Segundo um artigo publicado por Betanews, os delinquentes conseguem penetrar em 93% das redes
empresariais. Fica claro que todos estão sob ameaças
e apresentam vulnerabilidades. A qualquer momento se pode ficar exposto a uma operação
suspeita.
É importante estar informado de como reconhecer
movimentos incomuns, para ter um plano de prevenção de riscos. Além disso, não
se pode ignorar ações que, inicialmente, possam parecer inofensivas, dado ser
possível que se transformem em problemas no futuro.
Reconhecer se uma operação é suspeita
Geralmente, as operações suspeitas estão
associadas a atos ou transações fora do padrão que não tenham uma justificativa
válida e, por isso, estão repletas de inconsistências internas. Por esse
motivo, é importante inspecionar o cliente e ser precavidos com as ações
realizadas ne Internet, para não estar expostos a ameaças.
Proteger os arquivos
Um dos erros mais comuns cometidos é as empresas
baixarem a guarda e não implementarem um sistema de segurança para proteger
seus arquivos, facilitando a ação dos cibercriminosos. A Cybersecurity magazine reporta que 43% das pequenas empresas não têm um sistema de
segurança cibernética e 83% não estão financeiramente preparadas para se
recuperarem de um ataque.
Uma das formas mais comuns de ataques a empresas
é por meio de e-mails. É necessário prevenir riscos alertando os funcionários
acerca desses e-mails maliciosos, porque grande parte das operações suspeitas
provêm de phishing. Estabelecer uma primeira linha de defesa com uma proteção
perimetral para proteger-se de
ataques em múltiplas etapas e camadas é estratégico.
Ferramentas de monitoramento
Há três estratégias de monitoramento para
identificar quando uma operação é suspeita: informáticas, manuais e por listas
de nomes.
O sistema informatizado se encarrega de
estabelecer um padrão e, a partir daí, verificar se há alguma inconsistência,
enviando relatórios aos gestores de risco para eles analisarem essa suspeita.
Entre os comportamentos atípicos que o sistema
pode registrar estão: alterações frequentes no perfil do cliente, entrada de
somas incompatíveis com as habituais, contratação de novos produtos e serviços
incoerentes com esse perfil ou movimentações constantes injustificadas.
O monitoramento manual, por sua vez, consiste em
analisar registros e informes monitorados pela empresa, baseando-se no
diligenciamento de formulários, comitês, reuniões, e-mails ou qualquer outro
meio que preste conta do controle das operações. Este tipo de monitoramento é,
geralmente, usado por empresas que não possuem um grande volume de operações.
Por último, encontram-se as listas de nomes,
onde são registrados os nomes de pessoas suspeitas e acusadas, quer sejam
físicas ou jurídicas. Essa estratégia promove a automação da defesa da
organização.
Recomendações finais
· Tomar cuidado com os e-mails recebidos, uma vez que é muito fácil ser vítima de cibercriminosos por este meio. Verifique sempre de onde provém a informação e, se possível, pergunte à pessoa ou empresa que enviou esse e-mail suspeito.
· Guardar um registro das transações suspeitas e identificar os clientes suspeitos para prevenir riscos.
· Proteger os equipamentos usando antimalware e somente software aprovado pela empresa.
Em 2024, estar atento à prevenção de riscos é de suma importância para detectar operações maliciosas dos cibercriminosos e, desta forma, proteger a economia digital do Brasil.
Gabriel Lima é Sales Engineer da Hillstone Brasil
Hillstone Networks
www.hillstonenet.br.com

