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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Girl Math: Como lidar melhor com o dinheiro e não cair nas armadilhas desse fenômeno do TikTok

Tendência de finanças viralizou na rede social por ludibriar o orçamento pessoal sem culpa e justificar gastos supérfluos

 

 

Fenômeno no Tik Tok, o girl math viralizou nas últimas semanas, chegando até ao top trends do X (ex-Twitter). O assunto envolve finanças, mas de uma forma equivocada e distorcida, apresentando uma maneira de ludibriar o próprio orçamento para justificar compras superficiais. A tendência sugere, por exemplo, que se a compra foi paga com dinheiro físico, ela não saiu da conta corrente, então “foi de graça”.

 

Naturalmente, a lógica não se sustenta e o tom humorístico de muitos dos vídeos deixa clara a proposta da piada, mas é muito fácil identificar-se com algumas situações sugeridas. Afinal, quem não gosta da sensação de ter algo “de graça” quando a experiência já está paga e a fatura foi deixada lá no passado? 

 

Especialistas alertam que, na realidade, quase nada sai de graça. “É preciso entender que experiências e compras custam dinheiro. O mais importante é se planejar, mas sabendo que você vai precisar pagar por isso em algum momento. Sem uma organização financeira adequada, como o simples registro diário do que foi gasto e com o quê, estamos todos igualmente sujeitos a gastar por impulso e comprar itens desnecessários sem a devida consciência do custo que isso acarreta”, afirma Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

 

Adotar uma rotina financeira, além de ser um hábito saudável para o bolso, facilita a administração do próprio dinheiro. Entender os caminhos que ele percorre é fundamental para a qualidade de vida e a segurança financeira, além de evitar os endividamentos ou o nome sujo na praça. “Apesar de se chamar ‘girl math’, as dívidas não fazem distinção de gênero; por isso, é extremamente importante educar-se financeiramente”, continua a executiva.

 

A especialista sugere três atitudes que podem ser adotadas para facilitar a iniciação em uma rotina financeira mais saudável. Veja, a seguir:

 

1- Anote seus gastos

A ação de anotar, seja em uma planilha de gastos ou em um aplicativo de finanças, cria o hábito saudável do registro, essencial para ter o tão desejado controle.

 

“Anote as suas despesas, desde as recorrentes, como água e luz, até os pedidos esporádicos de delivery. Assim, é possível enxergar o tamanho real dos custos e ter mais clareza da situação financeira atual. A partir dessas anotações, você consegue analisar onde e como o dinheiro está sendo gasto, se existe desperdício e como contornar isso”, comenta Thaíne.

 

2 - Avalie o uso do cartão de crédito

Usar o cartão de crédito traz inúmeras vantagens, como a possibilidade de parcelar as compras ou ter maiores prazos para pagar. Mas, quando não é usado com consciência, ele pode se tornar um grande problema.

 

“É importante que o uso do cartão seja inteligente e que esteja planejado no orçamento pessoal. Ao utilizá-lo, é necessário avaliar se vale a pena fazer isso com frequência, já que parcelas podem se acumular com facilidade e fugir do controle. Cartão de crédito não é renda extra, e se não for usado com cautela, pode gerar dívidas indesejadas”, afirma.

 

3 - Estude sobre educação financeira

Aprender algo que possa proporcionar mais qualidade de vida e tranquilidade é o melhor dos investimentos, e essa lição vale principalmente para as finanças. Estudar sobre o assunto e ter vontade de entender os padrões ajudam a organizar as contas e criar hábitos mais saudáveis de lidar com o dinheiro. 

 

“Manter-se atualizado sobre quais as melhores práticas sobre organização financeira, como poupar, qual é a melhor forma de utilizar o cartão de crédito com consciência e até mesmo quando é o melhor momento para solicitar um empréstimo ou fazer investimentos são atitudes que fazem diferença ao longo do tempo”, sugere Thaíne.

 

Simplic


Mesmo no auge da pandemia, concentração de poluentes na atmosfera paulistana ultrapassou limite idea

São Paulo fotografada desde o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da cidade,
em um dia de inversão térmica durante o inverno. A imagem mostra o contraste
entre o céu azul no alto e o denso domo de poluição na faixa da atmosfera
mais próxima do solo (
foto: Regina Maura de Miranda/USP)
Grupo da USP analisou indicadores de poluição do ar na Região Metropolitana de São Paulo entre os invernos de 2019 e de 2020, quando a movimentação na capital estava reduzida em razão do isolamento social. Ainda assim, médias diárias excederam em 75 dias o padrão de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde

 

Os moradores de São Paulo certamente se lembram do evento ocorrido em 19 de agosto de 2019, quando nuvens escuras cobriram o céu e o dia virou noite na cidade. O fenômeno não foi causado pela poluição local nem por emissões produzidas no próprio Estado, mas pelo enorme aporte de material particulado proveniente de queimadas na região amazônica, a milhares de quilômetros de distância. A escuridão deixou claro – se já não estava – que tudo se encontra interligado e aquilo que acontece em uma ponta pode repercutir muito longe de seu local de origem.

Mas, independentemente de eventos extremos como o citado acima, a qualidade do ar na maior metrópole brasileira não atende, em algumas épocas do ano, aos padrões estabelecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), e menos ainda às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são mais rigorosas. Quem diz isso é a pesquisadora Regina Maura de Miranda, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Ela coordenou, juntamente com colaboradores, um estudo que levantou, no período compreendido entre o inverno de 2019 e o inverno de 2020, indicadores de poluição do ar na Região Metropolitana de São Paulo. Os resultados foram publicados na revista Atmosphere.

“Em relação ao material particulado, foco do nosso estudo, verificamos que a situação tende a se agravar nos meses de inverno, quando ocorrem queimadas no interior do Estado, em outras regiões do país e até em outros países, como Bolívia e Paraguai, e as condições de circulação atmosférica são favoráveis para que essa poluição chegue próxima à superfície da cidade de São Paulo. Nesses períodos, há maior contribuição de partículas com diâmetros menores, que interagem mais eficientemente com a radiação solar, intensificando o seu efeito climático e impactando a saúde humana”, afirma Miranda.

A pesquisa caracterizou material particulado fino, o chamado MP2,5, que engloba partículas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros, e relacionou dados de composição química obtidos na superfície com parâmetros ópticos observados na coluna atmosférica. Medições foram feitas a cada 60 segundos e, depois, a média diária foi calculada. De acordo com o estudo, essas médias diárias excederam em 75 dias o padrão de qualidade do ar recomendado pela OMS.

“Por meio da aplicação de um modelo apropriado para análise de dados ambientais, identificamos quatro fontes principais de aerossóis: veículos pesados [42%], poeira do solo mais fontes locais [38,7%], veículos leves [9,9%] e fontes locais [8,6%]”, informa Miranda. Na rubrica “fontes locais”, estão enquadrados tanto o material originado em emissões industriais ou queimadas realizadas nas periferias da cidade e no interior do Estado quanto material proveniente de queimadas distantes. “Durante o período seco, principalmente entre julho e outubro, a queima de biomassa no Brasil Central e interior paulista libera grandes quantidades de gases e partículas. Levados por processos turbulentos gerados pelas queimadas a camadas relativamente elevadas da atmosfera, esses gases e partículas são conduzidos pelos ventos, podendo alcançar a Região Metropolitana de São Paulo, como se deu de forma explícita em agosto de 2019”, acrescenta a pesquisadora.


Emissão veicular

Entre os vários tipos de poluentes, ela destaca, devido às fontes na região estudada, a importância do chamado black carbon (BC), constituído principalmente por carbono emitido por veículos pesados movidos a diesel ou pela queima de biomassa. Além dos males que pode causar ao sistema respiratório, esse material preocupa por outro motivo. Absorvendo a radiação solar na faixa do espectro visível e infravermelho próximo, o BC pode contribuir para o aquecimento da atmosfera localmente, agravando os efeitos do aquecimento global. Nos anos de 2019 e 2020, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que ocorreram, respectivamente, 197.632 e 222.797 focos de incêndio no país.

“Nosso estudo foi realizado no campus da EACH-USP, na Zona Leste de São Paulo. Trata-se de uma área com mais de 6 milhões de habitantes, bastante industrializada, e cortada por estradas com tráfego intenso de veículos. Nela também está sediado o maior aeroporto do país. Solo impermeabilizado por asfalto e outros tipos de cobertura, ilhas de calor e alta concentração de poluentes fazem parte do contexto. Para caracterizar os tipos e concentrações dos aerossóis, sua composição química, propriedades ópticas e variabilidade sazonal, o estudo foi conduzido em diferentes estações, tanto no período seco quanto no chuvoso”, conta Miranda.

Quanto à composição química, o estudo mostrou elevada concentração de elementos oriundos do solo, como alumínio (Al), silício (Si), cálcio (Ca) e ferro (Fe). Mas também identificou vários elementos lançados no ar pela atividade humana, como enxofre (S), resultante principalmente de processos de combustão; bromo (Br) e cálcio (Ca), utilizados em lubrificantes e aditivos em veículos leves; cobre (Cu) e zinco (Zn), empregados como antioxidantes em óleos de motor; potássio (K), proveniente da queima de biomassa; e cloro (Cl), liberado por plásticos queimados junto com o lixo doméstico.

“O período estudado foi, de certa forma, atípico, porque, no auge da pandemia, houve uma redução drástica na emissão de poluentes. Mesmo assim, as recomendações da OMS foram ultrapassadas. Queremos divulgar, em um próximo artigo, os dados colhidos nos anos seguintes. E avançar o estudo, investigando os aerossóis secundários, gerados pelas reações químicas dos poluentes primários na atmosfera”, comenta a pesquisadora.

A investigação faz parte do trabalho de mestrado de Erick Vinícius Ramos Vieira, orientando de Regina Maura de Miranda e primeiro autor do artigo. E foi apoiado pela FAPESP por meio de Auxílio à Pesquisa, concedido a Miranda.

O artigo Chemical Characterization and Optical Properties of the Aerosol in São Paulo, Brazil pode ser lido em: www.mdpi.com/2073-4433/14/9/1460.

 


José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/mesmo-no-auge-da-pandemia-concentracao-de-poluentes-na-atmosfera-paulistana-ultrapassou-limite-ideal/50232


Onda de calor: beber mais água ajuda a prevenir pedras nos rins e outras complicações renais


  • Idosos, crianças e adolescentes necessitam de maior supervisão quanto aos líquidos ingeridos
     
  • Pacientes renais crônicos em diálise devem consultar nutricionista para ajustar volumes adequados de líquidos na dieta

 

Cerca de 60% do peso corporal do ser humano é formado por líquidos e por isso, a ingestão diária de água é fundamental para manter o bom funcionamento do organismo. 

A coordenadora nacional de nutrição da Fresenius Medical Care, Raquel Carreiro da Silva, faz o alerta: “a água atua na dissolução de vários compostos e influencia em vários processos químicos. Além disso, mantém a temperatura corporal equilibrada, pois na transpiração há perda de calor. Água é saúde e um componente essencial para a manutenção da vida. Com relação aos rins, por exemplo, o adequado consumo ajuda a reduzir as chances de formação dos cálculos renais, as “famosas pedras nos rins”, e facilita a excreção de toxinas pela urina. Claro que vários fatores além da ingestão de água podem influenciar na formação de cálculos renais, como fatores genéticos, dieta inadequada, rica em sódio, açúcar, baixo consumo de frutas e hortaliças e uso de suplementos alimentares e vitamínicos sem orientação adequada. Mas manter-se muito bem hidratado é fundamental e sobretudo para quem já sofre desse problema”, afirma. 

A hidratação contínua é importante durante todo o ano, mas com a chegada do verão, é fundamental incrementar a ingestão dos líquidos. Nos dias mais quentes, é comum aumentar a transpiração. 

"O calor exige uma hidratação mais intensa, principalmente para quem fica por muito tempo exposto ao sol. Praticantes de atividade física também precisam redobrar os cuidados e dependendo do tipo, intensidade e duração do exercício, essa quantidade precisa ser maior ainda. Não existe uma recomendação única em relação a necessidade de água que possa ser aplicada a todos e a quantidade ideal a ser ingerida varia em relação ao sexo, peso, idade, presença de alguma doença e de fatores ambientais. Mas, em média, para um indivíduo adulto saudável, o volume é em torno de 2,7 litros para mulheres e de 3,7 litros para homens”, explica.


Devemos beber água apenas quando surge sede?

Um erro é esperar a sede aparecer para tomar líquidos. “Quando estamos com sede, pode ser um indicativo de que o organismo já esteja com o nível inadequado de hidratação. Uma boa forma de identificar se o corpo está precisando de água é checar a coloração da urina, que deve ser sempre amarela clara e límpida. Quanto mais escura for a coloração da urina, maior é o sinal de que o corpo está mais desidratado”, lembra a nutricionista.

 

Crianças, adolescentes e idosos são os mais sujeitos ao risco de desidratação

Na infância e adolescência, o consumo de água costuma ser mais baixo ainda e quando ingerem líquidos, muitos preferem a ingestão de bebidas açucaradas e refrigerantes. Além disso, o maior consumo de doces e salgadinhos por esse público é também um fator que promove maior necessidade no consumo de água. “Por isso, é tão importante que os responsáveis fiquem de olho e busquem alterar os hábitos das crianças”, reforça Raquel. 

Já em pessoas idosas, pode ocorrer uma redução na sede. “Eles não bebem a quantidade de água necessária porque acham que não estão precisando. É outro público que merece atenção especial". A partir dos 40 anos, o rim perde cerca de 1% da sua capacidade funcional por ano. "As doenças renais comumente aparecem em pessoas mais idosas”, destaca a nutricionista.
 

Como aumentar o consumo de água?

Para muitas pessoas, manter o adequado consumo de água é uma tarefa difícil. Uma estratégia válida é o consumo de águas saborizadas ou aromatizadas, que são preparadas com frutas, ervas e especiarias colocadas em infusão na água como limão, laranja, abacaxi, gengibre, hortelã, manjericão, canela, entre outras. O importante é não adoçar as bebidas. 

“E, para quem tem dificuldade de beber volumes de água de uma só vez ou para quem não tem tempo de levantar a todo instante, a dica é ter uma garrafa de água sempre à mão. Isso facilita o consumo de pequenas quantidades em vários momentos do dia e evita que o esquecimento impeça de se manter bem hidratado”, lembra Raquel.

 

Hidratação de pacientes renais crônicos

Pessoas que possuem doença renal crônica avançada e fazem diálise podem ter o volume de ingestão de líquido reduzido, devido à perda da capacidade dos rins de eliminar o excesso de líquido do organismo através da urina. Nesse caso, o líquido se acumula no organismo, podendo sobrecarregar órgãos como pulmões e o coração. 

E com a chegada do verão, é recorrente a dúvida sobre o volume de líquidos que os pacientes em diálise podem ingerir considerando o necessário controle do peso que o paciente acumula entre uma sessão de diálise e outra. "O volume de líquido ideal varia de acordo com a transpiração e a diurese residual (urina). Para o paciente que está no estado de hidratação normal, o fundamental é que ele sempre ganhe menos do que 4% do seu peso entre as sessões de hemodiálise. Por exemplo, um paciente de 60 Kg deve ganhar menos do que 2,4 Kg neste período. Para o paciente em diálise peritoneal, como é um tratamento contínuo, é necessário regular a ingestão diária de líquidos para manter o peso corporal sempre próximo ao peso em normohidratação. Normalmente, a indicação diária é de 500 ml mais o volume de urina de 24 horas. Em caso de clima quente, ou o paciente ter tido febre e diarreia, a quantidade de líquido pode aumentar, variando de 700 ml a 1 litro. "O importante é sempre consultar um nutricionista para saber sobre necessidades individuais", reforça Raquel.
 

Cuidados com alimentação do paciente renal

A ingestão de líquido não se limita apenas ao consumo de água, mas inclui todos os alimentos sólidos com o elemento em sua composição. O destaque vai, principalmente, para as frutas, as verduras e os legumes, que podem conter até 90% de água. Apesar de não haver uma orientação específica para subtrair o líquido contido nesse grupo, é recomendado o consumo equilibrado de alimentos com os maiores percentuais de umidade para não exceder o volume diário estabelecido. 

“Os alimentos líquidos congelados ou à temperatura ambiente, como o gelo, a gelatina, as sopas, o sorvete, assim como a água ou outro veículo utilizado para tomar medicamentos, são todos parte da recomendação hídrica e devem ser descontados do volume total permitido para o consumo”, esclarece a nutricionista.

 

Dicas para controlar a ingestão de líquidos em pacientes renais crônicos:

· Evite alimentos muito salgados ou doces;

· Para promover mais saciedade, prefira bebidas e frutas geladas;

· Reserve, na sua quantidade recomendada, o quanto será destinado à

água. Para maior controle, armazene em uma garrafa de uso pessoal.

 

Fresenius Medical Care

 

Em clima de Natal, shoppings incluem até os pets na programação

Trono para pet e cenário para animais de estimação tirarem fotos com Papai Noel são destaque nos shoppings de SP

 Divulgação


Os grandes centros de compras se preparam para a data de vendas mais importante do ano com ações que envolvem mais de R$ 500 mil. Há opções de decoração mais em conta para espaços comerciais menores

 

As tradicionais fotos em família com o Papai Noel já estão acontecendo nos shopping de São Paulo. Preparados para o Natal, os centros comerciais estão otimistas com relação às vendas de fim de ano e alguns têm expectativa de alta de até 12% nas comercializações.

Com espaços instagramáveis, campanhas promocionais, espetáculos e até paradas com personagens, nos últimos anos, os empreendimentos também abriram espaço para os animais de estimação, oferecendo trono, área e brinquedos pensados exclusivamente para eles.

Nos bastidores disso tudo, as empresas responsáveis pela decoração dos centros comerciais movimentam milhões no final do ano atendendo aos mais de 800 shoppings do país em operações grandiosas.

Um projeto decorativo de Natal desse porte não sai por menos de R$ 500 mil e começa a ser planejado em fevereiro, segundo Mathias Cipolatti, responsável pelo setor de design da Cipolatti. 

Para galerias e pequenos centros há opções mais em conta, com preço mínimo de R$ 150 mil.

Representante da terceira geração de um negócio fundado por sua avó Conceição, em 1980, Mathias detalha a corrida dos empreendimentos para ver quem faz o Natal mais clássico, tecnológico, mais divertido para crianças e que, enfim, consiga atrair mais pessoas dispostas a gastar. 

“Uma decoração bem feita atrai pessoas e gera esse clima de presentear", diz.

Para fazer a magia acontecer, Mathias revela que cerca de mil funcionários trabalham simultaneamente do início de outubro até o primeiro dia de novembro, quando a maioria dos shoppings já amanhecem com uma nova roupagem e aquela sensação de que tudo aconteceu "do dia para a noite".

Este ano, a Cipolatti entregou 95 espaços públicos para a data, como a Rodoviária do Tietê - totalizando quase 13 mil metros cúbicos de decoração de Natal. Nessa lista, a grande maioria é composta pelos shoppings, mas também há praças, prefeituras e parques no Brasil, Angola e países da América do Sul.

O cronograma é apertado. Em fevereiro, março e abril a Cipolatti abre o showroom para que os clientes possam escolher a decoração. Fechados os projetos, começa o layout 3D e a preparação da festa durante o ano todo. 

Nesse meio tempo, surge outro trabalho importante, segundo Mathias. Clientes que trocam o tema no meio do caminho, peças que precisam ser repintadas em outro tom e ainda há questões logísticas. Neste ano, por exemplo, a seca severa que afeta o rio Amazonas tem dificultado a navegação, o que afeta o transporte de cargas, estando entre elas as decorações da Cipolatti para shoppings de Manaus e Rondônia.

Depois de entregue, a empresa segue no trabalho de manutenção dos enfeites. Em São Paulo, o maior deles é o Shopping Aricanduva, na zona Leste, que leva 30 dias para serem montados.

Com o tema “Natal do Reino Encantado das Borboletas”, o Shopping Anália Franco, também na zona Leste da capital paulista, deu início à festividade com a chegada do Papai Noel, chuva de 3 mil balões e a distribuição de pipocas, algodão-doce e maquiadores que transformaram as crianças em borboletas mágicas com acessórios de cabelo, asas, maquiagens, pinturas de cabelo e facial.

Aos finais de semana e feriados, os corredores do empreendimento receberão paradas com personagens como cogumelos, mãe natureza, homem fauno, borboletas, flores e rena ao som de uma banda. Além disso, há muitos espaços para renovar o álbum de fotos da família.

Pensando nessa interação, a Cipolatti também tem se especializado em criar ambientes adaptados para visitantes com baixa visão, como uma mesa tátil que reproduz a textura da decoração e opções para criar um ambiente acolhedor para crianças neuroatípicas, que muitas vezes se sentem hiperestimuladas nesses espaços.

Com muitas novidades tecnológicas nos cenários, Mathias aponta que a tecnologia tem sido cada vez mais presente nos pedidos dos empreendimentos, mas não é protagonista. De acordo com ele, há um resgate importante do analógico. Assim, parquinho com balanço, escorregador, roda gigante, carrossel e trenzinho entram com grande relevância.

Além disso, brinquedos que promovem o contato físico e atividades que envolvem toda a família ganham prioridade. Por essa razão, o designer entende que o Natal também acaba por gerar um clima repetitivo.

"As pessoas querem sair de casa para sentir esse espírito que é despertado com um Papai Noel com traje tradicional, a poltrona vermelha e uma árvore verde", diz.

Manoel Alves Lima, arquiteto e design estratégico para varejo, concorda. Manoel destaca que muitos clientes lhe perguntam como deve ser a atmosfera da loja nessa época do ano - promocional ou institucional?

Para o especialista, a resposta é fácil. Trata-se de uma época de louvor, agradecimento, alegria e de prestação de contas. E por preceder o encerramento de um ciclo, o melhor a se dizer seria: "obrigado por ter nos prestigiado o ano todo com a sua presença. Queremos estar junto de vocês no próximo ano. Boas festas para toda a sua família". 

Nas palavras de Manoel, essa é a mensagem capaz de emocionar, encantar e traduzir uma intenção sincera de respeito e admiração que toda marca deveria ter pelo seu público. E isso não se transmite com placas de ofertas e liquidação, mas sim com todo o acolhimento que é próprio de uma decoração de Natal bem produzida. 

Com árvores decoradas, simulador digital, passagens secretas e animais em movimento, a decoração “Fábrica dos Sonhos”, do Shopping SP Market, na zona Sul da cidade de São Paulo, coloca em pauta a inclusão social e mostra que todo mundo é bem-vindo e especial nessa celebração.

No desfile, pessoas de todas as idades, de lugares diferentes e com talentos únicos se juntam para criar uma parada natalina. E o elenco é bem diverso, com muitos corpos, cores, gêneros, origens e perfis diferentes.

O trono pet estará disponível, permitindo que os membros peludos da família participem das festividades natalinas. Além do trono pet, haverá uma programação dedicada às famílias com animais de estimação, incluindo sessões de fotos temáticas e brindes especiais.

De acordo com Eduardo Kaminitz Peres, presidente da Multiplan, o maior grupo do setor de shoppings, a expectativa é que as vendas de fim de ano nos centros de compras do grupo cresçam até 12% em comparação com as de igual período do ano passado.

Já a Confederação Nacional do Comércio (CNC) espera para esse ano um faturamento 5% maior na comparação com o de igual período de 2022, isso considerando o varejo em geral, com shoppings e lojas de rua.

Mariana Missiaggia

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/em-clima-de-natal-shoppings-incluem-ate-os-pets-na-programacao

"Gimga": O segredo para empreender no Brasil

Recentemente fui convidado para dar uma palestra sobre empreendedorismo. O público, estudantes de graduação e pós-graduação, me fez voltar no tempo. Reencontrei o Virgilio de 2006 que estava no último ano da faculdade. Era um poço de ansiedade e cheio de dúvidas e preocupações, para não dizer, medos. Ao me reencontrar, lembrei o quanto eu queria ser empreendedor e o quanto o mundo me falava não. 

Ao comentar sobre meu sonho com meu círculo de amizades, só ouvia coisas do tipo:

 

● Só 33% dos empreendedores têm ensino superior;

● 25% da população economicamente ativa está envolvida com empreendedorismo;

● 21% das empresas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), fecham as portas no primeiro ano;

● Em 5 anos, segundo o Sebrae, 62% dos negócios fecham.

 

Diante dos fatos, da imaturidade profissional e das alternativas de carreira, quem, em sã consciência, opta por empreender? E, ao optar, quem controla a ansiedade e sabe em que realmente focar para o negócio sobreviver e furar a Estatística? 

Quando estava nessa situação, adotei a postura de colocar o pé em dois barcos. Junto do empreender, fiz mestrado e doutorado. A ideia era ter um seguro; mesmo fracassando, haveria uma opção de prestar algum concurso. 

Ideia boa à época; mas, vista agora, o custo do seguro foi alto. Foco é algo importante para ter sucesso em qualquer coisa da vida. Mas, além de foco, resumi um pouco do que aprendi no acrônimo que eu chamo de Gimga. Quer empreender? Então se prepare, porque terá de ter muita Gimga para ter sucesso.

 

Gente é a base de tudo

Numa empresa, trabalham pessoas. Além disso, todo o negócio precisa de clientes e fornecedores, sendo estes, pessoas. Ou seja, se você não aprender a lidar com pessoas e suas características, não conseguirá ser um bom empreendedor. Aqui: não se acanhe. Nem todos são especialistas em gente. Alguns mais, outros menos, mas todos precisam dominar o básico do trabalho em equipe de gestão de pessoas.

 

Ideias e Inovação na medida certa

Um novo negócio só evolui se houver ideia e inovação. A sacada é identificar algo que já é feito e fazer um pouco melhor. Para o começo, quanto mais fácil for a migração para a sua solução, melhor será. Não precisa revolucionar o mundo no primeiro produto. Pode acontecer? Sim, mas a probabilidade de se perder ou de faltar investimento é grande. 

Agora, tenha em mente que empresas maduras morrem porque não inovam – e novos empreendimentos porque inovam demais. Patinei muito no início da trajetória, e ainda erro hoje, por ser mais inovador do que o mercado necessita. E cada inovação demanda investimento, pesquisa e muito esforço para começar a capturar valor. Então, foco em melhorar um pouco de algo que já é feito. Isso o fará cortar caminhos e fugir da morte prematura do negócio.

 

Marketing é fundamental

Foi difícil para um engenheiro ser convencido de que marketing é investimento, e não gasto. Na minha cabeça, era melhor investir em equipamentos, mesmo sem uso imediato, do que no marketing online. Não precisa ser gênio para saber que eu estava errado. Quando você encontrar a combinação perfeita dos clientes que compram seus produtos ou serviços, invista. 

E não adianta terceirizar. Você vai precisar se debruçar e entender um pouco sobre como os algoritmos funcionam e como configurar uma campanha. Verá que é um aprendizado enorme e que, aos poucos, chegará a um número cada vez maior de clientes que serão seus promotores. Atraí-los é condição fundamental para seu sucesso.

 

Gestão é o que conecta gente aos processos

As pessoas precisam saber o que a empresa espera delas e como podem entregar isso. Quando o negócio começa a crescer, dividir o trabalho e as responsabilidades de cada um é fundamental. Sem uma boa gestão, a equipe irá se sentir desmotivada e as entregas não serão feitas a contento. Invista tempo desenhando a estratégia e os processos, mas invista mais tempo ainda comunicando-os ao time. 

Implante indicadores, meça resultados, descreva padrões; treine e, enfim, garanta que cada pessoa saiba o que se espera dela e o que é necessário construir para alcançar sua próxima promoção. Seja também um embaixador da cultura e dos valores da companhia e só promova ou puna por meio de regras claras. Sem isso, o risco de ficar pelo caminho é grande.

 

Análise de dados, o caminho para evoluir

Todos vão trazer ideias para você. Todo dia, ideias novas vão chegar, assim como explicações bem elaboradas do porquê os resultados foram alcançados ou não. Se você não tiver uma vacina contra explicações e interesses, que são os dados, estará em maus lençóis. Verá que dói demais falar não, apesar de ser fundamental. E, sendo você o empreendedor, não haverá instância superior à sua no negócio. O “não” será atribuído à sua pessoa e contar com os dados para suportá-lo é fundamental. 

Quanto maior a capacidade dos seus colaboradores de análise, mais rápido irá aprender. Os testes, fundamentais no mundo complexo e cheio de mudanças que vivemos, serão melhores e possibilitarão avanços constantes. Por isso, aprenda a analisar dados. Não é fazer gráficos bonitos, mas extrair informações relevantes para o negócio. Respeitando, sempre, as leis da Estatística, tão importantes e esquecidas hoje em dia.

 Por fim, aposto que você se incomodou com a grafia errada de Gimga, afinal, se me referi ao movimento oscilante do corpo; balanço; meneio, a grafia correta será ginga. Regra da língua portuguesa: antes de p e b, utiliza-se m. Para todo resto, n. Agora, pela regra, se for nome próprio, pode fugir a grafia padrão da língua. Então, pela brecha e por querer incluir marketing, apelei para o meu Gimga, com M: Gente, Inovação, Marketing, Gestão e Análise de dados. 

Empreendedor brasileiro deve ter uma coisa em mente: atente-se para a regra, sempre. Um doce industrializado pode ser um bombom e pagar 5% de IPI ou ser um biscoito tipo wafer e ser isento. No Brasil dos empresários, detalhes são tudo.

  

Virgilio Marques dos Santos - dos fundadores da FM2S, doutor, mestre e graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp e Master Black Belt pela mesma Universidade. Foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.


Funil de recrutamento e seleção oferece estratégias eficientes para encontrar o profissional ideal

 Conceito pode facilitar a busca por pessoas candidatas e simplificar os processos realizados pelos recrutadores, possibilitando uma maior assertividade na execução de todas as etapas


No processo de recrutamento e seleção de profissionais, o funil representa não apenas uma metáfora, mas uma estrutura vital para as organizações que almejam o sucesso nas contratações. A busca por pessoas candidatas começa com a atração e se desdobra em uma jornada complexa, onde cada etapa desempenha um papel crucial. 

No entanto, essa não é uma ferramenta isolada no universo corporativo. Ao observar mais de perto, é possível identificar um elo entre o funil de recrutamento e seleção e o funil de marketing e vendas. Ambos compartilham o mesmo princípio fundamental: a progressão gradual de prospectos, seja de clientes ou candidatos, por diversas etapas antes de atingirem a conversão final. 

Por isso, torna-se fundamental adotar estratégias inovadoras e técnicas aprimoradas que não apenas refinem o processo de recrutamento, mas também garantam que as empresas possam encontrar talentos que se alinhem perfeitamente às suas metas e valores. 

De acordo com Thaisa Batista, graduada em Administração de Empresas pela UFPR e fundadora da abler, startup que tem o propósito de conectar empresas e pessoas candidatas, o funil de recrutamento e seleção foi inspirado no funil de vendas e marketing. “É uma forma de visualizar o andamento do processo de recrutamento e seleção de acordo com macroetapas. Entre cada uma dessas etapas, é possível realizar algumas análises, como a taxa de conversão, para entender qual estágio apresenta um maior gargalo. Assim, é possível perceber o que pode ser otimizado e onde existe uma demanda maior de recursos no sentido de capacidade operacional, tecnologia ou outros pontos de grande importância”, revela.

A especialista afirma que existem duas fases que podem ser divididas de acordo com cada processo de recrutamento e seleção. “A primeira é a atração, na qual as candidaturas são acolhidas. Essa etapa pode acontecer por meio de divulgações, anúncios e patrocinados, pulverizando a vaga em vários canais e, a partir dessa divulgação, converter as candidaturas. É possível também utilizar hubs para pesquisar ativamente perfis específicos e convidar essas pessoas para o processo de recrutamento e seleção”, declara.

Após esse primeiro passo, vem a etapa de seleção, quando o recrutador vai validar se as pessoas que se candidataram possuem os requisitos mínimos obrigatórios para executar a função e, então, dar sequência às fases mais específicas do processo, como a entrevista e os testes. “Após essas fases, é possível realizar a oferta às pessoas candidatas desejadas para as vagas disponíveis. Esses passos irão medir a quantidade de pessoas que avançam em cada uma das etapas e, com base nas taxas de conversão, é possível perceber qual estágio está trazendo a maior restrição de profissionais na busca pela pessoa ideal”, pontua.

Segundo Thaisa, o processo de recrutamento e seleção pode ser comparado a uma venda, quando o recrutador deve mostrar que a empresa e a oportunidade oferecida são de grande valor para as pessoas candidatas. “Trabalhar o processo de R&S com essa visão mais comercial faz com que o responsável pela seleção tenha apreço em conquistar a pessoa candidata ideal. Desde as primeiras etapas de planejamento, é possível ter uma comparação com o processo de criação de um perfil ideal. A partir disso, conseguimos entender em quais canais essas pessoas estão consumindo conteúdo para, então, construir um anúncio que consiga atingir diretamente esses profissionais”, relata.

A fundadora da abler acredita que, dessa maneira, é possível entender quais são os pontos que essas pessoas mais valorizam. “Seja a pretensão salarial, os benefícios ou até mesmo os requisitos comportamentais e técnicos que elas precisam entregar. Com isso, esse match entre a pessoa candidata ideal e a posição disponível torna-se mais simples”, revela.

Para ter mais velocidade no funil de recrutamento e seleção, é preciso entender a importância de um planejamento bem executado. “É fundamental ter uma boa construção de perfil, entender os requisitos obrigatórios e desejáveis, saber como está o mercado para a posição em relação a benefícios e salários, além de compreender como a oferta pode fortalecer a marca empregadora ao longo do processo de recrutamento e seleção. Além de possibilitar um ganho de velocidade, o planejamento vai evitar retrabalhos e determinar quais serão as etapas desse funil, como análise de requisitos e a definição das perguntas realizadas durante as entrevistas. Essa é uma prática imprescindível para qualquer processo de recrutamento e seleção”, alerta. 

Por fim, para ter mais velocidade nesse processo que envolve um volume significativo de pessoas, é importante contar com a tecnologia. “Ter um sistema que ajude a organizar e automatizar todas essas etapas é fundamental. A abler, por exemplo, ajuda a pulverizar as vagas em diversos portais, atingindo mais canais, atraindo um número ainda maior de pessoas candidatas e trazendo um ganho significativo em termos de velocidade”, pontua.

As etapas seguintes também são beneficiadas pela solução da startup. “O ATS possibilita uma triagem semiautomática de pessoas candidatas, recomendando profissionais que se aproximam do perfil desejado com base nos requisitos cadastrados. A plataforma também facilita a aplicação de testes e a comunicação com os profissionais, simplificando os processos realizados pelos recrutadores e possibilitando uma maior assertividade na execução das etapas”, finaliza. 



Thaisa Batista - Graduada em Administração de Empresas pela UFPR, possui MBA em Gestão Empresarial pela UTFPR e atua no planejamento, controle e gestão de equipes em projetos e processos de Recrutamento e Seleção há oito anos. Curiosa por soluções que pudessem otimizar a produtividade de selecionadores e melhorar a experiência de candidatos, fundou a abler para ajudar a desenvolver o mercado de R&S, trazendo agilidade e efetividade nos processos seletivos.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Geriatria: médico explica momento ideal para procurar a especialidade


O tempo passa para todos e, para envelhecer com qualidade de vida, é importante estabelecer uma rotina de cuidados com foco na saúde física e mental. Como todas as outras, o envelhecimento é uma fase que exige atenção, sendo o acompanhamento médico imprescindível para a manutenção da saúde e bem-estar. 

O médico geriatra é o profissional destinado a cuidar da saúde dos idosos, seja na atenção a doenças, promoção à saúde ou prevenção de enfermidades e suas complicações. Ele também orienta familiares e cuidadores nas necessidades de cuidados desse público, visando sempre a melhora da autonomia e da independência, bem como amenizando as consequências de diagnósticos de pioras funcionais. 

Gabriel Oliveira, médico geriatra e professor de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi/Inspirali, explica que não há uma idade certa para procurar um especialista: "No Brasil, idoso é considerado aquele com idade cronológica de 60 anos ou mais. Todavia, pode-se procurar o geriatra bem antes disso para controle de doenças e prevenção, conforme o desejo do paciente". 

Oliveira esclarece ainda como é a rotina de acompanhamento nesta especialidade, além de elucidar alguns pontos de dúvidas frequentes:
 

Diferença entre geriatra e gerontólogo

A gerontologia é a ciência que estuda de forma aprofundada o envelhecimento, enquanto a geriatria é a especialidade médica dentro da gerontologia. "Existem profissionais gerontólogos que atuam em diferentes áreas da saúde, como nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, etc.", explica.
 

Frequência de consultas ao geriatra

Segundo o médico, não há uma resposta exata: "Varia bastante em cada caso. Para idosos saudáveis, recomendam-se visitas semestrais ou até mesmo anuais, enquanto pessoas que estejam em algum grupo de risco podem ser assistidas a cada três meses, ou antes, conforme o caso clínico em questão. A frequência exata deve ser combinada pelo médico em conjunto com o idoso e/ou seu acompanhante".
 

Doenças tratadas pela especialidade

O docente afirma que o geriatra pode tratar de diversas enfermidades, quando pensamos na manutenção da saúde do idoso: "O geriatra está apto para tratar de doenças variadas, desde hipertensão até demências. As mais comuns no envelhecimento são as cardiovasculares (hipertensão, insuficiência cardíaca, entre outras), metabólicas (diabetes e hipotireoidismo, por exemplo), osteomusculares (como a osteoporose, artroses), neuropsiquiátricas (depressão, demência, Parkinson etc.) e até mesmo funcionais/nutricionais, como sarcopenia e desnutrição".
 

Automedicação

Ingerir remédio sem prescrição médica traz um risco muito grande para a saúde em qualquer idade. Para os idosos principalmente, em função de muitos terem comorbidades. Muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, essa atitude pode ter consequências graves e quando pensamos no bem-estar dos idosos, a atenção deve ser ainda maior: "Evitar a automedicação requer trabalho conjunto do médico com seus pacientes. Existe a necessidade de desmistificar que o envelhecimento é sinônimo de receituário extenso, cheio de medicações. Culturalmente, espera-se que todo problema exija necessariamente uma medicação, mas é necessário alertar para o risco de que, se não for adequadamente prescrito e utilizado, um fármaco pode piorar ou potencializar a ação de outro. O geriatra costuma ser o profissional que unifica as prescrições de todos os médicos envolvidos na saúde do paciente, deixando aquelas mais adequadas. Entretanto, o paciente também precisa evitar recorrer a qualquer medicação 'milagrosa' ou indicada por profissionais fora do âmbito da saúde, mesmo em meio à ansiedade de um alívio imediato de sintomas", explica.
 

Envelhecer de forma saudável

Para o especialista, envelhecer com qualidade de vida requer dedicação e conscientização dos reflexos dos hábitos saudáveis do presente: "O estilo de vida na juventude e fase adulta está sempre relacionado ao envelhecimento saudável. Criar uma rotina de alimentação saudável, exercícios físicos, evitar o tabagismo, evitar o stress quanto possível e lembrar da atenção à saúde mental é essencial para garantir o bem-estar ao longo da nossa trajetória de vida. Além disso, fazer visitas regulares ao médico como forma de prevenção e acompanhamento de enfermidades é essencial para quem deseja viver e envelhecer com qualidade de vida", finaliza.


Dr. Gabriel Oliveira - professor da Anhembi Morumbi, fala sobre a importância da área para a prevenção e manejo de enfermidades.


Onda de calor: pontos de atenção com as crianças

 Semana de temperaturas extraordinárias leva a uma atenção elevada com os pequenos. Pediatra dá o caminho dos cuidados certos e elenca sintomas importantes a observar

 

O Brasil enfrenta uma última semana de inverno com temperaturas próximas ou até superiores a 40 graus em diversos estados, numa onda de calor atípica que se mantém até perto do fim do mês de setembro. Se os adultos estão sofrendo com a intensidade de calor, as crianças tendem a ser vítimas mais severas dessa onda, com riscos de desidratação e até de queimaduras de sol. 

Dra. Anna Bohn, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), indica os cuidados que as famílias precisam intensificar nesses próximos dias com vistas a manter a saúde infantil e compensar os efeitos da onda."Brincadeira ao ar livre é sempre uma das melhores escolhas para as crianças. Entretanto, com altas temperaturas existem riscos à saúde que devem ser observados", anuncia a médica, ao citar possibilidades como desidratação, insolação, câimbras, fadiga e queimaduras de sol nesses próximos dias. 

A especialista ressalta que, além de serem mais suscetíveis, crianças pequenas têm risco maior de eventos graves e intensos. Por isso, Dra. Anna lista abaixo dicas vitais para encarar a onda de calor: 

1. Hidratação: Estimule a criança a beber muito líquido. Tenha garrafas prontas e ofereça várias vezes ao dia, mesmo que seus filhos não peçam. Para bebês abaixo de 6 meses, ofereça mais vezes o seio materno ou fórmula nestes dias; 

2. Roupas leves e em pouca quantidade: Use roupas claras dentro de casa para não absorver muito calor, mas se a criança for ficar exposta ao sol, roupas escuras previnem melhor contra queimaduras; 

3. Planeje descansos forçados: O calor costuma aumentar o cansaço, causando irritabilidade com frequência nas crianças. Promova pausas entre as atividades e aproveite para dar água; 

4. Refresque-os com água: Atividades com água, seja em piscinas, mangueiras ou baldes aliviam o calor e podem ser utilizadas sempre, sob supervisão; 

5. Jamais deixe uma criança no carro sozinha: A temperatura dentro de um carro exposto ao calor sobe rapidamente atingindo níveis possivelmente fatais em poucos minutos.

 

ATENÇÃO AOS SINTOMAS 

"Apesar dessas medidas, muitas vezes o calor em excesso acaba prejudicando e causando mal-estar", avisa Dra. Anna. Abaixo, ela indica os pontos de atenção a serem observados e cuidados nas crianças: 

  1. Sensação de desmaio
  2. Cansaço excessivo (sonolência, moleza excessiva e dificuldade em se movimentar)
  3. Dor de cabeça (sinal importante de alerta, procure o hospital imediatamente)
  4. Febre (sinal importante de alerta, procure o hospital imediatamente)
  5. Sede excessiva e mantida
  6. Ausência de xixi por mais de 6 horas
  7. Náuseas e vômitos
  8. Falta de ar e respiração ofegante, mesmo em repouso
  9. Espasmos e cãibras musculares
  10. Formigamento e sensação de dormência em dedos e mãos

 

DRA ANNA DOMINGUEZ BOHN - CRM SP 150 572 - RQE 106869/ 1068691. Registro pela Sociedade Brasileira de Pediatria Registro de Terapia Intensiva Pediátrica pela Associação de Medicina Intensiva. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica pela Universidade de São Paulo. Curso de especialização em cardiointensivismo pelo Hospital SICK KIDS, Universidade de Toronto. Pós-graduação em Síndrome de Down pelo CEPEC - FMABC (centro de pesquisa e estudos) MBA em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein Vice-presidente do Núcleo de Estudos da criança e adolescente com deficiência, Sociedade Paulista de Pediatria 2014 - 2018-2023. Médica do Instituto do Coração. 2020-2023 coordenadora da unidade de terapia intensiva pediátrica pré-operatória do Instituto do coração – FMUSP. Pediatra do corpo clínico dos Hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio Libanês. Membra do Grupo Médico Assistencial sobre a pessoa com deficiência do Hospital Albert Einstein.


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