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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Cuidados com a alimentação são essenciais para uma boca saudável


Erosões dentais e irritações nas mucosas podem ser evitadas com um cardápio balanceado


A correria da vida moderna e uma alimentação desregrada já são velhos inimigos para uma vida saudável. No âmbito da saúde bucal, colaboram para essa condição a ingestão de alimentos ácidos e industrializados - os principais agentes de erosões dentais e outras doenças bucais. 

A erosão dental (ou biocorrosão) pode ser compreendida como a dissolução do esmalte dental, causando alteração da coloração do dente e hipersensibilidade ao frio. Bebidas alcoólicas ou escuras, como café e alguns refrigerantes, assim como carboidratos, são alguns dos alimentos que podem causar essas complicações se ingeridos excessivamente. Isso, associado à escovação intensa com escovas de cerdas duras, pode agravar ainda mais o problema pelo aumento da fricção do ácido com os dentes. 

Camillo Anauate Netto, conselheiro suplente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), aponta bebidas como vodca e vinhos como coadjuvantes do problema. Pelo pH ácido e alto teor alcoólico, a ingestão exagerada inibe a salivação, intensificando os processos ácidos que induzem a biocorrosão. Além do desgaste, o álcool também é responsável por outras doenças bucais. 

“O álcool pode irritar as mucosas da boca. Seu consumo abusivo pode causar alterações celulares nestes tecidos moles bucais e aumentar a predisposição a doenças cancerizáveis na boca e garganta”, explica. 

Frutas ácidas, como kiwi, limão, laranja, também podem causar erosão dental. “Quando se morde ou se chupa uma fruta cítrica aumentamos o seu poder de corrosão da estrutura dental por conta da fricção mecânica contra os dentes. Sucos dessas frutas também podem prejudicar, a dica é tomá-los com canudo (biodegradável) para minimizar o contato com os dentes”, explica o especialista. 

Café e carboidratos

O café, um favorito dos brasileiros, é outra bebida que pode prejudicar o nosso sorriso. Segundo o especialista, o líquido tem poder corante das estruturas dentais quando consumido com muita frequência. “O café pode pigmentar as estruturas dentais e restaurações de resina. Porém estes pigmentos normalmente são removidos com uma profilaxia profissional”, comenta Netto.  

Já alimentos ricos em carboidratos contribuem para problemas como cáries e degradação do esmalte e dentina. “Carboidratos fermentáveis também produzem ácidos e podem prejudicar quando a higienização dental não é realizada com eficácia e frequência recomendadas”, diz Netto.

Cuidados com a higiene bucal podem prevenir a maioria dos problemas bucais, principalmente os provenientes da alimentação. Para evitar a erosão dental, o cirurgião-dentista recomenda que a escovação seja realizada cerca de 20 a 30 minutos após a refeição, período necessário para que o teor ácido bucal se estabilize. 

Primeiros dentes
A partir do irrompimento dos primeiros dentes da criança, é importante que cuidados com a saúde bucal entrem na rotina da família. Lara Motta, cirurgiã-dentista integrante da Câmara Técnica de Odontopediatria do CROSP indica que alimentos com consistências diferentes sejam introduzidos no cardápio do pequeno gradativamente. 

“As frutas e legumes, além dos nutrientes, também colaboram com o desenvolvimento da mastigação, quando oferecidos em pedacinhos, para exercitar os músculos mastigatórios e estimular as papilas gustativas com a variedade de alimentos”, explica a profissional. 

Frutas e verduras frescas são as principais fontes de fibra na alimentação. Esses alimentos aumentam a salivação, que funciona como uma defesa natural contra cáries por limpar os restos de comida e neutralizar os ácidos que atacam os dentes. Pera, cenoura, maçã e o aipo, por exemplo, também ajudam a remover a placa bacteriana dos dentes e a refrescar o hálito. 

Uma atenção especial à alimentação dos filhos também é importante para evitar lesões de cáries e acúmulo de placa. “Os alimentos ultraprocessados e industrializados devem ser evitados. Além da composição nutricional, a consistência pegajosa e a presença de açúcar prejudicam o bom desenvolvimento da dentição”, comenta Lara.

Ainda em relação á alimentos açucarados, a cirurgiã-dentista aconselha que o açúcar só deva ser oferecido à criança após os dois anos de idade, se baseando em um consenso da comunidade pediátrica e odontopediátrica sobre os cuidados nos mil primeiros dias da criança (período gestacional, primeiro e segundo ano de idade). 

Troca da dentição
Na época da troca dos dentes de leite pelos permanentes, a higiene bucal merece atenção especial. De acordo com a profissional, o primeiro molar permanente irrompe sem que um dente de leite antecessor tenha caído. Por isso, muitas vezes os responsáveis não sabem que já é permanente, aumentando a importância de uma boa higiene bucal. 

Em todo o caso, para garantir a manutenção da saúde bucal, após a erupção do primeiro dente, aliada à dieta saudável deve-se estabelecer o hábito regular da higiene bucal, com escovação, fio dental e pasta de dentes com flúor.



CROSP –Conselho Regional de Odontologia de São Paulo


A depressão no subconsciente



Entenda como a hipnose pode intervir positivamente
 
A depressão, também chamada de Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um problema grave que pode ser fatal e afeta mais de 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O problema tem sintomas como: insônia ou excesso de sono, isolamento, mudanças de humor, falta de interesse, tristeza persistente e, em casos extremos, pensamentos suicidas.
“O depressivo que procura tratamento já dá o maior passo em direção à sua melhora. Nunca se pode dispensar o diagnóstico e acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, porém, a hipnose pode ser uma boa opção, pois não trata apenas a doença no momento que se encontra e sim a causa”, conta Madalena Feliciano, hipnóloga.

Não há causa conhecida para a depressão, existem pessoas que indicam pré-disposição hereditária ou biológica, assim como aqueles que acabam desenvolvendo a doença por algum acontecimento específico.

“Com a hipnose, partindo do pensamento que o paciente adquiriu a depressão em determinado momento, pois não nasceu com ela, há um motivo para que tenha acontecido”, relata.

Por mais que o paciente não saiba qual é a razão, o subconsciente grava cada memória de nossas vidas. Através da regressão, é possível descobrir, identificar e interferir no que está causando essa mudança mental.

“Uma nova interpretação daquela memória que pode ter sido traumática traz também sentimentos diferentes para como o depressivo vê a vida agora”, explica Madalena.

É possível superar a depressão, contanto que você procure auxílio. Ter sua própria mente de volta é algo que todo pessoa merece, assim como viver com qualidade.




Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e hipnóloga
Professor Aprígio Gonzaga 78, São Judas, São Paulo - SP.

No mês de conscientização sobre Saúde Mental, especialistas falam das demências


Mais comum entre elas, Doença de Alzheimer acomete cerca de 1,2 milhões de brasileiros e exige conscientização e apoio da família e da sociedade nos cuidados com idoso 



“Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente”. A reflexão é da personagem central do livro Para Sempre Alice, uma renomada neuro-linguista que, ironicamente, descobre e passa a conviver com a Doença de Alzheimer. Assim como a personagem, cerca de 1,2 milhões de pessoas, a maioria com 60 anos ou mais, vivem com demências no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

No mês marcado pela conscientização sobre a Saúde Mental, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alerta para a importância das demências, doenças neuro-degenerativas, de curso crônico, irreversível, que causam a diminuição progressiva das funções cognitivas, alterações de comportamento e perda da capacidade funcional.

Segundo a psicóloga especialista em Gerontologia, Eloisa Adler, a longevidade é um desafio do século XXI. Doenças como o câncer e as demências têm maior prevalência com o avançar da idade. “Uma pessoa acometida por uma demência perde progressivamente a sua autonomia, ou seja, a capacidade de fazer suas próprias escolhas e tomar decisões”.

O médico geriatra Paulo Canineu detalha que os primeiros sintomas geralmente são de alterações da memória recente. “Também pode haver mudanças de comportamento, ansiedade e depressão, evoluindo lentamente para perda de nexo, incontinências fecal e urinária e imobilidade física, que pode levar a pessoa a ficar acamada”, diz.

 “A autonomia, um referencial fundamental da Bioética contemporânea, como um princípio lapidar da liberdade de escolhas, é comprometida precocemente na devastadora Doença de Alzheimer”, acrescenta a médica geriatra Claudia Burlá.


Família e atendimento especializado

De acordo com Canineu, tratar uma pessoa que teve infarto, por exemplo, é diferente de tratar outra com uma demência, como a Doença de Alzheimer, a mais frequente entre elas. “Enquanto a primeira depois de um ano pode melhorar, fazendo uma reabilitação e melhorando os hábitos, a segunda, terá uma evolução progressiva por mais precoce que seja o diagnóstico e o início do tratamento”, explica.

Nesse momento a presença e o envolvimento da família são essenciais, enfatiza Burlá: “Os familiares têm responsabilidade de proteger e cuidar da pessoa idosa com diagnóstico de algum tipo de demência”. De acordo com a especialista, além disso, não adianta apenas prescrever remédios, mas realizar um trabalho integrado, multi-interdisciplinar de reabilitação cognitiva e suporte familiar.

Adler e Burlá complementam que a abordagem integrada geronto-geriátrica é a base para a maximização da autonomia e otimização funcional da pessoa idosa nos diferentes cenários do processo do envelhecimento.


 


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)



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