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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Aproveite as férias com saúde

 Crianças e adultos precisam usar
 protetor solar regularmente
Evitar a exposição solar excessiva, adotar medidas preventivas contra o HPV e praticar hábitos saudáveis são essenciais para um verão livre de preocupações


As férias de verão são um período de lazer e descanso, próprio para atividades ao ar livre, banhos de mar, jogos na areia e esportes náuticos. Aproveitar esses momentos com a família e os amigos é muito importante, no entanto, ninguém deve esquecer os cuidados com a saúde, principalmente com a pele que, se for exposta em demasia aos raios ultravioletas, pode sofrer queimaduras solares, manchas e até câncer. 

“Albinos, pessoas com pele e olhos claros, vitiligo e histórico familiar da enfermidade ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores devem redobrar os cuidados com a pele”, afirma a médica oncologista Camila Jappour Naegele, da Oncologia D’Or. 

Para quem quer namorar bastante nas férias, o ideal é fazer sexo com proteção. Além de evitar doenças sexualmente transmissíveis, o sexo seguro evita a transmissão do Papilomavírus Humano, o HPV, que causa vários tipos de câncer como cabeça e pescoço e colo do útero.


Câncer de pele: exposição consciente e prevenção

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, representando 30% dos casos de câncer registrados no país. O Instituto Nacional de Câncer (INCA)1 estima um crescimento de 24,5% no número de casos em 2024, sobre os de 2022. Serão 220.940 novos casos, ante os 177 mil registrados a dois. 

O aumento pode ser atribuído à maior exposição aos raios ultravioletas, ao envelhecimento da população e aos avanços nos métodos de diagnóstico”, explica a médica Camila Jappour Naegele. Entre as medidas preventivas estão evitar o sol entre 10 horas e 16 horas, utilizar protetor solar regularmente e usar proteção física, como chapéus e roupas leves. 

Em caso de lesões suspeitas, é possível utilizar o autoexame pelo método ABCDE para tirar qualquer dúvida. Os sinais suspeitos podem ser identificados analisando-se a assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro acima de 6 mm e evolução de pintas.

O tratamento depende do tipo de câncer de pele. Enquanto os casos de melanoma exigem intervenção cirúrgica e, em estágios avançados, imunoterapia, o câncer não melanoma costuma ser tratado apenas com cirurgia.

Pessoas de pele clara devem ficar mais
 atentas às medidas preventivas


Câncer de cabeça e pescoço: o risco do HPV

O HPV é um grupo formado por mais de 200 subtipos de vírus. Aqueles transmitidos por contato sexual são divididos em dois grupos: baixo e alto risco. Embora não sejam responsáveis pelo câncer, os subtipos de baixo risco podem causar verrugas nos órgãos genitais, ânus, boca e garganta. Dos 14 subtipos de alto risco, dois deles – 16 e 18 – respondem por sete a cada dez casos de câncer associados a esse vírus. 

A infecção por HPV é muito comum. Quase todas as pessoas sexualmente ativas são infectadas por esse vírus meses ou anos após a iniciação sexual. Entretanto, a maioria das infecções é combatida pelo sistema imunológico. Apenas em um pequeno porcentual de pessoas, o HPV de alto risco persiste por muitos anos no organismo, levando a alterações celulares, que resultam em câncer, em especial no colo uterino e na região da cabeça e pescoço. 

“A prevenção contra o HPV, por meio da vacinação e do sexo seguro, é essencial para reduzir a incidência do câncer de cabeça e pescoço, o quinto tumor quinto mais comum no Brasil”, afirma a oncologista Rafaela Pozzobon, da Oncologia D’Or. A vacina está disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos e para adultos em situações específicas. Na rede privada, pode ser aplicada até os 59 anos, sob orientação médica. 

O HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de orofaringe. Sintomas como feridas na boca que não cicatrizam, caroços no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para engolir devem ser investigados. Já os sintomas mais comuns do câncer do colo são sangramento e dor durante relação sexual, sendo frequentemente assintomático nos casos iniciais. Quarto tipo de câncer mais comum nas mulheres, a doença pode ser prevenida com a sexo seguro e a vacinação contra o HPV. O Ministério da Saúde2 recomenda a realização regular do exame Papanicolau é em mulheres entre 25 e 64 anos.

 

Confira agora algumas dicas para ter um verão saudável:

  1. Mantenha uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes
  2. Beba bastante água ao longo do dia
  3. Evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas
  4. Não fume, nem cigarros eletrônicos
  5. Durma o necessário para acordar bem disposto
  6. Evite o sol entre 10 horas e 16 horas e passe protetor solar
  7. Use roupas leves e chapéus para se proteger do sol
  8. Pratique sexo seguro e mantenha a vacinação contra o HPV em dia
  9. Realize o autoexame na pele regularmente e, se houver lesões suspeitas, procure um médico
  10. Faça consultas regulares com dermatologistas e dentistas.

 

Oncologia D'Or

Chutou o balde nas festas de fim de ano? Veja 5 dicas para retomar uma rotina saudável após os excessos

Nutricionistas compartilham estratégias para recuperar o equilíbrio, sem recorrer a dietas restritivas ou se privar de alimentos

 

As celebrações de fim de ano são momentos de alegria e confraternização, mas também um convite para exageros gastronômicos. Entre refeições fartas, sobremesas irresistíveis e brindes festivos, muitas pessoas acabam sentindo os impactos no corpo e na saúde. A boa notícia é que com pequenas mudanças, é possível recuperar o equilíbrio e começar o ano de forma saudável e revigorante. 

No entanto, segundo Brian Sumner, nutricionista da clínica Atma Soma, “o primeiro passo é trabalhar com metas realistas, evitando possíveis frustrações ou possíveis desistências”. Então, não se culpe! Deixe o exagero no passado, foque no presente e comece adotando pequenos processos.
 

Sinais de um corpo sobrecarregado 

Após os dias de excessos, o corpo pode dar indicativos claros, como:

  • Inchaço e retenção de líquidos: causados pelo consumo elevado de sódio e baixa hidratação.
  • Problemas gastrointestinais: como constipação ou diarreia, decorrentes da ingestão abundante de gorduras e álcool.
  • Cansaço e falta de disposição: resultado da má qualidade do sono e do excesso de açúcar.
  • Ansiedade e alterações de humor: associadas a alterações de rotina, padrão alimentar, sono e manejo de estresse.

Dicas para retomar o equilíbrio 

Para reverter esse cenário, nutricionistas destacam 5 dicas práticas para retomar uma rotina saudável após as festas de fim de ano:
 

1- Hidrate-se

Beber água é o primeiro passo para desinchar e reequilibrar o organismo. Intercalar um copo de água para cada bebida alcoólica consumida, como vinho ou cerveja, é uma boa prática. “Isso porque o álcool desidrata o organismo, aumentando a frequência urinária e levando à perda significativa de líquidos. Sem reposição adequada, o corpo retém mais água, resultando em inchaço e desconforto”, afirma Luisa Macedo Nunes, nutricionista da Atma Soma. 

Além disso, segundo a especialista, chás como cavalinha, carqueja, hibisco e chá verde também ajudam a combater a retenção de líquidos. “Lembrando que o indicado é não adoçar, seja com açúcar ou adoçante”, pontua. 

Para Brian Sumner, aumentar a hidratação, principalmente durante períodos de excesso alimentar, também é importante para a saciedade e ajuda a equilibrar a sensação de uma fome falsa.
 

2- Aposte em alimentos naturais

Voltar para uma alimentação rica em nutrientes é essencial. Inclua alimentos ricos em fibras, saladas, legumes, frutas e grãos, que ajudam na regulação do trânsito intestinal e proporcionam maior saciedade, e combine com fontes de proteína, que também auxiliam no equilíbrio nutricional. 

“Sempre aposte em comida de verdade. O famoso descasque mais e desembale menos. Evite refrigerantes e todas as bebidas adocicadas. Para potencializar a recuperação, considere adotar o jejum noturno, se possível, ou restringir a alimentação à noite, optando por fracionar melhor as refeições ao longo do dia, evitando exageros mais tarde”, aponta a nutricionista.
 

3- Se exercite

A prática de atividades físicas aeróbicas, como caminhadas e corridas, ajuda a eliminar líquidos e queimar calorias, promovendo a recuperação do corpo. Além disso, a combinação com exercícios de força é importante, pois, durante os excessos, a falta de atividade física pode levar à perda de massa muscular.
 

4- Priorize o sono

Segundo a especialista, o álcool mexe com o sono e não permite que você durma profundamente. “Dormir bem é crucial para restabelecer os níveis de energia. Por isso, estabeleça horários regulares e evite estimulantes antes de dormir, como café e bebidas energéticas”.
 

5- Cuide do intestino

Após as festas, os problemas gastrointestinais são comuns, como dificuldade para ir ao banheiro ou excesso de evacuações. “A constipação pode ocorrer devido à ingestão inadequada de água, baixa ingestão de fibras e o consumo de alimentos pouco saudáveis, o que pode resultar em fezes mais duras. Por outro lado, o consumo excessivo de gorduras e o álcool podem ter o efeito contrário, acelerando o trânsito intestinal e causando diarreia”. 

Além disso, o álcool pode afetar o intestino e desequilibrar os sinais digestivos, resultando em má digestão, azia e distensão abdominal. “Muitas pessoas percebem que, apesar de acordar com o abdômen mais plano, ele se torna inchado e mais 'globoso' no final do dia, com excesso de gases e sensação de desconforto”, pontua Luisa.
 

Como lidar com a sensação de privação 

Comer com moderação é sempre desafiador, especialmente quando temos alimentos palatáveis à disposição, como durante as festas de fim de ano. Porém, existem estratégias eficazes e conscientes para aproveitar os banquetes de final de ano. 

“A dica que sempre dou é comprar porções menores. Se você deseja comer uma torta, por exemplo, compre uma fatia, ou se for panetone, opte pelo menor. Dessa forma, você pode desfrutar dos alimentos típicos da temporada sem exagerar, pois a quantidade limitada ajuda a evitar excessos”, orienta Brian.

Ele ainda orienta sobre as dietas restritivas, destacando que, embora funcionem em um curto período de tempo, elas nem sempre são eficazes a longo prazo: "O importante é ser realista sobre o que você está disposto a enfrentar. Essas dietas podem até funcionar para algumas pessoas, mas é essencial saber o que é sustentável para você e não usar os outros como parâmetro, pois cada corpo reage de forma diferente. Até porque, restrição excessiva geralmente leva à compulsão, então, na maioria dos casos, não é recomendada”, finaliza.
 



Atma Soma


Quem cuida do cuidador?

Em muitas famílias que têm um membro com Alzheimer, ou com alguma condição de dependência, invariavelmente, alguém precisa assumir o papel de cuidador. Esses indivíduos desempenham um papel vital, oferecem suporte emocional, físico e prático a quem mais precisa. Mas, quando o cuidador precisa de cuidados, será que alguém está atento a eles? Principalmente quando o papel de cuidador é entregue a um familiar, este invariavelmente sofre e, por mais que se dedique, não consegue reduzir as perdas do enfermo, principalmente dos portadores de Alzheimer. Este cenário descrevo O que me falta..., com base em experiências pessoais com a doença. 

Mesmo que os cuidadores sejam profissionais de saúde ou assistentes sociais, todos enfrentam desafios significativos. O desgaste do cuidador, ou Síndrome de Burnout, é uma realidade preocupante. Longas horas de trabalho, responsabilidades emocionais e a constante pressão para proporcionar o melhor podem levar à exaustão física e mental. Sem um suporte adequado, os cuidadores correm o risco de negligenciar a própria saúde e bem-estar. 

O primeiro passo para apoiar o cuidador é reconhecer a importância do autocuidado. Isso envolve práticas diárias que promovem a saúde física e mental, como alimentação equilibrada, exercícios regulares e momentos de descanso. Além disso, é crucial que eles reservem um tempo para atividades que tragam prazer e relaxamento, seja ler um livro, caminhar no parque ou meditar. 

Uma rede de suporte robusta é essencial. Isso pode incluir familiares, amigos e colegas de trabalho que compreendam as dificuldades enfrentadas diariamente. Grupos de apoio e comunidades online também desempenham um papel importante ao oferecer um espaço para compartilhar experiências e trocar conselhos. A sensação de não estar sozinho nessa jornada pode fazer uma diferença significativa. 

O acesso a serviços profissionais de saúde mental é fundamental. Psicólogos, terapeutas e conselheiros podem oferecer orientação e estratégias para lidar com o estresse e as emoções complexas que acompanham o trabalho de cuidado. Sessões regulares de terapia podem proporcionar um espaço seguro para que os cuidadores expressem suas preocupações e encontrem mecanismos de enfrentamento eficazes. 

Empresas e instituições de saúde têm a responsabilidade de implementar políticas que apoiem os cuidadores. Isso pode incluir programas de bem-estar no local de trabalho, horários flexíveis, e iniciativas de reconhecimento e valorização. Políticas públicas que garantam acesso a recursos financeiros e serviços de apoio também são cruciais para assegurar que possam continuar seu trabalho essencial sem sacrificar a própria saúde. 

Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade coletiva. Reconhecer suas necessidades, oferecer suporte e implementar políticas eficazes são passos fundamentais para garantir que aqueles que dedicam suas vidas a dar suporte aos outros recebam o apoio que merecem. Somente assim podemos construir uma sociedade mais equilibrada e compassiva, onde todos, inclusive os cuidadores, possam prosperar. 

 

Mário Cezar da Silveira – escritor, especialista em acessibilidade e autor de "O que me falta".


10 dicas para manter a escova de dentes higienizada

Item essencial à saúde bucal pode esconder perigos e precisa ser transportada corretamente nas viagens de férias

 

A contagem regressiva para as férias de verão já começou e fazer as malas pode ser um desafio. Na lista de itens indispensáveis – que vai de remédios de uso contínuo ao protetor solar, óculos de sol e boné – está a escova de dentes.

 

Aliada da saúde bucal, a escova de dentes precisa ser transportada e higienizada adequadamente para evitar contaminação. As bactérias da flora bucal que se instalam nas cerdas úmidas podem sobreviver por 24 horas. Além disso, deixar a escova exposta na pia, sem proteção, aumenta o risco de contaminação e proliferação de microrganismos.

 

Coordenador pedagógico do curso de Odontologia do UniCuritiba, o cirurgião dentista Leonardo Luiz Muller explica que as bactérias da flora bucal, em equilíbrio, não são um risco. O problema é que, quando transmitidas à escova dental, elas podem formar colônias e se tornar patogênicas, assim como os vírus e fungos do ambiente que se alojam nas cerdas e desencadeiam problemas como gengivite, periodontite, cárie e até diarreia.

 

Depois de utilizar a escova é importante lavá-la em água corrente e secá-la com batidinhas na pia. “Não é indicado passar os dedos nas cerdas ou retirar o excesso de água com a toalha de rosto ou de banho”, ensina o especialista.

 

O local e a forma de armazenamento ou de transporte também merecem atenção. Na mala ou na bolsa, a recomendação é usar estojos ou capas de proteção para as cerdas, mas esses recipientes devem ser individuais. Além disso, ao chegar no destino, é importante retirar a escova do estojo, evitando que permaneça úmida.

 

O professor do UniCuritiba, Leonardo Muller, reforça que a escova de dente é de uso individual e não deve ser compartilhada ou armazenada junto com outras que estejam sendo utilizadas por membros da família. O ideal é que sejam mantidas na posição vertical, para facilitar a secagem, e a pelo menos um metro de distância do vaso sanitário (que deve se fechado após o uso e antes da descarga).

 

As descargas dos vasos sanitários liberam gotículas que chegam a seis metros de altura e permanecem no ambiente por horas. “O mais indicado é que as escovas nem fiquem na pia do banheiro, mas em um recipiente individual, higienizado e em local arejado. Elas também não devem ficar jogadas em gavetas ou no fundo da bolsa”, orienta o cirurgião dentista.

 

Como transportar a escova de dentes de modo higiênico

1.   Use um porta-escova de viagem individual para proteger as cerdas e evitar contato com superfícies sujas.

2.   Não coloque todas as escovas da família no mesmo recipiente, pois os germes alojados nas cerdas podem “migrar” de uma escova à outra.

3.   Escolha estojos feitos de materiais resistentes, impermeáveis e fáceis de limpar, como plástico ou silicone.

4.   Certifique-se de que o porta-escovas tenha aberturas para a circulação do ar, mesmo dentro da mala.

5.   Lave bem as mãos antes e depois de manusear a escova de dentes, em especial durante a viagem.

6.   Para evitar a proliferação de bactérias, certifique-se de que a escova esteja completamente seca antes de guardá-la na mala.

7.   Troque a escova de dentes a cada três meses (ou antes, se perceber necessidade) ou após uma doença.

8.   Utilize um nécessaire com compartimentos separados para organizar seus itens de higiene.

9.   Na mala, guarde o kit de higiene bucal em uma bolsa separada da roupa para evitar a contaminação.

10. Não compartilhe sua escova de dentes com outras pessoas, mesmo que seja um familiar próximo. Opte por cores e modelos diferentes para evitar confusão na hora do uso.

 

UniCuritiba


Dicas de saúde para o verão: como cuidar do corpo e da pele na estação mais quente do ano

Especialistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz compartilham orientações sobre hidratação, alimentação, proteção solar, prática de atividades físicas e cuidados com a pele

 

O verão é um convite para aproveitar a praia, piscina e viagens, mas exige cuidados especiais com a saúde para evitar que problemas como desidratação, insolação e queimaduras solares estraguem os momentos de lazer. 

Se manter hidratado é essencial, com consumo regular de água e líquidos, como água de coco, sucos naturais e água, enquanto bebidas alcoólicas e cafeinadas devem ser evitadas. Durante os horários de sol mais forte, entre 10h e 16h, é importante reduzir atividades físicas intensas e buscar locais frescos e bem ventilados. 

Na alimentação, priorize alimentos leves e frescos, como frutas, saladas e carnes magras, evitando frituras e alimentos perecíveis que podem causar desconforto ou intoxicação alimentar. Além disso, lavar bem os alimentos e conservá-los adequadamente são medidas indispensáveis para a segurança alimentar.

"Os alimentos vendidos por ambulantes na praia podem apresentar riscos à saúde se não forem armazenados ou preparados de forma adequada, podendo causar contaminações microbiológicas e problemas como diarreia e febre. Para evitar esses riscos, é importante estar atento às condições de armazenamento dos produtos e priorizar alimentos frescos e bem acondicionados. Em dias quentes, reforçar a hidratação é fundamental para prevenir a desidratação. Água, água de coco e chás gelados são boas opções, assim como alimentos ricos em água, como melancia, melão e pepino, que ajudam a manter o corpo hidratado e bem nutrido", explica Tarcila Campos, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

Ao consumir água na rua, em viagens ou locais de grande circulação de pessoas, opte por adquirir produtos de boa procedência, observe se as tampas das garrafas e copos estão devidamente lacradas. Se possível, lave ou higienize com álcool em gel esses recipientes antes do contato com a boca. 

Ao viajar, leve um kit de primeiros socorros. Ainda que a gripe seja mais associada ao inverno, vírus respiratórios circulam no verão, especialmente em ambientes fechados. Lavar as mãos, manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações são práticas preventivas eficazes.

 

Doenças de pele 

No verão, problemas de pele como micoses, alergias ao sol, reações a protetores solares e alimentos cítricos, além de queimaduras causadas por água-viva, tornam-se mais comuns. 

Para prevenir essas condições, recomenda-se o uso de produtos hipoalergênicos, testar o protetor solar em uma pequena área da pele antes da aplicação e evitar alimentos que possam desencadear alergias. Em casos de queimaduras ou irritações, é importante lavar a área afetada com água corrente, aplicar compressas frias e procurar orientação médica, se necessário. 

"Durante essa estação, é essencial adotar medidas preventivas para minimizar riscos de queimaduras. Optar por protetores solares adequados para cada tipo de pele, com fator de proteção solar igual ou maior que 30, e reaplicar o produto a cada duas ou três horas é fundamental. Além disso, usar roupas com proteção UV, chapéus e bonés são aliados indispensáveis para proteger a pele e o couro cabeludo", orienta a dermatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Larissa Montanheiro. 

Para prevenir picadas de insetos, é recomendado aplicar repelente sobre o filtro solar e vestir roupas protetoras em situações de longa exposição. Caso ocorra uma picada, evite coçar a área afetada e procure assistência médica, se necessário. Para aliviar a coceira, pode-se utilizar cremes ou pomadas antialérgicas, cobrir a lesão com um curativo e proteger a área com protetor solar e hidratante.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link


O Fim da Era dos Hormônios

Após proibição da venda e uso do Chip da Beleza, especialistas alertam sobre cuidados na busca pela perfeição estética no verão


O verão chegou e o período de férias se aproxima. Junto, a busca incessante por estratégias para alcançar o “corpo ideal” em tempo recorde. Contudo, a recente regulação da ANVISA com proibição do uso de hormônios para fins estéticos trouxe um alerta importante: priorizar a saúde em vez de atalhos arriscados.

A testosterona, hormônio central nas discussões sobre saúde sexual, estética e performance, revela-se como um duplo agente na jornada de homens e mulheres em busca de aperfeiçoamentos. Vital para diversas funções do organismo masculino, pode ser um adversário na vida humana quando utilizado de forma errado.

 

A proibição e seus motivos

Em uma era em que a busca pela perfeição estética atinge novos patamares, uma tendência surgiu: o chip da beleza. O dispositivo subcutâneo que liberava doses de testosterona e outros hormônios ao longo do tempo, envolvia a administração contínua dessas substancias a homens e mulheres, visando aprimorar a estética e energizar o corpo. Por trás dessa promessa de beleza, os perigos quase invisíveis foram descobertos e seu mau uso foi proibido através de uma regulamentação da Anvisa em novembro de 2024, após alerta do Conselho Federal de Medicina e demais entidades.

Originalmente desenvolvido para tratamentos médicos específicos, tem sido adotado para potencializar resultado de treinos em academias proporcionando aumento de energia e potencial estético.

Durante anos, o uso indiscriminado de hormônios para fins estéticos ganhou força, mas também resultou em graves consequências para a saúde. A decisão de proibir essa prática reflete a urgência de proteger a população.

Segundo o andrologista e urologista, Tiago Cesar Mierzwa, “os implantes subcutâneos aqui no Brasil eram utilizados de maneira inadvertida, com manipulação de diversas substâncias e para objetivos que não eram os recomendados pelas sociedades médicas. O uso de hormônios sem orientação adequada pode provocar alterações severas, complicações cardiovasculares, infertilidade e até mesmo óbito, por isso mesmo a consulta médica e o acompanhamento profissional são tão essenciais para equilibrar os resultados que são desejados para o uso de qualquer medicamento”, reforça o especialista.

 

Um alerta para o verão

Com a estação mais quente do ano no horizonte, muitos ainda são seduzidos por promessas de resultados rápidos. Porém, o Dr. Tiago Mierzwa reforça que não existe atalho quando se trata de saúde: “O foco deve estar em estratégias saudáveis e sustentáveis, com atenção total ao bem-estar.”

 

Cinco passos para um corpo saudável e seguro

Ao invés de recorrer a práticas prejudiciais, Dr. Mierzwa sugere cinco alternativas que promovem saúde e boa forma:

  1. Alimentação equilibrada:Investir em uma dieta rica em nutrientes, com frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais com o acompanhamento de um nutricionista.
  2. Atividade física regular:Combinar exercícios aeróbicos com musculação para a melhora do condicionamento físico e mental, pois atividade física não é só para o corpo.
  3. Hidratação constante:Beber água regularmente é essencial, especialmente no verão. A hidratação nos previne de vários outros problemas.
  4. Sono reparador:Dormir bem regula os níveis hormonais e promove a recuperação física, o que ajuda no corpo, na mente e na qualidade de vida.
  5. Acompanhamento médico:Consultar especialistas permite um cuidado individualizado e seguro, com as dosagens certas do que é realmente necessário para estar em dia. Se não há horário na agenda dos seus médicos agora, espere para começar adequadamente algum tratamento: sua segurança é mais importante.

 

“É fundamental que as pessoas abandonem a busca por soluções rápidas e assumam o compromisso com a saúde. A andrologia oferece caminhos seguros para homens que desejam cuidar do corpo e mente, sem os riscos do uso inadequado de hormônios e sem prejudicar planejamento familiar e o desempenho sexual no relacionamento, por exemplo”, explica o Dr. Mierzwa.





Dr. Tiago Mierzwa - - Urologista e Andrologista - Especialista em medicina sexual e reprodutiva do homem - Mestre em Clinica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná - Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru - Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia - Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual/ ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida - Semanalmente produz conteúdos ligados à saúde sexual e reprodutiva do homem em suas redes sociais, site e canal no Youtube.


Dr. Tiago Cesar Mierzwa - Urologista e Andrologista especialista em medicina sexual e reprodutiva do homem
IG: @drtiago.urologia
www.andrologia.curitiba.br
https://www.youtube.com/@drtiagomierzwaandrologia


Ginecologista explica a importância do ultrassom para o diagnóstico de infertilidad

Especialista em diagnóstico por imagem, Marianna Brock
 Divulgação
Marianna Brock diz que o exame é capaz de encontrar anormalidades estruturais que podem interferir na implantação do embrião


Cerca de 1,7% da população adulta global, o equivalente a 1 em cada 6 pessoas, enfrenta dificuldades relacionadas à infertilidade, conforme aponta um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). As causas podem variar, incluindo fatores como idade, alterações hormonais, problemas no útero, endometriose, Síndrome do Ovário Policístico (SOP), entre outros.

A especialista em saúde da mulher e diagnóstico por imagem, Marianna Brock, explica que o recomendado para o diagnóstico preciso de infertilidade é o exame de ultrassonografia.

“O exame de ultrassom é uma ferramenta essencial no diagnóstico da infertilidade, pois permite a avaliação anatômica e funcional do sistema reprodutivo feminino e, em menor escala, masculino. No exame é possível monitorar o crescimento folicular no ovário e identificar se há ovulação, por exemplo. Também podemos identificar irregularidades como ausência de ovulação (anovulação) ou formação de cistos persistentes”, explica Brock.

A médica ainda destaca que a ultrassonografia é capaz de encontrar anormalidades estruturais como miomas uterinos, que podem interferir na implantação do embrião, e pólipos endometriais. Malformações uterinas, como útero septado ou bicorno e adenomiose também podem ser identificados.

“O exame de imagem do endométrio também é fundamental nesse processo de investigação da infertilidade. Conseguimos medir a espessura e a aparência do endométrio ao longo do ciclo menstrual. Um endométrio muito fino ou com padrão inadequado pode dificultar a implantação embrionária”, enfatiza.

A especialista também destaca a importância do exame para a avaliação dos ovários, reserva ovariana e a possibilidade de obstrução tubária.

“A avaliação da reserva ovariana é fundamental, observando o número de folículos antrais. Importante observar também a presença de líquido nas tubas uterinas (hidrossalpinge), que pode indicar obstrução tubária, que é uma causa comum de infertilidade, alerta a médica.

Marianna Brock também menciona a Histerossonografia, que é ultrassom específico em que soro fisiológico é introduzido no útero para avaliar mais detalhadamente a cavidade uterina e as tubas uterinas.

“O ultrassom é uma técnica não invasiva, acessível e extremamente informativa, sendo frequentemente combinado com outros exames laboratoriais e de imagem para um diagnóstico mais completo das causas da infertilidade”, observa.

Para homens, o ultrassom com Doppler pode avaliar a presença de varicocele, alterações anatômicas ou lesões nos testículos.

 

Contagem folicular

A Contagem Folicular Antral (CFA) é um exame realizado por ultrassonografia transvaginal que mede o número de folículos antrais presentes nos ovários no início do ciclo menstrual (geralmente entre o 2º e o 5º dia).

“Os folículos antrais  contêm óvulos imaturos, e sua quantidade é um indicador da reserva ovariana, ou seja, o número de óvulos disponíveis para fertilização”, detalha a médica.

A especialista em diagnóstico por imagem ainda explica que o CFA é um parâmetro importante na avaliação da fertilidade feminina. Dependendo do número de folículos antrais identificados, ela pode fornecer informações sobre a capacidade reprodutiva da mulher.

“Uma contagem inferior a 8 folículos indica uma reserva reduzida. Isso pode dificultar a concepção espontânea e reduzir a eficácia de tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV). Já a contagem Folicular Normal, de 8 a 20 folículos no total, sugere uma boa reserva ovariana e, geralmente, um bom prognóstico reprodutivo. Mulheres com contagem normal, têm maiores chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida”, esclarece.

A médica também orienta que a segurança de uma gestação está mais relacionada às condições de saúde da pessoa grávida e aos cuidados médicos disponíveis do que apenas à idade, no entanto é preciso estar atenta a algumas possíveis complicações.

“A idade ideal para engravidar é entre 20 e 35 anos, quando o corpo está biologicamente preparado, os óvulos têm melhor qualidade e há menor risco de complicações obstétricas, como hipertensão e diabetes gestacional. Acima de 35 anos, aumentam os riscos, mas muitas mulheres conseguem ter gravidez saudável, no entanto, há riscos de abordo espontâneo, maior chance de aneuploidias fetais (ex.: síndrome de Down). Há possibilidade de complicações obstétricas, como pré-eclâmpsia ou parto prematuro”, explica.

A especialista destaca que a idade por si só não define completamente a segurança da gestação. “O importante é ter uma boa avaliação médica antes de engravidar, independentemente da idade. Realizar um acompanhamento pré-natal rigoroso. Estar atenta à saúde geral, incluindo controle de doenças crônicas, se houver, além de uma boa alimentação e práticas de atividades físicas”, conclui.


Testes de realidade virtual para TDAH e distúrbios de memória chegam ao Brasil

Foto: Teste Aquarium
Vetor Editora traz ao país, via Giunti Psychometrics, a ferramenta Nesplora, que oferece simulações imersivas que podem auxiliar profissionais de saúde na avaliação e diagnóstico de distúrbios atencionais em crianças e adultos

 

Já está disponível no Brasil uma tecnologia que permite realizar testes de realidade virtual, para apoiar a avaliação do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e distúrbios atencionais. A tecnologia é da Nesplora, ferramenta integrada ao portfólio da Vetor Editora, parte do grupo Giunti Psychometrics, líder em psicometria científica. Com diferentes testes desenvolvidos para atender crianças e adultos, a Nesplora proporciona uma avaliação neuropsicológica imersiva, capaz de simular situações reais em ambientes controlados, oferecendo resultados imediatos e com maior validade ecológica. 

Os testes disponíveis na Nesplora são divididos em cinco modalidades, cada uma com objetivos específicos de avaliação. O Aquarium é projetado para adultos, medindo atenção seletiva, memória de trabalho e impulsividade, características essenciais para a identificação de distúrbios como o TDAH. Para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, o Aula oferece um ambiente virtual semelhante a uma sala de aula, avaliando os processos de atenção e impulsividade, e se destaca por incorporar estímulos auditivos e visuais, simulando um contexto escolar real. 

Outros testes incluem o Ice Cream, que simula ambientes do cotidiano para avaliar funções executivas em indivíduos a partir de 8 anos, ajudando a mapear a flexibilidade cognitiva e a capacidade de planejamento. Já o Memória SUITE é voltado à avaliação de diferentes tipos de memória, oferecendo uma análise completa das funções de memória imediata e de longo prazo, enquanto o Aula School expande a experiência da avaliação de atenção para orientar pedagogicamente o processo de aprendizagem em crianças. 

Para Ricardo Mattos, CEO da Vetor Editora, a integração da tecnologia ao portfólio da Vetor Editora não só contribui para diagnósticos mais precisos de condições neuropsicológicas, como também apoia os profissionais na tomada de decisões clínicas, oferecendo uma ferramenta que alia inovação e profundidade na análise de comportamentos e capacidades cognitivas. “Essa abordagem permite que os testes de TDAH avancem para uma nova era, onde a tecnologia se torna uma aliada fundamental na saúde mental e na promoção de uma avaliação cada vez mais eficaz e inclusiva”, afirma Mattos.
 

Cenário de TDAH - no Brasil e no mundo

Nos últimos anos, o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) tem ganhado crescente atenção no campo da saúde mental. Desde sua inclusão no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) no final de 1980, o número de diagnósticos aumentou consideravelmente. Entre 1997 e 2016, a prevalência global desse transtorno subiu de 6,1% para 10,2%, refletindo tanto um aumento real de casos quanto um avanço no entendimento e no diagnóstico da condição. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de dois milhões de brasileiros convivam com TDAH. A Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) aponta que a maior incidência ocorre em crianças, afetando de 3% a 5% da população jovem mundial.


Casos de enxaqueca persistente encontram solução nos chamados bloqueios neuroquímicos, explica especialista

Quando os tratamentos convencionais, como medicamentos analgésicos e preventivos, não trazem alívio, os bloqueios neuroquímicos emergem como uma alternativa eficaz; entenda como funcionam!

 

A enxaqueca é uma das condições mais desafiadoras para pacientes que convivem com a dor. Quando os tratamentos convencionais, como medicamentos analgésicos e preventivos, não trazem alívio, os bloqueios neuroquímicos emergem como uma alternativa eficaz e menos invasiva. Esses procedimentos têm ganhado destaque por oferecer soluções para dores refratárias. 

O bloqueio neuroquímico é uma técnica que consiste na administração de substâncias para interromper ou reduzir a transmissão do impulso da dor em um nervo. De acordo com a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, especialista em bloqueios neuroquímicos, com consultório em Sorocaba (SP), as enxaquecas refratárias são um desafio frequente na clínica médica. “Muitos pacientes chegam após anos de sofrimento e sem respostas adequadas aos tratamentos convencionais. Por meio de abordagens personalizadas, examinando caso a caso, conseguimos aliviar a dor e reduzir uma série de desconfortos, que vão além do aspecto físico e impactam também na saúde emocional do paciente, gerando estresse e angústias”, destaca. 

“Além disso, entre os métodos utilizados, não só para os casos de enxaqueca, mas também para dores musculares, estão a acupuntura, os bloqueios neuroquímicos com toxina botulínica, que ajudam a controlar espasmos musculares e rigidez, terapias manuais, tratamentos off label e exercícios”, explica Prof.ª Dra. Matilde.

A médica fisiatra salienta, também, que, o tratamento é abrangente e, com frequência, outros profissionais de saúde colaboram no plano de tratamento, a depender das necessidades específicas de cada caso, como neurologistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, para a promoção da saúde integral do paciente. 

“Cada caso deve ser avaliado individualmente, para que possamos definir a melhor abordagem. O principal objetivo é devolver a qualidade de vida ao paciente, reduzindo sua dor de maneira eficaz e segura”, finaliza Prof.ª Dra. Matilde Sposito.
 

Para saber mais sobre o universo da Fisiatria, acesse o site: www.dramatildesposito.com.br; as redes sociais @dramatildesposito ou ligue para: (15) 3229-0202 ou WhatsApp (15) 98812-2958. O consultório da Prof.ª Dra. Matilde Sposito fica localizado na clínica Ápice Medicina Integrada, situada na Rua Eulália Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP.

 

Janeiro Branco: 6 dicas de cuidados com a saúde mental

A convite da Inspirali, professor da UniSul fala sobre a importância do autoconhecimento e rede de apoio adequada

 

Cuidar da saúde é uma tarefa imprescindível para todos, mas não se deve esquecer da saúde mental. Manter um bem-estar psicológico é um aspecto vital para a qualidade de vida de todas as pessoas. Pegando como gancho a campanha Janeiro Branco, de conscientização sobre a importância da saúde mental, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, convidou o Dr. Marcio J. Dal-Bó, psiquiatra, psicanalista e professor da UniSul, para dar dicas sobre como manter o bem-estar social e psicológico. 

Confira:

 

  1. Autoconhecimento - As pessoas são diferentes umas das outras, são únicas, e cada uma tem seus gostos, desgostos, afinidades, dificuldades. Não existe algo que tenha o mesmo valor para todos. O que ajuda na boa saúde mental é cada pessoa ter possibilidade de descobrir suas especificidades e viver em acordo com elas. Essa busca pode ser um desafio, mas vale a pena.

 

  1. Férias - As férias são importantes, desde que sejam períodos de tranquilidade, descanso e prazer. Mas é essencial que a pessoa esteja bem em seu período de trabalho, na sua vida rotineira, pois não é algo separado da vida pessoal. É importante planejar férias levando em conta a própria individualidade, gostos pessoais, afinidades, amigos, amores, etc.

 

  1. Cuidados pessoais - Viver uma vida desconectado do que se é, com desprezo a própria história, gostos e afinidades, é uma forma de descuidar da saúde mental. Estar desconectado de si mesmo é descuidar da saúde mental e um prato cheio para doença mental.

 

  1. Redes Sociais - Nos dias de hoje, com a velocidade das informações, as pessoas acabam tendo que pensar mais rápido, dar respostas rápidas, sem tempo de pensar, e isso pode causar uma certa angústia. Neste contexto, as redes sociais acabam influenciando tanto para saúde quanto para doença. É importante criar uma conexão saudável em suas redes, com espaços de discussão, de troca de ideias, de respeito às diferenças, pensando na individualidade.

 

  1. Rede de Apoio - Ter uma rede de apoio que se possa contar é imprescindível. A sensação de desamparo e solidão é massacrante. Uma rede de apoio pode ajudar numa retomada após um período difícil e/ou evitar um desastre. Mas é importante que as pessoas reflitam sobre o porquê se sentem tão sozinhas e qual sua participação nesta condição. Assumir as próprias responsabilidades na qualidade da própria vida é libertador.

 

  1. Tratamento - É importante buscar um tratamento que ajude a reconhecer os reais motivos de insatisfações. Tratamentos rápidos são importantes para urgências e emergências, mas um profissional conseguirá reconhecer bem seu paciente a longo prazo e ter a chance de ajudar a entender e compreender a sua existência única.

O que não pode faltar na mala de viagem das criança

Foto de Ivan Samkov no Pexels
Fazer uma listinha de acordo com a necessidade é fundamental para garantir que tudo corra bem

 

A viagem de férias é sempre muito esperada pelas crianças e, no meio da correria e animação, arrumar as malas pode ser um verdadeiro desafio para os pais. Nesta hora, fazer uma listinha de acordo com a necessidade das crianças é fundamental para garantir que tudo corra bem.  

Ao arrumar o que vai na bolsa de viagem, é preciso também pensar quais são as peculiaridades do destino. Se a viagem for para um lugar frio, é importante separar roupas e acessórios apropriados. Já se for para uma praia, por exemplo, itens de proteção solar são fundamentais.  

Porém, independentemente do destino, alguns produtos não podem faltar quando a viagem envolve crianças, como termômetro, itens de higiene e medicamentos. Para isso, é importante que seja feita uma lista do que precisa estar na bolsa de acordo com o momento. Outro ponto importante é a participação da criança nesse processo, opinando e ajudando na organização. Assim, ela também torna-se responsável pelos itens que está levando e aprende a organizar suas coisas, orienta a coordenadora pedagógica de Ensino Fundamental do Colégio Marista Maringá, Claudia Hashimoto. 

“Crianças gostam de brincar ao ar livre, então, além do cuidado com o horário de exposição ao sol, é importante acostumar as crianças a usar acessórios como bonés ou chapéus, que garantem o conforto e a proteção”, orienta. 

Existem outros itens que não podem faltar na bolsa de viagem das crianças. Confira:

 

1) Termômetro 

Um item essencial para levar na viagem é o termômetro, que ajuda a indicar a temperatura corporal, um sinal de alerta quando algo não vai bem. 

 

2) Filtro solar

Garantir a proteção solar é fundamental em qualquer situação. O filtro deve ser aplicado antes da exposição ao sol e reaplicado após entrar na água ou de duas em duas horas. É importante prestar atenção ao horário, entre 10h e 16h não é aconselhado se expor ao sol.

 

3) Repelente

Para prevenir picadas de insetos, vale lembrar de levar repelente indicado para o uso em crianças. Existem outras medidas que podem ser adotadas, como fechar as janelas no nascer e no pôr do sol, o que reduz a entrada de mosquitos. 

 

4) Itens de higiene

Alguns itens como xampu, condicionador, hidratante, lenço umedecido, escova de cabelo, pasta e escova de dente devem estar na mala. Além disso, é interessante levar hidratante pós-sol e cortador de unhas.

 

5) Medicamentos de uso contínuo

Se a criança está utilizando algum medicamento, é importante levar a quantidade necessária para os dias de viagem. Além disso, inclua na mala antitérmicos, analgésicos e antialérgicos receitados pelo pediatra.

 

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