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quarta-feira, 16 de junho de 2021

VITAMINAS DO COMPLEXO B: Você sabe quais são e por que são importantes?



O complexo B é composto por oito (8) vitaminas(B1 - tiamina, B2 - riboflavina, B3 - niacina, B5 - ácido pantotênico B6 - piridoxina, B - biotina B9 - folato e B12 -cobalamina). São vitaminas solúveis em água, o que significa que o corpo não as armazena. Por isso, devem fazer parte daalimentação diária.Estas vitaminas são importantes para garantir o funcionamento adequado das células do corpo. Eles ajudam a converter alimentos em energia, criar células sanguíneas e manter nosso copo saudável.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, cada vitamina do complexo B têm muitas funções importantes e específicas para a saúde, como:

B1 (tiamina): a tiamina só pode ser armazenada no corpo por um curto período antes da excreção, uma ingestão regular é necessária para manter os níveis sanguíneos adequados. A B1 é essencial para o metabolismo energético, é ela que ajuda converter os nutrientes em energia. Ela também ajuda a prevenir complicações no sistema nervoso, músculos, coração, estômago e intestino.
Além disso o corpo precisa de tiamina para:Quebrar moléculas de açúcar ( carboidratos ) dos alimentos, criar neurotransmissores (produtos químicos cerebrais) e sintetizar hormônios

Deficiência: A deficiência de tiamina não é comum. No entanto, certos grupos de pessoas podem não receber tiamina suficiente, incluindo:
• Dependentes de álcool
• Adultos mais velhos
• Indivíduos com HIV
• Diabéticos
• Pacientes bariátricos

Sua deficiência geralmente leva ao beribéri, uma condição que apresenta problemas nos nervos periféricos. Dessa forma, os sintomas podem surgir em todo corpo, sendo os principais cãibras musculares, fraqueza, visão dupla, problemas mentais, incluindo confusão e perda de memória de curto prazo.

Alimentos Fontes: arroz integral, carne de porco, aves, soja, nozes, feijão seco, ervilhas e produtos fortificados ou enriquecidos.

B2 (riboflavina): A riboflavina éusada na prevenção de várias doenças, como enxaqueca, anemia, câncer, hiperglicemia, hipertensão, diabetes mellitus e estresse oxidativo. Ela também é essencial para: produção de energia, ajuda a quebrar gorduras eauxilia na conversão de triptofano em niacina (vitamina b-3)

Deficiência:Existem dois tipos
• A deficiência primária ocorre quando a dieta é pobre em B2
• A deficiência secundária ocorre quando o intestino não consegue absorver a vitamina adequadamente ou o corpo não consegue usá-la ou porque ela está sendo excretada muito rapidamente

A deficiência seja primária ou secundária, tem efeito na absorção de ferro, no metabolismo do triptofano, disfunção mitocondrial, cerebral, trato gastrointestinal e doenças de pele.
Sintomas de deficiência: rachaduras nos cantos da boca, lábios rachados, pele seca, inflamação do revestimento da boca, úlceras na boca, lábios vermelhos, dor de garganta, olhos podem ser sensíveis à luz forte coçar, lacrimejar ou ficar vermelhos.

Alimentos Fontes: carnes e cogumelos.

B3 (niacina): A vitamina B3 ou niacina é importante para reduzir os níveis elevados de colesterol, diminui os sintomas da artrite, previne o risco de doenças cardíacas e contribui para a saúde mental. Além disso aniacina desempenha papel na sinalização celular, metabolismo, produção e reparo de DNA.

Deficiência: A falta grave de niacina se apresenta em humanos como a doença pelagra, que se caracteriza pelos "3 Ds" (dermatite, demência, diarreia), em casos muito graves pode levar a morte.

Sintomas de deficiêncialeves: aparência áspera da pele, língua vermelha brilhante, fadiga ou apatia, vômito, prisão de ventre e diarreia, problemas circulatórios, depressão, dor de cabeça, perda de memória.

Alimentos fontes: nozes, frango e lentilhas

B5 (ácido pantotênico): O ácido pantotênico, também chamado de pantotenato, é essencial para o metabolismo de carboidratos, proteínas e ácidos graxos. Essa vitamina também está envolvida na síntese de colesterol , lipídios, neurotransmissores, hormônios esteróides e hemoglobina.
Deficiência:A deficiência é rara. No entanto, pode aparecer em pessoas com desnutrição grave. Nesses casos, eles geralmente são deficientes em outros nutrientes também.

Os sintomas de deficiência incluem: dormência e queimação nas mãos e pés, dor de cabeça, irritabilidade, inquietação e sono ruim, falta de apetite

Pessoas com uma mutação genética específica chamada mutação neurodegenerativa 2 associada à pantotenato quinase apresentam alto risco de deficiência.

Alimentos fontes: cereais integrais, legumes, ovos, carne, frango, atum, geleia real, abacate, bife de fígado, cogumelos shitake, sementes de girassol

B6 (piridoxina): A vitamina B6, É o nome genérico de seis compostos (piridoxina, piridoxal, piridoxamina, piridoxal 5-fosfato e piridoxamina 5-fosfato). As formas coenzimáticas ativas da vitamina B6 que são a piridoxal 5-fosfato e piridoxamina 5-fosfato, estão envolvidas em várias reações bioquímicas, incluindo o metabolismo de aminoácidos e glicogênio, síntese de ácidos nucleicos, neurotransmissores serotonina, dopamina, norepinefrina e ácido gama-aminobutírico( GABA ), gliconeogênese e glicogenólise, função imunológica (por exemplo, promove a produção de linfócitos e interleucina-2) e formação de hemoglobina.

Deficiência: A deficiência isolada é incomum. O status inadequado de B6 geralmente tem relação com baixas concentrações de outras vitaminas do complexo B, como vitamina B12 e ácido fólico. A carência de vitamina B6 está associada a anemia microcítica, anormalidades eletroencefalográficas, dermatite com queilose (escamação nos lábios e rachaduras nos cantos da boca) e glossite (língua inchada), depressão e função imunológica enfraquecida. Indivíduos com concentrações limítrofes de vitamina B6 ou deficiência leve podem não ter sinais ou sintomas por meses ou até anos. Em bebês, a deficiência causa irritabilidade, problemas auditivos e ataques convulsivos.

Pessoas com risco aumentado de deficiência incluem:
• Doença renal
• Transplante de rim
• Doença celíaca
• Doença de crohn
• Colite ulcerativa
• Doenças autoimunes, como artrite reumatoide
• Dependência de álcool

Alimentos fontes: grão de bico, salmão, atum, aves e batata.

B7 (biotina): A biotina ajuda o corpo a converter alimentos em energia, ela suporta uma série de enzimas envolvidas na quebra de carboidratos, gorduras e proteínas. A B7 também ajuda a manter a pele , o cabelo, unhas, os olhos, o fígado e o sistema nervoso saudáveis. Além disso é um nutriente fundamental durante a gravidez, pois é importante para o crescimento embrionário.

Deficiência: Os sinais de deficiência de biotina incluem:
• Enfraquecimento do cabelo
• Erupção escamosa ao redor dos olhos, nariz e boca
• Unhas quebradiças
• Depressão
• Fadiga

A deficiência é rara, mas alguns grupos podem estar em maior risco:
• Pessoas com um distúrbio metabólico chamado deficiência de biotinidase
• Dependentes de álcool
• Mulheres grávidas ou que estão amamentando

Alimentos fontes: carnes de órgãos, como fígado, gema de ovo, nozes, amêndoas, amendoins, nozes, soja, bananas, couve-flor e cogumelos. Importante: O calor pode reduzir a eficácia da biotina, então opte por pratos crus ou minimamente processados.

B9 (folato): A forma natural da B-9 é chamada de folato. O ácido fólico, que está presente em alimentos fortificados e em suplementos, é a forma sintética da vitamina. O folato é necessário para o crescimento celular, metabolismo dos aminoácidos, formação de glóbulos vermelhos e brancos e a divisão celular adequada. A B9 também é fundamental no início da gestação para reduzir o risco de defeitos congênitos no cérebro e medula espinhal.

A recomendação é que todas as mulheres em idade reprodutiva que desejam engravidar tomem 400 mcg de ácido fólico por dia, além de uma dieta variada que contém ácido fólico.

Deficiência: A adição de ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho tornou a deficiência de folato incomum. No entanto, os possíveis sintomas de uma deficiência incluem:fraqueza, dor de cabeça, palpitações cardíacas, irritabilidade, feridas na língua ou na boca, mudanças de pele, cabelo ou unhas

Alguns grupos podem estar em maior risco de carência:
• Dependentes de álcool e com doença celíaca
• Condições que interferem na absorção de nutrientes como cirurgia bariátrica ou qualquer outa doença intestinal

Fontes alimentares: vegetais de folhas verdes escuras, feijão, ervilha, nozes, laranjas, limões, bananas, melões, morangos, abacate, mamão, ovos e bife de fígado.

B12 (cobalamina): Talvez a mais conhecida de todas as vitaminas do complexo B. É vital para a função neurológica, síntese de DNA, metabolismos de gorduras e proteínas e desenvolvimento de glóbulos vermelhos. O corpo humano produz milhões de glóbulos vermelhos a cada minuto. Essas células não podem se multiplicar adequadamente sem a B-12 podendo levar a quadros de anemiamegaloblástica. Além disso O metabolismo de todas as células do corpo dependedesta vitamina, pois ela desempenha papel na síntese de ácidos graxos e na produção de energia.

Deficiência: A deficiência geralmente causa uma condição chamada anemia megaloblástica. Os sintomas incluem:fadiga, perda de peso, prisão de ventre, perda de apetite, dormência e formigamento nas mãos e pés, problemas de memória e depressão

Pessoas que estão em risco maior de deficiência de B-12:
• Pós bariátrica
• Adultos mais velhos
• Doença celíaca e doença de crohn
• Vegetarianos e veganos
• Mulheres grávidas ou que estão amamentando

Alimentos fontes: carnes, ovos , frutos do mar e laticínios.


Para a nutricionista Adriana Stavro, essas vitaminas compartilhem algumas características, porém cada vitamina do complexo B tem sua própria função, apesar de dependerem umas das outras para uma absorção adequada e melhores benefícios à saúde. Comer uma dieta saudável e variada geralmente fornece todas estas vitaminas que o corpo precisa.

 


Adriana Stavro - Nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein Pós graduada em Nutrição funcional pela VP e em Fitoterapia pela Courses4U.

Instagram -@adrianastavronutri


Por que falar de intestino é essencial antes, durante e após um paciente pegar COVID-19?


Nutricionista e pesquisadora fala sobre a relação entre nosso intestino e a doença

 

O nosso intestino é conhecido como segundo cérebro tamanha importância na nossa saúde e bem-estar. Hoje existem vários estudos em andamento sobre o assunto, e um deles é sobre a nossa a microbiota intestinal, que são organismos - como por exemplo as bactérias - que participam ativamente do cuidado da saúde e na prevenção de doenças. A principal função da nossa microbiota intestinal é proteger a barreira intestinal contra infecções de vírus, bactérias, toxinas geradas pelo estresse intenso e poluição, além de prevenir inflamações das doenças autoimunes. As bactérias do bem (probióticos) que moram no nosso intestino são os responsáveis por isso. 

Mas então, porque é tão importante falar sobre intestino e a qualidade do nosso cocô, principalmente agora com o COVID 19? “Um intestino saudável como uma boa quantidade e qualidade de microbiota, pode ajudar na recuperação e minimizar os efeitos secundários da doença como o estresse e a ansiedade. É o intestino quem produz os hormônios anti-ansiedade e de bem-estar, é dele também o trabalho de diminuir inflamações, ajudando a saúde tanto antes de pegar o coronavírus quanto durante e depois”, esclarece a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak. 

Ainda de acordo com a pesquisadora, o intestino é o responsável por absorver os nutrientes da alimentação, sendo eles a matéria prima para formar toda a nossa saúde desde os músculos, a gordura, os hormônios e a nossa imunidade: “Se eu não tenho um intestino funcionando adequadamente e uma mucosa intestinal saudável, não vou ter uma boa absorção de nutrientes, que são nossa matéria prima para uma boa saúde, especialmente ferro, vitaminas do complexo B e a vitamina D.  Também dificulta , a absorção de remédios, quando temos um estômago mais ácido que o normal e um intestino inflamado”. 

Além disso, a microbiota intestinal está ligada à nossa produção e reparação de genes. Estudos recentes mostram que alguns desses genes estão ligados com a intensidade e os efeitos colaterais do vírus, bem como com a recuperação pós infecção. São eles: VDR da vitamina D; o  IL2 de complicações respiratórias; e o IFNG da infeção por vírus da família SARS, como é o COVID 19. Por tais motivos, enfatiza Aline, é tão importante falar sobre a saúde intestinal na pandemia.

 

Sinergia Nutricional – Intestino Feliz 

Mamão já é conhecido por ajudar no intestino, mas você sabe o porquê? Ele tem função laxativa e, além disso, ele possui papaína, uma enzima digestiva que melhora os gases e o processo de digestão de proteínas. Mas, infelizmente, não é para todo mundo que ele tem esse efeito. Alguns pacientes chegam a passar 15 dias sem fazer cocô. Nessa sinergia com o mamão, ao adicionarmos as amêndoas (que tem fibras e gorduras) aumentamos o poder laxativo do mamão em 20,5%. A vitamina E também presente e os antioxidantes, melhoram a absorção de água no intestino, deixando as fezes mais amolecidas, o que também facilita a descida do cocô.

 

A recomendação da nutricionista para essa sinergia: 1/2 mamão, 2 col. de sopa de chia + 2 col. de sopa de amêndoas picadas ou farinha  de aveia acompanhada de  1 xicara de chá de erva doce com 1 col. de chá de gengibre ralado.  Comer pelo menos 3 vezes na semana.

 

Se você tem intestino solto devido à sua ansiedade, mude a sinergia: Tomar 3x ao dia, entre as refeições por 15 dias. 1 col. (sobremesa) de flores de camomila + 3 folhas de hortelã (preferencialmente fresca) +10 folhas de goiabeira. Modo de preparo: Esquente a água até que o fundo da chaleira comece a ficar com bolhas (antes da fervura). Despeje a água sobre a mistura e abafe a xícara por 5 a 8 minutos. Beba em seguida morno

 

Outras ervas para serem usadas nos chás que ajudam na nossa microbiota intestinal e que podem ser variadas a cada 15 dias no nosso dia a dia:

-Camellia sinensis (especialmente Chá preto e Pu-erh), só não indicado se você tem crises de ansiedade;

- Rooibos (muito bom para o estresse);

-Tomilho  (ótimo se você tem ansiedade);

-Uxi amarelo (indicado para miomas, ovário policístico, infecção urinária, inflamação uterina, reumatismo);

- Echinacea (Echinacea spp). para alergias respiratórias;

- Sabugueiro (Sambucus nigra)  Indicado para É indicado para combater o catarro das vias respiratórias superiores, diminuindo muco.

 


Aline Quissak - nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets e no site http://www.alinequissak.com/combodebemcomavida


Benefícios da massa magra para o organismo

benessere
divulgação
Os benefícios do ganho de massa muscular vão muito além da estética. O tecido da chamada massa magra apresenta uma atividade metabólica mais acelerada do que a do tecido gorduroso e, portanto, quanto maior o aumento da massa muscular, mais acelerado será o metabolismo. Isso porque o corpo continua queimando gordura por muito tempo depois da atividade física, o que impacta positivamente todas as funções fisiológicas do organismo: do sono à eliminação de gordura corporal e controle do colesterol.


Os profissionais Alisson Melo Elifas Rodrigues, nutrólogos da Clinica Benessere compartilham alguns benefícios da massa magra para o organismo:

”Com o aumento da massa magra e a baixa taxa de gordura corporal, o organismo previne o aparecimento de resistência à insulina e diabetes. Estudos realizados pela Universidade da Califórnia apontam que quando há um aumento de 10% na massa muscular no corpo, há uma diminuição de 11% na resistência à insulina, sendo essa taxa maior ainda entre pessoas que não sofrem de diabetes“ comenta Dr Alisson Melo.

O médico ainda destaca outros ótimos benefícios causados pelo impacto do ganho de massa magra no organismo: “Prevenção de doenças cardiovasculares melhor desenvolvimento muscular, qualidade de vida, fortalecimento dos ossos e envelhecimento saudável“, completa.

Dr Elifas Rodrigues reforça o acompanhamento médico para o ganho de massa de maneira adequada ”Cabe ressaltar que é de extrema importância o acompanhamento e orientação do médico nutrólogo nesse processo,  pois para o ganho de massa magra, deve-se manter uma dieta rica em proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis, a fim de obter mais energia e aminoácidos para a construção da sua massa muscular, além de possível recomendação de uso de suplementos para aumento de performance e desenvolvimento dos músculos“ finaliza Dr. Elifas.



https://www.instagram.com/clinica_benessere/


Doença de Batten: diagnóstico precoce é tão importante quanto o tratamento

As Lipofuscinose Neuronal Ceróide (CLN), embora sejam raras, são as doenças neurodegenerativas genéticas mais comuns na infância.


A Doença de Batten costuma se manifestar ainda nos primeiros anos de vida da criança e, por fazer parte de um grupo de doenças neurodegenerativas com sintomas e características diferentes, tem seu diagnóstico, na maioria das vezes, realizado de forma tardia, o que afeta o tratamento e consequente qualidade de vida da criança. Por essa razão, o mês de junho é dedicado para a conscientização e divulgação de informações de qualidade sobre a doença.

A Doença de Batten, também conhecida como CLN2, é um dos 14 tipos conhecidos de Lipofuscinose Neuronal Ceróide (CLN, sigla em inglês). Trata-se de uma doença hereditária, rara, com incidência de 1 para cada 200 mil nascidos vivos[1]. As CLNs são causadas
​​por alterações genéticas envolvendo diferentes genes, que são incapazes de produzir as proteínas necessárias envolvidas no metabolismo de moléculas cerebrais. Como resultado, as células cerebrais (neurônios) sofrem danos progressivos e isso leva ao desenvolvimento de sintomas de acordo com cada faixa etária do paciente, sendo o atraso da linguagem e crises epilépticas seguidos por perda de habilidades motoras e cognitivas já adquiridas as primeiras manifestações clínicas da CLN2[2]:

Até os 3 anos, a principal manifestação é o atraso na linguagem. No entanto, a epilepsia e a regressão neurológica também fazem parte desta fase. Dos 3 aos 5, há piora da regressão neurológica, da epilepsia e há contrações musculares involuntárias, que podem provocar movimentos repetitivos. Até os 12, a criança pode parar de falar e de andar, com necessidade de recursos para auxiliar a caminhar, deglutir e alimentar-se. Além disso, há o aparecimento de demência, alteração no tônus muscular e perda da visão.

Segundo a médica geneticista Dra. Carolina Fischinger, para o diagnóstico correto, além da percepção dos sinais, é importante encaminhar a criança ao geneticista e/ou neurologista infantil, que poderá indicar os passos mais adequados para a investigação da suspeita da Doença de Batten. O diagnóstico precoce pode ser através de exames de sangue que permitem a realização da análise genética e também a análise da enzima deficiente ( atividade da enzima tripeptidil peptidase). Destacamos a importância da detecção precoce sobre a manifestação dos sintomas, para possibilitar melhor qualidade de vida aos pacientes e familiares, pois permite alterar a progressão da patologia e otimizar os cuidados e o aconselhamento genético das famílias[3].

"É importante lembrar que a criança se desenvolve normalmente até o aparecimento dos primeiros sintomas, que, na maioria das vezes, estão localizados na fala, o que leva os pais levarem no fonoaudiólogo. Contudo, ao não encontrarem problemas nas funções comportamentais ou biológicas aparentes, o paciente deve ser encaminhado ao neurologista para avaliação mais aprofundada", explica Fischinger.

A importância da avaliação genética

No caso da CLN2, a doença se desenvolve devido a um distúrbio nos genes e, portanto, quando uma criança é diagnosticada, a família é aconselhada a realizar o teste genético para entender se o gene mutado está presente nos pais.

Segundo a especialista, como acontece em quase toda doença autossômica recessiva, uma criança nascida de pais que são portadores de mutações no gene CLN2, tem 25% de chance de desenvolver a doença de Batten. "Também é possível que irmãos não afetados pela doença sejam portadores do gene causador alterado, mas não irão desenvolver a doença, ou seja, heterozigotos não manifestam sintomas.

Por isso, campanhas de conscientização são mais que necessárias. "Além de falar com a sociedade sobre os sintomas que podem afetar seus filhos, é extremamente importante ressaltar a necessidade do aconselhamento genético e testagem especifica de casais em risco (por exemplo, casais consanguíneos). O diagnóstico e uma intervenção precoce, podem dar mais qualidade de vida aos pacientes", conclui.

Um exemplo de iniciativa está a campanha "Tempo para eles" que conta com ações para a conscientização da doença com o engajamento nas redes sociais, por meio das hashtags #BattenDay e #TEMPOPARAELES. Para saber mais, acesse: https://www.battenday.com

 



BioMarin

 

Referências:

 
[1]Claussen M, Heim P, Knispel J, Goebel HH, Kohlschütter A. Incidence of neuronal ceroid-lipofuscinoses in West Germany: variation of a method for studying autosomal recessive disorders. American Journal of Medical Genetics. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/1609834/
[2]Williams, R.E, Adams, H. R, Blohm, M. Management Strategies for CLN2 Disease. Pediatric Neurology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28335910/
[3]Razões Para Acreditar. Para a principal causa de demência infantil, o diagnóstico precoce é tão importante quanto o tratamento. Disponível em: https://razoesparaacreditar.com/cln2-diagnostico-precoce-tratamento/ [acessado em: jun de 2021]


Quando a topada do dedinho no móvel pode ser fratura?

Quase um quarto de todos os ossos do corpo estão nos pés
Divulgação
Dor prolongada e inchaço são indicativos da lesão, explica especialista da ABTPé


Quem nunca deu uma topada com o dedinho do pé em algum mobiliário, que atire a primeira pedra. No momento, a dor costuma ser muito forte, mesmo quando não ocorre fratura. Então, como identificar se houve uma lesão que mereça mais atenção?

Quase um quarto de todos os ossos do corpo estão nos pés, o que possibilita apoio e equilíbrio durante o movimento. O presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, José Antônio Veiga Sanhudo, explica que quando um dedo do pé está quebrado, a pessoa pode até conseguir andar, mas habitualmente há bastante dor. “O ideal é procurar atendimento no mesmo dia do trauma para um diagnóstico preciso, pois no caso de uma fratura, pode ocorrer desvio do alinhamento ósseo com deformidade à longo prazo. Uma eventual saliência no local pode causar calosidades e desconforto com calçados fechados e há ainda o risco de desenvolver artrose no local, se a lesão envolver a articulação”, explica.

Em casos de fraturas, o realinhamento é geralmente obtido sem cirurgia, somente com anestesia local e manipulação adequada.

Um pouco mais complexas são as fraturas no dedão, fala Sanhudo. Devido a sua maior estrutura, uma força maior é necessária para que ocorra lesão óssea nesta região, mas quando ela ocorre, a chance de desvio e até necessidade de cirurgia é maior. “É importante entender a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces com o objetivo de minimizar as sequelas destas lesões tão frequentes”, finaliza.

 


Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé - ABTPé


Sobrepeso infantil pode atingir 75 milhões de crianças até 2025

Crianças com menos de cinco anos correm risco de ficar obesas mórbidas e desenvolver doenças graves


De acordo com a OMS, cerca de 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estão acima do peso. Para 2025, a projeção é que o número chegue a 75 milhões, abrangendo países desenvolvidos e em desenvolvimento. No Brasil, o sinal de alarme em relação à obesidade está aceso: uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos de idade está acima do peso, de acordo com o IBGE. 

De acordo com a endocrinologista pediatra do Exame Imagem e Laboratório/Dasa Fernanda Lopes, a obesidade infantil é uma doença causada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal na criança. Entre os fatores que podem desencadear a doença, estão uma alimentação inadequada, o sedentarismo, questões genéticas e hormonais.

A médica explica que, mesmo sem uma correlação exata de que as crianças obesas serão adultos obesos, hoje, elas já possuem os mesmos problemas que os adultos. “Excesso de colesterol, hipertensão e risco de desenvolver diabetes. Os estudos mostram que adolescentes obesos possuem uma alta chance de se manter obesos. Então o ideal é fazer com que a obesidade na criança seja controlada antes dos 10 anos de idade”, recomenda. 

Segundo a pediatra da Maternidade Brasília Sandi Sato, os cuidados para evitar a doença crônica devem começar antes mesmo de a criança nascer, ainda durante a gestação. “Hoje, sabemos que as condições a que o feto é exposto durante o período gestacional pode interferir no seu desenvolvimento, na sua fisiologia e metabolismo, não só na vida intra-uterina, como também trazendo diversas repercussões na fase adulta”, explica.

Na gravidez, o acompanhamento com o pediatra é indispensável, sobretudo se a família tiver histórico de obesidade. A partir do 5º dia de vida, o bebê deve ser levado ao pediatra com regularidade. É esse olhar constante que vai verificar, por exemplo, se o peso está excessivo em relação à altura.

“Para evitar ou controlar a obesidade, a recomendação é que as crianças sempre brinquem ativamente, não sentadas ou na frente de uma tela. Não é necessário matricular a criança em algum esporte, mas a criança precisa correr, se exercitar, se mexer, pegar sol. Além dos exercícios, é essencial que ela tenha uma alimentação balanceada, adequada e proporcional para a idade. Outra recomendação importante é sobre o consumo de sucos. Eles possuem alto índice de glicose e de calorias, então o consumo deve ser muito regrado, limitado a um copo por dia, no máximo. Isso também vale para qualquer tipo de suco, desde os artificiais até os feitos da própria fruta”, recomenda a endocrinologista Fernanda Lopes. 


Consequências da obesidade infantil

A obesidade está relacionada à ocorrência de diversos problemas de saúde na infância e ao longo da vida adulta, como colesterol alto, diabetes, gordura no fígado, problemas cardíacos, apneia, lesões nas articulações e cálculos biliares.

Outra questão advinda da condição é o estigma social. O bullying sofrido por crianças obesas pode influenciar no desempenho escolar, além de resultar em problemas psicológicos como depressão e baixa autoestima.


SOBRAC alerta para os principais sinais e sintomas de uma parada cardíaca

O caso do jogador Christian Eriksen, que sofreu uma parada cardíaca em campo no último sábado, dia 12 de junho, trouxe à tona a importância da discussão e orientação sobre as doenças cardiovasculares.

A parada cardíaca é o momento em que o coração deixa de funcionar, sendo necessária a intervenção com medidas de reanimação cardio-pulmonar-cerebral para que o coração volte a bater. A causa da parada cardíaca pode estar relacionada às arritmias cardíacas, que acometem uma em cada quatro pessoas ao longo da vida e são responsáveis pela morte súbita de cerca de 300 mil brasileiros todos anos. 

A prevenção é o melhor caminho para evitar uma morte súbita. Por isso, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), Ricardo Alkmim Teixeira, é preciso estar atento aos sinais. “É importante ressaltar que todas as pessoas que apresentam sintomas como palpitação, cansaço, falta de ar, tontura, desmaios e dor no peito, devem procurar um atendimento médico”. 

Ricardo acrescenta ainda que esse tipo de acometimento, quando acontece em pessoas jovens, especialmente com menos de 35 anos de idade, habitualmente apresenta um fundo genético. “São doenças do musculo do coração ou distúrbios elétricos primários que costumam desencadear episódios potencialmente graves, inclusive levando à morte súbita”, alerta o presidente da SOBRAC.

 

Como reconhecer se tenho alguma doença cardíaca? 

As arritmias cardíacas são alterações que ocorrem no ritmo dos batimentos do coração. Homens e mulheres de qualquer faixa etária podem ser afetados por essa doença. Alguns tipos de arritmias podem acometer uma em cada quatro pessoas ao longo da vida e são responsáveis pela morte súbita de cerca de 300 mil brasileiros todos os anos. 

Fique atento se você sentir sintomas como: palpitações no coração, desmaios, tonturas, confusão mental, cansaço, falta de ar e fraqueza. Reconhecer esses sintomas é fundamental para um tratamento adequado e para evitar quadros de arritmias mais graves e até a morte súbita. 

 

Como socorrer uma vítima que está sofrendo uma parada cardíaca? 

A maioria das paradas cardíacas acontecem em casa, no trabalho ou em locais públicos. Para evitar sequelas graves e até a morte súbita, é muito importante o atendimento rápido! Por isso, confira agora mesmo o vídeo que a SOBRAC desenvolveu com orientações sobre como ajudar uma pessoa que está sofrendo uma parada cardíaca: http://bit.ly/SOBRAC_paradacardiaca. 

Para orientar e alertar sobre o tema, a SOBRAC desenvolve anualmente uma campanha intitulada “Coração na Batida Certa”. A campanha acontece todos os anos em novembro e tem como objetivo orientar e conscientizar a população sobre os principais sinais e sintomas de uma arritmia cardíaca, doença que atinge milhares de pessoas em todo o mundo e é responsável pela morte súbita de muitos brasileiros. 

“Algumas arritmias cardíacas podem acometer 1 em cada 4 pessoas ao longo da vida, podendo resultar em consequências graves, como insuficiência cardíaca e derrame cerebral (AVC). Além disso, as arritmias são responsáveis pela morte súbita de cerca de 300 mil pessoas todos os anos no Brasil”, explica Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da SOBRAC.  

Apesar de as arritmias cardíacas serem muito frequentes, inclusive em atletas e indivíduos jovens supostamente saudáveis, os sinais de alerta são pouco divulgados e sua prevenção ainda é precária. “Por isso, na presença de sinais de alerta ou histórico familiar, de parentes de primeiro grau como pais e irmãos com menos de 50 anos e ainda mais importante, com menos de 35 anos, procure um médico e orientações. A prevenção é a melhor forma de prevenir desfechos graves como a morte súbita”, finaliza Ricardo.

 


SOBRAC

https://sobrac.org/publico-geral/

Redes Sociais: @sobrac


Congelamento de óvulos é boa opção para casais que desejam adiar a maternidade ou mesmo para mulheres solteiras que querem ser mães

Trata-se de uma solução cada vez mais buscada nas clínicas de reprodução assistida


Com o objetivo de poder exercer plenamente a maternidade, muitas mulheres preferem adiar a gravidez por conta de projetos profissionais ou mesmo questões financeiras. Entretanto, com  o avançar da idade, o número e a qualidade dos óvulos diminui e as chances de gravidez também. Uma solução cada vez mais buscada nas clínicas de reprodução assistida é o congelamento de óvulos.

Segundo a Dra. Maria Augusta Engler Tamm Toppjian, especialista em reprodução assistida da clínica Huntington Medicina Reprodutiva, não existe idade mínima para o congelamento de óvulos. “Entretanto, se a paciente não tem planos de engravidar antes dos 35 anos, ela deve procurar um médico e iniciar o projeto independentemente da idade”, recomenda a ginecologista.

O primeiro passo para a mulher que deseja fazer o congelamento de óvulos é realizar os exames de avaliação da reserva ovariana, que auxiliam o médico a decidir qual o melhor protocolo para cada paciente. O início do processo, na maioria dos casos, se dá com o início do ciclo menstrual. São feitos exames hormonais no sangue e a ultrassonografia para contagem dos folículos daquele ciclo. “Estando tudo normal, as medicações podem ser começadas”, comenta Dra. Maria Augusta.

O tempo médio de aplicação das medicações é de 10 a 12 dias até a marcação da coleta dos óvulos, que ocorre em torno do décimo quarto dia. O número de óvulos a ser congelado varia de acordo com cada paciente, e até na mesma mulher pode variar de um ciclo para o outro. “O ideal é ter em torno de 15 a 20 óvulos congelados”, estima a médica.

De acordo com a especialista em reprodução assistida, houve um aumento em torno de 40% na procura por congelamento de óvulos na clínica Huntington, muito acima do esperado, segundo Dra. Maria Augusta. “A pandemia fez com que as pessoas ficassem mais tempo em casa e tivessem mais tempo para se cuidar. Muitas deixaram de viajar e as economias foram usadas para esse fim”, avalia. O custo do procedimento hoje está em torno de 15 mil reais com a medicação incluída. Após o processo, a paciente terá uma taxa anual próxima de mil reais para preservação dos óvulos.

Dra. Maria Augusta ainda ressalta que antes de decidir pelo procedimento, as mulheres precisam ter conhecimento sobre o assunto, pois “é algo que traz ainda mais segurança e independência”.

 


Dra. Maria Augusta Tamm Toppjian - A especialista é formada pela Universidade de Ribeirão Preto. Fez residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Federal da Lagoa / Maternidade Escola – UFRJ. Tem título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO – TEGO/15); também é especialista em Medicina Reprodutiva pela Rede Latino americana de Reprodução Assistida (RedLara); possui capacitação em Reprodução Assistida pela SBRA e é mestranda em Reprodução Assistida pela Universidad de Barcelona. Para mais informações, acesse pelas redes @mariaaugustatamm


Doação de sangue pode salvar vidas e manter fluxo regular de cirurgias em hospitais

A doação de sangue é um ato de solidariedade que pode salvar vidas. Porém, durante a pandemia, houve redução de até 20% no número de doações no País, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Os postos de coleta de sangue e hemocentros precisam do reforço constante em seus estoques para que cirurgias e outros procedimentos que necessitam de sangue possam continuar sendo realizados nos hospitais.

Uma única bolsa de sangue pode salvar até seis vidas e ajudar pessoas que precisam de transfusão em seus tratamentos de saúde. Conforme lembra o cirurgião do HCSG, Ricardo Gomes, a doação não afeta a saúde. “A quantidade não afeta o doador e o organismo rapidamente se recupera. Um adulto possui cinco litros de sangue e a doação é de até 450ml. Ser doador é um motivo de alegria, saber que está contribuindo para salvar outras vidas, isso não tem preço”, observou.

Em hospitais, por exemplo, o sangue é essencial. Cirurgias eletivas em geral utilizam pelo menos duas a três bolsas de sangue e, entre elas, uma única cirurgia cardíaca pode usar até dezoito bolsas. Por isso, é necessário que os hemocentros estejam sempre abastecidos, para que quem tem a necessidade de realizar uma cirurgia possa ser atendido quando precisa.

Nas emergências hospitalares, o sangue proveniente das transfusões também é utilizado nos mais diversos tipos de pacientes, quando é necessário, como em acidentes, por exemplo. Partos e urgências neonatais também podem necessitar de transfusões.


Quem pode doar sangue?

Homens ou mulheres podem doar sangue e apenas algumas características específicas devem ser observadas, como:

- não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12h;

- não ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses;

- não estar grávida ou amamentando;

- não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses;

- não ter piercing em cavidade oral ou região genital;

- não ter feito endoscopia ou colonoscopia há menos de 6 meses;

- não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias;

- não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas, transmissíveis por transfusão (Hepatite após 11 anos, Hepatite B ou C, doença de Chagas, sífilis, HIV, HTLV I/II);

- não ter visitado área endêmica de malária há menos de 1 ano;

- não ter tido malária;

- não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento;

- não ter feito uso de medicamentos anti-inflamatórios há menos de 3 dias (se a doação for de plaquetas).

 

Para doar, a pessoa deve comparecer a Hemocentro local ou posto de coleta, bem alimentada e descansada, munida de documento de identidade com foto. A doação de sangue demora apenas quinze minutos e o intervalo entre elas é de três meses para mulheres e dois meses para homens.

“Quem é doador de sangue, precisa ir regularmente ao hemocentro ou posto de coleta mais próximo para renovar a doação. Cada vez que uma pessoa doa sangue, ela contribui para tornar mais saudável a vida de outras pessoas onde mora. E quem não pode doar, pode incentivar outras pessoas”, pontuou Ricardo Gomes, cirurgião do HCSG.

 


Hospital Casa de Saúde Guarujá


O mau hálito é transmitido pelo beijo?

Beijar na boca é uma das melhores e mais comuns expressões do amor e da cumplicidade. No entanto, por envolver partes do corpo humano suscetíveis à propagação de doenças, é importante que os parceiros estejam atentos à saúde do outro. Um dos problemas de saúde que é muito discutido se pode ou não ser transmitido através do beijo, é com relação ao mau hálito.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Halitose, a Dra. Cláudia Gobor, “30% da população sofre com mau hálito. Isso significa que, embora o cheiro seja desagradável, é muito comum que, no decorrer da sua vida você encontre algum parceiro com essa condição”. Todavia, apesar disso, o mau hálito é uma condição extremamente desagradável tanto para o seu portador, quanto para as pessoas que convivem com o mesmo.

No que se refere ao beijo, a dentista explica que “por envolver questões ligadas às próprias bactérias já existentes na boca do indivíduo, o mau hálito não pode ser transmitido pela saliva. Ele, portanto, é somente tido quando ocorre um aumento das bactérias bucais que causam o mau cheiro, que podem sofrer esse crescimento por diversos fatores”.

É importante lembrar que o mau hálito é um forte indicador de questões essenciais da nossa saúde. Isso porque, embora uma das maiores causas seja a má higienização bucal, ele também pode estar relacionado ao estresse, problemas bucais como gengivite e periodontite e problemas sistêmicos como infecções renais e diabetes.

Para finalizar, a especialista pelo MEC em halitose alerta que “além da escovação bucal e da higiene diária necessária, o mau hálito é uma condição que tem tratamento. Por isso, atualmente não é mais necessário viver com esse tipo de desconforto. Consultar um profissional que entende do assunto, é essencial para se ter uma boa qualidade de vida”.

 

 

Cláudia Christianne Gobor - Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose. Presidente da Associação Brasileira de Halitose

https://www.bomhalitocuritiba.com.br/

Rua da Paz, n° 195, Sala 102, Mab Centro Médico, Centro/ Alto da XV, Curitiba- PR

Whatsapp: (41) 99977-7087

Instagram: @Claudiacgobor

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Youtube: Claudia Gobor


Covid e prematuridade: Mesmo com pandemia, realização de pré-natal é imprescindível

É importante pensar estratégias para garantir, dentro de todos os protocolos de segurança, que o acompanhamento da gestação seja mantido
Divulgação

ONG Prematuridade.com faz o alerta para que acompanhamento seja mantido de forma segura


Entre todos os alertas trazidos pela Covid-19, está situação que envolve gestante e os bebês. Contrair o coronavírus durante a gravidez pode aumentar o risco de parto prematuro, segundo apontou estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. O relatório da instituição é baseado na análise de 4.442 gestantes, diagnosticadas com o vírus e, durante a pesquisa, mais de 3.900 bebês tiveram a idade gestacional relatada. Dentro desse grupo, 13% dos bebês (cerca de 500) nasceram prematuros. Os dados mostram que 149 (3,8%) das crianças nasceram com menos de 34 semanas e 357 (9,1%) nasceram entre 34 e 37 semanas. Já em relação aos bebês, que foram testados para a Covid-19, metade que teve teste positivo era prematuro.

O receio da contaminação trouxe outro problema: a evasão das gestantes em consultas importantes. Recentemente, a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) realizaram estudo com 2.753 mulheres (1.713 grávidas e 1.040 puérperas – mães de recém-nascidos com até 45 dias), de todas as classes sociais, em todas as regiões do país. Entre outros dados, o estudo revelou que 81% das grávidas temem a contaminação pelo novo coronavírus durante as consultas de pré-natal e 82% têm medo da internação hospitalar por ocasião do parto.

A fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Leão Suguitani, alerta para importância de evidenciar a questão e de reforçar a necessidade do pré-natal. “É preciso colocar esse assunto com a evidência e a urgência que merece. Trata-se de um problema que pode ser evitado com um bom pré-natal ou, ainda que haja o parto prematuro, há maior possibilidade do bebê se recuperar com o mínimo de danos à saúde quando recebe o atendimento adequado”, fala. “Podemos intervir positivamente nesse quadro, vidas podem ser salvas e, agora, temos que adaptar a realidade da prematuridade ao cenário do Covid-19”, completa.

A prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil antes dos 5 anos de idade, no mundo todo. O Brasil é o 10º país no ranking global de partos prematuros, os quais ocasionam 10 vezes mais óbitos de crianças do que o câncer. São 340 mil famílias passando pela experiência da prematuridade todo ano em território brasileiro, 12% do total de nascimentos.

O parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas de gestação. São várias as causas que podem levar à prematuridade, mas o principal passo para evitar esse problema é a prevenção, salienta Denise. “Nesse sentido, o pré-natal é uma das medidas mais eficazes para uma gestação saudável e completa. A apreensão das mulheres grávidas quanto à infecção pelo vírus é legítima, mas o efeito colateral de uma decisão extrema, como a de faltar a uma consulta do pré-natal, pode levar a um agravamento de casos e do quadro geral da prematuridade, podendo custar a vida do bebê e da própria mãe”, ressalta. 

Mesmo com o distanciamento social, Denise salienta que "é importante pensarmos estratégias para garantir, dentro de todos os protocolos de segurança, que o acompanhamento da gestação seja mantido, assim como a manutenção das consultas dos bebês, do calendário vacinal do prematuro e, de extrema importância, a presença dos pais ao lado do prematuro internado, pois pais não são visitas". “Na ONG Prematuridade.com, as gestantes podem tirar todas as suas dúvidas, compartilhar suas experiências e contar com todo o nosso apoio antes, durante e após a gestação. Estamos juntas”, conclui.

 


Associação Brasileira da Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com

https://www.prematuridade.com/


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