Segundo especialista, jornada pela inclusão pode ser desafiadora, mas não se deve desanimar
A decisão de colocar uma criança com Trissomia 21
(T21), nomenclatura que vem sendo cada vez mais utilizada para a então chamada
“Síndrome de Down”, em uma escola tradicional ou especializada, depende das
necessidades individuais da criança. Mas, independentemente da escolha, é
importante saber que as crianças com deficiência têm uma série de direitos que
devem ser respeitados.
Segundo Patrícia Stankowich,
psicanalista, psicóloga e especialista na clínica de crianças com
comprometimentos no desenvolvimento e deficiência, a inclusão pode ser
enriquecedora, promovendo o aprendizado e o desenvolvimento social, sendo que a
comunicação aberta com a escola é fundamental para o sucesso da inclusão. “É
importante saber que qualquer eventual problema deve ser conversado com a
escola e, caso esta escola não cumpra seus deveres, é preciso buscar apoio
legal com base na Lei Brasileira de Inclusão”, explica.
Confira dez pontos importantes relacionados aos
direitos das crianças com deficiência na escola:
- É
crime negar matrícula em escolas públicas ou particulares, assim como
cobrar taxas extras dos pais por conta da falta de estrutura ou
profissional de apoio pedagógico.
- A
matrícula em classes de ensino regular deve ter todo apoio necessário.
- Deve
haver professores preparados para receber as crianças e incluí-las.
- Os
materiais didáticos devem ser acessíveis.
- O
transporte deve ser acessível.
- Deve
haver Atendimento Educacional Especializado (AEE) para complementar o
ensino regular no turno contrário ao que a criança está matriculada.
- A
criança deve ter acesso aos mesmos materiais que as outras crianças
usam.
- Deve
haver vários instrumentos de avaliação, já que a avaliação escrita
tradicional não é suficiente para medir o desenvolvimento de todos os
alunos.
- As
crianças podem e devem participar das atividades na escola.
- É
obrigatória a formação e a disponibilização dos professores para o AEE,
assim como para os profissionais de apoio.
Segundo Patrícia, é fundamental que os pais estejam
cientes dos direitos que os filhos possuem. “As crianças com deficiência têm o
direito de participar plenamente da sociedade e de receber uma educação de
qualidade em ambiente inclusivo, que atenda às suas necessidades específicas”,
ressalta.
Patrícia Stankowich - psicóloga multifacetada, circense de nascença, graduada em Filosofia pela UFOP, graduada em Psicologia pelo CESMAC, possui especializações em Psicologia Jurídica e mestrado em Psicologia da Saúde. Como facilitadora em capacitações nas áreas da Saúde e Educação, ela é uma voz autoritária na promoção da inclusão, com atendimento clínico a adultos e especialização na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência. Para saber mais acesse o instagram.
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