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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Nova onda de calor chega hoje ao Brasil e pode elevar temperaturas em até 7°



Especialista do CEUB indica como se proteger do calor intenso e evitar desidratação, sintomas de insolação, distúrbios digestivos e queimaduras 


Começa nesta quarta-feira (12) nova onda de calor que deve elevar as temperaturas em até 7°C acima da média no Sudeste, Sul e em partes do Centro-Oeste e Nordeste do país. O fenômeno, que resulta da combinação de altas temperaturas com níveis elevados de umidade do ar, deve seguir até 21 de fevereiro. Para minimizar os impactos do calor intenso nos próximos dias, Nádia Haubert, nutróloga e professora do curso de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), lista cuidados importantes com a saúde. 

Dentre as consequências das ondas de calor, estão a desidratação, sintomas de insolação, distúrbios digestivos, como náuseas e vômitos, além de queimaduras de pele. “A insolação pode ter de sintomas leves até mais graves, como hipertermia, perda da consciência e parada cardíaca. O calor excessivo provoca um estresse térmico no organismo, que passa a ter dificuldade para manter essa temperatura estável, podendo levar a um esgotamento do sistema nervoso central e circulatório”, esclarece. 

Um organismo saudável que passa por estresse térmico costuma se adaptar à temperatura com consequências leves, como dores de cabeça, mal-estar e lentidão. No entanto, Nádia alerta para cuidados com os grupos vulneráveis: crianças, gestantes e idosos. Os sintomas da longa exposição solar podem ser graves e potencialmente fatais. “Caso alguém esteja em estado de confusão mental, boca seca, urina escura, dor no peito e falta de ar, procure ajuda médica imediatamente”, alerta.

Tem gestante, idoso ou criança em casa? Confira dicas da docente do CEUB para enfrentar a nova onda de calor:

Beba líquidos com frequência

Evite exposição ao sol nesses dias mais quentes

Evite o consumo de bebidas alcoólicas

Use protetor solar

Se precisar sair ao sol, use bonés e, se possível, roupas com fator de proteção

Consuma frutas com maior teor de água, a exemplo do melão e melancia

Consuma alimentos frescos, como frutas, verduras e legumes

Evite alimentos indigestos e gordurosos

Pratique esportes ou exercícios físicos no começo da manhã ou à noite


Óbitos derivados de eventos climáticos

Estudo feito por 12 cientistas brasileiros e portugueses vinculados a instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de Lisboa, revelou que os eventos climáticos levaram a óbito mais de 48 mil pessoas no Brasil entre 2000 e 2018.


BOLETIM DAS RODOVIAS

Motorista encontra pontos de lentidão nas rodovias concedidas nesta tarde


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta quarta-feira (12). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego interditado no sentido interior da rodovia Anhanguera (SP-330) no km 443+800 para atendimento de acidente. Tráfego normal no sentido capital. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), o tráfego é normal nos dois sentidos. 

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Raposo Tavares (SP-270). Já quem trafega pela Castello Branco, encontra lentidão no sentido capital, do km 17 ao km 13+700. No sentido interior, o tráfego é lento do km 22 ao km 24.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal no sentido interior. Sentido capital, há lentidão do km 20 ao km 18.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


As apostas das empresas para melhorar a jornada do cliente


Freepik
Hiperconveniência, hiperpersonalização, experiências imersivas, sustentabilidade, economia circular e economia do bem-estar são algumas das tendências para criar conexão com o consumidor

 

Reter clientes nunca foi uma tarefa fácil, mas as novas tecnologias, se bem utilizadas, podem ser um caminho para melhorar a experiência do consumidor. Nesse contexto, a revolução da inteligência artificial tem tudo para transformar o varejo, implicando em mudanças nas estratégias das marcas e na forma como elas se relacionam com seu público.

Alessandro Milagres, Chief Metaverse Officer da Cidade Matarazzo, explica como a IA e o uso estratégico de dados estão moldando este cenário. “É preciso entender o papel do metaverso nas experiências do cliente. Se você não sabe o que é IA e dados, você tende a levar a sua empresa a não existir mais nos próximos cinco anos. Sabe por quê? Porque o seu concorrente já está fazendo isso ou pelo menos estudando formas de como fazer.”

Para ele, o metaverso não é uma realidade distante, mas uma extensão da forma como as pessoas interagem com os espaços e produtos no dia a dia. “O metaverso está presente em todas as interações digitais que fazemos hoje, e as empresas que souberem integrar essas duas realidades - a física e a digital - de forma eficaz serão as vencedoras no futuro do varejo.”

No entanto, as novas tecnologias, por si só, não são suficientes para manter uma marca viva.

Cecília Rapassi, sócia diretora da Gouvêa Fashion Business, traz uma abordagem analítica sobre como as emoções dos consumidores influenciam suas decisões de compra e como o varejo precisa se adaptar à crescente demanda por novas práticas na chamada nova jornada dos clientes.

Hiperconveniência, hiperpersonalização, experiências imersivas, economia circular e economia do bem-estar são algumas das tendências para criar essa conexão com o consumidor.


HIPERCONVENIÊNCIA

São diversos os fatores que fazem com que a hiperconveniência do varejo esteja em alta. O principal deles é a falta de tempo. Esse conceito cresceu muito por conta da pandemia.

O consumidor não quer mais um e-commerce cheio de produtos aleatórios que não são de seu interesse. Ele quer que o lojista o conheça, saiba dos seus gostos e histórico de compras e entenda suas necessidades para oferecer produtos ou serviços que ele esteja realmente desejando.

“É como se fosse um corredor cheio de itens aleatórios e ele demorasse a encontrar o que precisa. Se você diz para seu cliente onde está o produto que ele quer, ele não desperdiça tempo. É o que chamamos de hiperconveniência”, conta Cecília.

Segundo a diretora, o Amazon Go - um supermercado inteligente que não tem caixas e funciona sem intervenção humana tanto na loja física quanto no site - é um exemplo. Essa tecnologia chegou ao Brasil, em 2022, pelo Grupo Muffato, com a loja sem funcionários Mgo, em Curitiba, no Paraná.

A tecnologia utilizada é chamada de "Just Walk Out" (Apenas saia). No Amazon Go, o cliente entra usando o aplicativo, escolhe os produtos e sai da loja. O sistema identifica quando o cliente retira um produto da prateleira, adiciona o produto ao carrinho virtual, identifica quando o cliente devolve um produto à prateleira e fatura o valor da compra e envia o recibo para o smartphone via cartão de crédito.


HIPERPERSONALIZAÇÃO

As empresas têm investido para conseguir oferecer serviços mais precisos e eficazes de forma a hiperpersonalizá-los. Isso se inicia com o uso de ferramentas digitais capazes de identificar perfis e, a partir daí, exibir conteúdos mais relevantes para cada um dos clientes. Por exemplo, mostrar ofertas de passagens aéreas apenas para os locais que interessam a um consumidor de uma agência de viagens.

Milagres, da Matarazzo, destaca a importância de entender profundamente o cliente e como isso está intimamente ligado à personalização da experiência. Em um ambiente tão competitivo, não basta oferecer produtos e serviços de qualidade. É essencial criar uma conexão emocional com o consumidor, fazendo com que ele se sinta parte da marca por meio de um produto ou serviço.

“Não importa se a sua empresa é a melhor do mundo, a mais legal. Se o empresário não der a experiência para o cliente, por meio de um profundo conhecimento do seu perfil, de nada importa.”

Este conceito, segundo Milagres, é fundamental para que os clientes estejam dispostos a compartilhar seus dados e, assim, se tornarem leais à marca.

“Temos 40 mil clientes na nossa base de dados. Conseguimos rastrear seus hábitos por meio de dados que eles nos fornecem de forma autorizada. Sei o caminho que ele fez no dia em que foi até a Cidade Matarazzo. No caminho, posso personalizar as ofertas para ele e, certamente, ele ficará feliz em não receber mensagens quando não tiver um interesse específico”, conta.

A Cidade Matarazzo tem autorização de boa parte de seus clientes para fazer rastreamento via aplicativo e realiza mapeamento da sua jornada digital com análise das redes sociais. Também faz pesquisas por meio de entrevista com o próprio cliente, cria comunidades criativas e utiliza dispositivos IoT (smartwatches, óculos inteligentes, rastreadores de saúde etc.), que conectam objetos sem fio para coletar, detectar e transferir dados.

Outro ponto importante nesta nova jornada abordado por Milagres foi a transformação do conceito de “Omnichannel” para “Unichannel”, em que o cliente se conecta com a marca por um único canal, mas de forma integrada e personalizada, seja no ambiente digital ou físico. Ele reforça que a experiência do cliente deve ser única e fluida, sem a frustração de ter que repetir informações em múltiplos pontos de contato.

Cecília, da Gouvêa, cita alguns cases para mostrar como a hiperpersonalização tem funcionado na prática. A loja de tênis nova-iorquina Foot Locker tem uma tecnologia que escaneia o pé do cliente, entende como ele pisa no chão ou se tem joanete. A partir desses dados, indica qual calçado disponível na loja é mais indicado para aquele pé.

Já a loja de brinquedos FAO Scharwz possui uma linha de diversos produtos que o cliente pode personalizar, entre opções de carrinhos, jogos, bonecas e outros itens.

No Brasil, a Criamigos, criada em 2016, permite algo parecido, onde a criança dá vida a uma pelúcia, customizando roupas, acessórios, calçados e, inclusive, cria uma mensagem de voz exclusiva do bichinho. Cada produto é único.


EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS

Outra estratégia importante para atrair o novo consumidor são as experiências imersivas, que visam envolver o cliente em uma narrativa ou ambiente por meio da tecnologia e dos sentidos. O objetivo é que o cliente se sinta parte da experiência, e não apenas um espectador.

Esse tipo de abordagem tem conquistado cada vez mais as marcas na busca por melhorar a jornada do consumidor. Trata-se de uma combinação entre o uso avançado da tecnologia e o apelo aos nossos cinco sentidos humanos para que o cliente tenha a sensação de estar imerso em um mundo criado especialmente para ele.

Em dezembro do ano passado, a Hering convidou o chef confeiteiro francês Cédric Grolet para uma ação de Natal. Ele preparou panetones especiais e participou de uma master class na pop-up store da Hering em São Paulo.

O Walmart é outro exemplo. Eles criaram o Walmart Land dentro do jogo Roblox e seus 52 milhões de usuários, de olho em uma parcela de consumidores mais jovens e dispostos a estar presentes e gerando experiências dentro da gamificação.

No Roblox, o Walmart tem suas ilhas, nas quais o jogador consegue viver uma experiência imersiva. Essa é a capacidade de ir mais fundo, conhecer produtos e tirar esse consumidor daquele contexto padrão.

A joalheria Tiffany desenvolveu um NFT (Token não fungível) que podia ser trocado por um pingente real, avaliado em cerca de R$ 47 mil. Um NFT é a representação de um item exclusivo, que pode ser digital – como uma arte gráfica feita no computador – ou física. Isso mostra como até o mercado de luxo precisa se conectar com esse novo comportamento, com o consumidor mais jovem, e precisa reter atenção.


SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR

A questão ambiental também tem sido olhada com cuidado pelas marcas que focam em adotar práticas mais sustentáveis e melhorar a jornada do cliente.

A crescente preocupação com o meio ambiente exige que o varejo se reestruture, principalmente no setor de moda, que tem um papel significativo na poluição global.

Cecília enfatiza que as empresas precisam agir agora para minimizar os efeitos ambientais, independentemente das políticas governamentais.

Um estudo feito no fim de 2024 pela Koin, fintech especializada em “Buy Now, Pay Later” (BNPL), uma modalidade alternativa de pagamentos parcelados, mostra que 87,5% dos consumidores brasileiros preferem comprar roupas de marcas que adotam práticas sustentáveis.

O trabalho mostrou que os principais fatores que influenciam na escolha dos consumidores por uma marca de moda sustentável incluem o tecido (31,1%), a origem dos materiais (18,6%), a forma de produção (12,4%), o apoio a causas sociais e ambientais (11,2%) e práticas de reciclagem e logística reversa (4,3%).

Segundo a pesquisa, 89,1% dos entrevistados disseram doar peças que não usam mais. A prática contribui para a economia circular, promovendo a reutilização e o prolongamento da vida útil dos produtos.

“O Walmart criou recentemente uma polêmica ao ter que tirar de circulação uma bolsa que era muito parecida com uma Birkin, da Hermès. Dias depois, a rede fechou uma parceria nos EUA com a Rebag, uma plataforma de varejo sediada em Nova York desde 2014, especializada na compra, negociação e venda de bolsas de luxo usadas”, conta Cecília.


ECONOMIA DO BEM-ESTAR

A diretora da Gouvêa aponta que hoje a geração mais nova de consumidores está praticando mais esporte e bebendo menos. “O mercado precisa se adaptar a essa realidade.”

Um bom exemplo disso, segundo Cecília, é a ascensão do Strava, um aplicativo que conecta milhões de corredores, ciclistas, exploradores e outras pessoas ativas por meio dos esportes. “O Strava é o novo Tinder. Com isso, as marcas que investem em conforto e oferecem melhor o bem-estar, por exemplo, estão à frente porque enxergam para onde seus clientes estão caminhando.”

Ela também cita a Lululemon, marca canadense de peças esportivas. Os produtos são projetados para atletas. Até aí, nada de diferente de outras marcas. Mas, a diferença é que as peças atendem às necessidades físicas e emocionais dos consumidores, além de promoverem o máximo potencial de desempenho.

Percebendo a falta de roupas apropriadas para a prática de yoga no fim dos anos 1990, o idealizador da Lululemon começou a produzir peças e as entregava para professores de yoga testarem. Em troca, queria deles um feedback sincero sobre como elas poderiam gerar mais conforto. Esses insights se transformaram em uma linha de vestuário completamente alinhada aos desejos dos consumidores.

Hoje, a Lululemon é sinônimo de Esportivo Urbano, a tendência que coloca peças de treino até no escritório e é uma marca global que conversa com consumidores de todas as faixas etárias com um mix de produtos que vai da moda atual ao básico com muita tecnologia.


CLIENTE NO CENTRO

Todas essas tendências levam, segundo os especialistas, a um único objetivo: o cliente no centro do negócio para gerar um relacionamento de longo prazo.

Alexandre Sá, CEO da NK Store, enfatiza a importância de entender profundamente o comportamento do consumidor.

A chave para o sucesso está em colocar o cliente no centro da operação e isso pode ser feito com ações que melhoram essa jornada. Na NK Store, diversas ações fazem parte da estratégia, como o acompanhamento das preferências de compra; envio de presentes exclusivos; criação de eventos, como a exibição antecipada das coleções para clientes especiais; convites para jantares, eventos e desfiles internacionais; e até abrir a loja para uma única pessoa antes ou depois do horário de funcionamento, se for preciso.

Sá revela que 35% da receita da marca é gerada por 3,8% da base de clientes registrados. “Queremos fazer com que o cliente potencialize sua relação com a NK por meio dessas ações. Cerca de 55% das nossas vendas são influenciadas por ações de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente). Não há como deixar isso em segundo plano”, revela. 



OCibele Gandolpho
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/as-apostas-das-empresas-para-melhorar-a-jornada-do-cliente



Compliance: será o fim da gambiarra corporativa?

O Brasil é o país da criatividade, da solução improvisada, do famoso "jeitinho". Mas quando falamos de empresas, essa flexibilidade pode custar caro. Aqui entra o conceito de compliance, uma palavra que virou mantra no mundo corporativo e que, a rigor, significa algo simples: seguir regras. Parece óbvio, mas a prática mostra que não é tão simples assim. 

O termo vem Inglês, to comply, que significa estar em conformidade. No contexto empresarial, trata-se de garantir que uma organização siga todas as leis, normas e regulamentos aplicáveis ao seu setor. Mas não se trata apenas de evitar multas ou problemas legais; é, sobretudo, um compromisso com a ética e a transparência. 

Nos últimos anos, o termo ganhou força no Brasil, impulsionado por escândalos de corrupção e pela necessidade de empresas se adequarem a padrões internacionais. Setores como financeiro, saúde e tecnologia viram a regulamentação aumentar e, com isso, cresceu a demanda por estruturas robustas de governança e integridade. 

Se antes as empresas viam o compliance como um custo desnecessário, hoje ele se tornou essencial para a sobrevivência e competitividade dos negócios. Um bom programa de compliance inclui códigos de conduta claros, com regras bem definidas para orientar as ações dos funcionários; treinamentos constantes, pois a cultura de integridade precisa ser ensinada e reforçada; canais de denúncia, garantindo meios seguros para que irregularidades possam ser reportadas sem medo de represálias; e monitoramento e auditorias, assegurando que as regras estão sendo seguidas e permitindo a correção de desvios.

 

Desafios e perspectivas para a implementação do compliance

Um dos maiores desafios dessa prática no Brasil não está na legislação, mas na cultura. Há um histórico de desconfiança nas instituições, um ceticismo generalizado de que "quem segue as regras sai perdendo". Esse pensamento, profundamente arraigado, faz com que muitos enxerguem compliance como burocracia excessiva, um entrave à eficiência. Mas será mesmo? 

Os casos de empresas que adotaram uma cultura forte de compliance mostram o contrário. Negócios que investem em transparência ganham credibilidade no mercado, evitam perdas financeiras com fraudes e multas e ainda atraem talentos que valorizam um ambiente ético. 

Muitas startups e empresas de tecnologia questionam se compliance e inovação são compatíveis. A resposta é sim. Empresas que inovam dentro das regras têm mais chances de crescimento sustentável. Regulamentações não são inimigas da criatividade, mas sim balizas que garantem que o jogo seja justo para todos. 

Cada vez mais, compliance deixará de ser visto como um diferencial para se tornar um pré-requisito. Empresas que ignoram essa realidade correm riscos significativos, tanto financeiros quanto reputacionais. Os investidores, os clientes e a sociedade estão atentos. Não há mais espaço para improviso quando o assunto é integridade. 

A era da gambiarra corporativa está com os dias contados, mas será que o "jeitinho" vai realmente desaparecer? O que é certo é que o compliance vem ganhando cada vez mais força, impondo limites aos que não têm compromissos com as regras. No entanto, o Brasil, com sua criatividade ímpar, sempre tem um jeito de dar um novo contorno às regras. A questão é: até onde esse "jeitinho" vai resistir, enquanto as empresas enfrentam os desafios de um mercado cada vez mais atento e exigente em relação à ética e à transparência? É preciso se adaptar - e a tempo!

  

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



Estudar e trabalhar nos EUA: desafios e oportunidades para brasileiros em meio a novas políticas de imigração

 

Estudar nos Estados Unidos continua sendo um objetivo de muitos brasileiros que sonham em aprimorar sua educação e construir uma carreira internacional. Além do prestígio acadêmico, essa experiência permite que estudantes conciliem estudo e trabalho, garantindo não apenas um suporte financeiro, mas também uma imersão profunda na cultura americana e uma valiosa experiência profissional. 

Com a posse de Donald Trump, as políticas de imigração estão passando por um período de maior rigor, com restrições mais severas para certos grupos de imigrantes. No entanto, é certo que os Estados Unidos continuam interessados em atrair talentos globais, especialmente aqueles que demonstram qualificação acadêmica e profissional. Apesar das mudanças em regras e procedimentos, há um histórico de valorização de estudantes e profissionais estrangeiros, principalmente em áreas estratégicas como Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). 

Nesse cenário, brasileiros que desejam estudar e trabalhar nos EUA não devem desistir de seus planos. A chave para o sucesso está no planejamento cuidadoso e no cumprimento rigoroso das regras de imigração. Programas como CPT (Curricular Practical Training) e OPT (Optional Practical Training) seguem sendo alternativas viáveis para que estudantes internacionais adquiram experiência profissional legalmente, demonstrando que, mesmo em tempos de maior controle migratório, os EUA continuam sendo um destino promissor para quem se prepara com antecedência e estratégia. 

Se você está planejando estudar em terras americanas e tem dúvidas sobre as possibilidades de trabalho, este guia explica como explorar essas oportunidades de forma legal e eficiente. Vamos aos detalhes!

 

Quais são as regras para trabalhar nos EUA com visto de estudante?

A primeira coisa que você precisa saber é que, de maneira geral, o visto de estudante, como o F-1, não concede automaticamente a permissão para trabalhar. É necessário seguir as regulamentações específicas estabelecidas pelo governo americano para estudantes internacionais. 

A boa notícia é que existem diferentes formas de trabalho permitidas com o visto F-1, dependendo do estágio acadêmico e do tipo de atividade. Confira as principais opções: 

1.     Emprego no campus: simplicidade e conveniência

Estudantes com visto F-1 têm a permissão de trabalhar no campus da instituição onde estão matriculados, com algumas condições: 

·         Carga horária permitida: Até 20 horas por semana durante o período acadêmico regular e em período integral durante as férias.

·         Tipos de cargos disponíveis: Trabalhos em bibliotecas, refeitórios, laboratórios de pesquisa, centros esportivos e outros departamentos.

·         Principais vantagens: A proximidade com o local de estudo e a flexibilidade são grandes atrativos, permitindo que o trabalho se integre à rotina acadêmica.

Essa é uma excelente porta de entrada para ganhar experiência inicial e criar conexões dentro da instituição.

 

1.     Treinamento prático curricular (CPT): experiência na área de estudos

O CPT (Curricular Practical Training) é uma opção que permite ao estudante trabalhar em atividades diretamente ligadas ao seu campo de estudo. Ele é especialmente interessante para quem busca uma experiência prática relacionada ao currículo acadêmico.

 

 Quem pode aplicar: Estudantes que tenham completado pelo menos um ano acadêmico em um programa válido.

·         Modalidades: Pode ser em regime parcial (20 horas por semana) ou integral.

·         Aprovação: A instituição educacional precisa autorizar o CPT e garantir que ele esteja alinhado ao plano acadêmico do estudante.

·          

Essa é uma das melhores formas de fortalecer o currículo ainda durante os estudos, ampliando a competitividade no mercado.

 

1.     Treinamento Prático Opcional (OPT): caminho para o mercado de trabalho

O OPT (Optional Practical Training) é uma das oportunidades mais populares entre estudantes internacionais, permitindo que eles trabalhem por até 12 meses, seja durante ou após o término do curso. 

·         Extensão para áreas STEM: Estudantes de cursos em Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática podem solicitar uma extensão de 24 meses, totalizando até 36 meses de trabalho.

·         Processo de aprovação: É necessário solicitar autorização junto ao Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS).

Com o OPT, o estudante tem a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em um ambiente profissional real, ampliando suas chances de sucesso em futuras carreiras.

 


A Importância do planejamento e da assessoria jurídica


Planejar cuidadosamente é essencial para quem deseja estudar e trabalhar nos EUA. Desde a escolha do curso ideal até o cumprimento das exigências legais de imigração, cada etapa é essencial para garantir uma experiência positiva, segura e em conformidade com a lei.

 

Por que contar com orientação especializada?

Ter o apoio de um escritório de advocacia especializado faz toda a diferença. Um profissional qualificado ajuda a evitar erros comuns durante o processo de solicitação de visto e obtenção de autorizações de trabalho, assegurando que cada detalhe seja atendido corretamente.

 

A importância de seguir as regras:


Respeitar rigorosamente as regulamentações de imigração é indispensável para evitar problemas que possam colocar em risco sua permanência nos Estados Unidos. Estar atento às normas e atualizações garante tranquilidade e aumenta as chances de sucesso no país.

 

Com planejamento adequado e assessoria jurídica confiável, é possível transformar o sonho de estudar e trabalhar nos EUA em uma realidade sólida e bem estruturada.

 


Perspectivas positivas com a nova administração


Apesar das especulações sobre possíveis mudanças, a nova administração Trump tem demonstrado um foco em atrair talentos que impulsionem o crescimento econômico e tecnológico do país.

 

Estudantes brasileiros, conhecidos por sua dedicação e capacidade, continuam a ter oportunidades de destaque, principalmente nas áreas acadêmicas e profissionais de alta demanda.

 

Além disso, iniciativas de universidades e empresas americanas reforçam o interesse em manter os EUA como um dos destinos mais atrativos para estudantes internacionais.

 

Se você tem dúvidas sobre o processo de visto ou precisa de orientações personalizadas, busque assistência especializada. Sua jornada nos EUA começa com informação e planejamento. Invista em seu futuro e aproveite ao máximo essa experiência transformadora!

 

 

Dr. _Murtaz Navsariwala - advogado especialista em imigração para os EUA. Com formação em Economia e História pela Northwestern University e doutor em Direito pela Indiana University Bloomington (Maurer School of Law), Dr. Murtaz possui sua sede baseada em Illinois (EUA), onde é membro da Ordem dos Advogados, da ARDC, da American Immigration Lawyers Association e American Bar Association.


Controle de qualidade e qualidade de produtos: Um investimento estratégico para o sucesso empresarial

Em um mercado altamente competitivo e com consumidores cada vez mais exigentes, o controle de qualidade e a excelência dos produtos são componentes estratégicos essenciais para o sucesso empresarial. Mais do que uma simples etapa operacional, investir em qualidade é uma base fundamental para fidelizar clientes e fortalecer a marca. Afinal, não é apenas o preço que atrai e retém consumidores, mas também a confiança de que o produto adquirido é seguro, confiável e cumpre exatamente o que promete. 

Esse compromisso com a qualidade constrói relacionamentos sólidos com os consumidores, garante a reputação da empresa e assegura um crescimento sustentável. Para que essa qualidade seja consistente, é imprescindível estabelecer um controle rigoroso em todas as etapas, desde a produção até a distribuição. Para isso, outra parceria estratégica é necessária: com os fornecedores de insumos.

Hoje, todos os elos da cadeia de valor precisam estar integrados de forma sólida. A qualidade, principalmente para as grandes redes de alimentação fora do lar, depende dessa integração. Não é possível manter padrões para grandes volumes de alimentos simplesmente “comprando na oferta da semana no mercado do bairro”. Somente uma reputação de qualidade do fornecedor pode assegurar a entrega de um produto de excelência ao cliente, lá na ponta.

 A realidade competitiva demanda parcerias que vão desde o desenvolvimento dos novos insumos e produtos até a adaptação de linhas de produção e a integração com as cadeias logísticas. Hoje, além de nutricionistas, chefs e engenheiros de alimentos e de produção, especialistas em tecnologia e em IA são agora indispensáveis. 

A produção daquele produto que você recebe no balcão é muito mais complexa do que parece! 

Além de beneficiar o consumidor, um sistema de controle de qualidade eficiente traz ganhos internos significativos, como a redução de custos associados ao retrabalho, devoluções e desperdícios, elevando a eficiência operacional. Esse cuidado se reflete na imagem da marca, fortalecendo a confiança do público e a fidelização dos clientes.

 Em um cenário de constantes inovações demandadas pelo mercado e de mudanças na regulação do setor de alimentação, o investimento no desenvolvimento e produção de produtos saudáveis e de qualidade é indispensável. Produtos confiáveis conquistam a preferência e a lealdade dos consumidores, que enxergam neles um diferencial em um mercado tão competitivo, a qualidade pode ser o fator decisivo para o sucesso.

Assim, o controle de qualidade e a busca contínua pela excelência devem ser encarados como uma responsabilidade compartilhada por todos os elos da cadeia de valor - desde as áreas de inovação de produtos e fornecedores até a produção e o atendimento ao cliente.

Empresas que compreendem e valorizam essa abordagem, não apenas se mantêm competitivas, mas prosperam em um mercado que exige, cada dia mais, responsabilidade e excelência. 

Em última análise, a qualidade não é apenas um diferencial — é a base de uma relação de confiança entre empresa e seus consumidores. 



Adriano Freire - Diretor de Suprimentos, Qualidade e P&D no Grupo Giraffas




5 motivos para investir em um curso profissionalizant

 

Um curso profissionalizante também oferece uma base
sólida para quem deseja empreender, além de aumentar
a confiança e autonomia no trabalho.
 Unsplash

Segundo o IBGE e pesquisas de mercado, cerca de 70% a 80% das empresas brasileiras buscam profissionais com formação técnica ou profissionalizante

 

Investir em um curso profissionalizante é uma excelente maneira de melhorar as perspectivas de carreira de um brasileiro. Esses cursos oferecem a oportunidade de aperfeiçoar habilidades específicas, altamente demandadas no mercado de trabalho. Além disso, costumam ser mais acessíveis e rápidos do que os cursos universitários, permitindo que os alunos iniciem suas carreiras mais rapidamente. 

Um curso profissionalizante oferece a diversificação de carreiras, abrindo portas para novos setores e ajudando o profissional a se adaptar às demandas do mercado. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pesquisas de mercado, cerca de 70% a 80% das empresas brasileiras buscam profissionais com alguma formação técnica ou profissionalizante, especialmente em setores como saúde, indústria, tecnologia e comércio. 

“Em um mercado competitivo, o curso profissionalizante proporciona uma formação prática e técnica, permitindo ao profissional se destacar e acessar oportunidades com mais rapidez. Esses cursos, geralmente mais rápidos e acessíveis que a educação formal, ajudam no crescimento profissional, preparando o indivíduo para as mudanças do setor e aumentando suas chances de ascensão. Ele também oferece uma base sólida para quem deseja empreender, além de aumentar a confiança e autonomia no trabalho”, explica Lissandro Falkowiski, Gerente de Educação do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos).

Com base nisso, veja 5 motivos para investir em um curso profissionalizante:

  1. Curta duração:
    Os cursos profissionalizantes têm duração mais curta em comparação com cursos universitários, permitindo que os alunos se formem e ingressem no mercado de trabalho em menos tempo. Isso é ideal para quem deseja uma formação rápida e eficiente.
  2. Aulas teóricas e práticas:
    Esses cursos são estruturados para combinar teoria e prática, o que permite aos alunos aplicar diretamente os conhecimentos adquiridos em situações do cotidiano profissional. Essa abordagem aumenta a compreensão do conteúdo e prepara os alunos para enfrentar desafios reais do mercado de trabalho.
  3. Curso específico para a área desejada:
    Diferente de cursos de formação generalista, os cursos profissionalizantes são voltados para áreas específicas, como tecnologia, saúde, administração, entre outras. Isso significa que o aluno recebe uma formação focada, adaptada às exigências do setor em que deseja atuar, tornando-se um profissional altamente qualificado e pronto para o mercado.
     
  4. Maior empregabilidade:

Como os cursos profissionalizantes são voltados para o desenvolvimento de habilidades práticas e específicas, eles aumentam significativamente as chances de emprego. Profissionais com esse tipo de formação têm uma alta demanda em diversas áreas, como tecnologia, saúde, indústria e comércio, já que as empresas preferem contratar pessoas com competências imediatas para suas funções.

5. Flexibilidade de horários:

A maioria dos cursos profissionalizantes oferecem horários flexíveis, com opções de aulas à noite, nos fins de semana ou até mesmo em formato online. Isso permite que pessoas que já estão no mercado de trabalho ou que têm outros compromissos possam se qualificar sem precisar abandonar outras responsabilidades, tornando o acesso à educação mais fácil e adaptável à rotina de cada indivíduo. 

O Cebrac oferece mais de 10 cursos profissionalizantes. Saiba mais aqui! 

 

CEBRAC

 

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