões.

A gestação gemelar está associada a complicações maternas e fetais mais frequentes do que a gestação única. Entre os principais riscos, destacam-se:

 

• Riscos Maternos:

Hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia: o risco é duas a três vezes maior em gestações gemelares.

Diabetes gestacional: o aumento da resistência à insulina pode predispor à diabetes durante a gestação.

Parto prematuro: cerca de 50% das gestações gemelares resultam em nascimento antes das 37 semanas.

Hemorragia pós-parto: o útero mais distendido está mais propenso à atonia uterina, aumentando o risco de sangramentos.

 

Riscos Fetais:

Síndrome da transfusão feto-fetal (STFF): ocorre em gêmeos monocoriônicos quando há desequilíbrio na troca sanguínea entre os fetos, podendo comprometer o desenvolvimento de um ou ambos.

Restrição do crescimento intrauterino (RCIU): a nutrição intra uterina pode ser comprometida, levando a diferenças significativas no peso dos bebês.

Anomalias congênitas: o risco de malformações é ligeiramente maior em gestações gemelares do que nas únicas.

 

Óbito fetal intra útero: em casos de complicações graves, um dos fetos pode não sobreviver, aumentando o risco para o gêmeo sobrevivente.

Diante dos riscos aumentados, o acompanhamento pré-natal deve ser rigoroso e individualizado. As principais recomendações incluem:

Consultas mais frequentes: enquanto em gestações únicas o pré-natal ocorre mensalmente no início, em gestações gemelares é recomendado um seguimento mais intensivo, com consultas quinzenais ou semanais no terceiro trimestre.

Ultrassonografia seriada: essencial para monitoramento do crescimento fetal e diagnóstico precoce de complicações, como a STFF. 

Na gestação gemelar, as necessidades nutricionais e de suplementação são mais elevadas em comparação com a gestação única, devido ao maior gasto energético e à demanda aumentada por nutrientes essenciais para o crescimento de dois fetos. As principais diferenças incluem:
 

1. Aumento das Necessidades Energéticas

O consumo calórico deve ser maior, com um acréscimo médio de 300 a 450 kcal/dia a mais do que o recomendado para uma gestação única. Isso ajuda a suprir as demandas fetais e reduzir o risco de restrição de crescimento intrauterino (RCIU).

2. Maior Ganho de Peso Recomendado.

Em gestações únicas, o ganho de peso recomendado varia conforme o IMC materno, mas em gestações gemelares, os valores são mais altos:

IMC normal (18,5–24,9): 16 a 24 kg

Sobrepeso (25–29,9): 14 a 22 kg

Obesidade (≥30): 11 a 19 kg

A distribuição do ganho de peso ideal é cerca de 5 a 7 kg no primeiro trimestre e 0,7 kg por semana no segundo e terceiro trimestres.

3. Suplementação Nutricional Específica

As necessidades de vitaminas e minerais são ampliadas para prevenir complicações materno-fetais:

Ácido fólico: a dose recomendada em gestação única é de 400 mcg/dia, mas em gestação gemelar recomenda-se 800 mcg a 1 mg/dia, devido ao maior risco de defeitos do tubo neural.

Ferro: a demanda é significativamente maior, pois há um risco aumentado de anemia. A recomendação é 60 a 100 mg de ferro elementar/dia, em comparação com 30–60 mg na gestação única.

Cálcio: fundamental para o desenvolvimento ósseo fetal e prevenção de pré-eclâmpsia. A dose recomendada é de 1000–1500 mg/dia.

Ômega-3 (DHA): auxilia no desenvolvimento neurológico e reduz o risco de parto prematuro. A suplementação recomendada é de 200–300 mg/dia.

Proteína: o aumento da ingestão proteica é essencial para a formação de tecidos fetais e placenta. O recomendado é cerca de 1,5 g/kg/dia, superior ao da gestação única.

4. Maior Risco de Deficiências Nutricionais

Gestantes de gêmeos estão mais propensas a desenvolver deficiências de ferro, cálcio, vitamina D e proteínas, o que pode levar a complicações como anemia, osteopenia materna e atraso no crescimento fetal.

O acompanhamento nutricional frequente é fundamental para ajustar a dieta e a suplementação conforme a evolução da gestação.

O acompanhamento nutricional individualizado é essencial para garantir um adequado crescimento fetal e reduzir complicações maternas, como pré-eclâmpsia, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Se precisar de mais detalhes, posso aprofundar algum ponto específico!

As gestantes de gêmeos geralmente precisam de mais repouso e cuidados especiais em comparação com gestantes de feto único, devido ao maior risco de complicações como parto prematuro, insuficiência cervical e síndrome da transfusão feto-fetal (STFF). No entanto, a necessidade de repouso absoluto deve ser avaliada caso a caso.
 

1. Repouso Relativo x Absoluto

Repouso relativo: recomendado para a maioria das gestantes gemelares, especialmente a partir do terceiro trimestre. Inclui redução de atividades extenuantes, evitar longos períodos em pé e manter intervalos de descanso ao longo do dia.
 

Exercícios Físicos São Permitidos

E sobre a prática de exercícios físico, em gestações gemelares sem complicações, atividades físicas de baixa intensidade (como caminhadas leves e alongamentos) podem ser mantidas até o final do segundo trimestre, com supervisão médica.

Exercícios de alto impacto, musculação intensa e atividades que aumentem a pressão intra-abdominal devem ser evitados.

A gestação gemelar é um evento único, que exige um acompanhamento diferenciado para garantir a saúde materna e fetal. Com os avanços na medicina materno-fetal e no manejo obstétrico, é possível reduzir riscos e melhorar os desfechos perinatais. O papel do especialista em reprodução humana é fundamental na orientação dos casais que desejam engravidar e na condução adequada dessas gestações.

Com um pré-natal bem conduzido e um acompanhamento criterioso, os desafios da gestação gemelar podem ser minimizados, proporcionando uma experiência mais segura para a mãe e os bebês.

 

Dra. Daianni da Cunha Barboza - graduada em Medicina pela Universidade de Cuiabá – UNIC. Pós-graduada em Reprodução Humana pelo Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo e título de especialista em Ginecologia e Reprodução Humana pela Febrasgo. Médica da Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR). CRM 7541 – MT | RQE 5300


Mulheres na menopausa têm maior risco de perda auditiva

 Especialista explica a relação entre as mudanças hormonais e a perda auditiva
 

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada por diversas mudanças hormonais, que podem impactar a saúde de diferentes formas. Além dos sintomas mais conhecidos, como ondas de calor, insônia e alterações de humor, muitas mulheres desconhecem que essa fase também pode afetar a audição. 

De acordo com a fonoaudióloga e especialista em reabilitação auditiva, Dra. Vanessa Gardini, da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP), a redução dos níveis de estrogênio pode comprometer o funcionamento do sistema auditivo, aumentando o risco de perda auditiva e do surgimento de sintomas, como o zumbido nos ouvidos. 

“Esse hormônio natural contribui para a circulação sanguínea adequada no ouvido interno, ajudando a manter as células auditivas saudáveis. Com a queda de seus níveis na menopausa, a audição pode ser afetada”, explica Dra. Vanessa.
 

Causas

Alguns dos principais fatores que podem influenciar a perda auditiva na fase da menopausa incluem:

 

- Redução dos níveis hormonais: a queda do estrogênio pode impactar a função das células ciliadas do ouvido interno, que são responsáveis pela captação dos sons. Esse enfraquecimento pode levar à perda auditiva progressiva.
 

- Problemas vasculares: a circulação sanguínea é essencial para manter o funcionamento adequado do sistema auditivo. Com as alterações nos vasos sanguíneos causadas pela menopausa, pode haver um déficit no fornecimento de oxigênio e nutrientes ao ouvido interno, podendo comprometer a audição.
 

- Aumento do zumbido (tinnitus): esse sintoma pode estar relacionado tanto às mudanças hormonais, quanto ao estresse e à ansiedade, que também são comuns nesse período, segundo a fonoaudióloga especialista.

 

Dra. Vanessa Gardini ressalta que a perda auditiva associada à menopausa pode ser gradual, tornando essencial a realização de exames auditivos regulares. “Muitas mulheres não relacionam a dificuldade para ouvir com as mudanças hormonais, às vezes, nem percebem e acabam adiando a busca por ajuda especializada. No entanto, o diagnóstico precoce permite com que haja mais opções de tratamento e melhora na qualidade de vida”, afirma. 

Para ter mais informações sobre prevenção e tratamento da perda auditiva e receber instruções de profissionais da área, acesse o site da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos (proouvir.com.br), siga as redes sociais (@proouvir) ou entre em contato pelo WhatsApp: (15) 3231-6776.
 

Luz de vagalume dá origem a sensor que detecta alterações celulares

À esquerda: Luciferase modificada aplicada em células de mamíferos
gera um semáforo de acidez: pH 6 (vermelho), 7 (amarelo) e 8 (verde);
 à direita, vagalume descoberto em 2006 na UFSCar
fotos: Gabriel Pelentir e Vadim Viviani

Enzima clonada a partir de inseto encontrado no campus de Sorocaba da UFSCar – e modificada por engenharia genética – permite monitorar a acidez intracelular, podendo ser empregada no estudo de doenças e fármacos

 

O gene que codifica uma enzima de um vagalume descoberto no campus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) deu origem a um biossensor capaz de indicar mudanças de pH nas células de mamíferos – o que pode ser útil no estudo de doenças e na avaliação da toxicidade de um candidato a fármaco, por exemplo.

A luciferase da espécie Amydetes vivianii muda de cor, passando do verde-azulado para o amarelo e o vermelho, à medida que a acidez diminui em fibroblastos, o tipo celular mais comum do tecido conjuntivo. Tudo isso com bastante intensidade e estabilidade, algo que não havia sido alcançado com outras luciferases testadas pelo grupo de pesquisadores.

O trabalho, apoiado pela FAPESP, foi publicado na revista Biosensors.

As luciferases são enzimas encontradas em seres vivos bioluminescentes, que geram luz quando oxidam a luciferina, um composto que também precisa estar presente no processo. A luciferase estudada agora provém de uma espécie descoberta em 2006 por um dos coordenadores do estudo, Vadim Viviani, coordenador do Laboratório de Bioquímica e Tecnologias Bioluminescentes da UFSCar. A enzima foi clonada em 2011 pelo seu grupo de pesquisa.

“Dentro da célula, as mudanças de pH podem ser indicadoras de processos como homeostase, proliferação e morte celular, entre outros. Nossa técnica tem potencial para estudar doenças ou a toxicidade de fármacos, por exemplo”, aponta Vanessa Bevilaqua, primeira autora do artigo e bolsista de pós-doutorado na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), campus de Sorocaba.

O trabalho foi realizado nos laboratórios coordenados por Viviani, na UFSCar, e por Eliana Duek, na PUC-SP. Duek também é apoiada pela FAPESP.

Outras luciferases testadas pelo grupo produziam luz avermelhada e que mudavam menos de cor na temperatura de 36°C, em que as células de mamíferos funcionam.

“A nova luciferase foi modificada para ser mais bem expressa em células de mamíferos. Além de ter uma maior amplitude de mudança de cor da luz, tem uma estabilidade maior e propicia um brilho [intensidade] mais forte. A técnica não é tóxica e não depende de fonte de luz externa, como no caso da fluorescência, outra forma de utilizar luz para estudar células”, explica Viviani.

Nos ensaios realizados pelo grupo, além de fazer imagens da bioluminescência em câmeras de fotodetecção, foi possível fotografar a luz emitida pelas luciferases nas células de mamíferos mesmo com a câmera fotográfica de um smartphone.

O brilho foi intenso pelos primeiros 30 minutos, quando começou a diminuir. Embora mais fraco, se manteve por pelo menos 12 horas – ainda que só pudesse ser detectado com um equipamento de fotodetecção avançado.

“Com isso, é possível usar a cor da luz para indicar o pH dentro de células, incluindo as humanas, e inferir se há estresse celular ou outro efeito relacionado com a acidez. É algo inédito e que desenvolvemos totalmente no Brasil”, acrescenta Viviani.

O trabalho integra o projeto “Desenvolvimento de insumos bioluminescentes para imunoensaios, análises ambientais e bioimagem”, apoiado pela FAPESP e coordenado por Viviani.

Outros coautores são Gabriel Pelentir, bolsista de doutorado na UFSCar, e Moema Hausen, professora na PUC-SP.


Histórico

Em estudos anteriores, os pesquisadores já haviam desenvolvido a aplicação da luciferase de outro vagalume, do gênero Macrolampis, para indicar o pH de células bacterianas (leia mais em: agencia.fapesp.br/20548).

Quando testada em células de mamíferos, porém, a bioluminescência emitida pela luciferase do Macrolampis era muito avermelhada e mudava pouco com alterações de pH, não tendo a estabilidade acima de 36°C e diminuindo a efetividade necessária para esse tipo celular.

O grupo de Viviani também desenvolveu durante a pandemia um imunoensaio que pode ser usado para detectar COVID-19 baseado na luciferase de Amydetes vivianii, que brilha quando em contato com anticorpos contra o SARS-CoV-2 (leia mais: agencia.fapesp.br/36330).

Com o trabalho agora concluído, o laboratório liderado pelo professor da UFSCar, que já tinha uma infraestrutura única para estudos e aplicações da bioluminescência, adquire também capacidade para realizar testes bioluminescentes em células de mamíferos.

Com isso, pode tanto realizar novos estudos com essa luciferase como testar outras que fazem parte do acervo do laboratório, reunido ao longo de mais de 30 anos pelo pesquisador, principalmente a partir de insetos brasileiros (leia mais em: agencia.fapesp.br/28840agencia.fapesp.br/31485 e agencia.fapesp.br/50429).

“Com este desenvolvimento, abrimos um leque de perspectivas que vão desde bioensaios de toxicidade de fármacos e cosméticos, efeito de biomateriais em células humanas e até mesmo novas formas de estudar células cancerígenas”, encerra Bevilaqua.

O artigo Selection and Engineering of Novel Brighter Bioluminescent Reporter Gene and Color- Tuning Luciferase for pH-Sensing in Mammalian Cells pode ser lido em: www.mdpi.com/2079-6374/15/1/18. 

 

André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/luz-de-vagalume-da-origem-a-sensor-que-detecta-alteracoes-celulares/53901



Onda de calor: como refrescar o corpo e o ambiente e evitar prejuízos à saúde?

Cuidados especiais devem ser tomados para enfrentar as altas temperaturas, principalmente por crianças, idosos e pessoas que já possuem alguma doença diagnosticada, como hipertensão arterial


Uma nova onda de calor está prevista para chegar a algumas cidades brasileiras nos próximos dias. Segundo entidades de meteorologia, os termômetros devem passar dos 34º C facilmente, fazendo com que a sensação térmica seja ainda maior. Quando isso acontece, muitas pessoas relatam sentir diversos tipos de mal-estar. 

Isto porque o suor é a principal forma de dissipar o calor, mas, em excesso, pode levar à desidratação, sobrecarregando o coração e causando diversas complicações. O sistema de termorregulação do corpo segue funcionando, mas não consegue dispersar o calor com a velocidade necessária. 

“Nos dias mais quentes, com o estresse que o corpo humano é submetido, perdemos mais líquido pela transpiração para controlar nossa temperatura corporal. Nos indivíduos com nível de hidratação baixo, o calor pode ser gatilho para fadiga, palpitação e o oscilação na pressão arterial”, alerta o Dr. Jorge Koroishi, cardiologista do Hcor. 

A situação pode ser ainda mais delicada para quem já tem alguma doença cardíaca, como a hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. A primeira ordem para os dias quentes é manter a hidratação, mas não é qualquer líquido que pode desempenhar essa função corretamente. O especialista indica a ingestão de água mineral, água de coco e sucos naturais com moderação, além de evitar as bebidas alcoólicas, pois aceleram o processo de desidratação. 

Mas como amenizar o calor do corpo e do ambiente? Além das recomendações sobre ingestão de líquidos, é preciso inserir frutas, legumes e verduras na dieta, reduzir o consumo de alimentos gordurosos ou fritos e usar roupas mais leves. Manter ventiladores estrategicamente posicionados, utilizar um climatizador e promover uma boa corrente de ar também podem ajudar a apaziguar o calor. 

“Nem sempre devemos seguir à risca o padrão de beber 2 litros de água, porque isso varia de acordo com as atividades diárias da pessoa, mas é importante repor todo o líquido perdido pelo suor e impedir o estresse térmico. Outras dicas são: evitar fazer exercícios físicos ao ar livre, utilizar filtro solar para proteger a pele dos raios UV e reduzir a exposição ao sol entre 10h e 16h. Se sintomas como apatia, fadiga e palpitação persistirem, consulte um médico”, conclui o Dr. Koroishi.


Hcor


Câncer: o que é o teste genético que detecta mutações, como o feito por Angelina Jolie

Com até 50% dos casos podendo ser evitados por meio da descoberta precoce, exames que detectam a propensão à doença em caráter hereditário ainda aguardam a incorporação e disponibilidade efetiva por meio do SUS


Nos últimos anos, a medicina personalizada ou de precisão tem revolucionado a tratativa direcionada ao câncer. Com um aumento de casos previsto em 77% até 2050, segundo um estudo da Sociedade Americana do Câncer – algo em torno dos 35 milhões de diagnósticos ao redor do mundo –, a possibilidade de se detectar precocemente a propensão ao desenvolvimento dos tumores, pode ser considerada uma das melhores maneiras de prevenção e um fator decisivo nesta corrida contra a doença.

É o que mostra Allan Munford, Gerente Regional LATAM de Marketing para Diagnósticos de Oncologia e Precisão da QIAGEN, multinacional responsável por trazer esse tipo de exame ao país. Ele explica que os testes genéticos se mostram relevantes ao identificar o potencial de surgimento da doença, antes mesmo que apareçam sintomas físicos e nódulos malignos, para que sejam adotadas medidas profiláticas, a exemplo das realizadas pela atriz Angelina Jolie, que optou por fazer a dupla mastectomia.

“Os testes genéticos para o câncer utilizam a técnica de sequenciamento de nova geração, o NGS. Isso quer dizer que esses exames analisam partes específicas do DNA e são capazes de identificar se existe alguma mutação nos genes diretamente relacionados a diferentes tipos de câncer de origem hereditária. Se for encontrada alguma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, por exemplo, pode ser um indício de propensão ao câncer de mama, ovário, próstata e pâncreas. Esse diagnóstico precoce poupa a saúde física e mental dos pacientes e sobretudo, agrega economia e efetividade a todo o sistema de saúde nacional”, destaca Munford.

 

Como é feito o teste genético para o câncer

De acordo com o executivo da QIAGEN, o teste genético para o câncer pode ser feito por meio de uma simples amostra de sangue ou saliva, de acordo com os padrões laboratoriais. O material coletado é sequenciado geneticamente por especialistas que utilizam um kit de reagentes, como os oferecidos pela QIAGEN. Se identificada a possibilidade de desenvolvimento do câncer, o profissional poderá direcionar o paciente para as medidas que melhor se aplicam a cada caso.

“Quando não se identifica a mutação dos genes, o resultado é considerado negativo. Isso reduz o risco, mas o acompanhamento médico ainda é essencial. Caso o resultado seja positivo, a mutação existe em pelo menos um dos genes, o que aumenta o risco de desenvolvimento de um tumor. Para que esse risco seja confirmado, outros exames mais específicos podem também ser solicitados. De qualquer forma, a descoberta da propensão à doença permite que esse processo seja bem menos traumático”, explica Munford.


Os testes genéticos já estão no SUS?

Infelizmente, ainda não, embora a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde), tenha divulgado que entre 30 e 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados a partir de medidas simples de controle, detecção e tratamentos precoces.

O executivo lembra que em 2015, o Rio de Janeiro publicou a Lei nº 7.049/2015, conhecida popularmente como Lei Angelina Jolie, autorizando a realização do teste genético para os casos hereditários do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Nos anos seguintes, outros estados seguiram o mesmo caminho: Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas e Goiás. No entanto, de todas as cinco localidades, apenas Goiás colocou essa conquista em prática, por meio de um convênio firmado junto à Universidade Federal de Goiás.

“Aos pacientes cobertos pelos planos de saúde, a realização do teste está entre os procedimentos obrigatórios determinados pela ANS para os casos de hereditariedade. Ou seja, ao apresentar algum caso de câncer na família, é possível passar em consulta com um médico geneticista e obter o direcionamento para a realização do teste de forma gratuita pelo convênio. Ter em mãos esse diagnóstico preditivo, pode ajudar a salvar milhares de vidas todos os anos. Esperamos que essa legislação seja avaliada e seguida pelos órgãos de saúde nos estados brasileiros que já a publicaram, expandindo o acesso a todos que necessitem”, conclui o executivo da QIAGEN.

Para mais informações sobre o kit de reagentes QIAseq Targeted DNA Pro Panel, da QIAGEN, acesse o site da companhia.


Você sabia que alguns hábitos do dia a dia podem prejudicar a sua fertilidade?

Dr. Arnaldo, especialista em reprodução humana e autor do livro Ame Seus Ovários, alerta para os cuidados essenciais que fazem toda a diferença na saúde reprodutiva


Você sabia que alguns hábitos do nosso dia a dia podem acelerar o envelhecimento ovariano e impactar diretamente a fertilidade? Dormir mal, exagerar nos exercícios físicos e até aquele cafezinho são hábitos que, com o tempo, prejudicam a saúde reprodutiva. 

Segundo o Dr. Arnaldo Cambiaghi, ginecologista especialista em reprodução humana e autor do livro Ame Seus Ovários, que será lançado neste trimestre: “Os ovários têm memória. Quanto mais cedo cuidarmos deles, evitando hábitos nocivos como tabagismo, excesso de álcool e estresse elevado, maiores serão as chances de preservar a fertilidade e garantir uma saúde reprodutiva equilibrada ao longo da vida”.

Não há como negar que a saúde reprodutiva está diretamente ligada ao nosso estilo de vida. Embora o envelhecimento dos ovários seja um processo da natureza humana determinados hábitos podem antecipar a perda da função ovariana e dificultar a fertilidade. Veja abaixo os principais fatores que influenciam neste processo e podem levar à menopausa precoce: 


Tabagismo: o cigarro é um dos maiores inimigos da fertilidade. Nas mulheres, reduz as chances de gravidez em até 43%, além de antecipar a menopausa em até quatro anos. Nos homens, afeta a qualidade do sêmen e aumenta a fragmentação do DNA dos espermatozoides;


Consumo excessivo de álcool: o consumo regular de álcool pode prejudicar o equilíbrio hormonal, afetando diretamente o funcionamento dos ovários e a qualidade dos óvulos. O álcool interfere na produção de estrogênio e progesterona, hormônios essenciais para a ovulação e o ciclo menstrual saudável. Além disso, o álcool em excesso pode causar dificuldades na implantação do embrião no útero, diminuindo as chances de uma gestação saudável;


Distúrbios do sono: noites mal dormidas elevam os níveis de estresse, desregulam hormônios, levando a irregularidades menstruais e, consequentemente, à dificuldade para engravidar. Priorizar o sono é um dos melhores hábitos que se pode cultivar para preservar a fertilidade. Garantir de 7 a 8 horas de sono por noite e evitar a exposição a luzes artificiais antes de dormir são estratégias simples, mas poderosas, para manter o equilíbrio hormonal e cuidar da saúde ovariana;


Estresse elevado: o estresse crônico pode ser um fator decisivo para quem enfrenta dificuldades para engravidar. Quando o corpo está sob pressão constante, há um aumento na produção de cortisol e adrenalina, hormônios que desequilibram o sistema reprodutivo e podem inibir a ovulação. Além disso, altos níveis de estresse podem afetar a qualidade dos óvulos, a regularidade do ciclo menstrual e até a receptividade do útero, além de interferir na qualidade do sêmen;


Excesso de exercícios físicos: embora a prática regular de atividades físicas seja essencial para a saúde, o excesso de exercícios pode ter um impacto negativo na fertilidade, especialmente em mulheres. Quando o corpo é sobrecarregado por treinos intensos e sem descanso adequado, o nível de estresse aumenta e o equilíbrio hormonal pode ser comprometido, afetando a ovulação e o ciclo menstrual. Em casos extremos, o excesso de atividade física pode levar à amenorréia (falta de menstruação), um sinal claro de que o corpo não está em condições ideais para engravidar;


Hábitos alimentares inadequados: a alimentação desempenha um papel crucial quando falamos sobre saúde reprodutiva. Quando não fornecemos ao corpo os nutrientes necessários, seja por uma dieta desequilibrada, rica em alimentos processados, ou por restrição alimentar excessiva, a fertilidade pode ser negativamente afetada. Dietas pobres em nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e ácidos graxos saudáveis, podem comprometer o funcionamento hormonal, prejudicar a ovulação e diminuir a qualidade dos óvulos.

"Embora o café, em doses moderadas, não tenha efeitos adversos na fertilidade, o consumo excessivo de cafeína pode dificultar a movimentação dos músculos responsáveis pelo transporte do óvulo, prejudicando as chances de gravidez. A recomendação é consumir com moderação e estar atento aos alimentos e bebidas que também contêm cafeína", comenta Dr Arnaldo Cambiaghi.

 

Arnaldo Cambiaghi - ginecologista obstetra, formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Autor de livros direcionados a médicos e mulheres na área de reprodução humana, como "Ser ou não Ser (In)Fértil — Eis as questões e as respostas", atua com Infertilidade conjugal, Reprodução Humana, Fertilização In Vitro e Cirurgia Endoscópica. Em sua abordagem, acredita que o respeito à ética é extremamente importante para que se alcance um bom resultado em qualquer tipo de tratamento. A atenção, a conversa, a alegria de ajudar os pacientes, juntamente com o apoio da ciência e o interesse em cada caso, tornam o tratamento muito mais eficiente.

 

Fevereiro Roxo: Alzheimer, uma doença cada vez mais comum!

A campanha Fevereiro Roxo foi criada para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce de algumas doenças crônicas: Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia. Apesar de serem doenças que não têm cura, a detecção precoce é importante para iniciar o tratamento específico e reduzir o avanço da doença, muitas vezes controlando os seus sintomas ou amenizando-os.

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença com vários estágios e que se desenvolve em décadas. Apesar da perda de memória de curto prazo ser o sintoma preponderante inicial na sua fase sintomática, outras funções cognitivas vão sendo afetadas no decorrer do tempo: orientação temporal e espacial, linguagem, habilidades visuoespaciais e perceptivas e funções executivas. De todo modo, na maioria das pessoas, é o déficit de memória que chama a atenção dos familiares.

Há de se lembrar, entretanto, que certas formas da DA são atípicas e têm sintomas predominantes em domínios cognitivos não relacionados à memória, com alterações mais evidentes na linguagem, no processamento visual, no comportamento e na organização de atividades. O diagnóstico é feito por um médico com conhecimento na área (normalmente Neurologistas, Geriatras e Psiquiatras). É de suma importância excluir diversas outras condições que podem mimetizar a demência de Alzheimer.

Uma entrevista longa e com a presença de familiares é necessária. O paciente muitas vezes não tem noção dos déficits que apresenta e um relato confiável da família é essencial. Testes cognitivos, exames de imagem e laboratoriais fazem parte da análise realizada pelo médico. Com tudo isso, o diagnóstico pode ser realizado na maioria das vezes e o estágio da doença reconhecido. Dá-se início, então, ao tratamento medicamentoso visando um retardo na progressão da doença. O apoio aos familiares e cuidadores faz parte da atenção integral proporcionada pelo profissional médico e nunca deve ser esquecido.

O maior fator de risco para a doença de Alzheimer nós não podemos controlar: é o avançar da idade! A incidência de demência devido à DA dobra a cada cinco anos após os 65 anos. Outros fatores são passíveis de controle, como a hipertensão, o diabetes, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, o isolamento social, as perdas auditivas, a poluição atmosférica e o nível educacional. Reflitam como bons hábitos de saúde previnem diversas doenças!!!

Em caso de dúvida sobre déficits de memória ou em outros domínios cognitivos, procure um médico.

 

Dr. Marco Túlio Azevedo Tanure - coordenador da Neurologia e da UTI Neurológica do Hospital Biocor Rede D’ Or



Hospital Sapiranga alerta para prevenção de afogamentos no verão

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Especialista reforça a importância da supervisão constante e de cuidados em ambientes aquáticos


Com as altas temperaturas do verão, piscinas, praias, lagoas e rios tornam-se os principais destinos para o lazer em família. Contudo, essa época exige atenção especial devido ao aumento do risco de afogamentos, especialmente entre crianças.

O período de férias deve ser de alegria, mas exige vigilância permanente por parte dos responsáveis. A supervisão contínua, o uso de equipamentos de segurança e a escolha de locais com salva-vidas são essenciais para evitar acidentes. O clínico geral do Hospital Sapiranga, Pablo Regert, alerta para os cuidados necessários.

“Para prevenir afogamentos em piscinas, é fundamental que a área seja cercada com grades de, no mínimo, 1,5 metro de altura, sem pontos de apoio que permitam escaladas. O portão deve ter trava ou cadeado e, se possível, um alarme de segurança. Ensinar as crianças a nadar desde cedo é essencial, assim como o uso de coletes salva-vidas ou boias de braço. Já boias tipo pneu exigem cautela, pois há risco de a criança escorregar pelo meio. Em caso de afogamento, o primeiro passo é retirar a criança da água e verificar se está respirando. Se não houver sinais de respiração, deve-se iniciar imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e acionar o SAMU (192) ou os Bombeiros (193)”, orienta.

Ele também destaca que rios e lagoas, onde frequentemente não há guarda-vidas, representam riscos ainda maiores, exigindo atenção redobrada. A conscientização e a educação são fundamentais para garantir a segurança das crianças em ambientes aquáticos. Além disso, é essencial ensiná-las sobre os perigos da água e jamais deixá-las sozinhas perto de piscinas ou locais com risco de afogamento.



Marcelo Matusiak


AMRIGS e SOGIRGS alertam sobre riscos em ação que propõe aborto legal realizado por enfermeiros

Medida coloca em risco a saúde das mulheres e desrespeita o Código Penal Brasileiro


A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (SOGIRGS) manifestam total contrariedade à proposta do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), que protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 3 de fevereiro, solicitando a liberação da realização de aborto legal por enfermeiros. Nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, o processo foi encaminhado para a análise do ministro Edson Fachin. 

A exclusividade do médico para a realização do aborto está fundamentada na formação técnica especializada e na capacidade de lidar com complicações durante o procedimento. Realizar o procedimento sem supervisão médica coloca em risco a vida da paciente. A ausência de acompanhamento adequado pode resultar em complicações graves, como infecções, hemorragias intensas, perfuração uterina, lesões em órgãos internos e até a morte. Além disso, a falta de um profissional qualificado impede o manejo adequado de possíveis complicações e aumenta o risco de sequelas permanentes, como danos à fertilidade futura. Portanto, é imprescindível que qualquer decisão relacionada ao tema do aborto seja acompanhada por um médico. 

Segundo o Código Penal Brasileiro, o aborto é permitido quando a gravidez representa risco de vida para a gestante, quando a gravidez é o resultado de violência sexual ou quando o feto for anencefálico, ou seja, não possuir cérebro. 

A Associação Médica Brasileira (AMB) também se posicionou sobre a proposta do PSOL e da ABEn, alertando sobre a gravidade do pedido. O Conselho Federal de Medicina (CFM) reforçou a ideia, destacando que o médico é o profissional indicado para realizar a intervenção, devido à sua capacitação para fornecer a assistência necessária, principalmente em casos de complicações. 

As instituições permanecem unidas e comprometidas com a defesa da Medicina e do ato médico, assegurando a qualidade do atendimento e a segurança das pacientes, e continuará atuando para garantir que o Código Penal Brasileiro seja respeitado, mantendo a Medicina como a única profissão responsável pela execução do procedimento legal de aborto.

 

Dr. Gerson Junqueira Jr.
Presidente da AMRIGS

Dr. Lucas Schreiner
Presidente da SOGIRGS

 

Inchaço, manchas na pele e até coceira nas pernas podem ser sinais de problemas circulatórios


Pernas pesadas, inchadas ou manchas arroxeadas na pele são sinais podem indicar que a circulação não está bem e que a saúde vascular precisa de atenção. Para o Dr. Caio Focassio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, esses sintomas aparentemente inofensivos podem ser os primeiros alertas de doenças circulatórias que, se não tratadas, podem evoluir para quadros mais sérios, como varizes avançadas e até trombose. 

“A circulação das pernas depende do bom funcionamento das veias, que transportam o sangue de volta ao coração. Quando esse processo encontra obstáculos, seja por sedentarismo, genética ou hábitos inadequados, começam a surgir sinais de que algo não vai bem. Quanto mais cedo esses sinais forem identificados, maior a chance de evitar complicações”, explica Dr. Caio que deixa 6 alertas importantes:

  1. Inchaço frequente – Se ao final do dia os pés e tornozelos parecem mais volumosos, isso pode indicar insuficiência venosa, uma condição em que o sangue tem dificuldade de retornar ao coração.
  2. Coceira nas pernas – Pode parecer apenas um incômodo passageiro, mas a coceira persistente pode ser um sinal de circulação comprometida, especialmente quando associada a pele ressecada e descamação.
  3. Manchas escuras ou avermelhadas na pele – A presença de manchas ou áreas arroxeadas pode indicar fragilidade capilar e acúmulo de sangue nos tecidos, um sinal de que as veias estão sofrendo sobrecarga.
  4. Sensação de peso e cansaço – Pernas cansadas ou doloridas ao longo do dia podem ser um indício de que as veias estão lutando para bombear o sangue corretamente.
  5. Varizes e vasinhos aparentes – O aparecimento de veias dilatadas e tortuosas não é apenas um problema estético, mas pode indicar insuficiência venosa crônica.
  6. Formigamento e dormência – A sensação de que a perna “adormeceu” com frequência pode estar relacionada a problemas na circulação arterial, dificultando a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos.

O médico ainda alerta quequalquer um desses sintomas que apareça com frequência, é fundamental buscar um cirurgião vascular para avaliação e, se necessário, iniciar um tratamento preventivo. “A saúde das pernas reflete a saúde vascular como um todo. Ignorar os primeiros sinais pode levar a complicações que poderiam ser evitadas com simples mudanças no dia a dia e, quando necessário, acompanhamento médico. Se as pernas estão falando, é hora de ouvir e agir”, conclui o Dr. Caio Focássio. 



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
Instagram: @drcaiofocassiovascular
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Escolher o tênis certo evita lesões e melhora desempenho na academia

 

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Ortopedista alerta que calçado inadequado pode gerar problemas como dores e até lesões na coluna


A seleção adequada do tênis para atividades físicas é fundamental para prevenir lesões e otimizar o desempenho durante os treinos. O uso de calçados específicos para esportes oferece proteção, estabilidade e amortecimento para pés, joelhos e tornozelos, permitindo maior controle postural e absorção de impactos.

O médico ortopedista Maurício Martelletto alerta que "o uso de tênis inadequado pode gerar problemas como fascite plantar, tendinite, dores nos joelhos e até lesões na coluna. Cada tipo de atividade exige um calçado com características específicas para garantir suporte adequado à pisada e evitar sobrecargas nas articulações". O especialista explica que calçados com bom amortecimento são essenciais para quem pratica corridas de velocidade e alta intensidade, enquanto tênis com maior estabilidade são recomendados para musculação e treinos funcionais.

Outro ponto importante na escolha do tênis é o tipo de pisada. Segundo Martelletto, existem três principais classificações:

  • Pisada neutra: Distribui o impacto de forma equilibrada, sem sobrecarga excessiva em nenhuma área do pé.
  • Pisada pronada: Ocorre quando o pé tende a girar para dentro durante a passada, sobrecarregando a parte interna do calçado. Pessoas com esse tipo de pisada devem optar por tênis com suporte reforçado na lateral interna para corrigir o alinhamento.
  • Pisada supinada: Caracterizada pelo apoio maior na parte externa do pé, fazendo com que o impacto não seja distribuído corretamente. Para esses casos, recomenda-se tênis com maior amortecimento para reduzir a pressão sobre articulações.

Para quem deseja escolher modelos específicos, Cibele Fernandes, gerente da Pixolé Calçados, rede que atua no segmento de calçados, explica que o mercado oferece marcas exclusivas para cada tipo de exercício.

“Temos uma curadoria em nossa rede com modelos que que oferecem excelente amortecimento, ideal para corridas de curta e média distância, como 5 e 10 km, modelos que garantem estabilidade e respirabilidade, proporcionando conforto durante exercícios prolongados. Opções para corridas noturnas com detalhes refletivos, flexibilidade e solado antiderrapante, perfeito para atividades de musculação, e modelos que auxiliam na performance durante corridas na esteira", explica Cibele.

O ortopedista reforça que a escolha do calçado deve levar em consideração não apenas a modalidade praticada, mas também o tipo de pisada. "Pessoas com pisada pronada precisam de tênis com mais suporte na região interna do pé, enquanto aqueles com pisada supinada devem optar por modelos com maior amortecimento na parte externa. Além disso, é essencial trocar o tênis regularmente, pois o desgaste do solado reduz a eficácia na absorção de impacto.", finaliza.


www.pixole.com.br

 

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