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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Boa nutrição assegura saúde muscular e ameniza a perda de mobilidade física em idosos

O fortalecimento da massa muscular melhora a autonomia, a independência e a qualidade de vida na maturidade. E a nutrição adequada é a chave para a saúde dos músculos para pessoas a partir dos 60 anos.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a faixa da população brasileira que mais aumenta é a de pessoas idosas, com taxas de crescimento de mais de 4% ao ano para a década de 2012/2022. Isto representa um aumento médio de mais de 1 milhão de pessoas idosas por ano.[1] E o idoso brasileiro, como todos mundo afora, passa pela perda de funcionalidade, que está atrelada à baixa mobilidade física e à saúde muscular. 

Isso ocorre pois, conforme a pessoa envelhece, é provável que sua capacidade funcional diminua, devido ao desenvolvimento de doenças ou limitações físicas, e, nesse caso, precisará do apoio de outra pessoa para realizar suas atividades diárias. Esta situação é conhecida como dependência funcional. Entende-se por capacidade funcional o ato de realizar atividades diárias consideradas importantes para si e para sua sobrevivência.[2] 

“Fica claro que manter a funcionalidade na medida em que a expectativa de vida cresce significa muita coisa: autonomia, independência e qualidade de vida para viver mais plenamente. E isso tem muito a ver com a alimentação”, diz Patrícia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil, empresa global de cuidados para a saúde e líder mundial em nutrição baseada em ciência. 

A Abbott estuda o impacto da boa nutrição em nossa saúde, incluindo a importância de nutrientes e ingredientes como:

  • Proteína e seu papel na saúde muscular.
  • HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato), ingrediente que atua junto com a proteína para manter e restaurar os músculos.
  • Vitamina D, que também contribui para a absorção do cálcio, levando ao fortalecimento dos ossos.

Patrícia explica que a perda de massa muscular é algo natural e inerente ao processo de envelhecimento. Mas que, sem exercícios e uma alimentação adequada, o quadro evolui para degradação do músculo que, se não cuidada, causa a sarcopenia (perda da massa muscular e principalmente da força muscular). 

Para se ter uma ideia, a partir dos 40 anos[3]-[4], o indivíduo já começa a perder 8% dessa massa a cada década, e aos 70 anos o quadro se acentua, atingindo índice de 15%. 

“É justamente neste estágio da vida que o corpo necessita destes nutrientes especiais. Os adultos com mais de 40 anos podem nutrir o corpo com uma boa alimentação e, ao mesmo tempo, reduzir a perda muscular e fortalecer os ossos, para garantir um envelhecimento mais saudável e uma vida plena”, explica.

 

HMB – prevenção e tratamento 

Pouco conhecido, o HMB (β-hidroxi-β-metilbutirato) é um composto vital para a saúde muscular que atua com a proteína para preservar as células do músculo, mesmo durante a perda da massa muscular. Mas como isso ocorre? 

O HMB estimula a produção da proteína, que por sua vez ajuda o corpo a manter e restaurar a massa muscular. Ele vem demonstrando que ajuda os idosos a manter sua saúde muscular à medida em que envelhecem ou quando ficam doentes - ajudando inclusive a minimizar a perda muscular durante o repouso.[5] 

O HMB também pode ser encontrado em alimentos como abacate, aspargo, frutas cítricas, couve-flor, entre outros. Estudos demonstram que 3 g de HMB por dia são benéficos à saúde do músculo. Porém, essa quantidade é extremamente difícil de ser obtida a partir de uma dieta normal, dadas às baixas quantidades de HMB disponíveis nos alimentos. Dessa forma, os suplementos contendo HMB podem ser considerados como uma opção, já que possuem uma quantidade eficaz desse componente. Neste sentido, vale ressaltar que estudos demonstram maior eficácia do HMB quando os suplementos nutricionais estão associados com alto teor proteico e calorias adequadas. 

Segundo projeções, o Brasil caminha para que, em 2060, um terço da população tenha mais de 60 anos.6[6] Isso reforça a importância da prevenção e manutenção da saúde muscular para uma longevidade saudável, e a nutrição tem uma contribuição importante para o condicionamento físico e a resistência muscular, essenciais para uma vida ativa. “É um alerta para a saúde e longevidade da nossa população, que ruma rapidamente para a inversão da pirâmide etária”, conclui Patrícia.

  

Referências

[1] Ministério da Saúde – Boletim Temático Saúde do Idoso. Acessado em setembro/23. Disponível em Link

[2] Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) - Envelhecimento e atenção à dependência no Brasil. Acessado em setembro/23. Disponível em Link

[3] Grimby GB et al. Acta Physiol Scand. 1982;115:125

[4] Baier S et al. J Parenter Enteral Nutr. 2009;33:71-82.

[5] Deutz N et al. Clin. Nutr. 2013; 32: 704-712.

[6] Senado Federal – Agência Senado. País precisa se preparar para o envelhecimento, dizem debatedores. Acessado em setembro/23. Disponível em Link

 

Câncer de colo de útero: você conhece os impactos da saúde reprodutiva?

Médicas explicam as implicações na fertilidade e a ligação da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) com a doença.

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres, e estima-se que até 2025 sejam diagnosticados 704 mil novos casos de câncer no Brasil. Uma preocupação que vem ganhando destaque sobre o assunto é como a doença pode afetar a capacidade reprodutiva das mulheres. Além de ser um grave risco à saúde, a doença pode causar implicações na fertilidade feminina, é o que explica a Dra. Marise Samama, médica e ginecologista especialista em patologia do trato genital inferior e colposcopia e em reprodução assistida da AMCR (Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil). 

O câncer de colo de útero, pode afetar de forma transitória ou permanente a fertilidade, isso porque o tratamento deste câncer, muitas vezes, pode causar um dano ao útero e até mesmo a necessidade de retirada do útero por conta do câncer de colo de útero,” destaca a dra. Marise. 

O câncer de colo de útero se origina nas células do colo do útero e está frequentemente associado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), e o tratamento da doença pode incluir cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Cada uma pode impactar a saúde reprodutiva, como por exemplo, cirurgias que envolvem a remoção de uma parte do colo do útero, podem preservar o útero, mas também podem levar a complicações na gravidez, como o parto prematuro, por exemplo. Já em alguns casos, é necessário a remoção total do útero, o que impede a possibilidade de uma gravidez futura. 

“Do ponto de vista reprodutivo, foi observado em estudos recentes que mulheres infectadas com HPV tem 1,4 vezes mais chance de serem inférteis que mulheres não infectadas, sendo ainda um achado controverso em diferentes estudos. Um outro aspecto analisado é que o vírus infecta endométrio e células da granulosa, podendo afetar o desenvolvimento in vitro dos embriões, porém ainda sem comprovação sobre o efeito na taxa de nascidos vivos. Também foi demonstrado que homens inférteis tem maior prevalência de infecção por HPV no sêmen, podem comprometer a qualidade seminal e função reprodutiva, com maior incidência de aborto espontâneo,” comenta a médica e ginecologista da AMCR.
 

Identificação do HPV

Identificar o HPV é crucial para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz, é o que explica a Dra. klissia Pires, médica Especialista em Reprodução Humana, “na maioria dos casos, a infecção pelo HPV é assintomática. O diagnóstico é feito por exames subsidiários como os testes de biologia molecular para detecção do vírus, o preventivo (colpocitologia oncótica), a colposcopia e a biópsia, quando necessário. Quando cursa com sintomas, o principal achado clínico são as verrugas genitais com aparência semelhante ao de uma couve-flor. As verrugas podem surgir na vulva, vagina, colo do útero, ânus e orofaringe. O HPV pode causar coceira, ardência ou manchas na região das verrugas.”
 

Importância da vacinação

Ainda segundo o INCA, com os avanços nos tratamentos e também por conta da detecção precoce do câncer, a taxa de sobrevida em cinco anos para o câncer de colo de útero está em torno de 66%. Porém, ainda assim, 25% das mulheres que passaram pelo tratamento enfrentam dificuldades para engravidar. Por isso, a Dra. Marise Samama, destaca a importância da vacinação contra o HPV, como uma atitude fundamental para reduzir a incidência da doença. “Para concluir, considerando os efeitos oncológicos e reprodutivos da infecção pelo vírus HPV no trato reprodutivo de homens e mulheres, a vacinação é sem dúvida nenhuma a melhor estratégia, somada a campanhas públicas de prevenção de ISTs e uso de preservativos,” finaliza a Dra. Marise. 

A vacinação é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até os 14 anos para meninas e até os 11 anos para meninos. No entanto, jovens e adultos até 26 anos podem se vacinar em clínicas particulares. Com a meta de aumentar a cobertura vacinal e proteger as novas gerações, é essencial que pais e responsáveis fiquem atentos ao calendário vacinal e incentivem a imunização de seus filhos.

“Existem 3 vacinas para o HPV, as mesmas são compostas por proteínas virais, porém sem capacidade de infecção. O objetivo é estimular o nosso sistema imune, a nossa memória imunológica”, explica a Dra. Zoila Isabel Medina De La Paz, especialista em Patologia do Trato Genital Inferior.

 


Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil - AMCR
Para saber mais informações, acesse o site.

 

VAI COMEÇAR A CORRER? SAIBA QUAIS OS CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA EVITAR LESÕES NO ESPORTE

  

Com o aumento da prática de corridas de rua no Brasil, é essencial se preparar adequadamente para evitar lesões. Confira as principais dicas sobre frequência, consistência, preparo muscular e ritmo

 

Nos últimos anos, o número de pessoas interessadas em corridas de rua cresceu de forma notável. O que começou como uma tendência nas redes sociais ganhou força, impulsionado pelos benefícios à qualidade de vida que o esporte oferece. De acordo com a plataforma de inscrições para eventos esportivos no Brasil, Tickets Sports, estima-se que existam cerca de 13 milhões de corredores em todo o país. Além disso, os dados mais recentes da Associação Brasileira de Corridas de Rua revelam que mais de 150 mil provas já foram realizadas nos últimos anos. 

Embora a corrida de rua promova saúde e bem-estar, quem decide iniciar no esporte deve estar ciente de que, como qualquer atividade física, há riscos de lesões, principalmente quando não há preparo adequado. Entre as lesões mais comuns estão distensões musculares e fraturas por estresse, muitas vezes causadas pelo impacto repetitivo ou pela execução incorreta dos movimentos. 

De acordo com Raquel Silvério, fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Trata - Guarulhos, é muito comum ver pessoas iniciando o hábito de correr sem qualquer preparo. “Antes é preciso entender fatores como frequência, consistência, preparo muscular e ritmo. Se uma pessoa não tem o hábito de se exercitar, o ideal é que ela passe por uma avaliação e acompanhamento antes de iniciar a corrida, pois a musculatura das pernas e do quadril precisa estar devidamente fortalecida”, explica. 

A fisioterapeuta também destaca que muitos iniciantes negligenciam detalhes importantes, o que pode aumentar o risco de lesões e desconfortos. Veja como iniciar esse hábito de correr, mas com segurança:
 

Escolha o calçado certo: Segundo Raquel, o tênis ideal é aquele que proporciona suporte adequado ao arco do pé e absorve o impacto da corrida. “O uso de um calçado inadequado pode gerar problemas, como dores nas articulações e até lesões mais graves. O tênis correto não só protege as articulações, como também distribui melhor o impacto no corpo,” explica a fisioterapeuta. Além disso, Raquel recomenda trocar o tênis regularmente, evitando correr com calçados desgastados.
 

Prepare-se fisicamente: Fortalecer a musculatura também é um ponto que Raquel sempre enfatiza. “Antes de começar a correr, é importante trabalhar a musculatura das pernas, quadris e core. Sem esse fortalecimento, o corpo não está preparado para o impacto repetitivo da corrida, o que pode resultar em lesões como tendinites ou fraturas por estresse,” alerta. Exercícios como agachamentos e prancha ajudam a criar essa base muscular sólida.
 

Mantenha-se hidratado: Se engana quem acredita que a hidratação se resume apenas a beber água durante a corrida. A especialista explica que o corpo precisa estar bem hidratado antes, durante e depois da atividade física para prevenir cãibras e garantir um bom desempenho. Para corredores, especialmente em climas quentes, é importante ingerir água em pequenas quantidades ao longo do treino e continuar se hidratando após a corrida.
 

Faça aquecimentos: O aquecimento também é uma parte que muitos iniciantes tendem a negligenciar, mas ele é essencial para preparar os músculos e articulações para o esforço da corrida. ‘’Movimentos dinâmicos, aumentam a circulação sanguínea, prepara as estruturas e evitam lesões. Um bom aquecimento garante que o corpo esteja pronto para a atividade e diminui o risco de distensões musculares’’, resume.
 

Por fim, respeite seus limites: Raquel Silvério lembra que ouvir o corpo é fundamental para evitar lesões. “Muitas vezes, os iniciantes ficam empolgados e acabam ignorando sinais de cansaço ou dor, o que pode causar problemas nas articulações e até lesões mais sérias. É importante não tentar correr grandes distâncias logo no começo e dar tempo ao corpo para se adaptar,” explica. Ela também reforça a importância dos dias de descanso, que ajudam os músculos a se recuperarem e garantem um treino mais seguro e eficaz.
 

Raquel Silvério - Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral.



O que a cor do seu catarro significa

 

Divulgação

Especialista explica as principais doenças que podem causar a secreção na garganta e como tratar

 

As mudanças climáticas causadas pela chegada do outono aumentam a incidência de um conhecido sintoma: a secreção na garganta popularmente conhecida como “catarro”, que é produzida pelo sistema respiratório como resposta a irritações, infecções ou inflamações. Podendo ser branco, amarelado ou esverdeado, as secreções ou mucos podem ser causados por diversos fatores.

“As principais doenças que causam secreção na garganta são a faringite, que é um edema na parte posterior da garganta e que pode causar o muco e dor de garganta; a laringite, que acomete as cordas vocais e pode causar secreção, tosse e rouquidão; os resfriados ou sinusites, que causam secreções no nariz que podem gotejar para a garganta causando tosse e incômodo”, explica o Doutor Paulo Mendes Jr, otorrinolaringologista do Hospital IPO, maior referência da América Latina em otorrinolaringologia, com sede em Curitiba (PR). 

Paulo comenta o fato de que a primeira ação da maioria das pessoas para tentar eliminar o catarro é o ato de “pigarrear”. Apesar de efetiva à primeira vista, a ação tende a causar prejuízos a longo prazo. “A repetição do pigarro pode traumatizar e causar uma lesão próximo às cordas vocais chamada granuloma ou úlcera de contato. A região inflama, fica machucada e a tendência é sempre piorar”, comenta. A solução mais eficaz para eliminação do muco é a lavagem nasal, que pode ser realizada de várias formas. “Ao observar a secreção vindo do nariz para a garganta, principalmente em resfriados, deve-se realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, que pode ser em jato contínuo ou em garrafinhas com alto volume de soro. Outras opções são a inalação com soro em temperatura ambiente e a ingestão de bastante água para deixar o muco mais fluido e fácil de ser eliminado”, explica.

A lavagem nasal, inclusive, é indicada não apenas quando existe a presença de secreção na garganta, mas também como uma forma de prevenção e limpeza no dia a dia. “O nariz filtra poluição do ar, ácaro, pólen e epitélio de animais, podendo obstruir as vias e evoluir para uma sinusite. A lavagem, se feita diariamente, vai remover possíveis secreções, sujeiras e hidratar a mucosa nasal”, argumenta o especialista. 

Em relação à coloração do muco, inicialmente é normal que seja clara e aquosa. “A secreção inicial, chamada de coriza, é comum em crises de rinite, resfriados e gripes. O equívoco mais comum dos pacientes é acreditar que caso a coloração mude para amarelada ou esverdeada, já deve fazer uso de antibióticos”, explica o médico. “A coloração não vai indicar a necessidade de antibiótico, e sim o tempo que ela está ocorrendo e outros sintomas. Por isso é importante que um médico sempre seja consultado para o diagnóstico correto”, completa o Dr. Paulo Mendes Jr.

 

Menopausa e depressão: desafios invisíveis da transição hormonal


A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana. Essa mudança repentina pode ocasionar danos à saúde e a qualidade de vida da mulher e desencadear problemas sérios, tal como a depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 teremos 1 bilhão de pessoas com sintomas da menopausa.  Atualmente, no Brasil, são cerca de 18 milhões de mulheres nessa condição. A menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais.

 

Entenda a relação

Após a última menstruação há uma queda muito expressiva na produção de hormônios produzidos pelos ovários, sobretudo, o estrogênio, a testosterona e a   progesterona. Essa condição pode contribuir para o surgimento de sintomas como irritabilidade, falta de sono, instabilidade de humor, falta de disposição, baixa libido, ressecamento da vagina, pele, cabelo e unhas, diminuição da secreção vaginal - levanto muitas vezes a dispareunia (dor genital que ocorre durante a relação sexual) , piora da memória e até casos mais graves, tais como, osteoporose e quadros depressivos.

Todos esses sintomas podem estar relacionados à queda abrupta dos hormônios com a chegada da menopausa. Os hormônios não fazem mal à saúde, aliás, são substâncias produzidas pelo nosso corpo, essenciais à vida ou qualidade de vida. “O que faz mal é a carência ou o excesso, ou seja, o desequilíbrio hormonal causado pela falência do ovário”, explica o Dr. Walter Pace, Professor Doutor em Ginecologia e Titular da Academia Mineira de Medicina.

Os hormônios possuem funções específicas e são fundamentais para garantir a dinâmica das atividades biológicas do corpo, pois regulam o crescimento, influenciam a vida sexual e promovem o equilíbrio interno, além de outros benefícios. O declínio da produção de hormônios como o estrogênio e a testosterona, por exemplo, podem acarretar episódios de depressão, falta de estímulo para conduzir situações do dia a dia e apatia.


Como identificar o problema?

É preciso identificar sinais e sintomas relacionados à menopausa e buscar acompanhamento médico específico para cada caso.

É comum mulheres procurarem tratamentos alternativos com base em antidepressivos e ansiolíticos para minimizar os impactos da depressão no período da menopausa.

O Dr. Walter Pace alerta sobre os riscos desses medicamentos para a saúde da mulher. “Infelizmente, em vez de tratar a causa (queda dos hormônios), são utilizados medicamentos antidepressivos que causam dependência e uma série de efeitos colaterais, sendo que, muitas vezes, só com o tratamento hormonal as pacientes já melhoram. É de suma importância que se faça um diagnóstico diferencial com o seu médico de confiança para compreender o que de fato é uma doença psiquiátrica ou uma questão relacionada à carência hormonal”, comenta o médico.  


Tratamento com implantes hormonais

Buscar um tratamento individualizado pode fazer a diferença aos primeiros sinais de sintomas da menopausa. Além disso, um estilo de vida saudável com a prática de atividade física, alimentação equilibrada e manter bons relacionamentos na vida pessoal podem colaborar para minimizar eventuais problemas.

O tratamento com o implante hormonal é extremamente eficaz e seguro na realização da reposição de hormônios bioidênticos (isoidênticos) – similares as substâncias produzidas pelo corpo (estrogênio, testosterona e progesterona) e deve ser indicado para as mulheres durante a menopausa. Diferente dos métodos convencionais, os implantes permitem a condução de um tratamento individualizado.

O procedimento é realizado por meio da implantação subcutânea de um segmento de tubos de silicone semipermeáveis. Esses tubos medem de 4 a 5 cm e comportam cerca de 40 a 50 mg de substâncias hormonais, a exemplo do estradiol, da testosterona e da  gestrinona.

“Quando bem indicada, de forma individualizada, o estradiol, a testosterona e a gestrinona ajudam bastante a melhorar a autoestima e o bem-estar, promovem disposição física e mental, alívio da ansiedade, diminuição da instabilidade de humor, melhora da secreção vaginal, aumento da libido, redução de gordura corporal e aumento de massa muscular. Além disso, auxiliam em questões ligadas aos sintomas da depressão, afirma o Dr. Pace.

Normalmente, a dose de hormônios é proporcional ao histórico de cada paciente e deve seguir rigorosamente as prescrições médicas.

 

 

Dr. Walter A. P. Pace – Ginecologista. Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestrado em Reprodução Humana – Assistant Ètranger pela Universidade Paris V René Descarte e Doutorado em Ginecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor-Doutor e Coordenador Geral da Pós Graduação de Ginecologia Minimamente Invasiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – Titular da Academia Mineira de Medicina – Vice Presidente do PHD Pace Hospital. Médico do Centro de Endometriose do Hospital Santa Joana/SP.

 

Cannabis medicinal pode promover efeito anti-idade no cérebro, aponta estudo

A pesquisa pode influenciar no tratamento de Alzheimer e Parkinson
 

O Tetrahidrocanabinol (THC), um dos principais componentes da cannabis medicinal, é capaz de promover o efeito anti-idade do cérebro de animais. É o que diz o estudo promovido pela Universidade de Bonn, na Alemanha, em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel. Isso porque, segundo a pesquisa, a planta em sua forma medicinal pode moderar a intensidade dos sinais de envelhecimento, a ação foi registrada nos camundongos utilizados pelos pesquisadores. Para o Dr. Jimmy Fardin, Coordenador da pós-graduação em Medicina Endoncabinoide do Grupo Conaes Brasil, o estudo poderá abrir portas para descobrir maneiras de manter os cérebros saudáveis por mais tempo, não tendo uma redução drástica da capacidade cognitiva quando pacientes atingem a terceira idade, podendo evitar o desenvolvimento de Alzheimer e Parkinson. 

“A pesquisa sobre o efeito da cannabis em relação a essas duas patologia está em andamento e ainda é uma área de estudo em desenvolvimento. No entanto, algumas evidências preliminares sugerem que os canabinoides, como o THC e o CBD, podem ter efeitos potenciais que influenciam em suas progressões. Isso porque o Tetrahidrocanabinol pode ter efeitos neuroprotetores no cérebro, o que ajuda a proteger as células nervosas do órgão, regulando o sistema imune através de receptores CB1 no encéfalo. Essa ação pode ser revelante em relação aos quadros do Alzheimer e do Parkinson, principalmente porque podem retardar os efeitos das doenças", explica o especialista. 

Segundo os dados divulgados no Relatório Nacional de Demências, publicado em 2023, estima-se que, no Brasil, mais de 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com a doença de Alzheimer. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, fez um alerta sobre falhas no combate à demência e destacou que o número de diagnósticos entre a população mundial pode alcançar 139 milhões de pessoas em 2050.
 

Como a cannabis age no cérebro

"A cannabis, por meio dos endocanabinoides que agem nos receptores CB1 do cérebro, promove uma maior proliferação de células neurais. Isso significa que ela ajuda a estimular a produção de novas células cerebrais. Um outro estudo realizado com camundongos, por exemplo, mostrou que aqueles que tinham uma enzima chamada FAAH inibida, apresentavam um aumento significativo na produção dessas células", explica o Dr. Jimmy. 

Ainda de acordo com o especialista, no caso do Alzheimer, a cannabis medicinal pode ajudar a diminuir a formação de placas beta-amiloides, que são proteínas associadas ao desenvolvimento da doença. Além disso, o Tetrahidrocanabinol (THC) pode auxiliar no alívio de sintomas comuns em pacientes com Alzheimer e Parkinson, como ansiedade, agitação e problemas de sono, o que melhora a qualidade de vida.
 

O motivo por trás do envelhecimento do cérebro

“O desgaste neuronal está associado diretamente a inflamação, por isso medidas preventivas são tão importantes como se alimentar bem. Hoje, já sabemos que açúcares em excesso pode gerar o que estamos chamando de diabetes tipo 3 que seria o Alzheimer ou doenças degenerativas no cérebro. Devido a inflamação gerada pelo excesso de carboidratos e suas reações no sistema nervoso central. A prática de exercícios físicos é uma excelente forma de prevenir muitas doenças que poderiam afetar o indivíduo no futuro. Boas noites de sono, são fundamentais para a consolidação da memória e evitar a inflamação neuronal, agindo na adequada metabolização dos excessos adquiridas no dia a dia", finaliza Fardin.




Grupo CONAES Brasil - Educação Médica (@conaesbrasil):
Saiba mais em: Link

 

Infertilidade, economia e formação de famílias: uma equação que precisamos resolver


Nos últimos 70 anos, as taxas de fertilidade têm caído globalmente, enquanto a infertilidade está em alta e já afeta uma em cada seis pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mudanças culturais e sociais, como a maior inserção das mulheres no mercado de trabalho e o aumento na busca por educação, somadas à redução da mortalidade infantil e aos altos custos para criar filhos, são alguns dos fatores que ajudam a explicar esse fenômeno, presente até mesmo em países historicamente conhecidos por suas elevadas taxas de natalidade, como a Índia.

A situação geopolítica e econômica atuais associadas ao aquecimento global, guerras e instabilidade política em muitas áreas aumentam a incerteza e podem complicar ainda mais a situação, contribuindo para o adiamento da gravidez e formação de famílias. O impacto econômico e social das baixas taxas de fertilidade é reconhecido pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Fórum Económico Mundial, uma vez que o funcionamento dos sistemas de aposentadorias e cuidados de saúde depende de um número mínimo de pessoas jovens trabalhando. O envelhecimento combinado com a queda acentuada das taxas de natalidade poderá criar um desastre demográfico com efeitos econômicos desastrosos que afeta a vida de todos nós.

No Brasil, de acordo com dados divulgados pelo IBGE, a taxa de em 2023 foi de 1,57 filho por mulher e deve recuar para 1,47 em 2030, atingindo seu ponto mais baixo em 2041. Este declínio está diretamente relacionado às intensas mudanças sociais, culturais e econômicas dos últimos anos, que têm levado muitas mulheres a adiarem a maternidade para se concentrarem nos estudos e na carreira. Como resultado dessa mudança, houve um aumento de 56% nos partos de mulheres entre 35 e 39 anos, e de 36% entre aquelas com idades de 40 a 44 anos. As mulheres, entretanto, parecem ignorar um fator biológico: há um número não renovável de óvulos em seus ovários, que se reduz rapidamente a partir dos 35 anos e, infelizmente, não existe métodos conhecidos para manter nem renovar a chamada “reserva ovariana”.  Muitas mulheres pensam que podem adiar a gravidez confiando nos avanços da ciência para ajudá-las a alcançar a maternidade, o que pode não ser verdade. Infelizmente, o declínio da fertilidade já começa naturalmente por volta dos 25-30 anos de idade, e segue acelerado após os 35 anos, de forma que as chances de infertilidade podem chegar a 50% aos 41 anos e 90% aos 45 anos. Mesmo quando são utilizadas as modernas técnicas de reprodução assistida (TRA), a idade feminina é o principal fator limitante de sucesso.

Diante deste cenário catastrófico global, a Federação Internacional de Sociedades de Infertilidade (IFFS), entidade que congrega sociedades de todo o planeta lançou a campanha “#MaisAlegria (#MoreJoy) que visa conscientizar a população, empresas e governos sobre as várias facetas da infertilidade. A capacidade de engravidar e ter um filho, bem como o direito de ter acesso a informações sobre a saúde reprodutiva é um direito humano fundamental estabelecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Entretanto, a maioria das pessoas que necessitam de ajuda médica através do uso de técnicas de reprodução assistida (TRA) para construir suas famílias não conseguem custear nem ter acesso a estes tratamentos.

A campanha convoca empresas e governos para desenvolverem políticas que incluam a formação de famílias e permitam que seus colaboradores tenham benefícios incluindo cobertura de tratamentos e tempo disponível para realizá-los. Antenadas a tendência feminina de investir na carreira e adiar a maternidade, várias grandes empresas como Facebook, Apple e Walmart já incorporaram as TRA como benefício para seus colaboradores.  Em nossos país, o exemplo já foi seguido por algumas empresas como o Google, Mercado Livre e Microsoft. O acesso universal às TRA assim como educação e prevenção de infertilidade permanecem um grande desafio a ser superado em todo o mundo. Não podemos esquecer que o uso das técnicas de reprodução assistida abriu oportunidades de maternidade e paternidade para casais homoafetivos, bem como para solteiros através do uso da doação de sêmen e óvulos, sendo importante ferramenta de inclusão.

É preciso ressaltar ainda que conciliar a maternidade com a carreira é uma tarefa complexa e os níveis de burnout nessas mulheres têm aumentado. Infelizmente, pesquisas recentes revelam que a maternidade é ponto importante de desigualdade salarial e avanços na carreira, o que tem levado muitas mulheres jovens a desistir de engravidar.  Além disso, mães que retornam ao trabalho frequentemente não têm acesso a benefícios como creches ou licenças parentais, dificultando ainda mais esse equilíbrio.

Para enfrentar estes desafios, o mercado de trabalho, as empresas, governos e a sociedade devem fazer um esforço para implementar políticas de auxílio e apoio de forma que as novas gerações não tenham que escolher entre ter uma carreira ou uma família. Não se deve esquecer que decidir se e quando constituir família é um direito humano básico. A prosperidade, a alegria e o crescimento econômico serão a recompensa para aqueles que se atreverem a juntar-se à luta pelo acesso universal aos cuidados de saúde reprodutiva e construção de famílias. #MaisAlegria! 

 

Márcia Mendonça Carneiro - Diretora científica Clínica Origen, embaixadora da Campanha IFFS #MaisAlegria, professora titular- Departamento de Ginecologia e Obstetrícia – Faculdade de Medicina da UFMG


Brasil é o segundo país com mais diagnósticos de burnout

Excesso de trabalho e responsabilidade, pressão e prazos inadequados podem levar ao burnout
 Pixabay

Atrás apenas do Japão, que ocupa a primeira colocação em incidência da doença ocupacional, Brasil teve aumento de 236% de afastamentos do trabalho por burnout no período da pandemia da Covid-19, passando de 178, em 2019, para 421, em 2024, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

 

Trabalhe enquanto eles dormem”! A cultura de se dedicar exageradamente ao trabalho tem se difundido em redes sociais de influenciadores que disseminam conteúdos incentivando a conquistar o primeiro milhão de reais ou ter ascensão social. Esse tipo de rotina de trabalho pode levar a pessoa a ter sérios problemas de saúde, como o burnout, que segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), atinge aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros.

              O burnout é uma síndrome causada pelo estresse crônico no ambiente de trabalho. A pessoa fica esgotada emocional, mentalmente e fisicamente. Ela passa a se sentir sem energia para a fazer coisas do dia a dia e, mesmo descansando, o cansaço persiste. “O burnout não é um cansaço temporário. Não é porque a pessoa está triste com o trabalho ou teve uns dias ruins. É quando a pessoa vem se negligenciando há muito tempo e vem se arrastando. Esse esgotamento acaba afetando o bem estar emocional e físico e, se não tratado, pode provocar desenvolvimento de ansiedade ou depressão”, explica a psicóloga Bárbara Couto.

              O burnout pode levar ao distanciamento emocional das pessoas que ela gosta, além de se distanciar do trabalho também. Mesmo a pessoa que gostava muito do trabalho, pode passar a se relacionar de maneira diferente com clientes, pacientes e companheiros do serviço. “Muitos começam a sofrer só de pensar em ir ao trabalho. Como consequência, a pessoa passa a se sentir incompetente e improdutiva. Mesmo tendo um bom desempenho, ela não consegue se ver assim, sempre se enxergando como fracassada, como se não servisse mais para trabalhar” esclarece a psicóloga.


Causas do burnout

              A principal causa do burnout é a sobrecarga de trabalho. Mas outras situações também podem causar a síndrome, como pouca autonomia para tomar decisões, falta de recursos para desempenhar a função, ambiente hostil e conflituoso, desvalorização, excesso de pressão, metas altas e difíceis de alcançar, entre outros abusos, como o moral e o sexual dentro do trabalho.

              Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos e outros profissionais de saúde, professores, policiais, jornalistas, entre outros. Também podem afetar pessoas que cuidam de familiares, principalmente, com doença crônica, algum tipo de demência ou deficiência. “ Além de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e dentro do espectro autista, que são mais propensas, pois têm sobrecarga sensorial, dificuldades do cérebro descansar, distúrbios do sono e outros que podem cooperar com o desenvolvimento do burnout. Também pessoas com ansiedade e depressão. E as mulheres, principalmente as que acumulam o trabalho fora de casa com as responsabilidades domésticas”, relata Bárbara.


Os sintomas do burnout

              Entre os sintomas da síndrome estão exaustão extrema, insônia, muita irritabilidade, dificuldade de concentração, lapso de memória, dificuldade de tomar decisões, tontura, sensação de desmaio, alteração do batimento cardíaco, dor de cabeça, pressão alta e problemas gastrointestinais, entre outros. “E, como consequência vêm a ansiedade, depressão, baixa autoestima, isolamento social, distanciamento de pessoas que gostam, dificuldade para lidar com pessoas, procrastinação e desmotivação. Algumas pessoas passam a buscar alívio no uso exagerado da bebida e de drogas. É muito importante dar atenção aos sintomas para não cair no vício”, alerta a psicóloga.


O tratamento

              A primeira coisa que a pessoa precisa fazer é descansar, se afastando do trabalho. Depois, buscar um novo estilho de vida, com uma rotina mais flexível, que inclua momentos de descanso e de lazer. “Não adianta a pessoa descansar e depois voltar para o que a adoeceu. É interessante fazer terapia para achar os gatilhos que a levaram a adoecer, mudar e encontrar um caminho para não repetir mais. Também é necessário aprender a dizer não e dar limites, além de passar a delegar tarefas. E quando o burnout está muito grave, é importante também a intervenção de um médico psiquiatra para ajudar a pessoa a se restabelecer”, explica Bárbara.


O que fazer para não ter a doença do trabalho?

Há maneiras de evitar chegar a um quadro de exaustão tão grave. A primeira delas e ter a consciência do que se dá conta e não ultrapassar o limite. Também ter um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, com momentos de descanso, prazer e relaxamento. Fazer exercícios físicos é outra forma de prevenir o burnout. “É preciso se conhecer e entender que nenhum ser humano dá conta de tudo e, se insistir, vai pifar. Nosso cérebro precisa de descanso e distração, então, é bom parar e viajar, não somente nas férias. Além de gerenciar o tempo, organizar as tarefas, priorizar o que é urgente e delegar responsabilidades. E lembrar sempre, que não somos robôs, somos humanos com todas as fragilidades que nos são inerentes”, finaliza a psicóloga Bárbara Couto.


A psicóloga Bárbara Couto


        Bárbara Couto é Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e tem Mestrado em Psicologia Clínica e Saúde pela – Universidad Europea del Atlantico (UNIAtlântico), da Espanha.


              Ela também tem Especializações em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências e em Comportamento, ambas pela PUC-RS e em Neuropsicologia Clínica, pela Capacitar.


              Bárbara Couto escreveu dois livros, editados pela Drago Editorial, em versões impressa e e-book. O primeiro “Permita-se”, sobre relacionamentos abusivos e libertação emocional. E o segundo “Aceita-se”, sobre tabus e necessidade da autoaceitação para sobreviver em uma sociedade que tem dificuldade em aceitar.

 

Câncer de Mama: Detecção precoce é fundamental na redução da mortalidade

Cerca de 40% dos casos são diagnosticados em estágio avançado¹, mas mamografia e autoexame regulares podem reverter esse cenário
 

O tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil é o câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2024 são estimados 73.610 casos novos no país, com estimativa de risco de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.² Em meio a esse cenário, a detecção precoce aparece como a alternativa mais eficaz para aumentar as chances de cura e diminuir a mortalidade associada à doença. 

De acordo com dados do INCA, quase 40% dos casos de câncer de mama no Brasil ainda são diagnosticados em estágio avançado, o que impacta as chances de cura.¹ Em contrapartida, apesar dos desafios, o movimento Outubro Rosa, tem sido um dos grandes propulsores na luta pela conscientização da doença, impactando o aumento de até 39% dos exames de mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde).³ 

“O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e redução de mortalidade assim como também reduz a necessidade de tratamentos agressivos e suas consequências. Além das mamografias regulares, é importante que a mulher realize também o autoexame para ter ciência de qualquer alteração suspeita em suas mamas”, aconselha Dra. Fernanda Pimentel, Diretora Médica da Baxter. 

O principal sintoma do câncer de mama é o surgimento de um nódulo ou massa. Devido à variedade de características, é essencial que qualquer alteração, massa ou nódulo na mama seja avaliada por um médico. Além dos nódulos, há alguns outros sinais que podem indicar a presença do câncer de mama. Entre eles estão: retração da pele ou do mamilo, dando à mama uma aparência de casca de laranja; secreção aquosa pelo mamilo; vermelhidão na pele da mama; e pequenos nódulos nas axilas ou pescoço.4 

Também é necessário prestar atenção aos fatores de risco que influenciam no desenvolvimento da doença. Estudos indicam que idade avançada, obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool, o tabagismo e histórico familiar estão entre as características que aumentam a chance de desenvolver a doença. 

“Durante o mês de outubro, diversas iniciativas pelo país oferecem exames gratuitos e atividades de conscientização sobre o câncer de mama. Procurar atendimento médico informando-se sobre as unidades de saúde disponíveis na sua região, fazer o autoexame, realizar os exames preventivos e incentivar outras mulheres, é um grande passo para vencermos essa luta”, finaliza Dra. Fernanda.
  
 


Baxter
Para saber mais, visite site.



(1) INCA; MINISTÉRIO DA SAÚDE. Estadiamento Clinico. Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e números 2024. Rio de Janeiro, 2024. Disponível em: Link. Págs. 52 e 53. Acesso em: 8 de outubro de 2024.

(2) INCA. Câncer de mama em mulheres negras é destaque no outubro rosa deste ano. Disponível em: Link. Acesso em: 27 de setembro de 2024.

(3) Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Outubro Rosa aumenta em até 39% a realização de mamografias realizadas pelo SUS. Disponível em: Link. Acesso em: 27 de setembro de 2024.

(4) Ministério da Saúde. Câncer de mama: Saiba como reconhecer os sinais de alerta. Disponível em: Link. Acesso em: 30 de setembro de 2024.


Menopausa: médica afirma que os sintomas têm tratamento

18 de outubro é o Dia da Menopausa


“É possível ser feliz durante o climatério e após a menopausa! Os sintomas têm tratamento. Invista em dieta saudável e atividade física para evitar doenças cardiovasculares e osteoporose, e para viver plenamente saudável!”, recomenda a Dra. Rosália Padovani, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).


A menopausa é o nome dado à última menstruação, que geralmente acontece dos 45 aos 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da mulher. Cerca de 70% das mulheres atingem a menopausa espontânea ao redor dos 50 anos. Deve-se afirmar que a mulher chegou na menopausa quando ela completa um ano sem menstruar.


“O climatério, também chamado de perimenopausa, começa alguns anos antes e vai até alguns anos após a menopausa em si, sendo marcado em particular pela queda dos hormônios femininos: estrogênio e progesterona”, explica Dra. Rosália. Essa fase pode durar muito tempo e a mulher pode apresentar alguns desses sintomas devido, principalmente, à queda do estrogênio: insônia, variação de humor, irritabilidade, dores de cabeça, irregularidade menstrual, secura vaginal, fogachos (calores). As mulheres ainda podem apresentar episódios de sangramento que tendem a ser irregulares e inconstantes. Algumas menstruam várias vezes no mês ou, às vezes, a cada dois, três meses ou até mais.

 

Quando a menopausa acontece antes dos 40 anos, é denominada menopausa precoce, o que pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (infarto e derrame) e osteoporose, e por isso precisa de acompanhamento. A ciência tem demonstrado que o cigarro está associado à antecipação da menopausa, que pode ocorrer nas mulheres fumantes até dois anos antes da data que seria a esperada para a última menstruação. Os sintomas de menopausa têm tratamento e devem ser avaliados com o acompanhamento de um endocrinologista, em conjunto com o ginecologista.

 

O tratamento se baseia inicialmente em orientações de mudanças de estilo de vida: dieta saudável, atividade física regular, manutenção do peso adequado e suspensão do tabagismo. A terapia hormonal com estrógenos representa a forma mais efetiva de tratar os sintomas da menopausa. A dose da terapia hormonal e forma de administração (comprimidos, gel, adesivos, creme vaginal), assim como os riscos e benefícios do tratamento, devem ser avaliados de forma criteriosa pelo médico que vai acompanhar a paciente. “Mas nem todas as mulheres podem fazer reposição hormonal. Esse tratamento deve ser individualizado. São consideradas contraindicações absolutas: cânceres de mama e de endométrio, tromboembolismo, hepatopatias agudas e sangramento uterino (hemorragia genital) sem causa identificada”, explica a endocrinologista.

 



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Obesidade e circulação: sobrepeso aumenta o risco de doenças circulatórias e lipedema

Condição atinge um a cada quatro brasileiros e pode provocar diversas doenças crônicas, além de piorar a saúde vascular dos pacientes

 

A obesidade é reconhecida como um problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde e faz parte do grupo de ações nacionais para a prevenção de diversas doenças crônicas relacionadas a este quadro. Conforme dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas em Inquérito Telefônico (VIGITEL), do Governo Federal, publicado em 2003, uma a cada quatro pessoas dos 27 estados brasileiros são obesos. Hipertensão, diabetes tipo 2, câncer, problemas cardíacos e circulatórios estão entre as várias consequências do acúmulo de gordura no corpo. 

Para compreender como é mensurada a obesidade, a médica endocrinologista Luciana Tupy Tavares Furlan explica que um dos indicadores é o Índice de Massa Corporal (IMC) que é o padrão internacional para calcular a obesidade e o grau de sobrepeso. 

A classificação funciona da seguinte forma:

  • IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m²: peso adequado.
  • Acima disso temos os quadros de obesidade grau I, II e III.

É importante evitar que o sobrepeso evolua para níveis mais altos e aumente o risco do surgimento de outras doenças crônicas. Existe também a relação cintura-quadril (RCQ), que indica o alto risco para doenças cardiovasculares. 

Para avaliar a proporção de massa magra e massa gordurosa, existe o exame de Densitometria Óssea de Corpo Inteiro com Composição Corporal, considerado o padrão-ouro para avaliar a distribuição de massa de gordura e músculos numa determinada pessoa assim como o exame de bioimpedância”, explica a Dra. Luciana.

 

Impactos na circulação e nas pernas 

O excesso de peso pode causar impacto direto na circulação sanguínea e linfática. A obesidade é uma doença inflamatória e pode descompensar outras condições como o lipedema, doenças articulares, dores crônicas entre outras. 

“As pessoas com índice de massa corpórea acima de 35 Kg/m², tem maior chance de sobrecarga das veias e vasos linfáticos nas pernas, responsáveis pelo retorno do sangue para o coração e de líquidos ricos em proteínas para a circulação sanguínea, respectivamente. A dificuldade de circulação de sangue e linfa pode levar a inchaços, varizes e linfedema nos membros inferiores, causando sensação de peso e aumento do volume nas pernas, condições que ao longo do tempo não melhoram mesmo com repouso”, explica a médica e cirurgiã vascular, Luisa Ciucci Biagioni. 

Já o lipedema é uma doença fibrótica do tecido conjuntivo frouxo (tecido adiposo e matriz extracelular, composta por colágeno e elastina), que afeta predominantemente mulheres e se manifesta em períodos de mudança hormonal após a primeira menstruação, gestação ou menopausa. 

“A doença pode ou não estar associada à obesidade, varizes, hipermobilidade articular e ao linfedema. No entanto, o sobrepeso pode exacerbar um quadro de lipedema já instalado, pois é uma condição inflamatória”, detalha a Dra. Luisa. 

A médica também alerta que a obesidade aumenta o risco de trombose venosa profunda, caracterizada pela formação de coágulos nas veias profundas que podem migrar para o pulmão e gerar o quadro de tromboembolismo pulmonar (TEP). “É preciso ficar atento a inchaços repentinos com dor principalmente nos membros inferiores e buscar o acompanhamento médico adequado”, comenta.

 

Tratamento 

Pessoas obesas que apresentam problemas de circulação precisam de uma abordagem multiprofissional para avaliar as diversas condições crônicas associadas à doença. “É sempre fundamental contar com um programa de suporte global à saúde com adequação da dieta, atividade física supervisionada, tratamento com fisioterapeutas e psicólogos além de especialistas médicos como endocrinologistas, nutrólogos e clínicos. Todos fundamentais para a melhora da qualidade de vida do paciente”, detalha, Dra. Luisa. 

A médica enfatiza que a avaliação do cirurgião vascular é fundamental nos casos de edema persistente, varizes, linfedema ou sintomas como dificuldade ou dor durante as caminhadas. Os pacientes diabéticos e/ou tabagistas também devem ser avaliados pelo risco de complicações vasculares. Após a avaliação inicial, como parte do tratamento clínico, meias de compressão podem ser prescritas para melhorar os sintomas e prevenir complicações. 

As meias de compressão graduada funcionam como uma espécie de bomba que atua contra a força da gravidade e auxilia o retorno venoso e a reabsorção de líquidos pelos vasos linfáticos. É importante que elas possuam o nível de compressão correta, visando o melhor efeito terapêutico nos pacientes. 

“As meias trazem conforto e reforço no processo de tratamento dos inchaços, nos quadros de varizes e após tromboses venosas. Antes do uso, é importante a avaliação médica para a escolha da compressão correta e, também, da qualidade do produto. A SIGVARIS GROUP dispõe de uma ampla variedade de meias com tecnologia que elimina alguns desconfortos comumente relatados, como o calor, a qualidade do elástico e a textura do tecido, melhorando o bem-estar dos usuários”, finaliza.

 

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Mulheres precisam prestar atenção à saúde do coração

O Outubro Rosa é uma campanha fundamental para aumentar a conscientização sobre a prevenção do câncer de mama. Entretanto, há outra preocupação que se torna cada vez mais urgente: as doenças cardiovasculares, que lideram como a principal causa de morte entre as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo.


Nos últimos anos, as cardiopatias, como infartos do miocárdio, têm crescido entre as brasileiras, especialmente entre as mais jovens. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, há um aumento significativo de casos entre mulheres de 15 a 49 anos. Esse cenário é particularmente alarmante quando consideramos os fatores de risco específicos que afetam as mulheres.

Entre esses fatores, o estresse crônico, a ansiedade e a depressão são condições comuns, muitas vezes associadas à dupla jornada que elas enfrentam. Além das responsabilidades profissionais, a maioria das mulheres também arca com atividades domésticas e cuidados familiares. Um levantamento recente do Infojobs revelou que 83% das mulheres no Brasil enfrentam essa sobrecarga. O acúmulo de responsabilidades e a falta de tempo para autocuidado contribuem diretamente para o risco cardiovascular.


Embora técnicas de relaxamento, prática regular de exercícios físicos e uma boa rotina de sono sejam estratégias reconhecidas para mitigar esses riscos, muitas mulheres têm dificuldade em encontrar tempo para essas atividades. Nessa perspectiva, uma rede de apoio familiar e a divisão justa das tarefas diárias são fundamentais para que elas consigam cuidar melhor de si.

Outro ponto essencial é a atenção aos sintomas das doenças cardíacas, que podem se manifestar de maneira distinta nas mulheres. Diferente dos homens, que costumam sentir dores intensas no peito durante um infarto, as mulheres podem apresentar sinais mais sutis e menos evidentes, como fadiga persistente, falta de ar, náuseas, dores nas costas, mandíbula ou braços. Após a menopausa, o risco de problemas cardíacos aumenta, pois a queda nos níveis de estrogênio — hormônio que oferece proteção ao sistema cardiovascular — deixa as mulheres mais vulneráveis a essas condições. Manter consultas regulares com um cardiologista é uma medida preventiva crucial nessa fase.

No aspecto nutricional, diversos estudos mostram que uma dieta rica em antioxidantes, como frutas vermelhas, vegetais de folhas verdes e nozes, tem um papel protetor na saúde cardiovascular das mulheres. Esses alimentos ajudam a reduzir inflamações e melhoram a saúde dos vasos sanguíneos, contribuindo para a prevenção de doenças cardíacas.

No entanto, é importante lembrar que a saúde do coração não depende apenas de fatores físicos. Promover um equilíbrio entre o bem-estar físico e mental é fundamental para reduzir os riscos de complicações cardiovasculares. Em outubro, e durante todo o ano, é essencial que as mulheres reconheçam a importância de cuidar de seus corações, assim como de receber o apoio de todos ao seu redor para isso.

 

Dr. Ricardo Ferreira - cardiologista, especialista em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica, com especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva. Possui doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e é fundador do Centro Cardiológico


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