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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Evento no parque promove experiências com Yoga, Meditação e Reiki

Vivência será realizada com o objetivo de estimular o corpo e a mente

 

No próximo domingo, 17 de dezembro, pessoas interessadas em conectar-se com o seu interior, despertar, alongar e movimentar o corpo, poderão experimentar a liberação das tensões corporais e revitalizar sua energia mental e física. 

A Eubyme. co realiza o evento Vivências, com Yoga e Meditação com Reiki, às 9h, no Parque Aclimação, na capital paulista. 

A sensação de bem-estar e plenitude consigo mesmo estará presente nesta experiência. Independentemente de terem ou não conhecimento na prática, será um momento aberto a todos. 

A vivência será conduzida pela professora de dança e yoga, Camila Almeida, integrante do Coletivo Atravessadas e criadora do projeto Ressonâncias Afetivas: práticas de pilates, dança e yoga. 

Para o evento, é importante vestir roupas confortáveis, trazer um tapete, canga ou toalha para uma maior comodidade. Para participar, basta se inscrever pelo link de inscrição.

 

Serviço

Vivências Eubyme. co | Yoga + Meditação com Reiki no parque 

Dia: 17 de dezembro

Horário: 9h

Local: Parque Aclimação

Endereço: Rua Muniz de Sousa, 1.119 - Aclimação, São Paulo - SP
Inscrições: Link 


A Milionária, comédia de Bernard Shaw, chega em novo momento do Teatro Ruth Escobar

 


Com direção de Thiago Ledier e realização do Círculo de Atores, a montagem já foi vista por mais de 11.000 espectadores. Chris Couto, por sua atuação, ganhou o prêmio Shell de melhor atriz. O Teatro Ruth Escobar passa por mudanças técnicas e de programação com o objetivo de reforçar sua presença no cenário cultural da cidade de São Paulo

 

A peça trata de temas atuais; de um lado, a concentração de renda; de outro, a luta pela sobrevivência dos trabalhadores. Através de diálogos surpreendentes, o autor vasculha o modo de pensar de boa parte dos poucos bilionários que concentram a maior fatia da riqueza mundial. Reforçando seu estilo dialético, Shaw, de maneira divertida, não coloca “a verdade” na boca de nenhum personagem; ele não subestima o espectador, convidando-o, o tempo todo, a pensar sobre os múltiplos pontos de vista expostos no palco. Shaw levou quatro anos para escrever o texto, finalizando o trabalho aos quase 80 anos de idade, em 1936. 

 

SINOPSE

Apostas, Muito Dinheiro, Uma Fábrica de Roupas e Um Médico Muçulmano

A Milionária começa com Epifânia, uma das mulheres mais ricas da Europa, reunindo-se com seu advogado para discutir a possibilidade de seu provável suicídio. Ela pretende deixar toda a sua fortuna para seu marido como forma de punição pela infidelidade dele. Seu casamento fora resultado de um desafio. Seu finado pai, por quem Epifânia tem fixação assumidamente edipiana, impôs uma condição: para se casar com ela, o marido deveria receber uma quantia inicial razoável e, em seis meses, transformá-la em uma fortuna. O marido, boxeador e esportista, vence o desafio através de manobras financeiras criminosas e – ironia suprema – pela produção de uma peça teatral. Apesar disto, Epifânia desinteressa-se por ele. Após jogar escada abaixo um amigo que ofendera seu pai, ela encontra um médico egípcio e muçulmano, filho de uma lavadeira, por quem se apaixona. Para sua surpresa, ao propor casamento ao médico é informada que a humilde mãe do doutor também impôs um desafio como condição à mulher que desejasse desposá-lo: a pretendente deveria receber uma quantia miserável e sobreviver unicamente através do seu trabalho durante seis meses – só assim seria merecedora da mão do filho. Ao aceitar o desafio, Epifânia começa um movimento irresistível, desvendando o modo de agir e pensar de sua classe social – tão poucas vezes retratada em cena.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Bernard Shaw. Direção: Thiago Ledier. Elenco: Chris Couto, Guilherme Gorski, Luti Angelelli, Márcia de Oliveira, Priscilla Olyva, Rodrigo Chueri, Thiago Ledier e Sergio Mastropasqua. Trilha original: Gregory Slivar. Cenários: César Bento (in memoriam). Luz: Nicolas Caratori. Operação de Luz: Luana Frez. Figurinos: Cy Teixeira. Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Produção: SM Arte e Cultura. Direção de Produção: Selene Marinho. Coordenação de Produção: Sergio Mastropasqua e Patricia Pichamone. Assistente de Produção e Direção de Palco: Henrique Pina. Design Gráfico: Denise Bacellar. Gerenciamento de Mídias Sociais: Sergio Mastropasqua e Selene Marinho. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Realização: Círculo de Atores.

 

SERVIÇO

A MILIONÁRIA

Teatro Ruth Escobar - Sala Dina Sfat

Endereço – Rua dos Ingleses – Bela Vista. Telefone: (11) 3289-2358

Temporada: De 19 de janeiro a 11 de fevereiro de 2024, sextas e sábados, às 21 horas, e domingos, às 19 horas. Recomendação etária: 14 anos. Duração: 100 minutos. Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia entrada).


ALERTA LARANJA : Calor extremo e questões climáticas podem aumentar de casos de Câncer de pele no Brasil

 As regiões Sul e Sudeste serão as mais afetadas, respondendo por cerca de 70% da incidência total


O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta um aumento significativo nos casos de câncer de pele no Brasil, com a expectativa de registrar 704 mil novos casos a cada ano no período de 2023 a 2025. Destes, as regiões Sul e Sudeste serão as mais afetadas, respondendo por cerca de 70% da incidência total. 

Segundo Dr. Yuri Beckedorff Bittencourt, oncologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, as regiões Sul e Sudeste apresentam uma concentração significativa de casos de câncer de pele, e um dos fatores seria atribuído à descendência de imigrantes europeus, o que resultou em uma população com pele mais clara. “Essa característica, aliada à exposição solar crônica, especialmente entre trabalhadores rurais ao ar livre, contribui para o aumento de casos nessas áreas”. O médico também explica que a genética e fatores ambientais e climáticos podem aumentar o número de casos da doença: “Temos a questão do extremo calor e as reais condições da camada de ozônio, tudo isso pode influenciar a exposição aos raios UV”.
 

Fatores de Risco:

O principal fator de risco para o câncer de pele é a radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial, que induz a lesões no DNA. “Outro fator de riso que pouco se fala, é ter tido muitos episódios de queimadura solar durante a vida, inclusive na infância, bem como a exposição solar crônica que aumenta o risco da doença. O dano produzido pelas radiações é cumulativo”, explica o Dr. Yuri que relembra também pessoas com pele, cabelos e olhos mais claros (fototipos I e II); ter muitas sardas ou pintas pelo corpo, bem como presença de algumas lesões pré-malignas, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, idade acima de 65 anos, uso de tratamentos imunossupressores para tratamento de outras condições clínicas e exposição ambiental e ocupacional a determinados produtos utilizados em metalurgia, agricultura e diversas indústrias. “Podemos observar também, algumas síndromes genéticas mais infrequentes, como o xeroderma pigmentoso, também elevam consideravelmente o risco de desenvolver câncer de pele durante a vida”, conclui o oncologista.
 

Proteção

O protetor solar ideal deve ter boa proteção contra os raios UVA e UVB. O fator de proteção solar (FPS) acima de 30 já pode conferir boa proteção contra os raios UVB. Além disso, deve ser dermatologicamente testado e validado, ser resistente à água e não manchar o tecido das roupas. “Vale lembrar que, além da escolha do produto certo, é importante aplicá-lo 15 minutos antes de sair de casa e reaplicar ao longo do dia, de preferência a cada 2 horas, principalmente na praia ou piscina e quando se está fazendo atividades que produzem mais suor. Não esquecer de passar a quantidade correta de protetor solar uniformemente, sem deixar nenhuma área desprotegida”, explica Dr. Yuri Beckedorff.
 

Além do protetor solar outras dicas para se proteger, continuam válidas:

  • Usar chapéus adequados, óculos escuros com proteção UV, vestimentas apropriadas que cubram as áreas mais expostas;
  • Na praia ou piscina, preferir usar barracas feitas de algodão ou lona, que podem ser mais eficazes em absorver os raios UV quando comparado ao nylon;
  • Conhecer a própria pele e observá-la com frequência para identificar o aparecimento ou mudança de sinais.
  • Passar em consulta regularmente com médico capacitado para fazer exame físico completo e avaliar lesões suspeitas na pele

O oncologista conclui alertando a população: “O aumento projetado nos casos de câncer de pele destaca a importância da conscientização, prevenção e acesso a serviços de saúde para garantir diagnóstico e tratamento oportunos. A população deve estar atenta aos fatores de risco e adotar medidas preventivas para reduzir a incidência dessa doença”.

 

Hospital Santa Catarina


Verão chegando: 5 dicas para cuidar da saúde do coração em altas temperaturas

Durante os períodos de calor é preciso redobrar os cuidados com a saúde do coração, afirma o médico cardiologista Dr. Roberto Yano

 

O verão está chegando, mas as altas temperaturas decorrentes de recentes ondas de calor já atingem o Brasil, mas esse período pode gerar alguns impactos na sua saúde, em especial na saúde do seu coração.

 

De acordo com o médico cardiologista, Dr. Roberto Yano, os cuidados com o coração devem ser redobrados neste período, em especial para quem já possui condições cardíacas anteriores.

 

Em períodos mais quentes, é comum ocorrer uma vasodilatação arterial, para facilitar a perda de calor. Isso pode causar uma hipotensão temporária e um aumento da frequência cardíaca, e que pode levar a complicações cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio em pessoas com predisposição para tal”.


 

5 dicas para cuidar do coração durante o verão

 

1. Hidratação adequada:Durante períodos de calor a transpiração aumenta, o que pode gerar desidratação e prejudicar a saúde cardíaca, por isso beba bastante água para manter-se hidratado, essencial para o funcionamento saudável do coração”.

 

2. Alimentação equilibrada:Opte por alimentos leves e frescos, como frutas, vegetais e grãos integrais, evitando refeições pesadas ou com alto teor de gordura ou sal, especialmente para quem sofre com alguma condição cardiovascular”, destaca Dr. Roberto Yano.

 

3. Exercícios regulares:Pratique exercício físico como caminhadas, musculação ou natação, para manter o coração saudável, mas atenção, beba bastante água e opte por horários e locais com menor incidência de sol”.

 

4. Controle do estresse:Utilize técnicas para reduzir o estresse, como meditação, respiração profunda ou atividades relaxantes e de lazer. Isso com certeza vai contribuir para que o seu coração permaneça saudável”.

 

5. Cuidado com a temperatura e com o sol: “Evite exposição excessiva ao calor, o que pode levar a desidratação e a insolação. Busque ambientes frescos e utilize roupas leves. Fique atento aos sintomas com fraqueza, tontura, náusea ou palpitação. Pode ser um sinal de que você está desidratado”, reforça.

 

As dicas acima são importantes para todos, mas vale reforçar que pessoas com fatores de risco, como os hipertensos, diabéticos, obesos, sedentários e tabagistas, devem dar um peso especial a esses cuidados, uma vez que são um grupo de risco neste período”, afirma Dr. Roberto Yano.

 

 

Dr. Roberto Yano - médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e AMB. Atualmente suas redes sociais, que traz a #amigosdocoracao, contam com um número expressivo de seguidores. São mais de 2 milhões engajados e distribuídos nos canais do Facebook, Youtube e Instagram.


Dezembro Vermelho

 CROSP destaca a importância do diagnóstico precoce por meio, inclusive, de alterações orais


No mês de prevenção ao HIV/AIDS, o CROSP alerta sobre as várias manifestações associadas à AIDS, entre as quais, as alterações orais, que são frequentes e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Reconhecer tais manifestações é muito importante para um diagnóstico precoce e um plano de tratamento eficaz. O diagnóstico de algumas lesões pode ainda ser fundamental para a descoberta da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Antes de pontuar as manifestações da doença, sobretudo orais, é preciso lembrar que a AIDS é a doença causada pela infecção do HIV. Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças.

De acordo com a Cirurgiã-Dentista e secretária da Câmara Técnica de Patologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Ana Lia Anbinder, as lesões mais comuns, associadas à AIDS são a candidose, leucoplasia pilosa, o sarcoma de Kaposi, o eritema gengival linear, a gengivite necrosante, a periodontite necrosante e o linfoma não Hodgkin. “Nenhuma das lesões descritas é exclusiva de pacientes com HIV/AIDS; no entanto, todas elas apresentam uma prevalência e gravidade mais elevadas em comparação com pacientes sem HIV, em alguns casos, associadas ao uso de terapia antirretroviral“.

Dra. Ana explica que com o surgimento de terapias antirretrovirais (medicamentos utilizados para o tratamento de infecções por retrovírus, especialmente o vírus da imunodeficiência humana), a prevalência de algumas manifestações orais relacionadas ao HIV diminuiu, especialmente aquelas associadas a contagens mais baixas de células CD4, como candidose, leucoplasia pilosa e sarcoma de Kaposi.

Por outro lado, segundo ela, houve um reconhecimento maior do papel de condições comuns, como cárie e doença periodontal, associadas à xerostomia, por exemplo, e consequentemente uma maior atenção ao cuidado odontológico de rotina e preventivo para pacientes com HIV.

Apesar de ter sua prevalência reduzida com o uso da terapia antirretroviral, o sarcoma de Kaposi continua sendo a neoplasia maligna oral mais frequente associada ao HIV.  É uma neoplasia vascular causada pelo herpes vírus humano 8, que é transmitido durante o sexo, ou através de sangue e saliva.

“Suas características clínicas variam de acordo com seu estágio, progredindo de pápulas a placas vermelho-arroxeadas, as quais podem ulcerar. Em estágios avançados, a lesão pode se manifestar como múltiplos nódulos roxos e ulcerados, levando à mobilidade e perda dentária. O diagnóstico é baseado nas características clínicas e histopatológicas”, esclarece a Cirurgiã-Dentista.

Dra. Ana informa, ainda, que a terapia antirretroviral é recomendada para as pessoas com sarcoma de Kaposi associado ao HIV, pois essas lesões frequentemente regridem com este tratamento. Quando isso não acontece, o tratamento adicional pode envolver uma combinação de radioterapia, quimioterapia ou excisão cirúrgica.

“O diagnóstico precoce das manifestações orais em pacientes com AIDS é crucial para garantir a eficácia do tratamento e melhorar a qualidade de vida. Cirurgiões-Dentistas desempenham um papel fundamental ao realizar exames bucais regulares e ao estar cientes das manifestações associadas à infecção pelo HIV”, finaliza ela.


Precariedade do saneamento básico expõe a população a diversas doenças

 Crianças e idosos são os mais afetados pelas enfermidades de veiculação hídrica 

Diante de um cenário no qual mais de 33 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e mais de 93 milhões não são atendidos com coleta de esgoto, vemos que a população tem sua saúde diretamente afetada pela ausência do saneamento básico. Não obstante a precariedade desses serviços, somente 51,2% do esgoto é tratado - volume que representa 5,52 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento lançados na natureza e nos corpos hídricos do país diariamente. 

A falta de saneamento básico tem implicações diretas sobre a saúde da população, principalmente em crianças e idosos, uma vez que eleva a incidência de infecções gastrointestinais e doenças respiratórias, dado que a higiene das mãos é uma forma muito eficaz de reduzir a probabilidade de transmissão dessas enfermidades. Informações do DATASUS (2021), presentes no Painel Saneamento Brasil, apontam que o maior contingente de internações por doenças por falta de saneamento foi entre crianças de 0 a 14 anos e em adultos e idosos entre 40 a 79 anos. 

Tabela 1 - Internações por doenças de veiculação hídrica - de acordo com faixa etária

Fonte: DATASUS 2021/ Painel Saneamento Brasil

 

Além dos impactos na qualidade de vida das pessoas, a ausência de saneamento básico, ao aumentar a incidência de internações por doenças associadas a este problema, provoca o afastamento das pessoas de suas funções laborais, algo que tem consequências no presente e no futuro do país.

 

Tabela 2 - Internações por doenças associadas à falta de saneamento

Fonte: DATASUS 2021/ Painel Saneamento Brasil

A recorrência dessas infecções prejudica a sociedade, gerando custos irrecuperáveis. Por exemplo, os trabalhadores que vivem em regiões sem saneamento ficam mais suscetíveis a estes tipos de doenças e, consequentemente, têm um desempenho produtivo pior, o que acaba afetando a carreira profissional e o potencial de renda que podem auferir no mercado de trabalho. Além disso, a propagação dessas doenças afastam crianças e jovens de suas atividades escolares, o que acaba prejudicando o desempenho educacional, também impactando o potencial futuro desse jovem. 

Sendo assim, ofertar plenamente os serviços de saneamento básico para a população resultaria em ganhos para o bem-estar das pessoas. Seriam benefícios na qualidade de vida, com a melhoria direta na saúde, como também em âmbitos profissionais, resultando no aumento da produtividade do trabalhador e educacionais, possibilitando que os jovens possam se desenvolver de forma saudável ao longo da fase escolar. 

Blog do ITB: Link


Riscos de otite aumentam no verão; veja os cuidados e como evitar

  Especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) orienta sobre o caso

 

Durante as férias e com períodos de ondas de calor, os lugares de veraneio são destinos prediletos para aproveitar momentos de lazer e se refrescar. No entanto, é exatamente em praias, rios e ambientes com piscina que uma parte delicada do nosso corpo fica especialmente suscetível: o ouvido. 

A água facilita a remoção da cera que protege o canal auditivo, o que pode causar irritações no canal externo e resultar em infecções ou inflamações, conhecidas como otite externa. E no verão, esses problemas são mais frequentes, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). 

“Nessa estação, há um aumento na incidência de otite externa nos consultórios. Isso porque o canal auditivo é estreito e, quando a água entra, não seca completamente, mantendo a pele excessivamente úmida e propiciando o surgimento de fissuras que podem resultar em infecções”, esclarece o médico especialista da ABORL-CCF, Dr. Ricardo Dourado. 

Além disso, de acordo com o otorrinolaringologista, na tentativa de tirar a água do canal auditivo, algumas pessoas fazem a manipulação com hastes flexíveis ou qualquer outro objeto pontiagudo, por exemplo, que pode resultar em lesões na pele, o que propicia o surgimento de uma infecção bacteriana ou fúngica.
 

Sintomas 

Um dos principais sintomas é a dor, que por ser uma região pequena, quando há inflamação a área da orelha externa fica bastante pressionada. 

Além da dor, podem surgir:

  • Coceiras;
  • Descamação;
  • Sensação de ouvidos abafados;
  • Diminuição da audição.

“Mesmo quando os sintomas são leves, é fundamental buscar a avaliação de um médico otorrinolaringologista para diagnosticar adequadamente e se necessário, iniciar o tratamento antes que a doença piore ainda mais. Outras doenças podem ter sintomas semelhantes e precisam ser investigadas”, afirma Dourado.
 

Cuidados 

Evitar fissuras na pele e o excesso de umidade na orelha são os principais pontos de atenção. “Ao sair do mar ou piscina, é recomendado que seque a região apenas com uma toalha macia e não tente introduzir objeto ou instrumento para secagem ou limpeza dos ouvidos”, informa o especialista. 

O médico faz um alerta especialmente para as crianças que costumam se envolver mais em atividades aquáticas, que é o uso de tampões de silicone moldável para reduzir o risco de água entrar nos ouvidos. 

“Os responsáveis também devem se manter atentos à higienização dos ouvidos das crianças após os banhos, mesmo com o uso desses protetores”, destaca. 

Remédios caseiros, como azeite quente ou água oxigenada, podem agravar a otite e causar danos permanentes aos ouvidos e à audição. “É fundamental não introduzir qualquer solução, medicamento ou objetos nos ouvidos sem a orientação de um médico especializado. Tentativas inadequadas de limpeza podem resultar em ferimentos na pele ou até mesmo na membrana timpânica, incluindo possíveis perfurações”, finaliza.

 

Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF

 

Campanha de Natal do GSH Banco de Sangue de São Paulo proporciona troca de mensagens entre doadores e pacientes

 


Está no ar a campanha solidária de Natal do GSH Banco de Sangue de São Paulo que, há alguns anos, vem aquecendo os corações de doadores e pacientes nesta época do ano. 

Pelos próximos dias, as pessoas que forem à instituição doar sangue serão surpreendidas com uma árvore de Natal ornamentada com expressões de agradecimento enviadas pelos pacientes que recebem as bolsas de sangue. A ideia é estimular a troca de mensagens, convidando os doadores a também deixarem uma palavra de esperança a esses pacientes que estão internados nos hospitais em tratamento. Os doadores receberão também uma pequena lembrança para enfeitar sua árvore de Natal. 

Para complementar o tom do clima natalino, as peças que começam a ser veiculadas nas redes sociais do Banco de Sangue trazem o mote “Decore seu Natal com esperança – neste Natal, cada doação é uma luz a mais na árvore da esperança”, reforçando que o gesto solidário da doação de sangue pode salvar até quatro vidas. 

O GSH Banco de Sangue de São Paulo ressalta a importância de sensibilizar a população para a necessidade da doação de sangue neste período em que há uma queda acentuada nos estoques, em função das festas de final de ano, das confraternizações nas empresas e entre amigos e as férias escolares, em que as famílias viajam e, assim, muitas pessoas se esquecem de doar sangue. 

“É um momento de confraternização e solidariedade e, por isso mesmo, é importante nos lembrarmos também dos pacientes que estão internados e precisam dos hemocomponentes para seus tratamentos”, afirma Janaína Ferreira, líder de captação do Banco de Sangue. 

A instituição atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos domingos e feriados, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso. Para doar, basta comparecer à unidade, ou agendar previamente, observando os requisitos abaixo.

 

Requisitos básicos para doação de sangue:

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 3373-2000 / 3373-2001 e pelo WhatsApp (11) 99704-6527
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.


Quando ela não vem: a ausência da menstruação e quando é hora de procurar ajuda médica

Na atualidade, a educação menstrual é cada vez mais presente no cotidiano da população. Se antes o tema era um tabu, sendo a menstruação alvo até de mitos bizarros - como aqueles que proibiam as mulheres de lavar o cabelo, cozinhar ou andar descalça, estando menstruada - hoje é crescente o número de pesquisas e informações úteis relacionadas ao assunto, reafirmando a menstruação como algo natural, um fato biológico que sinaliza saúde. Mas e quando ela simplesmente não vem?

O ciclo menstrual pode variar entre 25 a 35 dias e não há problema que ele atrase ou adiante um pouco. Contudo, se passar de 40 dias e não houver menstruação, já não é comum e nesses casos é melhor buscar ajuda médica, conforme explanou a Dra. Mariana Grecco, ginecologista e obstetra especialista em Reprodução Humana da Famivita.

Ela explicou que a primeira causa de atraso menstrual que precisa ser excluída é a gravidez. "Se não for isso, é necessário fazer uma investigação para observar se há alguma razão hormonal envolvida, a exemplo da Síndrome de Ovários Policísticos (SOP), alterações da tireoide, no hormônio da prolactina ou em outros deles", disse a Dra. Mariana.

Afim ao tema, uma pesquisa realizada pela Famivita, com mais de mil mulheres, revelou um pouco mais sobre a dimensão do problema no dia a dia feminino. Nela, 36% das participantes afirmaram que tomariam algum remédio para favorecer seu ciclo. Principalmente as mulheres que têm dificuldade para menstruar responderam positivamente acerca do assunto, com 51%. Além disso, 25% delas apontaram já haver usado medicação para regular a menstruação.


Soluções variadas

Uma vez afastada a possibilidade da gravidez, existem várias alternativas que podem ser utilizadas nesse contexto de ausência menstrual. "Uma delas é elevar propositalmente os níveis de progesterona no organismo, através de medicação. Isso pode ser feito tanto por via oral, como pelo chamado 'óvulo vaginal', uma preparação sólida, similar ao supositório, que é composta por medicamentos e administrada via vaginal, como o próprio nome diz", assinalou a especialista da Famivita.

E, na prática, como funciona isso dentro do corpo feminino? A Dra. Mariana detalhou que após a ovulação, surge o corpo lúteo - estrutura que se forma para favorecer a implantação do embrião, e que produz naturalmente a progesterona. "Se não há gravidez, depois, esse corpo lúteo é absorvido. Em seguida, a progesterona cai e logo acontece a descamação do endométrio e a menstruação. Quando não está ocorrendo a ovulação, a gente administra a progesterona, porque ela não está sendo produzida, e então suspende a substância", afirmou. Dessa maneira é como se organismo pensasse que "ovulou", fazendo a menstruação acontecer. Vale lembrar, porém, que a dosagem ideal desse componente deve ser decidida pelo médico, assim como a quantidade de dias de uso do medicamento.

Dependendo do caso, há opções naturais que podem auxiliar. "Se a menstruação estiver atrasada há não mais que sete dias, os produtos naturais podem ajudar. O inhame, por exemplo, tem propriedades fito-hormonais, agindo semelhante ao estrogênio. Por isso, se o problema de não menstruar for hormonal, ele pode ser útil. A canela também, porque favorece a contração uterina e facilita a descamação do endométrio", enfatizou a Dra. Mariana.

 

Alerta: Brasil enfrenta possível recorde de mortes por dengue em 2023, com temperaturas elevadas acendendo o alerta para o futuro


O Brasil está prestes a enfrentar um cenário preocupante no combate à dengue, com a possibilidade de alcançar um recorde de mortes causadas pela doença em 2023. De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, até a semana epidemiológica 48, encerrada em 2 de dezembro, foram registrados 1.053 óbitos relacionados à dengue, número igual ao total registrado durante todo o ano de 2022, o mais letal já registrado no país.

Segundo a Dra. Marcela Rodrigues, diretora clínica da Salus Imunizações, a tendência é que o número de mortes ultrapasse o registrado no ano anterior, uma vez que ainda não foram atualizadas as informações referentes à semana epidemiológica 49 (03 a 09/12). Além disso, existem 217 óbitos em investigação, aumentando ainda mais a probabilidade de 2023 estabelecer um novo recorde de mortes por dengue no Brasil.

Um fator que pode estar contribuindo para o aumento expressivo de casos e óbitos de dengue é o clima. As temperaturas mais altas registradas neste ano podem estar diretamente relacionadas à grande quantidade de casos e mortes. Esse cenário acende um alerta para a possibilidade de um 2024 ainda mais desafiador no combate à doença.
A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode se manifestar de forma grave, com complicações que podem levar à morte. A prevenção é fundamental para o controle da doença, e medidas como o combate aos criadouros do mosquito, uso de repelentes e adoção de hábitos de higiene são essenciais para reduzir a disseminação do vírus.

Dra. Marcela Rodrigues ressalta a importância de conscientizar a população sobre a gravidade da dengue e a necessidade de ações efetivas no combate ao mosquito transmissor. Ela destaca que as autoridades de saúde devem intensificar as medidas de prevenção, além de investir em campanhas educativas que promovam o engajamento e a participação ativa da comunidade.

"A dengue é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas todos os anos. É crucial que governos, profissionais de saúde e a população em geral estejam unidos na luta contra essa doença. Precisamos reforçar as ações de prevenção, investir em pesquisas e promover a conscientização sobre a importância de eliminar os focos de reprodução do mosquito" e também a imunização, enfatiza a Dra. Marcela Rodrigues.

A Salus Imunizações, clínica especializada em vacinação, reitera seu compromisso em contribuir para a conscientização e prevenção da dengue, oferecendo vacinas e orientações adequadas aos seus pacientes. A clínica também destaca a importância de buscar orientação médica e seguir as recomendações das autoridades de saúde para o controle e combate da doença.

Dra Marcela Rodrigues - Medica Dermatologista, Diretora Clinica Da Salus Imunizações


São Cristóvão Saúde realiza Campanha contra o Diabete

Com o objetivo de orientar a população dos sinais, sintomas, tipos de diabetes e diagnóstico precoce para reduzir as chances de complicações graves, o Grupo São Cristóvão Saúde promoveu, gratuitamente, a Campanha contra o Diabetes, sendo realizada no Centro Ambulatorial Américo Ventura – Unidades I, V, VIII e no Centro de Atenção Integral à Saúde - Unidade I.


O aumento da prevalência do diabetes está associado a mudanças nos hábitos alimentares, sedentarismo, excesso de peso e fatores genéticos. Por isso, é preciso ficar atento aos indícios, como: urinar com frequência, falta de energia, perda de peso e sede em demasia. Com o slogan “Diabetes: Vida e Prevenção”, a campanha desse ano realizou mais de 300 atendimentos, através de testes de glicemia capilar, IMC (Índice de Massa Corporal), orientações sobre alimentação saudável, além de informações preventivas nas redes sociais do Grupo. Na oportunidade, caso os exames apontassem qualquer alteração, o beneficiário era encaminhado para os programas preventivos do Grupo. Priscila Cortez, enfermeira do MOPE (Monitoramento de Pacientes Especiais) do São Cristóvão Saúde, alerta que entre as formas de prevenção da doença estão em manter o peso ideal e uma alimentação balanceada, além da prática de atividade física e momentos de lazer.

Lembre-se: pequenas mudanças no dia a dia são fatores fundamentais para prevenir o diabetes. Adote hábitos saudáveis e realiza exames regulares para manter sua vida sempre em movimento.


Estudo revela que brasileiros com Doença Falciforme vivem 37 anos a menos que população em geral[i]

 Anualmente, cerca de 3,5 mil bebês nascem com a doença no país[ii],sendo que o risco de mortalidade pode ser até 32 vezes maior 1

 

A Doença Falciforme (DF) é a patologia hereditária monogênica (que afeta um único gene) mais frequente no Brasil e no mundo. Só no país, de acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 3,5 mil crianças nascem por ano com a enfermidade2.

Segundo o estudo, realizado com base nos dados das certidões de óbito registradas no país entre 2015 e 2019, a DF está associada a uma redução de 37 anos na expectativa de vida: de 69 anos na população geral para 32 anos nas pessoas com a doença. Ainda de acordo com a pesquisa, a estimativa é que hoje existam 60 mil pessoas vivendo com DF no Brasil1.

O estudo, publicado este ano na revista científica Blood Advances, editada pela Sociedade Americana de Hematologia, estima a idade mediana ao morrer e os anos de vida perdidos devido à DF em indivíduos com a patologia em comparação com a população geral.

No período avaliado, foram registrados 6.553.132 óbitos no Brasil, sendo 3.320 de pacientes com a doença. A DF foi associada a um risco aumentado de mortalidade na maioria das faixas etárias. Entre os pacientes com idades entre 1 e 9 anos e entre 10 e 39 anos, o risco de morte foi 32 vezes e 13 vezes maior, respectivamente1.

A maioria das mortes foi observada em pessoas pardas ou pretas (78,6%), sendo que 52,2% eram mulheres1. A maioria dos óbitos foi registrado nas regiões Sudeste (44,9%) e Nordeste (34,6%)1, onde o genótipo da DF é mais prevalente3. A idade do óbito entre as regiões variou de 23,5 anos no Norte a 37,0 anos no Sul. As maiores taxas de mortalidade foram observadas na região Centro-Oeste (0,43 por 100 mil habitantes), seguida pela região Nordeste (0,41 óbitos por 100 000 habitantes) e Sudeste (0,35 óbitos por 100 000 habitantes)1. As principais causas de morte foram septicemia e insuficiência respiratória4. Para a Dra. Ana Cristina Silva Pinto, médica da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (SP), professora da Universidade de São Paulo (USP) e uma das autoras do estudo, os resultados mostram que, apesar do sistema público de saúde ter cobertura nacional, ainda há diferenças importantes na média de idade de óbito entre as regiões, o que pode sugerir iniquidades no acesso à saúde no Brasil1.

A doença falciforme afeta os glóbulos vermelhos do sangue, levando as hemácias a adquirir formato de foice, causando anemia grave, obstrução vascular, episódios de dor e lesão de órgãos5. “As consequências da DF para o portador são muitas, elas envolvem anemia crônica, crises dolorosas associadas ou não a infecções, retardo do crescimento, infecções e infartos pulmonares, acidente vascular cerebral, inflamações, úlceras e, consequentemente, reflexos na autoestima e na saúde mental”, informa a Dra Ana Cristina.

Ainda de acordo com o estudo, nas últimas décadas, houve mudanças no curso clínico da DF, incluindo aumento do diagnóstico e diminuição das taxas de mortalidade6, porém, o impacto da doença ainda é significativo, visto que os pacientes experimentam pior qualidade de vida relacionada à saúde do que a população geral7.

“Atualmente existem medicações para minimizar as complicações da Doença Falciforme e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Porém, precisamos melhorar e facilitar o acesso da população ao diagnóstico precoce e ao tratamento”, finaliza a médica. 

 



[i] Cançado RD, et al. Estimated mortality rates of individuals with sickle cell disease in Brazil: real-world evidence. Blood Adv. 2023 Aug 8;7(15):3783-3792.

[ii]Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes [acesso em 10 out/10/2023]. Disponível em: Link.

3 Lervolino LG, et al. Prevalence of sickle cell disease and sickle cell trait in national neonatal screening studies. Rev Bras Hematol Hemoter. 2011;33(1):49-54.
4 Ngo S, Bartolucci P, Lobo D, et al. Causes of death in sickle cell disease adult patients: old and new trends. Blood. 2014;124(21):2715.

5 Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Manual de diagnóstico e tratamento de doenças falciformes Brasília (DF): Anvisa; 2002. p.9-11. [acesso em 06 nov 2023]. Disponível em: Link. Brasília (DF): Anvisa; 2002. p.9-11.

6 Brandow AM, Liem RI. Advances in the diagnosis and treatment of sickle cell disease. J Hematol Oncol. 2022;15(1):20.

7 McClish DK, et al. Health related quality of life in sickle cell patients: the PiSCES project. Health Qual Life Outcomes. 2005; 3:50.

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