Pesquisar no Blog

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Inverno favorece alergias e covid-19


Doenças respiratórias, mais frequentes no frio, pioram doença na córnea. O clima seco facilita a reprodução dos vírus.


Não é só a pandemia que aflige o Brasil. A falta de ar por asma atinge 1 em cada 4 brasileiros, enquanto o nariz entupido pela rinite afeta 26% das nossas crianças e 30% dos adolescentes segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). A situação fica pior no inverno. Isso porque, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o clima seco triplica a gripe, resfriado, rinite, sinusite, bronquite e asma nesta época do ano. Todas estas doenças predispõem à alergia ocular.


Pesquisa

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier diversos estudos mostram que coçar os olhos é o maior fator de risco para a evolução do ceratocone, doença degenerativa que faz a córnea tomar a forma de um cone e responde por 70% dos transplantes no País. O problema, afirma, é que a maioria dos pacientes não consegue abandonar este hábito que faz a visão ficar cada vez mais  desfocada para perto e longe. Um levantamento realizado pelo oftalmologista no último inverno com 315 portadores da doença mostra que metade dos participantes tinham alguma alergia respiratória acompanhada de processo alérgico nos olhos.

A boa notícia é que segundo Queiroz Neto a maioria dos pacientes faz tratamento da alergia com colírio lubrificante, antialérgico ou corticóide. Embora o corticóide não seja indicado para tratar Covid-19, pesquisa da EAACI (European Academy of Allergy and Clinical Immunology) que acaba de ser divulgada, revela que o uso das três classes de colírio estão liberadas durante a pandemia. Só não há consenso médico sobre o tratamento com imunossupressores sistêmicos. Isso porque, podem reativar a infeção de qualquer vírus e dificultar o combate à Covid-19.


Prevenção

Queiroz Neto afirma que o ceratocone não tem cura. A evolução pode ser interrompida com crosslinking, uma cirurgia ambulatorial que associa radiação UV e riboflavina, vitamina B2, para fortalecer a reticulação das fibras de colágeno da córnea. Por isso, o mais importante é o diagnóstico precoce que é feito com a tomografia da córnea e o acompanhamento periódico. A evolução da doença, comenta, geralmente é mais rápida entre crianças e indica necessidade do crosslinking. Durante a pandemia as dicas do médico para evitar a contaminação ocular são: não tocar os olhos, frequentemente lavar ou higienizar com álcool as mãos, não compartilhar toalhas, fronhas ou 
maquiagem, higienizar computador, celular e teclado com álcool isopropílico.


Conjuntivite viral

Queiroz Neto afirma que os olhos sofrem em dobro no inverno. Isso porque, são externos e a baixa umidade do ar diminui sua principal defesa, a lágrima que tem a função de lubrificar e proteger a superfície. “O frio também cria condições para a maior reprodução de todo tipo de vírus, inclusive do novo coronavírus”, afirma. Resultado: Nesta época do ano aumentam os casos de conjuntivite viral, inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a esclera, parte branca do olho e a face interna das pálpebras, explica.


Sintomas e tratamento

Os sintomas elencados pelo médico são: pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, secreção transparente e fotofobia (aversão à luz). Inicialmente o tratamento é feito com compressas frias. Caso os sintomas não desapareçam em dois dias é mais prudente consultar um oftalmologista. Isso porque, o tipo de colírio indicado depender da gravidade do quadro. Os mais graves são tratados com corticóide que exige acompanhamento médico porque a retirada antes da hora provoca efeito rebote. Já o uso prolongado causa glaucoma, maior causa de cegueira irreparável no mundo.


Prevenção: Covid-19 e conjuntivite

Em tempo de pandemia, adverte, mãos contaminadas em superfícies pelo sars-cov-2 transformam o olho em via de acesso do novo coronavírus ao sistema respiratório através do ducto lacrimal. Mas a conjuntivite dificilmente é decorrente desta cepa. Geralmente é causada pela influenza e H1N1
Para evitar contrair a covid-19 pelos olhos e a conjuntivite viral as recomendações do médico são: evitar levar as mãos aos olhos. Lavar as mãos com frequência, evitar o contato com os olhos, não compartilhar toalhas fronhas ou maquiagem são as principais medidas para evitar a contaminação através dos olhos.

  

Clima seco favorece doenças nos olhos


Maior reprodução de vírus e aumento das doenças respiratórias afetam a saúde ocular.


Não é só a pandemia que aflige o Brasil. A falta de ar por asma atinge 1 em cada 4 brasileiros, enquanto o nariz entupido pela rinite afeta 26% das nossas crianças e 30% dos adolescentes segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). A situação fica pior no inverno. Isso porque, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o clima seco triplica a gripe, resfriado, rinite, sinusite, bronquite e asma nesta época do ano. Todas estas doenças predispõem à alergia ocular.


Pesquisa

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier diversos estudos mostram que coçar os olhos é o maior fator de risco para a evolução do ceratocone, doença degenerativa que faz a córnea tomar a forma de um cone e responde por 70% dos transplantes no País. O problema, afirma, é que a maioria dos pacientes não consegue abandonar este hábito que faz a visão ficar cada vez mais  desfocada para perto e longe. Um levantamento realizado pelo oftalmologista no último inverno com 315 portadores da doença mostra que metade dos participantes tinham alguma alergia respiratória acompanhada de processo alérgico nos olhos.

A boa notícia é que segundo Queiroz Neto a maioria dos pacientes faz tratamento da alergia com colírio lubrificante, antialérgico ou corticóide. Embora o corticóide não seja indicado para tratar Covid-19, pesquisa da EAACI (European Academy of Allergy and Clinical Immunology) que acaba de ser divulgada, revela que o uso das três classes de colírio estão liberadas durante a pandemia. Só não há consenso médico sobre o tratamento com imunossupressores sistêmicos. Isso porque, podem reativar a infeção de qualquer vírus e dificultar o combate à Covid-19.


Prevenção

Queiroz Neto afirma que o ceratocone não tem cura. A evolução pode ser interrompida com crosslinking, uma cirurgia ambulatorial que associa radiação UV e riboflavina, vitamina B2, para fortalecer a reticulação das fibras de colágeno da córnea. Por isso, o mais importante é o diagnóstico precoce que é feito com a tomografia da córnea e o acompanhamento periódico. A evolução da doença, comenta, geralmente é mais rápida entre crianças e indica necessidade do crosslinking. Durante a pandemia as dicas do médico para evitar a contaminação ocular são: não tocar os olhos, frequentemente lavar ou higienizar com álcool as mãos, não compartilhar toalhas, fronhas ou maquiagem, higienizar computador, celular e teclado com álcool isopropílico.


Conjuntivite viral

Queiroz Neto afirma que os olhos sofrem em dobro no inverno. Isso porque, são externos e a baixa umidade do ar diminui sua principal defesa, a lágrima que tem a função de lubrificar e proteger a superfície. “O frio também cria condições para a maior reprodução de todo tipo de vírus, inclusive do novo coronavírus”, afirma. Resultado: Nesta época do ano aumentam os casos de conjuntivite viral, inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a esclera, parte branca do olho e a face interna das pálpebras, explica.


Sintomas e tratamento

Os sintomas elencados pelo médico são: pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, secreção transparente e fotofobia (aversão à luz). Inicialmente o tratamento é feito com compressas frias. Caso os sintomas não desapareçam em dois dias é mais prudente consultar um oftalmologista. Isso porque, o tipo de colírio indicado depender da gravidade do quadro. Os mais graves são tratados com corticóide que exige acompanhamento médico porque a retirada antes da hora provoca efeito rebote. Já o uso prolongado causa glaucoma, maior causa de cegueira irreparável no mundo.


Prevenção: Covid-19 e conjuntivite

Em tempo de pandemia, adverte, mãos contaminadas em superfícies pelo sars-cov-2 transformam o olho em via de acesso do novo coronavírus ao sistema respiratório através do ducto lacrimal. Mas a conjuntivite dificilmente é decorrente desta cepa. Geralmente é causada pela influenza e H1N1
Para evitar contrair a covid-19 pelos olhos e a conjuntivite viral as recomendações do médico são: evitar levar as mãos aos olhos. Lavar as mãos com frequência, evitar o contato com os olhos, não compartilhar toalhas fronhas ou maquiagem são as principais medidas para evitar a contaminação através dos olhos.

  

Entenda como funciona a terapia de reposição hormonal



A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é a suplementação de hormônios (sintéticos ou naturais) para repor a baixa deles, ocasionada pelo climatério, também conhecido como menopausa. 

A gente considera a menopausa como um diagnóstico retroativo, ou seja, somente um ano após menstruar pela última vez que podemos usar esse nome. Vale lembrar, no entanto, que mesmo antes da menopausa ser estabelecida, a mulher pode sentir alguns de seus sintomas. Normalmente, essa fase ocorre por volta dos 50 anos de idade.

Esses sintomas são imprevisíveis: nem toda mulher os sente e cada uma tem um sintoma específico, com intensidade e a duração também variáveis. Os mais frequentes são calores (que chamamos de fogachos), alteração de humor, insônia, alteração de peso e ressecamento vaginal. 

A TRH traz para a mulher o padrão hormonal próximo ao que ela tinha antes, aliviando e ou até mesmo eliminando os sintomas. Além disso, a terapia de reposição hormonal pode melhorar pele, ossos, cabelo, libido e autoestima. Mas é importante frisar que esse recurso não deve ser utilizado apenas para resultados estéticos.

Como a TRH pode ser feita? Através de comprimidos, géis ou adesivo para a pele. A duração do tratamento pode variar, dependendo da paciente. 


Ganho de peso é um sintoma da menopausa?

Os sintomas da menopausa são imprevisíveis. Começando pelo fato de que nem toda mulher sentem tais sintomas. Quando vivenciam algum desses sintomas, eles são diferentes de pessoa para pessoa. Além disso, possuem intensidade e duração também variáveis, ou seja, você pode sentir calores muito fortes, enquanto sua amiga sente apenas um calorzinho. 

Entre os sintomas mais frequentes podemos citar, sim, o ganho - ou perda - de peso. Além dele, existem os famosos calores (que chamamos de fogachos), alteração de humor, insônia e ressecamento vaginal. 

Lembrando que esses sintomas podem ser amenizados ou mesmo eliminados com o tratamento adequado, portanto não deixe de conversar com o seu médico sobre isso!





Dr. Rodrigo Ferrarese -  O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...).  Mais informações podem ser obtidas pelo canal no YouTube e também pelo Spotify -https://linktr.ee/dr.rodrigoferrarese


Crianças a partir dos 6 anos têm nova opção de tratamento para diabetes aprovado pela Anvisa


Toujeo®, insulina glargina de última geração da Sanofi, demonstrou tendência na redução nos eventos de hipoglicemia grave e hiperglicemia em pacientes a partir 6 anos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação de Toujeo®, insulina glargina 300U/mL da Sanofi, para tratamento de diabetes tipo 1 e 2 em crianças a partir dos 6 anos, oferecendo uma nova opção aos médicos e pacientes. Anteriormente, o produto estava aprovado apenas para adultos a partir dos 18 anos.
A extensão da indicação de Toujeo® foi baseada nos dados do estudo clínico EDITION JUNIOR, que comprovou a eficácia e a segurança do produto, além de ter demonstrado uma tendência a redução do número de episódios de hipoglicemia grave (isso é, distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue) e hiperglicemia (quando há um nível elevado de glicose na corrente sanguínea)em comparação com a insulina glargina 100 U/mL. Toujeo® está aprovado também com a mesma indicação nos Estados Unidos, pelo FDA (Food and Drud Administration)2.
“Os episódios de hipoglicemia e de hiperglicemia podem trazer sérias consequências para os pacientes. Com essa opção adicional para os médicos tratá-los, reforçamos nosso objetivo de contribuir para o desenvolvimento de planos de tratamentos mais individualizados, agora também para crianças, auxiliando assim no melhor controle da doença”, explica Graziela Ferreira, gerente médica da área terapêutica de diabetes da Sanofi.
A insulina é um dos pilares no tratamento do diabetes há décadas. Mesmo assim, ainda há importantes necessidades médicas não atendidas. Mais da metade dos pacientes brasileiros (55,8%) está fora da meta do controle ideal do diabetes, segundo estudo de vida real envolvendo 2.500 diagnosticados do sistema público e privado no país2. Estes pacientes convivem com episódios de hiperglicemia e hipoglicemia diariamente.
Estudos mostram que tais episódios frequentes aumentam em quatro vezes o risco de a pessoa desenvolver uma doença cardiovascular, além de resultar em eventual diminuição da função mental e até demência3.
O estudo EDITION JUNIOR também comparou o Toujeo® (insulina glargina 300 U/mL) a insulina glargina-100 U/mL em 463 crianças e adolescentes de seis a 17 anos com diabetes tipo 11. Os pacientes foram avaliados por pelo menos um ano e apresentaram níveis de hemoglobina glicada (HbA1C), indicador que mede o nível médio de glicose num período de 2 a 3 meses4, entre 7,5% e 11% no momento da triagem. O estudo alcançou seu objetivo primário, confirmando a não inferioridade na redução da HbA1C com Toujeo vs Gla-100 após 26 semanas.
Durante o mesmo período, um número comparável de pacientes apresentou um ou mais eventos de queda no nível de glicose no sangue.Foi demonstrada uma tendência de diminuição dos episódios de hipoglicemia grave ou um ou mais episódios de alto nível de açúcar no sangue, nos pacientes em uso de Toujeo em comparação com aqueles que usavam Glargina100 u/mL.


Sanofi


Referências
  1. EDITION Jr (se ainda não tivermos publicado, podemos usar a referência da apresentação oral realizada no SLEP ou do poster do ISPAD)
  2. BrazIliaN Type 1 & 2 DiabetEs Disease Registry (BINDER): A Snapshot of Diabetes Mellitus (DM) in Brazil. Chacra, AR1; Moreira, RO2; de Paula, MA3; Fagundes, KFSMC4.
  3. Ahrén B., Vasc Health Risk Man 2013; 9:155–63.
  4. Use of Glycated Haemoglobin (HbA1c) in the Diagnosis of Diabetes Mellitus. Disponível em: https://www.who.int/diabetes/publications/report-hba1c_2011.pdf, acesseo em 02/10/2019.

Luz azul é prejudicial aos olhos


Luminosidade presente em equipamentos eletrônicos afeta a qualidade do sono e pode potencializar problemas de visão

Oftalmologista Luis Alexandre Rassi Gabriel dá dicas de como minimizar os efeitos da luz azul na visão


O Brasil é o segundo país que passa mais tempo conectado à internet, segundo dados da pesquisa Hootsuite divulgados no ano passado. O número de usuários de redes sociais cresceu (9%) em 2018, sendo o principal ingresso para novos internautas acessarem a internet. A pesquisa ainda revela que o brasileiro fica em média mais de 9 horas na internet todos os dias, atrás apenas das Filipinas. Por isso, neste Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, é importante ficar atento aos cuidados com essa exposição em excesso à luz azul, presente nos equipamentos eletrônicos modernos, que podem causar danos à visão. 

O oftalmologista Luis Alexandre Rassi Gabriel, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que luz azul é o comprimento de onda presente em todas as luzes brancas, porém, o espectro azul é o mais danoso para a retina. “Quanto maior o brilho da luz branca, maior a quantidade de luz azul. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, ela não está presente apenas em aparelhos eletrônicos, mas em qualquer luz branca. O sol, por exemplo, é o maior emissor de luz azul que temos”.

 Um efeito conhecido dessa luz nas pessoas é a influência no sono. “Como a luz azul tem maior incidência na retina, que ajuda na produção do hormônio melatonina, quando se usa o celular na cama, por exemplo, antes de dormir temos um sono de menor qualidade. O ideal é ficar em ambientes com luz amarela pelo menos uma hora antes de ir deitar, pois essa cor é mais natural e agride menos os olhos”, explica o especialista, que afirma também que não há um tempo diário recomendado para uso dos eletrônicos, pois o dano que pode causar vai depender da intensidade do brilho da tela e da retina de cada pessoa, que possuem resistências distintas.

Luis Alexandre revela que há diferentes filtros que podem ser colocados em óculos e lentes de contato para diminuir o efeito da luz azul. Contudo, esses filtros não vêm nas lentes como os que protegem contra a luz ultravioleta, é necessário conversar com seu oftalmologista e descobrir o mais adequado a cada caso. “Dependendo do paciente diferentes indicações são feitas, existem pelo menos 8 tipos”, ressalta.


Dicas

Para evitar o impacto negativo desta luminosidade à visão, o médico dá algumas dicas. “Optar por luz amarela nos ambientes, atualmente temos opções de led amarelo também. Quando mais distante a luz estiver é melhor, então se for possível, pode-se colocar ela mais alta para ficar mais fraca. Ativar o modo noturno dos eletrônicos, disponível em muitos celulares e computadores, no qual automaticamente o brilho da tela diminui quando se registra 18h ou 19h, por exemplo. Pedir para o oftalmologista filtro para luz azul no óculos ou lentes de contato e diminuir o máximo que conseguir o brilho dos aparelhos eletrônicos”.

O especialista alerta que a questão do uso dos aparelhos eletrônicos afetar mais a visão quando se está com a luz ambiente desligada é um folclore e salienta que ainda não dá para precisar o impacto negativo do mundo digital na nova geração. “O uso das tecnologias se tornaram comuns de 20 anos para cá. Então, só daqui a cerca de 25 anos para se analisar isso ainda, pois as degenerações na retina costumam aparecer a partir dos 50 anos das pessoas”, analisa. 



10 possíveis causas da menstruação atrasada



A menstruação atrasada nem sempre é sinal de gravidez, pois outras situações como o estresse em excesso, emoções muito fortes, alterações hormonais ou mesmo o consumo exagerado de cafeína ou de bebidas alcoólicas, podem levar ao atraso da menstruação.

De acordo com a Dra. Erica Mantelli, o atraso menstrual muitas vezes assusta as mulheres, mas é bem comum que aconteça. Se a mulher já fez um exame de gravidez e o resultado foi negativo, algo pode estar errado no seu corpo. “O ciclo menstrual é facilmente influenciado por fatores externos ou emocionais, suficientes para que a menstruação atrase por alguns dias,” alerta a ginecologista e obstetra

Conheça algumas causas da menstruação irregular:

1- Obesidade: O ganho de peso muito rápido pode causar alterações hormonais no corpo da mulher.

2- Tireoide: Irregularidades na tireoide podem levar ao atraso menstrual.

3- Adolescência: É possível ficar em média dois anos com a menstruação irregular, por uma imaturidade do eixo.

4- Ovários policísticos: As mulheres que apresentam a SOP (síndrome dos ovários policísticos), geralmente tem menstruação irregular, pois produzem androgênios (hormônios masculinos) em excesso.

5- Estresse e ansiedade: Podem afetar negativamente a produção hormonal e até fazer com que a mulher não ovule em algum ciclo.

6- Amamentação: Nessa fase, o corpo liberta hormônios que podem inibir a ovulação.

7- Menopausa: Em função da queda dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) e a falência dos ovários.

8- Infecções: Mesmo as mais simples como a gripe.

9- Anticoncepcional: Após usar o medicamento por muito tempo e parar o corpo o precisa de um tempo para se adaptar novamente a produção hormonal natural.

10- Baixa gordura corporal: Mulheres ou atletas com baixo percentual de gordura corporal, também podem ficar sem menstruar.




Dra. Erica Mantelli - ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual - Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br



Infectologista da Unicid explica os estágios do Covid-19 e como a doença se manifesta no organismo



O infectologista Dr. Alexandre Piva Sobrinho, docente do curso de Medicina da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, fez apontamentos acerca do novo Coronavírus (Covid-19). O professor avalia que apesar de ainda haver muitas controvérsias sobre o novo vírus, uma das dúvidas mais importantes à destacar, é quanto o período de incubação da doença. A analogia do coronavírus é com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), a qual dispõe de sete dias em paralelo na prática clínica.  
A SARS surgiu em 2002 e se espalhou pelo mundo em alguns meses. É um vírus transmitido por gotículas quando alguém com a doença tosse, espirra ou fala. Os sintomas incluem febre, tosse seca, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade para respirar.

“São muitas as dúvidas ainda diante do Covid-19, como o período de transmissibilidade da doença, que é incerto. A ciência não consegue afirmar com exatidão. Há uma analogia com a SARS, que tem em média sete dias, período de transmissibilidade. Mas não sabemos se isso acontece com a Covid. Assemelha-se com a SARS no espectro clínico. A carga viral da SARS é maior, por volta do 12º dia, com o paciente já isolado. E o Covid, apresenta um pico de viremia* por volta do segundo dia e até mesmo pacientes assintomáticos podem transmitir a doença”, avalia.

Além disso, o infectologista aborda os estágios da doença e como ele se manifesta no organismo. Piva, esclarece que a manifestação do vírus é dividida em três fases. "A primeira fase se caracteriza por replicação do vírus de modo intenso, quando avaliamos o efeito do vírus nas células, percebemos que ele provoca uma reação imunológica inata (inespecífica) caracterizada por sintomas leves. Nesta fase, os linfócitos estão diminuídos e começam a subir os parâmetros inflamatórios. A segunda fase é pulmonar, há um aumento da resposta imune adaptativa. Há um agravamento do quadro respiratório, aumento da linfopenia**, por exemplo. A terceira fase é a hiperinflamatória, quando há a insuficiência de múltiplos órgãos e o agravamento do envolvimento pulmonar. É quando já ocorre uma resposta imune totalmente desregulada”, explica.

O infectologista relata que o Covid-19 possui na sua superfície em uma proteína  Spike (S) que se liga ao receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2).

Segundo o infectologista, pela primeira vez nesta pandemia, a ciência começa a desvendar uma possível sensibilidade genética individual em pacientes. "Na minha opinião, ainda não se explica a variabilidade das apresentações clínicas dos pacientes infectados pelo Covid 19, mas essa susceptibilidade genética ligada ao gene 3p21.31, pode explicar a maior resposta inflamatória de alguns, como grupos sanguíneos”, justifica Piva.

Por fim, Piva aponta que mutações múltiplas do vírus dificultam a confecção de vacina, que parece não ser o caso do Covid 19. A mutação pode afetar a proteína spike, estrutura na parte externa do vírus usada para entrar nas células. ¨Vírus com poucas mutações diminui a necessidade de vacinas periódicas, por exemplo, vacina contra Influenza”, explica.

O infectologista salienta ainda, que essa pandemia deve ser vista como um sinal claro de que o ser humano precisa refletir sobre o próprio comportamento para com o meio ambiente. “Nossa relação com o meio ambiente, nosso trato para com os animais, precisa ser revista e alterada, esta relação não pode ser desregrada (comércio, tráfico, alimentação de animais silvestres). Se não houver um novo comportamento, não demorará muito para termos uma nova pandemia se espalhando pelo mundo”, alerta.

*Viremia é a presença de vírus no sangue circulante em um ser vivo;

**Linfopenia significa que a sua contagem está abaixo do esperado. Relativa se refere a consideração do número total de células brancas;




Universidade Cidade de São Paulo – Unicid 

Excesso de doces durante o isolamento pode afetar sistema imunológico


m meio à pandemia de COVID-19, a má alimentação, aliada ao sedentarismo, pode propiciar o aparecimento e/ou agravamento de quadros de doenças como a obesidade


De acordo com dados divulgados pelo projeto ConVid, pesquisa de comportamento da UFMG, o consumo de alimentos saudáveis diminuiu durante o isolamento social imposto pelos órgãos de saúde no combate do novo coronavírus. Em contrapartida, a ingestão de alimentos embutidos, congelados e ricos em açúcares e gordura aumentou. 

O estudo aponta que os índices de consumo de verduras e/ou legumes, em cinco dias ou mais por semana, caíram de 37% para 33%. Enquanto isso, a ingestão de alimentos saudáveis, em adultos jovens entre 18 e 29 anos, registrou taxas de apenas 13%. 

Por outro lado, o consumo de alimentos considerados não saudáveis, em dois dias ou mais por semana, aumentou, sendo registrada elevação das taxas em 5% na ingestão de embutidos e hambúrgueres, 4% na de congelados e 6% na de chocolates e doces.

Entre os adultos jovens, aproximadamente 63% estão consumindo alimentos ricos em açúcar em dois dias ou mais da semana. 

Em meio à pandemia de COVID-19, essa consequência pode ser ainda mais agravante, a considerar que a obesidade é um dos principais fatores de risco à doença.




Dra. Luanna Caramalac Munaro - Nutricionista Funcional e Integrativa - Formada em modulação intestinal e biofísica quântica pela universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região Pantanal (Uniderp). Pós-graduada em nutrição clínica funcional – VP, adequação nutricional e manutenção da homeostase – prevenção e tratamento de doenças. Pós-graduanda em nutrição comportamental, atua na área integrativa com foco em prevenção e tratamentos de patologias, como: Doenças autoimunes; Depressão; Infertilidade e emagrecimento.



Especialista alerta para cuidados extras no inverno em meio ao coronavírus


Com dias mais frios e a pandemia, dermatologista traz dicas para evitar doenças típicas da estação e as ocasionadas pela COVID-19


O inverno chegou e com ele o período que registra as temperaturas mais baixas do ano no Brasil. Além dos desafios típicos dessa época, os brasileiros devem se atentar a cuidados extras em meio a pandemia causada pelo coronavírus. Se, em geral, o clima mais seco já costuma causar maior incidência de acnes, falta de hidratação e ressecamento na pele, a reclusão e a constante lavagem das mãos são fatores que podem agravar reações alérgicas e adversas no corpo.

“Alguns trabalhos, principalmente na Europa, mostraram lesões cutâneas associadas à infecção pelo novo coronavírus. Além disso, o constante atrito pelo uso prolongado de EPIs, principalmente por profissionais de saúde, e a recorrente desinfecção das mãos pelo álcool em gel podem gerar maior desgaste da pele e, consequentemente, aumento no ressecamento, dermatites irritativas (vermelhidões) e descamações que requerem cuidados específicos”, aponta Fábio Heidi Sakamoto, professor de dermatologia no curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Manter a higiene das mãos e uso das máscaras nunca foi tão recomendado. Em contrapartida, os novos hábitos requerem mudanças na rotina de hidratação da pele. Para isso, existem diversos tipos de emolientes que podem ser usados conforme a necessidade. “Hoje a tecnologia dermocosmética apresenta opções em cremes para a aplicação na pele do rosto e mãos contendo ácido hialurônico, ceramidas, vitaminas E e C ou outros ingredientes hidratantes, eficazes na reparação”, explica Fabio.

Outras questões que podem ser ocasionadas tanto pelo clima frio quanto pela influência da reclusão e seus aspectos emocionais e sociais sobre a saúde física do corpo humano são as acnes. Segundo o especialista, o alto nível de estresse gerado em razão da pandemia é relevante, não só no caso de aparecimento de acnes, como no agravamento de afecções dermatológicas como quedas de cabelo, psoríases, eczemas, alergias e dermatites seborreicas, entre outras.

Confira, então, dicas para encarar os diferentes desafios para a pele nesse período:


Mantenha sua pele hidratada: o uso recorrente de emolientes (que amaciam e suavizam a pele), umectantes (que mantém e retém a unidade na pele) e hidratantes (que ajudam a manter a pele macia e a aumentar o teor de água na pele), dependendo do nível de ressecamento das mãos, é importante;


Prefira álcool em gel com opções umectantes: o mercado apresenta diversas opções para a higienização das mãos e que contém propriedades calmantes e hidratantes que diminuem a irritação que o álcool em gel pode causar, como a glicerina e o Aloe Vera;


Abuse de agentes hidratantes para o rosto: são fundamentais para minimizar a agressão causada pelos atritos dos EPIs no rosto, desde que tenham baixo teor de gordura (ácidos graxos) para não agravar a incidência de acnes;


Seja rápido nos banhos quentes: nesse frio são uma boa pedida, mas a permanência nele por muito tempo provoca diminuição da proteção natural da pele;


Beba bastante água: a hidratação interna do corpo, não somente a tópica com hidratantes, é um fator essencial para manter a umidade da pele, além de lubrificar as articulações e manter o bom funcionamento das funções do organismo;


Proteja-se dentro de casa: apesar do isolamento, o filtro solar é importante até mesmo para proteger contra a luz da lâmpada residencial;


Tome sol: caso tenha um quintal, sacada, janela ou varanda para “pegar” um sol, é importante para a vitamina D do corpo. A reclusão social motivada pela pandemia faz com que as pessoas “esqueçam” dessa luz natural e que ajuda a fortalecer o corpo.



No Dia Mundial da Saúde Ocular saiba quais são as duas principais causas de cegueira no mundo



Em 10 de julho é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular; confira mitos e verdades sobre os olhos


Hoje, 10 de julho, é o Dia Mundial da Saúde Ocular e o Brasil tem aproximadamente 50 milhões de pessoas com algum tipo de distúrbio na visão. O número de cegos é superior a um milhão de habitantes. Os dados são da Organização Mundial da Saúde. Mas você sabe quais são as duas principais causas de cegueira no mundo?

Segundo a oftalmologista no Super Dr. Saúde Integrada em Ponta Grossa (PR), Maysa Mazurek Sirtoli, a catarata e o glaucoma são as duas doenças que mais deixam as pessoas cegas. “A catarata é uma doença que tratamos através de cirurgia, podendo ser reversível, já o glaucoma é uma doença que causa danos ao nervo óptico associado ao aumento da pressão intraocular”, explica.
Diante da gravidade, Maysa recomenda uma boa prevenção com avaliação periódica com médico especialista.


Confira mitos e verdades sobre os olhos

1- Meu filho ainda nem sabe falar direito, por isso não é hora de levá-lo a um oftalmologista
MITO!
Não existe idade para procurar ajuda de um oftalmologista. Existem exames específicos que podem ser feitos ainda em bebês. Recomenda-se que toda criança maior de um ano seja levada a um médico especialista em visão, porque algumas precisam de óculos desde o primeiro ano de vida.


2- Ler com pouca luz prejudica a visão, principalmente na infância
MITO!
O excesso de luz, assim como a falta dela podem cansar e dificultar a leitura, porém não prejudicam os olhos. Devemos ler com boa qualidade de iluminação para não provocar sombras ou reflexos no objetivo de leitura.


3- Sentar muito próximo a televisão prejudica a visão do meu filho
MITO!
Muita atenção neste ponto. As tvs não emitem raios que prejudicam os olhos, porém é mais confortável sentar ao menos com um metro da distância do aparelho. O que temos que ficar atentos, é com o comportamento de distância e preferência que nossos filhos buscam ao assistir televisão. Se eles estão ficando muito próximos à TV, pode ser porque estão com dificuldades de enxergar, e neste caso, buscar ajuda de um especialista para comprovação técnica é o melhor caminho.


4- Diabetes e hipertensão podem levar a cegueira
VERDADE!
Diabetes e hipertensão podem levar a lesões no fundo do olho que são responsáveis por um tipo de cegueira irreversível. Estes graves problemas podem ser evitados se diagnosticados e tratados precocemente. Por isso recomenda-se a avaliações periódicas de fundo de olho – realizadas por um médico oftalmologista.


5- Ler no carro faz mal para os olhos.
MITO!
Ler em um veículo em movimento não faz mal algum aos olhos. Algumas pessoas apresentam sintomas de enjoo e/ou tonteira, já outras conseguem ler sem problemas.


6- Cenoura faz bem para os olhos
MITO!
Uma dieta rica em frutas, legumes e vegetais faz bem à saúde, mas não tem relação direta entre o bom funcionamento dos olhos. Quem precisa usar óculos continuará usando mesmo com uma dieta equilibrada e rica em cenouras.


7- Coçar os olhos não é normal e não faz bem
VERDADE!
É muito perigoso coçar os olhos, podendo causar lesões e até desenvolver doenças como o ceratocone.


8- Olhos claros enxergam menos que os olhos escuros
MITO!
A capacidade visual dos olhos não está relacionada a cor dos mesmos, não importa se seus olhos são verdes, azuis, marrons ou pretos...


9- Quem tem miopia e astigmatismo pode resolver esses problemas com cirurgia?
VERDADE!
Sim, porém é necessário realizar uma série de exames para avaliar cada situação. Nem todas as pessoas estão aptas para realizar uma cirurgia, por isso, cada caso é um caso.


10 – Olhar diretamente para o sol pode deixar a pessoa cega?
VERDADE!


Se a exposição for prolongada, os raios ultravioletas podem causar queimaduras e lesões irreversíveis na retina e no cristalino. Além disso podem desencadear a catarata.


Super Dr.


Em marco histórico, SUS incorpora primeira imunoterapia para câncer a pedido da SBOC


Mesmo com recomendação inicial contrária da CONITEC, os esforços da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica garantiram a incorporação do tratamento no Sistema Público de Saúde


Foi anunciado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC), órgão do Ministério da Saúde, a recomendação favorável para a incorporação da primeira imunoterapia para o tratamento de pacientes com melanoma metastático no Sistema Público de Saúde (SUS). Desde 2016, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) vem concentrando seus esforços para a introdução de imunoterápicos no SUS e, mesmo com o posicionamento inicial contrário da CONITEC, a Sociedade continuou honrando seu compromisso de defender o bem-estar dos pacientes e a boa prática oncológica.

De acordo com o Dr. Rodrigo Munhoz, vice-presidente para Ensino da Oncologia da SBOC, que vem a frente da defesa pela imunoterapia no SUS, a conquista é um grande passo para quem depende da rede de saúde pública, além de ser uma questão de justiça social. “Os pacientes ficam à mercê de um tratamento quimioterápico-padrão que não só é pouco eficaz contra o melanoma avançado, mas também prejudica consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, por conta de efeitos colaterais bastante severos”. No sistema privado, os tratamentos que permitem aos pacientes um aumento considerável de sobrevida, como a imunoterapia e a terapia-alvo, estão disponíveis desde janeiro de 2018.

Isso abre caminho para que hospitais públicos de todo o país finalmente possam tratar os pacientes de forma efetiva e segura contra tumores mais agressivos. “Para se ter uma ideia, a chance de um paciente com melanoma metastático estar vivo em três anos com a quimioterapia oferecida pelo SUS é de 10% a 12%. Esse número chegou a quase 60% com combinação de imunoterapias. Ou seja, os pacientes que antes viviam de 6 a 9 meses, hoje podem viver até mais de 5 anos e, em alguns casos, atingir a cura”, aponta Dr. Munhoz, enfatizando a importância do acesso ao tratamento imunoterápico para todos. “Agora, um importante avanço da ciência oncológica, que já era disponível a poucos pacientes, pode chegar à população de forma mais justa. Continuaremos lutando para que tratamentos dignos sejam ofertados aos brasileiros”, completa.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a imunoterapia é considerada “medicamento essencial” para o tratamento de melanoma metastático desde agosto de 2019. Esse título implica na responsabilidade de proporcionar esse medicamento aos pacientes de todos os países membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil. Por isso, a conquista da SBOC é um marco histórico, capaz de abrir portas a novos avanços no SUS. É resultado da atuação da entidade ao longo dos anos, que trabalhou não somente envolvendo evidências científicas do potencial terapêutico da imunoterapia, mas também um trabalho sobre a custo-efetividade dos medicamentos.

Vale destacar que, com a posicionamento contrário da CONITEC no relatório inicial para a incorporação das imunoterapias no SUS, a SBOC não só participou como recomendou à população a participar da consulta pública aberta pelo órgão em janeiro deste ano, quando o assunto em questão foi avaliado e as contribuições poderiam interferir positivamente na recomendação final da instituição. Esse esforço conjunto resultou em mais de 2.200 contribuições a favor da incorporação dos novos medicamentos no Sistema Público de Saúde, reforçando a necessidade da oferta digna e igualitária de tratamento para todos.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica defende que as necessidades dos pacientes devem estar em primeiro lugar e, por isso, é fundamental viabilizar o acesso desses tratamentos para os pacientes do SUS. “O parecer favorável da CONITEC é o primeiro passo para que o tratamento seja disponibilizado pelo SUS, esperamos que as autoridades envolvidas no processo atuem de forma vigorosa para garantir o acesso do paciente com melanoma a um tratamento que pode ser decisivo em sua vida. A SBOC seguirá atuante para que isso se torne realidade o quanto antes, de forma rápida e efetiva”, garante Dr. Munhoz.





SOBRE A SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 1,9 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.


7 dicas para cuidar da saúde visual


Com movimento de conscientização no mês de julho, especialistas alertam para os motivos de ficar atento a sintomas e incluir consulta com oftalmologista na check list


Em meio ao avanço do novo coronavírus e a necessidade da quarentena, a maioria da população iniciou o uso excessivo do celular e computador, deixando as pessoas ainda mais expostas as luzes azuis emitidas por aparelhos eletrônicos. O efeito nocivo disso é bem conhecido pelos especialistas: o uso diário e prolongado destes aparelhos pode trazer sérios problemas oftalmológicos.

De fato, um exame oftalmológico pode detectar mais de 270 condições médicas diferentes - desde diabetes a doenças cardíacas. Segundo especialistas, é imprescindível consultar o oftalmologista pelo menos uma vez por ano, pois o acompanhamento médico e a rotina de exames podem prevenir e diagnosticar problemas precoces. Mas neste momento, é preciso estar atento e seguir as recomendações das organizações de saúde, caso seja necessária uma consulta médica.

Por isso, uma das principais recomendações é manter as mãos sempre limpas e evitar levá-las aos olhos. De acordo com a Dra.  Débora Sivuchin, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision é importante seguir as orientações fornecidas pelas autoridades de saúde pública. “Nesse momento é importante conscientizarmos toda a população com informações relevantes sobre prevenção na propagação do novo vírus. Para os usuários de lentes de contato, a rotina não precisa mudar, desde que as recomendações de cuidados sejam seguidas rigorosamente”.

Há muito o que fazer em casa para ajudar a sua saúde ocular e o bem-estar geral, até que possa ser feita uma visita ao oftalmologista. Para celebrar o Dia Mundial da Saúde Ocular (10/07), criado para ampliar a conscientização sobre a conexão da visão com a saúde geral, confira 7 motivos para cuidar dos olhos de forma simples e segura:
  1. Olhos secos, dores de cabeça e visão turva, são alguns dos sinais de que você passa muito tempo exposto a tela digital
  2. Certifique-se de seguir a regra 20-20-20 para dar uma pausa nos olhos: a cada 20 minutos, olhe para uma distância de 20 pés (6 metrôs) por 20 segundos
  3. Além disso, mantenha a tela do computador a uma distância de 50 centímetros afastada do rosto e ligeiramente abaixo do nível dos olhos.
  4. Parece que você está sempre olhando para uma tela? Lembre-se de fazer uma pausa para piscar.
  5. Tem vontade de esfregar os olhos? Use um lenço de papel em vez dos dedos.
  6. Concentre-se na saúde geral para melhorar a saúde ocular - comer corretamente, ser ativo, conhecer o histórico familiar – também pode ter um impacto em uma visão saudável.
  7. Imprima o quadro deste link e coloque em uma parede a cerca de 6 metros da tela do computador.




Johnson & Johnson Vision

  

Instituto do sono convida brasileiros a participarem de Pesquisa


Objetivo é saber a interferência do isolamento social no padrão de sono da populaçãodo país


O Instituto do Sono realiza a pesquisa nacional “O Sono na Quarentena”, cujo objetivo é identificar os hábitos da população em relação à qualidade do sono durante a pandemia, em todo o país. Qualquer pessoa que mora no Brasil pode participar, basta preencher o formulário online. A expectativa é ter uma amostragem mínima de 2.000 pessoas, até o dia 19 de julho .

O preenchimento leva em torno de 15 minutos. Para participar é preciso ter mais de 18 anos, e não necessariamente apresentar algum distúrbio de sono. O pesquisador do Instituto do Sono, Sergio Brasil Tufik, explica que a pesquisa trará dados sobre os possíveis fatores associados à quarentena que podem interferir no padrão de sono, como por exemplo, os fatores psicológicos, sociais, econômicos e ambientais. A expectativa é que a partir da pesquisa sejam coletadas informações capazes de indicar qual é o comportamento adotado pela população neste período.


Sobre o Instituto do Sono

Instituto do Sono é um centro de referência mundial em pesquisa, diagnóstico e tratamento em distúrbios do sono. Fundado em 1992 pelo Professor Sergio Tufik, é formado atualmente por mais 100 colaboradores, entre eles médicos de diversas especialidades, técnicos, psicólogos, biólogos, biomédicos, dentistas, assistentes sociais, enfermeiras, fisioterapeutas, educadores físicos e pesquisadores. Além do atendimento à população, conta com uma área educação continuada que já capacitou mais de 4.000 médicos e outros profissionais de saúde. www.institutodosono.com


Posts mais acessados