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terça-feira, 15 de junho de 2021

Educação, a ética da inclusão


Ao lermos o título desta reflexão, certamente alguns se surpreenderão, pois, na realidade trata-se de três conceitos distintos, cuja combinação não parece ensejar qualquer lógica para tê-la como uma afirmação. Afinal de contas, seria a Educação uma Ética, e ainda mais, uma Ética da Inclusão?

Pois bem, o que falar sobre esta afirmação aparentemente absurda, para que, depois de revista e repensada, seja aceita? Com este propósito, iniciarei falando um pouco de cada um destes três conceitos, distintamente, para depois argumentar em favor desta afirmação.

Educação, Ética e Inclusão são três vocábulos surgidos em diferentes épocas, mas que, de igual modo a tantos outros, referem-se a conceitos milenares, assimilados pela humanidade, independentemente de se ter uma palavra para identifica-los. Epistemologicamente, entende-se que a assimilação de certo conceito é muito mais importante que a memorização da definição tradicional, impositiva, ou de um significado reducionista.

Lembremo-nos de que não é raro termos pessoas confundindo Educação com Ensino, Ética com conjunto específico de regras ou normas de conduta, e mesmo Inclusão com Integração ou Inserção. Estas confusões, embora recorrentes, não deveriam existir, sobretudo no meio político e menos ainda, no acadêmico. Tais confusões ocorrem pois geralmente não se pensa na assimilação dos respectivos conceitos, mas apenas em suas definições.

Grosso modo, a Educação, que tem o Ensino com uma das ações necessárias para que ocorra, mas não a única, refere-se à formação do ser humano como ser político, em seu conceito pleno, portanto, um cidadão com todas as prerrogativas que deverá ter, mediante sua própria dignidade. Educar, do Latim, Educare, significa "conduzir para fora, para o mundo". O conceito de Educação, portanto, é muito mais que ensinar, Educar é transformar conhecimentos em saberes, é construir um ser humano como ser político, na plenitude social, como gestor de uma família, bom profissional e construtor de um legado de grande proveito para suas sucessivas gerações.

A Ética, por sua vez, estudada a partir da Grécia Clássica, e entendida como um dos ramos da Filosofia, já era assimilada por grandes nações, estabelecidas antes desta época. Os antigos Egípcios e especialmente o povo Hebreu são dois exemplos de culturas que possuíam o conceito de Ética desde muitos séculos da Filosofia Grega ou do surgimento do vocábulo que o identifica. A Ética, muito mais que um pequeno conjunto de regras apresentado a um grupo de pessoas, está ligada a princípios e valores de natureza moral inerentes a uma cultura.

Por fim, a Inclusão, um conceito também polêmico, que não raras vezes é confundido com Integração e até com Inserção, pressupõe, sem redundância, a Exclusão. Ao se falar de Inclusão Social e, de modo particular, de Inclusão Escolar, é necessário dizer inicialmente que tal ato não se refere a um ou outro caso específico, como etnia, sexo, profissão, religião, classe social, ou de pessoas com deficiência, dentre outros, mas a um todo, a uma ação política plural, em nível nacional. Inclusão implica em interação sem restrições por aversão ou mesmo certa fobia. Incluir é mais que inserir ou integrar, é criar condições de acessibilidade em todos os aspectos, com o mesmo grau de oportunidades disponível para toda a população.

Nesse contexto, entendo que é impossível formar um ser humano em sua plenitude política, se não existir este mesmo grau de oportunidades, portanto, se não se promover a inclusão social e particularmente a inclusão escolar, de acordo com seu mais profundo e abrangente conceito. A Inclusão deve ser assimilada como mais um princípio ético, inerente às diferentes culturas e, por consequência como mais um componente da Educação.

Educação é um ato político, de responsabilidade múltipla das instituições sociais basilares, como Estado, especialmente por meio da Escola; Família, com distinção para os pais; e, para o caso dos professos religiosos, a Igreja. Estas instituições devem ser cúmplices na Educação, desde a mais tenra idade do indivíduo, até seu último instante de vida. Segundo o psicanalista alemão Erik Erikson (1902 - 1994), o ser humano se desenvolve continuamente, desde sua geração no ventre materno, até sua morte, por isso, sempre é tempo para educar e ser educado. Mais que termos uma Educação ética e inclusiva é termos uma Educação como uma Ética da Inclusão.




Ítalo Francisco Curcio - doutor e pós-doutor em Educação. Pesquisador no curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sebrae ajuda empreendedores a identificar a necessidade de empréstimo ou de financiamento

Antes de recorrer a linhas de crédito, é essencial analisar a saúde financeira do negócio de forma aprofundada


A avaliação criteriosa da situação financeira do negócio é o primeiro passo antes de apostar em um financiamento ou empréstimo. Especialistas apontam que para resolver os problemas internos do negócio, nem sempre há a necessidade de apostar nas linhas de crédito. Ao ajudar os pequenos negócios, promovendo seu desenvolvimento sustentável, o Sebrae disponibiliza diversos conteúdos em seu portal para tirar dúvidas antes da tomada de decisão. Além disso, a instituição oferece auxílio remoto, neste período de pandemia, que pode ser acionados pelo próprio portal. Dados Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae revelam que a busca pelo termo "empréstimo" no portal cresceu 919%, no comparativo de abril de 2021 com abril do ano passado.

“Antes de contrair uma dívida, é importante fazer uma análise criteriosa da saúde financeira da empresa”, explica o analista de capitalização e serviços financeiros do Sebrae, Weniston Abreu. “Se a empresa trabalha com estoque, por exemplo, é fundamental olhá-lo com cuidado. Afinal, se tiver muitos produtos armazenados, uma alternativa é fazer promoções para gerar caixa, garantindo a entrada de recursos”, indica.

De acordo com ele, nos casos de empresas de serviço que dependem das demandas do dia a dia, uma saída é ver quais custos podem ser cortados, que não agregam valor. “Vale reduzir o quadro de funcionários, vender ativos, como alguma máquina ou carro, sem comprometer o negócio. Se ainda assim o empréstimo for necessário, é fundamental pesquisar quais instituições oferecem condições mais adequadas para a necessidade atual da empresa”, acrescenta Weniston.


Diferenças

Para quem deseja apostar no financiamento ou empréstimo, vale entender como cada processo funciona, atentando para as suas diferenças. No primeiro, há uma finalidade particular para o valor retirado da instituição financeira, normalmente voltado para a aquisição de bens. Já no segundo, ele pode ser utilizado pelo empresário sem definição prévia.

“As linhas de crédito com prazo de carência de pagamento, com a quitação para daqui a dois ou três meses, podem ser interessantes. É essencial olhar a capacidade atual da empresa, mas pensando lá na frente, avaliando como será o impacto disso no fluxo futuro. Os empreendedores precisam analisar se a parcela mensal caberá no fluxo financeiro. Esse passo é importante para evitar situação de inadimplência depois, que comprometa o negócio”, lembra o analista.


Ajuda

No caso das empresas de pequeno porte, o Sebrae oferece dicas no portal de como proceder. Além disso, os donos de micro e pequenos negócios têm a oportunidade de agendar orientação com profissionais da instituição e tirar dúvidas. “Ao analisarmos o cenário da empresa, apresentamos as opções disponíveis, expondo as vantagens e as desvantagens. Neste período de pandemia, os agendamentos estão ocorrendo de forma remota nas unidades estaduais do Sebrae”, explica Weniston. Antes de apostar no empréstimo, pode ser interessante contar com a ajuda de um profissional especializado em economia ou de um contador, que conheça a situação financeira da empresa de forma aprofundada.


Mês do crédito

O Sebrae vai realizar, neste mês de junho, um conjunto de ações voltadas a orientar os empreendedores sobre questões relacionadas ao crédito e à gestão financeira de seus negócios. Uma das iniciativas é o lançamento do portal Radar Financeiro. A página traz uma série de conteúdos interativos sobre crédito e finanças, onde os usuários podem saber mais sobre as diversas opções de crédito existentes no mercado, entender se a empresa precisa – realmente – de um empréstimo, conhecer alguns mitos e verdades que envolvem o tema, além de acessar vídeos, textos e cursos online gratuitos sobre o assunto. Confira também, no Instagram do Sebrae, uma série de eventos online que serão realizados ao longo de todo o mês com especialistas convidados.


Deseja morar no Canadá? Especialista responde as principais dúvidas

Daniel Braun, fundador da Cebrusa Northgate, empresa que oferece soluções em imigração no país, esclarece questionamentos fundamentais e oferece consultoria gratuita


 

De acordo com o governo canadense, o país pretende receber 1 milhão e 233 mil novos residentes permanentes nos próximos meses. O agente de imigração e fundador da Cebrusa Northgate, uma das maiores empresas de imigração do Brasil, Daniel Braun, esclarece as principais dúvidas para os interessados em morar no Canadá para trabalhar ou estudar.  

 

Confira a seguir:


 

Preciso falar inglês fluente?


Depende do programa ou caminho de imigração que a pessoa irá escolher. Uma empresa pode contratar pelas qualificações na área e outras habilidades específicas que não sejam necessariamente o domínio do idioma. Porém em algum momento será necessário aprender a língua do Canadá, seja no Brasil ou estando lá. Neste sentido, ao chegar em solo canadense com visto permanente, você poderá se matricular gratuitamente em um curso de idiomas do próprio governo, seja esse idioma inglês ou francês. Algumas províncias ainda podem oferecer um incentivo de até C$700,00 para a pessoa estudar o francês, por exemplo.


Preciso ter experiência profissional na minha área?


Depende. Caso esteja planejando imigrar por vias de visto de trabalho é muito provável que sim. No entanto, no planejamento de imigração é possível ver outras possibilidades de imigração que nem sequer vão exigir qualquer experiência profissional.


Quanto dinheiro preciso ter para imigrar?


Existem possibilidades para todas as faixas de investimento. É possível conseguir residência permanente com um alto investimento a partir de entrada de capital no país, ou seja, a pessoa terá que apresentar um Project of Business para mostrar seu plano detalhado de negócio no país. Mas também existem possibilidades para quem tem pouco dinheiro para investir, por exemplo, sendo contratado por uma empresa canadense já no Brasil. Neste caso, todo o custo do processo é pago integralmente pela empresa. A conta bancária não importa para o Canadá, mas sim como você pode contribuir.


Consigo uma vaga de emprego de lá estando ainda no Brasil?


Isso vai depender da própria empresa que está contratando. O Canadá é um país de dimensões continentais e com uma população muito reduzida e idosa. Esse fato obriga empresas e o próprio governo canadense a selecionarem imigrantes para fazerem a economia funcionar. Por isso, todos os anos, muitas empresas canadenses vêm ao Brasil simplesmente para contratar profissionais para ocuparem postos de trabalho, oferecendo alta qualidade de vida e salários justos.


 

Eu consigo fazer tudo sozinho?


É muito comum ver pessoas que tentam conseguir passar sozinhas por todo o processo de imigração e acabam por nunca conseguirem realizar o sonho. Por isso, é fundamental ter o apoio de instituições sólidas e especializadas em imigração. Assim, além de economizar muito tempo e energia, a pessoa ainda corre o risco de ser impedida permanentemente de solicitar a imigração, devido a qualquer falha no processo.


 

As vagas de imigração para o Canadá não vão acabar com a pandemia?


Certamente não. O Canadá, devido às suas demandas sociais e demográficas específicas, necessita de imigrantes para fazer a economia funcionar. Neste sentido, no começo deste ano, em plena pandemia, o governo canadense anunciou o maior plano plurianual de imigração da história do país. Isso significa que até 2023, o Canadá vai colocar mais de 1 milhão de imigrantes no país com visto de residência permanente.

 

Para mais informações sobre a Cebrusa Northgate, acesse https://www.instagram.com/danielmbraun/

 

 

 

Northgate Immigration Services

https://whats.link/northgateimmigrations ou contato@cebrusa.com.br.

Mandata Ativista entra com emenda para impedir que governo de SP aprove empréstimo de R$5 bi sem destino

Doria quer aprovação de crédito bilionário sem apresentação ampla para a sociedade da pretensão de investimento e aprovação prévia


João Doria, governador do estado de São Paulo, deseja liberar crédito de R$5 bi sem direcionar o uso dos recursos de forma prévia. Trata-se de um endividamento e uso de verba pública, sem explicação alguma de onde o dinheiro será aplicado. A existência de superávit fiscal somada à inexistência de auxílio emergencial demonstram que não há inclinação de aportes para a área social. Na prática, um cheque em branco dado ao governador às custas do endividamento do estado.

Para conter este absurdo, Monica Seixas, da Mandata Ativista, primeiro mandato coletivo do estado de São Paulo, entrou hoje com pedidos de emendas para obrigar que planos de investimentos sejam previamente apresentados e aprovados como requisito para o crédito ser liberado.

“Estamos em uma das maiores crises sanitárias, hídricas e sociais de todos os tempos. O governador não pode destinar R$ 5 bi de recursos públicos sem prévia aprovação da sociedade. Nossa emenda vem no sentido de dar maior transparência à gestão do investimento público a partir do crédito adquirido. O orçamento participativo e a tramitação das leis orçamentárias nas casas legislativas são mecanismos de controle social do gasto público e é importante lembrar: Ano que vem é ano de eleição. Me parece que Doria está fazendo caixa para uma super publicidade com entregas de obras em ano eleitoral. Se o estado está precisando de dinheiro, o que não parece devido ao superávit, tem que dizer para que e quando vai aplicar”.”, explica Mônica Seixas.

O projeto, em sua atual escrita, fornece ao governo do estado um atalho ao processo legal e democrático, ao assegurar um crédito de  bilhões de reais sem a  apresentação de um plano real de aplicação. Áreas prioritárias, amplas, não garantem que chegará às áreas mais críticas de nosso estado tal crédito. 

“Apresentamos esta emenda para que, a utilização do recurso se dê a partir do debate amplo com  a sociedade sobre os locais de investimento, bem como a anuência desta casa legislativa em sua aplicação, tal qual fazemos ao discutir anualmente as peças orçamentárias”, finaliza Mônica Seixas.



Mônica Seixas - Mãe, jornalista, feminista negra e ativista socioambiental. Cofundadora do coletivo Itu vai parar e ex-líder RAPS, foi candidata a prefeita pelo PSOL em Itu, onde liderou a mobilização contra o desabastecimento d'água que durou quase um ano.

 

A partir desta quarta-feira, 16/6, estações Butantã e Faria Lima (Linha 4-Amarela) recebem as unidades móveis dos Centros de Cidadania LGBTI; na quinta-feira, é a vez da Estação Capão Redondo (Linha 5-Lilás), em programação que se estende até julho

 Ação visa dar suporte a pessoas que sofrem violência e são vítimas de exclusão social, ficando à margem da sociedade e do mercado de trabalho

 

Como forma de apoio às ações de respeito à diversidade sexual e no combate à LGBTIfobia, a ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, cederam espaço nas estações Butantã, Faria Lima, São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela) e Capão Redondo (Linha 5-Lilás), nos meses de junho e julho, para a prestação de serviço das unidades móveis dos Centros de Cidadania LGBTI, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Nesta quarta-feira, dia 16, as estações Butantã e Faria Lima recebem a unidade móvel entre meio-dia e 16h. No mesmo horário, em datas marcadas ao longo de junho e julho, a unidade estará também na Estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela) e na Estação Capão Redondo (Linha 5-Lilás).

O veículo faz parte dos Centros de Cidadania LGBTI que compõem a rede de serviços da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania - Coordenação de Políticas para LGBTI+, da Prefeitura de São Paulo.

Nas estações, dois articuladores sociais atenderão os interessados. O objetivo é apresentar para a população as atividades que realizam nos centros. Entre essas estão atendimento a vítimas de violência, agressão ou discriminação por causa da orientação sexual ou identidade de gênero, com encaminhamento, quando necessário, para os serviços de assessoria jurídica, psicológica ou social; e ações para inclusão em programas de elevação de escolaridade e inserção no mercado de trabalho. Serão distribuídos folhetos sobre infecções sexualmente transmissíveis.

"Essas ações visam dar suporte às pessoas LGBTI+, vítimas de preconceito e discriminação, buscando transformar a vida dessa população que, muitas vezes, não tem apoio nem da própria família", diz Cássio Rodrigo, coordenador de políticas para LGBTI+ da prefeitura.

"Damos todo apoio a ações como esta, que incentivem políticas de inclusão e colaboram para reduzir o preconceito e a vulnerabilidade da população LGBTI+", diz Juliana Alcides, gerente de Comunicação e Sustentabilidade das concessionárias.


Serviço

Unidade móvel do Centro de Cidadania LGBTI

Na Linha 4-Amarela - das 12h às 16h

Dias 16 de junho e 23 de junho: estações Faria Lima e Butantã

Dia 28 de junho: estação São Paulo-Morumbi

Dia 30 de junho: estações Faria Lima e Butantã

Dia 7 de julho: estações Faria Lima e Butantã


Na Linha 5-Lilás - das 12h às 16h

Dias 17 e 24 de junho: Estação Capão Redondo

Dias 1 e 8 de julho: Estação Capão Redondo

 

Nove em cada 10 empreendedores que acessaram recursos do Fungetur são micro e pequenas empresas

Linha de crédito é disponibilizada com recursos do Ministério do Turismo e possibilitou a manutenção de mais de 48 mil empregos diretos no país 


Micro e pequenas empresas são as principais beneficiadas com recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) que, por meio de taxas e juros diferenciados, disponibilizou R$ 5 bilhões para empreendedores do setor do Turismo. Elas representam nove em cada 10 empreendedores beneficiados com a linha de crédito. O resultado dos cerca de R$ 1 bilhão contratado desde o ano passado é a manutenção de mais de 48 mil empregos diretos no setor em todo o país.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destaca que os recursos também estão disponíveis para médias e grandes empresas e que, em muitos casos, foi determinante para evitar que elas fechassem às portas em definitivo. “O Fungetur é uma conquista de milhares de empreendedores do setor do turismo brasileiro que, através do crédito disponibilizado por nós, conseguiram um fôlego para tocar o dia a dia de suas empresas e não fechar as portas, mantendo, assim, o emprego de milhares de trabalhadores brasileiros”, destacou Machado Neto.

“Na minha idade, se eu perco o emprego, onde eu vou encontrar outro serviço?”, indaga o padeiro Dário Ribeiro, que trabalha há 12 anos na centenária Casa Valduga, localizada em Bento Gonçalves (RS), no Vale dos Vinhedos. Considerada uma das principais vinícolas do país, a Casa Valduga foi uma das instituições contempladas com a liberação de crédito pelo Ministério do Turismo, em 2020. Estes recursos contribuíram para a manutenção do emprego de pelo menos 300 funcionários da vinícola que, diante da pandemia de Covid-19, interrompeu às atividades de visitação a turistas.

A mais de 3 mil km de lá, Jositânia Ramires é guia de turismo em Maceió (AL) e, por conta da pandemia, teve que buscar uma fonte alternativa de renda: “eu tive que vender frutas para sobreviver”. Aguardando o momento em que poderia retornar à profissão de guia de turismo, Jositânia conseguiu, através do Fungetur, recursos para continuar pagando o seu veículo financiado. “Eu levo o turista para conhecer coisas lindas, belezas naturais, eu levo a minha alegria, eu levo a minha cultura, eu levo a minha história e a do meu estado e do meu país”, conta a guia de turismo.

Também na capital alagoana, Anderson Rodrigues, que possui uma agência de turismo, comemora o acesso à linha de crédito do Ministério do Turismo. “Eu acho que a palavra mais adequada a situação foi extrema agonia. Esse dinheiro foi, em primeiro lugar, para reativar as atividades da empresa. E a questão de saldar esse crédito, graças a Deus, o planejamento está bem dentro das condições”, diz o guia de turismo e empresário.

Estas são algumas das histórias de 3.119 empresas e de Microempreendedores Individuais (MEI) que receberam suporte do governo federal, por meio do Ministério do Turismo, para minimizar os impactos da pandemia de Covid-19 no setor de turismo. Estes recursos integram o Fundo Geral do Turismo (Fungetur).

Ainda no ano passado, o Ministério do Turismo liberou um crédito histórico de R$ 5 bilhões, alcançando empreendedores de 684 municípios distribuídos em 21 unidades da federação. Apenas no ano passado, com a contratação de R$ 758,5 milhões por empreendedores do setor, o Fungetur registrou aumento de 1.004% na comparação com 2018 (R$ 68,6 milhões) e de 526% em relação aos valores contratados em 2019 (121,1 milhões). Neste ano, até o mês de abril, foram cerca de R$ 250 milhões contratados.


FUNGETUR – Os recursos do Fungetur foram liberados por meio da MP 963/2020 e podem ser usados tanto para capital de giro das empresas – dinheiro necessário para bancar o funcionamento – quanto para aquisição de bens, como máquinas e equipamentos. Podem ser aplicados ainda em obras de construção, modernização e ampliação para a retomada das atividades, além de reformas em geral em empreendimentos paralisados pela pandemia. A linha conta com taxas (até 5% ao ano, acrescida da Selic) e prazos (até 240 meses) diferenciados para apoiar o setor de turismo.

“Estes recursos foram fundamentais para capitalizar empreendimentos e socorrer o setor quando muitas atividades foram paralisadas. Mas é muito importante também para o cenário de retomada das atividades, porque estes recursos irão contribuir com a preparação dos empreendimentos e atrativos turísticos”, pontua o diretor do Departamento de Atração de Investimentos, João Daniel Ruettimann.

Para acessar a linha de crédito, os empreendedores que atuam no setor de turismo precisam ter registro no Cadastur (cadastro nacional de pessoas físicas e jurídicas do setor) e procurar uma das instituições financeiras credenciadas a operar o Fungetur. As instituições financeiras, por sua vez, farão a análise dos pedidos e aprovação da liberação dos recursos.

 

Período de pós-férias escolares pode aumentar procura de pais por novas escolas; especialista dá dicas

À medida em que vacinação avança, pais sentirão mais confiança para enviar seus filhos às escolas, sobretudo de ensino infantil


Com o cronograma de vacinação em São Paulo contra a covid-19 sendo mais próximo de cobrir toda população adulta do estado, a redução das restrições impostas pela pandemia às redes de ensino passa a ser debatida mais intensamente entre pais, professores e alunos.

A expectativa é o aumento do número de alunos nas salas já a partir da volta às aulas para o segundo semestre, depois das férias de julho. Novos cálculos começarão a ser planejados a partir da próxima semana com o centro de contingência que assessora o governo nas questões da pandemia. Hoje, as escolas públicas e privadas podem receber até 35% dos alunos matriculados para atividades presenciais. Uma das ideias é permitir a ampliação desse número levando em conta não as matrículas, mas a capacidade física das unidades.

Atualmente já se cogita que colégios com grandes infraestruturas poderiam voltar para o segundo semestre com 100% dos estudantes de forma presencial. Outra mudança deverá ocorrer no distanciamento social exigido, que hoje é de 1,5 metro e deverá passar para 1 metro, seguindo nova recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Essas diretrizes chegam em um momento em que comunidade escolar começa a pedir uma volta às atividades presenciais o mais rápido possível. Uma pesquisa divulgada pela Conjuve (Conselho Nacional da Juventude do Brasil) aponta que 54% dos jovens preferem o retorno integral às aulas presenciais ao término da pandemia do novo coronavírus. O levantamento, intitulado Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, foi respondido entre os dias 22 de março de 16 de abril deste ano por 68.114 jovens de 15 a 29 anos de todos os estados.

Diante desse cenário que se apresenta após as férias escolares de julho, as instituições de ensino podem aproveitar dessa janela para pensar em iniciativas para lidar com a procura de pais que deve crescer nesse segundo semestre, sobretudo na Educação Infantil.


 

Christian Coelho - CEO do Grupo Rabbit, consultoria em gestão educacional, comenta que alguns pontos precisam constar nesse planejamento: campanhas de rematrículas, comunicação, protocolos sanitários e negociação das mensalidades.


Cadastro fiscal de produtos é gargalo fiscal e tributário em empresas

Ausência de processos de revisão e validação dos cadastros; falta de um profissional específico e capacitado para a função e de acompanhamento das compensações junto ao contador são gargalos comuns às organizações. Diagnóstico sobre o cadastramento pode trazer retorno financeiro às empresas - valor recuperado pode chegar ao equivalente a um faturamento mensal.

 

A consultoria tributária Diagnóstico 360º, realizada pelo escritório de advocacia LG&P, sediado em Campinas (SP) e focado em negócios, revela que a realização correta do cadastro fiscal de produtos ainda é um desafio importante para empresas de diferentes portes e segmentos no país.  O Diagnóstico 360º do LG&P consiste em uma análise de todas as operações de compra, produção e venda de uma organização, com o objetivo de recuperar créditos tributários e regularizar operações fiscais e tributárias, por meio de uma varredura que procura oportunidades administrativas, contábeis, judiciais e fiscais corporativas. “Ao longo da aplicação da ferramenta em mais de 40 companhias, percebemos que o cadastro fiscal de produtos é ainda um gargalo importante no dia a dia das empresas”, diz Fernando Cesar Lopes Gonçales, sócio e coordenador jurídico do LG&P.  “No entanto, fazê-lo corretamente, na compra e durante o processo de venda do produto, é um fator que pode gerar soluções e oportunidades fiscais ao negócio, em uma grande escala financeira”, completa.

Segundo Gonçales, a consultoria tributária e fiscal do escritório no cadastramento de produtos, prestada a varejistas, indústrias, transportadoras, construtoras, empresas de telecom, entre outros segmentos, pode culminar em uma economia anual bastante relevante.  “Para algumas empresas submetidas à varredura, o valor a ser recuperado varia de 70% a um faturamento /mês, a partir da revisão de tributos incididos sobre o produto”, diz o advogado.  “Isso porque no processo de compra, as empresas podem apurar créditos fiscais e identificar custos envolvidos, gerando dados para alavancar a estratégia do negócio. Da mesma forma, nas vendas, as informações cadastrais corretas acarretam a devida tributação incidente e a possibilidade do estudo das operações”.

Para Gonçales, conforme mostra o Diagnóstico 360º, a ausência de processos de revisão e validação dos cadastros; a falta de um profissional específico e capacitado para a função e de um acompanhamento das compensações junto ao contador são gargalos comuns a muitas organizações.

Ele explica que o diagnóstico é realizado com base nas informações fornecidas pelas empresas e utilizando ferramentas de TI e jurimetria. “As análises sempre, invariavelmente, determinam eventuais riscos e principalmente oportunidades tributárias vinculadas a todas as operações. E isso é compreensível, visto a quantidade de regras tributárias da nossa legislação. Para se ter uma ideia, a última atualização englobou mais de 46 mil novas normas”, diz Gonçales.  Segundo ele, é importante que as análises corporativas sejam feitas nota a nota, revisando todas as operações da empresa, e não somente as mais relevantes. “Sob este olhar cirúrgico é possível identificar erros e, tão importante quanto, evitar que novos aconteçam”, conclui.

 

 

Fernando Cesar Lopes Gonçales - sócio e coordenador Jurídico do LG&P. É bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, pós-graduado em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e possuí MBA em Gestão de Controladoria Auditória e Tributos pela FVG.

 

Casos de violência contra idosos crescem durante pandemia de Covid-19

Alterações de comportamento como depressão e raiva excessiva estão entre os sinais de que a pessoa está sofrendo algum tipo de agressão, alerta especialista do CEJAM


O Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa é lembrado em 15 de junho. A data faz parte das ações do Junho Violeta, criado em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar e mobilizar a sociedade sobre a importância dos cuidados com as pessoas de 60 anos ou mais.

Dados de outubro de 2020 do Disque 100 - serviço do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), que dissemina informações sobre grupos vulneráveis e recebe denúncias de violações de direitos humanos - indicam que, durante a pandemia, o número de denúncias de violência e maus-tratos contra os idosos cresceu 59% no Brasil, totalizando 25.533 denúncias no período.

A enfermeira Leila Sanguinete Cardoso, que atua atendendo pacientes idosos na Unidade Básica de Saúde Vera Cruz, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim", na zona sul de São Paulo, destaca que as agressões costumam acontecer de familiares e pessoas próximas e faz um alerta importante.

"Situações de violação aos idosos podem ser ocasionadas por todos os pilares da sociedade e englobam atitudes diversas, desde a falta de respeito aos direitos deste indivíduo, incluindo o uso indevido de assentos e filas preferenciais, até o desrespeito ao direito do idoso de preservar sua autonomia e poder de decisão, enquanto estiver lúcido", explica a profissional.

Leila faz parte do Programa Acompanhante de Idosos (PAI) do CEJAM, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que tem como objetivo justamente a melhora clínica, a promoção da autonomia e a independência dos idosos cadastrados no projeto.

Entre os tipos comuns de violência sofridos nesta faixa etária, a especialista ressalta a violência psicológica, que, segundo ela, é mais comum, se comparada à física. "Esse tipo de agressão costuma envolver situações de negligência, abuso financeiro e abandono por parte de familiares."

De acordo com a enfermeira, na maioria dos casos, o idoso tem ciência de que sofre algum tipo de violência, entretanto, aceita tal condição pelo fato de os agentes causadores da agressão serem os próprios familiares, muitas vezes residentes do mesmo ambiente.



Pandemia

A especialista destaca que a convivência com potenciais agressores é o principal motivo do aumento de casos de violência a idosos durante o período de isolamento.

A maioria das denúncias recebidas pelo Disque 100 representa violência física, mas, segundo a enfermeira, o número pode ser ainda maior se consideradas outras formas de maus-tratos.

"Durante este período, o abuso financeiro também se tornou bastante evidente. Existem muitas situações em que o salário do idoso, na maioria dos casos um salário-mínimo, torna-se a base financeira da família, privando esta pessoa de usufruir adequadamente da sua própria renda", reitera Leila.



Como identificar um caso de violência?

Diferentemente do que a maioria das pessoas imagina, a violência contra o idoso não acontece apenas com aqueles em extrema vulnerabilidade. "Todos estão suscetíveis ao risco, inclusive os saudáveis. As situações de agressão são diversas, desde a falta de respeito do indivíduo, passando por violências verbal, física, psicológica e financeira, até situações de negligência", afirma a enfermeira.

Em casos extremos, é possível identificar uma agressão física por meio de machucados, hematomas, arranhões, feridas ou queimaduras sem causas justificadas.

Para situações de agressão psicológica, alguns sintomas devem ser levados em consideração. Alterações de comportamento, como depressão e raiva excessiva, conflitos familiares, emagrecimento repentino e quebra de vínculos com a família podem ser sinais de alerta.

Segundo Leila, além da vigilância contínua para denúncias de eventuais casos de agressão, é necessário que haja mais ações de conscientização da sociedade acerca da importância do tema.

"Devemos educar a sociedade para que respeite a pessoa idosa na sua integralidade e as famílias para que mantenham o respeito à individualidade desta pessoa, incluindo o mesmo no seio familiar, como um membro que tenha muito a contribuir com experiência de vida para a formação dos mais jovens."

Caso desconfie que algum idoso próximo a você esteja sofrendo qualquer tipo de violência, denuncie. Negligenciar estes casos também é uma forma de agressão. As denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100, de forma gratuita, com anonimato e segurança garantidos pelo serviço.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim"


Nosso luto seletivo

Na atualidade interconectada, não há setor que escape da onipresença da globalização. Seja nas oscilações cambiais afetando os preços da carne, açúcar e arroz; seja na disparada das ações das companhias farmacêuticas que tiveram sucesso na venda de vacinas contra a Covid-19 para governos pelo mundo. Os negócios – ainda que alguns não saibam ou não tenham se atentado a isso – são todos afetados pelo cenário internacional.

Nesse mesmo cenário de negócios internacionais, as condutas criminosas e corruptas não são novidade. Alguns ambientes são reconhecidamente mais arriscados para se internacionalizar, justamente pelos seus níveis elevados de corrupção. Outros tantos grandes executivos já foram julgados e condenados por práticas desleais (Bernie Madoff, inclusive, faleceu na prisão há pouco tempo). Há quase vinte anos, o Código Penal brasileiro foi reformado para tipificar as condutas de corrupção ativa em transação comercial internacional e tráfico de influência em transação comercial internacional.

Enquanto acusações são feitas – e enquanto os destaques a respeito do Covid-19 tomam os noticiários –, ocorridos escusos se passam com pouco ou nenhum destaque. A região de Cabo Delgado, no Norte do país africano lusófono do Moçambique, tem sofrido há pelo menos quatro anos com o horror terrorista causado pelo grupo al-Shabab. O grupo – cujo nome traduz-se para “A Juventude” – diz seguir o quase extinto Estado Islâmico.

A petrolífera francesa Total explorava as ricas reservas de gás natural de Cabo Delgado, após investimentos na casa dos US$ 20 bilhões. Desde março, quando os ataques do al-Shabab se intensificaram, a Total deixou o país; e, em abril, suspendeu projetos que enfraquecem ainda mais a já bastante frágil economia de Moçambique.

Noutra região da África, o Burkina Faso – país de cerca de 16 milhões de pessoas – tem no ouro seu maior produto de exportação. A Suíça é um dos principais destinos do cobiçado metal minerado em Burkina. No mês de abril, graves acusações de tráfico humano envolvendo mineradoras chegaram a poucos noticiários. Muitas das mulheres traficadas vinham da Nigéria, eram forçadamente prostituídas, e cada homem pagava cerca de US$ 2 por uma relação. Sequer é possível encontrar algo a respeito em português.

O questionamento que deve ser feito, considerando os casos ocorridos no Moçambique e em Burkina Faso, é: se os mesmos fatos tivessem ocorrido na Alemanha, França ou Espanha; ou Estados Unidos, e talvez Argentina, quantos veementes protestos teriam circulado nas redes sociais? Quantos filtros de imagens de perfil teriam aparecido, no melhor estilo “Nous sommes Charlie Hebdo”? Dezenas, para falar o mínimo.

É estarrecedora a seletividade de nosso luto. Em um mundo absolutamente interconectado, a proximidade que a tecnologia trouxe parece ter tido um efeito inverso em relação a nosso sentimento de humanidade. No mesmo mês de abril – caótico para Burquinenses e Moçambicanos – a operação Harém da Polícia Federal brasileira prendeu acusados de tráfico de mulheres. No começo do mês de maio, o principal dos acusados teve sua prisão preventiva revogada. Especula-se que outro dos acusados gastava cerca de 200 mil reais por mês para relacionar-se sexualmente com menores de idade.

Se podemos adquirir produtos de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo a qualquer momento; se podemos ficar sabendo em tempo real de ocorridos do outro lado do planeta; se temos no bolso, na bolsa ou na palma da mão acesso a quase toda informação produzida em séculos de história; talvez não estejamos fazendo bom uso de toda essa comodidade.

Os negócios internacionais ilícitos não são apenas os mais lucrativos, mas também mais frequentes do que os lícitos. Infelizmente, no entanto, preocupa-se pouco com algumas vítimas, cujas faces, nomes ou histórias não apenas não geram manchete como – preocupantemente – não geram empatia. Como percebeu Hannah Arendt, o mal banaliza-se facilmente. A luta contra a corrupção e a criminalidade, também enfraquecida no Brasil, teve um período de luto surpreendentemente curto; mas não menor, no entanto, que a tristeza causada pelos ocorridos em Burkina ou Moçambique...

 


João Alfredo Lopes Nyegray - advogado, formado em Relações Internacionais, especialista em Negócios Internacionais, mestre em internacionalização e doutorando em estratégia. É coordenador do curso de Comércio Exterior na Universidade Positivo


Como aproveitar as férias na pandemia e sem dívidas!

Com a chegada das férias escolares de meio de ano, muitas pessoas querem viajar, mas, infelizmente a situação pandêmica vivida limita essa possibilidade. As opções com grande isolamento se mostram caras, as mais populares arriscadas e ficar em casa pode ser uma alternativa que também trará custo. Assim, seja qual for o programa, é preciso planejamento, pois, caso contrário, o que era para ser um período de diversão e descontração será um verdadeiro pesadelo para saúde e financeiro.

Lembrando que mesmo quem decidiu não viajar no período vai querem proporcionar aos familiares diversões diferentes, seja em relação a comidas ou mesmo compras e passeios viáveis. Assim, fica o alerta, não adianta fazer o que não pode, com o dinheiro que não tem, a alegria será momentânea e as dívidas se arrastarão por meses e, dependendo do tamanho, poderão fazer com que fique inadimplente. É possível aproveitar dentro do que o orçamento permite.

Para quem já se planejou o período e tem uma reserva estratégica, parabéns, você é educado financeiramente, pois o princípio é justamente analisar a situação financeira em que se encontra. A partir disso a família pode pesquisar as melhores opções possíveis com melhores preços realizar.

Mas, infelizmente, esse não é o caso da maioria das famílias que querem aproveitar esse período de descanso, principalmente em função da crise vivida e perda de poder aquisitivo da população nos últimos anos.

Então, vamos aos passos para que o objetivo possa ser alcançado da melhor maneira possível e sem frustrações futuras:

• A primeira coisa é saber exatamente qual é sua condição financeira, ou seja, saber se está endividado, equilibrado ou é um investidor. É importante que as crianças participem dessas conversas, pois elas compreendem muito mais do que pensamos e, quando todos estão a par da situação e focados no mesmo objetivo, fica tudo mais fácil.

• Se estiver endividado, talvez seja melhor abandonar qualquer ideia que gere custos, deixar compras e passeios para outro momento. Não é para deixar de se divertir, afinal de contas, ninguém vive apenas para pagar contas, é preciso ter lazer. Só terá que fazer alguns ajustes.

• Aos que estão equilibrados financeiramente, é importante muita cautela, pois significa que a pessoa não tem dívida, mas também não tem dinheiro guardado, então, qualquer passo não planejado pode fazer a situação mudar completamente. A recomendação é que façam desse período uma constante oportunidade para estarem juntos e felizes, por isso, pesquisem alternativas possíveis de passeios e compras compatíveis com o orçamento financeiro.

• Planejamento com antecedência geralmente possibilita mais tempo para conseguir o dinheiro necessário. Se deixaram para a última hora, provavelmente, pagarão mais caro o que se deseja, um exemplo é alugar uma casa no campo, os valores sobem muito em função da escassez e alta demanda.

Lembro que vivemos um período totalmente atípico, entretanto, com o prolongamento da pandemia as pessoas estão em seu limite. Isso proporciona condições preocupantes para as pessoas cometerem excessos e se colocarem em risco. Assim, essa é a hora de se planejar e tomar todo o cuidado, mas não deixar de buscar formas alternativas de aproveitar com a família.

 


Reinaldo Domingos - PhD em Educação Financeira, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira e de diversas obras sobre educação financeira, entre outras obras.


Como a Lei Geral de Proteção de Dados impacta nas clínicas médicas?

A Lei nº 13.708/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados ou “LGPD”, regula o tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Por tratamento de dados pessoais entende-se todo procedimento que envolva dados pessoais, tais como a coleta, utilização, reprodução, armazenamento, transmissão, eliminação etc. 

Por sua vez, é considerado como dado pessoal qualquer informação que possa identificar ou tornar identificável uma pessoa (ex: nome, RG, CPF, e-mail etc). A lei ainda considera determinadas informações como dados pessoais sensíveis (art. 5º, II), para as quais estabelece regras mais rigorosas em razão do seu potencial discriminatório. São considerados dados pessoais sensíveis informações sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico (art. 5º, inciso II, LGPD). 

Via de regra, o fluxograma dos dados pessoais em uma clínica médica é o seguinte: o paciente, titular dos dados pessoais, fornece os seus dados para cadastro na clínica. Em seguida, passa pela avaliação clínica, onde já serão coletados dados referentes à saúde (dados sensíveis). Possivelmente serão solicitados exames médicos laboratoriais. Feito o exame, os resultados serão lançados no sistema e acessados pelo médico, que irá inserir a informação no prontuário do paciente. 

Conforme pode ser observado acima, a rotina das clínicas médicas depende do tratamento de dados pessoais comuns e sensíveis. Portanto, além do atendimento dos  diplomas normativos que regulam a atividade médica, também devem ser observados os termos da LGPD. 

Isso significa que as clínicas e consultórios médicos deverão manter o Registro de Operações de tratamento de dados pessoais, coletar apenas os dados estritamente necessários para o fim a que se destinam, garantir a transparência com os pacientes sobre as finalidades dos tratamentos de dados e os compartilhamentos que serão realizados com terceiros, realizar treinamentos de equipe, implementar controles de acesso, estabelecer Políticas de Privacidade e Segurança da Informação, aditar contratos para definir a responsabilidade e a posição de controlador ou operador de dados em cada contexto, dentre outras medidas. 

É importante que as clínicas intensifiquem as suas regras e procedimentos para garantir a confidencialidade dos documentos e prontuários dos pacientes de modo a estabelecer o armazenamento seguro e o acesso restrito aos dados e informações. A adoção de técnicas de anonimização e o estabelecimento de senhas de acesso aos documentos são consideradas boas estratégias. 

Outro ponto de atenção que ganhou destaque com as medidas restritivas impostas pela pandemia é a telemedicina, que igualmente precisa garantir a privacidade e proteção de dados dos pacientes. 

Na telemedicina por ser necessário a utilização de rede sem fio para a realização das consultas é indispensável o emprego de medidas preventivas atenuantes dos riscos cibernéticos, tais como a implementação e soluções Secure SD-WAN e utilização de firewall para proteção da conexão. Recomendável ainda a adoção de sistema de autenticação reforçado (como o método de dois fatores de identificação), para evitar o roubo da identidade do médico através da usurpação da identidade do usuário no sistema. 

O uso de novas tecnologias na área da saúde depende da análise dos padrões de privacidade no produto/serviço utilizado ou disponibilizado pela clínica (privacy by desing e privacy by default) através da elaboração de Relatórios de Impacto à Proteção de dados pessoais. 

Apesar de a área da saúde ser bastante regulamentada, ainda não temos uma legislação voltada especificamente para a proteção de dados nesta área. Por ora podemos nos inspirar nas orientações da legislação norte americana “Health Insurance Portability and Accountabilit Act (HIPAA)” que traz importantes direcionamentos passíveis de aplicação nos projetos de conformidade das clínicas médicas. 

Além da preocupação de garantir a proteção dos dados pessoais dos pacientes, as clínicas médicas também precisam tratar os dados dos seus colaboradores (médicos, enfermeiros, secretárias, assistentes e todos os demais profissionais da clínica) em conformidade com as regras da LGPD. Assim, a privacidade e a proteção de dados pessoais é um novo valor que deve ser perquirido pelas clínicas médicas. 

É importante que a clínica médica consiga comprovar as medidas adotadas para garantir a privacidade e proteção dos dados pessoais tratados em cumprimento aos princípios da segurança, prevenção e responsabilização previstos nos incisos VII, VIII e X do art. 6º, da LGPD. 

Por fim, é muito importante salientar que a regular observância da Lei Geral de Proteção de Dados exige muito mais do que o preenchimento de sistemas e tabelas “mágicas”. Não há receita padrão, pois a LGPD exige a clara compreensão dos princípios e valores afetos à privacidade e proteção de dados, que devem ser alinhados aos propósitos da organização para a adequação dos procedimentos, condutas e documentos em conformidade com a lei.

 



Juliana Callado Gonçales - sócia do Silveira Advogados e especialista em Direito Tributário e em Proteção de Dados (www.silveiralaw.com.br)


Segurança é pré-requisito no Transporte Internacional de mercadorias

 

Operações de importação ou exportação de produtos ou de matérias-primas precisam obedecer a uma série de processos e exigências. Fazer o transporte internacional dessas mercadorias, por exemplo, é uma tarefa que deve seguir uma lista de cuidados prévios ao embarque dos produtos.

 

Para não ter ‘dores de cabeça’ com trâmites e burocracias às quais não estão acostumadas, as empresas que precisam importar ou exportar algum item procuram pelo suporte necessário para a realização das negociações e transporte dos produtos junto às Trading Companies, que são empresas facilitadoras das relações entre fornecedores e compradores, podendo atuar como auxiliar nas negociações, e que são especialmente importantes em todo o processo logístico para que os itens adquiridos cheguem ao seu destino final.

 

Com tanta confiança depositada em sua atuação, as Trading Companies precisam se cercar de cuidados para garantir que os itens negociados e transportados chegarão ao seu destino de maneira segura, sem prejuízos ou surpresas desagradáveis e, claro, com riscos minimizados. Uma das maneiras mais eficazes de garantir essa proteção é investir em um seguro de transporte internacional.

 

Aqui vale uma reflexão. Pequenas e médias empresas recorrem bastante às Trading Companies para realizar operações de importação e exportação de produtos justamente pelos benefícios que essas empresas podem proporcionar em todo o processo. Se para empresas de grande porte e multinacionais, um problema no transporte de produtos pode causar um impacto significativo nos negócios, imagine para uma PME, que muitas vezes tem a maior parte do seu capital aplicado justamente nos seus produtos.

 

Isso significa, que a segurança da mercadoria transportada deve ser uma das maiores preocupações do empresário ou representante de uma Trading. Normalmente, os trajetos até o destino final são bastante longos e o risco de intercorrências é real. Assim, investir em um seguro de transporte internacional deixa não apenas a Trading Company mais tranquila, mas também as empresas envolvidas na operação.

 

Dependendo do valor e tipo de carga transportada, o seguro pode ter um investimento baixo. Na maioria das vezes, o custo médio é de aproximadamente 0,15% sobre o montante total da compra ou venda. Dessa forma, ter esse tipo de seguro deixa de ser um custo adicional e passa a ser uma garantia efetiva de segurança e, mais do que isso, pode ser convertido como fator competitivo para a Trading.

 

No momento de escolher um seguro de transporte internacional, é interessante que o gestor da Trading Company verifique se a corretora de seguros tem expertise no gerenciamento de riscos e sinistros nesse segmento e se é ágil no processo de regulação de sinistros. Esses são fatores de relevância para Trading, uma vez que solucionar a operação para a empresa contratante de forma rápida é um diferencial competitivo de mercado. Às empresas que vão em busca de Tradings para a realização de negócios no exterior, minha dica é que sempre averiguem se a companhia realmente tem seguros para a realização do transporte de mercadorias. Assim, todos ficam devidamente resguardados!

 



Ricardo Valencia - diretor comercial da Energy Broker – empresa de consultoria, corretagem e administração de seguros, parte do Energy Group.


5 dicas para gastar menos com o gás de botijão

Diante da alta de preços registrada em 2021, Chama dá dicas para economizar na hora de comprar e cozinhar


O preço do botijão de gás está em alta em todo o país. Desde o início do ano, já foram anunciados diversos reajustes no preço para as distribuidoras, levando a um impacto direto no bolso dos brasileiros. Para enfrentar esse aumento é importante fazer uso inteligente do gás na cozinha, e com cuidados simples na hora de preparar as refeições é possível diminuir o gasto da família com a compra do botijão. 

Confira algumas dicas para te ajudar a economizar gás no dia a dia. 

  • Pré-aqueça o forno apenas o tempo necessário.

Muitos preparos  realizados em forno requerem um pré-aquecimento, mas as boas receitas indicam quanto tempo e em qual temperatura a pessoa deve realizá-lo. Por isso, é fundamental prestar atenção na informação correta, para não deixar mais tempo que o necessário e desperdiçar gás. 

  • Use a panela correta

Algo que acontece com muita frequência, na correria do dia a dia,é não usar as panelas de tamanho correto para o alimento que se está cozinhando. Por exemplo, se utilizar uma panela maior do que o essencial, sem que o alimento preencha todo o fundo, parte do calor é desperdiçado e acaba-se gastando  gás à toa. Panelas antigas, com amassos ou fundo gastos, também atrapalham o processo e consomem mais gás. 

  • Pesquise  na hora de comprar

Quando o gás acaba no meio do preparo do almoço ou jantar, a urgência para repor o botijão fala mais alto e, em muitos casos, a família acaba não pesquisando. Mas a diferença entre revendores pode ser grande e comparar preços é fundamental para economizar na compra do gás. Hoje já existem formas práticas e rápidas de fazer a pesquisa, como o Chama. Pelo site (chama.com.br) ou pelo aplicativo é possível comparar preços em diferentes revendores em poucos minutos, fazer o pedido e receber o gás em casa sem frete ou taxa extra. 

  • Utilize o vapor

Enquanto se está fazendo algum alimento, é possível utilizar o vapor que está saindo da panela para cozinhar legumes, por exemplo. Tudo o que precisa é uma escorredora metálica. Cortar a comida em pedaços menores também ajuda, pois ficará pronto mais rápido. 

  • Mantenha o forno fechado

Muita gente tem o costume de ficar abrindo o forno frequentemente quando se está usando para cozinhar algo, porém, isso faz com que ele perca calor e a temperatura interna diminui, levando o fogão a ter que trabalhar mais tempo para terminar o cozimento.

 


Chama

 www.chama.com.br

aplicativo no Google Play e na App Store


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