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terça-feira, 19 de novembro de 2024

O Impacto da falta de dentes na saúde

Como cirurgião-dentista especializado em ortodontia e implantodontia, tenho observado, ao longo da minha carreira, as consequências significativas que a falta de dentes pode trazer para a saúde de um indivíduo. Este é um tema que merece nossa atenção, pois os efeitos vão além da estética e impactam diretamente a qualidade de vida.

Em primeiro lugar, a ausência de dentes afeta a alimentação. Muitos pacientes relatam dificuldades em mastigar alimentos, o que leva a uma dieta restrita, muitas vezes pobre em nutrientes essenciais. Isso não apenas compromete a saúde física, mas pode também resultar em deficiências nutricionais a longo prazo. A mastigação adequada é fundamental para a digestão, e sem dentes, essa função é severamente prejudicada.

Além disso, percebo que a falta de dentes tem um impacto significativo na fala. A dificuldade em pronunciar certos sons pode afetar a comunicação, gerando insegurança e constrangimento em situações sociais. A autoestima muitas vezes fica comprometida, levando a sentimentos de ansiedade e até depressão. É doloroso ver pacientes que se afastam de atividades sociais por causa da sua condição bucal.

Outro ponto que não posso deixar de mencionar é a questão do alinhamento dental. A ausência de dentes pode causar deslocamento, afetando a mordida e levando a problemas ortodônticos. Essa situação pode exigir tratamentos mais complexos no futuro.

A saúde da boca está profundamente conectada com o bem-estar geral do corpo. Segundo informações do Instituto do Coração (Incor), 45% das enfermidades cardiovasculares e 36% das fatalidades decorrentes de problemas cardíacos se originam na boca. A ausência de dentes prejudica a saúde, estabelecendo um ciclo vicioso que compromete o estado geral da paciente.

Por fim, a perda óssea na mandíbula é uma preocupação real. Quando não há dentes, o osso pode se deteriorar, alterando a estrutura facial e tornando futuros procedimentos odontológicos mais difíceis e complexos.

Portanto, é essencial que abordemos a questão da falta de dentes não apenas como um problema estético, mas como uma questão de saúde integral. O tratamento adequado, seja por meio de próteses, implantes ou outras intervenções, pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e esse cuidado é um passo fundamental para uma vida mais saudável e plena.

 


Emerson Ribeiro do Nascimento - cirurgião-dentista formado pela Universidade de Maringá (UNINGÁ) e especialista em Ortodontia. Com vasta experiência em odontologia, atua em áreas como ortodontia, implantodontia e harmonização orofacial, focando na reabilitação oral e estética dental. Já realizou mais de mil implantes dentários e é amplamente reconhecido por suas habilidades em tratamentos ortodônticos que envolvem complexidade e uma abordagem multidisciplinar. Além de gerir seu próprio consultório, acumulou experiência em radiologia odontológica, desenvolvendo diagnósticos precisos com tecnologias avançadas. Seu compromisso com a qualidade de vida dos pacientes é reforçado por sua constante atualização profissional e sua participação em projetos de saúde pública.


Implantes zigomáticos: solução avançada para pacientes com a estrutura óssea comprometida

Segundo a cirurgiã-dentista, Dra Karina Alves, a cirurgia restaura a função e a estética dentária de forma rápida e eficiente


A perda de dentes afeta não apenas a saúde bucal, mas também a autoestima e a qualidade de vida, dificultando funções essenciais como a mastigação e a fala. Em muitos casos, a falta de estrutura óssea para receber implantes dentários convencionais torna a reabilitação oral um desafio ainda maior. No entanto, a cirurgia zigomática surge como uma alternativa, oferecendo uma solução eficaz para pacientes com perda dentária. 

Alguns estudos mostram que os implantes zigomáticos oferecem uma alta taxa de sucesso, com muitas pesquisas revelando índices superiores a 90%, especialmente quando realizados com planejamento adequado e em pacientes bem selecionados. 

De acordo com a Dra Karina Alves, cirurgiã-dentista com especialização em implantodontia e fundadora da Clínica Ka Odontologia, os implantes zigomáticos não utilizam o osso maxilar ou mandibular, mas o osso zigomático, localizado na maçã do rosto. “A técnica é indicada para pacientes com perda óssea significativa, seja devido à atrofia óssea por perda dentária prolongada ou por falhas em procedimentos anteriores. A cirurgia permite a colocação de implantes fixos, devolvendo aos pacientes um sorriso funcional e a confiança para se expressar novamente”, explica. 

Segundo a cirurgiã-dentista, um dos maiores benefícios da cirurgia zigomática é a possibilidade de restaurar a função e a estética dentária de forma rápida e eficiente. "O osso zigomático é mais denso e estável, o que proporciona uma base sólida para os implantes dentários, permitindo uma restauração mais segura e duradoura", afirma. A Dra. Karina menciona que a cirurgia oferece aos pacientes um sorriso fixo, sem a necessidade de próteses removíveis, que são comuns em tratamentos convencionais de reabilitação oral.

Além disso, segundo a especialista, a abordagem elimina a necessidade de enxertos ósseos, um procedimento frequentemente exigido quando o osso da mandíbula ou maxilar está comprometido. "Com a cirurgia zigomática, podemos evitar múltiplos procedimentos e oferecer um tratamento mais rápido e eficaz", acrescenta a Dra. Karina.

A cirurgia zigomática é recomendada quando outros tratamentos, como enxertos ósseos ou implantes convencionais, não são viáveis. Ela oferece uma alternativa eficaz e de grande impacto na qualidade de vida do paciente, mas não é  sugerida para todos os casos. “Pacientes com doenças sistêmicas graves ou com problemas de saúde que possam afetar a cicatrização óssea devem passar por uma avaliação minuciosa antes de serem considerados para o procedimento”, alerta.


Cirurgia zigomática devolve qualidade de vida

Para muitos pacientes, a cirurgia zigomática é a solução definitiva para recuperar a confiança e funcionalidade do sorriso. "O principal benefício dessa técnica é a possibilidade de devolver ao paciente a capacidade de falar, sorrir e se alimentar normalmente, sem a dependência de próteses removíveis, promovendo uma melhora significativa na autoestima e na qualidade de vida", afirma a Dra. Karina. 

Entretanto, como em qualquer procedimento cirúrgico, o sucesso da cirurgia zigomática depende dos cuidados pós-operatórios. "Os pacientes devem seguir rigorosamente as orientações médicas, evitando certos alimentos e atividades que possam comprometer a recuperação. Além disso, manter uma boa higiene bucal também é fundamental", ressalta a fundadora da Clínica Ka Odontologia.

Com os devidos cuidados, os implantes zigomáticos têm uma durabilidade superior a dez anos, proporcionando uma solução duradoura e eficaz para os pacientes. “A técnica é projetada para oferecer resultados a longo prazo, com alta taxa de sucesso. É importante ressaltar que a qualificação do cirurgião-dentista é essencial para o sucesso da cirurgia”, finaliza a Dra. Karina. 

 

Dra. Karina Alves - cirurgiã-dentista há 25 anos. Graduada pela UNIVALE, com especialização em Implantodontia e Prótese sobre Implantes e vasta experiência na área de próteses fixas, próteses sobre implantes, alinhadores invisíveis e lentes de contato. Além de empresária e palestrante, é CEO do Grupo Ka, um grupo econômico que gerencia três clínicas odontológicas de alta performance localizadas em Iapu, Tarumirim e Inhapim, assim como a Fábrica de Jalecos Mais Branco, localizada em Ipatinga. Com uma vasta equipe, a especialista se destaca pela liderança e também pelo treinamento de jovens profissionais. Ela é referência no uso de tecnologias odontológicas avançadas, como scanners e fresadoras, oferecendo tratamentos personalizados para reabilitação oral. Para saber mais, acesse www.clinicaka.com.br, youtube ou no instagram.


Zelar pela saúde vascular masculina é essencial para ter uma vida longa e ativa

Problemas circulatórios afetam diretamente a qualidade de vida do homem e podem ser prevenidos com mudanças simples de hábitos


Em homenagem ao Dia Mundial do Homem, celebrado em 19 de novembro, é fundamental reforçar a importância da saúde vascular masculina. Embora associada às mulheres e a questões estéticas, como varizes, a saúde dos vasos sanguíneos é essencial para os homens e demanda atenção e cuidados desde cedo.

De acordo com o angiologista, cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Marcone Lima Sobreira, os homens precisam entender que os problemas circulatórios vão muito além da aparência. Controlar elementos que contribuem para esses problemas é primordial para prevenir doenças graves que afetam a qualidade de vida.

As condições que predispõem a doenças vasculares incluem hipertensão, colesterol elevado, diabetes e, especialmente, o cigarro. Além disso, o estresse e o envelhecimento natural dos vasos também levam à deterioração do sistema circulatório masculino. Por outro lado, as varizes têm uma prevalência maior entre a população feminina, influenciada por fatores hormonais. No entanto, tanto homens quanto mulheres compartilham desafios associados ao estilo de vida moderno. A rotina de trabalho, que muitas vezes exige longos períodos em pé ou sentado, pode contribuir para o agravamento de problemas venosos. Esse impacto do dia a dia deve ser considerado com um olhar diferenciado entre doenças venosas e arteriais, já que a circulação venosa é particularmente sensível a esses fatores.

Dr. Marcone ainda observa que, com o passar dos anos, o estreitamento e o enrijecimento dos vasos sanguíneos também comprometem a circulação. “Um dos primeiros sinais que merece atenção é a dificuldade em caminhar distâncias que antes eram feitas sem problemas, especialmente se acompanhada de dor nas pernas ou câimbras”, afirma o médico.

Além dos sintomas mais comuns, a saúde vascular masculina sofre influência de hábitos de vida, como o sedentarismo, alimentação desequilibrada e consumo de álcool. Esses elementos, somados a uma rotina agitada, elevam o risco de doenças circulatórias desde cedo, especialmente entre homens com histórico familiar de doenças cardiovasculares. Dr. Marcone destaca que, em muitos casos, problemas nas pernas podem ser o sinal inicial de doenças mais sérias. “Uma dificuldade de caminhar indica que algo pode estar comprometendo o fluxo sanguíneo não só nas pernas, mas também pode sugerir algum grau de comprometimento na circulação do coração e do cérebro, por se tratar da mesma doença afetando territórios diferentes”. Detectar e tratar essas condições precocemente é essencial para proteger o corpo de complicações maiores, como infartos e derrames”, alerta o especialista.

Homens geralmente demoram mais para buscar ajuda médica ao notar os primeiros sintomas, e essa demora compromete a situação e torna o tratamento mais complexo. A consulta regular ao cirurgião vascular permite identificar pequenas alterações que, quando tratadas precocemente, previnem problemas de saúde futuros.

A prevenção e o autocuidado são fundamentais. Praticar atividades físicas, manter uma dieta equilibrada, evitar o fumo e controlar os níveis de colesterol e glicemia são atitudes que, ao serem adotadas desde cedo, fazem a diferença. Dr. Marcone adverte: “É sempre melhor prevenir do que remediar, e os homens precisam entender que a saúde vascular impacta diretamente na longevidade e qualidade de vida.”


Ações preventivas para o bem-estar vascular:

  • Sono: Manter uma rotina de sono adequada auxilia na recuperação do organismo e no controle dos fatores de predisposição.
  • Moderação no consumo de sal e açúcar: Uma alimentação equilibrada, com menor consumo desses ingredientes, ajuda a manter a saúde dos vasos e evita a progressão de doenças.
  • Impacto do estresse crônico: A prática de técnicas para reduzir o estresse, como meditação e exercícios físicos, é recomendada para minimizar o impacto no sistema circulatório.
  • Hidratação regular: Manter-se bem hidratado contribui para o bom fluxo sanguíneo e evita o espessamento do sangue, que dificulta a circulação e aumenta o risco de trombose e outras complicações.
  • Prevenção de Tromboembolismo Venoso (TEV): O sedentarismo, principalmente em situações de longos períodos sentado ou em repouso, como em viagens, aumenta o risco de formação de coágulos. Levantar-se regularmente, realizar alongamentos e, se necessário, usar meias de compressão são práticas recomendadas para manter o fluxo sanguíneo adequado.
  • Exercícios de Alongamento: Além dos exercícios aeróbicos e de resistência, os alongamentos ajudam a manter a saúde vascular e contribuem para uma melhor circulação, além de auxiliar na prevenção de problemas circulatórios.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram). 



Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


10 hábitos que protegem seus rins

Descubra como hábitos simples podem garantir a saúde renal

 

Os rins são como pequenos filtros do nosso corpo. Eles limpam o sangue, eliminam toxinas e equilibram o volume de água e sais. Mas, para manter esses órgãos funcionando bem, alguns cuidados são fundamentais. O nefrologista e diretor médico da DaVita Tratamento Renal, Bruno Zawadzki, esclarece como hábitos saudáveis no dia a dia podem proteger a saúde renal.


1. Hidrate-se!

Beber água é a melhor forma de ajudar os rins a filtrarem as toxinas. “Uma média de 2 litros por dia é ideal, mas pode variar de pessoa para pessoa”, explica Bruno Zawadzki. Fique de olho na cor da urina – se estiver muito escura, pode ser um sinal de que você precisa beber mais água.

 
2. Não exagere no sal

O excesso de sódio aumenta a pressão arterial e pode sobrecarregar os rins. Experimente temperar a comida com ervas, alho e especiarias para realçar o sabor sem exagerar no sal.

3. Atente-se ao consumo de proteínas
Comer proteínas em excesso, especialmente carne vermelha, exige mais trabalho dos rins para processar os resíduos. “É importante incluir fontes variadas de proteína, como frango, peixes e proteínas vegetais - como lentilha, ervilha e grão de bico”, complementa o nefrologista.

4. Pratique atividade física

Exercícios ajudam a manter o peso ideal e a pressão sob controle, diminuindo o risco de doenças renais. Muitas vezes, uma simples caminhada diária faz diferença.

5. Cuidado com a automedicação

“Alguns medicamentos, principalmente os anti-inflamatórios, sobrecarregam os rins se usados frequentemente sem orientação médica”, alerta o especialista. Consulte sempre um profissional antes de tomar qualquer remédio.


6. Controle o açúcar

O diabetes é uma das principais causas de problemas renais. Manter o açúcar no sangue sob controle é essencial para evitar complicações. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença.

7. Atenção ao peso!

O excesso de peso está ligado à pressão alta e ao diabetes, que afetam diretamente os rins. Uma dieta equilibrada e a prática de atividades físicas ajudam a manter um peso saudável.


8. Evite o consumo de bebidas alcóolicas

O álcool em excesso pode causar desidratação e prejudicar a função renal. “A substância pode desencadear processos inflamatórios nos tecidos renais, contribuindo para lesões e aumentando o risco de doença renal”, esclarece o diretor médico.


9. Não fume

O cigarro prejudica a circulação e acelera o envelhecimento dos rins. Parar de fumar é um dos melhores investimentos para a saúde geral do corpo, incluindo os rins.


10. Faça exames regulares

Consultas e exames de rotina ajudam a detectar problemas precocemente. “Quem tem histórico familiar de doenças renais, hipertensão ou diabetes deve redobrar a atenção e seguir as orientações médicas”, finaliza Zawadzki.

 


DaVita Tratamento Renal
www.davita.com.br


IA permite análise integrada e melhor diagnóstico do câncer de próstata

 Avanços vão garantir detecção da doença com mais agilidade e tratamentos menos invasivos

 

A expectativa de vida do homem brasileiro subiu para 73,1 anos, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada em agosto deste ano. Os dados mostram melhoras em diversos indicadores, mas por outro lado elevam os cuidados com a saúde masculina, especialmente em relação ao câncer de próstata. O envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida fazem com que o número de homens mais velhos cresça ao longo dos anos, aumentando o risco para o câncer de próstata, já que a idade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do tumor, além do histórico familiar de câncer de próstata também é um fator de risco, além do sobrepeso, obesidade, tabagismo e exposição a produtos químicos. 

Conforme o médico urologista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dr. Lucas Mira Gon, é fundamental entender o envelhecimento da população e como isso traz cada vez um impacto maior para a doença e seu tratamento. Dados do INCA de 2023 apontaram que o número de mortes por ano causadas pelo tumor deve aumentar em 85% ao longo de 20 anos, passando de 375 mil mortes, em 2020, para quase 700 mil mortes até 2040. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. 

E o que tem sido positivo são as pesquisas e avanços no tratamento. Um deles, um estudo sueco publicado no passado após 19 anos de acompanhamento de pacientes, apresentou uma redução de mortalidade em 52%, e de 54% de diagnóstico em doença metastática, em homens que fizeram rastreio com PSA, o que mostra que o tumor de próstata é um tumor que evolui lentamente na maioria dos casos, e eleva a importância de se fazer o diagnóstico precoce, especialmente em homens acima dos 45 anos. “Os avanços no diagnóstico e nas modalidades de tratamento garantem uma qualidade de vida e uma sobrevida para as pessoas. Ao mesmo tempo, com diagnóstico em fases iniciais, os médicos ficam em melhores condições para classificar a doença. Em algumas situações, podemos ter uma doença de baixo risco de progressão e que pode ser acompanhada”, explica o médico urologista, Dr. Lucas Mira Gon. 

Este é um papel do screening, ou seja, uma investigação rotineira do câncer de próstata, exame que pode ajudar a identificar a doença logo em seu início, aumentando assim a chance de sucesso no tratamento, recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia. “Dessa forma conseguimos selecionar melhor os pacientes que precisam fazer exames como a biópsia e assim fazer o diagnóstico mais preciso”, explica. Segundo ele, esse exame estratifica o risco numa tentativa de diminuir a morbidade do tratamento e dos exames. Lucas Gon relata ainda que com os avanços, o número de biópsias desnecessárias diminuiu, uma vez que no passado só havia o recorte do PSA total, o que levava a uma série de biópsia sem necessidade.” Atualmente, com mais refinamentos nas análises, tem menos morbidade”, sintetiza. 

Segundo o urologista, com a evolução dos estudos, os médicos passaramm a ajustar a conduta conforme o que o cenário apresenta. “Hoje entendemos que é importante a gente fazer screening, o diagnóstico. Entendemos que, com classificação adequada, os casos de baixo risco podem ser acompanhados e com isso a gente consegue diminuir a morbidade da doença”, sintetiza.

 

História e avanços

O médico faz uma análise sobre o exame de PSA (no português, “Antigénio Específico da Próstata) - feita a partir da coleta de amostra de sangue do paciente para rastrear o câncer de próstata – bastante difundida nos meados dos anos 1990. Com o tempo, ainda naquela década, o que se viu foi uma quantidade de diagnóstico aumentar de forma considerável. “Existia muitos casos represados, e essa avanço manteve o diagnóstico mais alto do que antes, porque a medicina conseguiu acessar a doença de forma mais precoce, porque antes da era do PSA só era diagnosticado o câncer, normalmente em fases já mais avançadas”, conta o urologista. 

No passado era preciso que o tumor crescesse, já que incialmente ele não causava sintoma. “Ele crescia e crescia, até que passava a apertar o canal da urina, provocando algum sangramento urinário, ou outros sintomas, como dor pélvica, por exemplo, só acontece na doença metastática, quando já tem metástase óssea”, analisa. 

Com o avanço dos exames de PSA, já nos anos 2000, o diagnóstico passar a ser um pouco mais preciso, aumentando a sobrevida de pacientes. “Essa mortalidade diminuída está muito mais relacionada ao desenvolvimento da medicina, das quimioterapias, do tratamento, do que de fato ao diagnóstico”, acredita o especialista. 

O médico relata ainda que com os avanços, o número de biópsias desnecessárias diminuiu, uma vez que no passado só havia o recorte do PSA total, o que levava a uma série de biópsia sem necessidade. “Atualmente, com mais refinamentos nas análises, tem menos morbidade”, menciona.

 

Diagnóstico

É bem comum, segundo o urologista, um paciente ter sintomas no câncer de próstata normalmente em fases mais avançadas, quando o tumor já cresceu para causar sintomas que acontecem mais comumente na doença metastática. “Por isso a necessidade do diagnóstico precoce e, com os avanços, muito tem mudado positivamente", afirma o médico Lucas Gon. 

Ele conta ainda que existem atualmente estudos com outras moléculas da família do PSA, que tem sido usado nos Estados Unidos. “Existem alguns cenários que estão sendo usados testes genéticos, mais reservado para quem tem uma história familiar, para quem já teve outros tumores. E existem estudos para procurar marcadores urinários, por exemplo o PCA3, que tem alguns detalhes para a coleta dele na urina. Não é tão fácil de se obter e nem tem como fazer o diagnóstico com ele de forma isolada, mas com o uso da Inteligência Artificial, muito será possível”, acredita. 

Com essa tecnologia, a IA vai permitir uma análise integrada e, a partir disso, possa conseguir ajudar a saber quem são as pessoas que têm mais risco, direcionando assim um melhor screening. “E com adaptação e ajuste do tempo de intervalo entre os exames e os tipos de exames a serem solicitados de uma forma mais individualizada, de acordo com a necessidade de cada grupo populacional”, salienta.



Dr. Lucas Mira Gon, médico urologista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ),

Grupo UniEduK


O bebê nasceu prematuro, e agora?

Professor da UniSul/Inspirali esclarece dúvidas sobre o tema


A chegada de um bebê antes do tempo considerado normal de uma gestação é sempre motivo de preocupação para os pais e familiares. Além da expectativa pelo nascimento de uma criança saudável, o tempo de UTI e o desenvolvimento do bebê enchem a cabeça dos responsáveis de insegurança e muita, muita ansiedade. 

Com o intuito de esclarecer as principais dúvidas sobre prematuridade, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do Brasil, ouviu o Dr. Juhir Paulo Braglia Jr, pediatra e neonato, professor da UniSul. Confira:
 

- Quando um bebê é considerado prematuro?

R: O bebê é considerado prematuro quando nasce abaixo de 37 semanas de idade gestacional
 

- Existem graus de prematuridade? Quais?

R: Sim. Prematuro extremo são bebês que nascem antes de 28 semanas; prematuro muito pré-termo são os que nascem entre 28 e 32 semanas; já o prematuro moderado chegam entre 28 e 37 semanas, sendo que entre 34 e 37 são pré-termo tardio.
 

- Quais fatores podem desencadear um nascimento prematuro?

R: Doenças maternas existentes antes da gravidez, como trombofilia ou doenças autoimunes; doenças adquiridas na gestação como infecções congênitas (sífilis, HIV, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola, covid-19, etc), infecções tipo corioamnoite; ou ainda doença hipertensiva específica da gravidez como descolamento de placenta, placenta prévia. Também existem condições anatômicas da gestante, que são os casos de útero bicorno, incompetência istmo cervical. Outros fatores são tabagismo, uso de drogas, desnutrição materna, trauma por acidente e violência doméstica.
 

- Quais os principais cuidados necessários com o bebê nascido antes do tempo? E com a mãe?

R: Quanto ao recém-nascido, são muitos cuidados, quanto maior a prematuridade, mais cuidados tem de ter. Com a mãe vai depender se ela tinha alguma doença ou problema que levou a prematuridade.
 

- Quando a prematuridade representar risco para o bebê? E para a mãe?

R: Para o bebê vai depender do grau da prematuridade, das causas da prematuridade, das condições de gestação e do parto. Para a mãe, quando for causada por determinadas doenças como DHEG, DPP, etc.
 

- É possível prever um nascimento prematuro?

R: Fazendo o pré-natal adequado, você pode perceber se a gestante tem risco ou indícios de trabalho de parto prematuro.
 

- É possível evitar?

R: Tudo depende da causa. Há situações em que o tratamento adequado do fator causal, além de cuidados da gestante como repouso, abandono de tabagismo e drogas, se tiverem envolvidos, alimentação adequada e, principalmente, acesso ao pré-natal adequado.
 

- Todo bebê prematuro precisa de internação?

R: Geralmente sim. Por risco de hipoglicemia, hipotermia e várias outras complicações. Muitas vezes um prematuro tardio pode até escapar de uma internação, desde tenha o parto próximo ao termo e peso adequados, sem ter outros fatores de risco associado
 

- Quando o bebê prematuro recebe alta?

R: Isso depende dos protocolos de cada serviço de neonatologia. Mas, em geral, quando a idade gestacional está corrigida em torno de 35-36 semanas, estando em ar ambiente, com peso entorno de 2 kg e aumentando, desde que esteja com toda dieta via oral e curado de outras comorbidades que apresente ao nascer.
 

- Qual o médico responsável pelo cuidado de um bebê prematuro?

R: O médico pediatra, sendo que existem neonatologista que fazem o acompanhamento desses prematuros.
 

- Quais as sequelas de um parto prematuro para o bebê? E para a mãe?

R: Ao recém-nascido vai depender do grau de prematuridade e das condições do parto e período neonatal. Para a mãe vai depender se teve doenças que levaram a prematuridade.
 

- Quais os cuidados pós-alta?

R: É preciso ter cuidado com ganho de peso, desenvolvimento neuropsicomotor, realizar acompanhamento com especialistas, se for o caso (neurologista, gastro, cardiologista, fisioterapeuta. Tudo vai depender da condição clínica na alta).
 

- O prematuro tem dificuldade de desenvolvimento na infância? E na vida adulta?

R: Pode ter, dependendo do fator que levou a prematuridade, das condições da gestação, do parto e do período neonatal.


Novembro Roxo: conheça a importância do aleitamento materno para bebês prematuros

Entenda como a amamentação pode beneficiar os bebês prematuros e como deve ser feita

Em comemoração ao Novembro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade, a Philips Avent reforça a importância crucial do aleitamento materno para os bebês que chegam ao mundo antes do tempo. Ele é reconhecido mundialmente como uma prática fundamental para a saúde e o desenvolvimento dos recém-nascidos prematuros, que são especialmente vulneráveis e necessitam de cuidados ainda mais delicados. 

O leite materno é considerado um "superalimento" devido à sua composição nutricional única, que oferece os nutrientes necessários para fortalecer o sistema imunológico do bebê, ajudando a prevenir infecções e doenças que são mais comuns e severas em bebês prematuros. Além disso, o leite da mãe de um prematuro possui características específicas que atendem melhor às necessidades desse bebê, ajudando no ganho de peso e desenvolvimento neurológico.
 

Para ajudar a tornar este momento mais prático, confira as dicas da fonoaudióloga, consultora de amamentação e especialista da Philips Avent, Flávia Puccini:

  • Desafios da amamentação

“Amamentar um bebê prematuro apresenta desafios tanto para o bebê quanto para a mãe. O primeiro desafio é que o bebê ainda não está totalmente preparado para mamar diretamente no peito. Bebês prematuros geralmente precisam ficar na incubadora e devem conservar energia, evitar perda de calorias e sugar muito forte. 

Além disso, as mães desses bebês frequentemente enfrentam o afastamento físico, pois nem sempre conseguem estar com eles na UTI o tempo todo. Esse distanciamento pode gerar uma carga emocional intensa e frustração, pois a mãe deseja estar presente para amamentar e cuidar, mas sente-se limitada pelas circunstâncias”.


  • Como aumentar a produção de leite e extrair:

“Para aumentar a produção de leite, a ordenha é uma das técnicas mais eficazes. A mãe pode tentar colocar o bebê para mamar e, caso ele não consiga, fazer a extração do leite em seguida para garantir o estímulo. Esse processo precisa ser feito em horários regulares, como se o bebê estivesse mamando direto no peito, pois isso ajuda a manter a produção constante. Além dessas técnicas, é essencial que a mãe cuide da própria saúde: alimentação balanceada, muita hidratação e descanso adequado são fundamentais”, afirma Flávia. 

Para assegurar uma boa extração, a Philips Avent indica o Extrator Manual de Leite com Tecnologia Natural Motion, que combina os movimentos de sucção e estímulo do mamilo para garantir uma extração mais rápida e confortável. 

E para tornar esse processo ainda mais fácil, faça uma massagem leve nos seios antes da extração e, se possível, use a Bolsa Térmica de Gel Philips Avent, que, se usada quente, pode ajudar a estimular a produção. Esse processo auxilia na abertura dos canais de leite, facilitando a saída.

 

Philips Avent
acesse: Link.



Conheça as implicações da diabetes na saúde reprodutiva

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A doença pode afetar a fertilidade e trazer complicações durante a gestação, exigindo cuidados específicos e o acompanhamento médico regular.

 

A diabetes é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas no mundo e gera implicações significativas na saúde em geral, além de impactar também na saúde reprodutiva de homens e mulheres. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 537 milhões de adultos vivem com diabetes globalmente. Quando mal controlada, a doença pode interferir no funcionamento do sistema reprodutor e afetar a fertilidade e aumentar os riscos durante a gestação. 

Para as mulheres, a diabetes pode levar a desequilíbrios hormonais que prejudicam a ovulação e dificultam a concepção, isso porque, pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2, quando mal controladas, têm mais chances de desenvolver distúrbios menstruais e condições como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), que também afeta a fertilidade. 

Algumas complicações durante a gestação podem ser mais frequentes, incluindo o aborto espontâneo, a pré-eclâmpsia, o parto prematuro e a malformações fetais. Além disso, pacientes femininas que têm a doença correm maior risco de desenvolver diabetes gestacional, uma condição que, quando não tratada, pode afetar a saúde da mãe e do bebê. 

Nos homens, a diabetes pode prejudicar a qualidade do sêmen e afetar a função sexual, resultando na disfunção erétil e na diminuição do desejo sexual. Um estudo publicado pelo Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism indicou que homens com diabetes apresentam taxas de fertilidade significativamente mais baixas. Outro ponto importante é que o controle glicêmico inadequado pode afetar a produção hormonal e, consequentemente, a função reprodutiva masculina. 

"A diabetes pode impactar profundamente a saúde reprodutiva de homens e mulheres, mas com o controle adequado da doença, muitos desses riscos podem ser minimizados", afirma a Dra. Veronica Boeira Lima da Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR). 

Portanto, a diabetes é uma condição que demanda atenção especial em relação à fertilidade e ao processo reprodutivo. Por isso, manter um controle rigoroso da doença e buscar orientação médica adequada são os passos essenciais para garantir uma vida reprodutiva saudável para quem deseja conceber ou para quem já está à espera de um bebê. 

"É indispensável que as pessoas com diabetes monitorem regularmente seus níveis de glicose, procurem por orientação médica e adotem hábitos saudáveis para garantir a saúde a longo prazo e o bem-estar reprodutivo", complementa a médica Veronica Boeira Lima.

 

AMCR – Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para saber mais informações, acesse o site.


Entenda o que é a Síndrome de Muller-Weiss que levou o espanhol Rafael Nadal a se aposentar do tênis

Condição rara pode ir se agravando ao longo do tempo especialmente com a realização de mais esforço


O tenista Rafael Nadal vai se aposentar no mês de novembro. Aos 38 anos, o espanhol afirmou que vem sofrendo nos últimos anos continuamente com as dores que o tem tirado de importantes partidas e tem dificultado seu desempenho nas quadras. O atleta sofre da Síndrome de Muller-Weiss, condição rara e degenerativa, que é uma necrose avascular (ou seja, degradação por diminuição da chegada de sangue) em um osso chamado Navicular, que fica na região mais interna do pé (a chamada “curvinha” na base do pé).

“As causas ainda não são totalmente esclarecidas, mas há teorias de que é uma combinação entre atraso na calcificação desse osso e impactos/esforços de forma repetitiva na região”, afirma Allex Argente Caetano, ortopedista e especialista em cirurgia do pé e tornozelo.

Segundo o especialista, embora a doença tenha mais incidência em mulheres com aumento do IMC (Índice de Massa Corporal), são vários os fatores que podem contribuir para seu surgimento. “Os mais comuns são a combinação de estresses físicos e emocionais, principalmente durante a infância, e crianças atletas submetidas a treinamentos de alta intensidade. Apesar de as causas estarem mais relacionadas à infância, os sintomas geralmente surgem na idade adulta, mais comumente de 30 a 50 anos”, ressalta.

Entre alguns dos sintomas principais estão dores e deformidade progressiva nos pés, podendo afetar apenas um ou os dois. A utilização de anestesias para diminuir os sintomas e continuar jogando, como fez o tenista espanhol, podem agravar a condição. “A dor é um mecanismo de proteção. Quando retiramos essa sensação, podemos realizar esforços intensos sem que se perceba o quanto de lesão está sendo aplicada. Com isso, o problema pode ser agravado”, alerta.

A grande dificuldade para quem sofre da doença é que não há qualquer cura. De acordo com Caetano, os sintomas e deformidades podem ser acelerados por atividades intensas que sobrecarreguem o pé com a síndrome. O principal tratamento consiste na proteção mecânica no pé acometido e na correção das deformidades e desgastes conforme forem surgindo.

“Conseguimos proteger o pé acometido com a utilização de calçados com solados mais firmes e com maior sustentação na região mais próxima ao tornozelo, região no calçado conhecido com contraforte. Na maior parte dos casos, com dores leves/moderadas e deformidades mais discretas, garante uma boa qualidade de vida”, avalia o ortopedista.

Porém, com o avanço da doença pode ser necessário recorrer a procedimentos cirúrgicos, como infiltrações, osteotomias (cortes ósseos para correção de deformidade e realinhamento do pé) ou mesmo artrodeses (cirurgia em que alguns ossos são fundidos, eliminando os sintomas de artrose).


Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Mês de Conscientização sobre o Câncer de Pâncreas

Detecção precoce é um dos maiores desafios na prevenção da doença

 

Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de pâncreas, uma doença relativamente rara, mas considerada uma das mais agressivas e letais. No Brasil, a condição afeta quase 11 mil pessoas por ano, representa 5% das mortes no universo oncológico e, geralmente quando detectada em fase avançada, limita bastante as possibilidades de cura. 

De acordo com a oncologista Débora Passaro, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), essa é uma das doenças de maior índice de mortalidade entre os tipos de câncer. “O câncer de pâncreas ocupa o sexto lugar em mortalidade entre os cânceres e, apesar de raro, é altamente agressivo, com uma taxa de letalidade elevada,” afirma.
 

Principais fatores de risco e influência genética 

O câncer de pâncreas é mais comum em indivíduos acima dos 60 anos, e fatores de risco como idade avançada, inflamações pancreáticas, obesidade, diabetes, consumo excessivo de álcool e tabagismo aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença. Além disso, aspectos genéticos e histórico familiar podem desempenhar um papel significativo. “Acredita-se que um em cada cinco pacientes seja portador de uma variante patogênica hereditária, como as mutações nos genes BRCA1, BRCA2 e PALB2 ou síndrome como Peutz-Jeghers. Também, até 10% dos pacientes têm histórico de familiar de primeiro grau com câncer de pâncreas”, explica a oncologista.
 

Diagnóstico e sintomas 

Outro grande desafio é a ausência de sintomas nos estágios iniciais na maioria dos pacientes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o câncer de pâncreas é descoberto tardiamente, quando já se encontra em estágio avançado. “Quando localizado na cabeça do pâncreas, o paciente pode apresentar icterícia ainda no estágio inicial. No entanto, o câncer de pâncreas é frequentemente assintomático em fases iniciais, e a maioria dos pacientes só descobre a doença tardiamente. Os principais sintomas são inespecíficos, como fraqueza, perda de peso, diminuição do apetite, dores abdominais e nas costas. O diabetes de início recente em adultos também não deve ser ignorado”, destaca Dra. Débora. 

Sendo assim, a detecção precoce é um dos maiores desafios no combate ao câncer de pâncreas. Embora não exista um exame de rastreamento recomendado, a tomografia computadorizada é considerada o exame padrão para investigar a presença da doença, e a ressonância magnética pode auxiliar na avaliação da possibilidade da remoção cirúrgica do tumor. “Recomendamos a tomografia de rastreio em pacientes que têm familiares de primeiro grau com câncer de pâncreas,” orienta a oncologista.
 

Hábitos saudáveis podem reduzir os riscos 

O Mês de Conscientização sobre o Câncer de Pâncreas busca sensibilizar a população para os fatores de risco e a importância da consulta médica regular, especialmente para quem possui histórico familiar de câncer. Evitar o tabagismo, reduzir o consumo de álcool e adotar um estilo de vida ativo e saudável são passos fundamentais para reduzir os riscos. “Pacientes sedentários e obesos têm maior risco de desenvolver a doença. A prática de hábitos saudáveis é uma medida importante na prevenção,” reforça Dra. Débora.
A médica orienta que a cirurgia é o principal tratamento que possibilita a chance de cura. “Radioterapia e quimioterapia são indicados em casos mais avançados. Os cuidados paliativos são essenciais para aliviar os sintomas e oferecer algum conforto ao paciente e familiares”, finaliza.
  
 

Instituto de Oncologia de Sorocaba - IOS



Esclerodermia: saiba o que é, quais os sintomas e tratamentos

Divulgação
A doença autoimune que atinge a pele e pode afetar órgãos internos é quatro vezes mais comum em mulheres


Durante a vida, conhecemos milhões de pessoas em locais como trabalho, escola, faculdade, academia, entre outros. É provável que, em algum momento, você tenha conhecido alguém que tenha enfrentado o endurecimento da pele, uma condição chamada Esclerodermia.

A Esclerodermia é uma doença crônica e autoimune que afeta a pele e, por vezes, pode comprometer os órgãos internos com sua inflamação. As regiões afetadas, como mãos e pés, tornam-se endurecidas devido ao acúmulo anormal de colágeno no corpo, podendo mudar de cor: ficam pálidas ou azuladas no frio e avermelhadas no calor. Esta condição é quatro vezes mais comum em mulheres após os 40 anos.

"Alguns dos sintomas da Esclerodermia variam. Entre os mais comuns estão inchaço, desconforto ou dor nos músculos e articulações, manchas e espessamento na pele. Além desses sintomas, pele seca, coceira constante na região afetada, rigidez da pele, fadiga, dor no peito, falta de ar e tosse também são observados, diz a médica reumatologista Cláudia Goldenstein Schainberg."

Sua causa ainda não foi completamente definida. No entanto, é possível afirmar que fatores genéticos e ambientais podem desencadear uma resposta do sistema imunológico, levando-o a atacar erroneamente os próprios tecidos do corpo.

“A esclerodermia pode ser associada a outras doenças autoimunes, como lúpus e polimiosite. "Fatores como histórico familiar de esclerodermia, radioterapia e dermatomiosite podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença", reforça Schainberg.

O diagnóstico envolve uma avaliação clínica, testes laboratoriais, biópsias e, se necessário, testes de respiração e exames de imagem. Ainda não foi descoberta uma cura para a Esclerodermia, mas é possível tentar controlá-la por meio de tratamentos, sendo eles medicamentosos ou terapêuticos para aliviar o endurecimento da pele (fibrose) e evitar a progressão da condição,

O cuidado precoce e adequado pode melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir o risco de complicações a longo prazo. O tratamento deve ser realizado somente após a indicação de um reumatologista.

 

Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg - Com uma ampla experiência na área da saúde, Dra. Cláudia é graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e possui mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Fez também especialização em Reumatologia no Canadá e Estados Unidos. A Dra. Cláudia ainda declara a importância sobre assuntos sociais relacionados à saúde, bem-estar, qualidade de vida, autocuidado e humanismo. Atualmente exerce atividades de ensino, assistência e pesquisa no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde chefia o Laboratório de Imunologia Celular do LIM-17 e o Ambulatório de Artrites da Infância. Também faz parte do corpo clínico dos hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês e Alemão Oswaldo Cruz. Já no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua nos Ambulatórios de Osteoartrite, Gota e Espondiloartrites.

 

Nova droga é esperança para tratamento de câncer de mama agressivo

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Estudo realizado com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indica bons resultados para tratar o subtipo HER2-positivo, que responde por 20% dos diagnósticos da doença no mundo


Uma droga promissora no tratamento do câncer de mama metastático HER2-positivo, subtipo agressivo responsável por 20% dos diagnósticos da doença no mundo, surpreendeu cientistas de várias nacionalidades que participaram de um estudo recém-publicado na Nature Medicine. Um dos autores da pesquisa, o mastologista José Luiz Pedrini, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), afirma se tratar de um avanço importante. “Significa esperança para mulheres diagnosticadas com este subtipo de câncer de mama, e mesmo para as que vivenciam o retorno da doença após o tratamento inicial.”

O estudo “Trastuzumabe deruxtecan versus trastuzumabe emtansine no câncer de mama metastático HER2-positivo: Análise de sobrevida em longo prazo do estudo DESTINY-Breast03”, publicado no início de junho na renomada revista científica Nature Medicine, envolveu pesquisadores dos Estados Unidos, da Espanha, Itália, França, Austrália, China, Coreia do Sul, do Japão e Brasil. Para comprovar os resultados positivos da aplicação da nova droga T-DXd (trastuzumabe deruxtecan), as investigações foram realizadas em diferentes centros de pesquisas mundiais.

Quando em excesso, a HER2, proteína localizada na membrana das células mamárias, promove um crescimento expressivo de células cancerosas. Por esta razão, este subtipo de tumor tende a ser mais agressivo. Antes da descoberta dos subtipos da doença, incluindo HER2-positivo, os casos de câncer de mama tinham praticamente o mesmo tratamento.

Hoje, as alternativas disponíveis para o HER2-positivo preveem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Como avanço para tratá-lo, há a chamada terapia-alvo, que inclui o trastuzumabe emtansine (T-DM1), incorporado recentemente ao SUS (Sistema Único de Saúde). De forma geral, a droga promove o bloqueio da ação da proteína HER2, impedindo o estímulo de crescimento das células tumorais.

No estudo publicado na Nature Medicine, os pesquisadores puderam comparar a segurança e a eficácia de dois medicamentos, um deles o T-DM1, e a nova droga T-DXd no tratamento de mulheres com doença avançada do biomarcador HER2-positivo.

O T-DXd já tem aprovação nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão para pacientes com câncer de mama metastático HER2-positivo e é ministrado após a progressão da doença com taxano e trastuzumabe ou em pacientes que desenvolveram recorrência da doença durante o tratamento ou dentro de seis meses de conclusão da terapia neoadjuvante e/ou adjuvante, ou seja, antes ou após a cirurgia de câncer de mama.

No Brasil, sob a condução do mastologista José Luiz Pedrini, as investigações foram realizadas no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS).

“Ao todo, o estudo envolveu 261 pacientes, com idade média de 54 anos, que usaram a nova droga T-DXd, e 263, tratadas com T-DM1”, afirma Pedrini. A investigação revelou que as mulheres submetidas ao tratamento com a nova droga apresentaram maior tempo de sobrevida livre de progressão da doença quando comparadas com as pacientes tratadas com T-DM1 durante todo o período do estudo. “Com o T-DXd foram 29 meses; no T-DM1, 7,2 meses”, destaca.

Os autores também avaliaram a sobrevida livre de progressão em 24, 36 e 48 meses, e os resultados de T-DXd também se mostraram melhores. “Em 24 meses, a sobrevida livre de progressão da doença no grupo T-DXd foi de 55,8% contra 20,6% no grupo T-DM1. Em 36 meses, foram 45,7% para T-DXd e 12,4% para T-DM1. Finalmente, em 48 meses, obtivemos 41,5% com o uso de T-DXd e 9,9% com T-DM1”, compara.

Para o diretor da SBM, que tem a mesma opinião dos cientistas que participaram da investigação, os resultados são surpreendentes. “Justamente porque nunca houve uma diferença de benefício tão grande entre a melhor droga até então e uma nova droga, a T-DXd”, afirma.

As pacientes que participaram da pesquisa fazem uso da nova droga há cinco anos. “De outra forma, não teríamos alternativas de sobreviva”, diz José Luiz Pedrini, que acrescenta: “Será que entramos no caminho do controle de uma doença, que até então era impossível de curar?”


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