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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Mitos e Verdades do Implante Mamário



Silicone é a cirurgia plástica mais feita no Brasil



Os procedimentos estéticos e reparadores deixam o Brasil à frente do México e do Japão quando o assunto é cirurgia plástica, ocupando o segundo lugar do ranking mundial.

A última pesquisa da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética) revela que são realizadas cerca de 220 mil Mamoplastias de aumento (aumento de mama com implantes de silicone) no país. Apesar da preferência, diversos mitos rondam o universo dos implantes de silicone. Para esclarecer as incertezas, o cirurgião plástico Dr. Marco Cassol responde sobre o procedimento.

Durante a cicatrização não posso trabalhar peitoral, ombro e costas?

Mito. A mulher pode continuar trabalhando estas regiões, mas é recomendada cautela na prática de atividades. É importante que a aluna, o médico e o educador físico cheguem à uma decisão conjunta sobre quando e como os exercícios devem ser retomados. 


Coloquei prótese e posso continuar pegando pesado na malhação?

Verdade. Desde que seja respeitado o período da cicatrização, a mulher que colocou prótese pode e deve continuar malhando, mesmo pesado, destaca Dr. Cassol. 

Já a dica do preparador é que as mulheres com próteses recentes usem tops mais reforçados para melhor sustentar os seios e protegê-los de impactos durante a prática do exercício.


Tenho silicone e posso praticar qualquer atividade física ou esporte radical?

Mito. O uso de próteses não impede a prática de exercícios físicos, mas o médico aconselha cuidados redobrados na prática de esportes radicais, principalmente os que promovem alto impacto na região do tórax. “Se a mulher pular de um bumg jump, por exemplo, ela corre sério risco de ruptura de prótese”. O preparador também alerta que são necessárias atenções redobradas para algumas práticas como lutas, por exemplo.  


Minha prótese é grande e tenho problema postural na hora da malhação?

Verdade. Não só problema de postura, como dor nas costas e queda das mamas. “O ideal é optar por próteses menores. Estas promovem mais conforto e, esteticamente, fica mais bonito”, complementa Dr. Cassol. 


Tenho silicone. É verdade que não posso praticar atividades físicas ou esportes radicais

Mito. O uso de próteses não impede a prática de exercícios físicos, mas deve-se tomar cuidados redobrados na prática de esportes radicais, principalmente os que promovem alto impacto na região do tórax.


A cicatriz deixada pela operação pode virar queloide?

Verdade. A tendência a formar queloides varia de pessoa para pessoa, e não depende da habilidade do cirurgião. Se a pessoa tem tendência, o ideal é alertar o médico para que ele tome algumas medidas preventivas para diminuir o risco. 


Próteses de silicone aumentam as chances de ter câncer de mama?

Mito. Todas as mulheres, independente de terem ou não o silicone, devem fazer o autoexame e a mamografia a partir dos 35 anos;


Não é recomendado menores de 18 anos colocarem a prótese?

Verdade. Menores de idade ainda estão com o corpo em formação. O indicado é fazer a cirurgia após cinco anos da primeira menstruação. 


A prótese pode atrapalhar a amamentação?

Mito. O implante de silicone é colocado abaixo das glândulas mamárias ou do músculo. A única recomendação é que a mulher aguarde pelo menos três meses depois da cirurgia para amamentar.


O silicone tira a sensibilidade dos seios?

Verdade. Na maioria dos casos, a perda de sensibilidade nas aréolas é temporária, e só ocorre se a prótese for muito grande para a anatomia da paciente. Por isso, é imprescindível conversar antes com o cirurgião plástico para esclarecer as dúvidas e confiar na sua avaliação.






Dr. Marco Cassol - cirurgião plástico. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) com mais de 20 anos de experiência. É formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em plástica facial.
Instagram: @clinicamarcocassol
Facebook: @clinicamarcocasssol


Flacidez: Como Evitar e Tratar!


A flacidez é a perda da tonicidade do músculo ou pele, deixando o tecido do corpo com aspecto “frouxo” ou lânguido. Pode ser muscular ou cutânea e costuma ocorrer por falta de colágeno, que é a principal proteína presente no organismo que sustenta a pele, por meio das suas fibras alongadas e dispostas paralelamente na derme. 
É normal que com o passar dos anos e como decorrência do envelhecimento natural da pele ela acabe perdendo um pouco da sua rigidez e firmeza, em razão da diminuição da quantidade de colágeno no corpo e de alguns fatores, como a exposição contínua ao sol, hábitos alimentares  inadequados, falta de exercícios físicos regulares, doenças sistêmicas, alguns medicamentos, ingestão de bebida alcoólica, fumo, alterações hormonais, processo de emagrecer ou engordar rapidamente e a carga genética; não há um fator único e específico que cause flacidez.

Como evitar
O ideal para qualquer condição de saúde e cuidado do corpo, seja interna ou externa, é sempre procurar prevenir que algo aconteça do que combater. 
No caso da flacidez, a prevenção envolve uma alimentação rica em proteínas e gorduras boas, a prática de exercícios físicos (se possível, atividades de fortalecimento muscular), a aplicação regular e contínua de cremes apropriados para melhorar o tônus e a hidratação da pele e a procura por evitar muita oscilação de peso, para que não haja o “efeito sanfona”. 
Boas opções para se sanar essa condição são os tratamentos estéticos que utilizam correntes bioelétricas, como laser e cosmecêuticos que sejam precursores de colágeno e aminoácidos, como a vitamina C e a hidroxiprolina, as microcorrentes e a carboxiterapia. 

Como combater 
Depois que a pele já está flácida, fica um pouco mais complicado devolver a firmeza a pele. Quando se trata de flacidez cutânea, é possível o uso de bioestimuladores, como o hidroxiapatita de cálcio e o ácido polilático. Quando injetadas e espalhadas na pele, essas substâncias estimulam a formação de novas fibras, deixando o tecido mais tonificado. 
Dependendo do grau e do tipo da flacidez, uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios, como a musculação, também ajuda bastante a amenizar os efeitos da flacidez. 
O sedentarismo é caracterizado como um dos fatores de maior influência para o aparecimento dessa condição, seguido pela perda de massa muscular e o aumento do depósito gorduroso. 
A falta de exercícios físicos é considerada a principal causa da flacidez, pois, quando os músculos não são estimulados adequadamente suas fibras se atrofiam. 




Dr. Alexandre Kataoka - cirurgião plástico: Médico perito concursado pelo Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC), Membro Titular da sociedade brasileira de cirurgia plástica e Preceptor dos residentes do Serviço Prof. Dr. Oswaldo de Castro.


O Coringa que te habita


                                                                         
Não é surpresa que o filme “Coringa", de Joaquim Phoenix e Todd Phillips, tenha obtido 11 indicações ao Oscar. Este é um dos filmes que, no mínimo, gostando ou não, intrigam cada um de nós. Assim que o filme foi lançado, seu impacto causou tanta estranheza que muitos se perguntaram: quem é e onde está o Coringa da vida real? Consequentemente, muitos dedos foram apontados: aos políticos, aos marginalizados, etc.. A resposta mais convincente foi dada por um colega da Psicologia, José Balestrini, que pontou que o Coringa é, simplesmente, o coringa: ou seja, uma máscara que cabe em todos nós.

A outra face do Coringa é o palhaço Happy, traduzindo para o português: o Feliz. Ele quer trabalhar, é dedicado, tenta ganhar o seu dinheiro, sonha em ser um astro, ou melhor, ter reconhecimento, isto é, como sinônimo disso tudo: ser feliz. Esta descrição corresponde à grande parte da sociedade atual. A busca da felicidade como sinônimo de sucesso, dinheiro e poder é um imperativo no mundo. 

Porém, a busca da felicidade gera uma expectativa tão grande na sociedade, que muitos indivíduos, hoje, ao não conseguirem alcançá-la, fazem uso equivocado de medicamentos, como o clonazepam, para suportar a frustração de suas vidas. A questão é que felicidade não é sinônimo de dinheiro, sucesso ou poder. A Psicologia Analítica entende que não é possível estar em um estado de felicidade sem, frequentemente, enfrentarmos um estado depressivo. E, quem nega as próprias tristezas, frustrações, entre outros sentimentos que julgamos negativos, acaba por torná-los mais frequentes e maiores. O clonazepam ajuda a anestesiá-los, mas não os elimina. 

Quando a negação destes sentimentos já não é mais suportada, eles nos tomam de uma vez só. Por isso, é muito comum vermos popstars que conquistam uma rápida fama enfrentarem um quadro depressivo logo em seguida. Se aceitássemos nossas tristezas em pequenas doses diárias, conseguiríamos também ser felizes em doses diárias. 

Quando Happy veste a máscara do Coringa, ele não aceita em si todas suas dúvidas, frustrações e tristezas, o que seria o caminho certo, psicologicamente falando. Ele rompe com o próprio Happy em si, ele cinde, e é engolido por todos estes sentimentos sombrios. Isso faz nascer o Coringa. Nós não somos diferentes: todos temos tristezas, frustrações e dúvidas. Resta-nos entender as nossas e não apontar dedos para as do indivíduo ao lado. O lado sombrio e negativo da vida é inevitável. A única coisa possível de se fazer é escolher o que fazer com elas. 





Leonardo Torres - Professor e Palestrante, Doutorando em Comunicação e Pós-graduando em Psicologia Junguiana


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